=== === ALBERTO === ===
Proteger a Kelly no condomínio, criar esse seu santuário nos últimos dois anos, não foi nada fácil. Primeiro aquele imbecil do porteiro, depois alguns colegas do conselho do condomínio e funcionários, eu despendi uma quantidade considerável de dinheiro como membro do conselho e como doador para o condomínio, simplesmente para ter a voz necessária para mandar todos irem a merda…
Claro que Kelly é incrível e fez sua parte. Ela recebeu a melhor educação que estava disponível, não só escolar, mas etiqueta e educação clássica, uma garota, que conseguiria manter uma pose de princesa e impressionar até mesmo a corte da Inglaterra, ou conversando com uma delegação da ONU, porque ela foi criada para isso, para que sua postura, intimidasse autoridades e os fizesse entender inconscientemente estarem conversando com alguém de berço de ouro, mesmo não sendo realmente o caso.
Mas aí veio o Christian…
Meu maior arrependimento, foi não ter intervindo antes, ou jamais ter feito… Tah o cara é um idiota, ele definitivamente não merece minha filha, mas é o cara que ela ama. Se eu tivesse percebido antes, eu não teria feito. Mas eu achei que era só uma paixonite, como foi com o Jonathan no passado, ou com o Luiz depois, achei que ela superaria… Não superou e em seguida a chegada do desgraçado do Jonathan mudou tudo.
Jonathan é um imbecil, um idiota, eu devia ter colocado ele na prisão anos atrás, mas… A Kelly depende dos remédios da InGen, logo isso não seria possível sem perder minha filha, sem que a Kelly fosse colocada em risco, então só garanti que o pai dele levasse o imbecil para longe das meninas… Ao menos assim achava que estava protegendo as duas, ele iria encontrar alguma gringa da idade delas e fazer suas merdas por lá, deixando as minhas em paz.
Quando Júlia morreu eu e Samantha vimos a troca de mensagens dela com o Jonathan, era uma menina de ouro, a Samantha me disse que ela já estava namorando o carinha o que andamos vendo por ali, era só uma garota dando todo o suporte para um ex-namorado que significou muito e era visível, já que ela nunca abria brechas para gracinha, nunca falava de futuro com ele, só estava lá como sua amiga, o que só me fez sentir revirar o estômago ao ter descoberto seu papel na morte dela.
Eventualmente ele voltou… Obcecado com a Kelly, acho que no fundo esse foi o ponto, quando eu informei ela que ele estava vindo para o Brasil, nós dois sabíamos, que ele vinha por ela, mas… Eu realmente queria acreditar que teríamos mais tempo, infelizmente, está sendo mais difícil desenvolver um tratamento definitivo para a Kelly do que parecia, mas estamos trabalhando nisso, JET a companhia dos Jiang está dando todo o suporte e laboratórios aqui e na China trabalhando no quebra-cabeças e mesmo assim, está sendo bem difícil.
A questão é que os remédios foram introduzidos no coração do processo é como um câncer que já está lá, precisamos remover isso, eu sei que eu e Samantha somos as únicas pessoas que podem sequer chegar a uma solução, trabalhando juntos como foi no começo, mas agora com o objetivo focado de libertar a Kelly desse imbecil, não só ela, Jiang fala de libertar qualquer outra cobaia da InGen, ele realmente ficou puto com esse assunto de Eugenia, achei que ele queria o controle da pesquisa, mas ele não acredita nela, filosoficamente, religiosamente. Para ele, ela é uma deturpação da ordem natural, fiquei contente, é o tipo de aliado que eu quero para pôr um fim a isso.
E aí chegamos no que eu quase chego a considerar um pesadelo como pai.
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Eu sabia que a Kelly estava reencontrando o Christian de novo e alguns podem dizer que eu deveria ter intervindo, talvez, mas… Ela voltou a sorrir, com seus sorrisos espontâneos, ela realmente gosta desse cara, então prometi para ela que não iria me meter e resolvi até deixar para lá a conversa que queria ter com ela sobre como seria arriscada essa situação, o sorriso dela, me fez desistir de qualquer ação.
