✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

A Tradição do Ritual Familiar Proibido – Cap. 5 – O Despertar.

Um conto erótico de Bernado
Categoria: Heterossexual
Contém 3812 palavras
Data: 30/08/2026 00:25:00

A luz da manhã entrava pelas frestas das cortinas de veludo, pintando o quarto em tons dourados e suaves. Eu acordei lentamente, sentindo o peso do corpo de Helena ainda aninhado contra o meu, sua respiração calma e regular contra meu peito.

Por um longo momento, fiquei imóvel, apenas observando o teto de madeira esculpida e deixando os eventos da noite anterior se assentarem em minha mente. O menino que entrara naquele quarto já não existia mais. Em seu lugar, havia alguém que eu mal reconhecia — alguém mais forte, mais completo, mais vivo.

Helena se mexeu contra mim, um sorriso sonolento curvando seus lábios antes mesmo de seus olhos se abrirem.

— "Bom dia, meu amor," — ela murmurou, a voz rouca de sono. — "Você dormiu bem?"

— "Melhor do que em toda a minha vida," — respondi, surpreso com a verdade daquelas palavras.

Ela ergueu o rosto para me beijar, um beijo macio e demorado que carregava todo o carinho e intimidade que construímos durante a noite. Suas mãos deslizaram pelo meu peito, traçando os contornos dos meus músculos como se estivesse memorizando cada detalhe.

— "Venha," — ela disse, levantando-se lentamente, sua nudez banhada pela luz matinal. — "Vamos tomar um banho juntos.”

O banheiro era tão suntuoso quanto o quarto — mármore branco com veios dourados, uma banheira de imersão grande o suficiente para duas pessoas, e uma ducha de teto que criava uma cortina de água quente. Helena me puxou para dentro da ducha, e a água escorria por nossos corpos enquanto ela ensaboava minha pele com movimentos lentos e carinhosos.

— "Você deve estar cheio de perguntas," — ela disse, passando as mãos ensaboadas por meus ombros. — "Sobre o que vem agora. Sobre o que mudou."

— "Tudo mudou," — respondi, sentindo suas mãos deslizarem pelo meu peito. — "Eu me sinto diferente. Como se tivesse acordado de um sonho."

Helena sorriu, seus olhos verdes brilhando com orgulho.

— "É exatamente isso que aconteceu. Você estava dormindo, Bernardo. Dormindo a vida que te impuseram lá fora. Agora você acordou para a vida real, para a vida que sempre foi sua por direito."

Ela se virou, inclinando a cabeça para trás enquanto a água escorria por seus cabelos. Eu peguei o sabonete e comecei a ensaboar suas costas, sentindo a pele macia e quente sob meus dedos.

— "Mãe..." — comecei, hesitante. — "Eu preciso saber. Cecília e Beatriz... elas realmente passaram pelo mesmo processo? Com o pai?"

Helena se virou lentamente para me encarar, a água escorrendo por seu rosto. Seus olhos verdes encontraram os meus com uma serenidade que me surpreendeu.

— "Sim, Bernardo," — ela respondeu, a voz calma e firme. — "Elas passaram exatamente pelo mesmo processo. Cecília tinha dezoito anos quando foi iniciada por seu pai. Beatriz tinha dezoito anos também. É a tradição, meu amor. Assim como eu fui iniciada pelo meu pai, e sua avó foi iniciada pelo pai dela."

A água continuava a cair sobre nós, e eu senti o peso daquelas palavras se assentarem em meu peito. Não era mais uma abstração — eram minhas irmãs, minha mãe, minha avó. Todas haviam passado por aquilo.

— "Não há vergonha nisso, meu amor. Não há pecado. Há apenas amor — amor verdadeiro, amor de sangue, amor que o mundo lá fora nunca vai entender."

Eu a puxei para mais perto, sentindo a necessidade de seu corpo contra o meu. A água quente escorria sobre nós enquanto eu processava tudo o que ela havia dito.

— "Você e o pai... vocês são primos," — eu disse, lembrando das palavras de Dona Leonor. — "Primos de primeiro grau."

— "Sim," — ela confirmou, um sorriso suave nos lábios. — "Nossos pais eram irmãos. Eduardo e eu crescemos juntos, aprendemos juntos, nos amamos juntos. Quando chegou a hora do nosso casamento, foi a coisa mais natural do mundo. Eu sempre soube que seria dele."

