Assim que cheguei em casa fui direto até a geladeira. Peguei uma cerveja, abri e comecei a beber em longos goles. O coração estava acelerado, a mil por hora. Andei pela sala olhando as fotos do nosso casamento, outras fotos nossas juntos, relembrando os planos e os sonhos que já tínhamos realizado — inclusive a viagem para o Rio de Janeiro. Tudo parecia distante agora.
Às 19 horas Pamela chegou. Estava suada da academia, o cabelo preso, a roupa colada no corpo. Com certeza ela também tinha dado para o Arthur depois do treino. A raiva subiu na hora.
Olhei fixo para ela e falei, a voz dura:
— Vadia. Você tem uma hora para me explicar tudo que rola entre você e o Arthur. Eu já descobri tudo. Você sabe da minha traição… então por que não me contou? Como você não me disse que pegou o Arthur comendo uma colega no auditório?
Pamela me olhou, o rosto sério, e respondeu com calma:
— Meu amor… não sei quem te disse isso, mas tem explicação.
Olhei fixo para ela e falei, a voz ainda dura:
— Como você e o Arthur armaram tudo?
Pamela balançou a cabeça.
— Não. Eu não sabia… mas já estava feito então.
Ela deu um passo à frente e continuou:
— Era só para melhorar o nosso casamento. Você me julga… mas fez um acordo com ele.
A raiva subiu de novo.
— Você me traiu antes.
— Sim — admitiu ela, sem desviar o olhar. — Conta todo o seu plano então.
Respirei fundo, o peito apertado.
— Sim, meu amor… conta.
Eu apertei a lata de cerveja na mão e respondi seco:
— Você vai dizer ou não?
Pamela respirou fundo, manteve o olhar firme e falou:
— Sim, amor. Eu e o Arthur bolamos tudo… desde o seu flagra na nossa casa até o sexo na escola no Carnaval.
Senti um golpe seco no peito.
— E a minha traição com a Marina? Você sabia?
Ela balançou a cabeça.
— Não. Mas soube há pouco tempo que o Arthur armou isso também.
— Filho da puta… — soltei entre os dentes. — Como?
— Ele sabe um segredo do marido da Marina — respondeu ela.
— Que segredo é esse?
— Não sei.
Fiquei em silêncio por alguns segundos, o coração ainda disparado. Depois falei, a voz baixa e dura:
— Ok. Mas você vai ter que dizer como tudo começou entre vocês.
Pamela assentiu devagar.
— Sim.
Visão de Pamela:
Meu primeiro contato com o Arthur aconteceu no primeiro dia de aula, ainda no intervalo.
Um aluno se aproximou de mim no pátio e falou baixo que havia um problema grave no auditório. Sem pensar muito, segui até lá. O barulho da festa improvisada do intervalo foi ficando para trás. Quando cheguei perto da porta, já dava para ouvir gemidos.
Empurrei a porta e entrei. No mesmo segundo ela se fechou atrás de mim com um estalo seco. Eu estava presa.
No meio do auditório, entre carteiras empilhadas e caixas de livros velhos, vi o Arthur. Ele estava de joelhos. A aluna de outra turma estava de quatro no chão, a saia erguida até a cintura, a calcinha puxada para o lado. O pau dele era enorme — grosso, longo, veias bem marcadas, a cabeça larga e escura. Ele metia com força, o corpo inteiro se movendo, as mãos agarrando a cintura dela com firmeza. Cada estocada fazia a carne da menina tremer. O barulho molhado da buceta engolindo aquele pau ecoava no espaço vazio. Ela gemia alto, a voz rouca e quebrada, pedindo mais, empurrando a bunda para trás para receber tudo. Arthur falava putarias baixas enquanto fodia, chamando ela de putinha, mandando rebolar.