Acho que esse é um ponto difícil de explicar sobre a minha menina. Ela definitivamente é uma artista com tudo o que isso trás, quando está mau humorada, nada está bem, aí tudo a irrita, o cabelo não ficou como ela queria, não encontrou o vestido da cor correta, sua voz saiu diferente na gravação do que ela imaginava, ela se torna literalmente uma pequena leoa furiosa com o mundo.
Ou só fica triste melancólica, principalmente quando não consegue algo que queria e aí o mundo todo perde a cor, isso afeta como ela age em casa, como ela reage aos seus fãs, isso afeta suas músicas, os arranjos, então como pai é fácil perceber que a minha menina não está bem.
Mas aí têm o outro lado…
Quando ela está feliz… Kelly é sorridente, fica cantarolando pelos cantos, sorri pelas coisas mais bobas que considera bonitinhas ou engraçadas, faz brincadeiras bombinhas, como respingar água em mim, enquanto eu estou trabalhando só pela trakinagem, de chamar minha atenção e nessas horas eu sei que ela está feliz.
Isso também afeta suas performances, a Kelly feliz dança de forma impecável, canta sem esforço algum mesmo as músicas que exigem mais técnica para o alcance de voz e definitivamente reage melhor a baixa da adrenalina após um show, ela fica menos melancólica depois que tudo acaba se ela já estava feliz quando chegou e novamente… É fácil para mim perceber.
Por isso, não consegui intervir, porque eu sabia que independente do que eu ache e considere, a Kelly estava feliz.
Até a delegacia…
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Eu estava no laboratório da JET, trabalhando duro, vendo os dados, quando a secretária ruiva do Jiang trouxe novos dados, ela entrou caminhando com a confiança de quem não deve nada para ninguém, “Descobrimos mais coisas nos arquivos da InGen, mas você precisa manter a calma com esses dados.”, eu olhei para ela confuso e já sentindo um frio na barriga.
Eu peguei o Pendrive e fui olhar do que ela falava e isso me embrulhou o estômago, a verdade sobre a 4° crise, algo fabricado desde o começo, algo que sempre esteve lá, colocado por trás de toda a equipe, para servir de salvaguarda da InGen, não… Dos próprios Hammond, pai e filho, dois monstros, eu fiquei tão puto que dei um soco na mesa.
“O que fazemos agora, Srta Raquel?”, ela mantém a calma como sempre, “Por enquanto você precisa se acalmar e trabalhar em uma forma de reprogramar o dna dela, aliás, têm uma ligação para você.”, eu faço que sim com a cabeça e saio do laboratório, a Raquel têm quase a idade da Kelly, tudo o que eu quero é poder ver minha filhinha com a mesma idade, sendo bem sucedida nos seus sonhos.
Mas quando peguei o telefone meu mundo caiu… Briga na USP, minha filha estava na delegacia com outra garota. A Valéria pediu para eu ir lá logo, porque a Kelly estava em desvantagem com a família da menina que havia chegado e estavam tratando ela mal, Valéria estava preocupada por não poder entrar com a Kelly. Eu nem pensei, principalmente após ouvir o nome da praga envolvida, só chamei meus advogados e partimos em direção a delegacia.
Vale um pouco falar sobre a Valéria… Mãe embaixadora, pai um mega empresário Angolano, assim como a Kelly a amiga dela também sofre preconceito. E assim como a Kelly embora por outros motivos, Valéria também têm a mesma educação de ponta que eu dei para a minha filha, eu coloquei a Kelly para aprender educação clássica e etiqueta, como forma de protegê-la de comentários maldosos nas altas rodas onde circulo, além de forçar sua aceitação… Valéria é filha de embaixadores, neta de políticos, essa educação faz parte das necessidades de onde sua família circula, não só por proteção, mas porque ela terá que herdar isso. No fundo, ambas são iguais em muitas formas, nascidas para serem princesas, por isso se deram tão bem.
