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Dois Homens e Ela - o nosso primeiro ménage masculino

Um conto erótico de Casal Apimentados
Categoria: Grupal
Contém 2371 palavras
Data: 30/08/2026 01:54:39

A gente demorou quase dois anos para fazer isso.

Não por falta de convite. Por medo — e o medo era todo meu.

Para quem está chegando agora: prazer, somos o Casal Apimentados.

Vamos nos apresentar como Jorge e Lúcia — nomes fictícios, por motivos que qualquer casal liberal entende.

Eu, Jorge: negro, 1,85 m, corpo forte sem ser musculoso, 33 anos na época.

Ela, Lúcia: 1,72 m, loira natural, olhos verdes, seios fartos e umas coxas grossas que sempre foram meu ponto fraco. Mesma idade que eu.

Casados havia treze anos quando tudo começou. Nada de liberal, nada de swing, nada de nada — até uma tarde de 2017, numa feira erótica em São Paulo, quando um desconhecido no escuro fez uma pergunta que mudou o rumo do nosso casamento.

A pergunta foi: "com ou sem emoção?". E ela respondeu com emoção.

É por isso que essa frase aparece em todos os nossos contos.

Por que demorou dois anos

Preciso explicar uma diferença que, de fora, ninguém entende.

Em tudo o que a gente tinha feito até então, existia troca. No The26, a Lúcia ficou com o Rodrigo e eu fiquei com a Helena. Em Ibiúna, cada um foi para um lado da casa. Nos especiais, sempre tinha uma segunda mulher na história.

Sempre teve equilíbrio. Sempre teve, para mim, alguma coisa acontecendo também.

Ménage masculino é diferente. São dois homens e uma mulher. E a mulher é a minha.

Isso significa que, durante toda a noite, a única pessoa que não vai ter uma segunda pessoa sou eu. Eu divido a minha esposa e não recebo nada em troca — nada além de assistir e participar.

E aí vem o pensamento que qualquer marido honesto já teve e quase nenhum admite:

E se eu for o pior dos dois?

Foi isso. Foi exatamente isso que segurou a gente por dois anos. Não era ciúme dela. Era medo de mim.

A Lúcia sabia. Ela nunca cobrou uma vez sequer.

Até que, num sábado de manhã, tomando café, ela falou:

— Eu quero. Quando você quiser, eu quero. E eu vou esperar o tempo que for.

Levei mais quatro meses.

A escolha do terceiro

Quando eu finalmente falei "vamos", a gente não saiu procurando.

Homem solteiro é o que mais sobra no meio, e é justamente por isso que a escolha tem que ser mais rigorosa, não menos. Um casal que erra na escolha do terceiro estraga uma noite; um casal que erra feio estraga mais do que isso.

A indicação veio do Marcos e da Dani, aqueles do sítio de Ibiúna.

O nome dele, para este conto, é Caio.

Trinta e oito anos, divorciado havia cinco, engenheiro, dois filhos adolescentes. Frequentava o meio havia seis anos, sempre pelo mesmo grupo, sempre com casal. Nunca uma reclamação em seis anos — e isso, nos grupos, é currículo melhor do que qualquer foto.

Fizemos o processo completo, e vou registrar aqui porque é útil:

Chamada de vídeo. Vinte minutos, nós dois de um lado, ele do outro. Só para ver a cara, ouvir a voz e sentir o jeito. Ele foi tranquilo, falou pouco e perguntou mais do que respondeu.

Um social. Marcamos um chope num bar da Vila Madalena, os três, sem nenhuma segunda intenção. Ficamos três horas. Ele falou de trabalho, dos filhos, da separação. Em nenhum momento encostou na Lúcia, em nenhum momento fez piada de duplo sentido, em nenhum momento tentou me testar.

E, no fim, quando eu paguei a conta, ele falou uma coisa que decidiu a escolha:

— Só para deixar claro: se vocês desistirem depois, hoje ou na porta do quarto, está tudo certo. Eu já desisti na porta uma vez e a pior parte foi ter que explicar.

