Era para ser um dia como qualquer outro. Pisei na sede da empresa impecável como sempre, com cabelos bem cortados, a barba cheia milimetricamente aparada e o perfume inebriante. Tudo calculado para marcar presença, mas sem exagero.
Com quarenta e poucos anos, era alto executivo de um banco empresarial forte no mercado. Eu ganhava uma baba e exalava poder pelos poros, além do que o dono era meu chapa, um cara inteligentíssimo, o Daniel.
Mulher não me faltava, principalmente as loiras mais novinhas, que eram minha predileção absoluta, tal como do Daniel e de toda a diretoria do banco.
Houve até uma garota, uma novinha tesuda, loira platinada dos olhos verdes, que me deu seu telefone dizendo para ligar quando me sentisse sozinho, pois ela me faria companhia com “muito prazer” - enfatizando estas últimas palavras, com um sorrisinho sacana.
Apesar do sucesso com a mulherada, nunca fui estúpido a ponto de casar com uma fedelha interesseira e com metade da minha idade, por mais gostosinha que fosse. Muito menos teria filhos. Não arriscaria minha boa vida, agora que tinha tudo nas mãos.
Ou quase tudo.
Pequenos detalhes me incomodavam, mas precisava saber levar para evitar problemas. Suzette era o maior deles. Quer dizer, a garota era competente, se esforçava no trabalho, até poderia se tornar uma assistente razoável, mas… tinha que ser justamente minha secretária?
Quando nos apresentaram eu quis rejeitá-la, mas já esperava há tanto tempo aquele processo seletivo que poderiam desconfiar. O que devia dizer? Que não queria trabalhar com uma… “escurinha com cara de faminta”?
Isso soaria mal, ainda mais hoje em dia, que tudo precisa ser politicamente correto. Tive que engolir Suzette, fruto de algum sistema de cotas afirmativas.
Há um mês, aturava sua incômoda presença em frente à minha sala. Todos os executivos tinham loiras tesudas decorando a porta, jovens de aparência provocativa, era como um chamariz para fechar bons negócios.
Já eu, tinha a… caralho, é politicamente certo dizer “favelada” da diretoria? Acho melhor não, pode ofender alguém. Hoje em dia todo mundo se ofende fácil.
Enfim, ali tinha um monte de loira, mas eu só possuía a Suzette e sua mania de usar roupas étnicas, como se estivesse num bloco de carnaval da Bahia.
Nada contra, sério mesmo, acho que toda empresa deve ter políticas afirmativas, mas… tinha que ser justamente comigo?
Um dia, estava atendendo os auditores da receita ao telefone por uns temas menores, era um pedido especial do Daniel, e perdi a hora do almoço
Suzette entrou na sala sem bater, enrolada naqueles trapos coloridos, com o ar humilde de quem ia roubar meu precioso tempo.
– Rodrigo, você não vai comer?
– “Seu” Rodrigo, por favor. Agora não, estou ocupado.
– Mas são duas da tarde. Quer que peça algo daquele restaurante chique?
– Não, menina, não quero.
– Olha, trouxe algo de casa, eu mesma que fiz.
– Não precisa, obrigado.
– De qualquer forma, vou colocar na sua mesa, caso precise – respondeu deixando uma marmitinha e saindo tão sorrateiramente quanto entrou.
Merda. Que parte de “não quero” e “vaza daqui” essa garota não entendia? O pior é que segui trabalhando, mas não consegui tirar o olho da maldita marmitinha.
Aquilo destoava na minha mesa tanto quanto Suzette no escritório, além de ser uma lembrança da humilhação de ser o único diretor com uma secretária… afrodescendente? - É correto dizer assim, não é?
Quatro horas da tarde, os auditores faziam perguntas sem sentido e demandavam infinitas planilhas. Meu estômago tinha um nó como se as paredes estivessem coladas. Para piorar, o Daniel me pressionava com mensagens exigindo saber como estavam as coisas.
Meio à contragosto, resolvi abrir a marmita. Era um ovo frito sobre um montinho de arroz. A favelada achava mesmo que eu comeria aquilo? Bem, verdade seja dita, ela fez menção de pedir outra coisa… e agora que a fome apertava, eu estava a ponto de devorar tudo.
Na hora de dar a primeira garfada, contudo, uma imagem me veio à cabeça. Suzette de avental, na cozinha dum barraco, mexendo numa frigideira velha. Suas mãos delicadas de dedos finos e unhas compridas, muito negros com palmas rosadas, quebravam um ovo ali.
Aquele ovo. Aquelas mãos negras. Não consegui comer.
Cinco horas da tarde. Os auditores continuavam com toda a ladainha à troco de nada, Daniel estava insuportável, e um buraco negro se formara no meu estômago, voraz.