Antes de chegarmos lá, meu advogado já tinha falado com o delegado, eu já sabia de tudo e o restante foi fácil deduzir, Bárbara… O ódio dela pela Kelly é algo que eu não consigo fingir que não deveria ter subestimado na equação Christian, deveria ter preparado a Kelly melhor para essa garota ou gente como ela, na internet ela constantemente chama a Kelly de ‘zóio rasgado’, uma referência aos olhos puxados dela, eu lembro que no perfil controlado da Kelly onde ela posta suas fotos, Bárbara é uma presença constante, criticando, falando coisas horríveis que geralmente são apagadas por nossa equipe.
Até algumas das fotos pagas acabam tendo comentário dessa invejosa, quem paga só para poder destilar veneno. Enfim… Dizem que toda inveja carrega um pouco de admiração, mas essa mulher é uma psicopata, muito mais parecida com os Hammond do que a família dela imagina.
Quando cheguei na delegacia, foi quando eu realmente fiquei preocupado, foi quando eu realmente fiquei abalado pelo que eu vi, Kelly, havia perdido tudo… Seu olhar… Sua postura, não era da minha menina incrível que já passou por tanta coisa, ali ela estava tão frágil que a primeira coisa que eu pensei, foi nela dentro de uma caçamba abandonada, toda suja cercada de lixo, desde aquele dia não via aquele olhar, aquela expressão triste e vazia em seu rosto.
Do outro lado na mesma sala, estavam Christian a família e a noiva dele, todos olhavam para a Kelly com hostilidade, mas ninguém viu o que eu vi, quando Bárbara olhou para mim ela sorriu, vitoriosa pelo que estavam fazendo com a minha Kelly e a minha vontade era de dar um soco no Christian e fazer ele pedir perdão para a minha garotinha, fazer a Bárbara engolir o par de alianças que seu primo e noiva carregavam, mas…
Eu peguei a Kelly pela mão e puxei para mim, “Vamos para casa, você não está bem anjo.”, quando seguro a mão dela que está gelada e puxo, a Bárbara segura a outra mão dela, “Eieieieiei não é assim não, estamos em uma delegacia e eu vou dar queixa.”, eu olho para o banana do primo dela, que não faz nada, mesmo diante de uma possível agressão física contra ela, os pais dele, estão indecisos sobre o que fazer, não é difícil ver porque essa garota age como quer.
Então eu puxo a mão da Kelly com alguma força fazendo ela soltar, o que faz o tio dela, dar um passo na minha direção com o meu advogado entrando na frente dele, assim como eu posicionei meu corpo entre ela e a Kelly, “Pode fazer o que quiser senhorita, mas quem fala com vocês a partir de agora são meus advogados e não ela.”, levei a Kelly para outro grupo de cadeira, enquanto o Christian finalmente sai de sua paralisia tentando fazer a prima dele se comportar e o pai baixar a bola eu volto e já me adianto com o meu advogado.
“Dr. Claudio e eu estamos pensando sobre sua queixa senhorita Bárbara e achamos que a senhorita pode fazer como quiser.”, ela olha incrédula, “Vai fugir do flagrante é?”, eu sorrio, porque o jogo que ela joga eu já sou técnico, “Na verdade, estava pensando em apresentar para o juiz dois anos de mensagens suas nas redes sociais falando coisas imundas para a minha filha e deixar ele decidir se você é uma stalker violenta e perigosa, ou só uma invejosa racista que profere injúrias preconceituosas quando acha que ninguém vai conseguir te incriminar.”, a garota visivelmente quebrou na minha frente e pela primeira vez, vejo o Christian olhar para ela com real decepção.