Ela deslizou as mãos pelo meu peito, seus dedos traçando círculos na minha pele molhada.

— "E você, Bernardo," — ela continuou, a voz se tornando mais suave. — "Você terá que escolher uma prima. Assim como eu escolhi seu pai, assim como sua avó escolheu seu avô. É o destino de todos nós."

Fiz uma pausa, processando as palavras dela. Uma dúvida que vinha me incomodando desde a noite anterior finalmente encontrou voz.

— "Mãe... por que apenas primos? Por que não irmãos? Não seria o sangue ainda mais puro?"

Helena inclinou a cabeça, um sorriso paciente nos lábios. A água continuava a escorrer sobre nós enquanto ela organizava os pensamentos.

— "Houve um tempo, Bernardo, em que casamentos entre irmãos eram permitidos em nossa linhagem. Há muitas gerações, no início do século XIX, quando a família ainda estava se estabelecendo no Brasil, acreditava-se que o sangue só seria preservado se mantido o mais próximo possível — pai e filha, mãe e filho, irmão e irmã. E por muito tempo foi assim."

Ela pousou a mão sobre meu coração.

— "Mas a sociedade mudou, meu amor. O mundo se tornou mais vigilante, mais burocrático. Com o passar das décadas, tornou-se cada vez mais difícil esconder uniões entre irmãos dos olhos curiosos da sociedade. Certidões de nascimento, registros públicos, árvores genealógicas — tudo se tornou mais acessível. Um casamento entre primos, no entanto, é mais fácil de camuflar. Os sobrenomes compostos, os ramos familiares distintos, a dispersão dos registros em diferentes cartórios... tudo isso cria uma cortina de fumaça que protege a verdade."

Ela fez uma pausa, seus olhos verdes fixos nos meus.

— "Foi por isso que as leis da família mudaram. Não porque o sangue entre irmãos fosse menos puro, mas porque o risco de exposição se tornou grande demais. A tradição se adaptou para sobreviver. E assim, por mais de um século, os casamentos passaram a ser exclusivamente entre primos."

Helena deslizou os dedos pelo meu rosto, um sorriso doce nos lábios.

— "A pureza do sangue continua, Bernardo. Apenas a forma de mantê-la se ajustou à realidade do mundo. E você, quando chegar a sua hora, escolherá uma prima. Não uma irmã. Porque a família precisa continuar protegida. Precisamos sobreviver."

Eu processei as palavras dela, sentindo o peso da tradição e da sobrevivência da linhagem.

— "Entendi," — respondi finalmente. — "É sobre proteção, não sobre pureza."

— "Exatamente," — Helena sorriu, orgulhosa. — "É sempre sobre proteção. A família em primeiro lugar."

Eu estava prestes a perguntar mais, mas seus lábios encontraram os meus, interrompendo qualquer palavra. O beijo era diferente dos outros — mais urgente, mais faminto, como se a conversa tivesse despertado algo nela. Suas mãos deslizaram pela minha nuca, puxando-me para mais perto, enquanto seu corpo se pressionava contra o meu sob a água quente.

— "Mãe..." — murmurei contra seus lábios.

— "Shhh," — ela sussurrou, a voz rouca de desejo. — "Agora não tem 'mãe'. Agora só tem nós dois."

Suas mãos deslizaram pelo meu corpo molhado, encontrando meu pau já duro e pulsante. Ela o envolveu com os dedos, apertando suavemente, e um gemido escapou dos meus lábios.

— "Você quer tanto quanto eu," — ela disse, os olhos verdes brilhando com um fogo que eu nunca havia visto. — "Eu posso sentir."

Ela me empurrou contra a parede de mármore fria, a água escorrendo sobre nós enquanto se ajoelhava lentamente diante de mim. Seus olhos não desviavam os meus enquanto ela abria a boca e me envolvia por inteiro.

O calor, a umidade, a pressão — era como se a noite anterior nunca tivesse acabado. A língua dela deslizava ao longo do meu eixo, sua cabeça se movendo em um ritmo que me levava à loucura.

— "Mãe..." — gemi, meus dedos se enterrando em seus cabelos molhados.

Ela acelerou o ritmo, sua mão apertando a base do meu pau enquanto sua boca sugava com uma intensidade que me fazia tremer. Eu sentia a água quente escorrendo por nós, o vapor preenchendo o ar, e a visão dela ali, ajoelhada, me levando ao limite.

