Gillian congelou. Seu corpo inteiro ficou rígido. O pouco de cor que ainda havia em seu rosto desapareceu completamente. Ela não disse nada. Apenas encarava Eva, como se estivesse diante de alguma coisa que não deveria existir.
— Eu não queria atrapalhar — Eva disse, completamente à vontade, olhando ao redor, seu olhar percorreu a sala. O sofá, as roupas espalhadas, os objetos fora do lugar. Ela soltou uma pequena risada. — Mas devo admitir que vocês pareciam estar se divertindo bastante. Fodendo como dois animais.
Não consegui responder.
— Os últimos dias estavam tão sem graça... então pensei que poderia me divertir um pouco — Eva voltou os olhos para mim. — Acabei usando os poderes dela.
Olhei imediatamente para Gillian, ela continuava imóvel. Foi então que uma frase voltou à minha cabeça.
“Agora temos controle total sobre ela.”
Senti um frio percorrer meu corpo. Naquele momento, compreendi o que Eva queria dizer naquela praia. Ela não estava falando apenas de mim e Gillian, ela estava falando dela também. Eva tinha encontrado uma maneira de usar os poderes de Gillian através do pacto, e eu entreguei essa possibilidade de bandeja a ela.
Se arrependimento matasse, eu com certeza iria cair morto ali mesmo.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei, minha voz saiu mais firme do que as minhas pernas.
Gillian continuava em silêncio. Não conseguia tirar os olhos de Eva. Havia um terror tão absoluto em sua expressão que, por alguns segundos, esqueci completamente o que eu deveria dizer.
— Não me leva a mal, mas você foi só um peão — Eva se levantou tranquilamente da poltrona e caminhou alguns passos pela sala. — Eu precisava chegar até Gillian, e você facilitou bastante as coisas.
Ela sorriu.
— Encontrei o elo mais fraco e me aproveitei.
As palavras começaram a se encaixar, as conversas naquela praia, as respostas que Eva sempre tinha quando eu não sabia o que fazer. A maneira como ela aparecia exatamente quando eu precisava de alguma orientação, quantas daquelas decisões haviam sido realmente minhas? Quantas vezes eu apenas havia seguido o caminho que ela cuidadosamente colocou diante de mim?
— Você me usou...
— Claro — ela respondeu com naturalidade. — Eu precisava de alguém que fizesse o trabalho por mim.
— Então você acha que pode simplesmente aparecer aqui e fazer o que quiser? — senti a raiva crescer.
Eva me encarou, não parecia preocupada. Na verdade, parecia se divertir com a situação. Ela levantou lentamente o dedo indicador, fez um pequeno movimento para baixo. Meu corpo imediatamente ficou pesado.
— Que porra... — tentei falar antes de sentir as minhas pernas perderem a força e cair de joelhos no chão.
O peso aumentou de repente, como se alguma coisa invisível estivesse pressionando cada centímetro do meu corpo contra o chão. Tentei resistir, mas meus braços começaram a tremer.
Eva começou a caminhar lentamente na direção de Gillian, que se arrastou para trás. A cada passo, Gillian tentava se afastar, até bater as costas na parede. Ela olhou rapidamente para os lados, procurando alguma saída, mas não havia para onde ir. Eva parou diante dela e se agachou.
— Eu nunca imaginei que você tivesse sobrevivido — Eva observava Gillian como se fosse um espécime raro, passou os dedos pelo rosto, molhando os dedos com as lágrimas. — Muito menos que tivesse desenvolvido poderes como esses.
Gillian estremeceu quando a sua pele entrou em contato com Eva, o medo em seus olhos aumentou, mas Eva parecia fascinada justamente por aquilo.
— Olhe só para você... — Eva sorriu, inclinando a cabeça. — Naquela época, você era apenas uma vítima, uma garotinha indefesa. Você cresceu tanto, se tornou algo muito mais interessante.
Eva afastou a mão do rosto de Gillian.
— Sabe o que mais me intriga nos seus poderes? Você não controla apenas emoções — Eva começou a andar lentamente ao redor dela. — Você interfere nas sensações. No que as pessoas sentem, no que desejam, no que temem.
Ela fez uma pequena pausa.