“Quero ver provar isso aí.”, meu advogado intervém, “Na verdade, temos todos os prints senhorita as redes sociais da Srta Franco são mantidas por uma equipe competente para evitar haters.”, eu olho para todos eles, vendo as maré mudando finalmente, “Agora deixarei os senhores falando com meus advogados e vou levar minha filha para casa, ela não têm mais nada para dizer para NEM UM de vocês.”, eu coloquei ênfase no ‘nem um’ ao olhar para o Christian e saio de lá.
A verdade é que eu nunca fiquei tão feliz de ter cedido aos caprichos da Kelly, se os seguranças e não a polícia tivessem defendido minha filha, estaríamos com algum problema, ela iria alegar agressão por motivo racial sem dúvida, eu vi no sorriso daquela mulher, ela iria capitalizar em cima disso, em cima de mim e prejudicar a Kelly de graça no processo, prejudicar a imagem dela de graça.
Sinceramente… Eu não me considero uma pessoa racista exatamente por isso, tenho meus problemas sim, sou preconceituoso sim, mas não saio do meu caminho para perseguir alguém por causa disso… ‘Ou talvez eu só tenha mudado ao longo dos anos’, é o que penso olhando para a garota de pele escura, olhos puxados que cochila no banco do passageiro.
Kelly definitivamente salvou minha humanidade de muitas formas, será que posso aceitar um genro negro? Isso realmente é algo que eu não me veria fazendo meros dois anos atrás quando esse romance dela começou, mas então lembro dos seus sorrisos, da sua voz cantarolando no chuveiro, enquanto estuda e sim, eu poderia, pelo sorriso da minha filha, eu definitivamente poderia aceitar um genro negro e ainda daria minha benção.
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Em casa ela me perguntou se eu não tinha nada haver com isso com o comportamento daquela mulher, eu falei que não, esperando que Kelly não duvidasse de mim, porque ela têm agido de forma tão imatura por causa desse negro, que eu não sei se consigo ter as certezas que teria no passado, o coração de uma jovem como ela, é bastante forte e pode escolher caminhos que normalmente não faria estando apaixonada.
Esperei ela estar descansada para conversar com ela no dia seguinte, não iria pressionar, ela iria perder a cabeça e talvez, a conversa não fluísse e eu precisava da minha menina adulta, concentrada, com foco para conversar, por isso geralmente escolho quando ela está terminando yoga, voltando da academia, situações em que ela está relaxada e concentrada com sua mente trabalhando bem, ao invés de cansada ou explodindo de energia. Como disse acima Kelly é uma garota extremamente passional, saber a hora de falar com ela e como abordar o assunto é parte de como lidar com ela, sem causar estresses para ambos os lados, principalmente agora que ela não é uma criança.
Eu lembro a primeira vez, que tive contato com esse lado dela, ela estava furiosa por algo que aconteceu na escola, ela acabou discutindo comigo, coloquei ela de castigo sem pensar e aí… Ela destruiu tudo, precisei repor copos, pratos, e etc, atirou contra as paredes, como a leoa feroz que as vezes ela é, claro que eu puni ela por isso, mas ali eu entendi o gênio da menina que havia acabado de entrar no quinto ano, Kelly é explosiva, seu carinho é sem limites, sua paciência é imensa, mas sua fúria, eu vi apenas uma vez…
Yoga, natação, massagem, canto, Kelly não têm um gênio fácil e algo me diz que o Chris e o Jonathan ainda não viram esse lado dela, os mesmos olhos que fascinam com seu carinho, são os olhos que carregam todo ódio dela, quando está realmente com raiva, ou sua dor quando machucada, ela pode comunicar um carinho infinito por você, ou te deixar sentir sua dor, ou simplesmente sua fúria em um instante com o olhar…
No dia seguinte, infelizmente fui obrigado a dar o sermão que eu não queria, não queria ter usado a Júlia, não queria ter falado daquele jeito, mas a Kelly precisa saber que ela está perdendo o contato com sigo mesma, ela é uma princesa, ela não precisa se rebaixar, ser amante, ir parar na delegacia, trocar tapas com outra garota. Nada disso, ela não precisa e apesar de parecer não ter me ouvido, pareceu ter ao menos me entendido, antes de sair chorando.