Eu fiquei parada, o coração disparado, a respiração presa. Não conseguia desviar o olhar. Via o pau enorme sumindo por completo dentro dela e saindo brilhando de saliva e tesão. A menina gozou gritando, o corpo estremecendo, e ele continuou metendo sem parar, mais rápido, mais fundo. Minha própria buceta começou a latejar sem eu querer.
Fiquei ali observando por longos minutos, presa, sem saída, só vendo aquele pau impressionante entrar e sair dela enquanto ela pedia para ele meter mais fundo.
Renato apertou a lata na mão e cortou, a voz carregada de raiva:
— E você me traiu aí, sua safada? Ficou excitada com isso, né?
Pamela engoliu em seco e continuou, sem desviar o olhar:
— Depois que eles terminaram o sexo, alguns minutos depois do intervalo acabar, os dois se vestiram. A aluna saiu primeiro. Eu confrontei o Arthur. Ele me olhou calmo e disse que não tinha necessidade de eu o dedurar. Falou que eu era uma mulher bonita… e saiu dali.
— Passei o resto daquela manhã atônita com o que vi. E impressionada com o tamanho daquele pau. Depois ainda descobri que você também o tinha pegado no ato… com o Thiago e a Kelly no auditório.
— À tarde eu fui para a academia. Ele estava lá. Disse que seria meu instrutor. Me orientou nos exercícios e, no final, falou baixo que se eu quisesse a gente podia se dar muito bem.
Ela fez uma pausa e completou, firme:
— Mas não te traí nesse dia, amor.
Renato deu um passo à frente, os olhos escuros:
— Então quando foi? Diz logo.
Pamela continuou, a voz um pouco mais baixa:
— No dia seguinte eu estava em aula quando a Melissa e a Kelly apareceram. As duas começaram a falar sobre o sexo do Arthur com a aluna. Me perguntaram se eu tinha visto, meio que botaram pilha. Falaram da fama do pau dele ser grande… e eu confirmei. Elas disseram que ele era maluco por mim desde que me pôs os olhos e que eu deveria me divertir. Não sei o porquê, mas acabei concordando. Falei que era bem excitante ser desejada por um jovem de 19 anos.
Renato apertou a mandíbula.
— Não enrola. Como tudo aconteceu? Você chupou ele, né? Fez um boquete nele.
Pamela respirou fundo e seguiu:
— No dia seguinte eu não sei por que, mas disse para a Kelly que nós mulheres somos desejadas… que a gente não sai por aí ficando com qualquer um. Que eles têm que correr atrás de nós. E eu notei que o Thiago e o Arthur fariam tudo o que eu pedisse. E eles fizeram. Me ajudaram com os livros.
— À tarde fui para a academia. Como eu tinha sido sorteada para ser responsável pela turma do Arthur no Carnaval, acabei marcando um encontro com a Kelly e a Melissa… só as duas. Foi nesse contexto que rolou o boquete, amor.
Renato cortou na hora, a voz dura:
— Não me chama de amor. E fala como esse boquete rolou.
Pamela baixou um pouco a cabeça e continuou, a voz rouca:
— Eu não sabia que ia encontrar o Arthur. Assim que terminei a academia, já eram 17 horas. A Kelly me mandou mensagem pedindo para eu encontrá-la no supermercado. Compramos uns fardos de refrigerante juntas e saímos. No caminho ela me chamou para ir até a casa dela, disse que tinha que pegar um Uber e que tinha mais um fardo lá.
— O caminho inteiro a gente falou sobre a escola… e sobre você. Ela disse que você era o tipo de homem que ela sonhava em encontrar na vida.
— Quando chegamos, o Arthur já estava lá. Ele veio até mim e se desculpou. Disse que sentia muito eu ter presenciado o sexo no auditório. A Kelly falou que ele era maluco, mas o papo foi rolando. Em determinado momento ela começou a rebolar. Eu estava deslocada, sem saber o que fazer.
