Pamela percebeu minha presença no segundo seguinte. Os olhos verdes se arregalaram de puro pavor. Ela se levantou de um pulo, quase caindo, e se enrolou depressa numa toalha que estava jogada no chão, tentando cobrir o corpo ainda suado e marcado.
— Eu posso explicar, amor…
Não quis ouvir nenhuma explicação. Virei as costas e saí dali com o estômago embrulhado de nojo. Desci as escadas sem olhar para trás, abri a porta da frente e saí de casa.
Fiquei parado na calçada por alguns segundos, perplexo, chocado. Os flashes da cena não paravam de se repetir na minha cabeça: o corpo dela quicando, o pau grosso dele desaparecendo dentro dela, os gemidos altos, os tapas na bunda. Tudo.
Mas a raiva não vinha limpa. Não podia ficar só com raiva. Eu também a tinha traído. E, pior, tinha praticamente dado liberdade para Arthur chegar nela. O acordo que eu mesmo aceitei agora batia na minha cara com a força de um soco. A culpa e o nojo se misturavam de um jeito nauseante.
Passei o resto do dia longe de casa. Fiquei horas dentro do carro, parado em lugares aleatórios, só olhando para a frente e me lamentando pelo que tinha acabado de acontecer. As imagens não saíam da cabeça. O nojo, a culpa e uma tristeza pesada se misturavam sem trégua.
O celular não parava de tocar. Pamela ligava uma vez atrás da outra. Em determinado momento desliguei o aparelho. Não queria ouvir a voz dela ainda.
Mas eu não podia me acovardar para sempre. Precisava olhar no fundo dos olhos dela e perguntar como aquilo tinha acontecido. Precisava ouvir, mesmo que doesse. E talvez, dependendo da resposta, fosse a hora de começar a pensar no fim do nosso casamento.
Respirei fundo, liguei o motor e decidi voltar para casa.
Assim que entrei em casa, Pamela estava sentada no sofá com os olhos inchados de tanto chorar. Estava de pijama curto, o cabelo bagunçado, o rosto vermelho. Ao me ver, levantou na hora.
— Amor… você por aqui… me desculpa…
A voz dela saiu quebrada. Antes que eu respondesse, ela se ajoelhou na minha frente, as mãos tremendo, e pediu perdão baixinho, repetidas vezes.
Fiquei parado olhando para ela. Queria gritar, queria dizer que não sabia se conseguiria perdoar aquilo. As palavras subiram até a garganta, mas a mente não me deixava julgá-la com a mesma dureza que eu gostaria. Eu tinha feito o mesmo. Tinha traído primeiro. Tinha aberto a porta.
Respirei fundo e falei, a voz baixa e cansada:
— Vou pegar umas coisas, tomar um banho… e depois a gente se fala.
Assim que saí do banho, com a toalha ainda na cintura, Pamela estava sentada na beira da cama. Levantou e veio até mim.
— Você não pode me julgar — começou, a voz ainda embargada. — Nos últimos dois anos, tanto eu quanto você ficamos frustrados sexualmente. Você não tinha nenhum desejo por mim…
Neguei com a cabeça, mas ela não deixou eu falar.
— Não acredito nisso. Eu percebia. Via como você ficava com tesão olhando outras mulheres.
Interrompi, a raiva voltando:
— E você acabou na cama com o nosso aluno.
Ela segurou meu olhar sem desviar.
— Sim. Mas foi só sexo. Desejo. E isso pode ser bom pra mim e pra você… eu ficar com o Arthur e com quem eu quiser, e você fazer o mesmo.
— Você é louca — falei, seco.
Pamela deu um passo mais perto, a voz mais baixa, quase súplica:
— Me dá uma chance. A última. Se a gente pode tentar algo diferente…
Fiquei em silêncio por alguns segundos. A cabeça latejava.
— Não sei… se a gente abrir tudo, a gente vai se destruir mais ainda.
Respirei fundo e completei:
— Amanhã a gente termina essa conversa.
A manhã seguinte chegou e nós dois mal nos falamos. O clima dentro de casa estava gelado. As primeiras e a segunda aula passaram rápido, no automático. Quando o intervalo chegou, eu e Pamela quase não nos olhamos. Ficamos em cantos opostos da sala dos professores.
No pátio, Kelly continuava me provocando do jeito de sempre: sorrisos safados, rebolados propositais, olhares demorados. Melissa estava ao lado dela, contida como sempre, mas linda e gostosa. O corpo de cavalinha marcado mesmo de uniforme, o cabelo loiro preso, os olhos claros baixos.
Depois do intervalo peguei minha turma e fui para a quadra. Comecei um jogo de futebol, organizando os times e corrigindo posicionamento. Foi então que Arthur e Thiago apareceram.