Olhei para o ovo. O ovo olhou pra mim. Creio que ele deu uma piscadinha, ou foi só a fome que já estava me causando alucinações. Caí matando na porra do arroz com ovo com as mãos, como se fosse o fino da gastronomia.
Pior ainda, chupei os dedos melados com a gema mole, um por um, me deleitando. Não sei porque, na minha cabeça era como se estivesse chupando Suzette, quer dizer, mais bem uma parte específica dela, capaz de deixar os dedos escorrendo…
Num raio de lucidez, dei-me conta do que estava pensando e reagi, me endireitando na cadeira e respirando fundo para retomar a compostura. Onde já se viu, eu imaginando que estava chupando dos dedos o gozo da… que se foda, não vou enfeitar: imaginei que lambia o gozo da buceta da Suzette, a favelada, minha secretaria do sistema de cotas.
Apaguei aquele pensamento da cabeça tão rápido quanto surgiu, ou ao menos isso achei. À noite, sozinho na cobertura com vista para o mar, a ideia de meter os dedos entre as pernas de Suzette ia e vinha, por mais que tentasse focar em outras coisas.
Aquilo era ruim, estava ficando obsessionado com uma proletária negrinha, logo eu, o comedor de loirinhas tesudinhas.
Mas é claro! Como não havia pensado nisso antes? Puxei o cartão daquela loirinha platinada que se ofereceu para me fazer companhia uns dias antes.
Era óbvio que se tratava de uma garota de programa. Não costumava recorrer a este tipo de serviço, tinha até certo preconceito, mas naquela noite estava à perigo. Tudo culpa da Suzette e seu maldito ovo frito.
Em uma hora, abria a porta para aquele tesãozinho que dizia se chamar “Verinha” entrar, usando um vestidinho curto e ousado, o qual revelava a sinuosidade de seu corpo e a forma como ela me daria “muito prazer”.
Nem liguei que ela pedisse adiantado a alta soma do presentinho, só queria tirar a bucetinha negra de Suzette da minha cabeça, não importava o preço.
Tinha um incêndio dentro de mim e precisava extingui-lo. Mal cheguei com Verinha no quarto, já fui partindo pra cima, beijando o pescoço, abraçando seu corpo, apertando e apalpando tudo ao alcance de minhas mãos.
Fui puxando suas roupas como conseguia, afoito, a garota até pediu para que ela mesma tirasse, com medo de que rasgasse alguma parte.
Seus peitos eram pontudinhos de biquinhos rosados, a bucetinha estava totalmente depilada, a bunda se via redondinha, exatamente como eu gostava. O pau chegava a dar pulos de tanto tesão, pulsando com a imagem de Verinha nua dominada por mim.
Na pressa, comecei a meter ali mesmo, em pé na frente da cama, a buceta da loirinha era aconchegante e preparada pra levar ferro, recebia minha rola como um siri na toca, coisa de profissional.
Joguei-a na cama bruscamente, ela ria divertida enquanto eu retinha suas pernas abertas no ar e voltava a meter bronca naquela coisinha cor-de-rosa. Fodi como um doido, mas ainda me parecia pouco.
Suspendi a garota no ar com suas mãos em volta do meu pescoço, encaixei a piroca outra vez entre suas pernas e me acabei de tanto meter na bucetinha, com golpes firmes e profundos, fazendo-a engolir o pau até o talo.
Perdi a conta das posições que inventei fodendo a Verinha, nem tenho ideia de quantas vezes a fiz gozar com a minha fome insaciável, foi uma maratona. Porém, sempre que estava próximo de atingir o clímax, a lembrança de Suzette me vinha à cabeça e perdia a concentração - e daí tinha que começar tudo de novo.
Lá pelas tantas, após horas sendo devassada pela minha pica, Verinha estava um desastre, toda desarrumada, como se tivesse sido atropelada, e começou a dar sinais de esgotamento.
– Mas homem, que fogo danado é esse? Você não cansa?
– Estou abusando, não é? Me desculpe, mas preciso apagar isso que está dentro de mim!
– Não, tudo bem, garota de programa serve pra isso, pra aliviar. Mas o que te aconteceu? O que te deixou assim?
– Nada não, foi só uma… – as palavras custavam a sair, tinha vergonha de admitir que estava doido para meter os dedos na buceta de uma negrinha – foi uma novinha que mexeu comigo.
– E porque não me disse? Sei como arrancar ninfeta de cabeça de macho! Por mais milzinho, dou um jeito!
Estava tão doido, que aceitei. Verinha mandou-me ficar de pé e se colocou de quatro. Com as mãos pequeninas, afastou bem as nádegas, deixando evidente a rachinha maltratada e o buraquinho cor-de-rosa logo acima.
– Vem, cabra, mete com vontade que você vai esquecer dessa fulana!
– Sério mesmo? Quer dizer, é pra comer o seu… Parece meio pequenino pro tamanho da minha rola…
– Olha, não vou passar a noite me fodendo só porque você não esquece uma piriguete. E esse cuzinho já aguentou coisa muito maior. Vem na fé, mete bronca!