As regras que a gente combinou

Isso aqui é a parte mais importante deste conto, e eu peço para quem está pensando em fazer que leia com atenção.

Ménage masculino sem regra combinada é briga garantida. Combinamos por escrito, num grupo dos três, dois dias antes:

1. A Lúcia manda em tudo. Se ela para, para todo mundo, imediatamente.

2. Nada entre mim e o Caio. Nenhum contato entre os dois homens, nem encostado, nem por acidente evitável. Ele concordou na hora — e me disse que noventa por cento dos casais pedem isso e que ninguém precisa se justificar.

3. Camisinha o tempo todo, com ele. Sem exceção e sem negociação.

4. Ele não beija a boca dela. Essa regra foi minha, e é a mais comum de todas no meio: muita gente libera o corpo inteiro e tranca a boca. É irracional? É. E funciona.

5. Nada de privado depois. Se ele quisesse falar com a Lúcia, falava no grupo dos três.

6. Palavra de segurança. A gente usa uma bem boba, e não é a que vocês estão pensando: "pastel". Escolhemos exatamente porque é impossível de dizer sem querer.

O hotel

Sábado, oito da noite, hotel na Consolação. A casa não entra — essa regra vale desde o quinto conto e vale até hoje.

A gente chegou antes e ficou uns quarenta minutos no quarto sozinho. Eu estava um bagaço.

A Lúcia percebeu, obviamente. Sentou na beirada da cama, me puxou pela mão e disse:

— Fala.

— Eu estou com medo de ficar sobrando.

Pronto. Falei.

Ela ficou quieta um tempo e respondeu:

— Jorge, se em algum momento você achar que está sobrando, você fala "pastel" e o cara vai embora, e a gente pede pizza. Eu prefiro mil vezes pedir pizza com você do que qualquer outra coisa que possa acontecer aqui hoje.

O Caio bateu na porta dez minutos depois.

O começo

E o começo foi absurdamente sem graça, o que era exatamente o necessário.

Ele chegou de camisa, com uma garrafa de vinho e um saco de gelo, porque tinha perguntado antes se precisava levar alguma coisa. A gente serviu, sentou — eu na poltrona, ele na cadeira da escrivaninha, a Lúcia na beirada da cama — e conversou por uns quarenta minutos sobre absolutamente nada.

Trânsito. Um restaurante. A obra da Consolação.

Foi a Lúcia quem cortou. Ela colocou a taça no criado-mudo, olhou para ele e falou:

— Caio, vem cá.

Ele levantou. Foi até ela. E, antes de encostar, perguntou:

— Posso?

Ela disse que sim.

O que eu vi nos primeiros minutos

Vou narrar com cuidado, nomeando cada um, porque em cena com dois homens fica fácil o leitor se perder — e essa é justamente a cena em que ninguém pode se perder.

O Caio ficou de pé na frente da Lúcia, que estava sentada na cama. Ele levantou o queixo dela com dois dedos e beijou o pescoço dela. Não a boca — a regra estava valendo, e ele respeitou a noite inteira sem uma única falha.

A Lúcia fechou os olhos e soltou o ar de uma vez. Aquele som que eu conheço de cor.

Eu fiquei na poltrona. Não por combinação, por instinto. Fiquei ali, com a taça na mão, e não consegui beber mais nada.

O Caio abriu o zíper do vestido dela nas costas, devagar. O vestido caiu até a cintura e ela ficou sentada ali, seminua, com as mãos abertas em cima da colcha.

E aí ela fez a coisa que fez a noite virar.

Ela virou a cabeça e me procurou. No meio de tudo, com a boca de outro homem no ombro dela, ela virou o rosto e me achou na poltrona — como faz desde o primeiro conto, desde aquele corredor escuro da feira.

E esticou o braço na minha direção.

A virada

Eu levantei da poltrona e fui.

O medo dos dois anos anteriores evaporou no instante em que senti o calor da pele da Lúcia. Eu sentei na cama atrás dela, envolvendo-a com meu corpo. Puxei o cabelo loiro para o lado, expondo a nuca e o pescoço, e comecei a beijá-la com uma fome acumulada. A Lúcia soltou um gemido longo, a cabeça pendendo para trás no meu ombro, enquanto sentia a pressão do meu pau ereto batendo contra as nádegas dela.

