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O Demônio e a Megera – Episódio 40 (amor e servidão no paraíso)

Um conto erótico de Theodor e Aline
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 3995 palavras
Data: 31/08/2026 16:39:19
Última revisão: 31/08/2026 22:40:15

Sou eternamente grata a Núbia por aquela noite. Não tenho orgulho ou vergonha de ser como sou. Apenas me aceito, mas não foi sempre assim. A sensação de ser uma pessoa estranha, com preferências sombrias ou patológicas, me torturou simultaneamente ao prazer de mergulhar cada vez mais fundo em minha submissão à Núbia.

Núbia sempre me dizia que eu não devia ter vergonha de nada, que o importante era o que eu sentia.

“Se você sente prazer, é bom. Se você sente prazer, mas isso lhe traz algum tipo de dor depois, reconsidere. Se lhe causa dor ou mal estar e não é remédio, fuja. Mesmo sendo remédio, se lhe causa dor ou mal estar, consulte outro médico”, ela filosofava.

Naquela noite, ainda aprendi meu principal ofício que era usar minha boquinha para adorar seus buracos. A simples menção aquilo me parecera repugnante a vida toda. Lamber a buceta e o cu de outra mulher? Que coisa mais nojenta, era como eu pensava. Quando ela se sentou na beira da poltrona, me mandou ajoelhar e lamber sua vagina, eu tive a impressão de que vomitaria, mas não desobedeci.

O prazer de sentir seu cheiro e seu gosto viria gradativamente. O primeiro prazer que veio foi o de obedecer. Comecei tímida, toda cheia de frescura.

“Está com nojo da sua dona, cadela?”

Fiz que não com o rosto e passei a ser orientada de como fazer, enquanto ela guiava meus movimentos com as mãos no meu cabelo. Não demorou muito para que me sentisse mais à vontade. Mesmo sem apreciar seu gosto, já me acostumara a ele. Mal sabia eu que ansiaria por aquilo quando ficasse muito tempo sem ser sujeitada aquele papel humilhante de lambedora de buceta da minha dona.

Às vezes, após o treino, retardávamos nossa ida ao vestiário para tomar banho. Aquele era o meu momento de maior humilhação e prazer, quando eu ficava de joelhos e Núbia me permitia tirar seu tênis e meia, me fazendo os cheirar demoradamente, completamente nua. Depois, fazia o mesmo com sua calcinha suada. Para concluir o ritual de adoração, me fazia lamber seus pés, seu cu, sua buceta e axilas suadas.

O prazer que sentia com aquilo era inexplicável. Nubia mandava que eu levasse suas meias e calcinhas usadas no treino para lavar em minha casa e que me masturbasse cheirando-as. Assim eu fazia, e tinha orgasmos deliciosos.

Naquela primeira noite, perdi a noção de durante quanto tempo me dediquei a lamber seus buracos, fazendo-a gozar mais de uma vez e me sentindo orgulhosa por proporcionar prazer à minha tão somente rainha, dona e senhora. O que talvez não tenha sido melhor do que ela ter me permitido dormir com ela em sua cama, me acolhendo em seus braços, dizendo que era bom dormir com seu bichinho de estimação.

Nossa história não durou muito tempo, todavia. Núbia se destacou demais no Campeonato Estadual e foi contratada por uma equipe do interior paulista cerca de seis meses depois do início de nosso romance. Teria a oportunidade de disputar a Superliga B e ganhar visibilidade para sua carreira e seu grande talento.

Foi na mesma época que a dificuldade de conciliar a faculdade de medicina com os treinos e competições me fez desistir do vôlei. Foi quase um divisor de águas em minha vida. Fiz matrícula em uma academia, para me manter em forma, à qual comparecia quatro vezes por semana para 60 minutos de exercícios intensos. Ao mesmo tempo, afundei a cabeça nos estudos, até como forma de sobreviver ao impacto brutal causado pelo afastamento de Núbia, meu amor de perdição, prazer e submissão.

Mesmo assim, é verdade, continuamos nos correspondendo e até dois anos antes daquele churrasco na varanda, que transformaria minha vida de um jeito que eu jamais pudera imaginar, ainda nos encontrávamos quando ela vinha ao Rio de férias. Eram os meus dias mais felizes, mas nunca alimentei a ilusão de que nosso relacionamento prosperaria à distância. Núbia devia ter outras submissas para lhe servir e eu sabia que era só mais uma, embora ela me dissesse que eu era especial, no que eu até acreditava, mas não ao ponto de alimentar expectativas quanto ao futuro.

