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Pezinhos da enfermeira

Um conto erótico de Psicopodo
Categoria: Heterossexual
Contém 4095 palavras
Data: 31/08/2026 21:41:33
🤖 Texto produzido com auxílio de inteligência artificial

Para quem não me conhece sou o Fernando, atualmente gerente de logística em uma indústria multinacional e essa história que vou contar trata-se de como consegui os pés da Júlia, esta cujo qual já trabalhou na mesma empresa e que conheci quando eu e ela éramos operacionais, trabalhando no chão de fábrica.

Ela estudou, virou enfermeira e trabalha em um hospital privado aqui na cidade e eu continuei na empresa e fui subindo até virar gerente.

Infelizmente na época sofri um acidente de carro e precisei me afastar e o médico que me atendeu e que trabalha no mesmo Hospital da Júlia, trata-se de um amigo de infância.

Eu escolhi a Júlia para fazer home care devido a confiança que eu tinha nela, porém com ela em casa eu já estava ficando louco para ter seus pés.

Esse meu amigo médico também é podolatra e quando conversei com ele sobre, demos um jeito de eu conseguir os pezinhos da enfermeira Júlia.

Isso você vai ler agora neste conto, porém devo avisar que troquei todos os nomes, pois pelo menos duas vezes por mês eu me encontro com ela e são pessoas muito próximas.

O conto é real, porém irei começar a jogar todos na inteligência artificial antes de postar, assim fica mais refinado e fluido de ler.

Antes de postar aqui, reli diversas vezes para garantir os fatos verídicos.

Segue agora o conto:

A tarde caía preguiçosa quando a campainha tocou. Era Julia.

Ela vinha três vezes por semana para aplicar minha medicação e monitorar minha recuperação física. Sempre impecável em seu uniforme cirúrgico roxo-escuro de tecido acetinado, que trazia seu nome bordado em letras delicadas no bolso do peito: Julia Magatt.

Seus longos cabelos castanho-escuros, lisos e com discretos reflexos mais claros nas pontas, caíam suavemente sobre os ombros, emoldurando um rosto de traços marcantes, bochechas levemente coradas e lábios destacados por um batom rosa vibrante.

Mas o nosso vínculo ia muito além daquela relação formal de paciente e enfermeira.

Anos antes de ela vestir o jaleco e decidir cuidar de pessoas, nós dividíamos a rotina pesada do chão de fábrica de uma metalúrgica.

Eu e ela, na operação.

O destino acabou nos separando quando ela saiu para trabalhar em um hospital privado da cidade ao terminar a faculdade de enfermagem, mas a vida nos colocou frente a frente de novo — agora, no silêncio do meu apartamento.

E havia um detalhe que tornava tudo infinitamente mais perigoso: Julia era namorada do Rubens.

O Rubens é um cara que trabalha no setor de manutenção na metalúrgica, alguém com quem eu ainda trombo quase todos os dias. Ele vivia falando dela durante o almoço na fábrica, orgulhoso da namorada enfermeira, sem ter a menor ideia de que era justamente a sua Julia quem vinha cuidar de mim nas minhas tardes de recuperação.

Naquele dia, porém, eu tinha um plano ousado em mente. Eu vinha fingindo há dias que estava sofrendo com um efeito colateral da minha reabilitação.

— Ju, preciso te contar uma coisa que está me deixando muito preocupado... — comecei, fingindo um tom de voz abatido e constrangido quando ela se sentou para preparar o aparelho de pressão, ajeitando o estetoscópio sobre o colo. — Eu comentei com você na semana passada que estava com dificuldades de ejacular, lembra? Pois é, a situação piorou e eu acabei indo ao médico ontem.

Julia franziu a testa, assumindo imediatamente sua postura profissional e preocupada, seus cílios longos e marcantes piscando com atenção enquanto me olhava.

— Sério? E o que ele disse? Pode ser alguma disfunção neurológica temporária por conta da sua recuperação...

— Ele me deu um diagnóstico bem específico. E, na verdade, ele até me deu uma recomendação por escrito. Ele disse que o tratamento é puramente estimulação sensorial de extremidades... especificamente, fricção podal. Um footjob.

Julia me olhou com os olhos arregalados, completamente confusa. Ela piscou algumas vezes, tentando processar o termo em inglês que parecia totalmente fora de seu vocabulário clínico.

