Cheguei em casa a vi ali, junto à janela.
A luz do sol que entrava pela janela também atravessava o fino tecido de sua camisa, revelando toda nudez que havia por baixo.
Pois ela vestia uma camiseta branca antiga, surrada, quase transparente, que mostrava cada detalhe de seu corpo além da camisa ser pequena o suficiente pra mostrar parte da de sua linda bundinha.
Parei por um instante, para admirar aquela cena, que a luz. Teimava em me confrontar.
Ela parada na janela parecia não ter notado que eu estava ali.
Fiquei apenas olhando, tentando convencer a mim mesmo de que havia alguma razão para continuar parado.
Mas aquela imagem diante dos meus olhos trazia desejos que eu não poderia despertar.
Quando ela se virou meus olhos percorreram desse seus lindos seios embora de maçãs ater o meio de dias pernas aquela bucetinha linda lisinha.
Percebi também seu olhar varrendo todo meu corpo parando rapidamente no volume que meu membro formava em minha calça social, então finalmente.
Nossos olhos se encontraram.
Seu dia foi bom, pai?
A pergunta era simples.
Mas, naquele momento, nada nela parecia simples.
Seu corpo semi nu já me enlouquecera totalmente
E o tom de Sua voz tinha o poder de me desarmar.
Um arrepio percorreu meu corpo e tratei de disfarçar os pensamentos, desviando o olhar de seu olhar hipnótico e sua voz que soava como o canto de uma sereia
Então senti uma fragrância marcante e familiar que eu conhecia bem demais.
Por um instante, voltei à época em que eu ainda a via apenas como uma menina, cuidava dela dando banho, trocando suas roupas dela dormindo ao meu lado.
Aquele perfume eu que dei pra ela a primeira vez.
Naquele tempo ela era pequena a minha princesa.
os dois não tinham sentimentos tão secretos um pelo outro que nem a si mesmos pudessem admitir.
Quando percebeu que eu tinha sentido o perfume ela perguntou.
Sentiu o perfume _ disse ela_
Ela chegou mais perto e cada passo parecia diminuir o espaço que eu havia tentado construir entre nós.
Eu queria dizer alguma coisa.
Tipo, eu te amo, eu te desejo mais doque posso
Qualquer coisa.
Mas as palavras desapareceram.
Por sua vez ela apenas me fitava tão profundo enquanto seus lindos lábios tremiam enquanto eu visivelmente via que ela se esforçava para não chorar.
Aquela jovem linda na flor da juventude , quase totalmente nua na minha frente.
Talvez querendo ser minha como mulher mas.
Havia uma linha invisível entre nós. Uma fronteira que todos os dois tinham medo de passar era invisível mas sabíamos que existia.
Afinal a moça que tanto fazia meu coração acelerar e minha mente se perder, eu havia criado desde bebêzinho.
Não sei qual era o amor que ela sentia, se era o filial o carnal.
Se ela estar ali em minha frente semi nua, era um oferecimento ou costume adquirido pela falta de regras que deixei de impor.
Mas eu conhecia aquela linha.
E sabia que não deveria cruzar.
Pois poderia estar confundindo sentimentos.
Pois nenhum tinha coragem de dar o primeiro passo porque éramos muito íntimos como pais e filha.
Sabiamos e víamos coisas um do outro desde que minha esposa faleceu.
Ela parou a uma respiração de mim.
Por alguns segundos, e com estávamos ficarmos nenhum dos dois falou, eu sentia sua respiração e certamente ela a minha.
Seus olhos encontraram os meus, e naquele silêncio havia muitas perguntas que foram feitas apenas no olhar e no pensamento.
Eu poderia ter dado o primeiro passo e Talvez ela esperasse por isso.
Mas ela também podia, pois eu a esperava.
Mas permanecemos parados onde estávamos.
O silêncio foi quebrado por um sussurro daqueles lindos lábios - porque?
Naquele momento meu coração quase estourou de emoção mas a única coisa que consegui sussurrar foi " não sei".
Não ouve toque mas nossos olhares variam o corpo um do outro.
Em silêncio Desviei o olhar e caminhei para o banheiro, procurando alguns minutos para recuperar o controle.
Quando voltei, ela continuava ali. Parada da mesma forma tão linda e atraente.
Seu sorriso havia mudado. Havia algo diferente em seu olhar, como se tivesse compreendido exatamente o que eu estava tentando evitar.
Ela chora e se abraça perguntando novamente; porque?
Talvez tivesse compreendido. Que apesar de Nós dois sabermos o que queríamos naquele momento.
Aquilo que existia entre nós.
Que era algo tão forte que ia além do corpo.
Um amor nunca declarado sempre procurando outras formas de nos manter juntos de se fazer perceber: nos silêncios demorados, nos olhares que duravam mais do que deveriam, nas aproximações que pareciam casuais, mas roupas que deixavam muito mais a amostrar doque a esconder os olhares de cada um viajando pelo corpo do outro
Mas querer não significava poder.
E sentir não significava que eu podia transformar aquele sentimento em alguma coisa.
Ela se aproximou mais uma vez.
Meu coração acelerou novamente
Por um instante, pensei que não conseguiria recuar.
Então respirei fundo murmurei mais pra mim que pra ela:
— Por favor — deixa que o tempo se encarrega da gente, só não posso te perder!
Ela me olhou em silêncio.
Não houve discussão.
Nenhuma cobrança.
Apenas aquele entendimento doloroso entre duas pessoas que desejavam a mesma coisa, mas sabiam que talvez não pudessem tê-la.
E assim, com tudo o que poderia ter acontecido permanece em segredo.
Ela foi para seu quarto e eu fiquei sozinho com meus pensamentos, lembrando cada olhar, cada gesto, cada silêncio.
Então fui para meu quarto!
Talvez algumas histórias existam justamente para nos ensinar que nem tudo o que sentimos precisa ser vivido até o fim.
Algumas coisas podem ser verdadeiras e, ainda assim, precisar permanecer onde estão.
Do outro lado da linha que ninguém vê.
Naquela tarde, eu descobri que resistir não significava sentir menos.
Talvez significasse sentir tanto que fosse preciso encontrar força para parar.
E, pela primeira vez, compreendi que também existe coragem em saber dizer não.