— E isso pode ir muito além de uma pessoa — Eva sorriu. — Imagine uma multidão inteira sentindo exatamente aquilo que você quer que ela sinta. Imagine grupos inteiros. Pessoas importantes. Líderes. Governantes.
Seus olhos brilharam.
— Você poderia transformar medo em coragem. Coragem em pânico. Desejo em obsessão. Poderia fazer alguém tomar uma decisão e acreditar, até o fim, que aquela decisão foi própria.
Ela abriu os braços, como se estivesse contemplando algo grandioso.
— Governos poderiam cair. Guerras poderiam começar. Países poderiam mudar de direção sem sequer compreender por quê — Eva voltou a sorrir. — Com poder suficiente, você poderia controlar o mundo.
Gillian abaixou os olhos, mas Eva parecia genuinamente empolgada com a ideia.
— E pensar que tudo isso estava dentro de você“E você desperdiçou tudo”
A voz de Eva surgiu no meu pensamento, tentando rasgar meus tímpanos tanto quanto os de Gillian, as paredes tremeram assim como as janelas de vidro começaram a trincar.
O entusiasmo de Eva desapareceu completamente. Ela olhou para Gillian com uma expressão quase decepcionada.
— E o que você fez com tudo isso?
Gillian permaneceu calada.
— Nada — Eva respondeu à própria pergunta, com uma pequena risada. — Você se escondeu, em vez de usar esse poder para conquistar alguma coisa, decidiu viver uma vida comum, e ainda escolheu ficar ao lado de um homem que mal conhecia.
Ela olhou para mim, ainda ajoelhado, continuei tentando suportar o peso que me prendia ao chão.
— Olhe para vocês dois — ela voltou a encarar Gillian, rindo. — Você não entende, você poderia ter sido muito mais, mas preferiu isso.
Eva apontou discretamente para mim.
— Um peão e uma bruxa escondida— depois apontou para Gillian, por fim, olhou para nós dois. — Patéticos.
Eva ficou alguns segundos em silêncio, observando Gillian. Então seu sorriso voltou.
— Aquele dia em que você foi queimada viva, eu senti pena de você... — Eva continuou. — Mas eu pensei, o quão longe você poderia ir para se vingar? O quanto você se sacrificaria para fazer as pessoas queimarem do mesmo jeito que você queimava?
Gillian ergueu lentamente os olhos.
— Abraçaria esse poder e faria a desgraça cair sobre aqueles que a condenaram? — os olhos de Eva se arregalaram. — Ou será que era ingênua demais para isso?
Ela falou aquilo com uma naturalidade perturbadora. Me lembrei do fogo consumindo tudo e a todos na lembrança de Gillian.
— Foi divertido — Eva sorriu. — Você fez uma bagunça e tanto.
Eva suspirou.
— Mas as coisas não saíram exatamente como eu esperava — ela tocou o próprio rosto, pensativa. — Seu corpo foi destruído pelas chamas, mas sua alma...
Eva sorriu.
— Sua alma sobreviveu — ela inclinou a cabeça. — E nem você sabe exatamente como aconteceu, não é?
Gillian não respondeu.
— Eu sei — Eva continuou. — Foi o seu ódio. Você odiava aquelas pessoas. Odiava tanto que simplesmente se recusou a morrer. Seu corpo foi consumido pelas chamas, mas sua alma permaneceu presa a este mundo.
Eva fez uma pequena pausa.
— Você achou que aquilo era uma segunda chance, não foi? — ela sorriu. — Não era. Era uma maldição. Seu ódio foi o que manteve sua alma viva, mas também foi o que a condenou a continuar existindo. Você não conseguiu morrer naquela fogueira porque não conseguiu deixar para trás aquilo que sentia.
Eva inclinou a cabeça.
— Instintivamente vagou por aí até encontrar um lugar onde pudesse permanecer. E ficou escondida durante séculos, séculos e séculos — Eva parecia genuinamente curiosa. — Confesso que achei isso bastante interessante.
Enquanto ela falava, percebi que o peso sobre meu corpo começava a diminuir. Primeiro, consegui mexer os dedos, depois os braços. Respirei fundo e tentei me levantar. As pernas ainda tremiam, mas consegui ficar de pé, Eva percebeu. Não demonstrou qualquer preocupação, apenas me observou.