Até que nossos contatos se tornaram raros. Tentei sair com algumas meninas e rapazes. Eram eventos raros e não me inspiravam, mas meu foco estava mesmo era na faculdade.

Quando conheci a Baianinha, logo ficou claro que havia uma afinidade entre nós. Confesso que me senti sexualmente atraída por ela, mas ela estava acompanhada do namorado e eu sequer tinha noção de que aquela deusa era bissexual, muito menos que os quatro, ela, o Demônio, Gabriel e Ay, namorassem. Só descobri isso posteriormente, quando comentei com a Francesca sobre a Baianinha.

Nosso reencontro não foi uma surpresa para mim. Quando fui para o bloco, sabia que o casal estava no Rio e estaria presente. Ana Clara estava ainda mais bonita, mais mulher e mais sensualmente arrebatadora. Era imponente sem ser prepotente, bela sem ser esnobe. Simples, sem parecer falsa. O que eu poderia chamar de um ser de luz.

Aliás, por falar em luz, a luminosidade e leveza daquele ambiente era algo contagiante, quase desafiador. Só mesmo estando ali para compreender aquela atmosfera. Aquelas pessoas exalavam amor entre si. Um amor que transbordava e me atingia como a flecha de um cupido. Nunca em minha vida havia ficado tão encantada com pessoas.

A tarde se despedia e o manto da noite lentamente ia cobrindo o céu, sem dissipar aquele calor inclemente de fevereiro, mas eu estava muito bem ali, bebendo cerveja, comendo churrasco, ouvindo música e flertando. Sim, havia um flerte maldisfarçado no ar, sobretudo com a Megera, mas também com a Ay, que era outra deusa e com uma luminosidade tão poderosa, que podia até cegar, mas a Ay eu já conhecia e ela sabia sobre minha bissexualidade, embora nunca houvesse ocorrido nenhum tipo de ensaio sexual entre nós.

- Quer dizer que seu grande amor foi uma mulher, loira do Frozen? – perguntou a Megera.

- Não sei se a gente pode chamar de grande amor. Foi meu relacionamento mais intenso, marcante e prazeroso.

- E o que tinha de tão especial essa mulher? Desculpe se eu estiver sendo indiscreto – interveio o Demônio.

- De jeito nenhum, Demônio. Nossa! Nem pensar. Vocês estão abrindo totalmente para mim esse relacionamento lindo de vocês. Não vejo problema algum em falar. Ela foi a única que soube ativar meus gatilhos de prazer.

- Fiquei curiosa sobre esses gatilhos – comentou a Megera.

- Até porque de gatilhos você entende quase todos, né amor? – interveio o Demônio, levando todos às gargalhadas.

- Gente, deixa a loira falar. Fala Ingrid!

- Espero que vocês não me julguem. É que eu tenho uma sexualidade um pouco diferente.

- Gosta de bater e fazer xixi nas pessoas? – interveio o Demônio, olhando diretamente para Ay.

Mais gargalhadas.

- Você gosta de bater nas pessoas Ay? – perguntei, muito interessada.

- É incontrolável isso nela – brincou Gabriel.

- Na primeira vez que eu fiquei sozinho com ela dentro do quarto, ela tentou me espancar até a morte – provocou o Demônio.

- Meu Deus! – exclamei, me divertindo com as provocações.

- Não exagera, Demoniozinho. Foram só uns tapinhas e outras coisinhas carinhosas – sensualizou Ay.

- Nem quero imaginar essas outras coisinhas carinhosas – reagi.

- Vocês não deixam a Ingrid falar quais são os gatilhos dela. Ficam fazendo piada com tudo – reclamou a Megera.

- Então? É que a Núbia, nós não tínhamos um relacionamento convencional. Eu... eu era submissa dela.

- Putz, fudeu! – exclamou o Demônio, me deixando sem entender nada.

- Falei alguma besteira? – reagi, com o coração apertado, mas logo todos, depois de se entreolharem, deflagraram uma crise de risos que não parava mais.

Demorou para que a possibilidade de comunicação verbal estruturada pudesse ser restabelecida.

- É que eu tenho tara por ser submissa – explicou a Megera.

- Você não é a dominadora? – reagi.

- Também, meu amor. Eu já dominei eles três e os três já me dominaram.

