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Psicologia do corno: transformando o inevitável em prazer – Parte 2

Da série Contos Avulsos
Um conto erótico de Theodor e Aline
Categoria: Heterossexual
Contém 2638 palavras
Data: 29/08/2026 14:25:05
Última revisão: 29/08/2026 14:43:29

Antes de chegar à minha saga com Morgana, vale percorrer, ainda que superficialmente, um caminho de cerca de dez anos, entre minha separação e o dia em que conheci minha atual esposa, com quem divido uma vida sólida e confortável.

Desde que comecei a morar sozinho, com meus trinta e poucos anos e um bom salário, pelo menos o que sobrava dele, porque tinha dois filhos para ajudar a manter, meu apartamento fazia lembrar um salão de beleza, por causa do entra e sai de mulheres.

A vida estava organizada. Muito trabalho, sempre buscando atualização curricular e colecionando amizades coloridas, mas tem gente que não aprende. Era tesão de corno inconsciente, só pode. Depois de três anos de felicidade, decidi namorar uma guria de 24 anos, nove mais nova do que eu.

Teve algo que ela me disse que me marcou e que praticamente selou, com dois anos e pouco de antecedência, o nosso destino. Ela fez questão de dizer que eu era o segundo dela. O segundo a comer aquela buceta mais linda que eu já tinha visto. Aliás, a Ana Paula era toda linda, mas foi me sair com aquela conversa enviesada e, com o tempo, percebi que nosso relacionamento, que mal tinha começado, já tinha data para terminar. Não havia sentido algum em me fazer aquela revelação, haja vista eu nada ter perguntado. O que me levou a alimentar suspeitas de que estivesse diante de uma mulher manipuladora. E, como sabemos, a distância entre a manipulação e o chifre é a mesma que entre o arroz e o feijão, o café e o leite, o queijo e a goiabada, o pão e a manteiga, o Batman e o Robin.

Ah, as desconfianças! Essas coisas que se instalam em nossa mente, não sei se necessariamente no inconsciente ou em algum lugar no caminho entre a porta de entrada e o fundo da gaveta. O fato é que não pude deixar de me lembrar do episódio da minha primeira noite com a Rosa e aquela história de que “saiu sangue”.

Uma fala inapropriada pode mudar a história até de uma nação.

Certa vez, um comentário numa reunião de família, a dela – sim, eu frequentava a sua casa -, acabou levantando uma suspeita sobre algo de que eu sequer me lembro. Se já havia uma desconfiança sobre o passado, que, no meu entendimento, não me dizia respeito, mas que lá foi colocada por ela própria, a dúvida sobre o presente provocou uma rachadura que não mais se fechou. O fato é que o veneno da desconfiança, alimentada pelo meu trauma de corno, foi como cupim na madeira.

E o mais curioso é que foi com ela que eu comecei a fantasiar ménages com uma terceira pessoa, que tinha que ser um homem. Na minha cabeça, deveria ser o prazer supremo para a mulher ser tomada por dois homens, um em cada buraco, a famosa DP. Eu até já havia pensado naquilo com a Rosa, mas era mais uma elocubração que um desejo.

Com a Ana Paula, eu cheguei a levar essa fantasia, também conhecida como tesão de corno, para a cama, introduzindo um brinquedinho na brincadeira. Porém, verdade seja dita, ela dizia que só queria mesmo o meu pau, alimentando minhas desconfianças de que aquela mulher tinha uma vida paralela. Cada prova de fidelidade soava como uma tentativa de me ludibriar e me fazer acreditar numa fidelidade que não existia, pois, afinal, mulher fiel é mais raro do que enterro de anão.

Só tomei o cuidado de não pular a cerca com ela, porque não cairia naquela armadilha novamente. Se ela me chifrasse, ela que arcasse com a dor na consciência. Eu teria a minha tranquila, mas sabe aquele problema do cupim? Quando dei por mim, as estruturas que nos mantinham unidos já haviam ruído. Ela própria, sem mais suportar minhas desconfianças, ou porque já tinha outro cara menos paranoico em vista mesmo, terminou o namoro comigo.

Eu não voltei à vida de libertinagem. Não completamente. Após Ana Paula, eu tinha passado de fase. Querendo ou não, ela conseguiu me vender a ideia de uma vida a dois. Tê-la perdido por causa da minha insegurança acendeu uma luz vermelha em minha mente. Eu precisava acabar com aquilo, exorcizar o passado. Pelo menos a parte ruim dele.