– Não sei, acho isso meio… sujo? Quer dizer, não é que nunca tenha feito, mas não é minha predileção e…
– Puta merda! Vai arregar? Enfia a rola de vez na minha bunda, arregaça, que a gente termina isso em cinco minutos e tu vai se sentir melhor, juro!
Tá bem, tinha certo preconceito com prostitutas, mais ainda com as que liberavam por trás, comer cu de puta parecia desespero, mas nada disso chegava perto do perigo de estar fixado numa favelada escurinha.
Dos males o menor, pensei ao apontar o cacete para a entradinha, começar a forçar as preguinhas e ver a cabeça entrando aos poucos, enquanto Verinha gemia e agarrava o lençol da cama.
E não é que a danada tinha razão? A cada estocada que dava enterrando o caralho, meu sangue pulsava mais forte e arrancava qualquer outro pensamento à força.
Em dado momento, finalmente, não restava nada além daquele cuzinho engolindo o pau, apertadinho, sugando e expelindo a rola. A loirinha sequer reclamava, se limitando a trincar os dentes e gemer alto com o pau no cu e as pernas tremendo.
Gozei em menos de cinco minutos. Quando caímos exaustos, Verinha parecia estar em transe, enquanto minha mente restava confortavelmente vazia. Dormimos em seguida, largados nus sobre a cama.
Quando acordei era de manhã e Verinha já não estava mais ali - e nem alguns pertences meus, como a carteira.
Não me importei, era tão bom sentir que aquele pesadelo terminara que até assobiava ouvindo a musiquinha ao telefone, enquanto esperava para bloquear os cartões roubados.
Foi difícil, superei meus preconceitos contra putas, contra cus, e contra cus de putas… mas enfim me via livre daquela bucetinha negra tentadora, toda meladinha, esperando eu meter os dedos grossos lá dentro, sentir seu calor, deixá-la escorrendo e depois provar seu gozo…
Ah não, caralho! Porque fui pensar nisso? Porquê? Agora a fixação em Suzette voltara mais forte ainda!
Nos dias que se seguiram, entrei num estado de negação. Era uma mentira na qual insistia para manter as aparências com o Daniel e os demais diretores. Contudo, lá no fundo, não conseguia me enganar: já não passava em frente à mesinha de Suzette como antes.
Vinha cheio de expectativa, o coração palpitava parecendo que ia sair pela boca e, não raro, tinha que disfarçar uma inconveniente ereção que surgia do nada entre minhas pernas.
Bastava vê-la trabalhando, que começava a ter ideias incomuns. Os cabelos presos em um milhão de trancinhas compridas emoldurando o rostinho de olhos grandes e um sorriso extraordinariamente branco capturavam minha atenção, era impossível não parar para apreciá-la.
Quando me vi, estava pesquisando aquela roupa étnica estranha que ela usava e que tão bem caia no seu corpo, cobrindo os seios medianos, apertando sua cinturinha fina, para então desaguar ressaltando o volume acentuado de suas nádegas redondas como dois melõezinhos polpudos.
Chamava-se “capulana”, um tecido estampado africano comprido que envolvia todo o corpo - e devia levar horas para enrolar e amarrar aquilo direitinho. O resultado era fantástico, uma loirinha qualquer jamais ficaria bem naquilo, por mais gostosa que fosse, nem se usasse trancinhas lindas como as de Suzette.
Tentei colocar estes pensamentos de lado, concentrar-me no trabalho, mas era bem difícil.
Mais de uma vez estive com os auditores falando sobre inconsistências e movimentações suspeitas, enquanto eu tinha a mente distante, na bucetinha apertada de Suzette, escurinha por fora e vermelhinha por dentro, pingando o gozo salgado com sabor de pecado.
Contudo, agora já nem me recriminava, simplesmente aceitava que desenvolvi um interesse secreto pela negrinha e desfrutava daquilo. Até ria de mim mesmo com essas fantasias, era só uma bobagem, provavelmente porque estava entrando na meia idade.
Total que não era nada demais, afinal, nunca teria nada com uma garota como aquela, escurinha e, convenhamos, muito abaixo do meu nível social.
Ôpa, peraí…
Eu ia por um caminho traiçoeiro! Sempre dispensei as loirinhas logo após as noites de devassidão, não importava o que deixassem fazer quando se colocavam de quatro, rebolando à minha frente na cama - e agora estava fixado numa secretariazinha favelada?
Não, isso era perigoso na minha idade, uma verdadeira armadilha. Começa com devaneios inocentes e, quando o cara se dá conta, a favelada está aboletada na sua casa com a família inteira, cachorro e papagaio e periquito, até a fulana pegar barriga - e você termina pagando pensão para algum projetinho de marginal.