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Depois disso Kelly não voltou para casa, mas eu recebi uma ligação do Jonathan dizendo que ela tinha dormido na casa dele e que ia ficar por lá porque os dois iriam em uma festa no dia seguinte, eu respirei fundo e aceitei, ela é a namorada dele, Jonathan pode me colocar na cadeia pelo projeto HGM e pode matar a Kelly por enquanto ambos estamos em suas mãos, por enquanto… Breve… Muito em breve ela estaria livre e eu vou me acertar com esse playboy.
Mas aí ela voltou para casa, quebrada, eu fiquei tão furioso, minha vontade era encontrar o Jonathan e literalmente quebrar a cara dele, deixar o meu próprio estresse sair e acabar com aquele playboy filho de uma puta, mas eu tinha algo mais importante para fazer. Aquele dia peguei ela no colo, contei toda a história dela, como se fosse uma criança.
Mostrei as fotos, os vídeos, dela criança, mostrei como ela era amada, por mim, pela Júlia, pela Samantha, como ela nunca foi o que aquele imbecil falou, não para nós, que a conhecemos de perto, que a amamos desde menininha.
Mas no dia seguinte, todo esse novo inferno começou…
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Eu estava chegando em casa, naquele dia estava cansado quando vi uma carta em cima da mesa, eu me preocupei automáticamente, o papel estava molhado com as lágrimas que minha menina chorava enquanto escrevia.
(Alberto desculpa, desculpa…
Eu vou pedir para o Jonathan, eu vou me entregar 100% a ele, não há volta meu pai, eu preciso que não importa o que aconteça comigo, eu preciso viver pelo menos um ano, um único ano é o que eu peço, não importa o que aconteça com esse corpo, mas.
Eu estou grávida do Christian, eu preciso garantir que esse bebê vai viver Alberto, não importa o que precisem fazer, não importa se eu tiver que ficar em aparelhos, esse bebê deve sobreviver e eu conto com você para fazer essa criança chegar ao pai quando chegar a hora.
Kelly🌟Franco)
Eu entrei em pânico na hora, gravidez foi o que engatilhou a crise na Júlia pelo que o Jiang descobriu, eu precisava chegar até Kelly, não podia deixar ela chegar até o Jonathan ou ele poderia matá-la. saí correndo para o carro e estava pegando as chaves, quando um saco preto foi colocado na minha cabeça e daí senti um choque violento nas costas que me deixou desacordado.
=== === CAPITÃO CARLOS === ===
Estava olhando o mar, da cabine do NAM Atlântico, quando me chega a notícia, “Senhor ele está acordando.”, eu respiro fundo e sinalizo para o rapaz, que se retira e eu vou caminhando pelo convés, descendo escadas, a estabilidade da embarcação é perfeita, uma pessoa, que não sabe onde está nem vai perceber que não está em terra firme.
Eu tiro meu nome do peito e dou na mão de um subalterno, entro na sala com o Alberto enquanto tiro a boina da cabeça, “Senhor Alberto. Espero que não se importe de fazermos algumas perguntas.”, ele olha para mim um pouco perdido, ainda se recuperando, “Como eu vim parar aqui, o que está…”, detesto ficar ouvindo conversa inútil então vou direto para o ponto.
