PONTO DE VISTA ALEX
sentia pequenas dores pelo meu corpo, me sentia como se estivesse acordando de um sono profundo mas tinha sensações estranhas, quando abri os olhos vi que estava num lugar estranho, era branco um quarto, eu estava em um hospital, então entrou uma mulher
enfermeira- bom dia
eu- oque? aonde.. onde..
enfermeira- você está em um hospital Alex
eu fiz força para levantar mas estava tonto
enfermeira- por favor não tente se levantar
eu- oque?.. aconteceu?
enfermeira- você não lembra?
parei para pensar mas estava muito zonzo, minha cabeça estava barulhenta
enfermeira- por favor fiquei deitado o medico esta vindo
ouvi barulho de porta
Kendal- bom dia Alex sou doutor Kendal amigo de Paul, vou cuidar de você
eu- minha cabeça está.. está..
Kendal- vamos aplicar em você um calmante para que não fique estressado
fiquei me sentindo tonto e acabei dormindo, acordei um tempo depois e vi Paul sentado numa poltrona do lado da minha cama, ele estava mexendo no celular, tentei me levantar mas senti dores pelo corpo, quando ele viu isso ele levantou rapidamente
Paul- fique deitado Alex
eu- eu to
Paul- espere
ele saiu e voltou com uma enfermeira, ela mexeu nos aparelhos que estavam do lado, verificou soro e disse algo pro Paul
eu- oque houve?
Paul- não lembra?
eu- uma briga acho que uma faca
Paul- você levou vários golpes na cabeça é normal não lembrar eu acho
eu- oque aconteceu ?
Paul- eu te encontrei quase morto e te trouxe pra cá
eu- porque fez isso?
Paul- porque sim, precisava cuidar de você
eu- eu quero ir embora..
comecei a chorar e eles veio e me abraçou
Paul- eu sei, mas calma, você vai quando estiver bem
eu- não, quero ir agora
Paul- não, Alex você teve que passar por cirurgia, então ficará até ser seguro
eu- Paul eu..
Paul- eu cuidei de tudo relaxa, seu gato está bem e..
eu- cadê minha corrente ?
ele me olhou com uma cara triste
Paul- não encontramos acho que levaram
eu- não.. não.. é mentira por favor não
comecei a chorar descontroladamente, ele me abraçou e tentou me acalmar mas eu só queria sumir, depois de um tempo acho que eu não tinha mais lágrimas para por pra fora, ele limpou meu rosto com um pano úmido, percebi que um dos meus olhos não abria, quando ele me mostrou um espelho eu quase não me reconheci
Paul- o médico disse que logo vai ficar como antes
eu não disse nada apenas olhei para baixo
Paul- eu contrato melhor especialista do mundo para te deixar como estava
sem meu relicalio eu não me sentia mais eu mesmo, era minha ultima lembrança, aquela corrente era como se fosse parte do meu corpo, eu não me senti eu mesmo no momento que não o senti mais
Paul- Alex...
eu olhei pra ele
Paul- está bem?
eu- eu perdi tudo
Paul- não, não perdeu
eu- não queria nada no mundo além daquilo
fiquei deitado e voltei a chorar, ele ficou ali no quarto segurando minha mão mais um pouco, uma enfermeira me deu um remédio e eu acabei adormecendo, era algum calmante forte, acordei só no outro dia, uma enfermeira veio e me deu comida na boca e depois de um tempo dois enfermeiros e um fisioterapeuta me ajudaram a levantar da cama, me movi com certa dificuldade, fiquei dia inteiro sentado olhando para uma parede, a noite Paul veio me ver, ele entrou no quarto sorrindo
Paul- soube que você caminhou hoje e tomou banho, fico feliz que esteja se recuperando
eu- obrigado
Paul- e eu mandei policia e todos atrás de quem fez isso, em breve vamos ter e recuperar suas coisas
eu não disse nada apenas fiquei em silêncio
Paul- há vamos Alex não fique assim, eu vou dar jeito em tudo
eu- eu só quero ir embora Paul
Paul- em breve vai ser liberado e...
eu- quero ir embora, sumir
eu me levantei com dificuldade e ele veio me ajudar, andei a janela
eu- quero só sumir eu não aguento mais
Paul- ei não fala isso, eu vou dar jeito em tudo eu prometo
ele disse isso me segurando pelos ombros de frente pra ele, e então me abraçou, ele me ajudou a voltar para cama e quando trouxeram o jantar ele dispensou a enfermeira e me ajudou a comer, um dos meus braços estava numa tipoia, ele estava sendo muito carinhosos e atencioso, ficou comigo até tarde
Paul- você quer ou precisa de algo?
eu- não
Paul- tem certeza?
eu- sim, como está meia noite?