Ou pior ainda, termina se casando com a negrinha remelenta, perde os amigos, perde o status, começa a beber, afunda na carreira, perde o emprego e cai matando no crack, até perder os dentes e a dignidade - e num passe de mágica tudo o que você construiu se esfuma.
Definitivamente não! Estava decidido, ia cortar aquele mal pela raiz!
Era um pouco escroto da minha parte, quer dizer, demitir a fulana só porque queria meter os dedos em sua buceta e chupar o gozo, quando ela sequer tinha culpa disso. Mas era necessário, se não quisesse ter problemas maiores.
Em primeiro lugar vinham eu e minha vida, isso sim, Suzette que me desculpasse, mas ela e o maldito ovo de gema mole iam voltar rapidinho para o inferno da favela de onde saíram!
Então, chegamos ao dia em que entrava todo confiante na empresa, determinado a colocar um fim naquela loucura. Se alguém perguntasse, diria apenas que a negrinha me impedia de cumprir minhas funções adequadamente - o que, vamos e venhamos, era verdade.
Contudo, mal me aproximei à sua mesinha, percebi um certo desespero em seu rosto. Isso não era comum, a infeliz sorria o tempo todo, não importava quanto fosse frio com ela, seus dentes talhados em marfim estavam sempre brilhando.
– Seu Rodrigo, o senhor precisa vir comigo.
– Espera, Suzette. Vamos ter uma conversinha séria.
– Agora não. É melhor o senhor me acompanhar, rápido.
– Mas o que foi? Porque você está assim?
– Acaba de dar na televisão, o seu Daniel foi preso hoje cedo.
– Mas… O Daniel? Como assim? Qual é a acusação?
– Fraude fiscal, manipulação financeira, lavagem de dinheiro, associação com o crime organizado, financiamento de milícias, enfim, a ficha é longa.
– Conheço o Daniel, ele seria incapaz disso, deve ser um mal entendido!
– E o senhor aparece como o articulador de todo o esquema. A casa caiu, está entendendo?
– Os malditos auditores da receita! Então era isso que investigavam tanto!
– Pelo visto, sim. E foi o senhor que passou pra frente toda a contabilidade furada, tentando encobrir as movimentações suspeitas!!
– Merda! Só cumpri o que o Daniel mandou! O que vou fazer?
– O mais importante é desaparecer, vai por mim. A essa hora, a polícia está na sua casa revirando tudo e bloqueando seus bens. Não demora, chegam para meter o senhor no xilindró!
– Puta que pariu, me fodi!
– Não se desespere, mantenha a cabeça fria, homem. Vem que eu te ajudo, afinal, secretária é pra isso!
Fomos ao subsolo, usei um capacete para que ninguém me reconhecesse e subimos na sua XL-125 trail vermelha, uma moto um tanto inusitada para uma secretária que usava capulana.
Saímos arrancando da garagem, a garota ia dirigindo comigo na garupa agarrado à sua cinturinha, justo quando os carros da polícia estacionaram em frente ao edifício de sirenes ligadas.
Quando paramos num semáforo, ela jogou meu telefone na traseira de um caminhão de lixo, para não rastrearem. Depois, seguiu correndo pelas ruas do centro com uma destreza incrível, enquanto eu estava tão aturdido que mal conseguia pensar.
Em poucos minutos, tudo o que tinha, o que construíra, o emprego, a carreira, a casa e as contas bancárias, foi tudo pro espaço.
Que ironia, isso era justamente o que queria evitar quando decidi demitir Suzette, e agora a negrinha estava ali, me ajudando a fugir, minha única saída daquela enrascada.
O pior é que, mesmo fudido, eu apertava sua cinturinha e só pensava nas minhas coxas em volta das pernas torneadas da garota, na sua bunda de melõezinhos sendo sarrada por mim, nas trancinhas batendo no meu rosto e no perfume meio doce, mas inebriante, que saia de seu pescocinho fino e me deixava zonzo de desejo.
Estava tão absorto com a negrinha que, quando dei por mim, já íamos por vielas sinuosas e estreitas subindo um morro, entre casinhas mal ajambradas que desafiavam qualquer engenheiro, com moleques de chinelo correndo sem camisa pela rua e uns tipos mal encarados falando por rádios e segurando fuzis.
– Suzette, que porra é essa? Onde a gente se meteu?
– Fica tranquilo, seu Rodrigo, vou esconder o senhor.
– Ficou doida? Isso aqui é uma favela! Porra, eu sou branco! E rico! Vão me sequestrar! Vão me estuprar! Vão me matar e queimar o corpo nos pneus!
– Que bobagem, aqui não acontece isso, os chefes não deixam. Quem vacila amanhece no matagal. E não chama de favela, que o pessoal se incomoda. É “comunidade”!
– Tá bem, me desculpe. Mas é que pra onde olho, só vejo marginais. Afinal, para onde estamos indo?
