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Um Banho Diferente - Parte 6

Um conto erótico de Eros Monte
Categoria: Heterossexual
Contém 4610 palavras
Data: 31/08/2026 01:37:31

O chuveiro da Beatriz correu longo. Água quente. O cheiro de sabonete dela foi ganhando o corredor e empurrando o outro — o da cozinha, o do vestido, o nosso.

A Helena não saiu da pia. Os braços cruzados. O vestido novo caía reto. Por baixo, eu sabia, ainda estava o resto.

— Quando ela sair, você ri — murmurou. — Fala de cliente. Pergunta do escritório. Se ela sentir tesão no ar, a gente morre. Se ela sentir família, ela dorme.

A água parou. Box. Toalha. A Beatriz apareceu de roupão, cabelo pingando, a pele limpa demais para aquela casa. Parou na porta. Olhou a mesa. Olhou o notebook. Olhou a gente.

— Ainda na mesma peça.

— Cliente chato — falei, e forcei um sorriso. — Desceu o preço na última hora.

Ela foi até a Helena e beijou o rosto da mãe. Dessa vez a Helena não desviou. Apertou o ombro da filha, mãe de verdade, o pano da louça na outra mão.

— Quer chá, filha?

— Não, quero uma água gelada. Essa casa está abafada.

— É o tempo.

A Beatriz olhou para mim de novo. A pulga mexeu. Não furou. Foi pelo corredor.

A Helena soltou o ar.

— Não chega. Se chegar, eu te puxo. E se eu te puxar agora, ela ouve.

Não cheguei.

O Paulo chegou no fim da tarde com pão e uma flor barata. Camisa social clara. Beijou a Beatriz na cabeça. Beijou a boca da Helena. Ela deixou o beijo inteiro, dois segundos a mais do que nas outras noites, e sorriu pequeno.

— Obrigada pela flor.

— Ainda sei alguma coisa, Lena.

A Beatriz viu o sorriso. Vi o esforço. No jantar o Paulo serviu a mulher primeiro e falou de Resende, de segunda, de um som antigo no rádio. Debaixo da mesa o joelho da Helena não veio. As pernas fechadas. Os olhos nele, na filha, no prato. Nunca em mim por mais de um instante.

— Vocês estão menos raros hoje — a Beatriz disse, e pela primeira vez não soou como acusação. — Quase gente.

O Paulo riu.

— Drama de filha única.

A Helena riu também. Curto. Credível.

Depois ele tentou o quarto. A porta fechou mais do que nas outras vezes. A Beatriz foi escovar o dente e demorou. Eu fiquei na sala. Não houve “encosta”. Houve conversa baixa. Depois o Paulo voltou sozinho, sem a cara desfeita, só cansado.

— Ela pediu tempo. Tempo é o que o genro falou. Vou dormir na frente. Respeito o mapa.

A Helena passou pela sala mais tarde, vestido no lugar, e parou atrás da Beatriz no sofá. A mão no cabelo loiro da filha. Mãe. Só mãe.

— Vocês dois dormem aqui? Ou vão para o Rafael?

— Aqui — a Beatriz respondeu. — Estou cansada. Quero uma noite boa.

No quarto ela deitou perto, não em cima. O cheiro dela era de toalha limpa, de mulher que se arruma até no cansaço.

— Eu acho que enlouqueci um pouco — falou no escuro. — Sabe? Corredor. Planilha. Perfume. A cara da minha mãe. A sua. Eu juntei tudo e fiz um filme.

— Que filme.

— Um filme nojento. De coisa que mãe e namorado não fazem. Ridículo, né?

O coração bateu errado.

— É.

— Hoje ela beijou meu pai. Riu. Foi gentil. Te tratou que nem genro. Você falou de cliente sem gaguejar. Eu olhei e pensei: Beatriz, você está doente. Está vendo traição no ar da cozinha.

A mão dela achou a minha. Apertou.

— Desculpa. Por ontem. Por dormir de costas. Por achar que tinha outra.

