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O Homem da Casa - Celebrando a Vida - 3

Da série O Homem da Casa
Um conto erótico de Davi
Categoria: Heterossexual
Contém 1828 palavras
Data: 25/08/2026 16:00:47

A tia Rita é, bem, uma mulher “interessante”, não adianta eu inventar um monte de adjetivos falsos, mudar o corpo dela, esse é provavelmente o melhor adjetivo. Ela é baixa, 1,57m no máximo, e um tubo perfeito de mulher. Sabe os quatro formatos básicos do corpo feminino? Ampulheta, maçã, pera e tubo? Pois é, a tia Rita é tubo.

Depois que ela e o tio João — que morreu há uma década do jeito mais idiota possível depois de conseguir se eletrocutar fingindo que ainda era bom o bastante pra ser eletricista da empresa que ele trabalhava — instalaram a piscina, eu passei muitos dias de verão na casa deles, então eu sabia que ela tinha peito chapado, com pneuzinho na cintura, braços e pernas rechonchudos e, como um personagem de seriado antigo descreveu, “tornozelos de cano”, grossos, formando um tubo menor envolvendo panturrilhas e tornozelos.

Ela é mais bonitinha do que bonita, daquele jeito de rosto redondo das mulheres gordinhas. A característica mais marcante dela é aquele cabelo ruivo flamejante clássico de tintas de farmácia que nenhum conjunto de genes humanos jamais produziu sem ajuda química.

— Tia Rita — eu disse enquanto ela me puxava, quase arrastava, pro quarto da minha mãe e pai… não, pro MEU quarto — isso é…

E eu meio que desliguei.

— Tia Rita — comecei de novo, mas ela me calou com um beijo.

Foi possivelmente o beijo mais terno, amoroso e delicado que eu já recebi, e isso inclui três esposas e duas crianças.

— Shhh — ela sussurrou baixinho, quebrando o beijo e pegando a barra da minha camiseta.

Quando eu levantei os braços para deixar ela puxar a camisa pra cima e tirar, percebi que eu tinha dormido com aquela roupa e precisava desesperadamente de um banho.

— Tia Rita — tentei de novo, e ela me calou com outro daqueles beijos delicados.

— Depois, Davi — ela disse — mas primeiro a gente celebra a vida nesse dia terrível.

Os beijos dela cobriram meu rosto e meu corpo de dezenove anos respondeu.

Ela sabia — as três décadas de experiência a mais que ela tinha sobre mim tornando impossível esconder qualquer coisa dela, mesmo que eu quisesse — o que eu precisava. Mas eu não queria esconder nada. Percebi, bem abaixo do nível do pensamento, que ela estava certa. Eu precisava daquilo, desesperadamente.

Quando eu agarrei os braços dela e tentei beijá-la com mais força, ela colocou as mãos entre nós.

— Não, Davizinho — ela disse naquela voz macia — devagar. Sem pressa hoje. A gente está celebrando a vida, não fodendo.

Acho que foi a grosseria dessa última frase que me trouxe de volta da tarra que eu tinha começado a sentir.

Comecei então nos botões dela, devagar, um botão de cada vez, curtindo a visão da pele clara, cheia de sardas, enquanto eu a revelava. Lembrava de vê-la na piscina: ela era uma ruiva de verdade, com aquele cabelo, a pele pálida e as sardas.

— Assim está melhor — ela disse, os lábios encontrando a pele macia do meu peito.

Eu queria sentir pele contra pele, não por tarra, mas por conforto, então passei os braços por trás dela, desprendi o sutiã, puxei pelos braços e a abracei.

Ela é além de peito chapado. Os peitos da tia Rita parecem que ela começou a puberdade e depois, de algum jeito, congelou. Os mamilos rosa são inchadinhos, um pouco maiores que os de um menino, e os peitos são pequeninos de xícara. Estavam firmes e quentes contra minha pele enquanto eu a puxava pra mim e começava a chorar.

— Isso mesmo, Davizinho — ela disse, me segurando contra ela — deixa sair.