— "Não goze ainda," — ela ordenou, soltando meu pau por um instante, os olhos fixos nos meus. — "Quero sentir você dentro de mim."

— "Levanta," — ela disse, a voz rouca e cheia de desejo.

Ela se levantou e me empurrou contra a parede novamente, virando-se e apoiando as mãos no mármore, sua bunda redonda e úmida pressionada contra minha barriga.

— "Me fode contra a parede, Bernardo," — ela ordenou, a voz um sussurro rouco.

— "Me mostra o que você aprendeu."

Eu não hesitei. Minhas mãos encontraram seus quadris, e eu a penetrei com um movimento rápido e profundo, sentindo sua buceta quente e apertada me envolver completamente.

Helena gemeu, arqueando as costas contra mim.

— "Sim... assim... mais fundo..."

Eu comecei a me mover, o ritmo rápido e selvagem, a água escorrendo sobre nossos corpos enquanto eu a possuía contra o mármore frio. Seus gemidos ecoavam no banheiro, misturados ao som da água e dos corpos se encontrando.

— "Bernardo... Bernardo..." — ela gemia, o nome saindo em ondas de prazer. — "Você está tão fundo... tão duro..."

Minhas mãos apertavam seus quadris, puxando-a contra mim a cada penetração, sentindo cada contração de seu corpo ao meu redor. A visão dela ali, curvada diante de mim, submissa e selvagem ao mesmo tempo, me levava à beira do abismo novamente.

— "Não para," — ela implorou. — "Não para agora."

Ela se virou, puxando-me para um beijo molhado e faminto enquanto eu continuava a penetrá-la, agora de frente, suas pernas envolvendo minha cintura.

— "Olhe nos meus olhos," — ela ordenou, a voz ofegante. — "Quero ver seu rosto quando você gozar dentro de mim."

Nossos olhos se encontraram enquanto eu a empurrava contra a parede, o ritmo se tornando mais frenético, mais desesperado. Senti o aperto ao redor do meu pau se intensificar, o calor se tornar insuportável, e então o mundo explodiu em branco mais uma vez.

Meu corpo se arqueou contra o dela, um gemido rouco escapando dos meus lábios enquanto eu me derramava dentro dela. Helena tremeu contra mim, um orgasmo silencioso percorrendo seu corpo enquanto eu continuava a mover-me, sentindo-a se contrair ao meu redor.

Quando finalmente colapsamos contra a parede, ofegantes e exaustos, a água quente continuava a escorrer sobre nós. Helena apoiou a testa no meu peito, rindo baixinho.

— "Você está aprendendo rápido, meu amor," — ela murmurou. — "Muito rápido."

Quando saímos do banheiro, vestidos com roupões de seda, Helena me puxou para um último beijo demorado.

— "Vou me arrumar e descer em alguns minutos," — ela disse, seus dedos acariciando meu rosto. — "Você vai encontrar sua avó no corredor. Ela quer falar com você. Não tenha medo, Bernardo. Ela está orgulhosa de você."

Ela se afastou, e eu senti o frio da ausência de seu corpo contra o meu. Respirei fundo, ajustei o roupão e abri a porta do quarto.

Dona Leonor estava sentada em uma poltrona de veludo no corredor, como se estivesse esperando exatamente por aquele momento. Seus olhos cinzentos brilharam quando me viram, e um sorriso orgulhoso se espalhou por seu rosto aristocrático.

— "Meu neto," — ela disse, levantando-se com a elegância de sempre. — "Parece que a noite foi bem-sucedida."

— "Vovó," — respondi, sentindo um misto de respeito e apreensão. — "A senhora estava me esperando?"

— "Desde o amanhecer," — ela confessou, aproximando-se. — "Eu precisava ver com meus próprios olhos o homem que meu neto se tornou."

Ela me envolveu em um abraço forte e demorado, seu perfume de rosas e esmeraldas me envolvendo.

— "Você passou no teste, Bernardo," — ela sussurrou contra meu ouvido. — "Com louvor, pelo que ouvi. Sua mãe está radiante."

Ela se afastou, seus olhos percorrendo meu rosto com uma satisfação que quase me fazia corar.

— "Agora desça para o café da manhã," — ela disse, pousando a mão em meu braço com uma firmeza suave. — "Toda a família está reunida para celebrar seu aniversário e sua iniciação. Todos os núcleos. Todos querem te parabenizar."