— Não é outra.

Dessa vez a frase saiu e ela acreditou. Beijou minha boca. Beijo de namorada. Sem prova. Sem inspeção.

— Não quero transar. Quero só isso. Achar que está tudo bem.

— Está.

Mentira do tamanho da casa. Ela dormiu no meu peito, leve, o pescoço sem marca nova, a pulga pela primeira vez quieta.

Do outro lado da parede a cama da Helena não rangeu. Silêncio de quem tinha ouvido a filha se desculpar — e tinha ganhado a janela.

O Paulo saiu de manhã com a mala e um beijo na boca da Helena que ela retribuiu na frente da Beatriz. A Beatriz bateu palma, zoando.

— Olha o casal. Que fofo. Meu Deus.

— Vai trabalhar, menina — a Helena falou, rindo de verdade.

No portão a Beatriz me beijou no meio da cara.

— Pode ficar. Ajuda minha mãe com as coisas da aula. Ela fica triste em casa vazia. E eu… eu confio. Tá? Confio. Se eu ligar, é só saudade. Não é dúvida.

— Tá.

— Te amo.

— Também.

O carro dela sumiu. O do Paulo já tinha sumido. A casa inteira mudou de peso. A Helena fechou o portão com cuidado, como se qualquer ferro pudesse chamar a filha de volta.

Não falou na hora. Foi à cozinha. Pôs café. As mãos tremiam no açúcar.

— Ela te pediu para me fazer companhia.

— Pediu.

— Ela te ama. Ela pediu desculpa. Ela achou que o filme era filme.

— Achou.

A Helena virou. Os olhos castanhos escuros estavam cheios.

— Então agora eu sou a monstra. Porque eu ouvi ela falar que estava doente de imaginar a gente. E eu senti alívio. Alívio, Rafael. A minha filha baixou a guarda e a primeira coisa que eu pensei foi na cama.

— Helena.

— Vem. Antes que eu pense de novo e vire mãe.

O quarto dela. A porta. A tranca. O clique seco, o mesmo daquele banheiro, o mesmo de todas as linhas que a gente foi riscando.

Ela ficou de pé no tapete, o vestido claro da manhã, o cabelo preso, as argolas. Não era camisola. Era pior. Era a Helena do café, a Helena que a Beatriz tinha acabado de beijar no rosto.

— Tira — pediu. — Tudo. Quero ver você igual no box. Quero que desta vez não tenha porta aberta. Não tenha “só olhar”. Não tenha ponta. Hoje eu quero que você me foda. Inteira. Se eu pedir para parar no meio, pergunta se é medo ou se é verdade. Medo a gente atravessa. Verdade a gente respeita.

Tirei a camiseta. A calça. A cueca. O pau já estava duro. Ela olhou e engoliu seco.

— Ainda me assusta. O tamanho. O tanto que eu quero. Tira a minha.

Cheguei. O zíper nas costas do vestido. O tecido caiu no chão. Sem sutiã. Sem calcinha. O corpo de cinquenta e cinco anos nu na luz da manhã: peito caído e cheio, mamilos escuros e largos, barriga mole, pelos pretos, coxas firmes de pilates, a bunda mole no formato que eu já tinha apertado por cima da roupa. Uma pintinha no peito. A pele marcada pelo tempo. Mulher. Não fantasia.

A Helena cruzou os braços um segundo. Depois descruzou.

— Não me olha como se eu fosse a mãe dela. Me olha como se eu fosse a mulher que vai dar para você agora.

— Você é as duas.

— Eu sei. Me beija.

O beijo começou lento e virou fome. Língua. Dente, um pouco atrapalhado. O gosto de café e de culpa. As mãos dela nas minhas costas. As minhas no peito, no quadril, na bunda. Ela gemeu na minha boca quando apertei o mamilo.

— Sujo — falou, ofegante. — Fala sujo. Se você falar bonito eu volto a ser sogra.