— Foi então que ele começou a chupar a Kelly. Ela gemia, o corpo se contorcendo. Depois ela se ajoelhou e retribuiu, chupando o pau enorme dele bem na minha frente. Eu não conseguia parar de olhar. Minha buceta já estava molhada.
— Ele se levantou e veio na minha direção. Eu não queria… mas ao mesmo tempo queria. A Kelly falou baixo: “Deixa rolar…”.
— Ele me tirou a roupa devagar. Fiquei nua na frente dele. Depois ajoelhou e começou a me chupar. A língua quente, molhada, passando pelo clitóris, entrando dentro de mim. Eu gemia sem conseguir controlar, as mãos no cabelo descolorido dele. Ele chupou até eu gozar na boca dele, as pernas tremendo.
— Quando me levantei, ainda ofegante, ele ficou de pé. O pau grosso e duro na minha cara. Eu me ajoelhei. Segurei com as duas mãos e passei a língua na cabeça, lambendo o pré-gozo. Depois abri a boca e engoli. Era grande demais. Desci o máximo que consegui, sentindo a glande bater no fundo da garganta. Comecei a chupar com vontade, a cabeça subindo e descendo, saliva escorrendo pelo queixo. Ele segurava meu cabelo e gemia baixo. Eu mamava aquele pau enorme como se estivesse faminta, olhando para cima de vez em quando, vendo o rosto dele contorcido de prazer.
— Continuei chupando até ele avisar que ia gozar. Não tirei a boca. Ele gozou fundo na minha garganta. Eu engoli quase tudo.
Pamela continuou, a voz mais baixa:
— Depois eu me limpei e nós trouxemos as coisas para cá… para casa.
Renato apertou os dentes.
— E eu trouxe aquele desgraçado aqui depois que ele te chupou e você retribuiu?
— Sim — admitiu ela. — Eu me arrependi… mas depois que ele foi embora com a Kelly, eu notei que ela te deixava excitado. E a gente transou tão gostoso naquela noite.
— No dia seguinte — Renato cortou —, o dia chuvoso, né?
— Sim. Aquele dia estava chuvoso. Eu não conseguia olhar para você… estava culpada, mas ao mesmo tempo excitada com tudo.
— Você saiu e voltou com ele. Foi aí que rolou, né?
Pamela balançou a cabeça.
— Não. Assim que você me entregou a chave, eu peguei o carro e fui até a farmácia comprar algumas coisas. Fiz rápido, em cinco minutos. Quando saí, avistei o Arthur com três amigos fumando maconha. Ele me pediu carona. No carro… rolou um novo boquete.
Ela fez uma pausa e descreveu:
— Eu dirigi até um canto mais isolado. Ele abriu o short e tirou aquele pau enorme. Eu me incline e comecei a chupar ali mesmo, com medo de alguém passar. A cabeça subia e descia rápido, saliva escorrendo, o barulho molhado enchendo o carro. Ele segurava meu cabelo e gemia baixo. Continuei até ele gozar na minha boca. Engoli tudo. Depois ele se ajeitou e disse que eu poderia levá-lo de volta para a escola. E eu levei.
— Os dias seguintes foram mais tranquilos. Ele me cantava. Você já tinha me traído com a Marina, ela pegou licença… e eu ainda não tinha te traído de verdade.
— Até que teve o dia em que eu, o Arthur e o Thiago saímos no horário de aula para comprar as prendas do Carnaval. Foi aí que eu falei para ele que você desconfiava do esquema dele na escola. Ele confirmou. Disse que você sabia de tudo… e que tinha feito um acordo com ele: que ele nunca me comeria porque eu era fiel.
Renato ficou pálido.
— Você sabia disso o tempo todo?
— Sim — respondeu ela, sem desviar o olhar. — Mas eu também já tinha te traído quando o chupei. Inclusive naquele dia… depois do supermercado… eu chupei ele e o Thiago.
Ela respirou fundo.
