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SACERDÓCIO E SEXO ou SEXO E SACERDÓCIO

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Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Homossexual
Contém 1246 palavras
Data: 03/08/2026 19:39:58

Fui padre por cerca de quinze anos, até que o eterno conflito existencial entre o sacerdócio e minha homossexualidade exigiram uma definição, e eu abandonei a batina. Minha vocação não era maior que minha atração sexual por homens, e eu tive que me segurar muito para não levantar a batina e abrir as pernas. Nos últimos cinco anos, o corpo falou mais alto e insistentemente; eu dava o cu e chupava rolas entre uma missa e outra. Designado professor de Filosofia de um seminário, eu mergulhava nos desejos dos filósofos da antiguidade, e terminava invariavelmente na cama de algum seminarista com tendências socráticas, sua apetitosa rola atolada em mim.

Ajoelhado no confessionário, contei ao meu bispo minhas angústias e conflitos, dizendo da minha decisão de me afastar do sacerdócio. Ele saiu de sua posição de confessor, dirigiu-se a mim: “Padre, eu entendo você muito bem. Está na fase sacerdotal em que seu corpo mais exige atenção e satisfação carnal, atendendo aos fortes apelos hormonais. Eu também passei por essa fase, e muitos sacerdotes que conheço. Cada um consegue amainar essa tempestade sexual ao seu modo, e eu não vou lhe julgar por isso. Mas creia, com o tempo, vai passando, você vai se estabilizando na fé, e antes de chegar a monsenhor estará dominando tudo isso. Você tem muito a oferecer à igreja e a este seminário. Peço que reze bastante, reflita, reconsidere a sua decisão...”

Enquanto o bispo falava eu só pensava em sua rola suculenta na minha boca e depois no meu cu, eu sentado no seu colo, cavalgando e sentindo-o gozar em mim. Minha própria rola crescia sob a batina. Mas me contive, segurei minha onda, prometi-lhe, sofismaticamente, seguir seus sábios conselhos, mas fui para o meu quarto com a decisão já consolidada nas cabeças; no dia seguinte apresentei minha carta de renúncia sacerdotal, e já foi dado início à Instrução de Afastamento. Ano e pouco depois eu estava livre das garras da igreja e pude vivenciar minha sexualidade como meu corpo exigia.

Assim vivo há duas décadas. Mais tempo como homem que adora chupar rola e dar o cu, do que como padre. Tenho certeza de que fiz a escolha mais acertada. Permaneci solteiro, tive vínculos afetivos pouco duradouros – o sacerdócio me vacinou contra relacionamentos demorados. Ultimamente vivo comigo, às vezes rola um sexo básico, outras vezes me satisfaço onanisticamente... E está tudo bem. Sinto-me feliz e de bem comigo mesmo.

Tudo isso eu contei ao Padre Olavo, um velho sacerdote de setenta e poucos anos, que encontrei por acaso, ao me sentar no banco da igreja de Rosário dos Pretos, no Pelourinho, em Salvador, para meditar um pouquinho, enquanto admirava a beleza neoclássica do altar-mor. Ele sentou ao meu lado, partilhando meu silêncio, até que nos falamos, eu disse que estava turistando pela Bahia, e sempre tivera vontade de conhecer este templo, onde se realiza uma tocante celebração sincrética, não é?! Seus olhos brilharam e ele passou a falar apaixonadamente sobre a missa das terças-feiras, que mantém a liturgia católica, mas incorpora elementos de religiões de matriz africana. Olavo era cativante como a maioria dos baianos, de riso aberto e uma simpatia estampada na cara. Quando falei que eu fora padre, ele abriu os braços, num abraço gostoso, cheiroso e demorado – senti minha rola se mexer, não nego, mas ele era todo tão alegria que eu próprio me recriminei por meu corpo enveredar por sensuais caminhos.

Saímos dali, caminhamos um pouco pelo Pelourinho, ele sendo um perfeito cicerone. Chegamos em sua residência, um casarão antigo e bem cuidado, que ele divide com outros padres da mesma faixa etária; depois de me mostrar o caprichado jardim, as dependências simples mas bem organizadas, paramos na cozinha para merendar (como eles chamam). Ele me levou para seu amplo e ventilado aposento, onde belas redes enfeitadas e coloridas pendiam das paredes. Acomodamo-nos ao suave balançar, e inspirado por uma absurda confiança que ele me passava, contei-lhe a minha história na igreja e meus dilemas sexuais, como relatei no começo.

