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Nem o ar, nem o mar, conseguiu apagar - Parte 18

Um conto erótico de Mark da Nanda
Categoria: Heterossexual
Contém 3751 palavras
Data: 30/08/2026 08:55:00

Sem saber o que dizer ou fazer, ela apenas anuiu. Ele preparou um lanche rápido para ela, colocou num prato e depois à frente dela. Após a primeira mordida, ela respondeu:

- O sexo com ele foi bom... – Ela disse sem encará-lo novamente: - Mas eu não repetiria se isso te magoasse.

- Mas se não magoasse... – Jerry insistiu.

- Se não te magoasse, se fosse algo permitido, uma decisão adulta... talvez eu repetisse sim. – Ela falou e respirou profundamente, como se tivesse tirado um peso das costas: - Mas isso não quer dizer que eu vou fazer, entendeu? Como você mesmo disse, hipoteticamente...

- Entendi... Entendi... – Jerry repetiu, mordeu seu lanche e fixou o olhar na aliança de casamento na mão dela: - Você iria... Mas voltaria?

- Claro que voltaria, Jerry! Disso, eu não tenho dúvida alguma!

- Tá... – Jerry agora encarou Kelly, olhando no fundo de seus olhos.

Kelly sentiu um arrepio percorrer sua coluna novamente. Seu sexto sentido estava mais do que aguçado. Ela sentia que algo estava para mudar em suas vidas. Só não entendia o quê. E o pior: não entendia se essa mudança viria para o bem ou para o mal.

[CONTINUANDO]

Os dias que se seguiram àquela noite trouxeram um silêncio diferente à vida de Kelly e Jerry. Não era o silêncio hostil de semanas atrás, nem o silêncio cúmplice das primeiras reconciliações. Era um silêncio denso, estranho.

Ele acordava antes do amanhecer e descia para a cozinha ainda no escuro, preparava o café com movimentos automáticos e ficava sentado à bancada olhando a xícara esfriar entre as mãos. A pergunta que ele mesmo fizera na cama não o deixava: “Se eu deixasse você ir… você iria? E voltaria?” As respostas de Kelly: o “talvez eu repetisse sim” dito com a voz baixa e o “claro que voltaria” pronunciado com uma certeza significativa, voltavam em loop, cada vez com uma nova camada de um drama ensaiado.

Jerry se pegava calculando riscos como quem resolve uma equação impossível. De um lado, a possibilidade de oferecer a ela um espaço de liberdade controlada, um intervalo de honestidade bruta enquanto esperavam o exame de DNA, na esperança de que, ao final, a escolha dela viesse limpa, sem o peso da hesitação. Do outro, o medo visceral de que essa mesma liberdade se transformasse no caminho sem volta, de que Chuck reocupasse o lugar que Jerry lutava para manter, de que Katie sentisse a rachadura mesmo sem compreender a causa, de que o bebê, fosse dele ou não, nascesse no meio de um arranjo frágil demais para se chamar família.

No consultório, entre um paciente e outro, as listas mentais se multiplicavam. Os prós eram poucos e vacilantes: Kelly deixaria de carregar a culpa sozinha; a dúvida de paternidade deixaria de ser o único elefante invisível na sala; ele teria a chance real de saber se o amor dela era escolha ou apenas obrigação residual; e, se ela voltasse depois de ter experimentado a liberdade total, talvez a reconstrução fosse finalmente sólida. Mas os contras eram longos e pesados: Chuck poderia se reaproximar de forma definitiva; Kelly poderia descobrir que o desejo pelo outro era realmente amor e ainda era mais forte do que a vida que tinham construído; a intimidade que Jerry e ela ainda conseguiam manter poderia esfriar, até desaparecer; Katie poderia sentir a ausência emocional da mãe em determinados dias da semana; E, acima de tudo, pairava a imagem mental de Kelly na cama de outro homem, uma imagem que Jerry não sabia se seria capaz de suportar sem se destruir por dentro.

À noite, depois que Katie dormia, ele se sentava no sofá da sala com um livro aberto que raramente passava da mesma página. Kelly percebia o silêncio dele, o olhar distante, a forma como os ombros permaneciam tensos mesmo quando o corpo estava quieto. Ela não pressionava. Os dois ainda dormiam na mesma cama, ainda se tocavam, ainda trocavam beijos curtos na testa ou na boca antes de apagar a luz, e ainda transavam em alguns dias da semana. Era bom, satisfatório, mas faltava algo. E uma talvez pergunta não dita pairava sobre o colchão como uma névoa que nenhum dos dois conseguia dissipar.

Esse drama prometia se prolongar e Jerry teve a ideia de pedir atendimento exclusivo com a doutora Laura Mitchell. Ali ele perguntava, falava, teorizava, mas nunca chegava ao que realmente o amedrontava. Foi na terceira sessão que Jerry finalmente conseguiu colocar a ideia em palavras. Ele chegou pontualmente, vestido com a mesma camisa social e a gravata afrouxada do consultório, e sentou-se na ponta do sofá, as mãos apertadas uma contra a outra. Laura esperou o tempo necessário. Quando ele falou, a voz saiu baixa, cautelosa, como quem entrega um objeto frágil demais para apreciação alheia:

- Você deve ter notado que eu estou tentando falar algo há tempos?

- Sim, Jerry. Mas como você mesmo disse, você está tentando. Eu tenho que aguardar o seu tempo.

- É... Então... Eu estou pensando em algo que talvez seja loucura. Só peço que não me julgue.

- Eu nunca faria isso, Jerry. Se abre comigo. Deixa eu tentar te ajudar a compreender o que está te agoniando.

