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Flying Whales - A garota do binóculos

Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 4015 palavras
Data: 07/08/2026 14:49:21
Última revisão: 29/09/2026 16:11:09

O primeiro dia das minhas férias começou exatamente como eu planejei. Na praia, sem despertador, sem compromisso e sem nenhum babaca no meu ouvido me dando mil e uma tarefas para entregar no final do dia.

Meu único objetivo para aquela semana era simples: torrar no sol, me intoxicar com álcool em doses altamente questionáveis e voltar para casa fingindo que era uma pessoa renovada.

A praia estava exatamente do jeito que uma praia deveria ser. Um ou outro catarrento correndo por aí. Alguns casais fazendo uma bela caminhada de mãos dadas. Um grupo ou outro jogando vôlei na areia e outro grupo com música alta longe de mim. Uma garota com um binóculo e completamente coberta com roupas grossas...

Hum?

Aquela garota estava tão destoante daquele ambiente que imediatamente, chamou minha atenção. Enquanto praticamente todo mundo usava o mínimo de roupa permitido, aquela garota fazia exatamente o contrário. Fora as roupas largas, usava um chapéu de abas largas que impedia que um único raio de sol tocasse sua pele.

Estava sentada, um pouco afastada das outras pessoas, com um binóculo nas mãos. Olhando fixamente para o horizonte, fixamente... Tão fixamente que ela me obrigou a olhar para o mesmo horizonte na procura de algo anormal.

Mas fora a imensidão do azul do mar, assim como os raios do sol, não tinha nada ali para olhar. Mas ela não parava de encarar o mar de forma contemplativa, parecia procurar algo e, pela concentração no rosto dela, era uma coisa muito importante.

Confesso que passei mais tempo observando aquela garota do que o próprio oceano. Não por ela ser absurdamente bonita, eu mal conseguia ver seu rosto direito pela distância e pela máscara e óculos de sol que usava. Mas porque eu simplesmente precisava entender o que alguém conseguia encontrar olhando para o mesmo pedaço de água durante horas.

No fim da tarde, quando resolvi recolher minhas coisas depois de cumprir minha cota diária de cerveja, olhei uma última vez para aquele canto da praia. Ela continuava lá, na mesma posição. Com os binóculos apontados para o horizonte. Naquele momento, eu tinha três teorias. A primeira era que ela era bióloga. A segunda era que estava esperando um navio. A terceira era que ela tinha perdido alguma coisa muito, muito longe da costa.

Nenhuma delas me convenceu. Então fui embora aceitando que algumas pessoas simplesmente são estranhas.

No dia seguinte, voltei para a praia. E lá estava ela, no mesmo lugar com o mesmo binóculo. O mesmo olhar fixo no horizonte. Parecia até que eu tinha deixado um personagem de videogame parado esperando eu voltar para continuar a missão.

Dessa vez, prestei mais atenção, ela não estava apenas olhando. Em suas mãos, tinha um caderno que eventualmente anotava alguma coisa. As vezes olhava para o céu, mas logo voltava a se concentrar no mar.

Pensei em ir até ela e perguntar o que tanto procura, mas para que?

Mas tinha a sensação de que estaria interrompendo algo importante. E uma coisa que eu não gosto de ser, é inconveniente. Então apenas fiquei recolhido na minha insignificância.

No terceiro dia, já estava começando a aceitar que aquela garota fazia parte da paisagem da praia, como o mar e a areia.

No fim da tarde, indo embora. Sem querer (ou querendo), acabei passando pelo caminho atrás dela. Ela não estava usando os binóculos, apenas o caderno apoiado nas pernas, rabiscando alguma coisa.

Sem querer (ou também querendo), diminuí o passo e cheguei por trás dela, ficando um pouco de lado. Não queria parecer um estranho espionando alguém, embora tecnicamente eu já estivesse fazendo isso há três dias.

Mas a curiosidade vence.

Olhei de perto, os rabiscos tomaram forma do oceano, as ondas e o horizonte, assim como o sol e o que mais me chamava a atenção. Uma baleia saltando para fora da água.

