Meu nome é Daniel, sou um cara normal de 29 anos, branco, braço tatuado, barbudo, 1,81m, e o corpo entre o magro e o definido. Namoro a Ana Paula, com quem tenho uma filha, nós moramos em Deodoro e faço plantão de vigilante numa produtora de audiovisual em Madureira, passo a maior parte da semana na rua trabalhando.
Sempre me considerei heterossexual, nunca me ocorreu de sentir atração por outro cara e me acho um maluco mente aberta, do tipo que não esquenta com o que cada um faz da própria vida. Se o sujeito quer dar a bunda, problema dele. Tenho amigos gays assumidos e lá onde eu trabalho tem vários, a gente vive de zoação, porém nunca me envolvi além da zoeira e da amizade, meu negócio é mulher.
Só que semana passada aconteceu uma situação inusitada que mexeu totalmente com as minhas ideias...
Cheguei no trampo antes do meu horário normal, lá pras sete e meia da manhã, me encaminhei ao vestiário e a porta abriu sem eu empurrar. Luan, o estagiário, saiu na frente, me olhou e deu um sorriso felino, como quem estava aprontando alguma. Walter, o chefe da segurança, saiu logo atrás e pulou quando me viu.
- Bom dia, chefe. – falei primeiro.
- Dia, Daniel. Ué, já chegou?
- É, precisei adiantar uns documentos no RH. E vocês, chegaram cedo também? – notei os beiços do Luan inchados, vi o Walter ajeitar discretamente o volume na farda e achei estranho, mas não falei nada.
- Tava ajudando Luna a guardar aqueles caixotes que o chefão pediu. – meu chefe explicou.
- Luna? – não entendi de primeira.
- Euzinha aqui, mozão. – Luan passou o antebraço nos meus ombros, se pendurou no meu pescoço e me tratou como se fôssemos íntimos.
- Ah, tá. Foi mal. Não sabia que seu apelido é Luna. É apelido ou nome mesmo?
- É só apelido, Danizão, eu não sou uma menina trans.
- Ih, tá tranquilo. Eu nem pensei nisso, não, pode relax-
- Sou só um meninão inocente vivendo num mundo de homens, entendeu? – o estagiário apontou o dedo no meu peitoral, circulou ele na minha farda e fez biquinho pra falar comigo, todo delicado.
Eu o fitei nos olhos, ele me olhou e Walter fez o mesmo, nós três custamos a dizer qualquer coisa.
- Pode ficar de boa, valeu? – tirei os braços dele de cima de mim, Luan entendeu que não era pra ficar me encostando e se comportou.
- Depois passa lá na sala pra gente trocar um lero, Daniel. – Walter apertou meu ombro.
- Deixa comigo, chefia. Licença, amigos. – saí do corredor, fui pro vestiário e deixei os dois pra trás.
Não sei explicar exatamente o que rolou ali, sei que senti cheiro de sexo no ar, mas não comentei nada, até porque foi na porta do vestiário e era comum os funcionários saírem juntos lá de dentro. Por alguma razão, saí de Madureira galudão e doido pra fuder, porém cheguei em casa e descobri que a mulher foi socorrer a mãe dela em São João de Meriti.
Minha sogra infartou, Ana Paula foi ficar com ela uma semana direto e levou nossa filha, eu fiquei com a casa só pra mim. Pra alguns homens, essa é a melhor notícia, mas pra mim, paizão dedicado, foi uma merda: praticamente sete dias longe da mulher, carentão, doido pra fazer outro filho e as bolas produzindo leite sem parar, sendo que tu tem quase 30 e não quer chamar na punheta o tempo todo.
Tu é casado e quer fuder, não adianta tentar fugir do que é biológico. Teu corpo expressa a necessidade de se reproduzir e criar novas gerações de filhos a todo momento, senão o leite vira queijo, as bolas empedram, o cara começa a ter vários problemas de saúde e fica meio surtado da cabeça. Ou melhor, das cabeças.
- “Sete dias passam rápido. Segunda que vem ela tá aqui de novo.” – me recusei a tocar uma, virei pro lado e dormi.
