A terça-feira no call center foi um tormento silencioso. Vanessa passou o dia encarando a tela do computador, tentando se convencer de que os absurdos da segunda-feira — a coleira no pátio, a humilhação com o supervisor Igor e a invasão em seu apartamento — tinham sido um surto isolado. No entanto, no fim da tarde, o celular sobre a mesa vibrou.
Ao abrir a mensagem de Marcos, o sangue de Vanessa gelou. Erame uma sequência de vídeos curtos e fotos em altíssima definição, perfeitamente editados. A câmera focava seu rosto nitidamente, coberto de sêmen, exibindo um sorriso largo de satisfação enquanto ela declarava seu amor em ser a cadela de seu dono. Junto aos arquivos, veio o texto frio de Marcos:
“Amanhã à noite, o rapaz da edição, o André, vai até o seu apartamento. O trabalho dele custa caro e você vai pagar da mesma forma que pagou o Igor. Ele já tem todos os vídeos originais. Se ele não sair daí completamente satisfeito, o arquivo final vai direto para o grupo de e-mails da diretoria.”
Vanessa correu para o banheiro da empresa, trancou-se em uma das cabines e chorou abraçada aos próprios joelhos. O pavor de perder a carreira de anos, a reputação e a dignidade a sufocava. Mas, quando a quarta-feira chegou e ela se viu sozinha em casa, esperando nua na sala, o pavor deu lugar a uma racionalização perversa. A ameaça do vazamento era a desculpa perfeita que sua mente precisava para parar de lutar: como ela não tinha escolha, podia simplesmente se entregar ao tesão proibido.
Por volta das 21h de quarta-feira, a campainha tocou. Era André. Sem dizer uma única palavra, o editor caminhou até o centro da sala, tirou do bolso o celular de Marcos e o posicionou no pedestal, ajustando o ângulo para capturar o cômodo inteiro em alta definição.
Em seguida, André virou-se para Vanessa. Ele a examinou de cima a baixo com um olhar faminto, avançando sobre ela sem cerimônia. André a puxou pela primeira coleira de couro, dobrando seu corpo no estofado do sofá e colocando-a em posições acrobáticas, profundas e brutas que ela jamais experimentara. O som do atrito das peles, os tapas estalados em suas coxas e o ritmo furioso com que ele a tomava preencheram a sala. O corpo de Vanessa traiu sua razão de forma avassaladora. Diante das posições inéditas, ela respondeu com um orgasmo tão violento, úmido e involuntário que suas pernas tremeram descontroladamente, enquanto André descarregava uma quantidade enorme e quente de esperma fundo dentro dela, deixando-a ensopada e arfante diante da câmera antes de ir embora.
Na sexta-feira, o domínio de Marcos atingiu o ápice da humilhação e do exibicionismo. Logo pela manhã, ele enviou a ordem:
“Hoje à noite uma amiga minha vai aí. Ela vai trocar a sua coleira por uma nova, mais elegante, condizente com a sua posição. O pagamento será o mesmo de quarta-feira. Algum problema, brinquedinho?”
Engolindo o choro no meio do expediente, Vanessa digitou a resposta automática cravada em sua alma: “Não, meu senhor... A vontade do meu Senhor é uma ordem.”
Às 20h, a campainha tocou. Vanessa abriu a porta completamente nua, sentindo o ar frio da noite arrepiar sua pele sensível. Na entrada estava Cássia, uma mulher alta, deslumbrante, usando roupas de couro justo e ostentando um olhar de superioridade absoluta.
Assim como André, Cássia trazia o celular de Marcos para documentar tudo. Antes de qualquer interação, caminhou até o aparador e montou o pedestal de gravação. De uma caixa aveludada, retirou a nova coleira: uma peça de couro nobre, mais larga, ornada com pedras brilhantes de strass que formavam, em letras garrafais e reluzentes, a palavra ESCRAVA.
Ao ver aquele acessório reluzir sob a luz, o resto do orgulho corporativo de Vanessa gritou. Ela deu um passo para trás, cobrindo o peito e a virilha:
— Não... essa não. Essa palavra é demais, eu não posso usar isso no meu pescoço! — protestou, com a voz embargada.
Cássia deu um sorriso irônico, apontou para o celular de Marcos gravando no pedestal e depois puxou o próprio aparelho do bolso:
— Você quem sabe, querida. O Marcos me deu autorização para ligar para ele agora mesmo e mandar o arquivo completo para o RH da sua empresa. Quer que eu aperte o botão?
O pavor paralisou Vanessa. A humilhação e a vergonha fizeram seus joelhos cederem. Abaixando a cabeça e desnudando o pescoço voluntariamente em direção à câmera, ela sussurrou:
— Não... por favor, não liga. Eu coloco.
Cássia afivelou a nova peça com firmeza. O brilho dos strass refletia a luz do lustre, gravando na pele da executiva o seu novo status. Sem dar tempo para Vanessa se recompor, Cássia a puxou pelo cabelo e a jogou no tapete da sala, mantendo a ação perfeitamente enquadrada. A dominação feminina foi impiedosa e sensual. Cássia usou a boca, os lábios e os dedos de forma faminta na intimidade de Vanessa, explorando cada ponto de sensibilidade até deixá-la completamente encharcada. Vanessa, totalmente rendida ao toque experiente da mulher e à humilhação da palavra brilhante em seu pescoço, entregou-se a um clímax devastador, contorcendo-se toda e gemendo alto para a câmera.