Não era apenas um desenho bonito, parecia que ela tinha conseguido capturar exatamente aquele momento em que uma criatura gigantesca deixava o mar por alguns segundos e parecia desafiar a própria gravidade.

Antes de conseguir dizer alguma coisa, ela parou de desenhar, soltou o lápis e levantou o olhar para o horizonte. Sua expressão acabou ficando um pouco diferente, como se estivesse sorrindo por debaixo da máscara. Ela pegou o binóculo rapidamente.

E finalmente entendi. Uma baleia saltando para fora da água, foi por poucos segundos, ela ficou no ar antes de voltar para o oceano.

Foi uma cena bonita, os banhistas ao redor acabaram tendo a atenção tomada pelo evento. Alguns reclamavam que não conseguiram gravar com a câmera do celular, que foi muito rápido.

Mas, para ser sincero, meu olhar ficou mais concentrado naquela garota do que na baleia. A garota que passou dois dias parecendo uma estátua olhando para o mar de repente parecia outra pessoa.

Ela acompanhou a baleia até ela desaparecer, com o sorriso estampado no rosto. Percebi que acabei sorrindo também, foi nesse momento que decidi me aproximar um pouco mais. Dei alguns passos e ela acabou percebendo minha presença. Vi o sorriso por debaixo da máscara se transformando numa expressão de horror. Ela fechou o caderno rapidamente, deixou o lápis cair, rapidamente se abaixando para pegá-lo.

— Desculpa, interrompi alguma coisa? — perguntei.

Ela olhou para o caderno, depois para mim. Claramente tentando encontrar uma resposta em algum lugar.

— Eu... eu estava só desenhando.

— Eu percebi. Ficou bonito.

Pronto, foi o suficiente para eu ver alguém entrar em curto-circuito. Ela ficou ainda mais vermelha, pegou as coisas e como um relâmpago, saiu em disparada.

Parecia uma atleta confiante de que ganharia uma medalha de diamante numa competição de corrida de cem metros. Minha única e sincera reação foi ficar parado e vê-la se afastar pela areia. Acabei rindo, ela corria um pouco torto, parecia não estar acostumada com corrida e muito menos a conversar com outras pessoas.

Acabei levantando um braço e cheirando a axila, será que foi o meu mau cheiro que espantou ela? Tudo bem que passei as últimas oito horas me nutrindo e hidratando com cerveja, me temperando com a água salgada e esturricando no sol, mas acho que ainda mantinha um odor neutro.

Ou será que eu era tão feio e horripilante que causou terror instantâneo na garota?

Ok, hora de voltar para o hotel e tomar um banho.

O quarto dia, mais praia. Tentei me convencer de que eu não estava procurando por ela. Mas, poucos minutos depois de chegar, meus olhos acabaram encontrando aquela figura conhecida sentada no mesmo lugar de sempre.

A garota dos binóculos. Não consegui evitar uma risada, depois da fuga desesperada do dia anterior, comecei a imaginar se ela apareceria novamente ou se teria decidido mudar de praia para nunca mais correr o risco de encontrar o homem que elogiou o desenho dela.

Sentei em um lugar próximo e tentei agir naturalmente. O que era difícil, depois de três dias observando aquela garota, era impossível meu olhar não se magnetizar em direção a ela.

Percebi pela primeira vez, alguns minutos depois, ela estava olhando para mim. Não foi um olhar rápido, consegui perceber, mas quando nossos olhos se encontraram, ela imediatamente virou o rosto para o mar.

Eu ignorei, deve ter sido coincidência, mas parei de achar isso quando aconteceu de novo. Dessa vez, ela mexeu no cabelo e fingiu estar concentrada no caderno. Quando aconteceu a terceira vez, não tive mais dúvidas, estava sendo observado pela garota das baleias. Ou garota dos binóculos, como preferir.

A situação era engraçada, agora os papéis tinham se invertido, eu acabei virando o objeto de estudo.

Tomei coragem, me levantei e caminhei até ela. Assim que me aproximei, ela percebeu. Mas, diferente do dia anterior, ela não fugiu, apenas abaixou o rosto.

