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Da Adega para a Secret

Um conto erótico de Casal Apimentados
Categoria: Grupal
Contém 2109 palavras
Data: 28/08/2026 01:59:01

A gente saiu de casa para tomar duas cervejas e comer pastel.

Uma da manhã, a Lúcia largou o copo na mesa, olhou pra mim e falou que não queria ir pra casa.

Duas e dez a gente estava entrando numa casa de swing em Guarulhos, ela ainda com cheiro de linguiça na roupa e eu com o coração a mil.

Prazer, somos o Casal Apimentados. Vamos nos apresentar como Jorge e Lúcia, nomes fictícios.

Eu, Jorge: negro, 1,85 de altura, corpo forte sem ser musculoso, 43 anos.

Ela, Lúcia: 1,72, loira natural, olhos verdes, seios fartos e umas coxas grossas que sempre foram o meu ponto fraco. Mesma idade que eu.

A noite começou na adega de sempre, ali no Tiquatira. Mesa de plástico na calçada, chope gelado, porção de linguiça com pão e alho, televisão ligada num jogo que ninguém assistia.

Ela estava de vestido preto curto, desses simples de malha, com uma jaqueta jeans por cima. Nada de produção. Eu de camisa branca e calça escura, e ela reparou nisso quando eu sentei.

— Você de camisa branca é sacanagem — ela falou.

— Foi a primeira que eu peguei no armário.

— Mentira sua.

Era mentira mesmo.

A gente bebeu, comeu, conversou sobre bobagem por umas duas horas. Aquela conversa de casal antigo que passeia por conta de luz, história de trabalho e planos de viagem que nunca acontecem. Em algum momento ela sentou de lado na cadeira, encostou o joelho na minha perna e não tirou mais.

Meia-noite e meia, ela já estava com a mão dentro da minha camisa, na calçada, sem se importar com quem estava passando.

E foi ela quem falou.

— Eu não quero ir pra casa.

— Onde você quer ir?

Ela pensou uns três segundos. Só três.

— Quero ir pra Secret.

Eu ri.

— Guarulhos, Lú. Uma da manhã.

— Quarenta minutos.

— A gente está com cheiro de linguiça.

Ela pegou a minha mão e colocou entre as pernas dela, ali na cadeira, embaixo da mesa, e me olhou nos olhos.

— Toca aqui e fala de novo que a gente vai pra casa.

Eu pedi a conta.

O trajeto até Guarulhos foi o pior tipo de tortura, que é a boa. Ela ficou com a mão na minha perna a viagem inteira, subindo e descendo, e umas duas vezes eu tive que pedir para ela parar porque eu precisava, tecnicamente, dirigir um automóvel.

A gente chegou lá pelas duas e dez.

A casa é discreta por fora, como todas são. Portão, manobrista, recepção com balcão, uma mulher simpática que reconheceu a gente e perguntou pelo Rodrigo e pela Helena. Pagamos, guardamos as coisas no armário e entramos.

Lá dentro, salão amplo, luz baixa, pista no meio, bar comprido do lado esquerdo, sofás nas laterais e uma escada no fundo. Sexta-feira de madrugada, a casa estava cheia mas não lotada. Todo mundo vestido, ninguém agarrado no meio do salão, aquele clima de balada boa com uma corrente elétrica passando por baixo.

Pedimos duas doses e ficamos encostados no balcão só olhando o movimento.

E aí eu vi ela olhando pra alguma coisa por cima do meu ombro.

Eu conheço esse olhar. Faz vinte e três anos que eu conheço esse olhar.

— O que foi?

— Não vira agora.

Eu virei na hora, obviamente.

Era um casal na outra ponta do bar. Ele negro, alto, uns quarenta, cabeça raspada, camisa cinza com a manga dobrada até o cotovelo, braço grosso, aquele tipo de homem que ocupa espaço sem precisar fazer barulho. Ela branca, cabelo castanho na altura do ombro, um vestido verde justo, corpo pequeno e uma boca que ria fácil.

Vou chamar os dois de Ivan e Camila.

Eles estavam olhando pra gente havia um tempo, pelo jeito.

A Camila levantou o copo na nossa direção. A Lúcia levantou o dela de volta.

E foi isso. Cinco minutos depois estavam os quatro no mesmo canto do balcão.

A conversa foi absurdamente normal, e sempre é. Eles moram em Guarulhos mesmo, ele trabalha com logística no aeroporto, ela é dentista. Casados há nove anos, frequentam há quatro. Falamos sobre trânsito da Dutra, sobre um restaurante em Santa Isabel, sobre a diferença de preço entre as casas da região.