Sou um maluco tão sexual que passei a madrugada ereto, de pau durão, e acordei com a cueca melecada de baba. Tá vendo como não é exagero quando eu digo que dependo muito do sexo pra conseguir levar o dia? Parece que meu humor varia de acordo com a quantidade de leite no saco: quanto mais pesado, pior eu fico.
Na manhã de quarta-feira, eu desci da moto em frente à produtora em Madureira, me identifiquei na portaria, atravessei o pátio e andei rumo ao vestiário, mas passei em frente à copa da empresa, escutei o burburinho e parei pra ver quem era.
- Te atravessar, tu vai ver. – a voz do Walter me causou espanto.
- Danizão? – Luan me viu, os dois se afastaram e o estagiário começou a suar. – Tava aqui explicando pro Walter como a política da empresa não tolera-
- Ô, tudo certo. Precisa se explicar pra mim não, valeu? – fui curto e grosso.
- Tá bem, eu... Vou indo. Até mais, Walter. Bom dia, Danizão. – ele assentiu e saiu às pressas.
Meu chefe suspendeu a calça da farda, ajeitou o cinto e não deu pra disfarçar a peça marcando de lado, sendo que a pistola tava no coldre da perna. Ou ele guardou a arma na calça, ou então...
- Se adianta, Daniel.
- Não, não, guenta um minuto, chefão. Tá ligado que sou teu parceiro, nós é fechamento e a amizade veio antes do profissional, tu sabe. Tem uma parada que eu não tô entendendo... – falei.
Ele parou de andar, ergueu as sobrancelhas, me encarou e cruzou os braços na altura do peitoral chapado, todo posudo na minha frente.
O Walter é o famoso Negão de Madureira. 48 anos, 1,78m, quase 90Kg de carcaça de ex-lutador de boxe e um dos malucos mais fodas que eu conheço. Bigodão largo de paizão de família, casado há 20 anos com a mesma mulher, pai de seis filhos e meu superior direto na produtora, ele é o responsável máximo pela segurança.
A razão de eu respeitar muito esse cara é que ele-
- Cuidado com o que tu vai falar, mermão. – Walter me intimidou, mas eu não baixei a guarda.
- Não enrola, negão, tô perguntando na moral. Dá o papo, tu tá empurrando nesse viado, não tá?
Silêncio. Só então eu me dei conta que botei meu emprego na reta.
- É isso que tu pensa de mim, Daniel? Me respeita, cuzão, sou teu chefe.
- Eu sei, não quero faltar com respeito. É só que... Pô, sei lá, às vezes dá impressão que vocês ficam um cercando o outro, tá ligado? Mas é só coisa da minha cabeça, tá de boa. Devo tá vendo coisa.
- A mulher tá longe, irmão? Tá carente, por acaso? – ele adivinhou meu problema.
- É... Carência é foda.
- De boa. Não vou levar a sério o que tu disse aí da Luna.
- Por que isso de Luna, hein? Ainda não saquei.
- É como o Luan gosta que eu chame ele quando eu tô de pau durão. Teheheh! – meu chefe abriu o jogo assim, na cara de pau e rindo da situação.
- Aí não, chefia! Como assim, ele gosta? Tá vacilando, negão!?
- Ainda não engravidei esse viado não, mas se ele continuar jogando o rabo em cima de mim, eu vou dentro. – ele não perdoou.
- TÁ MALUCO, PORRA!? E eu aqui achando que vi coisa onde não tem, claro que tem! Tu só pode tá brincando, Walter!
- Qual foi, tá puto assim por quê?
- Luan tem 19, ele é só um moleque. Ficou maluco, chefe?
- Moleque porra nenhuma. É adulto, já faz filho. Aquilo lá dá o cu que é uma beleza, tem que ver. Melhor que puta.
- Pelo amor de Deus, negão, que papo torto do caralho! Tu tem 48, ele tem 19, chega a ser obsceno! Quando Luan nasceu, tu tinha o quê? Faz as contas... Vinte e oito... Vinte e nove! Tu tinha quase trinta, toma vergonha nessa cara! – eu perdi a linha legal, esqueci que tava falando com meu superior.
- Sabe qual é o teu problema, Daniel? Tu pensa demais, e pensa do jeito errado. Tem que pensar que nem eu, pensar pra frente.