À nossa frente, o Caio estava ajoelhado. Ele não perdeu tempo. Com a Lúcia presa entre nós dois, ele mergulhou o rosto naquela vulva que eu conhecia centímetro a centímetro. O som era visceral: sucções profundas, a língua dele trabalhando com vigor no clitóris inchado, enquanto eu, por trás, agarrava os seios fartos da minha esposa, apertando os mamilos rígidos com força.

A Lúcia estava em transe. Ela era o centro de um redemoinho de prazer. Com a nuca apoiada no meu ombro, ela sentia a língua do Caio devorando sua intimidade e as minhas mãos moldando seu corpo. Ela apertou minha coxa com tanta força que as unhas cravaram na carne, e gritou meu nome — um grito rouco, carregado de luxúria — enquanto gozava violentamente, o corpo tremendo em espasmos enquanto o Caio bebia cada gota de seu prazer.

A noite então escalou para algo animal.

Nós nos revezamos sem coreografia, mas com uma fome coordenada. Em um momento, eu a joguei de costas e entrei nela com uma estocada profunda, sentindo a parede quente e úmida de sua vagina me apertar. Enquanto eu a fodaçava com vigor, o Caio se posicionou acima dela, beijando seu pescoço e sugando seus seios com voracidade. A Lúcia estava dividida entre dois homens, sentindo a pressão do meu corpo contra o dela e a língua do Caio torturando seus mamilos.

— Mais... mais fundo, Jorge! — ela implorava, as pernas enroladas na minha cintura, puxando-me para dentro dela o máximo que podia.

Eu mudei a posição. Coloquei a Lúcia de quatro, com a testa apoiada no colchão e a bunda empinada, oferecendo-se por completo. Eu entrei nela por trás, sentindo o impacto da carne batendo contra a carne. Enquanto eu a possuía com estocadas brutas e ritmadas, o Caio se ajoelhou à frente dela. Ele abriu as pernas da Lúcia e começou a lamber seu clitóris enquanto ela era fodaçava por mim.

Era a imagem definitiva: minha esposa, suspensa entre dois prazeres, com a boca do Caio nela e o meu pau rasgando seu interior. Lúcia soltava grunhidos quase ininteligíveis, a respiração curta, os olhos revirando enquanto atingia orgasmos sucessivos, disparados pela estimulação dupla.

O ápice aconteceu quando decidimos que a luz deveria iluminar tudo.

A Lúcia sentou-se no meu colo, de frente para mim, com as pernas abertas. Eu a segurava pelas coxas grossas, sentindo-a pulsar. O Caio se posicionou atrás dela, segurando-a pelos quadris, enveredando-se nela com força enquanto ela continuava montada em mim.

Nesse momento, a Lúcia tornou-se a condutora de toda aquela energia. Ela olhava nos meus olhos, com o rosto iluminado pelo abajur, enquanto sentia o Caio bombear dentro dela. Era uma imagem de luxúria absoluta.

Quando o clímax chegou, foi uma explosão de fluidos. Eu saí dela e me posicionei acima de seus seios. No momento em que o Caio atingiu o ápice e disparou seu sêmen no rosto da Lúcia, eu também me entreguei.

Houve uma chuva de esperma sobre os seios fartos da Lúcia. O líquido branco e quente contrastando com a pele alva e o cabelo loiro, escorrendo por entre as curvas de seu corpo enquanto ela arqueava as costas, gozando pela quarta vez na noite. Ela estava coberta de nós dois, marcada por nossa semente, respirando ofegante, com um sorriso de quem tinha sido completamente devorada por dois homens que a amavam e a desejavam.

Ficamos ali, nos três, em um silêncio denso e satisfeito. O cheiro de sexo impregnava os lençóis e o ar do quarto.

Quando o Caio finalmente foi embora, às três da manhã, deixamos para trás um rastro de sêmen, suor e uma conexão que transcendia qualquer regra.