Ele me escutava sem qualquer interrupção, apenas expressões fáticas de quem estava prestando atenção ao que eu relatava. “E está tudo bem. Sinto-me feliz e de bem comigo mesmo.” Ao concluir minha história, seus olhos estavam fixos em mim; ele levantou-se de sua rede, veio até a minha, me estendeu a mão e pediu para que o acompanhasse, por favor. Precisei mesmo de sua mão para conseguir me levantar – quem não tem prática de rede sofre para sair dela.

O padre Olavo me levou até seu oratório, bem arrumado numa saleta, onde uma imagem de Senhor do Bonfim dominava o altar, povoado por outras estátuas menores, tanto de santos católicos quanto de entidades da crença africana. Paramos em frente à pequena galeria sacra, e, em pé, de frente um para o outro, ele novamente me abriu os braços, e nos abraçamos. Desta vez demorou bem mais e eu não o queria soltar, tão gostoso estava. Ele mexia na minha nuca, num carinho fraterno, mas minha rola erigiu-se completamente, tocando acintosamente o seu corpo.

Ele afastou-se lentamente, sem tirar os olhos dos meus olhos, em seguida baixou-os para os meus lábios, ao mesmo tempo que seus dedos os acariciavam suavemente. Meu coração batucava e parecia querer explodir quando ele se aproximou e nossas bocas se tocaram. Um beijo santificado nos envolveu, e enquanto nos beijávamos suas mãos subiram por dentro de minha camiseta do Olodum e a retiraram, meus braços estendidos para cima. Seus lábios beijaram meu pescoço, desceram aos meus mamilos enrijecidos, e enquanto sua língua vadiava entre um e outro, suas mãos agora desfaziam o laço da minha calça e a baixava, libertando minha pica rígida, que ele acolheu em suas mãos quentes e carinhosas.

Em pouco tempo, senti sua língua roçando na cabeça da minha rola, circulando-a e me arrancando suspiros e gemidos. Aos poucos, sua boca foi engolindo meu mastro e sugando-o ritmicamente, enquanto sua língua continuava sua santa batalha, sugando meu pau. Suas mãos acariciavam minhas nádegas agora, seus dedos descendo pelo meu rego e chegando ao meu cu, que piscava terrivelmente.

Quando ele foi entrando com seus dedos no meu furico, comecei a sentir os raios de prazer me preparando para o gozo. Quis afastar meu corpo, como a avisar que gozaria, mas ele pressionou meu cu, minhas nádegas, meu corpo contra seu rosto, mantendo minha rola presa em sua boca. Os jatos não tardaram a se lançarem ferozes pela sua garganta, escapando o excesso de sêmen pelos cantos da boca, enquanto ele, de olhos fechados, parecia em êxtase.

Quando terminei de gozar, ele tomou minha pica, ainda minando gala, tocou carinhosamente o líquido, que se elasteceu entre a glande e a ponta do seu dedo. Olavo ergueu-se, e levou o dedo úmido aos lábios da imagem do Bonfim, circulando sua boca, e deixando ali minha semente. Em seguida, voltou a se abaixar, e lambeu todo o meu pau, recolhendo cada gota. Eu acariciava seu rosto, suas orelhas, seus cabelos brancos; quando novamente se ergueu, tornei a abraçá-lo e novamente nos beijamos, eu sentindo em sua boca o meu próprio gosto.

E somente ao término do nosso ósculo, ele fez o gesto da cruz na minha testa, beijou-a, e, no meio daquele sorriso enorme, somente então ouvi sua voz, embargada:

– Que a Paz do Senhor Jesus Cristo, do Senhor do Bonfim e de todos os Orixás estejam contigo e te acompanhem sempre, Padre Cláudio.

– Amém, Padre Olavo! Que assim seja! Axé!

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Comentários

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Concordo com você, Roberto. Embora soube que acontecia, nunca consegui entrar nesse circuito.

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Eu até entrei, Mike, mas não consegui faturar nada. Nem ser faturado...

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Gostaria de saber o que é verídico neste conto.

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Tudo é verossimilhante, como convém a um bom conto - não que este seja bom, naturalmente... rsrs

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Show. Situação muito mais comum do que se imagina não só entre os padres da igreja católica como entre os pastores evangélicos, afirmo isso com conhecimento de causa uma vez que durante minha vida tive várias experiências com ambos.

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Há um ditado muito antigo que diz: quando se inventou o primeiro cinto de castidade, inventou-se também o primeiro abridor de latas. Tudo que proibe o sexo, seja por que argumentos seja, tende a atiçá-lo cada vez mais, e são encontradas formas diversas de burlar a proibição. Porque a energia sexual é a única coisa real que existe, e contra ela não há lei que funcione.

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Claudio, você e as situações mais inimagináveis possíveis, delícia sempre!

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