- Tu chama isso de pensar pra frente?! Como assim, doidão?
- Pensa comigo, irmão. Se Luan fosse uma ninfetinha de 19 anos, tu jogava dentro sem pena?
- PORRA, LÓGICO! Tá me estranhando?!
- Peitinho durinho, xerequinha apertada, pele macia, doida pra tomar tapa na cara. Tu iria?
- Com certeza! Sou homem, que homem não iria? 19 anos já pode, não vou preso.
- Heheheh! Ridículo. Tá vendo como tu é atrasado?
- Atrasado por quê? – fiquei puto.
- Porque com o Luan tá errado, mas com uma ninfeta tá tudo certo. Qual é o problema? Só por que ele é viado?
Ele me rodeou pra falar.
- Cu é cu, Daniboy. Se fosse uma putinha de 19 pedindo pra ganhar leite, tu taria de pau duro aí. Luan é a mesma coisa, o cu dele vira buceta pra mim. Faço a festa, foda-se o que tu pensa. Ele nasceu pra dar a bunda e eu nasci pra fuder cuzinho, é a natureza falando por nós. Heheheh.
Não deu pra desviar, Walter me acertou na curva. Suas palavras me deram um pouco de aversão, mas o argumento me deixou sem resposta e eu não disse nada, fiquei calado.
- Tu me conhece, Daniel. Sabe como eu curto uma branquinha, pele clara é meu fetiche. Adoro ver minha pica sumindo numa xota rosa.
- E ele tem xoxota, por acaso!?
- Não, mas tem cu! Mais apertadinho que buceta, macio toda vida. E é rosinha igual, tem que ver.
- Eu não tenho que ver nada!
- Tá puto por quê?
- Tu tem mulher, negão. É casado, tem família, tá na idade de viver essas aventuras não. – optei pela resposta mais fácil.
- E putaria tem idade, Daniel? Larga de ser preconceituoso. Tá pior que os coroa da minha idade, tem que abrir um pouco a cabeça. Eu como puta na rua, não vou abrir espaço pro viado? Claro que vou, cu dele merece meu pau. Ainda saio no lucro, com ele a foda é de graça.
- Tá que pariu... Na moral, sei nem o que dizer.
- Não tem que falar nada, azar o teu. Eu tô vivendo a vida, filhão, tu que tá aí atrasado e encostado. Tua mulher mete o pé sem dizer nada, teu saco pesa e tu vem atrasar meu caminho, nada com nada. Tá precisando sabe do quê? Duma mamada do Luan.
- Ah, sai pra lá! Tenho cara de gay?
- A boca dele é que nem algodão doce, Daniel, tu tá por fora. Derrete na pica, fica aquele macio indo e vindo na piroca, entendeu? Minha mulher não chupa assim, as vagaba da pista não chupam assim, é bagulho de outro mundo. O que eu faço com esse viado é coisa de filme pornô, nem eu sabia que tinha essa disposição toda. Tô te falando, o dia que tu experimentar...
- Eu nunca vou comer viado, chefe. Com todo respeito, mas essa parada não é comigo.
- Tira isso da tua mente, cuzão. “Comer viado”. Para de ficar rotulando, sexo é sexo. É só fuder. Olha só, escuta o seguinte. – o coroa puxou a cadeira, me botou sentado e apertou meus ombros, cara a cara. – Vamo falar claramente aqui, sem demagogia. Tu gosta de sexo hard?
- Quem não gosta? Pena que não é toda mulher que é preparada pra isso, a maioria peida.
- ENTÃO, PORRA, É DISSO QUE EU TÔ FALANDO! Com o Luan não tem essa. Tem dias que eu brigo em casa, saio boladão e é ele que dá conta do recado. Tem buceta? Não, não tem, nisso tu tem razão. Mas o cu dele é cuceta, igual xota! Aliás, igual não, é melhor! Tu mete tudo e ele pede mais, dá de quatro, de lado, de costas, é sem restrição. Aquele lá é um parque de diversão, Daniel. Esqueço da vida em cima dele, e acho injusto que os outros homens não tenham o mesmo privilégio que eu tenho de fuder aquele cu.