Para isso, eu teria que mudar. O que passava por aceitar que, caso quisesse dividir minha vida com uma mulher, tinha que aceitar, como efeito colateral, a peruca de touro. Então, decidi que meus namoros seriam abertos. Eu me tornei tão negligente com relação aos meus chifres, que as mulheres não me suportavam e desistiam do namoro depois de poucos meses. Porque parece que, na visão delas, não tem graça alguma chifrar o corno se o corno não reclama da saia curta, do decote exagerado, das saidinhas com as amigas, das fotos com a bunda de fora no Instagram e dos olhares sorrateiros para outros homens quando estão conosco em determinados ambientes.

Naquela minha fase, a coisa funcionava assim. Quer sair com as amigas, sai. Vai dormir na casa da amiga? Dorme. Vai viajar sozinha no carnaval? Boa viagem. Foto com a bunda de fora nas redes sociais? Aí eu já nem falava nada. Só saía de fininho. Afinal de contas, uma coisa é ser indiferente aos sintomas, outra é me afeiçoar à doença.

Eu já chegava aos trinta e oito quando Morgana chegou à minha história. Era dez anos mais nova do que eu, como é até hoje. Uma morena de olhos castanhos claros inquietos, seios fartos, cabelo liso, levemente ondulado, até o meio das costas, uma bunda capaz de provocar acidentes de trânsito, pernas grossas e cintura não tão fina, mas perfeita. Tinha um sorriso contagiante, que estava quase sempre presente no rosto. E eu tinha perdido as contas de com quantas mulheres havia me relacionado, mas tenho certeza de que Morgana superou tudo que eu já experimentara.

Conhecemo-nos em uma festa de uma conhecida dela com quem eu tinha um caso, algo entre amizade colorida e relacionamento aberto. Passamos a nos encontrar, frequentar os mesmos ambientes, até que juntou a fome com a vontade de comer. A amiga dela resolveu voltar para o ex-namorado e aquele era o sinal verde para que o inevitável acontecesse. E é aqui que termina o preâmbulo e começa a história de Alexandre e Morgana.

Naquela noite de sexta-feira, estávamos com o mesmo grupo de pessoas, dois homens e três mulheres. Se antes flertávamos discretamente, agora não havia mais o que esconder. Lembro-me como se fosse hoje. Ela estava com uma legging escura, que lhe evidenciava as curvas, volume e saliências de uma forma muito aprazível. Usava um top justo, com a barriguinha morena de fora, com gola até o pescoço e com manga comprida. Sexy e elegante na medida certa.

Morgana era supervisora em uma loja de departamentos em um shopping. Trabalhava de segunda a sábado das 10h às 16h. Não tinha filhos e nunca fora casada. Só tivera, ela contou, dois namorados sérios na vida, sendo que com um deles, o primeiro, ficou cinco anos, não tendo a relação terminado sequer em noivado. O segundo, mais recente, durou dois anos, mas terminou por causa de traição. Dos dois, ela confessou. Nós nem namorávamos ainda e eu não me interessei pelo assunto para além do que ela contou, mesmo assim, sem dar muita atenção ao imbróglio.

Como ela tinha que trabalhar no dia seguinte, a convidei para jantar comigo no sábado. Morgana não fez jogo duro. Aceitou com um sorriso sincero e até agradecido.

- Você faz os homens pensarem coisas inconfessáveis – comentei, durante o jantar, quando já havíamos chegado aquele ponto em que as formalidades já não faziam mais sentido.

Ela retornava do toilette, também conhecido como banheiro, e eu varria com os olhos aquele belo espetáculo. Morgana usava um vestido verde, do qual me lembro até hoje. Tinha um decote generoso e cuja barra mal passava do meio de suas coxas. Não pude deixar de reparar que eu não era o único par de olhos a admirar sua marcha sensual.

- Os homens? – respondeu, deixando a malícia correr solta dos seus lábios e de seus olhos para contaminar o ambiente e alimentar meus desejos mais obscuros.

- As mulheres também – brinquei.

- Isso é perigoso – ela respondeu com um sorriso divertido.

- Depende – falei, colocando minha mão sobre a sua, fazendo com que estremecesse levemente.

- Você tem a mão quente.

- É sua presença alimentando meu fogo.