– Vamos lá pra casa, é o mais seguro agora. Esse é o último lugar onde os “homi” vão procurar. É mais, mesmo se quisessem, eles nem conseguiriam chegar perto daqui!
Em dado momento, a moto se enfiou num bequinho muito estreito e, ao final, descemos em frente a um portãozinho descascado de metal que rangeu quando Suzette o abriu.
A casinha da garota era bem peculiar, um tanto vertical, e não seguia nenhum estilo arquitetônico conhecido.
O térreo era um corredor comprido com um banheiro e uma escadinha no fundo, no segundo piso havia uma sequência de quartinhos pequenos sem janelas, o terceiro era uma sala de televisão com um aparelho de mais de sessenta polegadas e o quarto andar era uma cozinha aberta, com tanque e varal de roupa na varanda.
No quinto andar, o ponto alto da casa, havia uma área de lazer na laje com um vasto terraço, churrasqueira, piscina inflável e uma vista extraordinária para as praias da zona sul.
Suzette foi em seguida para a associação de moradores, ver se conseguia umas roupas mais comuns para mim - pelo visto, meu terno italiano chamaria muita atenção.
Me alertou que eu não deveria ir nos quartinhos, pois dividia o cafofo com umas amigas que costumavam dormir ali durante o dia, então fui ligar a televisão e acompanhar as notícias, já que nem telefone tinha mais.
Era inacreditável, eu aparecia nos noticiários como grande articulador por trás de um esquema requintado de falcatruas financeiras.
Daniel surgiu de cabeça raspada e uniforme de presidiário declarando que era inocente, que não sabia de nada, que fora enganado por um dos diretores em quem ele inadvertidamente confiara. Filho da puta!
Resolvi tomar um banho para aliviar a cabeça, senão ia explodir. Desci até o sanitário, mas lá só tinha pia e vaso, sem chuveiro. Não encontrei outro banheiro na casa, o que me deixou intrigado. Apesar da advertência de Suzette, decidi dar uma olhada no andar dos quartinhos, pois deveria ter um chuveiro por ali.
Ao entrar no primeiro quarto, encontrei em pé, se espreguiçando como se acabasse de acordar, uma garota platinada e tesudinha, deliciosamente nua, de quem me lembrava bem: Verinha!
– Não acredito… É muita coincidência! O que você está fazendo aqui?
– Essa não… Olha macho, se é por causa da sua carteira, me desculpa, tá legal? Às vezes pego coisas dos outros sem querer e…
– Esquece a carteira! O que você está fazendo aqui, Verinha?
– Ah, isso? Eu e mais umas garotas dividimos esse cafofo. Sabe como é, não tá fácil pra ninguém!
– Mas isso quer dizer que a Suzette… trabalha com você, é isso?
– Querido, eu trabalho sozinha. Você mesmo comprovou, quando arrebentou minhas preguinhas, lembra?
– Não é isso! Estou perguntando se ela também é… assim, como você.
– O quê? Se a Suzette é puta? Pode falar, aqui não tem frescura!
– Bem, é isso. Ela também é uma profissional do sexo?
– Claro que não! Digamos que ela só… cuida de nós – respondeu corrigindo sua postura e colocando certa seriedade na voz, para parecer mais formal.
– Mesmo assim. Isso é muito estranho, digo, encontrar você nesse lugar…
– Querido, eu praticamente moro aqui. Estranho é você entrar no meu quarto e ficar batendo papo comigo pelada. Será que dá ao menos para esperar colocar uma roupa?
Quando Suzette voltou da associação já era meio da tarde e eu conversava com Verinha - que na verdade se chamava Claudirene, mas odiava este nome. Ela me devolvera as coisas que roubou e, sinceramente, aquilo não me faria a menor falta.
De que me serviam cartões de crédito de contas bloqueadas, o controle da garagem dum apartamento interditado e o token duma empresa embargada pela justiça? Aquilo era só um montinho de tralha agora, resquícios da vida que perdi.
Estava com a loirinha na cozinha tomando café. Nos acompanhavam a Egivandra e a Cleidimara, duas garotas que também viviam ali, mas que preferiam ser chamadas de Luana e Lizbeth, respectivamente, uma ruiva pintada e a outra dos cabelos negros, todas putas de profissão.
A esta altura, já aprendera que não havia nada de mal em dizer “puta”, que era como elas se chamavam entre si, nada de garota de programa ou profissional do sexo, nada de frescuras, tudo sem preconceito.
– Seu Rodrigo, vejo que o senhor já conheceu as garotas. Tudo bem?
– “Seu” Rodrigo? Ui, que chique! Aê Digão, tá podendo! – disse Verinha, enquanto as outras riam.
– Verinha, olha o respeito. Seu Rodrigo é meu chefe na empresa! – Suzette corrigiu a amiga, um tanto indignada.
