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Meu novo supervisor

Um conto erótico de Thiago e Amanda
Categoria: Heterossexual
Contém 497 palavras
Data: 26/08/2026 11:12:54

Thiago era supervisor de uma central de atendimento. Casado, acostumado à rotina de metas, relatórios e treinamentos, sempre procurava manter uma postura profissional com sua equipe.

Até Amanda chegar.

Ela era novata e, no primeiro dia, foi encaminhada justamente para o setor de Thiago.

— Amanda, certo?

— Isso.

— Seja bem-vinda. Vou acompanhar seu treinamento nos próximos dias.

Ela sorriu, um pouco nervosa.

— Obrigada. Estou aprendendo ainda.

Thiago começou a ensiná-la a utilizar o sistema, atender os clientes e lidar com as situações mais complicadas. Amanda era dedicada e aprendia rapidamente.

Com o passar dos dias, porém, algo além do treinamento começou a acontecer.

Amanda passou a reparar mais em Thiago. Gostava da tranquilidade dele, da maneira segura como explicava as coisas e, principalmente, da aparência que inicialmente tinha tentado ignorar.

Thiago também começou a perceber a presença dela de outra maneira.

Durante os intervalos, conversavam cada vez mais.

Certa tarde, Amanda contou que seu relacionamento estava chegando ao fim e que provavelmente se separaria em breve.

— Está sendo complicado — confessou.

— Imagino.

— Às vezes eu venho trabalhar justamente para não pensar nisso.

Thiago ouviu sem julgá-la. A partir daquele momento, as conversas entre os dois ficaram mais pessoais.

Alguns dias se passaram.

Os olhares ficaram mais demorados.

Os sorrisos, mais discretos.

E os momentos em que ficavam sozinhos começaram a carregar uma tensão que ambos percebiam, mas nenhum queria admitir.

Até que, certa tarde, durante o intervalo, os dois foram para o carro de Thiago.

Thiago fechou a porta do carro, e o silêncio do estacionamento pareceu aumentar a tensão entre os dois.

Amanda se aproximou devagar. Thiago segurou sua cintura e a trouxe para perto. Ela se acomodou sobre ele, e os dois permaneceram abraçados, sentindo o calor um do outro.

Por alguns instantes, nenhum dos dois disse uma palavra. Apenas a proximidade, o silêncio e a respiração tornavam aquele pequeno espaço do carro cada vez mais intenso.

Amanda apoiou as mãos nos ombros dele e o encarou.

— Você sabe que isso está ficando perigoso, não sabe?

Thiago respirou fundo.

— Sei.

Ela sorriu, ainda muito próxima.

— Então por que não me afasta?

Thiago não respondeu.

Apenas continuou segurando sua cintura, dividido entre o desejo daquele momento e a consciência de que, quando o intervalo terminasse, os dois teriam que voltar para suas vidas.

O sinal avisando o fim do intervalo interrompeu o silêncio.

Amanda ajeitou o cabelo e voltou para o banco.

— Temos que voltar.

Thiago assentiu.

Os dois saíram do carro separadamente e retornaram à central como se nada tivesse acontecido.

Mas, depois daquele dia, nada parecia exatamente igual.

Amanda continuou trabalhando e Thiago voltou às suas responsabilidades como supervisor. Quando ela terminou o expediente, pegou suas coisas e foi embora para casa.

Thiago, por sua vez, permaneceu na empresa, retomando os relatórios e acompanhando sua equipe.

Enquanto trabalhava, porém, não conseguia deixar de pensar naquele intervalo.

E sabia que, no dia seguinte, quando Amanda entrasse novamente pela porta da central, aquela tensão estaria esperando pelos dois.

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