— Quero meter. Quero sentir essa buceta peluda. Quero gozar dentro, bem gostoso.

— Dentro. Eu quero. Eu pensei nisso de madrugada, odiando. Quero seu leite, sua porra onde a Beatriz também ganha. Quero o mesmo lugar. Quero saber a diferença.

Abaixei a cabeça. Chupei o peito. O mamilo grosso encheu a boca. A Helena segurou meu cabelo e puxou para o outro. Desci a barriga. A língua no pelo. Ela com as pernas abertas em pé, contra a cômoda, e eu ajoelho.

O cheiro subiu forte. Não doce. Carregado. A fenda já brilhava. Passei a língua de baixo até o clitóris. Ela bateu a mão na madeira.

— Caralho… Rafael… a casa… a Beatriz… não para. Não para, porra.

Chupei. Enfiei a língua. Dois dedos abrindo, sem ir fundo ainda. Ela rebolava na minha cara, o peito caindo para frente, as argolas balançando.

— Estou gostosa? Fala. Preciso ouvir. Tenho cinquenta e cinco anos e estou pingando no tapete pro macho da minha filha. Fala.

— Gostosa. Molhada. Sedenta. Diferente dela. Mais mulher. Mais desesperada.

— Mais usada. Fala. Eu aguento.

— Mais usada. Mais apertada de tanto tempo sem sentir prazer de verdade. Mais minha agora.

Ela puxou minha cabeça para cima.

— Deita. Quero em cima. Quero ver sua cara quando entrar. Quero que você veja a minha quando eu deixar.

Deitei no colchão dela. Lençol limpo. Perfume. A Helena subiu em mim, ajoelhou por cima, pegou o pau com a mão direita e encostou na fenda. Esfregou. A cabeça abriu os lábios. Parou na porta. Os dois olhamos para baixo.

— É aqui — ela sussurrou. — Um centímetro e acaba o “quase”. Um centímetro e eu não sou mais a mulher que só chupa e esfrega. Um centímetro e eu sou a sogra que deu.

— Helena.

— Me olha.

Olhei. Os olhos dela estavam cheios. Tesão. Culpa. Entrega.

— Se a Beatriz descobrir, eu perco ela. Se o Paulo descobrir, eu perco a casa. Se você meter e for ruim, eu perco a desculpa. Se for bom… eu perco o freio.

— O que você quer.

Ela desceu um pouco. A cabeça entrou. Só a cabeça. O calor fechou em volta, molhado, apertado, diferente da Beatriz — mais largo na boca, mais fundo no aperto, mais mole nas beiradas. A Helena abriu a boca sem som. As unhas no meu peito.

— Meu Deus.

— Fala.

— Está grosso. Está me abrindo. Espera. Espera. Eu há meses… há anos que não sinto assim.

Ficou. Respirando. A buceta latejando na cabeça do pau. Uma lágrima saiu sem ela pedir.

— Medo ou vontade? — perguntei.

— Medo. Desce. Não. Eu desço. Me deixa.

Ela desceu. Devagar. Centímetro por centímetro. Eu sentia cada anel dela abrindo, o meio quente demais, o fundo mais estreito. Quando encostou o quadril no meu, o pau inteiro dentro, os dois gememos. O colchão cantou.

— Enfiou — ela falou, a voz quebrada. — Enfiou. Seu pau está inteiro na minha buceta. Inteiro. Rafael. Eu estou te fodendo. Eu estou traindo minha filha com o pau dela dentro de mim.

— Não é o pau dela.

— É o pau que ela ama. É o pau que goza nela. Agora é o meu também. Mexe. Devagar. Se for rápido eu grito.

Movi. Pouco. Saí até a cabeça e voltei. A Helena acompanhou, o peito balançando, a boca aberta. O barulho veio úmido, vergonhoso, claro. Pele. Molhado. A cama dela.

— Assim… assim, porra… mais. Me fode. Me fode que nem mulher. Não que nem sogra. Que nem puta. Eu virei. Eu virei no segundo que você passou da ponta.