Uma barragem se rompeu. Eu estava chorando, soluçando como não soluçava desde que caí da bicicleta e ralei o joelho — uma cicatriz que ainda carrego — quando tinha sete anos.

Ela me consolava, a mão acariciando meu cabelo, me dizendo, repetidas vezes, pra “deixar sair”.

Não sei quanto tempo eu chorei daquele jeito.

Assim que eu baixei para o nível de, bem, choro quieto, ela desceu a mão até meu cinto. Desfez o cinto, depois o botão e o zíper, os olhos nunca saindo dos meus. Beijou-me enquanto eu ia pro botão do jeans dela e disse, bem baixinho:

— Não, Davizinho, deixa eu fazer o trabalho.

Saí da calça e da cueca enquanto ela me segurava e me beijava de novo.

Ela deu um passo pra trás, abrindo espaço entre nós o bastante pra desabotoar, abrir o zíper e empurrar pra baixo, antes de voltar pros meus braços.

Olhando para trás pela lente de… bem, não importa quantos anos, eu percebo que aquela foi a primeira vez que eu fiz amor de verdade como adulto. Ah, eu tinha me saído razoavelmente bem com as meninas. Consegui tirar a calcinha de cinco delas, e era exatamente assim que eu pensava: entrar na calça delas.

Mas aquilo era diferente.

Aquilo estava tão além de simplesmente foder que era um ato completamente outro.

Quando eu disse “Eu te amo, tia Rita” — uma frase que meu primo me ensinou ser a chave da calcinha de uma mina — eu quis dizer de verdade, e quando ela respondeu “Eu te amo, Davizinho”, eu acreditei nela.

Ah, não me entenda mal, tinha paixão. Mas era uma paixão amorosa. Aquilo estava muito além da paixão da tarra, da necessidade animal de drenar o dragão velho e jorrar o DNA.

Pela primeira vez com uma mulher, pareceu… especial.

E o cheiro dela, aquele perfume maravilhoso de cheiro de mulher, de vontade de mulher, encheu o ar. Me deixou mais duro, mas, estranhamente, não me encheu de urgência.

— Quero você em cima, Davizinho — ela disse, subindo na cama grande e se deitando de costas, sorrindo e abrindo os braços em convite.

— Meu Deus, você é linda — eu disse, e era nada além da verdade.

Aquilo não era pra “marcar ponto”, como normalmente eu diria para qualquer buceta na minha frente, nem algo pra ser “conquistado” como meu primo me ensinou. Aquilo era uma mulher que eu amava oferecendo compartilhar o corpo comigo.

Os peitinhos dela pareciam sexy e convidativos. O umbigo fundo, daqueles pra dentro, pedia beijo, então eu beijei. Aquela mata grossa de pelos laranja-vivo, provando que ela era mesmo ruiva de verdade mesmo que reforçasse o que tinha na cabeça, era sexy e eu beijei, sem querer nem oferecer sexo oral, só querendo sentir aquele pelo macio na bochecha e inspirar aquele cheiro doce. Os feromônios invadiram e minha ereção latejava enquanto eu avançava e deslizei pra dentro dela num movimento suave só.

— Devagar, Davizinho — ela disse — sem pressa.

Eu lutei contra as exigências do meu corpo de dezenove anos e diminui o ritmo.

E, caralho, aquilo era melhor.

Era a melhor sensação que eu havia sentido na vida.

Eu nunca tinha imaginado algo tão perfeito. Aquilo não era foder. Porra, nem era “fazer amor”. Aquilo era duas pessoas se misturando, se fundindo, pra usar o clichê cansado, dois corpos incompletos se tornando um.

As mãos dela se moviam devagar para cima e para baixo nas minhas costas, segurando minha bunda e me puxando para dentro dela e depois subindo até os ombros, fazendo cócegas e deixando um rastro de arrepios. Eu me ergui nos braços, peguei as mãos dela, prendi ao lado das orelhas e comecei a cobrir o rosto dela com um milhão de beijinhos pequenos.

Quando ela apertou em mim, lá onde eu estava dentro, meu controle quase falhou.