— Um... o quê? — ela perguntou, tombando a cabeça para o lado, fazendo seus cabelos castanhos deslizarem pelo tecido roxo do uniforme. — Eu nunca ouvi falar dessa técnica na faculdade, nem em nenhum protocolo do hospital. Do que se trata exatamente? Como funciona isso?

Sem dizer uma palavra, puxei uma folha de papel timbrado debaixo do meu travesseiro no sofá e entreguei a ela. Era um atestado impecável, com carimbo e assinatura.

O que ela não sabia era que aquele documento era completamente falso.

Eu o tinha conseguido com o Marcos, um amigo meu de infância que também era médico e — por pura ironia do destino — trabalhava no mesmo hospital que a Julia.

O Marcos tinha um senso de humor duvidoso e resolveu entrar na brincadeira, emitindo o papel cheio de termos técnicos e jargões incompreensíveis que, no fundo, recomendavam exatamente aquela "terapia alternativa".

Julia pegou o papel.

Seus olhos passaram rapidamente pelo timbre do hospital onde ela trabalha, reconhecendo a assinatura do Marcos.

Mas, à medida que lia as entrelinhas e entendia a verdadeira natureza do "procedimento", a expressão de dúvida em seu rosto rapidamente se transformou em choque, e depois em pura indignação.

Ela deu um passo para trás, jogando o papel sobre o sofá.

Seus olhos, antes acolhedores, agora faiscavam de raiva, contrastando com o batom rosa impecável.

— Você só pode estar brincando com a minha cara! — Julia exclamou, a voz trêmula de indignação. — Isso é um absurdo! Eu sou uma profissional de saúde, estudei anos para estar aqui e sou namorada do Rubens, seu colega de trabalho! Que palhaçada é essa de "fricção podal"? Eu me recuso terminantemente a fazer uma coisa dessas!

— Calma, Ju... é recomendação médica, olha o carimbo do doutor — tentei argumentar, mantendo a atuação e tentando conter o nervosismo. — É uma questão de saúde, as minhas conexões nervosas estão...

— Não me venha com "conexões nervosas"! — ela cortou, ríspida, cruzando os braços bem desenhados e rechonchudos sobre o peito. — Eu não vou usar os meus pés para satisfazer você de jeito nenhum. Isso passa de todos os limites éticos e profissionais. Esquece!

Vendo que estava perdendo o controle da situação, decidi apelar para o plano de emergência. Peguei o celular e liguei para o Marcos, colocando a chamada imediatamente no viva-voz para que ela ouvisse o "médico" confirmar a receita.

— Marcos? Estou aqui com a Julia. Ela está se recusando a aplicar o tratamento que você prescreveu na guia de ontem — disparei assim que ele atendeu.

Do outro lado da linha, o Marcos, mantendo o tom mais formal e sério que conseguia fingir, respondeu imediatamente:

— Como assim se recusando? Julia, aqui é o Dr. Marcos. Esse procedimento de estimulação sensorial podal está devidamente prescrito e fundamentado no prontuário do paciente para restabelecer a função urológica dele. É o seu dever como técnica cumprir a prescrição.

Julia aproximou-se do celular, o rosto redondo e expressivo vermelho de raiva, e disparou:

— Doutor Marcos, eu não sei que tipo de palhaçada vocês dois armaram, mas eu não vou fazer isso! Isso não é procedimento de enfermagem em lugar nenhum do mundo. É uma quebra total de decoro. Eu não vou prosseguir, e ponto final!

Houve um breve silêncio na linha. Do outro lado, o Marcos suspirou, adotando um tom de voz rígido e ameaçador para manter a encenação até o fim:

— Pois bem, enfermeira Julia. Se a sua decisão é a insubordinação e a negligência no tratamento de um paciente sob seus cuidados, eu não tenho outra alternativa. Vou desligar agora, providenciar o envio de outra enfermeira para dar andamento ao caso e, amanhã mesmo, estarei abrindo uma denúncia formal contra você no Conselho Regional de Enfermagem por recusa de assistência. Tenha uma boa tarde.

A ligação caiu. O silêncio que se instalou na sala era tão denso que quase se podia ouvir o tic-tac acelerado do relógio na parede.

Julia continuou estática no meio da sala.

A expressão de pura fúria que estampava seu rosto começou, lentamente, a desmoronar, dando lugar a uma palidez preocupante.

Seus olhos pareciam perdidos, focando em um ponto qualquer no chão.