- Meus Deus! – exclamei.

- E ontem os três fizeram uma tripla penetração em mim, que eu quase fiz passagem para outra dimensão – emendou Ay.

- Você até fez, amor, só que voltou hoje de manhã – brincou Gabriel.

- Mas vocês são muito mais incríveis do que eu imaginava.

- E você? Como era com a Núbia? – perguntou a Megera.

- Eu era só submissa mesmo.

- Nunca pensou em dominar? – perguntou Gabriel.

- Nunca tive vontade. É como eu me sentia com relação a ela. Ela era minha dona, era minha senhora – falei com certa nostalgia na voz e no olhar.

- A gente não precisa falar sobre isso, Ingrid – interveio o Demônio.

Àquela altura, estavam todos com a atenção voltada para mim.

- Não, não tem problema. É bom falar. Não sei por que, mas me sinto à vontade para falar sobre isso com vocês.

- Somos todos ouvidos – brincou Gabriel.

- Mas e vocês? Têm uma relação aberta? São liberais? Eu estou curiosa para entender.

- Não, gatinha, nós não fizemos uma opção por uma vida liberal, que é quando o casal se libera para se relacionar com outras pessoas. O que se estabeleceu entre nós quatro não foi premeditado, entendeu? Nós não decidimos previamente que encontraríamos outro casal e formaríamos um quadrado amoroso ou coisa assim. Simplesmente aconteceu – explicou Ay.

- No começo, foi quando a gente veio ao Rio da outra vez, começou como um joguinho erótico, que acabou virando sexo, mas tinha uma coisa mais forte por trás – completou a Megera.

- Amor? – perguntei.

- Nós fomos nos envolvendo e nos apaixonando uns pelos outros. Simplesmente aconteceu assim. Não tudo ao mesmo tempo e da mesma forma, mas aconteceu com todos nós. Nosso relacionamento tem sexo, amizade, afinidade e amor. Nós queremos e procuramos fazer bem um para o outro, não é meus amores? – falou Ay.

- Nós só temos a Cínthia, que também se tornou nossa namorada. Não é porque sejamos liberais. Eu, por exemplo, só me relaciono com alguém se tiver muita afinidade, se gostar muito e, principalmente, se tiver autorização do meu dono – falou a Megera.

- Então, se não é um relacionamento aberto nem liberal, o que seria?

- Um relacionamento fechado entre pessoas que se amam. É poligâmico, mas não é liberal – explicou Ay.

- Poliamor?

- Acho que essa é a definição, embora eu não goste muito delas – interveio o Demônio.

- Das definições?

- Isso, gatinha. Por que temos que colocar um rótulo nos relacionamentos das pessoas? Por que não é só sobre experimentar e escolher formas de se relacionar que ofereçam prazer e realização? Eu amo essas pessoas que estão aqui. Elas me fazem felizes, iluminam meus dias e me ajudam a crescer como ser humano. O que mais eu preciso? Dar um nome para isso? Eu dou, tudo bem, eu dou. O nome é amor – concluiu Ayanna, deflagrando uma onda de aplausos, dos quais participei entusiasmada, como se aquelas palavras houvessem sido concebidas para falar para mim, me fazendo sentir validada.

- Então, vocês não me acham um bicho esquisito? – brinquei.

- Só um pouco, meu amor. Mas eu acho mais esquisito pessoas que acumulam bilhões de dólares, enquanto outras passam fome. Perto de uma pessoa dessas, a sua tara de ser submissa a outra mulher chega a ser sublime – reagiu o Demônio.

- Não precisa me fazer chorar – reagi, encantada com aquele homem à minha frente.

Não só com ele. Com os quatro. E com o privilégio de estar entre eles.

- Aliás, eu vou me casar com uma mulher que tem as mesmas taras que você – emendou.

- Mas também gosto de ser uma dominadora malvada – reagiu a Megera.

- Ai, quem me dera!

Quando dei por mim, as palavras já tinham saído da minha boca e elas não voltam.

- Quem sabe eu não posso ser uma dominadora bem malvada com você? – reagiu, acariciando meu rosto e envolvendo meu queixo com a mão, me fazendo olhar em seus olhos.

Senti um leve formigamento em minha vagina e sustentei o olhar de baixo para cima.

- Mas só se meu dono permitir, não é amor? – dirigiu-se ao Demônio.