Arthur vinha na frente: negro, alto, corpo atlético e forte, cabelo descolorido, a camisa do uniforme meio aberta, andando com aquela postura de quem se achava dono do lugar. Thiago logo atrás, branco, sempre de boné, o sorriso de comediante no rosto, as mãos nos bolsos.
Arthur chegou até mim, parou bem perto e falou baixo, quase sorrindo:
— Ela é uma gostosa, cara…
Levantei a mão no reflexo, prestes a dar um tapa nele. Ele ergueu as mãos na hora.
— Calma, cara. Vamos conversar numa boa.
Enfiou a mão no bolso, tirou um baseado, acendeu com calma e tragar fundo. Passou para Thiago, que fez o mesmo sem nenhuma pressa. O cheiro de maconha subiu imediato no ar quente da quadra.
Arthur deu mais uma tragada no baseado e começou a falar, a voz calma e certeira:
— Cara, você e eu temos um acordo… e parece que eu ganhei. Mas vamos falar a verdade: você comeu a Marina e eu comi sua esposa. E completa — ele soltou a fumaça devagar —, eu e você adoramos isso. E sua esposa também. Ela te ama… mas tá na hora de vocês dois terem liberdade pra ficar com quem quiser.
A raiva subiu na hora.
— Cara, você não sabe de nada. Eu e a Pamela talvez nunca mais voltemos a ter a mesma relação. E isso não é culpa nem sua, nem da Marina. É nossa mesma.
Arthur encolheu os ombros, ainda segurando o baseado.
— Cara, você pode comer quem quiser. E ela também pode dar pra quem ela quiser. Só basta você querer. Ela te ama. Resistiu muito antes de te trair.
Ele se levantou, sacudiu a calça e completou, já se afastando um pouco:
— Logo você vai mudar de ideia, cara. Eu e o Thiago estamos loucos pra isso acontecer.
Thiago, que até então só observava fumando, apontou com a cabeça na direção do pátio e falou baixo, o sorriso safado no rosto:
— Professor, olha ali… Kelly e Melissa. Duas gostosas que podem ser suas amantes a hora que o senhor quiser. Cara… basta querer.
Segui minha rotina. No último horário do dia dei aula quase no automático, a cabeça longe demais. Organizei um circuito leve de condicionamento: corrida em volta da quadra, alongamentos e alguns exercícios de agilidade com cones. Os alunos participaram, mas eu mal prestava atenção. Corrigia por reflexo, a voz saindo sem energia. Quando o sinal tocou, a turma se dispersou e eu fiquei alguns minutos parado no meio da quadra, só respirando.
Depois da aula, eu e Pamela saímos juntos. Entramos no carro e fomos para casa quase sem trocar palavras. O silêncio dentro do Corolla pesava mais que qualquer discussão.
Chegando em casa, almoçamos lado a lado, cada um no seu prato, os olhos baixos. Assim que terminou, ela se levantou, pegou a bolsa da academia e saiu. Não perguntou se eu ia junto. Eu também não ofereci.
Fiquei sozinho. Saí de casa sem destino certo, só para espairecer. Andei de carro por ruas que eu nem prestava atenção, parei em lugares aleatórios, deixei o tempo passar. As horas se arrastaram até que, já no final da tarde, decidi voltar.
Virei na nossa rua, abri o portão e entrei.
Entrei em casa e fui direto para o banheiro. Liguei o chuveiro quente e entrei debaixo da água, tentando lavar o peso do dia. A porta se abriu. Pamela entrou. Estava de vestido curto, o tecido leve marcando o corpo, os seios quase saltando, as coxas à mostra. Sem dizer nada, ela se aproximou, já tirando a própria roupa. Ficou nua na minha frente: seios pesados, mamilos duros, a buceta raspada, o corpo inteiro à mostra sob a luz do banheiro.
Subiu no box comigo. Passou os braços no meu pescoço e me beijou fundo, a língua quente entrando na minha boca. O corpo molhado colado no meu. Sussurrou no meu ouvido, a voz baixa e embargada:
— Me perdoa, amor…
Não consegui controlar. O tesão subiu rápido, apesar de tudo. Segurei a cintura dela com força e retribuí o beijo com fome. As mãos desceram apertando o bumbum enorme, abrindo as nádegas. Pamela puxou meu pau já duro e começou a masturbar devagar, o polegar passando pela glande.
Virei-a de frente para a parede azulejada. Ela abriu as pernas e se apoiou com as mãos. Enfiei o pau de uma vez até o fundo. O gemido dela ecoou no banheiro. Comecei a meter forte, sem delicadeza, a água quente escorrendo entre os corpos, o barulho molhado da buceta engolindo meu pau misturado com o som do chuveiro. Segurei os seios dela por trás, apertando, enquanto metia fundo. Pamela gemia alto, empurrando a bunda para trás.