Ela engoliu em seco, e o peso daquela ameaça tinha atingido o seu ponto mais frágil.

Uma denúncia no Conselho Regional de Enfermagem é o pior pesadelo de qualquer profissional da saúde, mas para Julia, o momento não podia ser mais devastador. Ela sabia perfeitamente que um processo ético daquela magnitude, vindo de um médico influente do mesmo hospital, poderia manchar sua ficha de forma irreversível.

Se ela perdesse a licença, nunca mais poderia atuar como enfermeira — a profissão pela qual ela havia batalhado tanto para conseguir, deixando para trás os dias exaustivos na metalúrgica.

Para piorar, a situação financeira dela e do Rubens estava no limite.

Uma parcela do terreno deles estava atrasada, as contas se acumulavam e o salário de metalúrgico do Rubens, sozinho, mal dava para cobrir as despesas básicas do mês.

Se Julia perdesse aquele emprego de home care — ou pior, se fosse demitida do hospital com uma denúncia nas costas —, o orçamento familiar simplesmente desmoronaria. Ela perderia muitas coisas.

Julia levou a mão à testa, a respiração vindo curta e trêmula. O pânico era visível em seu rosto.

— No conselho... — ela sussurrou, com a voz quase sumindo, enquanto olhava para o aparelho celular desligado sobre o sofá. — O Marcos não pode fazer isso comigo. Ele sabe o quanto eu preciso desse emprego. Ele sabe...

Ela olhou para mim, e pela primeira vez naquela tarde, vi lágrimas reais de puro desespero brilharem no canto de seus olhos maquiados.

A postura de enfermeira durona tinha desaparecido por completo.

— Você não tem noção do que está fazendo... — ela disse, a voz embargada, as mãos delicadas e de unhas bem cuidadas apertando o tecido roxo do seu uniforme. — Se eu for denunciada, minha carreira acaba aqui. Eu tenho contas para pagar. O Rubens e eu estamos atolados em dívidas... Eu não posso perder minha licença. Eu não sei o que fazer se tudo der errado.

O silêncio voltou a reinar no quarto, mas agora carregado com o peso da vulnerabilidade dela.

Ela olhou para os próprios pés calçados com um par de slip on branco, depois para o papel do atestado falso em cima do sofá, e por fim para mim, claramente encurralada entre o medo do seu futuro financeiro e a humilhação daquela "recomendação médica" absurda.

Aproximei-me lentamente, quebrando a distância entre nós, e adotei um tom de voz suave.

— Ju... olha para mim — pedi, esperando que ela erguesse os olhos marejados. — Eu sei que a situação com o Rubens está difícil. Sei das contas, do aperto que vocês estão passando. Eu não quero prejudicar você. Muito pelo contrário. Eu posso resolver o problema com o Marcos. Faço ele esquecer essa história de denúncia agora mesmo. E mais: eu sei que isso está fora do seu protocolo padrão. Por isso, eu faço questão de pagar por fora. Uma boa quantia. Um valor que vai limpar todas as suas dívidas de uma vez só e ainda garantir uma folga no orçamento de vocês. O que me diz?

Julia piscou, processando a proposta.

O conflito interno era nítido em seu rosto.

Ela olhou para o atestado no sofá, depois para os próprios pés ainda calçados e, finalmente, engoliu em seco.

O desespero e a necessidade falaram mais alto.

— Quanto...? — ela perguntou, a voz quase um sussurro, revelando que tinha cedido ao peso das circunstâncias.

Ditei um valor generoso, alto o suficiente para que ela não tivesse qualquer margem para recusar.

Os olhos dela se arregalaram levemente e ela soltou um suspiro longo, os ombros caindo em sinal de total rendição.

— Tudo bem... — ela disse, limpando rapidamente uma lágrima solitária que teimava em descer pelo seu rosto redondo, tentando recuperar um rastro de dignidade.

— Mas você liga para o Marcos agora e diz que eu aceitei iniciar o "tratamento". E isso fica estritamente entre nós. O Rubens nunca, sob hipótese alguma, pode sonhar com isso.

— Negócio fechado, Ju. Você não vai se arrepender — respondi, com um sorriso vitorioso.

Antes que ela pudesse dar qualquer passo em direção ao sofá, peguei o celular novamente e disquei o número do Marcos, colocando no viva-voz.