Eu simplesmente sequei. Faltou saliva na boca, meu queixo caiu e não deu pra reagir. O foda de ser um cara dependente de sexo é que a imaginação pra putaria é fértil: a cada frase do Walter, minha mente tarada imaginou as cenas e montou praticamente um filme pornográfico do meu chefe marretando o cu do estagiário.
- Chefia, eu... – nem consegui terminar de falar.
- Xiu, fala não. Deixa eu falar, tu merece saber o que o Luan faz. Aquilo lá não é mamada qualquer não, é boquete que amansa piroca, Daniel. Eu fico manso na garganta do moleque, ele faz o que eu gosto sem eu ter que mandar. Fico nas nuvens quando ele engole, sem sacanagem. E o cu? Geme igual putinha, as pregas parecem uma boca sugando minha rola. Ele nem assusta com o tamanho do caralho, nunca foi problema. E tudo isso de graça, tu acha que eu vou dizer que não?
- Chefe, por favor... – tentei sair dali, mas ele me segurou.
- O cuzinho do Luan bate que nem coração na minha pica, Daniel. Fica assim, ó. – negão apertou os dedos no meu antebraço, imitou as pulsadas anais do viado e eu fechei os olhos pra não ver.
Mas o que adianta não ver, quando você tá sentindo na pele? Os dedos indicador e polegar do coroa envolveram meu braço, ele me pressionou e as cenas de tudo que ele fez com o Luan invadiram minha mente, saquearam minha libido. O impacto foi avassalador, eu nem percebi que tava encaralhado de tesão e com a piroca envergada na calça da farda.
- Walter... Sssss... – tentei conter a onda de prazer, mas não deu.
Sim, aconteceu algo espetacular. Minha caceta pulsou, encheu a cueca de porra crua e eu fiquei zonzo enquanto o Walter apertava meu antebraço. Minhas bolas pularam dentro do saco, eu babei no canto da boca, lambi os beiços e custei a me recuperar do estrago, a sorte é que a porta do corredor abriu e duas pessoas saíram da sala de edição, quebrando o clima do momento.
Wilker, um dos melhores cinegrafistas da produtora, e Lima, o analista de RH, entraram na copa logo após meu orgasmo e interromperam o papo acalorado que eu tava tendo com meu chefe. O foda é que eles não ficaram muito, saíram em seguida e eu tentei fazer o mesmo, mas Walter apertou meu ombro e deu o recado.
- Tu nunca ouviu aquele ditado, “a situação faz o ladrão”? Caiu na rede é peixe, Daniboy.
- Robson... – minha mente foi longe no passado.
A razão de eu respeitar muito o Walter é que ele lembra meu primo Robson, alguém que foi importante pra mim na minha juventude. O mesmo jeito putão, a mesma índole duvidosa de quem pensa mais com a cabeça de baixo do que com a de cima, o sorrisinho cínico de rodado...
Não importa meu julgamento, trabalhei o resto do dia de cueca esporrada, com a mancha da gozada fervendo na calça e doido pra esvaziar o saco, mas nada da mulher. Voltei pra casa carentão, entrei no automático da vida pra ver se o tempo passava mais rápido, comi, dormi, acordei, tomei banho, trabalhei de novo e nada de punheta, as bolas mais pesadas que concreto.
Lembra quando eu disse que aconteceu algo semana passada que mudou tudo? Foi na quinta-feira. Cheguei na produtora à tarde, fui direto pro vestiário e, como já se tornou de costume, Walter e Luan estavam se despedindo. O estagiário passou por mim, alisou meu queixo e jogou um beijinho antes de ir embora.
- Vocês dois, hein? – zoei.
- Fala, Daniel. Pensou na proposta?
- Proposta? Que proposta, chefão?
- Luan, meu amigo.
- O que tem ele?
- Falou que te acha gostoso, tá doido pra dar pra tu. – ele mandou na lata, não poupou sinceridade.
- Caô?! – eu não soube como reagir.
- É sério, maluco. Já comentou três vezes de tu e quer saber se tu curte, eu disse que não.
- NÃO, NÃO CURTO!
- Ô, calma lá. Ele já sabe, já falei que teu negócio é sexo morno.
- Como assim morno, negão?
- Depois que eu fudi o Luan pela primeira vez, o resto ficou morno. Heheheh.