- Então... Eu pensei em… - Ele se calou e desviou o olhar da terapeuta: - Em liberar a Kelly com o Chuck. Não de forma definitiva. Mas enquanto a gente espera o exame de DNA. Deixar que ela se encontre com ele em alguns dias na semana. De forma discreta, mas com total liberdade. Para que ela possa decidir, sem dúvida nenhuma, com quem quer ficar no final.

Laura piscou uma vez, devagar, e o silêncio que se seguiu foi longo o suficiente para que Jerry sentisse o peso da própria proposta, seguido de um calafrio. Ficou ruborizado com o que, ele próprio, imaginava ser um absurdo. Quando a terapeuta falou, a voz manteve a calma habitual, mas havia uma nota de surpresa contida:

- Você está propondo um acordo de não-monogamia temporária?

- Não sei o nome disso. - Respondeu Jerry, passando a mão pelo rosto: - Eu só sei que a gente está preso num loop. Ela ainda sente algo por ele. Eu sei disso, porque perguntei e ela me respondeu. E a dúvida da paternidade só piora tudo. Se eu a segurar, posso perder de vez. Se eu abrir a mão, talvez ela volte de verdade, ou talvez não, mas pelo menos a gente para de viver de meias-verdades.

Laura fez algumas anotações no caderno, o olhar atento. Depois inclinou-se ligeiramente para a frente:

- Jerry, essa é uma proposta de alto risco emocional. Você já considerou o que pode acontecer se ela se apaixonar dele de novo? Nem falo do sexo em si, mas da intimidade das pequenas coisas, dos pequenos momentos. E tem outra variável: ela pode decidir por você, mas o Chuck pode decidir lutar por ela e pela criança caso o DNA seja positivo para ele?

- Eu sei. Pensei nisso... Pensei em tudo isso. - A voz dele saiu mais rouca: - Eu também pensei no que acontece se eu não fizer nada. A gente continua nesse limbo. Eu olhando para ela e vendo o fantasma dele. Ela olhando para mim e sentindo culpa ou arrependimento por não ter tentado. O bebê crescendo no meio dessa tensão. Eu não sei se é pior.

Laura se recostou novamente e observou longamente, avaliando não só as palavras, mas a postura, a forma como as mãos continuavam tensas, o cansaço fundo nos olhos:

- Você está fazendo isso por amor ou por medo de perder?

Jerry demorou a responder. Quando falou, a honestidade veio sem filtro:

- Os dois. Eu a amo. E tenho medo de perdê-la. E tenho medo de descobrir que já a perdi e só não admiti ainda. Mas o pior é saber que ela diz que o ama. Veja bem, se ela tem dúvida quanto ao que sente por mim para ficar apenas comigo, talvez ela não me ame o suficiente para ficar comigo, entende?

Laura entendia, mas a questão era muito mais complexa do que aparentava. Ela pediu um tempo para refletir e marcou uma nova sessão com ele para dali dois dias. Nesse meio tempo, ela própria foi se aconselhar com um ex professor, um velho terapeuta brasileiro, com quem teve o prazer de fazer um curso de aprofundamento e criou laços de amizade:

- Alô!? – Disse o terapeuta com uma voz grave e caridosa.

- Dr. Galeano? É Laura Mitchell. Nos conhecemos num curso aqui em Nova York. Está lembrado de mim?

- Laura... Laura... Laura... – Ele balbuciou, puxando a lembrança: - Laurinha sardentinha?

Laura riu da lembrança e confirmou:

- Sim. Sou eu mesma.

- Claro que me lembro! A jovem americana que fazia as perguntas mais difíceis da turma. Como está, minha querida? Já faz tempo...

- Estou bem, doutor. Bem… na medida do possível. E o senhor?

- Sobrevivendo aos anos e aos pacientes, como sempre. Mas o que a faz me ligar depois de tanto tempo? Pelo tom da sua voz, não me parece só saudade.

Laura respirou fundo. Estava no consultório vazio, a porta fechada, o caderno aberto na frente, mas sem anotações:

- Preciso de uma supervisão, doutor. Ou melhor, de um conselho de alguém bem mais experiente. Será que eu posso fazer uma chamada de vídeo?

- Claro, querida. Será muito melhor assim.

Laura encerrou a chamada e iniciou uma chamada de vídeo, atendida de imediato pelo outro terapeuta. Assim que a chamada se normalizou, surgiu a imagem de um senhor maduro, certamente próximo de seus 60 anos, cabelos grisalhos, mas um inconfundível sorriso acolhedor. Cumprimentaram-se novamente, trocaram poucas palavras e Laura entrou no assunto:

- Tenho um casal em atendimento em uma situação extremamente complexa. O marido propôs algo que me deixou… - Laura titubeou: - Inquieta. E eu não quero referendar nem desaconselhar uma proposta que o marido apresentou sem ter mais clareza.

Do outro lado da linha, a voz grave, mas sempre cordial de doutor Galeano ficou mais atenta:

- Conte o que se passa, querida, digo, doutora. Sem pressa. E sem nomes, claro.

Laura organizou os fatos com cuidado, omitindo qualquer detalhe identificável. Falou do retorno de um antigo amor dado como morto, da traição da esposa, da reconciliação frágil, da gravidez surpresa gerando dúvida da paternidade, da espera forçada pelo exame de DNA e, finalmente, da proposta do marido, ou seja, a de liberar a esposa, de forma temporária e discreta, para se encontrar com o outro homem enquanto davam tempo ao tempo, justificando que isso daria a chance dela escolher sem o peso da proibição.

Quando terminou, houve um silêncio longo do outro lado:

- Interessante. Parece que estou tendo um “dejà vu”... - Murmurou Galeano: - Muito interessante mesmo... e também perigoso, muito perigoso.