— Marcos? Está tudo resolvido por aqui. Nós conversamos melhor e a Julia entendeu a importância do tratamento. Ela aceitou iniciar o procedimento agora mesmo. Pode suspender aquela outra enfermeira e esquecer qualquer denúncia ao conselho.

Do outro lado da linha, ouviu-se o tom autoritário e satisfeito de Marcos:

— Excelente. Fico feliz que o bom senso tenha prevalecido. Sendo assim, a reclamação está cancelada e o prontuário segue sob a responsabilidade dela. Bom tratamento para vocês.

A ligação foi encerrada.

O alívio no rosto de Julia foi imediato.

O fantasma da denúncia havia sumido, mas ela ainda hesitou antes de descalçar os pés.

Olhou para as próprias mãos, depois para mim, buscando uma última alternativa.

— Escuta... — ela começou, a voz baixa e hesitante. — Se o objetivo é apenas resolver o seu problema de ejaculação para o tratamento... eu não posso fazer isso de outra forma? Com as mãos seria muito mais rápido e fácil para mim. É uma maneira mais convencional, sem precisar usar os meus pés. O que você acha?

Eu apenas sorri, balançando a cabeça negativamente.

— Não, Ju. Você leu a receita do Marcos. O tratamento é com os seus pés. Se for de outro jeito, o acordo não vale, e o dinheiro também não. Tem que ser exatamente como está no papel.

Julia engoliu em seco, percebendo que não havia escapatória ou atalhos.

Ela soltou um suspiro de rendição, aceitando que teria que ir até o fim nos meus termos.

Com movimentos lentos, ela tirou os pés de seus slip on branco e depois as meias estilo sapatilha também brancas.

No instante em que as meias se desprenderam dos pés quente de Julia, um aroma forte e característico subitamente invadiu o ar.

O calor abafado daquele plantão duplo que ela fez pra levantar um extra, com os pés confinados dentro dos slip on fechados, havia criado o cenário perfeito: um chulé úmido, ácido e intensamente pungente dominou o ambiente quase que de imediato.

Seus pés eram lindos e rechonchudos, incrivelmente macios e bem desenhados, com as unhas perfeitamente pintadas com um esmalte vermelho vibrante que contrastava maravilhosamente com sua pele clara.

Julia percebeu o cheiro no mesmo segundo. Suas bochechas arderam em um tom vermelho-vivo de pura vergonha, e ela tentou recolher as pernas instintivamente.

— Ai, meu Deus... me desculpa — ela balbuciou, cobrindo o rosto redondo com uma das mãos, morta de embaraço. — Eu passei o dia inteiro correndo de um lado para o outro naquele hospital abafado. Deve estar horrível... Deixa eu ir ao banheiro lavar antes de começar, por favor!

— Não, de jeito nenhum — interrompi imediatamente, segurando-a pelo tornozelo com firmeza.

Aquele perfume natural agiu como um combustível instantâneo para mim.

Longe de me afastar, aquele odor forte e lascivo de chulé penetrou minhas narinas e me deixou ainda mais excitado.

— Está perfeito assim, Ju. É exatamente isso que faz parte do estímulo — sussurrei.

Sem perder mais tempo, levei a mão ao meu cinto e abri a calça, libertando meu membro completamente rígido.

No segundo em que ele ficou exposto, Julia desviou o olhar imediatamente.

Ela cobriu o rosto com uma das mãos, respirando de forma ofegante, morrendo de vergonha daquela situação tão explícita.

— Eu não consigo olhar... Isso é loucura — ela murmurou, com a voz trêmula, o rosto completamente corado.

— Você não precisa olhar, Ju. Só precisa sentir — respondi com a voz mansa, segurando com delicadeza o calcanhar dela.

Aproximei a sola úmida e quente dela do meu membro.

No primeiro contato físico da pele macia do seu pé com a minha intimidade, Julia deu um sobressalto.

Como ela não tinha a menor ideia de como prosseguir e estava paralisada pelo constrangimento, fechei minha mão sobre o tornozelo dela e passei a guiar os movimentos de forma lenta.

— Deslize assim... devagar — instruí, fazendo-os subir e descer.

A pele da sola dela, lubrificada pelo suor natural do dia de trabalho, deslizava de forma única.

Julia soltava pequenos gemidos tímidos, apertando os olhos com força.

Mas não demorou muito para que a dinâmica mudasse.

À medida que os segundos passavam, a timidez de Julia começou a dar lugar a uma surpreendente percepção de controle.