- Pronto, vai começar de historinha. Mereço... – sentei no banco do vestiário e comecei a vestir a farda.
- Sem sacanagem, meu chapa. É até estranho falar disso, mas todo homem, no fundo, tem essa fantasia.
- Que fantasia?
- De dominar. De fazer a mulher de objeto, tratar ela como um buraco. Usar, abusar, meter até não aguentar mais. Todo cara quer ter essa experiência um dia, tu não acha?
- Sonho, chefe. – confessei.
- Luan dá dentro. Vou cair lá pro pagode mais tarde e, se tudo der certo, enrabar esse viado na linha do trem.
- Tá brincando, né?
- Toda semana é chá de cu, tô falando. Tu que tá de bobeira aí, o viado já falou que tu faz o tipo dele.
- Que mané tipo, chefão, não viaja. Chega desse assunto, já deu.
- Ele se amarra num branquinho tatuado e com cara de ruim. Mas já que tu não quer... Azar o teu. Heheheh.
- Na boa, negão? Licença. – terminei de me arrumar pro trabalho, mas foi difícil fechar o zíper da calça com a rola estalando de dura.
Eu culpei a carência e a falta da minha mulher, mas no fundo sabia que a ereção era culpa dos papos escrotos com o Walter, a prova disso foi a gozada inesperada que eu dei no dia da copa.
A quinta-feira seguiu normalmente, cumpri meu expediente até de noite e fui liberado um pouco depois do pessoal da área administrativa. A galera saiu da produtora e se mandou pro pagode que tem perto do viaduto, próximo da linha do trem, meu chefe chamou pra ir junto, mas eu tava tão na seca que achei melhor meter o pé pra casa.
Mas quinta-feira em Madureira, horário de saída do trabalho, os bares enchendo, pagodinho rolando, cheiro de churrasquinho, cerva barata, mulher bonita na roda... Já era, é desce gelo na certa. O relógio deu sete da noite e eu tava lá no meio do povo, segurando latão, trocando ideia com o mano Walter e fingindo que não tava vendo os olhares dele na direção do Luan.
Fiz hora, amassei dois espetinhos, tomei quatro latões e dei trela pras fofoqueiras do RH, que vieram puxar assunto comigo e com o negão. No meio da conversa, a hora passou, eu entrei no efeito da bebida e custei a perceber o sumiço do Walter. Procurei Luan em meio à galera, avistei o estagiário saindo pelo canto da rua e não sei o que me deu, fui atrás dele.
- “Tô ligado no que vocês tão aprontando.” – pensei alto enquanto o seguia.
Em vez de caminhar pro ponto de ônibus, o sem vergonha andou na calçada da linha do trem, chegou atrás de um poste e entrou num buraco no muro, a típica manha de não pagar passagem na estação. A atitude suspeita do Luan me deu certeza que ele tava caçando putaria, fora que ele teclou sem parar no celular e eu sabia que era com o Walter, porque toda hora o moleque dava um risinho bobo.
Depois que pulou o buraco no muro, ele andou contra o sentido da linha do trem, se enfiou nuns arbustos e eu fiquei olhando à distância, escondido no escuro do poste. Por causa do horário noturno, não consegui ver muito, mas deu pra enxergar aquele homem alto falando com o Luan, e meus ouvidos escutaram a voz arrastada do coroa.
- Porra, Luna, demorou. – Walter reclamou.
- Foi mal, tava despistando a galera. Esse lance de você sair primeiro sempre me distrai, eu bebo e esqueço. Hihihih. – o estagiário se jogou nos braços do meu chefe e o abraçou.
- De boa. Só não tô com tempo, vamo rápido.
- Aqui, na linha do trem? Tem certeza, gostoso?
- Vamo aqui mesmo, piroca tá em pé desde ontem. – negão desceu o zíper da calça, botou a giromba pra fora e o novinho começou a mamar ali mesmo, na sombra da moita.
- “NÃO ACREDITO...” – meus neurônios deram curto-circuito.
- SSSS! A gente se viu ontem, mas já tô com saudade dessa boquinha tua. Que quente, Luna!