Paul- ele é bem curioso kkk está bem cuidado
eu- obrigado Paul
Paul- oque faz o dia todo aqui?
eu- eu penso
Paul- bom, eu vou dar um jeito pra você não ficar entediado
eu- não precisa
Paul- está tudo bem, só relaxa
ele me deu um beijo na testa
Paul- eu vou cuidar e resolver tudo
ele disse isso e foi embora, eu logo adormeci, acordei no outro dia e tinha uma enorme TV no quarto, me trouxeram café, confesso que fiquei um pouco menos entediado, vieram alguns enfermeiros e trocaram ataduras e me deram remédio, um deles era um colírio eu acho pois diminuiu a vermelhidão dos meus olhos, um eu conseguia abrir um pouco o outro conseguia normalmente, meus olhos verdes que eu sempre escondia estavam visíveis e meu cabelo preto de revelou pois tiveram que cortar, parece que tive que levar pontos na cabeça, Paul apareceu cedo da tarde
Paul- nossa
eu- oque ?
Paul- é só que você está mais bonito
eu- obrigado kk
Paul- é serio, você fica mais bonito com cabelo assim
eu- sei kk
Paul- e eu tenho um presente pra você, quando soube a cor dos seus olhos me lembrei que o vi a alguns dias e fui correndo atrás
ele abriu uma caixinha e tinha um anel com uma esmeralda
Paul- mandei gravar seu nome
eu- obrigado mas não posso aceitar
Paul- não vamos discutir, vai aceitar sim, é um símbolo da minha promessa de que vou resolver tudo
ele colocou no meu dedo, conversamos por um bom tempo, ele estava muito curioso sobre como me tratavam no hospital, se eu era bem atendido e cuidado
Paul- preciso ir
eu- é claro
Paul- por mim eu ficaria aqui todo o dia
eu- não precisa, e sua vida não pode parar
Paul- mas quero garantir que esta sendo bem cuidado
eu- melhor impossível
Paul- deixei celular ali, qualquer coisa me ligue que eu venho correndo
eu- não vai ser necessário
Paul- Alex sem discussão
eu apenas sorri para ele, as semanas foram passando numa lentidão absurda, segundos viravam minutos, minutos viravam horas e horas viravam dias, minha recuperação os médicos diziam estar sendo rápida mas eu sentia que estava muito lenta, logo conseguia levantar da cama e andar pelo quarto tranquilamente sem ajuda, as vezes sentia uma dor e caminhava mancando mas estava muito bem, Paul vinha quase todos os dias, ele era bem presente e me ligava toda hora, sempre que tinha alguma exame ele vinha
eu- então logo vou poder sair?
Kendal- sim, está apressado ?
eu- sim doutor, tenho muitas coisas para resolver
Kendal- eu imagino, mas lembre-se que não pode exagerar
eu- eu prometo
Kendal- acho que ainda essa semana você terá alta
eu- isso não é muito animador
Kendal- vamos ver os resultados dos exames de amanhã e depois conversamos, está certo?
eu- claro, pode ser
ele saiu do quarto e eu fiquei ali pensando se essa alta ia rolar mesmo, fiquei com aquela duvida até tarde
Paul- olá boa noite
eu- oi
ele veio e me deu um beijo na testa e se sentou na poltrona tirando a gravata
eu- dia difícil ?
ele sorriu
Paul- nada que eu não possa lidar, e você?
eu- quero ir embora logo, talvez eu seja liberado amanhã
Paul- entendo, ainda sente dores?
eu- nada que não possa lidar kkk
Paul- bobo kk
nós continuamos conversando, na maior parte besteira, Paul queria ser presente na minha vida pelo que vi, mas minha cabeça estava tão bagunçada que eu não saberia dar uma boa resposta para ele, então apenas conversava normal com ele, dormir antes dele ir embora, acordei no outro dia me sentindo bem com uma energia boa, depois do café fiquei olhando TV
Kendal- bom dia Alex
eu- bom dia doutor
ele pegou uma prancheta que tinha num canto
Kendal- seus exames estão ótimos
eu- então estou liberado ?