- E o que eu faço para apagar esse fogo antes que se transforme em um incêndio? – provocou, fazendo meu pau se manifestar animado com a iminência de se fartar nas delícias daquela potranca.

- Não acredito que chamar o Corpo de Bombeiros seja uma medida eficaz. Talvez pudéssemos ir para um lugar mais exclusivo. Assim, podemos deliberar sobre o tema e chegar a uma solução que seja satisfatória.

- Seu apartamento? – perguntou, me olhando direto nos olhos.

Mas que mulher oferecida! Perdeu ponto comigo. Imaginei o tipo de mulher que era aquela, que se oferecia para ir ao apartamento de um homem na primeira noite.

Já começou mal.

- Ótima sugestão! – reagi.

- Foi uma pergunta.

- Perdão, interpretei errado, então eu repasso a pergunta à senhorita.

- Nada como um homem experiente para enredar uma mulher em sua teia. Eu aceito, se for só para um drink.

- Só um? Eu pensei que minha companhia fosse mais inspiradora.

- Dois – respondeu com aquele sorriso de quem estava adorando o rumo da conversa, com o qual eu me acostumaria ao longo dos anos.

- Está melhorando.

Cerca de 40 minutos depois, estávamos em meu quarto e sala, cuja sala era até bem ampla e com varanda que dava para outro prédio, que ficava razoavelmente distante, no sentido de não comprometer muito minha privacidade.

Procurei deixá-la à vontade. Coloquei um CD de Blues e nos servi com uma garrafa de vinho. Ativei aquele clima romântico que eu amava usar para amaciar minhas presas, um artifício que era praticamente infalível.

Depois de conversarmos um pouco sobre sua vida e sobre a minha, a convidei para dançar. De perto, seu perfume discretamente adocicado, que parecia ter tons florais, ou frutais, sei lá, porque não entendo muito de perfumes, era ainda mais envolvente. Envolver sua cintura e sentir a energia que emanava de suas formas generosas, porém cuidadosamente esculpidas para formar um dos conjuntos mais harmoniosos esteticamente que eu já vira, era uma experiência afrodisíaca.

Primeiro, foram nossos olhos que se procuraram, se encontraram e ficaram. Depois, sem pressa, saboreando o caminho e a expectativa, foram nossos lábios, como dois namoradinhos adolescentes que relutam na execução do primeiro beijo. E o beijo veio, um beijo ao som de um blues. Um marco na minha vida. O marco da divisão entre antes e depois de Morgana.

Os primeiros momentos da nova Era, a Era Morgana, foram marcados por um beijo prolongado, que começou delicado, com troca de carícias. Suas mãos suaves me arrepiavam todo o corpo tocando minha nuca. As minhas, acariciavam sua cintura e suas costas. Seus seios tocavam provocantemente o meu peito e sua respiração embalava meu desejo crescente.

O beijo delicado evoluiu para uma coisa mais intensa, lábios agora mais pressionados, movimentos mais nervosos de nossas línguas, minha mão descendo para abaixo de sua cintura, explorando a curvatura sensual daquela bunda maravilhosa.

- Você é uma tentação, Morgana – sussurrei em seu ouvido.

- Tente uma oração – provocou, devolvendo o sussurro bem no pé do meu ouvido, me deixando todo arrepiado.

- Prefiro me deixar sucumbir – respondi com a voz rouca.

- Você não sabe o que tem do outro lado.

- Cada curva do seu corpo justifica qualquer risco.

- Tomara que você nunca se arrependa disso – sussurrou com uma voz capaz de fazer um homem se desintegrar, carregada de malícia e uma certa perversidade.

Morgana lambeu meu pescoço e sua mão deslizou pelas minhas costas até apertar minha bunda, ao mesmo tempo em que eu já explorava a sua de uma forma mais ousada.

Enfiei minha mão por baixo do seu vestido, sentindo a maciez de sua pele e a rigidez de suas carnes, subindo em direção à sua bunda maravilhosa, deixando a morena agitada, soltando um suspiro mais pesado e prolongado no meu pescoço.

Morgana me empurrou, até me jogar sentado no sofá, e tirou seu vestido lentamente, como fazendo strip-tease, desnudando seu corpo aos poucos, até seu vestido descer pelas suas pernas, revelando seus seios desnudos e sua calcinha vermelha pequenina. Uma visão que me roubou o ar de um jeito que raras vezes experimentara. Meu pau pulsou dentro da cueca e já me causava incômodo, tão duro eu estava.