— Oi.

Ela ficou alguns segundos em silêncio.

— Oi — a resposta dela saiu tão baixa que quase foi levada pelo vento.

— Eu achei que ia mudar de praia depois de ontem.

— Por quê? — ela arregalou os olhos sob os óculos de sol.

— Não sei, talvez eu tenha causado algum trauma.

— Trauma? — ela parecia muito confusa.

— Você praticamente fugiu de mim como o diabo foge da cruz.

— Eu não fiz isso — ela corou e manteve o olhar baixo.

— Não?

— Eu só... fiquei sem saber o que falar.

— Não sabia que eu tinha esse efeito nas pessoas.

Ela soltou um pequeno sorriso.

— Ainda bem. Já estava começando a achar que precisava melhorar minha abordagem social.

Ela riu baixinho, aquilo já parecia uma grande evolução. Sentei perto dela, por alguns segundos, ficamos apenas olhando para o mar.

— Então... posso perguntar uma coisa?

Ela assentiu.

— O que exatamente você procura todos os dias com esse binóculo?

Ela olhou para o oceano novamente.

— Baleias.

Eu esperei alguns segundos.

— Só isso?

— Só isso? — ela franziu a testa.

— É que eu estava criando teorias melhores.

— Tipo? — ela sorriu.

— Que você era uma bióloga fazendo alguma pesquisa secreta. Ou uma pessoa esperando um navio desaparecido aparecer. Ou talvez alguém procurando um tesouro perdido no fundo do mar.

Ela riu, uma risada de verdade dessa vez.

— Não, eu só gosto de baleias — ela pareceu pensar na resposta. — Eu acho que é mais do que gostar.

Ela segurou o binóculo, e então ela começou um longo monólogo sobre as baleias. Naquele momento recebi uma aula completa e totalmente grátis sobre as migrações das baleias, como elas atravessam o oceano, sobre como conseguiam voltar para os mesmos lugares todos os anos, sobre como uma criatura daquele tamanho conseguia ser tão tranquila.

— Você realmente gosta muito delas, não é?

Ela olhou para mim e assentiu. Ainda tímida quando o assunto era ela e não as baleias.

— Gosto — fez uma pequena pausa. — Acho que elas me lembram que existe um mundo muito maior do que o nosso.

E assim, a aula gratuita se encerrou. Ela recolheu as próprias coisas e se foi, mas não antes de se despedir do jeito tímido de sempre.

O quinto e último dia naquela praia. No dia seguinte eu voltaria para casa.

Era estranho pensar que, em menos de uma semana, uma garota que eu nem conhecia tinha conseguido ocupar tanto espaço na minha cabeça.

Quando cheguei à praia, ela já estava lá. Ocupei o espaço ao lado dela e ela pareceu gostar, sorriu quando me viu. Passamos boa parte da tarde conversando. Em algum momento, ela finalmente me mostrou o caderno. Eu esperava encontrar apenas baleias, mas havia muito mais. Desenhos do mar, das ondas, das aves, do céu, do pôr do sol, do nascer do sol e até da lua.

— Por que você gosta tanto de baleias? — perguntei.

Ela olhou para o oceano antes de responder.

— Acho incrível como elas conseguem atravessar oceanos inteiros. Viajam por lugares que a gente nem consegue imaginar e sempre encontram o caminho de volta — ela sorriu. — E quando elas saltam para fora da água... parece que estão voando.

Aquela era a forma como ela enxergava o mundo. Estava muito bom, mas quando percebemos, o dia estava acabando.

E eu genuinamente não queria deixar aquela história terminar ali. Eu sabia que existiam altas possibilidades dela não aceitar, mas a convidei para jantar comigo naquela noite. Sair, comer alguma coisa, jogar conversa fora. Ela foi pega de surpresa, demorou alguns segundos para responder e eu já havia desistido.

Mas ela aceitou, com um sorriso no rosto. A coincidência ficou ainda maior quando descobrimos que estávamos hospedados no mesmo hotel.