Kendal- só preciso fazer mais algumas coisas e lhe dar remédios
eu- ainda bem
Kendal- está ansioso para ir embora?
eu- eu agradeço hospitalidade mas não gosto muito de hospital kkk
Kendal- tudo bem kkk nem eu que sou medico gosto muito
ele saiu e então entrou uma enfermeira e alguns homens, deixaram uma cadeira no quarto e entrou uma mulher
Ofélia- bom dia senhor Alex
eu- bom dia
Ofélia- venha senta-se aqui por favor
eu- pra que?
Ofélia- vou cortar seus cabelos kk
eu- precisa?
ela me mostrou em um espelho e vi que um lado estava alto e o outro não, por causa dos pontos que levei na cabeça tiveram que cortar e isso deixou meu cabelo terrível, cresceu todo errado, eu mais que depressa me sentei na cadeira, o assistente dela me colocou uma capa
Ofélia- que tipo de corte gosta?
eu- eu gostava mais cumprido
Ofélia- mas não ficaria bom, um lado ficaria maior, e também ainda tem algumas pontas loiras
eu- não precisa raspar não é?
Ofélia- que tal um corte underground ?
eu- como?
Ofélia- podemos deixar os lados baixos e fazer um degrade para esconder a cicatriz
eu- e em cima?
Ofélia- deixamos uns 5 centímetros de altura para cortar as pontas loiras e também deixar mais alinhado
eu- pode ser
ela começou e eu ali quieto, quando terminou até que ficou bonito, eu não gostava de cortes curtos antes pois mostrava a raiz do meu cabelo escuro, mas ficou bonito, fizeram minhas sobrancelhas também, e então fui tomar um banho, quando voltei doutor estava no quarto
eu- doutor
Kendal- Alex, aqui essas são as receitas e os medicamentos
eu- obrigado
Kendal- precisa tomar na ordem que coloquei especificada e se sentir dor ou desconforto deve retornar
eu- obrigado doutor, o senhor salvou minha vida
Kendal- que nada, quem te salvou foi o Paul
eu- devo muito a vocês
Kendal- imagine, só cuide-se
nós nos cumprimentamos e ele saiu, assim que ele saiu entraram dois enfermeiros, eles estavam com caixas, as abriram e dentro tinha roupas deviam ser novas pois não eram minhas, eles me ajudaram a me vestir pois ainda sentia um leve desconforto no abdômen e dor na perna, uma camisa branca, um blusão cinza, uma calça preta, um tênis preto e um casaco preto, quando terminaram saíram do quarto e entrou um homem de roupa preta
homem- senhor Alex por favor nos acompanhe
ele pegou a caixa com meu remédios e receitas na cama, fui com eles até o elevador, descemos até a garagem, lá me colocaram num carro, me levaram até a casa do Paul, assim que cheguei um deles me ajudou a descer, me levaram até uma sala e antes de eu entrar me tiraram o casaco, Paul entrou quase que correndo ele entrou sorrindo e veio até mim e antes de qualquer reação minha ele me abraçou e me beijou na testa
Paul- eu fico tão feliz que está bem
eu- obrigado
Paul- você tá muito bonito
eu- que nada
Paul- é serio, você assim é tão lindo
eu- obrigado
Paul- está bem ?
eu- sim, eu acho
Paul- venha, tá com fome? já comeu ?
ele me levou até uma mesa onde tinha várias coisas para comer, me sentei e me serviram bolo e café
eu- não devia estar trabalhando ?
Paul- vim te receber ?
eu- me receber ?