Ela abriu os olhos lentamente, observando de soslaio a forma como a sola de seu pé moldava-se perfeitamente ao meu formato.

Percebendo exatamente onde a pressão surtia mais efeito, ela relaxou a tensão das pernas e assumiu as rédeas, dispensando minha mão de seu tornozelo.

Com uma intuição natural, Julia começou a deslizar o pé de cima a baixo de forma contínua e firme.

Ela dobrava levemente os dedos vermelhos no topo do movimento, criando uma carícia anatômica inacreditável, para depois descer usando o arco macio e úmido de seu pé.

O aroma do chulé exalava a cada fricção, tornando o ambiente ainda mais inebriante.

— Assim está bom? — ela sussurrou, a voz agora um pouco mais firme, embora suas bochechas continuassem intensamente coradas.

O prazer estava se tornando insustentável.

O calor da sola dela, o atrito perfeito e aquele aroma úmido e forte de chulé que subia dos pés dela a cada movimento me levaram rapidamente ao limite.

— Ju... deita de bruços. Agora — pedi, a voz falhando, rouca pelo ápice iminente. — Junta as suas duas solas, uma contra a outra. Eu vou gozar nelas.

Ao ouvir o comando, Julia paralisou por completo.

Seus movimentos cessaram e ela me encarou com os olhos muito abertos, a respiração suspensa.

A humilhação e a audácia daquele pedido final pareceram travar seu corpo por alguns segundos.

Mas o desespero financeiro, o medo de perder o registro e o fato de já ter ido tão longe falaram mais alto.

Mesmo paralisada pelo constrangimento, ela acabou acatando.

Lentamente, sem dizer uma única palavra, Julia virou o corpo no sofá, ficando de bruços.

Ela dobrou os joelhos, erguendo as pernas e unindo as duas solas úmidas e suadas, criando uma canaleta perfeita com as curvas dos seus arcos.

Seus longos cabelos castanhos espalharam-se pelo estofado enquanto ela escondia o rosto.

A visão dos seus dois pés juntos, exibindo o esmalte vermelho e exalando aquele perfume lascivo de um dia inteiro de trabalho, foi o gatilho final.

Aproximei-me rapidamente, posicionando-me diante das suas solas.

Com apenas mais alguns movimentos rápidos com as mãos e com o meu membro apontado para as suas solas unidas, descarreguei toda a minha tensão acumulada diretamente entre os arcos dos pés de Julia.

Ela estremeceu de leve ao sentir o calor do jato atingir a sua pele morna, fechando os olhos com força.

Mas aquele era apenas o início de uma longa jornada. O alívio inicial e a quebra definitiva da barreira de vergonha de Julia pareceram destravar algo em nós dois.

O dinheiro prometido e a segurança de sua carreira já estavam garantidos, e o constrangimento que antes a paralisava começou a se dissipar.

— Não limpa ainda, Ju — pedi, a voz ainda recuperando o fôlego. — Nós mal começamos o tratamento.

Ela olhou por cima do ombro, os cabelos um pouco desalinhados, soltando um suspiro longo.

Ela apenas assentiu com a cabeça, ajeitando-se no sofá para reiniciar o processo.

O resto da tarde e o início da noite transformaram-se em uma repetição implacável daquela terapia clandestina.

Repetimos o processo várias e várias vezes, sem pressa, até que eu não conseguisse mais produzir nada.

Eu estava completamente esvaziado, até não restar mais nada em mim.

O aroma forte e lascivo de chulé, que antes dominava o quarto, parecia ter se impregnado em cada canto do ambiente, tornando a atmosfera densa, quase sufocante de tão erótica.

Julia, ofegante e com a testa coberta por uma fina camada de suor, finalmente relaxou as pernas, deixando os pés caírem pesadamente sobre o estofado do sofá.

Ela me olhou de soslaio, exausta, mas com a certeza de que aquele tinha sido o dia de trabalho mais incomum — e secretamente rentável — de toda a sua vida.

O tratamento prescrito pelo falso atestado do Marcos prosseguiu por mais uma semana inteira.

Nas visitas seguintes, no entanto, a dinâmica mudou sutilmente.

Eu não ofereci nenhum valor extra além daquela primeira quantia generosa que havia limpado suas dívidas imediatas.

E Julia, talvez constrangida pelo acordo anterior ou simplesmente conformada com o peso da ameaça que ainda rondava sua licença, não perguntou sobre dinheiro em momento algum.