Voltei para o quarto. Tomei banho, passei pós-sol, escolhi uma roupa melhor e usei perfume. Depois de passar dias parecendo alguém que tinha sido assado lentamente na areia, achei justo tentar parecer civilizado por algumas horas.

Quando ela apareceu no saguão do hotel, precisei de alguns segundos para perceber que era a mesma garota dos binóculos. Sem o chapéu, a máscara e todo aquele ritual da praia, parecia diferente. Vestia uma camisa branca de abotoar, com as mangas dobradas até os antebraços, e uma saia preta que ia até os joelhos. Era uma roupa simples, discreta e completamente comum.

Ainda assim, combinava perfeitamente com ela. Não chamava atenção por extravagância, mas porque transmitia exatamente a mesma impressão que ela havia me causado desde o primeiro dia. Alguém que parecia confortável sendo apenas quem era.

O jantar foi simples, mas foi uma das melhores partes da viagem. Descobri que ela era vegetariana. Não pensei duas vezes e acompanhei ela no prato. Ela continuava sendo reservada. Ainda ficava vermelha quando recebia algum elogio. Ainda parecia pensar demais antes de responder qualquer coisa.

Na volta para o hotel, entramos no elevador. Ela apertou um andar antes do meu. Quando as portas abriram, ela ficou parada por alguns segundos. Olhou para mim, ainda com aquele jeito tímido e me convidou para entrar.

Ela saiu para o corredor e fui atrás dela. Nem precisei responder, ela sorriu quando percebeu que estava seguindo-a. Ela parou na porta e girou a chave, entrou. Fui logo atrás, me virei para trancar a porta.

Quando me virei novamente, ela estava no centro do quarto, de costas viradas para mim. Suas mãos tremiam um pouco enquanto desabotoava a blusa. O tecido deslizou por seus ombros, revelando a pele pálida de suas costas, perfeitamente lisa sob a luz amarelada do ambiente. A blusa caiu no chão, seguida pela saia preta que acentuava o formato dos seus quadris.

Fiquei apenas apreciando o corpo magro sendo revelado diante dos meus olhos. Venerando-a como uma deusa.

Acho que na verdade era só alívio de descobrir que tinha um corpo por baixo daquele amontoado de roupas grossas que ela vestia na praia.

O sutiã foi o próximo a ir para o chão e logo a calcinha fina acompanhou. E ali estava, a garota completamente nua, a luz quente do quarto fazendo sua pele reluzir.

Então ela se virou lentamente encarando o chão, os braços pareciam cobrir o próprio corpo. Sentia a respiração prender por um instante. Seus peitos pequenos e perfeitos, com os bicos rosados e pequenos. A cintura fina tinha quase a mesma circunferência dos quadris. Entre suas pernas, um pequeno tufo escuro de pelos castanhos aparados moldando a fenda de sua buceta. Seus olhos encontraram os meus, passando a sensação de uma mistura de vulnerabilidade e desejo brilhando neles.

Dei dois passos em sua direção, meus dedos encontrando a curva macia de seus quadris. A pele estava quente ao toque, senti um tremor percorrer seu corpo assim como um leve espasmo. Minha mão deslizou lentamente para cima, contornando sua cintura, subindo por suas costelas até encontrar o contorno de seu queixo. Inclinei sua cabeça para trás, meus olhos perdendo-se nos dela por um momento antes que meus lábios encontrassem os seus.

O beijo começou suave, quase hesitante. Seus lábios pálidos eram macios, levemente salgados. Foi mais um selinho do que um beijo. Mas logo senti mais firmeza em seus lábios, um toque mais profundo.

Aprofundei o contato, minha língua foi de encontro com a dela. Ela respondeu com crescente paixão, suas mãos subindo para me prender pelos ombros. As unhas levemente cravadas em minha pele através da camisa.