Antes que eu pudesse perguntar mais, ela se virou e começou a se afastar pelo corredor.

— "Haverá uma festa de aniversário para você hoje à noite, Bernardo," — ela disse sem olhar para trás. — "Às dezoito e trinta. Sua primeira festa como homem. Prepare-se."

Desci a escadaria principal com passos firmes, mas o coração disparado. O Grande Salão estava transformado — mesas compridas cobertas com toalhas de linho branco, arranjos de flores frescas, louças de porcelana e talheres de prata brilhando sob a luz dos candelabros. O aroma de café, pães frescos e frutas preenchia o ar.

Todos os quatro núcleos da família estavam reunidos. Os tios Rodrigo, Henrique e Marcelo com suas esposas Isabela, Letícia e Cláudia. Os primos mais velhos — André e Juliana, Gustavo e Marcela. Os mais jovens — Gabriel, Valentina, Mariana, Larissa, Clara, Felipe, Rafael, Lucas.

Quando meus pés tocaram o último degrau, um coro de vozes se ergueu.

— "Parabéns, Bernardo!"

— "Feliz aniversário!"

— "Bem-vindo ao clã!"

Sorrisos calorosos, palmas discretas, olhares de orgulho e cumplicidade. Eu me senti envolvido por uma onda de afeto que nunca tinha experimentado daquela forma — não como o menino protegido, mas como o homem aceito.

Dom Eduardo foi o primeiro a se aproximar. Ele me envolveu em um abraço forte e demorado, suas mãos batendo em minhas costas com orgulho.

— "Meu filho," — ele disse, a voz rouca de emoção. — "Feliz aniversário. E bem-vindo à vida de verdade."

— "Obrigado, pai," — respondi, sentindo o aperto em meu peito.

Cecília foi a próxima. Ela me beijou na bochecha com a elegância serena de sempre, mas seus olhos brilhavam com uma alegria que eu nunca tinha visto.

— "Feliz aniversário, irmãozinho," — ela disse, apertando minhas mãos. — "Você não tem ideia do quanto eu esperei por este dia."

Ela se virou e chamou alguém que estava atrás dela.

— "Gabriel, vem cá."

Meu primo Gabriel se aproximou com um sorriso caloroso. Eu o conhecia, claro — éramos de idade próxima, crescemos juntos no vale, cavalgamos nos mesmos prados, competimos nas mesmas corridas de cavalo quando crianças. Mas nos últimos anos, ele tinha se tornado mais distante, mais reservado, como se estivesse guardando segredos que eu não podia compartilhar.

Agora eu entendia o porquê.

— "Bernardo," — ele disse, estendendo a mão com um sorriso que parecia mais aberto do que qualquer outro que eu já vira nele. — "Parabéns pelo aniversário. E pela iniciação."

Apertei sua mão, sentindo um aperto firme e amigável.

— "Obrigado, Gabriel. Faz tempo que não nos vemos."

— "Pois é," — ele concordou, os olhos brilhando com uma cumplicidade que antes não existia. — "Mas agora as coisas vão mudar."

Cecília deslizou a mão pelo braço de Gabriel, aninhando-se contra ele com uma naturalidade que me fez prender a respiração.

— "Bernardo," — ela disse, com um sorriso que iluminou todo o seu rosto, — "Gabriel e eu estamos noivos. O pacto foi formalizado há dois meses."

O choque deve ter sido evidente em meu rosto, porque Cecília soltou uma risadinha baixa.

— "Eu sei que é surpresa. Mas é a tradição, irmãozinho. Gabriel e eu sempre fomos próximos, e quando chegou a hora de escolher, ele foi a escolha natural."

Gabriel colocou a mão sobre a de Cecília com um carinho que parecia genuíno.

— "Sua irmã é uma mulher incrível, Bernardo. Sou sortudo."

Eu olhei para os dois, processando a informação. Gabriel, meu primo de infância. Cecília, minha irmã mais velha. Noivos. Claro que fazia sentido dentro da lógica da família, mas ainda assim levou um momento para que a ficha caísse.

— "Parabéns," — consegui dizer finalmente, com um sorriso que era sincero, apesar do turbilhão em minha mente. — "Vocês dois... fazem um belo casal."

Cecília me beijou na bochecha novamente, radiante.

— "Obrigada, irmãozinho. E não se preocupe — quando chegar a sua vez, você vai entender."

