Escuto passos leves vindo, pensei que fosse Cristina novamente, contudo tenho uma agradável surpresa ao me virar.
— Nem pense banhar aí, água é gelada demais até para mim.
De corpo molhado e toalha enrolada na cintura, aqui está meu homem.
— Nossa. — digo chocado.
— Pois é, fria demais.
Meu choque, todavia, não era pela informação. Marcelo era de longe um dos homens mais bonitos que vi na vida, mas hoje nunca esteve tão belo. Belo e gostoso. A água e o reflexo da luz contornam seus músculos, revelando toda beleza de seu corpo magro. O peso entre suas pernas balança à medida que se aproximava de mim. Seu cheiro de sabão e pecado expulsam o fedor da graxa.
— Achei bem quente na verdade. — digo tocando seu abdômen.
Celo sorri com malícia.
— Queimando.
Ele solta a toalha, expondo seu corpo nu para mim. Não era a primeira vez que eu tinha essa visão privilegiada e graças a deus não será a última. Não me sinto des-confortável ou intimidado com a cena, só sinto desejo. O desejo de tomar aquilo que é meu. Realizando meu desejo, agarro Celo e lhe dou um beijo lento. Minha língua ex-plora a boca enquanto minhas mãos se perdem pelas curvas do corpo dele, já as mãos de Celo encontram caminho até minha bunda. Me aperta com força, quase rasgando minha calça.
Após minutos agarrados, sem ar, Celo se separa de mim.
— Não podemos fazer barulho. — ele diz.
Eu desabotoo minha bermuda junto de minha cueca.
— Não faremos, prometo. Só me deixa te ter agora. — suplico em seu ouvido.
Esfregamos nossos cacetes eretos.
— Quer que eu te ame hoje, vida? — Celo morde meu lábio — Quer que eu te dê pra-zer?
A voz dele faz todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Celo não tinha uma voz grave, mas carrega uma profundidade assustadora nela, capaz de me paralisar. As-sustadora e sensual.
Celo se ajoelha e dá um selinho na cabeça do pau.
— Quero que me faça querer gritar. — sussurro.
— Desde que você prometa não dar um pio.
Desce a boca para meu saco, deslizando a língua entre os pelos dos meus ovos. Não solto nenhum som ao respondê-lo, mas sei que ele consegue entender a palavra pressa em meus lábios
— Prometo.
Celo continua a chupar minhas bolas enquanto me masturba. Abro minhas per-nas dando mais espaço para ele, mantenho minhas mãos nos meus peitos, não quero interferir nos serviços dele, confio em Celo. Ia em um ritmo lento, intercalando as chupadas entre meu pau e meu saco durante alguns minutos. Eu aperto meus mamilos com força durante todo o oral, o que dificulta muito segurar os gemidos, entretanto, adoro essa sensação. Essa adrenalina só me faz sentir mais tesão. O boquete já me era suficiente, queria mais de Celo. Minha boca, meus peitos, minhas mãos, meu pênis, todo meu corpo queria ser consumido pela performance sexual de meu amado. Este desejo me desespera e meu desespero me faz desejar mais. Levo uma de minhas mãos até minha bunda e a aperto com força, com quase a mesma força que Celo havia feito antes. Quase.
Nossas mãos se encontram sobre minha bunda por alguns segundos, porém os dedos de Celo seguem até o centro de meu rabo. Sinto meu cu piscar freneticamente com esse contato e Celo também sente. Ele me encara, pedindo permissão para avan-çar. Não digo nada, apenas fecho meus olhos. Não sei se quero que ele faça isso, mas preciso. Preciso de mais. De olhos fechados, não vejo a cena, apenas sinto os dedos de Marcelo abrindo minha bunda e logo em seguida algo molhado explorando a região. Algo molhado e áspero, a língua de Marcelo. E quando menos espero, Celo está lam-bendo o meu cu. Ele não só o lambia, como o chupa, me sugando internamente com a boca. Fazia tempo que alguém não colocava a boca naquele lugar, a última agraciada foi minha esposa há anos atrás. A língua de Clarissa era menor que a de Celo, assim como a habilidade oral. O que faz sentido, afinal Marcelo com certeza chupou mais cus na vida que minha mulher. Não lembro exatamente como ela fez, só lembro do que senti: incômodo, dor e frigidez. Meu pau não levantava nem com reza. Contudo, agora sinto minhas pernas tremendo e vacilando ao reagir ao ato. Sinto meus mamilos se endurecendo ainda mais. Meu pau pulsar e expulsar uma grande quantidade de pré-gozo de dentro dele. Sinto meus gemidos travando em minha garganta. Me sinto domi-nado, sem controle algum do meu corpo. Minha respiração vacila e meus olhos se abrem, eu não aguento mais, estou assustado. Estou gostando e isso me assusta. Mar-celo precisa parar, eu não aguento mais tanto prazer, eu não mereço tanto prazer.
Tento agarrar a cabeça dele, porém Marcelo segura minha mão, me impedindo. Decido levá-la para meu pênis, então, preciso gozar agora. Porém, outra vez, Marcelo me impede. Com as mãos e a bunda dominadas, perco o equilíbrio e caio na cama. Neste momento, não me controlo e solto um gemido fino, acompanhado de uma longa respiração pesada. A queda não afeta Celo, que continua com o rosto colado em minha bunda. Na verdade, aproveita que abri um pouco mais minhas pernas durante a queda para entrar de vez em mim. Ele tira e põe a língua com força, me fazendo soltar mais gemidos leves. Ela entra e sai do meu buraco como uma bala, me causando uma sensa-ção que nunca senti antes. Eu não consigo mais me segurar, gemidinhos não são o bas-tante, preciso gritar de prazer e gemer o nome de Marcelo como um devoto maluco. Então, minha visão embaça, como se eu fosse desmaiar a qualquer momento, não sei o que fiz, mas quando recobro a consciência estou com o travesseiro na boca e pau goza-do na mão. Consigo sentir esperma escorrendo na minha barriga e coxa, ejaculei como um cavalo. Sei que Celo está limpando a porra do meu corpo, mas não consigo sentir nada. Estou paralisado, em choque com tudo aquilo. Nunca havia sentido tanto prazer na vida. Nada, nenhuma transar havia chegado sequer perto disso. Por que o beijo-grego havia sido tão satisfatório dessa vez? O que Marcelo fez de diferente? Por que eu gostei disso? Eu não sei e tenho medo de saber, porém, para o meu choque, eu quero mais. Como Celo disse na nossa primeira vez: Eu quero tudo. Chegou minha vez de querer tudo.
Celo deita em cima do meu corpo e me beija. Ele não tem mais o cheiro de sa-bão, só o do pecado. De pecado, sexo, gozo e cu de macho. Cu suado e peludo de ma-cho. Sentir meu cheiro nele me excita novamente. Era agora ou nunca.
— Me come.
(Continua...)
*Esse e todos os meus contos são trechos do meu livro erótico gay "Professores (Nada) Encantadores" disponível gratuitamente via e-book.