– Tudo bem, Suzette, depois de hoje já superamos a barreira do “senhor”. Pode me chamar de Digão, como as meninas.
– Prefiro Rodrigo. É certo que o senhor, quer dizer, “você”, vai passar uns dias aqui, mas não temos tanta intimidade.
– É, tanta intimidade quanto eu e o Digão, é difícil você ter! – Verinha disse cutucando minhas costelas, enquanto as demais seguiam rindo.
– Vocês dois… já se conheciam? – Suzette perguntou intrigada.
– Pode-se dizer que sim. Nos encontramos uma vez, só isso – tratei de esclarecer sem entrar em detalhes.
– Se encontraram? Rodrigo, pode falar, esse encontro aí de vocês foi para…
– Olha Suzette, não costumo contratar acompanhantes, mas estava precisando desabafar. E olha que coincidência, chamei justo a Verinha!
– Desabafar, sei, entendo. Tudo bem, quem sou eu para julgar, não é?
– Mulher do céu, você nem imagina o quanto esse homem desabafou! – Verinha voltou a se intrometer. – O que era aquilo, foram quatro horas sem sair de dentro!
– Rodrigo, quem diria, hein? No escritório você parecia sempre tão frio, jamais pensei que tivesse esse fogo! – Suzette se atreveu a dizer, tapando a boca e escondendo um risinho.
– Fogo? O macho só parou quando a puta ficou de quatro e tomou no fiofó! – Lisbeth acrescentou. Ao parecer, minha noite com Verinha virou o assunto do momento.
– Ah, tô lembrando! Aquela vez quando tú chegou de manhã toda fodida, andando tortinha, foi ele? – Perguntou Luana, botando lenha na fofoca.
– Meninas, por favor, respeitemos a dona da casa. Acho que a Suzette não está interessada nessa conversa.
– Rodrigo, quer dizer, “Digão”, não se preocupe. Estou interessadíssima. Então, Verinha, me conta, como foi?
– Amiga, o safado me comeu de tudo quanto é jeito, me acabei de levar pica, a pepeca já estava até esfolada. E nem sinal do homem gozar! Daí já viu… tive que usar um truquezinho.
– O truque de dar a bunda pros caras gozarem logo? É batata! – Interveio Lisbeth outra vez, em meio aos risos de todas, enquanto eu queria me enterrar.
– Então, o Digão veio no meu traseiro e seguiu metendo feito doido. O dele é meio grandinho para um branco, e até que é bem grosso, quase me arrependi. Ardeu pra cacete dar a bunda, mas por sorte ele gozou logo!
– Moças, por favor, podemos mudar de assunto? Vocês estão me deixando envergonhado.
– O que é isso, “seu” Digão? Tá com vergonhinha de arrombar cu de puta? Deixa de ser fresco, puta é para essas coisas! – Suzette respondeu gargalhando.
– É Digão, puta é para essas coisas! – As outras repetiram num coral ensaiado, me constrangendo ainda mais.
Era algo inusitado, nunca havia estado com três putas como agora - nem na cama, nem em momento algum. Vê-las comentando detalhes de minha performance como se estivessem na fila do pão era aterrador.
Peguei as roupas e disse que ia tomar banho, só para sair dali. A negrinha me explicou que o chuveiro era na laje, embaixo da caixa d’água. No início não entendi, aquilo era como uma ducha de piscina, sem nenhuma privacidade. Como ia tomar banho assim?
Só quando estava peladão, me ensaboando embaixo d’água, entendi. Tomar banho com aquela vista das praias era uma experiência que valia à pena repetir diariamente - e com certeza era melhor que a ducha da cadeia.
Era um pequeno conforto depois de tudo que aconteceu, mas durou pouco. Em seguida, Suzette subiu e ficou por ali, dizendo que esperaria que terminasse, parecendo não se importar com que estivesse nu, totalmente exposto.
Era constrangedor ter a negrinha me olhando, com um sorrisinho no canto da boca, apreciando o pau, sem sequer disfarçar. Merda, eu fazia o maior esforço pra não pensar no gozo escorrendo de sua bucetinha e ela parecia querer me provocar.
Agora, estranho mesmo foi quando as três outras subiram, dizendo que precisavam começar a se arrumar pro batente e que iam tomar banho comigo pra agilizar.
Enquanto elas tiravam a roupa sem pudor e Suzette permanecia só de butuca, eu disse que já estava terminando e, se esperassem um pouco, poderiam ter mais privacidade. Verinha respondeu que não tinha problema, porque ficavam peladas com homens todos os dias e estavam acostumadas a dividir chuveiro com estranhos de pau duro.
E lá estava eu entre as putas, imerso num festival de peitos e bundas, com as mulheres falando sem parar ensaboando suas partes, vendo a espuma escorrer por seus corpos que, inevitavelmente, encostavam em mim a todo momento fazendo o pau dar pulos. E Suzette só de olho, mordendo o lábio.