Ela se ajoelhou entre minhas pernas e, pacientemente, sempre procurando me olhar nos olhos, tirou meus sapatos, acariciando prolongadamente meus pés. Em seguida, arriou o feixe da minha calça, levando a mão ao meu pau, ainda por cima da cueca. O toque de sua mão em meu membro fez com que eu jogasse a cabeça para trás. Morgana se revezou entre acariciar e apertar meu pau e puxar minha calça coxas abaixo. Depois que me despiu completamente dela, beijou meu volume sobre a cueca simulou uma leve mordida.

Pensei que fosse libertar e abocanhar meu pau, mas ela voltou a ficar de pé, me puxando para a ponta do sofá e tirando minha camisa, desabotoando botão por botão vagarosamente, até me deixar só de cueca e ela só de calcinha. Em seguida, puxou meu rosto em direção à sua barriga macia e cheirosa. Envolvi-a pela cintura com os braços. Era uma sensação deliciosa. Beijei sua barriga, acariciei suas coxas, levei a boca até o cós de sua calcinha pequenina e percorri sua cintura com a língua.

Pude sentir o cheiro de fêmea que emanava do seu sexo. Beijei seu monte por cima da calcinha, enquanto minhas duas mãos acariciavam e apertavam suas coxas e sua bunda. Morgana reagia se movimentando suavemente, acariciando minha nuca. Então, puxei sua calcinha para baixo lentamente. Foi quando virou aquela bunda maravilhosa para mim, a combinação perfeita de fartura com perfeição. Beijei toda a extensão daquele irresistível monte de carne, chegando a dar mordidinhas.

Morgana se sentou no meu colo, o volume do meu pau enfiado em seu rego, o blues tocando. Puxou minhas mãos para que eu acariciasse seus seios fartos, aos quais ainda não tinha dado a devida atenção. O contato pele com pele e do meu sexo com o dela era fantástico, de dar vontade de fazer o tempo parar para sempre. Enquanto rebolava languidamente no meu pau, eu apertava seus seios e seus mamilos, enquanto beijava e lambia tudo que podia de suas costas, ombros e nuca.

- Muito gostosa, Morgana. Você é muito gostosa.

- Sou? Aproveite. Nunca se sabe se não é a última vez.

Não sei por que ela disse aquilo. Poderia ter sido um balde de água fria, mas nada poderia interromper o clima de desejo. Depois eu me preocuparia com frases inconvenientes pronunciadas na hora errada.

Naquele momento, eu tinha outras prioridades. Peguei Morgana no colo, sem lhe pedir permissão, e a levei para o meu quarto.

Continua...

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Esse conto é 100% autoral e exclusivo para a Casa dos Contos.

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Acompanhe aqui ( https://www.casadoscontos.com.br/serie/a série "O Demônio e a Megera", a história de um jovem casal que vive o amor sem limites e o sexo sem tabus ou preconceitos, com personagens pelos quais é praticamente impossível não se apaixonar.

Adoramos comentários e tentamos, na medida do possível, responder a todos. Ficamos felizes se você nos seguir. A série "Contos Avulsos" é publicada sempre aos sábados (eventualmente, também às quartas). "O Demônio e a Megera", sempre nas segundas e quintas.

Um beijo no coração e obrigado por nos conceder sua atenção e compartilhar as sensações das nossas histórias!

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Comentários

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O cara explora profundamente a cornitude

Kkkkkk

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O bom é que o psicólogo da história é ele próprio.

O problema é a qualidade dos diagnósticos. rs

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Conto delicioso!

Adoro os diálogos de tudo o que ja li de vcs queridos T&A!

E vamos para as aventuras de Alexandre e Morgana!!

"E, como sabemos, a distância entre a manipulação e o chifre é a mesma que entre o arroz e o feijão, o café e o leite, o queijo e a goiabada, o pão e a manteiga, o Batman e o Robin."

Pensamento profundo!!! hahahaha

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Esse Alexandre é um grande pensador. Pena que é um incompreendido.

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Olha, ele é uma figuraça!!

Da para sentir o sendo de humor dele!

"Mas que mulher oferecida! Perdeu ponto comigo. Imaginei o tipo de mulher que era aquela, que se oferecia para ir ao apartamento de um homem na primeira noite.

Já começou mal.

- Ótima sugestão! – reagi."

Amei ele!!

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