Paul- eu vou cuidar de você, de tudo inclusive
eu- desculpa eu não sei responder isso agora
Paul- não precisa, sem pressão, tem que se concentrar em melhorar, o resto já passou
eu- sinceramente ainda sinto como se nada tivesse passado
Paul- nada igual vai acontecer eu juro
eu- obrigado
segurei a mão dele que estava sob a minha
Paul- conseguimos já prender o desgraçado que fez isso
eu- oque ele queria?
Paul- um assalto apenas
eu me enchi de esperança na hora
eu- Paul conseguiram recuperar meu relicalio ?
Paul- infelizmente não, ele vendeu pra outra pessoa, estamos tentando achar mas...
eu- eu entendo
Paul- eu sinto muito, eu tento de tudo mas parece que nem pra mim é possível fazer certas coisas e..
eu- Paul está tudo bem, eu sei, eu sou agradecido por ter salvado minha vida, não precisa fazer mais nada por mim
Paul- ainda vou fazer muito mais
eu- não precisa, eu te causei muita dor de cabeça já
Paul- não, eu quero
eu- Paul..
Paul- e eu tenho mais uma surpresa para você
eu- Paul não precisa..
governanta- com licença senhores
Paul- sim ?
governanta- ligação para o senhor, senhor Trandenburg
Paul- com licença
ele saiu e eu dei um oi para governanta, ele voltou
Paul- preciso ir Alex tive uma emergência
eu- tudo bem, melhor eu ir também
Paul- fique aqui tá bem, mais tarde eu quero te mostrar uma coisa
eu- eu não sei Paul, tenho que ir pra casa
Paul- meia noite esta aqui
eu- ele está? está bem?
Paul- sim, vão te levar até ele
ele veio até mim e segurou minhas mãos
Paul- fique aqui, a hora que eu voltar quero te mostrar algo
ele me beijou na testa e foi embora, me levaram até meu gato, ele estava num quartinho só dele, assim que me viu primeiro me estranhou mas logo me reconheceu e ficou me lambendo, conversei com a governanta e com alguns empregados, todos pareciam felizes por mim estar bem, me senti muito bem com isso, fiquei caminhando pela casa
governanta- senhor Alex, o senhor quer ir para um quarto descansar ?
eu- me chame apenas de Alex kkk
governanta- desculpe são hábitos kk
eu- eu fiquei muito tempo deitado, quero ficar um pouco em pé
governanta- eu entendo, qualquer coisa pode nos chamar que viemos correndo
eu- obrigado
eu fui até a sala onde tinha piano e comecei a tocar musicas aleatórias, mas me senti tão bem que comecei a cantar e tocar a musica Angels Like You da Miley Cyrus, fiquei distraído e me esqueci do mundo a minha volta, quando terminei
Traudli- você canta bem
dei um pulo, tomei um susto, acabei sentindo dor
Traudli- calma menino
ela veio até mim e segurou minha mão e a outra mão colocou em meu ombro
Traudli- venha, melhor sentar-se
nós nos sentamos num sofá que tinha ali, era uma mulher bonita devia ter uns 50 anos ou menos, branca, cabelos castanhos quase ruivos atados em um coque, olhos azuis iguais aos de Paul, mais ou menos de minha altura, usava um colar com algumas pedras escuras e brancas, uns brincos de pedras escuras um vestido vermelho escuro que tinha algo como um laço no canto, estava de salto alto
eu- desculpa não ouvi você chegar
Traudli- percebi, você estava realmente distraído
eu- sim kk
Traudli- você canta bem, tem uma voz bonita
eu- obrigado
ficamos em silêncio nos olhando
eu- você é mãe do Paul
Traudli- como sabe?
eu- os mesmo olhos
Traudli- você é bem observador
eu- obrigado
Traudli- como você está? e sua recuperação ?
eu- estou bem obrigado
Traudli- que ótimo
o mordomo entrou
mordomo- com licença senhor senhora, desejam algo ?
Traudli- café e você
eu- o mesmo pode ser
ele se retirou
Traudli- você passou bem perto da morte, está bem mesmo?
eu- sim, só ansioso para ficar melhor logo e esse pesadelo acabar
Traudli- e depois ?
eu- depois?