— Fica longe dela.
Eva ergueu uma sobrancelha.
— Se tocar um dedo nela... — tentei parecer ameaçador, mesmo parecendo que um vento iria me derrubar.
Ela sorriu, era quase como se minha tentativa de protegê-la fosse divertida.
— Você realmente acha que pode fazer alguma coisa contra mim? — Eva segurou o riso.
— Não me importa...
— Você continua sendo um peão — Eva suspirou e me observou por um segundo. — É uma pena, seria muito mais fácil simplesmente matar você.
Senti um arrepio.
— Se um dos dois morrer, o outro também morre — olhou novamente para nós dois. — O pacto tornou vocês inseparáveis.
Ela deu um pequeno sorriso.
— E isso é bastante inconveniente, eu não preciso dela, sequer preciso de você — Eva sorriu. — Eu preciso apenas dos poderes dela.
Eva caminhou lentamente ao meu redor.
— E agora sei exatamente onde eles estão — ela parou atrás de mim. — O vínculo, graças a você, eu tenho autoridade suficiente para mexer nele.
Eva colocou os dedos na minha garganta e mordeu minha orelha.
— Eu vou pegar pra mim, por bem ou por mal, então seja um bom garoto e se comporte, ok? — ela sussurrou no meu ouvido.
— Não toca nele — Gillian finalmente falou.
— Ah, querida... — Eva permaneceu atrás de mim, completamente tranquila, ela passou os dedos lentamente pelo meu ombro. — Você não está em posição de me dar ordens.
Gillian não respondeu.
— Curve-se — Eva falou baixo, quase sussurrando enquanto um sorriso sádico tomava seu rosto.
O corpo de Gillian ficou rígido, os olhos de Gillian se encheram de lágrimas. Gillian tentou resistir, mas seus joelhos se espremeram contra o chão, ela respirou com dificuldade. Gillian se curvou lentamente, Eva observou a cena com satisfação.
— Melhor assim — Eva riu. — Agora fique ai e preste muita atenção, não quero que você perca nenhum detalhe.
Ela voltou a atenção para mim, o calor do corpo dela tornava-se cada vez mais intenso. Eu conhecia bem aquela sensação, Eva estava usando os poderes de Gillian novamente. O corpo de Eva colou-se às minhas costas como uma segunda pele, os bicos duros dos peitos macios roçando contra as minhas costas.
Os lábios dela encontraram o meu pescoço, começando com beijos leves que rapidamente se tornaram mordidas. Cada sucção mais forte que a outra, com certeza deixando marcas.
A mão dela deslizou lentamente pelo meu peito, meu abdômen até chegar no meu pau já duro e pulsando no ar. Ela agarrou pela base, deslizou a mão para cima e o polegar roçou a cabeça molhada, espalhando o pré-gozo. Começou a punhetar com um ritmo lento, sempre mantendo contato visual com Gillian. E cada movimento da mão dela correspondendo às mordidas no meu pescoço.
Os meus joelhos ficaram fracos. A cabeça pendeu-se para trás, apoiando-se no ombro de Eva. Eu tinha perdido totalmente o controle do meu corpo. Não era como se Gillian estivesse usando os poderes dela em mim, pois quando usava, ela sabia exatamente como aumentar o meu desejo por ela. Sabia exatamente onde mexer para eu fodê-la primitivamente até o amanhecer.
Mas Eva não, ela pareceu mexer com algo mais profundo no meu cérebro, uma reação da qual eu nem sabia que existia, o de submissão. Os meus quadris começaram a se mover numa resposta direta ao toque dela, acompanhando o ritmo das mãos apertando meu pau. Estava completamente entregue e submisso, era humilhante, ainda pior porque Gillian estava assistindo tudo, de joelhos na nossa frente. Ouvi um riso escapando da boca de Eva.
Maldita desgraçada, se pelo menos eu pudesse me concentrar um pouco e permitir que Gillian usasse seus poderes. Mas de nada ia adiantar, eu estava envolto num prazer submisso a Eva e Gillian estava muito absorta assistindo o homem que ela amava sendo usado por uma pessoa que inflingiu tanto mal a ela.