Apertei o quadril dela. Ela sentou com mais força. O pau sumia e aparecia, branco de tesão, brilhando. Os pelos pretos grudados. O clitóris roçando minha barriga.

— Fala o que você sente — ela pediu, gozando já por dentro, o aperto vindo em onda. — Fala se sou melhor. Fala se sou pior. Fala a verdade.

— É diferente. Mais fundo o gemido. Mais culpa. Mais gosto. Você aperta quando fala da Beatriz.

— Porque eu gosto da merda. Eu gosto da merda, Rafael. Eu gozo na traição. Eu sou nojenta. Me come. Me fode caralho.

Virei ela de costas no colchão, as pernas abertas, o vestido no chão, o cabelo solto no travesseiro. Enfiei de uma vez. Ela gritou. A mão voou para a boca. Eu tirei a mão dela.

— Aqui pode. A casa está vazia.

— Então vai, porra. Me fode assim. Fundo. Quero sentir essa cabeça batendo no meu útero.

Bati. O quadril nela, firme. A cama na parede. A Helena gemia alto, depois baixo, depois alto de novo, os peitos moles pulando, a boca soltando meu nome e o da filha misturado, ela gostava.

— Beatriz… desculpa… Rafael, mais… desculpa, filha… não para Rafael, soca esse caralho grosso em mim, vai. Soca na sua sogra puta.

Passei o dedo no clitóris. Ela gozou com o pau fundo, as pernas travando nas minhas costas, ela tremia a voz falhava. Um fio escorrendo na virilha, o corpo inteiro em arco. A buceta agarrou, molhou mais, ficou folgada um segundo e apertou de novo.

Não saí. Esperei. Ela abriu os olhos, vermelhos, apertados sem força, a boca vermelha, mordida, babada...

— Não tira. Se tirar eu penso. Se pensar eu peço para parar. Me fode de quatro. Quero você vendo a minha bunda. Quero você vendo onde está metendo. Quero ouvir e sentir o tapa.

Virei ela. A bunda mole na minha frente, a fenda aberta, o pau voltando para o buraco inchado, vermelho, escorrendo. Enfiei. O tapa na bunda, na coxa. Ela gemeu gostoso e pediu outro. Outro. Enfiou a cara no travesseiro. As argolas pulando.

— Olha — ela mandou, virando o rosto. — Olha sua sogra de quatro. Olha a buceta da mãe da sua namorada comendo seu pau. Fala.

— Tua buceta tá gozando no meu pau. Ta suja. Ta aberta. Tá fodida.

— Sua. Enquanto você estiver dentro, sua. Depois eu sou a Helena de novo. Depois eu lavo. Depois eu minto. Agora mete. Fode essa puta.

Fodi. Sem pena. O som ficou nojento de tão bom. Ela empurrava para trás, pedindo mais fundo, xingando o Paulo, chamando de corno, de imprestável, de fraco. Xingando a sua própria idade, xingando a si.

— Ele tentou. Encostou. Não era você. Nada é você. Esse grosso. Esse jeito. Essa porra de culpa que me deixa mais molhada. Rafael. Vou gozar de novo. Não segura. Me usa. Me faz tua, caralho.

Quase gozei. Saí. Ela reclamou com um gemido raivoso.

— Por que tirou.

— Quero na boca. Quero ver você sentir o gosto de nós dois.

A Helena virou, ajoelhou, meteu o pau na boca sem asco. Lambeu o que era dela. Fundo. Olho no meu. Tirou.

— Gosto da minha buceta no seu pau. Gosto da merda que fazemos. Deita. Agora eu por cima até você gozar. Dentro. Eu pedi. Eu quero cheio. Quero andar o dia com medo de pingar porra de verdade.