Com o beijo ainda selando nossas bocas, a guiei para trás em direção à cama. Suas pernas bateram na borda do colchão e ela caiu suavemente, olhando para mim. Ajoelhei-me na frente dela, meus olhos percorrendo cada centímetro de seu corpo nu. Comecei pelo pescoço, depositando beijos molhados e mordiscos suaves em sua pele sensível. Ela arqueou levemente as costas, um gemido baixo escapando de seus lábios enquanto seus olhos se fechavam.

Minha boca desceu pelo seu peito, envolvendo um mamilo. Chupei com delicadeza, sentindo-o endurecer ainda mais em minha boca. Ela gemia mais alto agora, seus dedos entrelaçados nos fios do meu cabelo. Continuei traçando minha descida, minha língua traçando linhas molhadas por sua barriga lisa, meu nariz inalando o perfume de sua pele limpa.

Quando cheguei à linha de pelos escuros, parei por um instante. Ela abriu as pernas em convite, ainda um pouco relutante. Pude notar um pequeno vislumbre de umidade já começando a se formar entre os lábios de sua buceta. Inalei o odor dos pelos que faziam um pouco de cócegas no meu nariz.

Deus, como aquele cheiro era intoxicante.

Meus dedos afastaram suavemente os pelos, revelando o clitóris inchado e rosado. Minha língua o encontrou, e ela gritou, seu corpo todo se tensionando enquanto se deitava. Explorei cada dobra, cada reentrância de sua vulva com certa dedicação. Minha língua dançava sobre seu clitóris enquanto um dedo lentamente penetrava sua buceta melada. Ela estava incrivelmente apertada, as paredes de sua buceta pulsando ao redor de meu dedo. Adicionei outro dedo, curvando-os para encontrar aquele ponto especial lá dentro. Seus quadris começaram a se mover, ritmando com meus movimentos.

Aumentei o ritmo, minha língua pressionando mais firmemente seu clitóris enquanto meus dedos a fodiam com mais força. Suas pernas começaram a tremer, suas mãos agarrando os lençóis. Então, seu corpo arqueou dramaticamente, um grito longo e inarticulado enchendo o quarto enquanto o orgasmo a atingia. Sua buceta contraiu violentamente ao redor de meus dedos, o prazer fazendo seu corpo todo convulsionar. Mantive minha língua no lugar, prolongando seu prazer até que ela finalmente relaxasse, ofegante.

Cobri o corpo dela com o meu. Meu pau estava duro como aço aprisionado na calça, pressionado contra sua coxa molhada. Tirei o cinto de uma vez, abaixei a calça e a cueca até os joelhos, me alinhei com sua entrada, a cabeça roçando os lábios inchados. Ela olhou para mim, seus olhos cheios de desejos prestes a serem atendidos.

Empurrei lentamente, sentindo a cabeça do meu pau abrir caminho em sua buceta apertada. O calor e a umidade eram incríveis. Ela gemeu enquanto eu a preenchia completamente, seus quadris se erguendo para me receber mais fundo. Fiquei imóvel por um momento, deixando-a se ajustar ao meu tamanho.

Comecei a meter, um ritmo lento, quase apaixonante. Cada movimento ia cada vez mais fundo. Eu tomava cuidado. Tinha a impressão de que, qualquer movimento errado ou forte demais, eu poderia desmontá-la, como um vaso de cristal.

Ela envolveu as pernas em minha cintura, me puxando para mais perto. Nossos lábios se encontraram novamente, o beijo agora mais faminto, mais desesperado. Seus gemidos enchiam meus ouvidos, misturados com meus próprios suspiros de prazer.

Os gemidos dela se tornavam cada vez mais manhosos. Suas mãos descendo pelas minhas costas, as unhas deixando marcas vermelhas em minha pele. O ritmo aumentou naturalmente, nossos corpos encontrando uma cadência perfeita. O som de nossa pele batendo contra pele se juntava aos nossos gemidos e ao barulho molhado de meu pau entrando e saindo de sua buceta.

Depois de vários minutos nesse ritmo apaixonado, rolei para o lado. Agora estávamos deitados de lado, eu ainda dentro dela. Uma de suas pernas estava sobre meu quadril, permitindo penetração ainda mais profunda. Continuei a foder ela neste ritmo lento, minha mão encontrando um de seus peitos, apertando o mamilo entre meus dedos. O ritmo ainda era lento, mas cada vez mais profundo.