- Estou pensando em dar umas chineladas nesse traseiro para ver se você se comporta – reagiu o Demônio, estalando um tapa na bunda da Megera.

- Ai, amor! Quer me fazer gozar na frente de todo mundo? – protestou.

Como eu queria que aquele tapa fosse na minha bunda, eu pensei.

O ambiente era tão agradável, que não percebi o tempo passar. Já eram 22 horas quando me lembrei de que tinha que ir para casa. Estava bem alegrinha e com a calcinha ensopada de tesão por causa das conversas picantes. Eles falavam aquelas sacanagens todas, se beijavam, dançavam e se provocavam fisicamente como se eu fosse parte da família, como diziam.

E o melhor de tudo é que a Megera e a Ay me provocavam o tempo todo, dizendo que eu ia matar a saudade de ter uma dona, mas em dose dupla. De propósito, se pegavam na minha frente, me deixando quase necessitada. Tocavam em mim o tempo todo e faziam carícias que me deixavam toda arrepiada. Eu me entregava sem opor qualquer resistência, amando a intimidade que tinham comigo.

- Gente, eu tenho que ir...

- Loira, quer tomar um banho antes de dormir? Eu pego uma toalha para você – interrompeu Ay, me deixando confusa, sem saber o que responder.

- Pega logo a toalha, Ay, e leva ela para tomar banho lá na suíte – comandou Gabriel.

Eu não tive tempo para reagir e Ay já saiu me puxando pelo braço para dentro do quarto.

- Vai, pode entrar no banheiro, que eu levo a toalha para você.

Quando dei por mim, já estava de banho tomado, vestindo uma camisola da Ay, sem calcinha por baixo, já que havia lavado a minha. E o mais engraçado é que eu me sentia em casa. A camisola era de algodão e ia até o meio das minhas coxas. Tinha a cor salmão e coraçõezinhos brancos.

- O Demônio e o Gabriel, meus donos, me autorizaram a fazer você de meu brinquedinho. Você quer? – sussurrou a Megera em meu ouvido, fazendo meu corpo estremecer de surpresa, tesão e expectativa.

Esfreguei uma coxa na outra, meu coração descompassou e foi impossível conter a respiração pesada, assim como meus mamilos endurecendo e marcando a camisola.

- Você sabe que eu quero. Só não esperava que fosse tão rápido – sussurrei.

- Não se esqueça de que só permanecerei aqui por mais duas semanas, mas você poderá continuar me pertencendo mesmo quando eu me for. E irá à minha cidade sempre que possível para me servir.

Já era quase meia-noite, estávamos só as duas na varanda. Ay, que trabalharia no dia seguinte, já começara a se recolher.

- Venha comigo – ordenou a Megera, já me puxando pelo braço.

Parece que sempre tinha alguém me puxando pelo braço sem me dar escolha outra que não me deixar levar e aquilo provocava em mim uma sensação de prazer que nunca vou conseguir explicar.

- Tire a camisola – ordenou quando a porta se fechou atrás de nós.

Pensei em relutar, pois ficaria totalmente exposta, mas a vontade de obedecer àquela deusa era muito maior, além do que expor minha nudez entregue, indefesa e submissa era algo afrodisíaco demais para eu resistir.

Obedeci e fiquei nua para minha nova dona. Pelo menos assim eu desejava. Ana Clara me rodeou como um predador saboreando a vulnerabilidade de sua presa. Sem falar nada, apalpou meus seios, passou as mãos pela minha cintura, alisou e apalpou minha bunda, minhas coxas e meus ombros, como quem examina uma mercadoria.

- Acho que você pode ser um bom brinquedinho e observarei pelos seus atos, sua obediência e devoção se está à altura de ser minha escrava. Seu teste se inicia agora e poderá terminar a qualquer momento.

Minha rainha me fez escolher uma palavra de segurança, algo que nunca tivera com Núbia. Embora eu confiasse naquelas pessoas, foi algo que me cativou tal preocupação com meu bem-estar. E o que elevava minha expectativa era saber que a Megera já tinha vivido experiências como dominadora e submissa. Então, ela sabia como eu me sentia e, certamente, como me oferecer o que me dava prazer. Tudo isso fazia com que meus líquidos escorressem pela minha virilha, tamanho era o tesão que estava sentindo, que até prejudicava minha respiração e fazia meus olhos marejarem.

- Daqui para frente, eu sou dona do seu corpo e da sua vida, até enquanto eu quiser que seja assim, você concorda com isso, cadela?