Subiu. Enfiou de uma vez, sentou até o fim, as mãos no meu peito. Rebolou. Movimentos circulares. Sujo. O peito na minha cara. Eu chupava o mamilo e mordiscava enquanto ela falava sem parar, a voz falhando:

— Isso. Aí. No fundo. Você está no fundo. Ninguém chega aí há tanto tempo. Meu útero está batendo em você. Meu Deus. Eu estou dando. Eu estou dando direito. Eu perdi. Eu perdi o controle. Me enche. Me enche, porra. Goza. Goza na mãe da Beatriz. Goza na Helena. Goza.

Apertou meu pau com a sua buceta. Gozei fundo, forte, gemendo no peito dela como um animal, o corpo travando, o leite saindo quente, jorrando, pulso após pulso, dentro, onde ela tinha pedido. Ela sentiu. Os olhos arregalaram. A boca abriu. Gozei e ela gozou em cima, um choro curto no meio, as unhas rasgando o mesmo lugar que a filha já tinha rasgado em outra cama.

Ficamos ali. O pau dentro. O leite vazando ao redor, grosso, pesado. A Helena com a testa na minha. Suor escorrendo. Perfume de foda. Sexo sujo.

— O que a gente fez — ela sussurrou.

— Fodemos.

— Fodemos. Você gozou dentro de mim. Eu sinto. Quente, espesso. Cheia. Se eu levantar, escorre. Se escorrer no lençol, a Beatriz pode ver. Se escorrer em mim, eu levo para a aula. Para o jantar. Para o beijo nela, na minha filha.

Não saí. Ela não pediu para sair. Beijou minha boca, lenta, com o pau ainda latejando dentro.

— Eu me arrependo — falou. — E eu quero de novo. Os dois. No mesmo fôlego. Arrependimento e tesão. Culpa e fome. Você vai embora hoje. Você vai beijar ela. Você vai talvez meter nela. E eu vou ficar com a buceta aberta, cheia, lembrando de cada estocada. Isso é o que eu sou agora.

— Helena.

— Fala meu nome assim de novo.

— Helena.

Ela riu no meu pescoço, um riso quebrado.

— A cereja era essa. Não era o box. Não era o corredor. Não era a ponta. Era você inteiro. Era eu deixando. Era eu pedindo dentro. Era eu gozando com o nome da minha filha na boca e o seu pau no fundo.

Tirei. Devagar. O pau saiu molhado, branco na base. Um fio ligou a cabeça à buceta dela e arrebentou. O leite escorreu no pelo preto, no lençol do colchão, na coxa. A Helena olhou. Passou dois dedos. Levou à boca. Lambeu. Fez careta. Lambeu de novo. Depois enfiou os mesmos dedos nela, empurrando o resto para dentro.

— Fica. Pelo menos até eu sentar. Se pingar no corredor, eu minto que é coisa minha. Mulher de cinquenta e cinco. Ninguém pergunta.

Deitou de lado. Eu deitei atrás. O peito dela na minha mão. O coração ainda disparado.

— A Beatriz disse que confia — ela falou, olhando a parede. — Disse que o filme era filme. Eu deixei ela acreditar. E te fodi na sequência. Não tem perdão para isso. Só tem a próxima vez. Ou o fim.

— Qual dos dois.

A Helena pegou minha mão e pôs entre as pernas. Quente. Aberta. Cheia.

— A próxima. Uma. Talvez duas. Enquanto ela acreditar que está louca, a gente tem casa. Quando ela parar de acreditar, acaba. Até lá… me fode quando der. Sem ponta. Sem vestido por cima. Dentro. Eu já cruzei a linha. Não tem como voltar para o “só olhar”.

O celular vibrou na calça, no chão.

Beatriz.

A Helena riu no travesseiro, sem humor.

— Atende. Com o seu leite ainda escorrendo. E fala que está trabalhando. Fala que sua sogra está bem. Fala que você ama ela.

Atendi.

— Oi.

— Oi. Tudo bem aí? Minha mãe te tratou bem?

A Helena, do meu lado, abriu a perna e guiou minha mão de volta à buceta. Dois dedos. O leite. O inchado.