- Eu sei, doutor. Por isso liguei. Parte de mim vê uma maturidade imensa na proposta. Outra parte vê um desespero disfarçado de generosidade ou uma armadilha. Não quero me deixar levar por nenhuma das leituras sem examinar melhor.

Galeano demorou alguns segundos antes de responder. Quando falou, a voz manteve a calma, mas havia precisão em cada palavra:

- Primeiro ponto: em situações de crise aguda envolvendo traição, luto não resolvido e gravidez com paternidade duvidosa, qualquer acordo de não-monogamia é como fazer uma cirurgia em uma mesa num hospital sofrendo um terremoto. O risco de hemorragia emocional é alto. Isso não significa que seja automaticamente um erro, mas significa que a margem de segurança é estreita.

Laura anotou rapidamente: “risco de insegurança emocional” e, ao final, disse:

- O marido argumenta que prefere a verdade dolorosa à incerteza futura decorrente do controle presente, que já analisou os riscos de perder a mulher de vez. Então, prefere ter meia chance de recuperá-la totalmente.

- Esse argumento tem peso. Muitos homens, nessas circunstâncias, optam pelo controle, pela chantagem emocional ou pela explosão. Ele está tentando outro caminho. Isso denota um grau de elaboração que não é comum. – Ele pigarreou do outro lado da chamada: - Tive um caso parecido há algum tempo aqui. Mas a dor emocional teve origem diversa. Eles são um casal liberal. A esposa, numa de suas aventuras sem o marido, a primeira sem o marido, apaixonou-se pelo outro, e o outro por ela.

Laura arregalou os olhos, notando as diferenças, mas principalmente as similaridades. Galeano continuou:

- Ela passou a sofrer emocionalmente por não conseguir introduzir o terceiro na relação com o marido. O marido começou a sofrer por ver a dor da esposa que já estava começando a contagiar a família. E o terceiro, aparentemente, também sofria com a rejeição, mesmo não declarada, da esposa. Conversei muito com eles, aprendi muito sobre o mundo liberal com eles, e entendi que, mesmo com regras e cuidados, o coração às vezes prega peças.

Laura não piscava um olho sequer, apenas absorvendo as palavras. Galeano bebeu um pouco de água e continuou:

- Bem... Por que contei essa história. Após analisar o caso e ver que a situação caminhava para um divórcio, porque o marido queria proteger as filhas de qualquer intromissão do terceiro, bem porque também queria proteger o bom nome da esposa com as filhas, orientei que ele a liberasse para o outro, a fim, justamente, de que ela obtivesse as respostas que precisassem para decidir por um ou por outro.

- Mas, doutor... – Laura o interrompeu: - Se eles eram liberais, por que o outro simplesmente não aceitou participar esporadicamente do relacionamento do casal, ou com a esposa mediante autorização do marido?

- Justamente porque o outro queria a esposa exclusivamente para si. Ele não era liberal. Ele a conheceu num evento, se apaixonou e aparentemente criou a fantasia de constituir uma família com ela, com exclusão do marido dela, entende? Ele até chegou a propor criar as filhas dela, mas não aceitava o relacionamento dela com o marido por forma alguma.

- Pelo que eu entendi, no seu caso, ela tinha que fazer uma escolha por um ou por outro, ok? Mas no meu caso não existe essa imposição e...

- Existe sim, querida. – Doutor Galeano a interrompeu: - São casos muito parecidos, mas em momentos diferentes. No meu caso, o marido chegou a compartilhar a esposa com o terceiro uma vez mais, mas, pelo que eu soube depois, houve algum desentendimento entre eles, e a esposa cortou a relação com o outro. Partiu dela a decisão de encerrar o relacionamento com o outro. Ah, e um detalhe importantíssimo: no meu caso, a esposa nunca considerou abrir mão do marido e das filhas. Ela tentava encontrar uma forma de equalizar o outro. Como isso não foi possível, ela terminou com ele.

- Tá, mas no meu caso... – Laura começou e parou, esperando que o terapeuta continuasse.

- No seu caso, eles estão num momento anterior, no qual a esposa terá que viver experimentar essa liberdade com o outro, avaliar os sentimentos envolvidos e decidir com quem quer ficar. No final, a solução será idêntica e a decisão terá que partir dela. Entendeu?

- Entendi. Então, o senhor acha que essa dinâmica proposta pelo marido do meu caso é possível?

- É possível... – Ele respondeu, inclusive, fazendo um meneio de cabeça: - Mas precisamos separar o que é elaboração verdadeira do que é tentativa de controlar o desfecho através da aparente liberdade. Às vezes, o sujeito diz “pode ir” esperando, no fundo, que a esposa não vá. Ou que vá e volte arrependida, confirmando o próprio valor depositado. É preciso investigar se ele está realmente disposto a perder, porque é uma hipótese da solução, ou se está apenas mudando a estratégia de retenção.

- Eu fiz perguntas nessa direção, doutor. Ele admite que há medo e amor misturados. Nunca negou para mim o terror de descobrir que já a perdeu.

- Bom! Isso é bom... Honestidade sobre o medo é um indicador positivo. Agora, segundo ponto: a presença de uma criança pequena e de uma gestação em curso muda radicalmente o cálculo. Qualquer arranjo que envolva a mãe saindo de casa em dias determinados, mesmo que discretamente, cria uma fissura na percepção de estabilidade da criança na família. Crianças sentem a ausência emocional muito antes de compreenderem a razão. Além disso, se o exame de DNA trouxer o resultado “indesejado” para o marido, o acordo temporário pode se transformar em um campo minado. O outro homem pode se sentir legitimado a reivindicar um espaço maior. A mulher pode se sentir dilacerada entre duas realidades, a da lealdade à família presente e àquela futura. E o marido pode descobrir, tarde demais, que a generosidade que ofereceu era maior do que a sua real capacidade de suportar exigia.