— E foi aí que eu tive uma ideia.
Renato apertou a lata até amassar e falou, a voz baixa e cortante:
— O acordo não foi esse. Era: se você me traísse, eu não contaria sobre a Marina e nunca falaria nada sobre o esquema dele.
Pamela deu de ombros.
— Ah tá… mas isso não importa. Eu tive a ideia de te trazer para essa putaria toda. Você sentia desejo pela Kelly e pela Melissa… e eu pelos meninos. Então veio a traição.
Ela olhou direto nos meus olhos.
— Lembra do dia em que eu fiquei para dar aula de reforço para o primeiro ano? Era o plano ideal. Eu e o Arthur íamos foder no auditório e a gente ia dar um jeito de você nos pegar no flagra.
— Você armou isso? — perguntei, incrédulo.
— Sim. Eu combinei tudo com o Arthur. Nós dois fomos para o auditório…
Ela parou um segundo e depois descreveu, a voz rouca:
— Entramos, trancamos a porta e em segundos eu já estava nua de quatro no chão. O Arthur tirou a roupa e enfiou aquele pau monstruoso de 22 centímetros de uma vez só. Eu gritei. Ele meteu com força, fundo, as mãos agarrando minha cintura, a bunda tremendo a cada estocada. O barulho molhado da minha buceta engolindo aquele pau grosso ecoava no auditório vazio. Eu gemia alto, pedindo mais, rebolando para trás. Ele me virava, me colocava sentada no pau dele, me fazia quicar até quase gozar, depois me punha de quatro de novo e metia ainda mais fundo. Chupava meus seios, dava tapa na bunda, falava putaria. Eu gozei duas vezes, o corpo inteiro tremendo, a buceta escorrendo. Ele continuou fodendo sem parar, o pau latejando dentro de mim, até eu sentir ele engrossar ainda mais.
— Quando estávamos prestes a te ligar para você vir até a escola… vimos o Toninho. Ele estava parado na porta entreaberta, nos observando.
Visão de Renato
Pamela continuou, a voz firme:
— O Arthur e eu nos vestimos rápido. Não conseguimos te ligar nem te trazer até a escola.
— Toninho… — interrompi. — Ele veio com papos de que todo casamento tem seus segredos.
— Sim. Eu e o Arthur ainda naquele dia entramos num acordo com ele. Eu vou dar para ele.
A raiva explodiu.
— O quê? Como assim? Você é uma vadia mesmo!
— Sou. E você é um safado. Você não enxerga? Isso tudo melhorou o nosso casamento. Eu já te disse: nos últimos dois anos nosso casamento estava frio sexualmente. Isso ascendeu tudo. Tudo que veio depois — a excursão que não rolou, o flagra, o dia do Carnaval, a foda na casa da Kelly, o fim de semana… isso está salvando tudo.
— Não — respondi, a voz baixa e dura. — Isso está estragando tudo. Mentiras, traições… o Arthur está usando a gente dois e você ainda não enxerga isso.
— Não. Eu não tenho essa impressão. E você não pode me julgar. Sexo… mesmo a traição consumada… foi você que errou primeiro.
— Você ainda quer me julgar? Você vai dar para um velho só porque ele viu você e seu amante juntos?
Pamela segurou meu olhar sem piscar.
— Você e eu sabemos que não tem como mudar o que aconteceu. É um caminho de mão única. Não tem mais volta.
Ela virou as costas e saiu.
Fiquei atônito com tudo que ela tinha falado. A cabeça era uma confusão completa. Por mais que a Pamela estivesse errada em armar tudo aquilo com o Arthur… ele estava manipulando ela. Usando os dois.
Eu ainda queria tentar salvar o que restava. E para isso precisava eliminar o causador de tudo.
Estava na hora de saber mais sobre o Arthur.
E tinha uma pessoa que poderia me ajudar: a Marina.
Eu iria atrás dela.