— Tratou. Está bem.

— Viu? Eu estava doida. Filme. Pulga na orelha. Desculpa de novo. Te amo. À noite eu passo no seu apartamento, dormimos lá, pode ser? Sem inspeção. Só carinho. Tá?

— Tá.

— Põe ela. Quero mandar beijo.

Passei. A Helena limpou a voz na camisola que não estava vestindo.

— Oi, filha.

— Mãe. Obrigada por ficar com ele. Você é a melhor. Desculpa eu ter te olhado feio esses dias. Eu estava inventando história.

A Helena fechou os olhos. Os meus dedos parados dentro dela.

— Inventar história é de família — disse, quase firme. — Te amo. Vai trabalhar.

Desligou.

Ficamos os dois olhando o teto. Nua. Cheia. O nome da filha ainda no quarto. O pau começando a endurecer de novo contra a coxa dela.

A Helena virou o rosto.

— Uma vez não chega. Eu sei que é nojento falar isso agora. Fala se você aguenta.

— Aguento.

— Então mete de novo. Devagar. Quero sentir o leite antigo e o pau novo. Quero gozar sabendo que ela acabou de mandar beijo. Quero porra duas vezes. Se for para eu ir para o inferno, que seja gozada.

Abri a perna dela. Enfiei. O caminho estava fácil, escorregadio, quente de nós dois. A Helena gemeu no meu ombro, um gemido de quem já não tinha linha para riscar.

— Assim. Fundo. Meu. Enquanto durar. Enquanto ela achar que é fantasia. Me fode, Rafael. Me fode até eu lembrar quem eu era — e não conseguir voltar.

Enfiei de novo.

O caminho estava fácil, quente, cheio do leite antigo. A Helena abriu a boca no meu ombro e não pediu devagar. As pernas fecharam nas minhas costas. O colchão cantou.

— Fundo, soca! — pediu. — Quero sentir os dois. O que você deixou e o que você está metendo. Mistura. Me fode nessa merda.

Movi. O barulho veio mais sujo do que da primeira vez. Molhado demais. A buceta dela fazia um som de quem já tinha sido usada e pedia de novo. Ela ria no meio do gemido, um riso quebrado, de quem sabia o tamanho da podridão.

— Ela mandou beijo — sussurrou, os olhos molhados. — Minha filha mandou beijo para a mãe que está com o pau do namorado no fundo. Rafael. Fala. Fala o que isso te faz.

— Me deixa mais duro. Me deixa com mais tesão. Me faz um monstro, caralho!

— Nojento. Eu também. Eu aperto quando você fala nela. Sente.

Apertou. Ela estava certa. Cada vez que o nome da Beatriz atravessava o quarto, a Helena fechava em volta, quente, injusta. Fodi mais fundo. Ela gemeu alto e tapou a própria boca com o pulso, depois tirou.

— Não. Aqui pode. A casa é minha agora. O curso está fechado. Grita comigo. Me chama de puta. Me chama de mãe. Os dois.

— Puta, minha sogra vadia! Cachorra!

— Mais.

— Mete como uma puta, vai, delícia. Fode com teu genro, cachorra safada. Buceta gostosa do caralho. Minha puta!

— Sua. Enquanto estiver dentro. Aí… aí, caralho. Não sai. Bate.

O quadril nela. O peito andando. As argolas. O suor escorrendo entre os corpos. A Helena virou o rosto para o lado, olhou a porta trancada, olhou a cômoda, olhou o nada.

— Eu ia ser esposa hoje. Ia dar tempo para o Paulo. Ia ser mãe. Ia fazer chá. Em vez disso eu estou gozando de novo. Vou gozar. Não segura. Dedo. No clitóris. Agora.

Passei o polegar. Ela arqueou inteira, as unhas nas minhas costas, um gemido longo, feio, bom. A buceta latejou, escorreu mais, um fio quente na virilha. Fiquei fundo até ela baixar. Tirei quase tudo. Só a cabeça. Ela reclamou.