Eu ri baixinho e sussurrei:

— Se você fizer isso de novo eu provavelmente vou terminar antes da hora.

Ela riu e sussurrou:

— Não queremos isso.

Senti ela relaxar, impressionado com o quanto estava molhada, a forma como eu sentia o fluxo dela ao meu redor.

Não sei quanto tempo a gente ficou daquele jeito. Eu mal me mexia; qualquer movimento rápido provavelmente eu ia jorrar litros dentro dela. Tenho certeza de que ela sentia o mesmo. Os movimentos dela também eram bem limitados.

Quando ela gozou foi súbito e poderoso.

A gente estava se beijando, beijinhos leves. Ela ficava me dizendo que aquilo era viver, que a gente estava celebrando a vida, e eu acreditava nela. Eu ficava agradecendo e ela respondia “O prazer é meu” e depois ria baixinho e acrescentava “literalmente”.

De repente ela engasgou com um suspiro fundo e eu senti a tensão no corpo dela enquanto os dedos cravavam nas minhas costas e ela tentava fazer um abdominal contra mim.

Eu a segurei, sustentando naquela posição estranha, enquanto o néctar dela, quente e grudento, escorria. Ela soltava um suspiro longo, um som suave de gemido até eu não imaginar como ainda tinha ar nos pulmões.

Ela engasgou com uma inspiração que parecia algo de gibi escrito como “UNHHHHHH”, e então eu senti ela apertar de verdade, espremendo onde eu ainda estava dentro dela com tanta força que quase doía. Ela estava encharcando os dois e o cheiro do orgasmo dela estava denso no ar.

— Fica comigo, Davizinho — ela ofegou.

Eu parei o movimento, fiquei com ela, dentro dela, me erguendo nos braços esticados para olhar nos olhos dela.

Ela sorriu.

— Vida, Davizinho — ela disse.

— Vida — eu respondi, inclinando para beijá-la.

Não sei quanto tempo ficamos daquele jeito, unidos, não, fundidos, nosso corpo único me ensinando o que era o amor, o que o sexo podia ser.

— Ai, porra — ela gritou, rindo enquanto se sentava de novo, se puxando contra mim quando o próximo orgasmo a pegou de surpresa.

— Ai, porra — ela disse, a voz macia no meu ouvido dessa vez — termina agora, Davizinho, me enche, me dá esse lindo presente de homem.

— Hã? — falei. Aquilo era novo para mim.

Ela riu.

— Uma expressão antiga, amor — e eu percebi o quão surreal era ter essa conversa enquanto eu ainda estava enfiado até o saco dentro dela. — Vai em frente e termina, Davi, goza, me enche.

— Ahhh — eu disse.

Agora SIM eu entendi e deixei meus quadris criarem um ritmo.

Ela gozou de novo, quente e molhada, apertando em mim, me encharcando.

Deixei o ritmo acelerar enquanto ela cravava as unhas nas minhas costas.

— Isso, bebê, isso, bebê — ela ia dizendo, quase um mantra.

Conforme a pressão aumentava e eu sabia que o clímax estava perto, eu diminui até que, quando gozei, até aquilo foi suave e amoroso. Em vez das contrações musculares fortes bem fundo na barriga — o jeito da evolução de mandar minha semente jorrar longe dentro do corpo da parceira, ajudando os espermatozoides na jornada terrivelmente longa pelo colo do útero para encontrar o óvulo — eu flui para dentro dela, segurando o olhar dela enquanto o êxtase demorava.

— Um brinde pra celebrar a vida. — ela disse baixinho, me puxando para um beijo.

— Vida — eu respondi, saindo dela e depois me aconchegando, encontrando o mamilo com os lábios e mamando de leve, levando o mamilo, a aréola e um pouco mais de tecido para dentro da boca e, conforme o instinto tomava conta, massageando contra o céu da boca. Ela acariciava meu cabelo enquanto eu mamava.

A próxima coisa que eu percebi foi ela me acordando.

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Comentários

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Excelente! Bela narrativa. Uma cena linda de ler.

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