Laura fez uma rápida anotação: “confirmar a ciência dos riscos com marido”. Passou a mão pela testa e encarou o monitor novamente:

- E não... haveria um risco de a proposta ser, no fundo, uma forma de automutilação emocional? Tipo: “se ela for e não voltar, pelo menos eu mesmo abri a porta”.

- Existe. Sempre existe. Por isso a supervisão do processo é fundamental. Se você decidir acompanhar essa experimentação, precisará de sessões individuais frequentes com ele, monitorando sinais de colapso, de idealização ou de ressentimento silencioso. E com ela, monitorando se a liberdade está sendo usada para elaborar ou apenas para evadir a escolha. E com ambos, para entender se o casal está se mantendo unido, ou se separando silenciosamente de vez.

Galeano fez uma pausa, como quem escolhe as próximas palavras com cuidado:

- Olha, Laurinha… não existe resposta limpa aqui. Cada caso é um caso. O que existe é dano já instalado e tentativas de gerir o dano com o mínimo de destruição adicional. A proposta dele não é loucura pura. Tampouco é sabedoria pura. É uma aposta alta em um momento de fragilidade extrema. Se ele de fato compreendeu os riscos, se consegue nomear o que sente sem se desorganizar, e se a esposa aceitar entrar no acordo com o mesmo nível de consciência, e não apenas aliviada por ter a permissão, então pode ser, paradoxalmente, menos destrutivo do que manter o casal numa panela de pressão de culpa, desejo e mentira por mais semanas ou meses.

- Então o senhor acha que eu posso avalizar?

- Nunca, querida! Nós nunca damos o “sim”. Nós explicamos os riscos e acompanhamos o desenrolar dos fatos. Então, eu acho que você pode acompanhar sim, mas com extrema cautela, deixando claro desde o primeiro momento que o acordo é revogável a qualquer instante por qualquer uma das partes, inclusive pelo próprio terceiro, e que a proteção da criança é inegociavelmente o mais importante. Além disso, o objetivo final não deve ser “experimentar o triângulo”, mas dar a esposa a chance de chegar a uma escolha clara, fundamentada e sustentável. Seu papel não é abençoar a proposta. É ser a contenção ética enquanto eles testam se conseguem carregar o peso das decisões que escolheram.

Laura ficou em silêncio, absorvendo. Parecia perdida. Doutor Galeano esperou pacientemente até que ela abriu um sorriso e falou:

- Obrigada, doutor. Isso me ajuda a enxergar com mais clareza.

- De nada, minha querida. E uma última coisa: cuide de você também. Casos assim drenam o nosso “eu” para dentro da experiência. Qualquer sinal de que a complexidade está ultrapassando sua capacidade de se manter neutra e continente, encaminhe para um colega. Não há demérito nisso. E se precisar de mais alguma conselho deste velho, não hesite em me ligar. Terei um prazer enorme em te ouvir e ponderar.

- Eu lembro dessa lição, doutor. O senhor fez questão de frisar no curso.

- Eu sei que lembra. Por isso confio que você fará o melhor possível. Qualquer coisa, me liga de novo.

Quando a ligação terminou, Laura ficou olhando para a tela apagada de seu computador por um tempo longo. Depois abriu o caderno e começou a anotar outras partes da conversa que achou relevante. Exatamente, os pontos que agora precisava investigar com Jerry e, depois, com Kelly: a real compreensão e disposição de perder, a proteção de Katie, os limites claros, o caráter revogável do acordo e a diferença entre liberdade genuína e nova forma de controle.

Na sessão seguinte, Laura retomou o tema com mais precisão, forçando Jerry a lapidar a ideia até que ela deixasse de ser apenas um grito de desespero e se tornasse uma proposta estruturada. Ela perguntou sobre logística, sobre quantos dias da semana, sobre se Kelly dormiria fora, sobre como proteger Katie da percepção de que a mãe estava ausente por razões que uma criança não podia compreender.

Jerry respondeu com a cautela de quem ainda estava construindo um edifício sobre terreno arenoso enquanto falava. Disse que ainda não tinha todos os detalhes, mas que exigia discrição na comunidade, que a honestidade teria de ser total, que ele precisava saber quando ela saía e quando voltava, e que, no final do período, depois do resultado do exame de DNA, Kelly teria que escolher de forma clara por um deles, sem ambiguidades.

Laura ouviu, fez novas perguntas sobre limites emocionais, sobre o que Jerry considerava inaceitável, sobre como ele lidaria com a imagem mental das noites em que ela estivesse com Chuck. Aos poucos, a proposta foi ganhando contornos menos caóticos. Ainda era arriscada. Mas Laura havia entendido através do doutor Galeano que mesmo no caos, haveria uma conclusão. Aquilo deixava de ser apenas um impulso e se tornava uma tentativa consciente de sair do labirinto que os havia trazido até ali. Então, finalizou aquela sessão com uma frase simples:

- Agora, só falta você fazer a proposta para a Kelly.

- Eu!?

- Claro! A ideia foi sua, envolve ela. Abra o seu coração e explique sua proposta. E deixe que ela decida livremente se quer tentar, ou não.

- E se ela não aceitar?

- Fique feliz, porque indicará que ela já fez a escolha dela.

Jerry sorriu para essa possibilidade. Confirmou para Laura que faria a proposta e depois contaria para ela sobre a reação de Kelly. Ele só não sabia como abordar a esposa. Então pensou em fazer isso num momento em que ela estivesse bem relaxada, ou seja, após uma tórrida noite de amor.