Eu reparei que a Camila falava comigo com a mão no meu antebraço desde o quinto minuto. E reparei também que a Lúcia tinha se posicionado de um jeito que o ombro dela encostava no peito do Ivan, e que ela não estava fazendo aquilo por acaso.

A Camila puxou a Lúcia pra dançar primeiro.

Eu fiquei no balcão com o Ivan, os dois vendo as nossas mulheres na pista, e ele falou uma coisa que quebrou o gelo de vez.

— Cara, a sua esposa dança demais.

— Ela sabe.

— A minha não dança nada. Eu fico só olhando mesmo.

Rimos. Pronto. Depois disso ficou fácil.

Na pista, a Camila colou na Lúcia por trás, com a mão na cintura dela, e a Lúcia deixou. Eu vi minha esposa fechar os olhos e jogar a cabeça pra trás no ombro daquela mulher, e vi a mão da Camila subir da cintura pro meio das costelas dela, bem devagar, e parar ali.

O Ivan colocou o copo no balcão e falou:

— Tudo bem pra você?

— Tudo. Mas quem responde é ela.

Ele fez que sim com a cabeça e não perguntou mais nada. Esse é o tipo de sujeito que se encontra em casa boa: pergunta uma vez, entende a resposta e não insiste.

A gente foi pra pista.

Eu cheguei por trás da Lúcia e a Camila abriu espaço rindo, e por um tempo a gente dançou os quatro naquele embolado, trocando de lugar, com as mãos passeando sem ninguém fazer nada demais.

Aí a Camila virou pra mim, subiu na ponta do pé e me beijou.

E, quando eu abri o olho, a Lúcia estava de frente pro Ivan, com as duas mãos no peito dele, olhando pra cima. Ela virou o rosto, me achou no meio da pista, e sorriu.

Aquele sorriso. Sempre aquele sorriso.

Ela puxou o Ivan pela camisa e beijou ele olhando pra mim.

Subimos os quatro por volta das três.

O andar de cima é um corredor de luz baixa com portas dos dois lados e uma sala coletiva no fim. A gente pegou uma porta fechada, das individuais, porque a Camila pediu e porque ninguém discutiu.

Quarto simples: cama grande, um espelho na parede lateral, uma poltrona no canto e um abajur.

A Lúcia acendeu o abajur e não deixou apagar. Ela nunca deixa. Ela queria que cada centímetro de pele, cada gota de suor e cada movimento fosse visto. O quarto, banhado por aquela luz âmbar, tornou-se o palco de uma fome que começou na adega do Tiquatira e agora exigia ser saciada.

A Camila não perdeu tempo. Ela se ajoelhou diante de mim com um olhar predatório. Enquanto abria meu cinto, eu sentia o calor que emanava dela. Quando meu pau, duro como pedra e pulsando, saltou do tecido, ela soltou um suspiro de aprovação. Camila envolveu a glande com os lábios, começando com lambidas lentas, provocantes, subindo e descendo pelo corpo do membro, antes de mergulhar a boca com força. O som da sucção era úmido e rítmico. Ela usava a língua para estimular a base e, ao mesmo tempo, sugava a cabeça com uma intensidade que me fez cravar as unhas na cabeceira da cama, soltando um gemido rouco.

A três metros de distância, o cenário era igualmente pecaminoso. O Ivan tinha jogado a Lúcia na cama. Ele a abriu com autoridade, afastando aquelas coxas grossas que eu tanto amo, revelando a intimidade dela já completamente encharcada. Ivan mergulhou o rosto ali, sem hesitação. A língua dele, larga e experiente, encontrou o clitóris inchado da Lúcia e começou a trabalhar com precisão cirúrgica.

Lúcia arqueou as costas, os seios fartos balançando no ritmo do prazer. Ela soltou um grito agudo, a voz ecoando no quarto, enquanto as mãos agarravam o lençol com força. Eu via a cabeça do Ivan entrar e sair daquela vulva úmida, a pele negra dele contrastando com a brancura das coxas dela. Lúcia gozou com violência, o corpo inteiro tremendo em espasmos, enquanto gritava o nome dele e, logo em seguida, procurava meu olhar, querendo que eu visse a profundidade do seu prazer.

A Camila percebeu a conexão. Ela se levantou, com os lábios ainda brilhando com a minha pré-ejaculação, e me puxou para a cama.