Traudli- depois que melhorar oque pretende fazer?
eu- eu ainda não sei, talvez seguir meu plano
Traudli- ir embora não é?
eu- acredito que seja o melhor
Traudli- e quanto ao Paul ?
eu- Paul vai ficar bem sem mim e é o melhor
Traudli- sabe, meu falecido marido era um bom homem o único erro foi dar liberdade demais aos filhos quando adultos
eu- mas seu filho é um bom homem
Traudli- por causa de você
eu- não..
Traudli- você lembra de como ele era no começo não lembra?
eu- como poderia esquecer ?
disse isso com certo deboche e ela me olhou estranho
eu- é.. desculpa é que seu filho literalmente fez um inferno na minha vida no começo, mas agora ele
Traudli- ele é outra pessoa
eu- não, ele ainda é o mesmo só que melhor
eu percebi aonde cai, ela me olhou com um sorriso
eu- ele mudou..
Traudli- exatamente, depois de conhecer você
eu- mas como
Traudli- meu falecido marido Alex
eu- Hans?
Traudli- Hans.. quando Paul era criança brincava com ele sabe, ele trabalhava muito então eles tinham um jogo, Hans deixava pistas de um tesouro para Paul procurar e enquanto Hans trabalhava Paul procurava kkk eram bobos kk
eu- bonito isso
Traudli- Hans quis fazer as pazes com Paul depois de morrer e deixou mesmo jogo para ele lembrar da época que eram felizes
eu- e oque era o tesouro, ele encontrou ?
Traudli- era você
eu- oque?
o mordomo trouxe um bandeja com os cafés e saiu, ela serviu duas xicaras
Traudli- açúcar?
eu- sim, obrigado
ela colocou dois cubos e me entregou a xicara no pires e uma colher
eu- oque tem eu com esse jogo?
Traudli- bom, meu Hans adorava você, ele queria tê-lo ajudado em vida mas não conseguiu então deixou pistas até você e Paul as seguiu
ela sorriu e olhou para xícara
eu- ele era um homem inteligente
Traudli- nem tanto
eu- porque?
Traudli- ele deixou pistas para Paul te encontrar e ajudar mas ele nunca considerou que Paul pudesse te fazer mal ou se apaixonar por você
eu- Paul não me ama
Traudli- ama sim, nunca vi ele ter tanta preocupação ou zelo com alguém
eu- mas isso está errado e não deveria acontecer
Traudli- vocês dormiram juntos ?
eu apenas olhei para baixo
Traudli- Alex não precisa disfarçar eu já sei
eu- eu não me joguei pra cima dele nem nada eu apenas.. eu quis..
Traudli- Alex eu já sei, sei que foi ele que foi pro seu quarto atrás de você
eu- a gente não pode ficar juntos
Traudli- eu só vim aqui porque cansei de apenas ouvir falar de você, quis te conhecer
eu- porque?
Traudli- Paul ama você e meu Hans te admirava e acho que eu também
eu- não tem nada pra admirar
Traudli- tem sim, bastante na verdade, você pode não achar mas tem
eu- obrigado
Traudli- sinceramente eu espero que você seja feliz com ou sem o Paul
eu- Paul e eu não podemos ficar juntos, tem muitas coisas que impedem
Traudli- ele está disposto a abrir mão delas
eu- oque?
Traudli- Paul me disse que abriria mão da empresa e de tudo para ficar com você
eu- eu não sabia
Traudli- eu sei, é por isso que queria saber oque pretende fazer, ele te ama muito
eu- eu não queria nada disso
Traudli- eu sei
ficamos em silêncio por um tempo então ela levantou e me estendeu a mão
Traudli- venha caminhe comigo
nós deram nossos casacos e fomos lá para fora caminhar, esqueci de comentar que estava nevando, caminhamos em silêncio pelo jardim até que chegamos a uma planta cheia de folhas, ela pegou uma
Traudli- é da cor dos seus olhos
eu- um pouco
Traudli- você é lindo
eu- gentileza sua
Traudli- eu falo sério, nunca vi um garoto como você
eu e ela conversamos mais um pouco sobre algumas amenidades, ou melhor dizendo besteiras e ela foi embora