Três noites depois, a casa estava quieta. Katie dormia no quarto dela com o elefante de pelúcia apertado contra o peito, sua imensa orelha cobrindo seu delicado rostinho. Jerry e Kelly já estavam no quarto do casal, ela preparando-se para dormir, ele para dar um passo definitivo em seu relacionamento.

E partiu dele a iniciativa. Mal sabia Kelly que, naquela noite, mais do que prazeres mundanos estariam em jogo.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 411Seguidores: 790Seguindo: 17Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Meus amigos Sensatez e Ramises estão caprichando nos comentários....

Kkkk

Nada a acrescentar

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Bom dia Amigo Zanon, esse conto merece e inspira essa vontade em mim, de caprichar tanto na quantidade como também na força da argumentação, Ramsés é o Embaixador, empolgação é o nome dele, com um texto desse é brincadeira de cirandar para ele. Valeu pelo comentário sobre nossas divagações e bobices.

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Amigos Sensatez e Bidú!!

Esse conto esta bom mesmo! É empolgante!

E ainda temos o plus de saber que a Sardentinha só pensa em doces. B de brigadeiro e M de marmelada!

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Essa referência eu não peguei...

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Cometamos ontem que a terapeuta Sardentinha tem B (bosta) brigadeiro e M (merda) marmelada na cabeça .

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Sei que a proposta do Jerry não de um relacionamento liberal, mas o fundamento é o mesmo, compartilhamento sexual, acrescentando , perigosamente um imenso conteúdo emocional. Já leio contos e comentários de "liberais" neste site a um bom tempo e a maioria esmagadora afirma que "entrar em uma relação não monogâmica para resolver problema" não é um bom caminho... Isso deveria ocorrer quando o casal tem certeza do amor um pelo outro e total cumplicidade, confiança e lealdade. Ou seja, tem tudo pra dar merda. O Jerry já tá pirando, imagina ver a esposa se arrumar e sair para transar com o sujeito que ela afirma "amar" também e com a possibilidade de estar esperando um filho do mesmo cara. Mas o tempero do conto tá aí.

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Pega fogo cabaré.

O mineiro esta dando uma volta na cabeça dos caras do FUCDC rs

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E o mais engraçado é que isso me parece a definição de loucura. Ele vai tentar a mesma coisa que ela já fez antes esperando um resultado diferente. Uma pena... Deixa Kelly viver com o Chuck e feijão o Jerry ser feliz cuidando da filha dele e, com sorte, arranjando alguém que realmente o valorize.

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Ó o diferente dela aqui...

"Não entendida exatamente o que Jerry pretendia. E aquela última pergunta... martelava em sua mente. Se assumisse a verdade em seu coração, Jerry se magoaria; se mentisse, e ele percebesse, a mágoa poderia ser ainda maior. Como falar que o sexo com Chuck era bom, intenso, instigante? Como contar que, com ele, ela se sentia jovem novamente?"

Decisão já foi tomada novamente embasada por uma mentira. RIP Jerry. O cão uiva, a viúva chora, e a caravana segue. Viver em mentira e tortura...

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E a grande ironia é que a proposta sem propósito será feita exatamente para que não haja mais Mentiras e Mal Entendidos, ou seja, tudo que ainda está havendo, só que em outro sentido já definido na mente da Kelly, realmente o Jerry se perdeu totalmente por não saber exatamente o que está nos sentimentos da Kelly e seu aconselhamento psicológico, não está verdadeiramente ciente da situação por não ter feito também uma sobreposição da proposta do Jerry com uma análise mais profunda dos sentimentos da Kelly, tudo muito precipitado e senão louco, e5 irresponsável quanto às consequências emocionais que essa dinâmica poderá trazer, será que vale o risco?????

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" proposta sem propósito"

Sinceramente não tenho mais nada a acrescentar nesse debate.

Para mim tudo foi para um caminho irracional demais. Como estou gostando demais do conto realmente torço para que Jerry, o personagem mais sensato até dois capítulos atrás, cai fora e se encontre em outras paragens.

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Se justifica o comportamento do Jerry, exatamente pelo sentimento desesperador surgido na iminência da perda de seu tudo, atitude totalmente irracional, mas ao mesmo tempo coerente, devido complexidade profunda da situação.

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Que assim seja então...

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Só consigo ver e sentir isso,

Se Jerry quer assim ela já perdeu.

Se Kelly topar assim, ela já se perdeu.

E se Chuck aceitar isso, ele perdeu sua força motriz que o fez sobreviver na Ilha.

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*ele já perdeu

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Mas desde sempre esse conto é sobre minimizar perdas, mas parece que vão maximizar as perdas. Kkkkkkk

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Para mim era a história de um amor transcendental onde justamente a falta de sexo e erotização fez desse conto o que ele é.

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Concordo, mas para mim seriam DOIS amores transcendentais e transversais, portanto não tem como saber qual caminho deveria ser seguido.

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Também poderia ser visto assim, Dois amores transcendentais pois tínhamos um elemento muito bom a ser explorado em favor de Jerry. A cronologia!!

Kelly e Jerry se uniram rápido depois da morte de Chuck. Com certeza foi um sentimento muito forte.

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Fora que querendo ou não, esse amor de Kelly e Jerry resiste a um amor transcendental que apareceu do nada e sem aviso, isso já é o suficiente para demonstrar que também é um amor com muita força, que seria o amor transversal ao transcendental, qual seria o mais forte, pois o transversal seguiu mais longe.

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Sensatez, no ultimo capitulo eu disse para esperarmos o Dr Galeano, lembra? Ele entrou e o conto vai ser direcionado para eles viverem essa experiência liberal. Ponto!

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Experiência essa Equivocada e também ponto. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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kkkkkkkkkkk

Meu amigo, espero sinceramente que Chuck não concorde passar por isso.