— Olha bem pra ela — Eva sussurrou no meu ouvido, fazendo um biquinho. — Pobre coitadinha, estou ficando até com dó.
Eva jogou a cabeça para trás numa risada maléfica.
— O homem que ela tanto ama sendo tomado dela pela mulher que causou a sua ruína — Eva parou de rir e mordeu o lábio inferior, se virando para mim. — Isso chega a ser trágico, não concorda?
Eu não respondi, ocupado demais tentando manter a sanidade enquanto estava sob efeito daqueles poderes infernais. Eu não sabia que o efeito poderia ser mais humilhante do que aquilo. Dai percebi que Gillian usava apenas uma pequena fração dos próprios poderes em mim.
A mão de Eva apertou meu pau mais forte, o ritmo aumentando. A minha respiração tornou-se irregular, ofegante. Gillian levantou a cabeça lentamente, os olhos dela vermelhos e inchados de tanto chorar. Foi quando os nossos olhos se encontraram, vi algo se partir dentro dela.
— Quero você de joelhos — Eva me deu um pequeno e gentil empurrão para frente, o suficiente para me curvar diante de sua vontade.
Eva passou a mão pelo meu cabelo, agarrando um pequeno punhado e puxando para cima, erguendo minha cabeça e me forçando a olhar para Gillian. Ela deu a volta até ficar a minha frente, de costas viradas para mim, sua bunda a poucos centímetros do meu rosto.
— Ergue o meu vestido — Eva ordenou.
As minhas mãos tremeram enquanto alcançava o tecido. Era seda pura, fria e escorregadia sob os meus dedos. Subi devagar, revelando primeiro as coxas dela, a pele macia, pálida, depois vieram as curvas perfeitas de sua bunda. Ela não usava roupa interior, talvez porque nem precisasse.
Eu nem sabia que tipo de criatura era aquela, talvez nem precisasse de vestido ou de qualquer outro tipo de vestimenta. A bunda dela estava à minha frente, tão perfeita e convidativa. Eva olhou para trás e nem precisou dar a ordem, eu já sabia o que precisava ser feito. Como um bom submisso, não hesitei, a minha boca encontrou a pele macia dela.
— Enfia tua cara logo na minha bunda e mostra o que sabe fazer— Eva disse com a voz cheia de autoridade. — Mostra o porquê essa bruxa idiota resolveu te manter como capacho.
A língua traçou círculos lentos à volta do cuzinho apertado de Eva, sentindo os músculos dela contraírem-se sob o meu toque. O cheiro dela era intenso, tão desorganizadamente limpo, tão ferozmente feminino, com um tom doce que me deixou tonto. As minhas mãos seguraram seus quadris, puxando-a mais para perto.
— Isso, ai mesmo, mais fundo — ela soltou um gemido baixo.
A minha língua penetrou, sentindo o calor intenso do interior dela. As minhas bochechas roçaram a pele macia dos glúteos. O meu mundo se reduziu a isto, ao sabor de Eva, ao cheiro dela, aos sons que ela fazia enquanto eu a chupava com tanta vontade. Cada movimento da minha língua era um ato de adoração, uma rendição completa à vontade dela.
Por um momento, senti humilhação misturada a uma raiva que eu nem sabia se era minha ou se era de Gillian. Eva afastou-se abruptamente.
— Suficiente por agora — Eva se virou para mim, aqueles malditos olhos dourados brilhando como uma mar de lava. — Vamos para o sofá.
Eu me levantei, ela me empurrou para trás e eu caí no sofá. Ela ficou à minha frente por um momento, o vestido ainda erguido até à cintura. Depois, num piscar de olhos, já estava em cima de mim. Meu pau deslizou para dentro dela com uma facilidade surpreendente. Ela estava incrivelmente molhada, quente e apertada. O meu corpo inteiro se contorceu de prazer quando ela se sentou completamente, tomando toda a minha pica dura dentro de si.
— Ah, porra — Eva gemeu, a cabeça inclinada para trás. — Melhor do que eu esperava.
Começou a subir lentamente, depois descendo com mais força. Cada movimento dos quadris intensificava a quicada, era tão preciso que parecia espremer meu pau a ponto de quase me fazer gozar de imediato. Cada sentada parecia ser calculado para maximizar o prazer para ambos. As mãos dela apoiaram-se no meu peito, as unhas ligeiramente cravadas na minha pele.