Quando ambas estavam caídas no tapete, ofegantes, com os corpos colados pelo suor após Cássia também atingir o topo do prazer sobre ela, a porta da sala se abriu sem alarde.
Era Marcos.
Ele observou as duas mulheres no chão — a amiga satisfeita e a sua escrava executiva, nua, lambuzada, coberta de suor e ostentando a palavra ESCRAVA em strass no pescoço — e caminhou até o pedestal, checando com satisfação que a câmera capturara cada segundo.
— Vejo que vocês já se entenderam — disse Marcos, com um sorriso sombrio, tirando a jaqueta. — Mas a noite está só começando.
Sem desligar a gravação, Marcos caminhou até elas, segurou Vanessa pelos cabelos e a puxou de joelhos, enquanto ordenava que Cássia se posicionasse por trás dela. O que se seguiu foi uma nova sequência selvagem e em grupo, registrada em todos os ângulos pelo celular no suporte. Marcos a tomava com força e ritmo intenso, enquanto Cássia estimulava seu corpo. A presença do dono no momento final elevou o tesão de Vanessa a um nível destrutivo; ela já não lutava contra nada, apenas gemia, implorava por mais e absorvia os comandos do casal.
Ao final, com Marcos e Cássia descarregando juntos sobre o rosto, o peito, as costas e as coxas dela, o sêmen misturado ao suor fez as pedras de strass da coleira brilharem ainda mais sob a luz e diante da câmera.
Marcos finalizou a gravação no celular e guardou o aparelho no bolso. Ele olhou para Cássia, deu um aceno de cabeça e a amiga vestiu o casaco de couro, despedindo-se e saindo em silêncio. A porta do apartamento se fechou, deixando apenas os dois no ambiente.
Vanessa continuava jogada de bruços no tapete da sala, completamente esgotada, trêmula, com a pele quente, o corpo marcado e o peito subindo e descendo acelerado. A nova coleira com a palavra ESCRAVA em strass reluzia no seu pescoço.
Lentamente, Marcos caminhou até a cozinha. O som da porta da geladeira se abrindo quebrou o silêncio. Ele pegou uma garrafa de água gelada, tomou alguns goles longos e voltou para a sala, observando a executiva começar a se recompor com dificuldade no chão.
Ele se aproximou, parando de pé ao lado dela. Com a voz mais baixa e pausada, perguntou:
— Gostou, Vanessa?
Ainda arfando, Vanessa ergueu o rosto devagar, olhando para os sapatos do seu dono. Os olhos dela carregavam a aceitação absoluta de sua nova condição. Com a voz rouca, ela respondeu:
— Sim, meu Senhor... Eu gostei. Foi fantástico... Eu amo satisfazer o meu mestre e obedecer às suas ordens.
Marcos se agachou diante dela. Ele estendeu a mão e, em um gesto inesperado — um lampejo de carinho genuíno, mas carregado de uma autoridade absoluta e possessiva —, usou o polegar para limpar suavemente uma gota de sêmen e suor que escorria perto dos lábios dela, segurando o queixo de Vanessa com firmeza e fazendo-a encarar seus olhos.
— Então preste muita atenção no que vou te dizer agora — falou Marcos, o tom firme. — Não se esqueça de uma coisa: você é minha. Só eu toco em você dessa forma, só eu mando em você e só eu te chamo de escrava. Você é minha e de mais ninguém.
Ele aproximou o rosto, fixando o olhar no dela para garantir que a mensagem ficasse cravada em sua mente:
— Se alguém em qualquer lugar tentar te humilhar, se algum funcionário ou chefe no seu trabalho tentar folgar com você ou achar que pode te desrespeitar só porque viu essa coleira, coloque essa pessoa imediatamente no lugar dela. Não aceite desrespeito de ninguém. Ninguém além de mim tem esse direito. Entendeu?
Aquelas palavras caíram sobre Vanessa como um choque elétrico. O pavor do julgamento dos outros desapareceu no mesmo instante, substituído por uma sensação estranha e poderosa de proteção sob o domínio dele. Ela percebeu que não era uma vítima pública; era a posse exclusiva de um único dono.
Um brilho novo surgiu no olhar de Vanessa. Ela assentiu com a cabeça, colando a face na mão dele e respondendo com convicção:
— Entendi, meu Senhor. Só o Senhor. Ninguém mais.
Marcos deu um leve tapa carinhoso em sua bochecha, levantou-se e caminhou até a porta. Antes de sair, olhou para trás uma última vez:
— Agora limpe a casa e esteja pronta para a próxima semana.
A porta se fechou. No silêncio do apartamento, Vanessa sentou-se no tapete. Ela levou a mão ao pescoço, tocando as pedras brilhantes da palavra ESCRAVA. Um sorriso sutil e confiante surgiu em seus lábios. Ela sabia que na segunda-feira voltaria ao call center mais forte e implacável do que nunca — porque agora, a única opinião que importava no mundo era a do homem a quem ela pertencia.