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Mas ele será o maior beneficiado, eu aceitaria até se fosse para amarrar um pé e um braço nas costas

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Só espero que ele não tope mesmo e deixe Kelly e Jerry em uma situação completamente embaraçosa entre eles.

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Mas tão embaraçosa que vai forçar os dois a resolverem seus problemas com os pés no chão e para de procurar uma saída fácil para esse problema.

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A proposta e boa,da a chance de ter o poder de escolha,ou o passado que foi interrompido ou futuro com seu presente sua família,ou não ter um caminho livre p viver.

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Kkkk valeu Bianka12@, pelo que entendi do seu comentário, a proposta não define nada e ainda tem uma grande possibilidade de dar merda kkkk se for isso eu concordo kkkkk

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Oi amigo, sim está e a ideia,ela terá que avaliar as três opções,e qual delas irá valer a pena p o futuro da Kelly

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Mas se o Filho for do Chuck, dentro dessa proposta, a decisão será tomada pela providência, pois o Jerry perderá todas as as Armas, pois a favor do Chuck ficaria a convivência, o amor revigorante e transcendental e também o Amor de Família, o que sobraria para o Jerry, para manter seu casamento?

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A Providencia nunca toma uma decisão caro amigo. A Providencia exerce a força de fazer as coisas acontecerem de acordo com os desígnios de forças maiores para que através dela possamos ser encaminhados de acordo com nossos destinos. Ou afastados de situações que não estão no nosso destino e de acordo com nossos atos, aprendizados e merecimentos.

Jerry terá só que escolher mesmo, usando seu livre arbítrio com as armas ou a falta delas.

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Mas a providência que dará a decisão de quem vai ser a paternidade ou estou errado nisso?

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Sim, esta errado. Nesse caso espiritualmente falando, a paternidade já foi definida pelos "envolvidos" antes de reencarnarem com a permissão e orientação das Esferas superiores para que o Destino de todos possam ser cumpridos de acordo!. A Providencia é simplesmente a "Execução" de todas essas coisas.

Chuck precisou ir no Dentista, foi encaminhado para Dr Jerry que o tratou. Entrou naquele avião, foi o único sobrevivente. Entrou em desespero, tentou se matar mas colocou a corda em uma galho podre. Wilson chegou boiando, o que deu a ele uma alivio psicológico. Ele faz uma jangada e cai ao mar e um navio o socorre. Ele volta dos mortos descobre que seu amor esta casada com o dentista que o tratou antes do acidente e por aí vai sem parar.

Veja essa frase que escrevi, sem tomar folego, e note em quantas vezes a Providencia interviu na vida deles.

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Vc está vendo tudo isso acontecer na Princesa Neném meu amigo. Aquilo é um romance espírita dos mais completos com o plus de ter muito romance e sexo!

Lá o Destino e a atuação da Providencia Divina corre solto!!!

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"Ele também falou que eu deveria ter conhecido a minha alma gêmea num momento que nós dois mais precisávamos, na circunstância mais inesperada de se imaginar e que a PROVIDENCIA DIVINA NOS COLOCARIA JUNTOS no momento mais OPORTUNO."

É isso !!!

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Eu tenho um entendimento diferente, a paternidade pode ter sido decidida lá atrás, mas a providência é atemporal, sendo assim a paternidade dessa criança é um ato da providência que Será o fiel da balança para o Livre Arbítrio, tudo é predestinado, mas nada é Imutável, sendo que nada muda sem o Livre Arbítrio,

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Aí não ouso discutir a sua crença, pois ela é sua e é o que te movimenta e conduz dentro da sua jornada nesse mundo meu querido amigo!

O que expus e escrevi são as minhas crenças, meu modo de entender e viver minha conexão com o Universo e com Meu Pai!

Isso que faz de Deus tão maravilhoso, nossa forma de O ver e sentir é único em cada um!

E tudo bem!!!

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Jerry tem todo o direito de usar seu Livre Arbítrio e cair fora...ou não. A única coisa que vai acontecer com ele é que se sua escolha for errada ele vai pagar por isso, nessa vida ou na outra.

Ahh, mas como ele vai saber o que é certo ou errado???

Simples, antes de reencarnar ele já havia traçado toda a sua estória. Nós não lembramos de nada para podermos usar essa ferramenta poderosa em nossa vida.

Essa é a visão Kardecista tá. Eu não sou Kardecista.

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Mas assim como Jerry tem o Livre Arbítrio para decidir todos tem também, até o Dr. Galeano poderia ter aconselhado a Dra. Laura com o mesmo entendimento que eu tenho dessa proposta, então a Dra. Laura poderia persuadir ao Jerry em não fazer a proposta nesse momento, que a proposta poderia vir mais a frente para justamente adquirir propósito, devido a sua relação com a Kelly estar mais estruturada, mesmo que o filho fosse do Chuck, mas a proposta só poderia ser feita quando o entendimento do casal Jerry e Kelly estivesse sólido, então eu acredito que todo o caminho a ser traçado, depende do Livre Arbítrio e tem caminhos que não levam ao mesmo destino.

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Ps. Já comentei que sou agnóstico por natureza, Cristão por formação e um ser pensante por convicção, por isso minhas idéias sempre acabam saindo da linha traçada por QUALQUER religião, mas me considero um homem de fé apesar de ter a consciência que não posso provar minha Fé a não ser para mim mesmo.

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Sabe, acho que a Fé é linda de qualquer maneira. Me ex sogro era católico fervoroso, era ministro da paróquia dele. Um dia perguntei para ele sobre uma passagem na missa..." E eis o mistério da Fé". Ele só me respondeu...É um mistério!! Cara, isso faz 30 anos!! Nunca me esqueci!!