Terminei mais rápido que pude e sai fugindo do chuveiro, mas o tesão não cedia, vesti as roupas ao lado de Suzette, com ela olhando diretamente pro cacetão e tapando a boca para disfarçar seus risinhos.
Pensei em voltar pra sala de televisão, mas Suzette disse que era melhor não permanecer ali durante o “movimento”. Daí, pediu para pegar uma cadeira e esperar sentado lá embaixo, em frente à portinha. Ela até me deu um três oitão para minha segurança, dizendo que se deixasse aquilo na cintura, bem à mostra, ninguém mexeria comigo.
Logo entendi o que ela dizia. A cada meia hora chegava um sujeito diferente. Tinha de tudo, jovem, velho, de bermuda e chinelo, de calça e camisa polo, brancos, morenos e negros… a única coisa em comum é que todos tinham um trinta e oito na cintura.
Tá bem, agora eu fora promovido de fugitivo da polícia à leão de chácara do puteiro na comunidade. E sabe o pior?
O tempo sentado ali, vendo homem entrar e sair, ouvindo os gemidos das mulheres vendendo a buceta para os soldados do crime aliviarem sua rotina de morte e vida, sentindo o frio do ferro preso na minha cintura, me fez pensar ainda mais em Suzette.
Fiquei de pau duro a note inteira, lembrando do maldito ovo com gema mole, salgadinha, viscosa, escorrendo entre meus dedos, pedindo para ser degustada em meus lábios, sentindo seu sabor único e implorando por um pouco daquele prazer.
Quando o movimento acabou, o céu já estava clareando e me encontrava curiosamente diferente. Não sei bem definir, mas, apesar de minha vida ter virado de cabeça pra baixo, me sentia mais seguro, determinado, muito mais do que quando era diretor do banco.
Podia ser devido à minha nova função, ou por ter o pensamento fixo na buceta de uma negrinha, ou mesmo por conta do revólver que me fazia companhia, mas já não estava mais preso aos preconceitos que sempre carreguei. Racismo? Classicismo? Tudo merda que só atrasava minha vida.
Subi as escadas com passos firmes, com a calma de quem sabe o que vai acontecer e está completamente em paz com isso. Encontrei Suzette com sua capulana na cozinha fritando uns ovos, como se fosse um sinal.
Cheguei sem dizer uma palavra e colei o corpo pelas suas costas, com minhas mãos retendo-a pela cintura e a pélvis pressionando os melõezinhos de suas nádegas. Suzette sequer se moveu, apenas deixou-me permanecer ali, sentindo o calor de seu corpo escuro como a noite.
– Preciso de você – sussurrei em seu ouvido.
– O que não falta aqui é mulher, Rodrigo. Pode ir com qualquer garota pra se aliviar – ouvi sua resposta simples e direta, sem nenhuma indignação na voz.
– Não, Suzette, não quero outra. Preciso de você, só você.
– Porque eu? Se elas estão aí pra isso mesmo?
– Porque é você que mexe comigo, que me tira do sério. É em você que penso, sem descanso. Sua pele me enlouquece. Preciso de você.
– Mas você mal me conhece. Por acaso já esteve com uma mulher como eu?
– Não, nunca estive com uma negra. Mas não é isso. É você, seu jeito, seu cheiro, sua voz, seus cabelos, seus dentes, sua roupa. Tudo. Até seu ovo frito. Preciso que você seja minha.
– Aqui na comunidade, a gente não diz “negra”, é “preta”. Sou preta, com muito orgulho.
– Preta, quero você pra mim.
– Posso ser sua, mas nao como uma qualquer. Só me entrego se você for ficar. Aí sim, eu seria sua Pretinha – ela respondeu girando o corpo, enlaçando meu pescoço e olhando diretamente para mim.
– Pretinha, preciso de você agora e sempre, como nunca precisei de ninguém antes.
Sua boca se aproximou à minha e um beijo lento foi surgindo, ditando o ritmo de nossos corpos. A maneira como nos movimentávamos, estranhamente coordenados apesar de não haver nenhum conhecimento prévio um do outro, era como a descoberta de uma intimidade que sempre existiu, mas que nunca havíamos percebido.
Talvez por ter estudado aquilo, minhas mãos foram precisas desfazendo cada uma das tramas da capulana no corpo de Suzette. Um pequeno nó sendo desatado aqui, uma volta dupla distorcida ali, e a nudez negra de seu ser surgiu ante mim - e era perfeita, tão perfeita quanto podia ser.
Suas pernas longas subiam com coxas de músculos desenhados nas sombras da pele, sustentando um quadril fino de nádegas firmes, de onde surgia o torso com a coluna bem marcada e, à frente, um ventre coroado por pelinhos escuros formando um triângulo abaixo da barriguinha lustrosa.