Mesmo não conseguindo acreditar que aquele ali era meu chefe, eu tive que me esforçar. O mais surpreendente é que o Walter é um coroa boa pinta capaz de pagar por qualquer putinha na rua, mas preferiu botar viado pra mamar e agora tava ali, socando rola na boca do Luan na maior clandestinidade. Como entender?
- Hmmm! Mama esse caralho, chupa minhas bola. Isso, garoto! Vai engolindo até chegar no talo.
- GHHHRR! – o boqueteiro arregaçou os beiços, devorou a jeba preta e eu admito que fiquei assustado com o que vi.
Assustado e muito excitado, a piroca veio no peito. Bateu aquele tesão desonesto, subiu um fogo filho da puta, as ovas chacoalharam no saco e eu precisei desabotoar os primeiros botões da blusa, o suor começou a pingar. Acho que o motivo do nervosismo é que eu defendi Luan e considerava ele novinho demais pro Walter, mas meus argumentos morreram quando vi a fome de pica do moleque.
- AAARSS! Gosta de pau grosso, viado?
- Meu preferido, negão. Passei a semana toda te chupando e ainda não acostumei totalmente com a rola, acredita?
- Acostumou sim. Vou na tua garganta, quer ver? – meu chefe segurou a cabeça do Luan, forçou a trolha na goela durante um tempo e brincou de fuder a cara dele. – SSSS! ACOSTUMOU NÃO, TEM CERTEZA!?
- GHHR! GHHR! GGH! – os engasgos do estagiário ecoaram alto no mato, chegaram no meu ouvido e meu caralho pulou da calça.
Foi tipo encantador de serpente, tá ligado? Os gemidos e gargarejos do novinho botaram meu cacete em pé, a calça ficou apertada demais e precisei sacar a rola pra fora pra não acabar estrangulado. Arregacei a cabeça, vazou aquele babão bizarro e mais uma vez fui atropelado pelos grunhidos de putaria dos dois.
- Mmm! Se depender de mim, vou te chupar todos os dias.
- Aqui não falta leite, Luan, pode chegar mamando.
- Pode mesmo? Já no vestiário, macho?
- Se tiver vazio, pode. Tu é bom de boca, só se eu for maluco pra negar uma mamada gostosa dessa. Até meu saco tu chupa.
- Gosta? Hihihi.
- Pra caralho. SSSS! – Walter ficou na ponta dos coturnos com a sugada gulosa que ganhou nos ovos.
Apesar de distante, eu também fiquei. Parecia que a chupeta era em mim, de tão eufórico e galudo que fiquei. A falta da minha mulher falou alto, meu sangue borbulhou de cerveja, a visão do meu chefe botando o estagiário pra mamar me cegou e tudo que eu mais queria era ter coragem suficiente pra pular no mato e estraçalhar o Luan, mas é claro que isso não aconteceu.
- “Um dia tu vai entender que a situação faz o ladrão, Daniboy. Ou quer passar o resto da vida dependendo de buceta? O cara que é macho, macho de verdade, macho que se garante, come tudo que cai na mesa.” – a voz do meu primo Robson veio na mente e eu lembrei de tudo que ele quis me ensinar na juventude.
E ali, bem diante dos meus olhos, estava a prova material de que ele sempre teve razão. O envolvimento do Walter com o Luan é a realização da frase do meu primo, “a situação faz o ladrão”. Não é que o negão seja caçador de viado, é só que, caiu na rede, ele traçou. Simples assim.
- É... – falei sozinho. – Tô entendendo.
O coroa botou Luan de cara pro muro, empinou o lombo dele e foi empurrando a piroca no cuzinho sem cuspir, no seco mesmo. Ele abriu o viado no meio enquanto o trem passava, começou a fuder sem cerimônia e eu tive que bater punheta escondido, não fiquei em paz.
- AAAHNSS! Maceta, negão!
- Vou torar teu buraco, viado! SSSS!
- Tora, negão! Sabia que cedo ou tarde ia acabar sentando na tua vara de novo, caralhun! Mmmm!
- Cuzinho guloso, vou arrombar todinho!
- Pode arrombar, eu quero! Adoro quando cê deixa larguinho, porran! OOHNN!
