O silêncio depois do “eu aceito” ainda pesava na casa na manhã seguinte. Duda acordou com o corpo latejando de um jeito que já conhecia demais. Os seios novos, ainda em crescimento, pesavam sob a camisola de Laura. A pele sobre eles estava mais fina e quente, quase febril ao menor atrito do tecido. Os mamilos, constantemente úmidos, deixavam duas manchas escuras e pegajosas no algodão. O pinto pequeno, mole e rosado, formigava dentro da calcinha de renda, escorrendo um fio transparente que manchava o tecido e a coxa interna. O cu ainda lembrava o peso impossível do mercado, a dilatação, o ardor doce que não passava de todo.
Ela tinha prometido. Tinha chorado e aceitado ser só deles. Mas o corpo não parecia ter ouvido.
Fernando resmungou no sono e puxou-a para mais perto, a mão grande cobrindo um seio. Laura, do outro lado, enfiou o joelho entre as coxas dela. Duda fechou os olhos e fingiu continuar dormindo, mas por baixo das pálpebras a mente já vagava. Qualquer homem. Qualquer volume marcado numa calça. Qualquer cheiro de suor masculino. O corpo reagía antes da cabeça. Era como se os hormônios tivessem ligado um interruptor que ela não conseguia desligar. Uma cadela no cio. A expressão veio sozinha e a envergonhou profundamente.
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Fernando avisou cedo que o Marcelo, sócio da firma, viria jantar. Laura escolheu o vestido de Duda: preto, justo o bastante para marcar os seios novos sem ser indecente. A pele do peito aquecia sob a seda. Cada passo fazia os mamilos roçarem e um fio de calor descer direto para a virilha.
— Você é a sobrinha que veio estudar de outra cidade — disse Laura enquanto ajustava o cabelo curto dela. — Entendeu?
Duda assentiu. A voz saiu baixa.
Marcelo chegou pontual. Quarenta e poucos, ombros largos, sorriso fácil, olhos que demoravam um segundo a mais do que o necessário. A mesa ficou montada. Fernando à cabeceira, Laura à direita, Marcelo à esquerda, Duda entre Laura e a parede.
A conversa fluiu sobre contratos e números. Duda quase não falava, só sorria quando perguntavam da faculdade inventada. Por baixo da mesa, porém, o corpo não colaborava. Os seios pesavam. Os mamilos latejavam. O pinto pequeno escorria um fio quente que manchava a renda. Ela apertava as coxas e tentava se concentrar no prato, mas o cheiro de cologne de Marcelo misturado ao calor do corpo dele a fazia pensar em coisas que não deveria. Em como seria a textura daquela pele sob a camisa social. Em como o volume marcado na calça se sentiria na boca. A vergonha veio logo em seguida, quente e amarga. Ela tinha prometido. Por que ainda queria?
Laura riu de alguma piada do sócio. O som foi leve, elegante. A mão dela, no entanto, desceu sob a toalha. Devagar. Os dedos frios passaram pela coxa de Duda, subiram e encontraram a virilha quente. Apertaram o volume mole por cima da calcinha. Um segundo só. O suficiente.
Duda ficou vermelha até a raiz do cabelo. O peito subiu e desceu rápido demais. Os mamilos endureceram de imediato, marcando o vestido. Um fio novo escorreu pela coxa. Fernando, do outro lado da mesa, notou o rubor e o jeito como a “sobrinha” cruzou as pernas. A calça dele ficou apertada de um instante para o outro. O pau engrossou, desconfortável, preso contra o tecido. Ele mudou de posição, tossiu, pediu mais vinho. Marcelo continuou falando de margem de lucro. Não viu nada.
Laura tirou a mão. Sorriu para o sócio como se nada tivesse acontecido. Mas o polegar dela ainda brilhava um pouco de umidade.
Duda não conseguiu comer quase nada. A cada olhar de Marcelo, mesmo inocente, o corpo respondia. Era humilhante. Era assustador. Ela se sentia exatamente como uma cadela no cio, cheirando qualquer macho próximo e se molhando sem controle. E o pior era saber que, se ele a puxasse para o banheiro naquele momento, ela provavelmente iria.
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Mais tarde, quando Marcelo foi embora e a casa voltou ao silêncio, Duda encontrou Laura sozinha na cozinha. A voz saiu trêmula.
— Laura… eu queria pedir uma coisa.
Laura virou, os olhos escuros e atentos.
— Fala.
Duda engoliu em seco. Os seios subiam e desciam sob o vestido.
— Aquele dia… a Luana. Ela falou de fazer juntas. Com o Rafael. Eu queria que você estivesse. Um ménage. Só uma vez. Pra eu não precisar esconder mais nada.
Laura ficou parada. O rosto corou de verdade, um vermelho quase adolescente.
— Duda… eu não pedi isso pro Fernando. Nunca. Ele pode não gostar.
O silêncio durou. Duda baixou a cabeça. O pinto pequeno latejou de vergonha e de vontade ao mesmo tempo. A fome não diminuía. Só crescia, e isso a assustava cada vez mais.