— Enfia. Não brinca. Eu já cruzei. Não tem ponta mais. Tem só foda.

Enfiei. Ela soluçou. Não era choro de novela. Era corpo demais.

— Vira — pediu. — Quero ver você. Quero beijar. Quero tesão e arrependimento na mesma boca.

De frente. As pernas dela nos meus ombros, o pilates aparecendo na flexibilidade, o cu à mostra embaixo, a buceta vermelha, aberta, branca nas beiradas. Encostei a cabeça do pau e desci até o fim. A Helena puxou minha boca. O beijo era língua e dente e café velho e sexo.

— Me fode olhando — falou na minha boca. — Se fechar o olho eu sei que você vai para ela. Fica aqui. Fica em mim. Eu sei que é pecado. Eu quero o pecado inteiro.

Fodi olhando. Os olhos castanhos escuros. O cabelo preto grudado. O peito caído batendo. Uma lágrima saiu de novo. Ela não enxugou.

— Culpa — confessou. — Tesão. Os dois. Eu te amo de um jeito errado. Não é amor de novela. É fome. É você ter me acordado. É eu não conseguir devolver o corpo para o Paulo. É eu odiar a Beatriz por ter você — e amar ela no mesmo segundo. Mete. Mete até eu não conseguir frase.

O ritmo subiu. A cama bateu na parede. A Helena xingava baixo, depois alto, o nome dela, o meu, o da filha, um “desculpa” no meio de um “mais fundo”. Quando senti que ia gozar, avisei.

— Dentro de novo?

— Dentro. Enche. Quero vazar depois. Quero sentar na cadeira da cozinha e sentir. Quero dar aula com medo. Quero viver o dia inteira suja por dentro.

Gozei fundo, gemendo no pescoço dela, o corpo travando, o segundo leite misturando no primeiro. Ela sentiu o pulso e gozou pequeno, um aperto, um choro no meu ouvido.

— Meu Deus. Quente. Muito. Está descendo. Não tira ainda.

Ficamos. O pau amolecendo dentro. O quarto cheirando a sexo aberto. Uma moto na rua. O ventilador da sala, longe.

A Helena passou a mão na minha cara.

— Agora dói. Não a buceta. A cabeça. Eu fiz. Eu pedi. Eu gozei. Eu mandei você atender ela com o dedo em mim. Que espécie de mãe faz isso.

— A que não parou.

— A que não vai parar hoje. Levanta. Quero ver escorrer.

Tirei. O pau saiu pesado, branco. O leite desceu grosso pelo pelo preto, pela dobra, no lençol. A Helena abriu as pernas na beira da cama e olhou, sem pudor. Passou dois dedos. Empurrou uma parte para dentro. A outra deixou descer.

— Sujo. Bonito. Nojento. Vai no banheiro. Traz a toalha velha. A boa a Beatriz conhece.

Fui. Água no rosto. O espelho mostrou um homem que tinha acabado de foder a sogra duas vezes. Voltei com a toalha. Ela limpou o que dava, sem pressa, e vestiu a camisola por cima do corpo ainda quente. Sem calcinha.

— Notebook. Cozinha. Agora. Se alguém ligar, a tela anda. Eu vou lavar o lençol. Se ela chegar de surpresa, o quarto não pode cheirar a porra.

Na máquina, ela pôs o lençol e ficou olhando o tambor girar como se fosse confissão. Eu abri a planilha. Cliente. Preço. A célula andou. Por alguns minutos eu fui representante comercial de novo.

A Helena parou atrás da cadeira. Não tocou.

— Dói quando eu fecho a perna. Dói gostoso. Você rasgou o “quase”. Não existe mais quase. Existe antes e depois. A gente é depois.

— E à noite.