Ela virou o rosto, caçando meus lábios. Nos beijamos brevemente. Naquele momento, perdi o controle, perdi qualquer resquício de cuidado com o corpo frágil dela e acabei metendo com força. Uma força que mal sabia que tinha. Foram metidas cada vez mais violentas enquanto ela se engasgava nos próprios gemidos. Foi então que tão rápido, ela gozou no meu pau.

Os espasmos do corpo convulsionando junto aos gemidos manhosos e desajeitados quase me fizeram gozar. Principalmente pelo aperto de sua buceta delicada e pseudo-virgem. A pele branca passava a ter um tom avermelhado em certas partes, como bochechas, ombros, pescoço e coxas. Ao mesmo tempo, algumas gotas de suor se formavam nos poros de suas costas. Senti o sabor salgado enquanto beijava e mordiscava seu pescoço e costas.

O orgasmo dela terminou e aproveitei para tomar um fôlego. A respiração ofegante dela agora tomava o quarto, foi só isso que se ouvia.

— Quero montar em você.

Ela rolou novamente e eu me endireitei na cama. Ela ficou brevemente de joelhos somente para agarrar meu pau pela base e cuspir na cabeça, escorrendo pelo tronco, lubrificando um pouco mais.

Ela então subiu, ajoelhada sobre mim. Com meu pau ainda em mãos, o guiou de volta para sua buceta e desceu lentamente. O ângulo novo era incrível, me permitindo ter uma visão privilegiada da nova face da garota pálida com fome de rola. Assistimos juntos sua buceta engolindo meu pau por completo e chegando cada vez mais fundo quando ela começou a se mover, inicialmente um pouco desajeitada, tentando encontrar um equilíbrio com as pernas e braços, mas logo encontrando um ritmo que a fazia gemer alto.

Alcancei seus peitos pequenos enquanto ela pulava em cima de mim, apertando-os em minhas mãos. Ela se inclinou para frente, permitindo que eu os sugasse enquanto ela continuava a se mover no meu pau. O ritmo dela aumentou, seus quadris girando em círculos enquanto ela subia e descia.

As quicadas descompassadas entregavam que um novo orgasmo estava vindo. Eu a agarrei pelos quadris, ajudando-a a se mover mais rápido. Seus movimentos ficaram mais erráticos, mais desesperados. A expressão em seu rosto era lindo. Ela evitava me olhar direto nos olhos naquela posição, mas eu não desgrudava meu olhar das bochechas coradas.

Numa cerrada de dentes, ela sentou com força, mantendo meu pau o mais fundo que conseguia e então, ela gritou novamente, seu corpo tremendo sobre mim enquanto outro orgasmo a atingia. A contração de sua buceta ao redor de meu pau foi demais para aguentar. Mesmo prensado abaixo do seu corpo, eu tentava me mover, só mais alguns movimentos e com um grunhido profundo, comecei a gozar dentro dela.

Senti a buceta dela me ordenhando, cada jato preenchendo suas entranhas. Aquele prazer visceral era demais. Por um momento, quase perdi a consciência de quem eu era, de onde estava. Voltei à realidade quando o corpo dela desfaleceu em cima de mim.

O prazer do meu orgasmo ainda percorria meu sistema nervoso e meu pau jorrava as últimas gotas de esperma dentro de sua buceta pulsante. Ela ainda se moveu um pouco, quicadas pequenas e irrelevantes até parar por completo. Ofegamos juntos, nossos corpos cobertos de suor. Ela sorriu contra meu peito, um sorriso satisfeito e sonolento.

Eu a envolvi em meus braços, sentindo seu peso relaxar sobre mim. Seu corpo se encaixava perfeitamente contra o meu, quente e macio. Dentro de minutos, sua respiração se tornou regular e profunda. Ela havia adormecido ali mesmo, meu pau ainda dentro dela, nossos corpos unidos no silêncio do quarto e da noite cobrindo a cidade.