“Você é um traidor, Alberto. Você está aqui por fazer pesquisas militares com crianças brasileiras para um governo extrangeiro.”, ele balança a cabeça confuso, mas já pronto para se defender, “Se vai me acusar de algo, eu tenho direito há um advogado, a PF não têm…”, novamente interrompo a falação inútil, “Eu pareço policial para você?”, ele se cala imediatamente, obviamente reparando na farda branca, eu apoio a boina na mesa, “Você está em uma base da SIMAR e não, você não têm direito a advogado aqui.”, ele finalmente percebe no que se meteu.
“Serviço de Inteligência da Marinha”, eu sorrio e me sento à mesa para fazer minhas perguntas, “Ótimo podemos começar.”...
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Eu estava em casa, o interrogatório e investigações e as com o senhor Alberto durou quatro meses, apesar de colaborar vários buracos foram ficando, mesmo assim, alguns deles poderiam ser cobertos por nossa própria investigação, interceptação de mensagens e por nossa outra prisioneira Samantha…
O que sabemos até agora, 5 laboratórios, pesquisas envolvendo crianças de rua, 50 crianças, um show de horrores, tenho certeza que Alberto e Samantha não sabiam de tudo o que estavam se envolvendo, mas se irmos atrás do Jonathan que é filho do mandante e atual chefe da operação, eles são facilmente usáveis como boi de piranha e isso não é o que eu quero, eu quero o Jonathan, quero o rabo dele nas minhas mãos e depois apodrecendo na cadeia após um escândalo para servir de exemplo.
O EMA (Estado Maior da Armada), levou esse tempo para decidir se intervimos, ou se resolvemos isso em conjunto com o Pentágono, mas o próprio Tio San não está insatisfeito com uma taxa de sobrevivência tão baixa, pelas comunicações. E mesmo se estivesse satisfeito, não iríamos deixar continuar usando nossas crianças nisso, mas precisaríamos da cooperação total do Alberto, que apesar das ameaças de uma estádia bem pouco prazerosa na prisão, não oferece exceto se…
“Você me ajuda a resgatar minha filha e eu colaboro…”, onde entra o próximo elo dessa corrente, Kelly Franco, nem uma comunicação ou documento indica ela como uma das crianças, pelo contrário. Mas podemos apontar que ela seria a número 51, ela não precisa entrar no sistema, sabemos que ela foi curada de condições agravadas de saúde de forma impossível, sabemos que o pai deve ter dado o seu ‘jeitinho brasileiro’ para ela entrar na pesquisa.
Estava pensando nisso quando minha esposa entrou no escritório. Ela possui cargo de Oficial de Inteligência dentro da ABIN sendo considerada uma agente da ABIN caso necessitem de alguém efetivamente treinada..
“E aí tomou uma decisão?”, eu olho para ela, “Ainda não.”, ela parece decepcionada, “Eu não acredito nisso Carlos.”, eu olho indignado, “Oxe, não acredita no quê mulher?”, ela parece ficar mais furiosa, “Kelly é uma menina. A gente precisa fazer alguma coisa!”, eu olho para ela e fecho as pastas, “Amor, eu não vou mover uma operação…”, “VAI SE FODER CARLOS!”, definitivamente sua fúria me pegou de surpresa.
“Você leu os relatórios? A gente está acompanhando os passos do Jonathan, ela é refém dele e você não quer fazer NADA? E se fosse nossa filha? Pelo amor de Deus!!”, eu respiro fundo, “Amor eu não…”, ela levanta a mão, intransigente como sempre, intransigente como só ela consegue ser, “Eu não quero falar com você até saber sua decisão final, aí eu descubro até quando você dorme no seu navio.”, e saiu do escritório batendo a porta.
Eu fico pensando, por um lado ela têm razão, é só uma menina, desde que ela leu os arquivos, isso têm incomodado ela. Eu me pergunto o quanto ela se espelha nessa menina, ela passou por um inferno dos seus 19 aos 22 anos, algo envolvendo homens horríveis, eu realmente acho que ela pode estar projetando… Mesmo assim, errada ela não está, eu não posso só fechar os olhos para essa situação.