Ela simplesmente entrava no meu apartamento, preparava o ambiente em silêncio e, com uma postura que mesclava resignação e uma timidez que nunca desaparecia por completo, retirava seus calçados e meias brancas.

O aroma forte de chulé de seus plantões continuava a invadir o quarto todas as vezes, e ela aplicava a massagem podal com uma precisão que agora beirava o profissionalismo, sem que precisássemos trocar muitas palavras sobre o assunto.

Até que, finalmente, o período da minha reabilitação chegou ao fim.

O Dr. Marcos deu minha alta médica oficial e eu pude, finalmente, voltar à minha rotina normal e ao trabalho na metalúrgica.

Nosso contato diário foi interrompido e, por algumas semanas, a presença de Julia voltou a ser apenas uma lembrança extremamente excitante na minha mente.

O tempo passou, mas a realidade financeira de Julia e Rubens continuava sendo uma corda bamba.

Um dia, enquanto eu estava em casa após o expediente, meu celular tocou. Era ela.

Diferente das ligações profissionais do passado, a voz de Julia do outro lado da linha estava hesitante, carregada de uma timidez nervosa, mas com uma ponta de urgência que eu reconheci imediatamente.

— Oi... tudo bem? — ela começou, limpando a garganta. — Desculpa ligar assim do nada. É que... as coisas apertaram de novo aqui em casa. O Rubens teve um corte nas horas extras da metalúrgica e surgiu uma despesa médica inesperada com a mãe dele. Eu... eu estou precisando muito de dinheiro extra este mês.

Fiquei em silêncio por um instante, apenas esperando ela tomar coragem para dizer o que realmente queria.

Ouvi o suspiro profundo dela antes de continuar:

— Eu estava pensando... se você ainda precisa daquele... tratamento. Da massagem. Eu posso ir até o seu apartamento depois do meu plantão. Da mesma forma que fizemos antes. O que você acha?

Sorri sozinho, sentindo o sangue pulsar mais rápido.

A barreira da moralidade havia sido completamente derrubada pela necessidade.

— Claro, Ju. Para mim, vai ser um prazer ajudar você de novo — respondi, mantendo o tom calmo. — Mas vamos fechar um acordo definitivo para você não ter que passar por esse aperto toda vez. O que acha de fazermos isso pelo menos duas vezes por mês? Eu te garanto aquela mesma quantia de apoio e você vem direto do seu plantão para cá.

Houve uma pausa trêmula na linha, mas a resposta veio rápida, quase num sopro de alívio:

— Duas vezes por mês... Tudo bem. Eu aceito. Combinado.

E assim o nosso pacto se consolidou.

Pelo menos duas vezes por mês, a cena se repete até hoje no meu apartamento.

A campainha toca no final da noite e Julia entra, as vezes vestindo o mesmo uniforme roxo de tecido acetinado, as vezes um uniforme de outra cor e as vezes com roupa normal; sempre trazendo nos pés o cansaço acumulado de horas em pé no hospital.

Ela se senta no meu sofá, e retira os seus calçados que varia; slip on, sapatilha, tênis e até rasteirinha, porém sempre na cor branca e deixa que aquele chulé característico, denso e terroso de quem trabalhou o dia inteiro, tome conta do ar.

Sem precisar de roteiros ou desculpas médicas falsas, ela entrega suas solas perfeitas e rechonchudas aos meus desejos, usando o calor de sua pele e a precisão de seus movimentos para me levar ao limite em troca do envelope de dinheiro que sempre a espera na mesa de centro na última visita de cada mês.

O mais irônico de tudo é minha rotina diurna.

As vezes eu cruzo com o Rubens no pátio da metalúrgica.

Ele me cumprimenta com um tapinha nas costas, divide o almoço comigo e, às vezes, até desabafa sobre como a vida estava difícil, mas que felizmente a Julia conseguiu um "trabalho extra de consultoria particular de saúde" que esta ajudando a salvar as contas da casa.

Ele nunca desconfiou de absolutamente nada.

Casaram a menos de uma semana e ele não tem a menor ideia de que a sua esposa, a enfermeira perfeita de quem ele tanto se orgulha, passa as noites de plantão entregando a pele macia de suas solas suadas para o seu próprio colega de fábrica, selando um segredo que pertence única e exclusivamente a nós dois.

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