— À noite ela vem no seu apartamento. Carinho. Sem inspeção. Você vai deitar com ela. Talvez ela queira. Se quiser, você dá. Se der, não fecha o olho em mim. Mentira. Vai fechar. Eu também fecharia. Só não goza falando baixo. Eu vou estar nesta casa com a buceta latejando, imaginando o ângulo. Isso é o meu castigo. E o meu tesão.

O WhatsApp da Beatriz acendeu.

“Saindo mais cedo. Passo na sua casa. Quero filme e colo. Sem dúvidas. Prometo.”

A Helena leu por cima do meu ombro. Não pediu para eu não ir.

— Vai. Compra vinho. Toma um banho gostoso. Escova a boca três vezes. O gosto de buceta fica. O de leite também. Se ela beijar fundo, ela acha alguma coisa mesmo confiando.

— E você.

— Eu vou dar aula. Sem calcinha. Com você escorrendo. E vou sorrir para a câmera. “Repeat after me.” Enquanto o corpo repete você.

Beijou minha boca. Curto. Língua. Soltou.

— Isso. O último. Se beijar de novo eu te puxo para o quarto e aí não tem noite da Beatriz.

Saí pelo portão com as pernas moles e a casa atrás de mim parecendo normal. Curso. Varanda. Pano no varal. Ninguém via o leite. Ninguém via a tranca.

No apartamento tomei banho longo. Escovei os dentes três vezes. Troquei a camiseta. O interfone tocou. A Beatriz entrou com sorriso, bolsa, um filme no celular, o pescoço sem inspeção.

— Oi. — Beijou minha boca. Demorou. Afastou. — Tá gostoso. Mentolado. Você se arrumou.

— Você pediu limpo.

— Pedi. Obrigada por ficar com a minha mãe. Ela me mandou áudio agora. Voz de professora. Disse que você ajudou com a internet da aula. Que bom. Eu estava sendo uma idiota.

Sentou no sofá. Puxou meu colo. Não desceu a mão para o pau. Só o colo. O filme ligou. Ela riu de uma cena. O corpo dela era leve. A pulga, morta. Eu sentia a Helena em cada músculo e tinha que rir no lugar certo.

No meio do filme a Beatriz beijou meu pescoço.

— Posso querer você depois. Sem raiva. Sem prova. Só namorada. Tá?

— Tá.

— Se eu quiser, você topa de verdade? Não aquela foda de homem ausente.

— Topo.

Ela sorriu. Voltou para a tela. A mão na minha, inocente.

Do outro lado da cidade o celular vibrou no silencioso. Uma foto. Sem rosto. A camisola erguida. A buceta nua, vermelha, um fio branco ainda na coxa. Legenda:

“aula acabou. ainda escorre. não responde. só para você saber o que você fez. e o que eu vou querer de novo quando ela dormir no seu peito.”

Apaguei a prévia. A Beatriz não viu.

Ela riu de novo no filme. Apertou minha mão.

— Viu? Está tudo bem. Eu inventei um monstro. Você e a minha mãe são só a minha casa.

Eu assenti.

O monstro estava no quarto dela, de camisola, sem calcinha, cheia, esperando a próxima janela.

E a próxima janela, agora que a filha tinha baixado a guarda, ia chegar mais rápido do que ela podia admitir.

(continua)

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Foto de perfil genéricaEros MonteContos: 8Seguidores: 18Seguindo: 1Mensagem Sou um cara cheio de vontades e desejos, nem todos (ainda) revelados...

Comentários

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Perfeito!

Agora tem que fuder forte o cuzinho da sogra!!!

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O Rafael não sente nada pela Beatriz?? Trair dessa forma quem procura segurança e amor não impacta? Ela está em negação porque realmente ama o cara. Merece um cara melhor, que a valorize e se distanciar dessa mãe.

Como o cara come um velha flácida e larga a princesa da namorada na mão???

Agora ele trocar ela pela mãe é uma grande robada. O tesão ta na transgressão, e se descobrirem, acaba. Tomara que ela descubra e traia ele, com um cara mais gostoso e pausudo que a valorize e de quebra de uma lição na velha.

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