Eu não tinha controle nenhum sobre nada. O meu corpo que deveria pertencer somente a Gillian, agora era apenas um veículo para o prazer dela, um instrumento que ela tocava com perfeição. Os meus quadros tentaram responder, mas ela dominou o ritmo completamente.
— Não se mova — Eva rosnou, parando abruptamente. — Deixa o trabalho comigo, querido.
E recomeçou, mais devagar desta vez, cada movimento tão torturante. O prazer ia se formando, construindo-se em mim como uma onda no mar que nunca quebrava, ela me mantinha sempre no limite, mas nunca me deixando chegar ao clímax.
Meus olhos foram para Gillian novamente, ela ainda estava de joelhos, as lágrimas corriam livremente pelo rosto dela. Eva acelerou o ritmo, os peitos saltando e balançando a cada movimento.
— Tô gostando de te ver sofrer — Eva virou o rosto para Gillian com aquele sorriso sádico novamente. — Gosto de saber que ele está dentro de mim e não de ti. Talvez eu mantenha ele vivo no final das contas e faça isso uma rotina.
De repente, Eva parou e se levantou, logo subindo no sofá levando sua buceta melada e aberta direto a minha boca.
— Eu ia me divertir muito vendo essa sua cara todos os dias enquanto eu estou fodendo com o homem que você ama.
A minha boca encontrou a xana dela, molhada, inchada, com um sabor salgado e doce ao mesmo tempo. A minha língua trabalhou o clítoris dela em círculos rápidos, sentindo-o inchar sob o meu toque. As pernas dela tremeram levemente. Eva passou a gemer descontroladamente, agarrando meu cabelo e forçando meu rosto no meio de suas pernas. Podia sentir o corpo dela se tensionando, os músculos se contraindo. Quando o orgasmo a atingiu, gritou alto, o corpo todo tremendo, o clitóris pulsando na minha língua até ela se afastar abruptamente.
Antes que eu pudesse respirar, ela já estava em cima de mim novamente, quicando no meu pau vorazmente fazendo o sofá ranger sob o chão.
— Agora é a tua vez — os olhos dourados dela ainda brilhavam, consegui ver antes dela os fechar e me beijar. — Goza dentro de mim.
O movimento dela era frenético agora, sem delicadeza. Cada descida era bruta, profunda. O prazer em mim era avassalador, era como uma força da natureza que não podia ser contida. As minhas mãos agarraram os seios dela, sentindo os bicos duros contra as palmas.
— Goza — Eva ordenou. — Quero que você goze agora!
E eu não pude fazer nada além de obedecer aquela força da natureza, foi mais forte do que qualquer determinação minha. Eu gozei. Foi uma situação explosiva, senti minha alma saindo e voltando para o meu corpo enquanto o meu esperma jorrava dentro dela. Mantive os olhos abertos, a via por cima de mim, por cima de qualquer um presente naquela sala. O rosto dela adornava uma máscara de triunfo puro.
Quando tudo terminou, Eva permaneceu apoiada em meu ombro, ofegante e suada. Eu nem sabia que aquela coisa tinha tantos fluidos corporais.
— Sabe... — ela murmurou, divertida. — Eu poderia manter você assim, talvez até gostasse de ter um brinquedo particular.
Eva se levantou e ajeitou o vestido, então se afastou.
— Mas você é descartável — Eva olhou para Gillian. — Todos vocês, seres humanos tão frágeis que mal sobrevivem por cem anos. Todos descartáveis.
No mesmo instante, eu tentei me levantar. Não poderia ficar passivo para sempre. Mas minhas pernas perderam completamente a força e a minha tentativa só resultou em algo pior. Caí no chão, tentei respirar, mas meu corpo já não respondia. Meu coração começou a bater cada vez mais devagar.
Minha visão começava a escurecer, Gillian tentou se aproximar, olhou para mim com desespero. Eva segurou seu braço e começou a conduzi-la para longe. Elas saíram do apartamento.
Minha visão ficou cada vez mais escura, o último som que consegui ouvir foi a voz de Gillian chamando meu nome.
Até que tudo desapareceu, restando apenas a escuridão.
