Moro em um apartamento era pequeno demais para esconder qualquer coisa. Um quarto só, uma cama de casal que ocupa quase todo o espaço, uma janela que dava para o prédio vizinho e o cheiro constante de café passado e de corpo masculino. Depois da separação, eu vivio ali sozinho. Minha filha, bia, passava alguns fins de semana comigo. Magra, uma menina encantadora, o mesmo jeito de andar que a mãe tinha, mas já inteiramente dela.
Certo dia vieram os sonhos.
Começaram esporádicos. Bia de costas, deitada naquela mesma cama, a camiseta subindo e revelando a curva da cintura. Nos sonhos ele tocava. Nos sonhos ela não recuava. Acordava com o pau duro, o lençol manchado de pré-gozo, o estômago embrulhado de nojo e de desejo ao mesmo tempo. Passou semanas tentando expulsar aquilo da cabeça. Masturbava-se pensando em qualquer outra coisa, em atrizes, em mulheres do trabalho, e no meio do gozo a imagem dela voltava, nítida, e ele gozava mais forte, odiando-se.
Uma noite o sonho foi tão real que eu acordei no meio do orgasmo. O corpo inteiro contraiu, o esperma jorrou quente pela barriga e pelos dedos, e por alguns segundos eu fiquei móvel, respirando pesado, olhando o teto escuro. O prazer tinha sido diferente de tudo. Mais sujo. Mais fundo.
Na sexta-feira seguinte bia chegou com a mochila nas costas e um sorriso cansado. Tomou banho enquanto eu preparava o jantar. A porta do banheiro ficou entreaberta — o apartamento era assim, sem privacidade real. Eu passei pelo corredor e vi. O corpo dela sob a água, de perfil, seios pequenos, a curva da bunda, a pele molhada brilhando. O pau endureceu de imediato, dolorido, apertado dentro da calça. Eu me afastei rápido, o coração batendo na garganta, foquei na cozinha fingindo que nada tinha acontecido.
Mas o corpo não esquecia.
Duas semanas depois ela voltou. Dormimos na mesma cama, como sempre. Bia de pijama curto, a calça subindo entre as nádegas quando ela se virava de lado. Fiquei acordado por muito tempo, ouvindo a respiração dela. Quando finalmente dormiu, o sonho veio de novo: ela de quatro, ele entrando devagar, o calor, o aperto. Acordei com o pau latejando, já quase no limite.
Abriu os olhos. A luz fraca da rua entrava pela janela. Bia estava de lado, de costas para mim. O elástico da calça do pijama tinha descido. A polpa da bunda aparecia, lisa, macia, o sulco entre as nádegas só parcialmente escondido. O cheiro dela — sabonete barato e pele quente — enchia o espaço entre nós.
não pensei. Puxei o pau para fora do short. Estava duro demais, a cabeça já brilhando de líquido. Começou a masturbar devagar, sem fazer barulho, os olhos fixos naquela curva. Cada movimento da mão era mais apertado. Imaginava o que seria passar a cabeça ali, sentir a carne e a pele O tesão subiu rápido demais. Em poucos minutos meu corpo inteiro tremeu. Mordi o lábio para não gemer e gozei. O esperma saiu em jatos fortes, escorrendo pelos dedos e pingando no lençol bem perto da coxa dela. O prazer foi tão intenso que por um segundo eu quase me inclinou e esfregou o pau molhado naquela bunda exposta.
Mas a partir daquela noite tudo mudou.
Os fins de semana passaram a ser esperados com uma ansiedade que eu mal conseguia disfarçar. Quando Bia chegava, eu a puxava para o colo no sofá, “só de brincadeira”. Ela se movia o suficiente para o pau duro roçar entre as nádegas por cima da roupa. Ela ria, achava graça, se ajeitava. Não percebia — ou fingia não perceber — o quanto ele estava duro.
À noite, quando ela dormia profundamente, eu me permitia mais. Levantava a barra da camiseta dela e olhava os peitos. Uma vez, com o coração disparado, puxou a calça do pijama só o suficiente para ver a bunda inteira. Masturbei olhando. Gozo espirrou e escorreu entre as nádegas dela enquanto ela ressonava baixinho. Eu limpei com cuidado, o dedo tremendo, e voltei a deitar como se nada tivesse acontecido.
Outra madrugada eu passei o pau contra ela. Ajeitou o corpo, encaixou o pau duro na fenda das nádegas, ainda por cima do tecido fino, e se moveu devagar. O calor dela, o cheiro, o peso suave do corpo adormecido. Gozo de novo, manchando a calça do pijama dela por dentro. Bia se mexeu, murmurou alguma coisa, e voltou a dormir.
Fiquei olhando o teto, o peito subindo e descendo rápido, o esperma ainda escorrendo pela própria barriga. O nojo tinha sumido. Sobrou só o desejo, pesado, constante, que crescia a cada fim de semana.