Luan se esgoelou no cacete. Mas também, não tem como aguentar dois metros da anaconda do chefão sem no mínimo chorar, o moleque até que deu dentro. Pra quem não tem buceta, ele jogou com o cuzinho mesmo, deixou Walter ocupar e os estalos das pauladas estouraram no meu ouvido, fiquei maluco vendo eles.
- CÊ TÁ DOIDO PRA ENGUIÇAR MEU RABO, NÉ, MACHO!? AAAHNFF! – o mais novo exagerou na gemedeira.
- Geme baixo, ô sua puta! Quer que alguém escute!? – meu chefe sentou a mão na cara dele.
- Tá pensando que é fácil aguentar uma pica desse tamanho, negão?! Desafio dos bons. Mmm!
- Sei que tu aguenta, tira de letra. Tô todo dentro, puta! SSSS! – e dá-lhe galhada no lombo, só chibatada grossa na raba do Luan.
O suingue do quadril do Walter, a química entre eles, a malícia do vai e vem, a dança do acasalamento, a surdina da noite... Todos esses detalhes me convenceram de que aquele sexo ali não tinha como ser ruim, eles se divertiram fudendo.
- Vem por cima, trepa em mim. – Luan confiou no coroa, abaixou no muro e sustentou as encoxadas em alta velocidade, ainda pediu mais.
- Quer que eu goze? Sabe que assim eu gozo rápido, moleque.
- Não tamo com tempo, macho. Daqui a pouco o pessoal estranha, vamo logo com isso.
- Ah, já quer leitada? Então tá, vou dar a primeira. SSSS!
- AAAHNN! FODE PRA LEITAR! – o ninfeto pediu.
Se até então a cruza tava quente, daí pra frente a coisa assou de vez. Walter explodiu em ritmo agressivo, entrou no modo selvagem e bancou quase dois minutos de porradaria sem fim, carcando furioso no lombo do estagiário e puxando o cabelo dele pra trás.
- VOU DENTRO, QUER NO CUZINHO!?
- Tira, negão, senão vai me engravidar! SSSS!
- FFFF! TE ENCHER DE FILHO, QUERO NEM SABER!
- Melhor tirar, não quero pegar barriga!
- MAS VAI! AAARGH! – o quarentão não perdoou, prendeu a mangueira no rabo do viado e fertilizou a terra sem tempo ruim, na maior naturalidade. – OOORFF! TOMA LEITINHO!
- FILHO DA PUTA! Só vai sossegar quando me engravidar! Mmmm... Leitão quente, que delícia! Tô encharcado.
Fiquei impressionado com meu chefe. Se bobear, nem com a esposa ele fazia aquilo, não da forma sincera e frenética como fez com o Luan. Digo com tranquilidade que nunca vi um sexo tão brusco ao vivo, com direito a leitada no cuzinho, saco batendo no saco e um banho de adrenalina na beira da linha do trem.
Depois da gozada, negão guardou a pica, eles começaram a se ajeitar pra sair e eu meti o pé, nem voltei no pagode. Meu pau trincado de tesão, as bolas gordas de leite e minha mente mergulhada no flagra que dei, e nem sinal da mulher em casa pra aliviar o tesão.
Na tarde de sábado, eu tava entregue. Pesadão de porra, a gala virando pedra no saco, o corpo implorando por reprodução e minha pica galuda pra inseminar alguém. Sim, alguém. Tanto faz, eu tava fraco e virei alvo fácil, faltava só encontrar o predador certo. Ou a presa...
Fui cumprir o expediente na produtora, cheguei em Madureira cheio de sono e me admirei quando encontrei Wilker, Lima e o viado do Luan no pátio da empresa, porque o pessoal da área administrativa não costuma trabalhar dia de sábado. Eles tiveram reunião de fim de mês, eu me mandei pra guarita e passei a maior parte do dia trabalhando de boa, sem preocupações.
Larguei do trampo à noite, avistei o Luan saindo também, ele me viu e puxou meu braço.
- Cara é essa, macho? Tá com sono?
- É, digamos que eu não dormi legal esses dias. Vi uma parada que me deixou pensativo, tá ligado?
- Sei... Vamo tomar uma comigo ou o quê? – ele riu e apertou meus ombros.
- Não sei se é uma boa ideia, Luan. Do jeito que eu tô hoje... – o pau acordou fácil com o toque do viado no meu trapézio.