Os seios, agora nus pela primeira vez diante de mim, pareciam maiores do que imaginava, mas ainda assim eram pequenos, duas saliências que caberiam em minhas mãos, decoradas por mamilos escuros e entumecidos.
Aproximando-nos novamente, voltamos a beijar-nos enquanto Suzette, habilmente e sem pressa, livrou-me das roupas que agora pareciam até um estorvo, uma afronta à sua bela nudez.
Não havia outro desejo mais urgente em mim que tocar aquele sexo com meus dedos, sentir seu calor e sua umidade, explorar o clítoris para exitá-la, deixando escorrer dali o fiozinho viscoso, símbolo do prazer que lhe provocava.
Realizei este sonho negado por mim infinitas vezes, penetrei-a com os dedos, apertei sua bucetinha com cuidado e firmeza, avancei e retrocedi, até que Suzette cravasse as unhas em meus braços e, olhando-me enquanto gemia, libertava o líquido que eu tanto ansiava.
Finalmente! Ali estava! Em minhas mãos brilhosas, escorrendo por meus dedos, tinha o mel salgado do gozo de Suzette, pronto para ser provado, absorvido e degustado, tal como meus delírios impunham!
– Foi um longo caminho até aqui – comentei olhando minhas mãos.
– Sim? Faz tempo que esperava por isso? – Ela retrucou curiosa, porém com um certo tom provocativo.
– Desde sempre. Só não sabia.
– Pois bem. E o que o “senhor” vai fazer comigo, agora que me deixou ansiosa? – Perguntou com o indicador deslizando por meu peito, até alcançar o membro teso e alerta, o mesmo que ela já observara com desejo contido.
– Agora, minha Pretinha, vou consumi-la para sempre… – finalizei introduzindo os dedos em minha boca e lambendo o gozo, para que ela fosse testemunha do quanto a desejava.
Dias e noites passaram rápido em minha nova vida com Suzette. Nos tornamos inseparáveis, comíamos, dormíamos, riamos, trabalhávamos e até nos banhávamos junto com as putas na laje, tudo sem frescura, tudo sem nenhum preconceito.
O sexo era o ponto alto de nossa relação, aprendi a amar a cor da sua pele, como tudo mais naquela garota com a metade da minha idade, porém um tanto mais esperta.
O dinheiro, ali, não era um problema. Suzette tinha um grande negócio nas mãos, não era somente a dona do puteiro da boca, na verdade, era dona da boca inteira, temida e respeitada por todos, apesar daquele jeitinho humilde.
Um dia, enquanto estávamos nos acariciando na cama, minha curiosidade não se conteve. Perguntei à Pretinha porque ela foi trabalhar de secretária, quando tinha tudo. Sempre tive essa dúvida, desde que descobri quem mandava ali.
Ela foi evasiva, subiu sobre meu corpo estirado na cama, com os pelos da bucetinha espetando o pau e os seios maduros e tesos comprimidos no meu peito. Deu um sorrisinho e respondeu apenas que aquilo era passado - e ela só olhava pra frente.
O tempo seguiu passando até que perdesse a conta. Vivíamos todos como uma pequena família, já era até reconhecido pela comunidade como o macho da “dona” Preta.
A quanto tempo estava vivendo ali? Meses? Mais de um ano? Talvez dois? Não sabia ao certo, nem fazia muita diferença.
Só me questionei uma tarde, enquanto Suzette estava na associação e as garotas dormiam, quando fui assistir ao noticiário.
Numa reviravolta do caso do banco, Daniel estava livre, depois de provar sua inocência. Os advogados comprovaram que, nem ele, nem eu, éramos responsáveis pelas fraudes e a lavagem de dinheiro.
Quem havia orquestrado tudo?
Suzette, a cabeça de uma rede internacional, que se empregou por lá como secretária usando o sistema de cotas, apoderou-se de um token com as senhas corporativas e realizou diversas movimentações irregulares desde os terminais da empresa para lavar dinheiro sujo, forjando a contabilidade para encobrir tudo.
Na minha cabeça, as coisas finalmente se encaixavam. Verinha me dando um cartão, eu alucinado chamando-a até minha casa, ela roubando meu token com as senhas da empresa…. Tudo orquestrado por Suzette!
Era o fim do pesadelo, eu estava livre. Podia voltar à cobertura, reativar minhas contas, reassumir o cargo na diretoria do banco, comendo as loirinhas tesudas como sempre fiz! Sim, eu podia ter minha vida de volta…
Mas para quê, se com Suzette eu tinha tudo, mais ainda do que tivera antes?
Desliguei a tevê, peguei o três oitão e fui sentar na portinha do puteiro. O movimento logo iria começar e minha Pretinha, não demora, já estaria voltando pra mim.
Nota: Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e incidentes retratados são produto da imaginação do autor ou são usados de maneira fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, empresas, acontecimentos ou localidades é mera coincidência.