- Sim, senhora – respondi humilde e submissa.

- Você me obedecerá sem questionar qualquer uma das minhas ordens e a quem eu designar que você obedeça e sirva, do jeito que cabe a uma simples escrava proceder, você concorda?

- Sim, senhora.

- Em caso de insubordinação, você será castigada. Caso apenas pense em se insubordinar, será castigada. Caso não se insubordine e sequer pense em se insubordinar, será castigada da mesma forma, ao meu bel prazer e para o meu prazer de fazer você sofrer. Você concorda com isso, cadela?

- Sim, senhora.

- Responda latindo.

- Au, au.

- Ótimo. Ajoelhe-se no chão e fique de quatro.

Obedeci, prestes a ter um orgasmo sem me tocar.

Recebi um plug anal, que tinha um rabinho de cadela, e uma coleira rosa, que foi presa ao pé da cama pela guia. Minhas mãos foram algemadas uma à outra às minhas costas, me deixando com poucos movimentos.

- Espero que esteja confortável, pois é assim que passará a noite. Então, agradeça à sua senhora.

- Obrigado, senhora.

- Agradeça latindo.

- Au, au, au.

- Mais.

- Au, au.

- Põe a linguinha para fora.

Pus e olhei com paixão e devoção para minha dona, que mostrava que sabia muito bem me colocar no meu lugar e me deixar prestes a ter um orgasmo. Mas ficou só no quase mesmo.

Ela forrou um lençol e ajeitou um travesseiro no chão junto à cama.

- Outra coisa. Você só goza se eu der permissão. Boa noite, cadelinha.

Ela me deu um beijo carinhoso nos lábios e se retirou do quarto, me deixando só para saborear seu gosto em minha boca e minha primeira noite como escrava da Megera, sem carinho, sem dor e sem orgasmo.

Foi difícil encontrar uma posição para dormir, mas não foi igualmente difícil pegar no sono, já que eu tinha bebido por horas. Quando acordei no dia seguinte, descobri qual seria minha nova realidade. Não tive sequer permissão para ir em casa pegar mudas de roupa, porque, segundo a Megera, eu não iria a lugar algum e cadelas não usam roupas. Tudo que tinha autorização para fazer durante o dia era usar aquela camisola fofa de coraçõezinhos.

Cabia a mim fazer todo o serviço da casa, limpando cozinha, banheiros, sala e quartos, lavando, inclusive, as calcinhas e as cuecas das minhas donas e donos. Também fazia a comida, servia e lavava louça, sempre com o plug enfiado no cu. Quando tirava, era para lavar, enxugar e colocar novamente.

De manhã, eu ficava com Ay, que trabalhava no estúdio. Quando não tinha nenhuma tarefa para eu fazer, me permitia ficar com ela no quarto e me deixava, às vezes, beijar, cheirar e lamber seus pés, como fazem as cachorrinhas, o que fez com que me afeiçoasse muito a ela. Os demais iam para a praia ou fazer passeios diversos.

Durante três dias, eu dormi do mesmo jeito: sozinha, no chão do quarto, presa pela coleira e algemada. Morria de inveja dos meus quatro donos dormindo juntos e se amando, enquanto a mim sequer era permitido gozar, o que desafiava, mas não superava meu senso de obediência.

Apesar de tudo, eu estava feliz por voltar a ser submissa, mesmo não podendo fazer minhas refeições com eles. Aliás, minhas refeições eram feitas no chão, de quatro, em uma tigela. Eu só podia usar a boquinha, terminando por fazer uma grande lambança, que me fazia sentir humilhada e, por isso mesmo, com uma excitação de desorientar a mente.

Os melhores momentos, para mim, eram os do meu castigo. Eu ficava de quatro no chão. Às vezes, a Megera me levava para passear pela casa na frente de tudo mundo, puxada pela guia, minha camisola subindo e o rabinho do plug balançando. Os homens não se interessavam muito por aquilo, mas claro que olhavam para minha bunda e minha buceta de fora. Depois, eu apanhava na bunda de chibata por ser exibida. Sempre doía e eu sofria muito com aquelas surras, mas depois vinha o prazer de me sentir uma escrava sem orgulho e sem vontade, totalmente rendida àquela deusa.