Deitado com a Lúcia, sentindo seu coração batendo contra o meu peito, eu entendi que o ménage masculino não era sobre dividir. Era sobre multiplicar. A Lúcia não tinha ficado metade minha; ela tinha se tornado imensa, preenchida por dois desejos, e no final, cada gemido, cada gota de suor e cada palavra suja que ela sussurrou no meu ouvido provava que, não importa quantos homens estivessem naquela cama, ela sempre pertenceria a quem a conhecesse com emoção.

A gente saiu com ele mais três vezes ao longo dos anos seguintes, sempre da mesma forma, sempre com as mesmas regras. Hoje ele está casado de novo, com uma mulher que não é do meio e que sabe de tudo, e a gente ainda troca mensagem de aniversário.

Três e meia da manhã

A gente ficou deitado naquele quarto, com a bagunça de sempre, o vinho pela metade e o gelo derretido no balde.

A Lúcia estava com a cabeça no meu peito. Ficou um tempo calada e aí falou:

— Você ficou sobrando?

Eu ri.

— Não.

— Fala sério.

— Estou falando sério. — Fiquei um tempo procurando a palavra. — Sabe o que aconteceu? Eu passei dois anos achando que eu ia dividir você. E não foi isso. Não teve divisão nenhuma. Você não ficou metade minha em nenhum segundo daquilo ali.

Ela levantou a cabeça e me olhou.

— Isso é a coisa mais bonita que você já falou nesses contos todos.

— É verdade também.

E ela deitou de novo, e depois de um tempo falou, já com sono:

— Eu falei o seu nome.

— Eu ouvi.

— Eu sempre falo. — Ela bocejou. — Você é o único nome que eu sei na hora.

O que a gente aprendeu

Para quem está pensando nisso, e sei que é muita gente, porque é o cenário mais desejado e mais adiado do meio inteiro:

O medo não é da mulher, é do homem. Assuma. Fala em voz alta com ela antes. Todo marido tem esse medo e quase nenhum admite, e é a coisa mais fácil de resolver quando sai da cabeça.

A escolha do terceiro é noventa por cento do resultado. Vídeo, social, indicação de gente confiável. Não improvise.

Combine as regras por escrito. Principalmente as duas que ninguém gosta de falar: contato entre os homens e beijo na boca.

Não é competição. Se você entrar achando que é, vai ser — e vai ser péssimo.

E deixe a palavra de segurança bem boba. A nossa é "pastel", e em oito anos ela foi usada exatamente uma vez, numa noite que não é assunto deste conto.

Casal Apimentados

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Foto de perfil de Apimentados Apimentados Contos: 26Seguidores: 16Seguindo: 0Mensagem Casal de São Paulo que adora novas amizades 🌶️

Comentários

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Oi tudo bem...

Mas uma vez parabéns pelo conto muito bom

E realmente vcs descreveram informações muito importante em decidir uma terceira pessoa na relação sendo um outro homen.

Na fantasia tudo é perfeito mas na realidade nem sempre sai certo e perfeito se tudo não for conversado antes sobre insegurança ciúmes regras etc ...

Vcs são demais parabéns para o casal .

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Na minha opinião,quando um casal precisa de terceiros envolvidos pra ter prazer é sinal de q já não são mais suficientes um pro outro, já não se satisfazem sozinhos, já não existe amor entre o casal, o amor se foi e ficou uma boa convivência,, mas amor mesmo já não existe, muitos dizem q quando se empresta a esposa pra outro é porque são bem resolvidos, maduros e seguros, mas na minha opinião é porque já não existe mais aquele apego gostoso do início do casamento, aquele fogo gostoso q só em se olhar já quer.fazer.sexo, quer fazer amor e ficou só o comodismo de viver junto, aí pra q o casamento não se acabe de vez (quando se abre a possibilidade de uma terceira pessoa, pra mim já acabou o casamento), colocam terceiros no relacionamento, e o q vai mantendo o casamento de pé é o sexo com outros e não o amor verdeiro

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Uma pena que o senhor pensa assim. Respeitamos a opinião do senhor. Volte sempre.

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