Antes que eu pudesse perguntar o que ela queria dizer com aquilo, Beatriz apareceu ao meu lado, interrompendo meus pensamentos.

— "Então, irmãozinho," — ela disse, seus lábios carnudos se curvando em um sorriso malicioso. — "Parece que você finalmente se juntou ao clube."

Ela me puxou para um abraço rápido, mas suas mãos deslizaram por minhas costas com uma intimidade que antes não existia. Quando se afastou, seus olhos encontraram os meus com um brilho que me fez estremecer.

— "Você está diferente," — ela murmurou, baixinho o suficiente para que apenas eu ouvisse. — "Gostei."

Antes que eu pudesse responder, ela se virou e desapareceu entre os primos.

Helena desceu as escadas alguns minutos depois, vestida com um vestido leve de seda creme que acentuava suas curvas. Seus olhos verdes encontraram os meus através do salão, e um sorriso cúmplice curvou seus lábios. Ela atravessou o salão com a elegância de sempre e se sentou ao lado de Dom Eduardo, mas não antes de passar a mão em meu ombro em um toque rápido e discreto.

— "Sente-se, Bernardo," — Dona Leonor anunciou, ocupando a cabeceira da mesa principal. — "Vamos celebrar."

O café da manhã foi uma celebração calorosa e animada. Sucos frescos de frutas, café recém passado, leite, chocolate quente, e uma mesa farta de pães, croissants, geleias caseiras, frutas, queijos e frios cobriam a longa mesa de mogno. Os familiares se serviam e conversavam animadamente, enquanto Dona Leonor ocupava a cabeceira com sua postura soberana.

As conversas fluíam naturalmente. Meus tios comentavam sobre negócios, minhas tias trocavam impressões sobre os preparativos da noite, e os primos mais novos cochichavam entre si, lançando olhares discretos em minha direção.

Parentes que antes me tratavam como uma criança agora me encaravam com respeito — e com algo mais. Um brilho nos olhos, um toque mais demorado ao cumprimentar, uma proximidade que antes não existia.

Valentina, sentada do outro lado da mesa, me observava com um olhar que era quase um convite. Com seus dezenove anos, ela tinha o porte atlético de uma amazona hípica — ombros definidos, cintura fina e curvas generosas que o vestido leve de seda azul fazia questão de destacar. Seus seios fartos e empinados pressionavam o tecido, desenhando um decote que parecia feito para provocar. As coxas grossas e torneadas, visíveis sob a saia curta, se cruzavam com uma lentidão calculada. Seus cabelos castanho-escuros, presos em um rabo de cavalo baixo, acentuavam o pescoço longo e elegante. Seus lábios se curvaram em um sorriso discreto quando nossos olhos se encontraram, e ela inclinou a cabeça em um gesto de reconhecimento.

Mariana, a prima mais nova que acabara de ser iniciada, era mais tímida, mas seus olhos não desviavam os meus. Havia uma curiosidade neles, uma pergunta não formulada. Aos dezoito anos, ela tinha a beleza fresca e delicada de quem ainda se descobria — cabelos castanhos escuros e volumosos emoldurando um rosto de traços finos, e um corpo esbelto que começava a ganhar curvas sob o vestido floral que vestia. Seus seios médios e firmes, mal contidos pelo tecido, subiam e desciam com a respiração ligeiramente acelerada. As pernas longas e finas, escondidas sob a saia rodada, deixavam pouco para a imaginação sobre o que havia além.

Larissa e Clara, mais velhas, trocavam olhares entre si e sorriam, como se compartilhassem um segredo que eu ainda não conhecia. Larissa, de dezenove anos, era expansiva e vibrante — cabelos castanho-escuros e cacheados caindo em ondas volumosas sobre os ombros, e um corpo curvilíneo que ela fazia questão de exibir com decotes generosos. Seus seios fartos e redondos, quase transbordando do vestido decotado, balançavam levemente a cada movimento, enquanto suas coxas grossas e apertadas se pressionavam uma contra a outra sob a mesa, como se guardassem um segredo úmido. Clara, de vinte e um anos, era mais reservada, mas igualmente deslumbrante — alta, elegante, com uma beleza clássica que lembrava as pinturas renascentistas. Seus cabelos pretos e lisos escorriam como seda até a cintura, contrastando com a pele alva. O vestido de seda abraçava seu corpo esguio, acentuando os seios médios e firmes, a cintura fina e as coxas longas e torneadas que se revelavam a cada passo.