Ela se virou, sem abrir os olhos e retornou ao sono imaculado. Tentei me levantar sem acordá-la. Me vesti e tornei a abrir a porta. Vi ela acordando e se levantando, um sorriso no rosto, mas ao mesmo tempo me convidando realmente para sair dali o mais rápido possível. Quando saí para o corredor, ela fechou a porta e trancou.

Na manhã seguinte, antes de ir embora, resolvi passar pela praia uma última vez. Olhei para o lugar onde ela costumava ficar, curiosamente não tinha nada. Nem a cadeira de praia, sequer os rastros das pegadas dela. Caminhei pela areia procurando entre as pessoas, olhando cada canto daquela praia.

Mas ela não estava lá.

Por alguns segundos, cheguei a pensar se tudo aquilo tinha realmente acontecido ou se tudo aquilo foi uma ilusão. A garota dos binóculos, a garota que passava horas olhando para o oceano.

Talvez ela tivesse sido apenas uma daquelas coincidências estranhas que aparecem na vida por alguns dias e depois desaparecem.

Mas posso afirmar uma coisa, a garota das baleias ocupou um lugar especial na minha memória.

*

Nota do autor: A ideia deste conto surgiu de uma mistura um tanto improvável de inspirações.

De um lado, o k-drama “Uma Advogada Extraordinária”, cuja protagonista demonstra uma paixão contagiante por baleias.

Do outro, a música Flying Whales, da banda Gojira, que utilizou gravações reais de vocalizações de baleias em alguns trechos.

Enquanto um grupo de amigos conversava sobre a série, eu e outro amigo acabamos discutindo sobre a banda em paralelo.

Foi durante essa conversa que, de algum jeito, a ideia deste conto começou a tomar forma.

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Foto de perfil de HaedrigHaedrigContos: 70Seguidores: 50Seguindo: 15Mensagem Um cara comum que escreve histórias não muito condizentes com a realidade. Email: ghaedrig@gmail.com

Comentários

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Imaginei que de alguma forma fossem trocar telefones e se encontrar de novo e de novo. Afinal uma foda fantástica não pode ser desperdiçada. Por outro lado algo tão fantástico pede para não se repetir e se perpetuar na memória.

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Nem sequer me preocupei em dar um nome para a Garota das Baleias, não porque ela não merecesse, mas porque ela fazia parte de um momento que ficaria eternamente gravado na memória. Eu não queria transformar aquilo em começo de um relacionamento, queria que fosse uma daquelas pessoas que aparecem na nossa vida por acaso, deixam uma marca enorme e depois seguem o próprio caminho.

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eu imaginei que fosse da banda, é minha música favorita deles, fora que tbm sou apaixonado por baleias

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Achei que merecia uma menção honrosa no título, também fiquei ouvindo a música enquanto escrevia.

Baleias são seres magníficos, de fato. A primeira vez que vi foi em Maresias, praia do litoral de São Sebastião.

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Não conheço Uma Advogada Extraordinária, que foi a inspiração, então não consigo comparar com o K-drama. Mas, mesmo sem conhecer, achei o conto bem gostoso de ler.

A garota das baleias é cativante, e eu gostei bastante da dinâmica entre os dois, principalmente das situações meio constrangedoras.

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Eu vi algumas partes do k-drama enquanto minha companheira assistia, a protagonista é realmente uma personagem bem caricato. Mas tentei não me basear muito nela na hora de criar a Garota das Baleias. A ideia era pegar apenas essa paixão incomum pelas baleias e construir uma personagem própria em cima disso. Acabei levando mais para o lado da timidez e dessas situações constrangedoras entre os dois, que foi uma parte que gostei bastante de escrever.

E acho que fiquei ainda mais satisfeito em saber que ela funcionou mesmo para quem não conhece a série, queria que ela não dependesse da referência para ser o que é.

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O nome desse conto e o da minha música preferida da banda francesa Gojira

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Puta banda, tive o prazer de ver eles no Rock in Rio em 2022.

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