Curta sua Fé com amor!!!

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Dizem que um homem sem Fé é um Homem sem Alma e um Homem sem Alma não acredita nem nele mesmo e triste daquele que não crê em si mesmo.

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E não é!! Sabe onde eu encontrei a minha fé de verdade, aquela que queima o peito, aquela que vc se sente amado e confortado de uma forma inexplicável?

Foi na maior adversidade da minha vida. NA MAIOR!!

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Eu deixei de acreditar que há amor entre eles dois há dois EP atrás. Existe conivencia da Kelly e medo do Jerry. Ele vai abrir pra tentar salvar um paciente que já morreu. Dito isso...

Nem o Galeano e nem a Laura poderiam indicar nada. Eles poderiam o máximo mostrar os contra e os contra pra afetar a decisão do Jerry mas como ele já chegou com a idéia e depois estruturou...

Não tenho palavras pra expor toda a minha pena do Jerry. Engraçado que tenho a impressão de que se aparece uma "amiga" pra consolar o Jerry e deixar ele com a cabeça mais leve, a Kelly ia ficar louca de ciúmes.

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Teu comentário tem um pequeno paradoxo, por que a Kelly ficaria louca de ciúmes se não existe Amor?

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Conveniência. Ela também manifestaria medo de perder. Não o pseudoamor que tem por ele mas a segurança, a solidez.

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Isso é Amor de Família Fechamento, e ele também é forte, pode não ser impetuoso e aventureiro mas é forte como Rocha.

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Mas isso não implica em estar junto. Tenho provas inclusive na família. Meu tio é melhor como ex marido do que foi como marido pra minha tia. Isso não diminuiu em nada a participação dele na vida dos filhos. E também na da ex esposa. Só que agora como amigos. E acho que é essa compreensão que falta aos dois

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Mas a "Chave de Cu" que a Kelly deu no Jerry, não é coisa de amigo não, foi tesudo de se ler e imaginar, então essa vibe de amor sem tesão amor amigo não rola entre Jerry e Kelly não.

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Agora serio...O que passou na cabeça do Jerry prpor isso com sua esposa grávida?

Gravidez é uma coisa séria cara!!

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Será que não passou pela cabeça da Sardentinha que esse é um fator que pode aproximar Kelly e Chuck de uma maneira sem volta?

Chuck tem todas as chances de ser o "cuidador" que Jerry deixou de ser.

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Ninguém sabe o que se passa na cabeça de terapeuta, e para falar a verdade tenho até medo de tentar adivinhar. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkmm

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kkkkkkkkkkkkk

Começa com a letra B!!!

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Agora tô com medo de perguntar o que passou pela tua cabeça kkkkkk

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B de brigadeiro?? hahahaha

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Assim como M de Marmelada. Kkkkkkkkkkkkkkk

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Resumindo, na cabeça da Sardentinha só tem...doces! hahahaha

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Acho que o único amor de verdade ali é do Chuck por Kelly.

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Ou será do Wilson pelo Chuck, ninguém leva em conta os sentimentos dele.

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Tomara que Wilson seja melhor para Chuck do que a Sardentinha foi para o Jerry.

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Wilson ultimamente tá com a bola murcha... E o Chuck não liga e nem se preocupa em encher a bola do amigo

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Pqp. Que piada infame escrota... Ainda bem que o domingo tá acabando

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Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk tô rindo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk(kkkk

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Irmão e Mark que me perdoe, mas acho que nenhum psicólogo no mundo iria dar essa orientação para Jerry.

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Mas mesmo assim, induziram ao Jerry a tomar essa decisão em conjunto, para você ver como o Livre Arbítrio é poderoso e envolve a todos com livre pensamento.

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Mas...Jerry dentro dele sabe o que não deve fazer. Ele esta sendo induzido? Acho que não, ele que procurou essa saída para seus problemas.

Ele teve todas as chances de fazer diferente e por impulso ele não fez.

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Mas a terapeuta o induziu quando decidiu a não persuadi-lo a desistir dessa proposta sem propósito algum, ela não foi só omissa, ela inclusive ajudou a estruturar a proposta, isso é praticamente um consentimento dado a um homem sem estrutura emocional para entender as consequências de sua ideia sem noção.

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Só vou te falar uma coisa. Demoramos uns 6 capítulos para começarmos a pensar em brincar de tão dramático e tenso que estava.

Agora até "Chave de Cú" ta valendo.

Ja disse desde o começo. Nunca senti nesse conto a possibilidade de um viés liberal ou um trisal.

Continuo não sentindo e fico triste por Jerry ter pensado nisso, fico triste por Kelly querer isso.

To com dedos demais agora mas vai lá! Nós elogiamos e tbm educadamente criticamos e sei que Mark aprecia isso em nós.

Game over!!

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Nesse conto só tenho elogios, inclusive essa discrepância na analogia do Dr. Galeano o levando a aconselhar a Dra. Laura quanto a viabilidade da proposta do Jerry é crível, até porque ele deixou claro os riscos extremos.

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Mas tbm só tenho elogios. Melhor conto fora do Jornada.

E to aqui pensando. Se Chuck falar NÂO as coisas pegam fogo!!

Nem vou dormir de alegria.

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Ahh!!Antes que me esqueça, pretendo retomar a leitura do RBV e sua Musa Particular hoje.

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Vai prestando a atenção do jeito que vc esta fazendo. Tenho certeza que vc vai entender a parte espiritual e se quiser vai me perguntando!

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Positivo

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Leia o capitulo 40 de novo e guarde na mente toda aquela conversa.

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Lerei novamente quando for a hora, por enquanto quero ter um entendimento linear e escalonado.

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Ta perfeito tbm!! Sabe, melhor ainda dessa maneira"

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RVB?