Até as tias — Isabela, Letícia, Cláudia — me observavam com olhares que antes eram apenas afetuosos e que agora continham uma camada adicional de cumplicidade. Isabela, a esposa de Rodrigo, tinha quarenta e três anos e uma beleza exuberante de matriarca — cabelos castanhos com mechas douradas caindo em ondas sobre os ombros, seios fartos e pesados que o vestido justo mal continha, e quadris largos que convidavam ao toque. Suas coxas grossas e macias se destacavam sob a saia curta do vestido. Letícia, do núcleo Sul, mantinha uma postura aristocrática e um corpo esculpido por anos de pilates — seios empinados, cintura fina e pernas longas e firmes, com cabelos louros presos em um coque impecável. Cláudia, a tia do núcleo Norte, era a mais alta das três, com pernas longas e torneadas que pareciam não ter fim, e um par de seios fartos e naturais que desafiavam a gravidade. Seus cabelos ruivos, raros na família, caíam soltos em ondas selvagens sobre as costas.

Todas elas, sem exceção, irradiavam uma beleza madura e magnética — corpos esculturais, curvas generosas, e olhares penetrantes. A herança genética dos Albuquerque Mello, aperfeiçoada por gerações de casamentos consanguíneos, estava ali exposta em toda a sua glória.

Eu era o novo homem da família. E todos eles sabiam disso.

Quando o café da manhã terminou, Dona Leonor se levantou, chamando a atenção de todos.

— "Hoje é um dia duplamente especial," — ela anunciou, seus olhos cinzentos percorrendo o salão. — "Não apenas celebramos os dezoito anos de Bernardo, mas também sua entrada plena em nossa dinastia. Esta noite, às dezoito e trinta, haverá uma festa em sua homenagem no Solar. Todos os núcleos estarão presentes. Será uma noite para lembrar."

Um murmúrio de aprovação percorreu a mesa. Sorrisos se espalharam, olhares se encontraram.

Eu senti o coração acelerar. O que aquela festa significaria, exatamente?

O restante da tarde se estendeu como um hiato inquieto. Enquanto a família se dispersava — os tios para seus núcleos, os primos para suas atividades — eu vaguei pela mansão, tentando processar tudo o que havia acontecido.

Beatriz me encontrou na biblioteca, sentado em uma poltrona, perdido em pensamentos.

— "Está nervoso?" — ela perguntou, sentando-se no braço da poltrona ao lado da minha. Seu corpo estava tão perto que eu podia sentir o calor de sua pele.

"Um pouco," — admiti. — "Não sei o que esperar."

Ela riu baixinho, um som que era quase um sussurro.

— É exatamente isso que torna a noite emocionante, irmãozinho. A surpresa. A descoberta.

Ela inclinou a cabeça, seus olhos castanhos fixos nos meus.

— "Você vai adorar. Eu prometo."

Antes que eu pudesse responder, ela se levantou e saiu da biblioteca, deixando-me com mais perguntas do que respostas.

O tempo passou lentamente. Eu tomei um longo banho, vesti um terno preto que havia sido deixado em meu quarto — corte impecável, tecido macio, um conjunto que parecia feito sob medida, e provavelmente era. Ajustei os botões de punho em prata com o brasão dos Albuquerque Mello, e me olhei no espelho.

Não era mais o menino que havia entrado naquele quarto na noite anterior. Havia algo diferente em meus olhos — uma segurança, uma certeza, uma consciência de quem eu era e do que eu representava.

Do lado de fora, o sol começava a se pôr sobre o vale, pintando o céu em tons de laranja e vermelho. Em poucos minutos, eu desceria para o Solar, onde a festa me aguardava.

O que me esperava ali, eu ainda não sabia. Mas uma coisa era certa: depois daquela noite, nada seria como antes.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 69 estrelas.
Incentive Contos_do_Lobo a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Contos_do_LoboContos_do_LoboContos: 51Seguidores: 78Seguindo: 0Mensagem Onde o instinto encontra a escrita. Aqui, as fantasias mais profundas ganham vida em forma de contos. Entre e perca-se nas histórias de quem observa o desejo de perto.

Comentários

Foto de perfil genérica

Continua!

Minha escolha pra noivar seria Valentina ou Larissa

0 0