- Tá de saco cheio, baby? O dia foi cansativo, foi? Deixa que eu pago o gelo, nem precisa coçar o bolso. Só me acompanha, pode ser? – o novinho agarrou minha mão, me levou em direção ao pagodinho da esquina e eu não deveria, mas me deixei levar.
Ele sentou numa mesa, pediu duas cervas geladaças, encheu meu copo, brindou e apertou meu antebraço.
- Um brinde a nós, Danizão.
- Danizão... Por que tu me chama assim? – fiquei curioso.
- Ah, porque você é grande. Todo grande. – sua mão deslizou no meu muque e eu deixei, não impedi.
- Pior que sou grande mesmo. – zoei, apertei minha pica na calça.
- Grandão, né? Tem cara, dá pra ver. Hihihih. – Luan não desfez o contato físico pra falar comigo, a todo momento tocando minha mão e meus dedos.
O estagiário da contabilidade é branquinho, magro, mas tem cintura, é coxudo e definitivamente malha bunda e pernas, porque não é normal ser magrinho e ter uma traseira daquela. Ele tem 19 anos, usa óculos, cabelo loiro na altura do ombro e fala com a voz manhosa, o tipo de cara que ninguém tem dúvida que é viado. O que me confunde é que Luan tem esse apelido de Luna, cheguei a pensar que fosse trans.
- E esse apelido, hein? Nunca entendi. Tu é menina ou menino, Luan?
- Sou homem, um homem que gosta de homem. Sou gay, Danizão. O apelido, eu explico: só meus machos podem me chamar de Luna. É fetiche. Gosto de sentir o cara em cima de mim, me chamando no feminino. Coisa de safadeza mesmo. Hihihih. – o moleque foi sincero até demais.
- Ah, saquei. Fetiche.
- Você, por exemplo.
- O que tem eu?
- Pode me chamar de Luna a hora que quiser. É só estalar o dedo, Danizão. Precisando, só chamar. – ele pressionou as veias das minhas mãos e matou a cerveja numa golada só.
- Opa... Olha lá, Luan. Daqui a pouco o negão tá com ciúme de tu, se controla. Heheheh.
- Nunca. Ele sabe que eu te acho bonitão, já contei pra ele.
- Eu, bonitão? Tehehe. Assim eu acredito e fico sem graça.
- Ah, para. Sabe que é gato. Hihihih...
Papo vai, papo vem, o novinho avisou que ia mijar, saiu falando no telefone e foi em direção ao muro da linha do trem, rumo ao buraco que levava pro outro lado. Eu sabia que não era pra ir atrás, mas a gente tá na chuva pra se molhar, não tá? Segui o safado, entrei no matagal e não vi ninguém ali.
- Me procurando, Danizão? – ele me emboscou, tava atrás de mim.
- Luan? Não, eu... Fiquei preocupado de tu vir pra essas bandas, aqui tem muito assalto.
- Assalto, né? Sei...
- É, pô... Acontece cada bagulho sinistro aqui.
- Acontece mesmo. Anteontem aconteceu, cê gostou?
- Se eu gostei? Não sei o que aconteceu.
- Claro que sabe. Dei um show pra você e agora cê mete essa que não sabe? Para, macho. Conta pra mim, curtiu? A vara do Walter é difícil de aguentar, mas eu amo um desafio. Hihihih. – Luan pegou minha mão, levou ao rosto dele e me fez sentir a textura macia, sedosa.
- Luan, por favor. Tenho namorada, tenho mulher. Os últimos dias têm sido zoados, mas tô me esforçando pra andar na linha.
- A gente só vai sair da linha se você quiser, Danizão. – o filho da puta fez piada com a linha do trem, deu a volta ao meu redor e apertou meus ombros de novo.
- É sério, amigão. Minha cabeça não tá legal.
- Qual delas?
- As duas.
- Bom... De uma, eu posso cuidar. Licença, tá? – ele ajoelhou na minha frente e abriu meu zíper.
- Luan, papo reto, não faz iss...
Continuação no On Now.
onnowplay*com/andmarvin/albLá tem mais de 150 contos e relatos sobre machos casados, traição, suor e pelos.