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Rocco Barriga Verde, por ser de Santa Catarina e ter um desempenho e atrativo sexual até superior a lenda do porno Rocco Siffredi, o cara dá medo até no Big, Fechamento.

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kkkkkkkkkk

Isso, Rocco!! Apelido para ele eu deixei!! Para ELA NÃO!!!

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Tipo se tiver uma ereção o nariz sangra com a porrada?

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Não. 17 cm e grosso mas ele só recebe elogios das meninas

kkkkkkkkk

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Sangra o nariz da mulher que tá até um metro de distância kkkkkkkkkkkkkkkk

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Para de mentir vai!!!! Coitado do Beto!!

kkkkkkkkkkkk

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Táporra... Tu olha pro cara achando que o cara é atleta mas se surpreende mesmo quando ele diz que faz salto com vara propria

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Os feromônios exalados pelo RBV fazem isso, fora os Raios Gama OBetâmicos, que atraem todas as mulheres que entram na orbita do planeta Obetão kkkkkkkkk

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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Mas a Manú é mais!1 Ela tem a xoxotinha mais linda do CDC e Puffy Niples lindos!!

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"Quando olhei novamente para baixo vi que estava a poucos centímetros do que até hoje considero a xoxota mais linda e deliciosa que eu já vi. "

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Nem falo muito dos Puffy Nipples da Manú por causa de ciúmes kkkkkkkkk

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Eu tinha dito que essa historia de "liberar a esposa " ja tinha dito em outro conto rs

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Valeu Pequenino Faraó.

Kkkkkkkkkkkkkkk

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Isso, deixa ele comigo!!

Ele é meu Tutancâmonzinho fofoquero!

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FOFOQUERINHO, Onisciente Embaixador, é mais fofo e mais sonoro, até porque só fica na minha mente a nossa MUSA fazendo Gude Gude com o FOFOQUERINHO. kkkkkkkklk

Quedê o FOFOQUERINHO da nossa MUSA kkkkkkkkkkkkkk

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kkkkkkkkkkkkkkk

Até printei a tela de tão bão que foi!!!!!!!!!!!

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Com sinceridade, só não concordei com a analogia que o Dr. Galeano fez , o casal que ele citou, já eram Liberais quando houve o incidente, não houve traição física sexual, houve somente uma suspeita bastante significativa, naquele momento, de uma suposta traição emocional, que seria a única restrição inegociavelmente imposta na dinâmica sexual do casal citado, já no caso da Dra. Laura, Kelly e Jerry nunca foram Liberais, não têm o mesmo entendimento sobre liberdade sexual, portanto houve uma quebra TOTAL, houve uma traição sórdida em TODOS os sentidos possíveis, físico, sexual, emocional, fraternal e moral, portanto as similaridades são muito rasas, até pelo risco de que a escolha da desistência do Amor de Família seja viável, pois dentro da minha concepção, o casal citado pelo Dr. Galeano, essa escolha pela desistência do Amor de Família SEMPRE foi inexistente, já no caso da Kelly e Jerry, se o Bebê for do Chuck, essa escolha seria totalmente viável, pois a Kelly poderia ter o Amor de Família com o Chuck, tornando a situação do Jerry insustentável, por isso que respeitosamente discordo da analogia de similaridade feita pelo Dr. Galeano, sendo assim, acho profundamente precipitada a proposta de abertura do relacionamento por parte do Jerry, até porque o relacionamento do Jerry e Kelly está bastante abalado no momento e pensar que transformar a relação monogâmica de uma hora para outra em uma relação aberta, seria uma Iniciativa terapêutica para consertar o relacionamento, é o pior erro que um casal pode cometer, o casal tem que estar bem para dar esse passo e não dar esse passo para ficar bem, mesmo em um caso tão atípico como esse, até porque há certas prerrogativas que nunca devem ser esquecidas, essa é uma delas.

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Concordo em numero, gênero e grau em tudo!

Volto a falar, para mim depois do Jornada esse é seu melhor conto, disparado. Para mim e só falo por mim é uma pena o caminho que esta se tomando.

A gravidez de Kelly na minha concepção deveria ser o mote dessa reta final.

Mas enfim, é minha opinião e continuo adorando essa história.

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Bom...Tudo o que discutimos até agora é válido sobre Jerry. Todos os pontos de vista foram validados. Agora depende do rumo que Mark vai dar.

Mas Mark trouxe Jornada á baila! Será que teremos Jornada na sequencia? Torcendo para que sim!

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E ja começo dando minha teoria. A bola agora esta totalmente nas mãos de Kelly. Para Jerry agora tudo depende do que Kelly vai dar para ele em troca.

Se ela aceitar claro...

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Um sujeito porreta e ela vai perder muito se ele sair dessa relação.

O destino trabalhou e afastou o BA da Kelly, ele agora tinha de trabalhar novamente e criar um fato novo(uma outra pessoa surgisse) para chamar a atenção dos sentimentos do BA dando alento e paz a ele que também já sofreu muito além da conta e talvez a Kelly ficasse até feliz por ver ele seguindo em frente e então ela pudesse realmente se dedicar ao Jerry de verdade e superar de vez esse luto pelo BA.

Essa seria uma saida tranquila, mas com Mark e Nanda no comando nada é tranquilo.

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Continuo torcendo para que o Destino finalmente una Kelly e BA e traga a Jerry a Samantha sendo seu verdadeiros amor!!

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O coração não é regulado pela consciência! Sendo assim, ele não compreende bem essa coisa de relação aberta. Pela primeira vez vi dentro de um conto algo que faz sentido para mim, sobretudo nessa questão de relação relacionamento cruzados.muito bom mesmo.abraço!

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