“Que se foda…”, começo a olhar as opções de ação, não posso tomar uma atitude oficial direta, mais existem meios menos oficiais para fazer algo ou forçar outra agência agir. Hora de trabalhar…
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Eu saí do escritório após vários telefonemas e encontrei com ela emburrada no sofá, de camisola e um roupão ambos de seda, o relógio já marca duas da manhã, “Não vai dormir não?”, eu pergunto, “Você vai?”, direta e reta, definitivamente está de mau humor, eu respiro fundo, “Desculpa, eu sei que isso significa muito para você, vou… Fazer algo sim, mas precisaria da sua ajuda.”, ela sorri, um sorriso lindo de ouro, seus olhos de mel sempre brilham de uma forma diferente, com uma alegria diferente quando consegue o que quer.
“Ok… Faço…”, eu dou risada, “Nem te falei nada ainda sua doida.”, ela riu também, “Antes preciso comer algo…”, eu digo e ela sorri, “Eu não ia te deixar você sem comer, né?”, vamos para a cozinha, ela realmente conservou toda a janta, tudo pronto para comer enquanto conversamos sobre o plano ousado, como agir de uma forma menos oficial, mas com logística.
“Gostei.”, ela fala se levanta para levar as louças para a lavadora, ela tinha tirado o roupão para comer obviamente, o que fez eu olhar aquele delicioso corpo, observando o sorrisinho tímido dela, literalmente uma cavala, com seios grandes, quadris largos, coxas grossas, no auge de seus 30 anos, ela têm um corpo de tirar o fôlego.
E quando ela leva a louça para a lavadora eu ainda estava olhando, admirado com a minha sorte e aí percebo a maldade, ela já sabia minha resposta.
Bem no meio da bunda farta e deliciosa, uma luz azul através do tecido leve branquinho da camisola, um plug anal com led azul, aí já é provocação de mais, eu não aguento e agarro ela, logo após ela fechar a porta da lavadora, quando estava se levantando, beijando sua nuca e pescoço.
“Calma Carlos, vai acordar a Aurora.”, eu sorrio, ela sempre se faz de safada comportada, “Tudo bem Jack Tequila, eu dou um jeitinho de você ficar quietinha.”, depois disso arrastei ela de volta para o escritório.
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Joguei ela sobre a mesa de escritório, o ambiente com melhor contenção de ruídos da casa, levantei sua camisola com ela com as mãos e seus belos seios apoiada na mesa e fui entrando devagar e com carinho, até o fundo do seu maravilhoso corpo, uma mão apoiada nas suas costas pressionando contra a mesa, a outra brincando com o plug, fazendo se mover e girar dentro dela, arrancando gemidos altos de prazer, ela mordendo a mão, tapando a própria boca, até gozar tremendo inteira, molhando as próprias coxas, minha virilha tudo.
Não consigo colocar em palavras o colorido vocabulário para palavrões e sacanagens da Jaqueline quando ela está gozando, vai de “Fode sua puta meu macho gostoso...”, para o “Puta que o pariu vai fazer eu gozar desgraçado!”, em instantes, passando por toda a sorte de coisas, que fariam uma atriz pornô corar.
Depois deitei ela na mesa, olhos nos olhos e continuei até também gozar nesse corpo maravilhoso vendo o movimento dos seus seios, o sorriso no seu rosto, seus olhos apaixonados, ela fechou os seus olhos sentindo que eu estava gozando, tendo um segundo orgasmo comigo dentro dela, puxando meu corpo para ela com as pernas em um espasmo de prazer.
No carpete coloquei minha loirinha cavala com olhos de mel para cavalgar, ela se contorceu, rebolou, seu quadril se movendo para frente e para trás, o corpo todo ondulando, eu olhando em seus olhos, fascinado, seus seios se movendo ao sabor do movimento, ambos entregues ao prazer, ela de vez em quando colocando a mão na própria boca antes de gozar molhando meu quadril inteiro.