— Mais… porra, amor… mais fundo…
Agarrei o cabelo loiro molhado, puxei a cabeça para trás e acelerei o ritmo. Cada estocada fazia o corpo dela tremer. Senti a buceta apertar quando ela gozou, o gemido saindo rouco e quebrado. Continuei metendo, suado, ofegante, até sentir o orgasmo subir. Gozei dentro dela com força, o pau pulsando, despejando tudo enquanto ainda dava as últimas estocadas profundas.
Mesmo depois de gozar, o tesão não diminuiu. Virei-a de frente, levantei uma perna dela e voltei a enfiar, olhando os olhos verdes marejados. Pamela me beijava entre gemidos, as unhas cravadas nas minhas costas. Fodi mais um tempo ali, em pé, a água escorrendo, até gozar de novo, mais fraco, mas ainda intenso.
Ficamos abraçados debaixo do chuveiro por alguns segundos, ofegantes, o corpo colado, o silêncio pesado voltando aos poucos.
Saímos do banheiro ainda molhados, sem secar direito. No quarto, empurrei Pamela na cama. Ela caiu de costas, as pernas se abrindo sozinhas, a buceta ainda escorrendo mistura de porra e tesão. Subi em cima e enfiei de novo de uma vez.
— Ahh… porra, amor… assim… — ela gemeu alto, a voz já rouca.
Comecei a meter forte, fundo, o barulho molhado enchendo o quarto. Pamela arqueava as costas, as unhas cravadas nos meus ombros.
— Mais forte… me fode mais forte…
Agarrei as coxas dela e abri ainda mais, metendo até o fundo. Os gemidos dela ficaram mais altos, quebrados, misturados com meu nome. Virei-a de quatro. Aquele bumbum enorme ficou na minha cara. Dei um tapa forte e ela soltou um gemido agudo.
— Aih… isso… bate mais…
Cuspi na mão, passei no cu apertado dela e enfiei o dedo devagar. Pamela gemeu mais baixo, quase um rosnado. Tirei o pau da buceta, posicionei na entrada do cu e empurrei com calma. A cabeça entrou primeiro. Ela segurou o lençol com força.
— Vai… devagar… ahh, caralho…
Empurrei mais, centímetro por centímetro, até estar inteiro dentro do cu quente e apertado. Comecei a meter devagar, sentindo ela se abrir para mim. Os gemidos dela mudaram: mais profundos, mais sujos.
— Tá… tá gostoso… me fode o cu… porra…
Acelerei. Uma mão no cabelo loiro puxando, a outra agarrando a nádega e abrindo. Metia fundo, o pau sumindo inteiro a cada estocada. Pamela gemia sem parar, a voz falhando:
— Assim… mais fundo… ahh… vou gozar de novo…
Senti o corpo dela tremer. A buceta se contraía no vazio enquanto o cu apertava meu pau em espasmos. Ela gozou gritando, o corpo inteiro estremecendo. Continuei metendo no cu, mais rápido, mais fundo, até sentir os ovos retesarem. Gozei com força, o pau latejando, enchendo o cu dela enquanto ainda dava as últimas estocadas profundas.
Os dois caímos lado a lado, completamente exaustos, suados, ofegantes. O quarto cheirava a sexo e a pele quente. Pamela ainda tremia de leve quando eu a puxei para perto. Nenhum dos dois falou nada por um longo tempo.
Ficamos deitados na cama em silêncio por um tempo. A chuva caía lá fora, batendo mansa no telhado e nas janelas. O quarto ainda cheirava a sexo e a pele quente.
Quebrei o silêncio, a voz baixa:
— Eu ainda não te perdoei.
Pamela virou o rosto na minha direção, os olhos verdes ainda marejados. Ficou quieta por alguns segundos antes de falar:
— Vamos fazer uma pequena viagem no fim de semana… só nós dois.
Não respondi na hora. Ela se aproximou e me beijou, um beijo lento, quase cauteloso. Eu retribuí, mas por dentro a certeza era outra: eu ainda não a tinha perdoado de verdade, nem esquecido o que vi naquela tarde. Mesmo assim, estava disposto a tentar salvar o casamento. Ou, pelo menos, a tentar.
Mas a calmaria que se instalou depois daquele sexo de reconciliação — mesmo eu não tendo dito que a perdoava pela traição — seria posta à prova na manhã seguinte.
Era o dia do Carnaval na escola.
Logo cedo, ainda com a voz calma e quase doce, Pamela falou enquanto se arrumava:
— Hoje é o Carnaval na escola, né, amor? Vamos logo… tenho que pegar minha fantasia. Você vai adorar.
Segui ela até o carro em silêncio. Não fazia ideia do que nos esperava naquele dia.