Laura deu dois passos. Aproximou-se até o corpo quase tocar o dela.
— Você quer aprender de verdade? Como se doma um macho? Como se faz ele pedir?
Duda levantou o olhar e assentiu, sem voz.
Laura sorriu de canto. O sorriso não era doce.
— Então vem.
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No quarto principal a luz ficou baixa. Laura trancou a porta e tirou o próprio vestido primeiro. A pele madura e firme, os seios pesados e ainda altos, os mamilos escuros, o cheiro de perfume caro e calor de mulher enchendo o ar.
— Tira tudo.
Duda obedeceu. O vestido caiu, depois o sutiã, depois a calcinha de renda. Os seios novos ficaram livres, pesados, a pele fina e quente, os mamilos já úmidos e escuros. O pinto pequeno, mole e rosado, latejou exposto. A bunda redonda e macia ainda carregava a memória do mercado.
Laura se aproximou e passou a mão aberta pelos seios de Duda, sentindo a temperatura mais alta, a textura sedosa que os hormônios tinham dado. Apertou um mamilo até extrair um fio transparente.
— Hoje você só olha. Penitência pelo que fez sem a gente. Sem me pedir. Sem pedir ao Fernando.
Duda abriu a boca para protestar. Laura colocou dois dedos sobre os lábios dela.
— Só olha.
Laura deitou na cama e abriu as pernas. Chamou Fernando com um gesto. Ele entrou já sabendo, a calça ainda marcada pelo desconforto do jantar, o pau duro e grosso latejando contra o tecido. Despiu-se. O corpo largo, o peito peludo, o pau pesado e veioso.
Laura se ajoelhou na beira da cama, puxou-o pela base e passou a língua lenta pela cabeça quente. O gosto salgado, a textura lisa sob a língua. Chupou devagar, sem pressa, os lábios se esticando, a saliva brilhando, a mão livre massageando as bolas pesadas. Fernando grunhiu e tentou levar as mãos ao cabelo dela. Laura tirou a boca só o suficiente para falar:
— Não. Hoje eu mando.
Ela o empurrou para a cama, montou e enfiou o pau dele devagar, centímetro por centímetro, sentindo a grossura abrir caminho. A temperatura interna dela envolvia a dele. O som foi molhado e profundo. Rebolou lenta no começo, depois mais firme. Os seios balançavam. A pele brilhava de suor leve. Ela olhava nos olhos de Fernando enquanto o usava.
— Assim — murmurou para Duda, sem parar o movimento. — Você segura o ritmo. Você decide quando ele goza. Você decide se ele pode tocar.
Fernando tentou segurar a cintura dela. Laura prendeu os pulsos dele acima da cabeça com uma mão só. A outra apertava o próprio mamilo enquanto cavalgava.
Duda ficou de pé no canto, as mãos cruzadas na frente do pinto pequeno. Os seios latejavam. Os mamilos doíam de vontade. O cu se contraía sozinho. Um fio escorria pela coxa. Ela pensava no Marcelo. No volume marcado da calça dele. No cheiro de cologne. No mercado. No pau impossível. Em qualquer homem. O corpo pedia sem discriminação, e isso a envergonhava até as lágrimas. Ela era uma cadela no cio. Mesmo depois de prometer. Mesmo depois de aceitar.
Não aguentou. Deu um passo.
Laura virou o rosto. A voz saiu baixa e absoluta:
— Hoje você só olha. Penitência.
Duda parou. As pernas tremiam. Os seios pesavam. O cu latejava vazio. O pinto pequeno pingava no chão.
Laura acelerou. O som de pele contra pele encheu o quarto. Fernando gemeu mais alto. Ela não deixou. Segurou o orgasmo dele com o aperto interno, o controle cruel, o olhar firme. Quando finalmente permitiu, foi com um comando baixo:
— Agora.
Fernando gozou fundo, o corpo inteiro travando. Laura ficou parada, sentindo cada jato quente. Depois saiu devagar. A porra escorreu pela coxa dela.
Ela se levantou e olhou para Duda.
— Aprendeu?
Duda só conseguiu assentir. As lágrimas escorriam sem ela perceber. Não de tristeza. De fome. De vergonha. De desejo contido até doer. De medo de si mesma.
Laura se aproximou e beijou a testa de Duda. O beijo foi longo, possessivo.
— Amanhã você pode tocar. Hoje não.
Fernando ainda respirava pesado na cama. Laura puxou Duda para o meio dos dois. O corpo quente de Fernando de um lado, o corpo ainda úmido de Laura do outro. Os seios de Duda latejavam. O pinto pequeno formigava. O cu pedia.
Mas as mãos dela ficaram quietas.
Porque hoje era só olhar.
E por baixo da pele quente, dos mamilos sempre úmidos e do pinto pequeno que não parava de escorrer, a mesma certeza amarga continuava latejando: a fome não tinha diminuído. Só aprendido a se esconder melhor. E Duda, com o corpo inteiro gritando por qualquer macho que passasse perto, se perguntava até quando conseguiria mentir para os dois — e para si mesma.