Ela sorriu para mim safada, com a mão para trás, tirou o plug da própria bunda, com uma carinha momentânea de dor, olhando nos meu olhos…
“Hora do presente por ser bonzinho.”, eu dei risada, ela se levantou um pouco e direcionou com a mão,logo meu pau já estava sumindo para dentro da bunda dela, com os olhos fechados se concentrando em descer deliciosamente, cavalgou gostoso, firme, até eu ver em seus olhos o cansaço, ela se deita em cima de mim, eu sorri e dei um beijinho nela, depois com um risinho ela sai e se deita do meu lado de bruços abrindo a sua bela raba.
“Vem negão... Não quer detonar o cu da sua puta? Se acha que não aguenta mais é só dizer...”, eu sorri e subo sobre ela, empurro no cuzinho enquanto tapo sua boca, deixando ela gritar, fodendo o cuzinho dela tapando sua boca e enchendo a lateral da sua bunda linda de tapas, até sentir ela gozar e eu mesmo gozar dentro do rabo maravilhoso dessa mulher com quem já vivo a seis anos.
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No banho conversando…
“Você sabia a decisão que eu ia tomar né?”, eu pergunto para ela que dá uma risadinha tímida e confiante, “Carlos você é o meu homem, eu sempre confio que vai fazer o que é certo.”, eu dou risada, “Você é imparável.”, ela sorri safada, “Oxe e só agora descobriu isso?”, eu dou risada, “Não tenho defesa, definitivamente, já sabia antes. Muito antes.”..
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Alberto se demonstrou bem conectado, mal começamos a trabalhar e logo ele já havia conseguido uma visita com o Estado Maior nem sei como acharam ele aqui, mas não era o Jonathan, ou seus aliados, tão pouco os aliados do seus parentes político, eram chineses, com uma proposta de parceria científica, sem crimes contra os direitos humanos, sem passar por cima da nossa autoridade, por dentro do BRICS, definitivamente, por essa eu não esperava.
Tão pouco pela ruiva maravilhosa que desceu do helicóptero acompanhando o figurão que veio falar com ele, o cara têm um ar que parece nunca ter dado um sorriso na vida, atrás vinha a estonteante ruiva, com um terninho azul escuro simples e seios, lindos, grandes, tão grandes que quase não consegui tirar o olho, quando ela passou por nós, antes da Jaqueline me dar uma cotovelada com toda a força nas costelas.
“Que isso amor…”, ela sorriu, “Nós temos um casamento aberto, mas me respeita do seu lado.”, eu dei risada e fiquei vermelho, concordando… Ali começava a mais improvável aliança do mundo com o objetivo de salvar a tal Kelly Franco do seu cativeiro, onde já estava a cinco meses e pelos e-mails do Alberto estava grávida de sete meses, desde a sua ida para Madrid.
=== === === … … FIM DA 2º FAIXA BÔNUS … … … === === ===
Música do Título: Fora da Ordem
Interprete: Caetano Veloso
Pois é, assim começa a mais improvável aliança do mundo, três forças estão convergindo para derrubar o bilionário, como eu havia prometido, a luz no final do túnel, três forças que podem colocar a InGen em cheque, mas como o Jonathan disse no anterior, ele já está desconfiado será que essas três forças são suficiente? Será que ele será pego pelos seus crimes contra a humanidade? Será que eles conseguirão salvar a Kelly de seu cativeiro? São perguntas para o futuro.
Mas por agora, é melhor curtir o momento, essa poderosa aliança que se juntou para conseguir resultados reais.
Louca, para ver a reação de todos com a intromissão da Marinha do Brasil e seu serviço de Inteligência, principalmente com os agentes escolhidos, Capitão da Marinha Carlos e a Oficial da Agência Brasileira de Inteligência, Jaqueline. 😉
Se chegaram até aqui, votem, comentem, façam uma autora feliz.