Foi só na noite do quarto dia que as coisas começaram a mudar. Eu já estava muito avançada no meu adestramento e reconhecia perfeitamente meu lugar naquela família: a de escrava e cadela de estimação, mas naquele dia a Megera me deixou usar calcinha e até um vestidinho de algodão da Ay. Eles estavam animados e me trataram normalmente. Mais até: estavam especialmente carinhosos. Eu pude comer e beber cerveja com eles, sem que ninguém falasse ou perguntasse nada sobre minha escravidão, como se nunca houvesse existido.

Aquela noite e as que se seguiriam seriam inesquecíveis.

Quase desmaiei de emoção quando a Megera me beijou os lábios carinhosamente na frente de todos, como eles faziam entre eles. Foi um beijo suave, feminino, de um jeito como as pessoas beijam quando estão fazendo amor. Eu fiquei com as pernas bambas, mas, para a minha surpresa, não demorou e Ay fez a mesma coisa.

Estávamos no sofá, eu no meio, e as duas me cercaram, me tomando com carinhos maravilhosos, que eu poderia quase que dizer que eram apaixonados. Gabriel e André estavam na varanda e vi que alternavam a atenção entre a conversa e aquela cena erótica que se desenrolava entre três mulheres na sala.

Sem que eu esboçasse resistência, Ay puxou minha camisola pela cabeça, me deixando só de calcinha, voltando a beijar minha boca, que gemia na sua com aqueles carinhos todos pelo meu corpo. A Megera mamava no meu seio, sua outra mão desfilava pelas minhas coxas, fazendo meu corpo sofrer pequenos choques. Ay acariciava meu outro seio, enquanto aquela boca divina arrancava o resto das minhas forças, deixando minha boca para beijar e lamber meu pescoço e o lóbulo da minha orelha, enquanto suas mãos espremiam meus seios, agora abandonados pela Megera, que tirava minha calcinha lentamente, torturando o interior das minhas coxas com sua língua, fazendo com que meu corpo se debatesse nervosamente de tanto prazer, que chegava a doer.

O que ainda me deixava mais excitada era ficar completamente nua e exposta aos olhos dos meninos. Até acho que fizeram de propósito para me deixar mais louca. Gozei miando e uivando quando a Megera atacou minha buceta sedenta, depois de tantos dias sendo estimulada com minha servidão e muitas humilhações.

Agora, eu estava deitada no colo da Ay, que me fazia carícias deliciosas, enquanto eu sentia a maravilhosa quentura e maciez de suas pernas. Não resisti e virei a cabeça de lado, cheirando, beijando e lambendo suas coxas. Ela não só não me repreendeu, como reagiu suspirando de prazer. Eu me sentia no paraíso com a Megera dando um banho de língua na minha buceta, às vezes deslizando até o meu cuzinho.

Quando começou a lamber, beijar e sugar meu grelinho, com seus dedos invadindo minha buceta e fustigando minhas paredes vaginais, explodi em outro orgasmo, forte ao ponto de me doer o estômago e me fazer chorar de soluçar de tanto prazer com o nariz enfiado no meio das coxas da Ay, que acariciava meu cabelo e meu rosto com uma ternura que eu nunca tinha experimentado.

Era nítido que elas estavam tão empenhadas em me matar de prazer quanto quando estiveram durante os dias em que me ofereceram todos os prazeres da submissão e da servidão.

Eu só não tinha ainda ideia do que estava começando ali.

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Essa série é 100% autoral e exclusiva para a Casa dos Contos.

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Foto de perfil genéricaTheodor e AlineContos: 53Seguidores: 44Seguindo: 40Mensagem Esse conto é 100% autoral e exclusivo para a Casa dos Contos. Para comprar nosso livro, 570 páginas de contos inéditos, ou ler gratuitamente pelo Kindle, acesse: https://shre.ink/ContosEroticosdeTheodoreAlineVl01 Agradecemos pela companhia e pelos comentários. Saber o que pensam nossos leitores é tão importante quanto escrever.

Comentários

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Apaixonei na Ingrid!! De verdade!!

Que fofura!!!

Capitulo delicioso T&A, divino!!!

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É uma submissa fofa. Do jeito que está caminhando esse conto, vamos ter que fazer recrutamento de machos e Domes Severas para dar conta dessas meninas.

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Mas cada casal tem sua escrava própria né!

Amei como vcs estão construindo a Ingrid.

A fofura dela é encantadora..."camisola fofa de coraçõezinhos"

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Ansioso para a chegada da Cínthia...

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