Eu a joguei de costas. Ela era pequena, quente e completamente entregue. Eu desci com a boca nela, saboreando cada dobra, cada centímetro de sua feminilidade, até que ela não aguentasse mais e implorasse: "Por favor, Jorge... agora! Me fode agora!"

Eu entrei nela com uma estocada única e profunda, sentindo a pressão deliciosa de sua vagina apertada me acolhendo. O ritmo era bruto. A cada impacto, o som de carne batendo contra carne preenchia o quarto. Camila envolvia minha cintura com as pernas, puxando-me para dentro dela, enquanto soltava gemidos curtos e desesperados no meu ouvido.

Enquanto eu possuía a Camila, o Ivan resolveu mudar a perspectiva da Lúcia. Ele a virou de quatro. Aquela imagem foi o ápice da noite: minha esposa, com o cabelo loiro grudado na testa pelo suor, as coxas abertas e a bunda empinada, sendo dominada por um homem grande. Ivan segurou a cintura dela com as mãos imensas, cravando os dedos na pele macia, e começou a bombear com força.

Lúcia soltava sons que eu raramente ouvia fora do nosso quarto: grunhidos de puro êxtase, a respiração ofegante batendo no colchão. Eu via o pau do Ivan sumindo e reaparecendo entre as nádegas dela, a fricção criando um ritmo hipnótico. Em um momento de pura sinergia, as duas mulheres ficaram lado a lado. Camila, embaixo de mim, e Lúcia, de quatro para o Ivan. Elas esticaram as mãos e se deram as mãos, os dedos entrelaçados, enquanto dois homens as fodaçavam freneticamente. Era uma imagem de cumplicidade erótica absoluta; elas riam entre um gemido e outro, compartilhando o prazer de serem possuídas enquanto mantinham a conexão entre si.

A Camila gozou duas vezes, gritando meu nome enquanto eu a preenchia com força total. A Lúcia gozou três vezes, cada vez mais profunda, cada vez mais barulhenta, até que seu corpo não suportasse mais a intensidade do Ivan.

Lá pelas quatro e pouco, o clima mudou. A luxúria bruta deu lugar a algo mais íntimo. Lúcia sentou na cama, os olhos nublados de prazer, e falou com a voz rouca:

— Agora eu quero o meu marido.

Ivan e Camila, com a elegância de quem conhece o jogo, retiraram-se para a poltrona. Eles ficaram ali, como espectadores de um ato sagrado.

Lúcia me chamou com o dedo. Eu me aproximei e a envolvi. Foi diferente. Não era sobre a performance ou sobre a plateia; era sobre nós dois. Eu a puxei para cima de mim, sentindo o calor de sua pele contra a minha. Ela enganchou as pernas nas minhas costas, sentindo meu membro pulsar dentro dela.

Fomos lentos. Eu observava cada detalhe do seu rosto, a dilatação das suas pupilas, o tremor dos seus lábios. Ela segurou meu rosto com as duas mãos e sussurrou meu nome, repetidamente, como se estivesse rezando. O sexo agora era poético, visceral. Cada movimento era calculado para prolongar o prazer.

Quando o orgasmo dela veio, foi um colapso silencioso e profundo. Ela enterrou o rosto no meu pescoço, me apertando com toda a força que tinha, enquanto seu interior me apertava em ondas devastadoras. Eu vim logo depois, sentindo cada centímetro do meu sêmen inundando-a, completando aquele ciclo de entrega total.

Do canto do quarto, a voz da Camila quebrou o silêncio com um sorriso:

— Falei que eles se achavam.

Descemos as escadas com a pele ainda quente e o coração calmo. O resto da madrugada foi preenchido por conversas banais sobre cachorros e trânsito, mas por baixo daquelas roupas de moletom e jaquetas jeans, nós quatro carregávamos o segredo de uma noite onde as barreiras caíram e a carne falou mais alto que qualquer palavra.

O sol nasceu na Dutra, iluminando Lúcia dormindo no banco do carona — descalça, exausta e com o brilho de quem tinha sido amada por dois homens e devorada por um único desejo.

Se você chegou até aqui, obrigado por ler. A gente escreve essas histórias do jeito que elas aconteceram, sem inventar muito, e é sempre bom saber que tem gente do outro lado. Se curtiu, segue a gente, deixa um comentário contando o que achou e dá uma olhada nos nossos outros contos, tem bastante coisa por lá.

Casal Apimentados

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Comentários

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Parabéns pelos contos eles trazem muitos detalhes realidade e cumplicidade entre vcs .

Muito bonde vdd algo que nos traz tesão de vdd

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