Olá a todos.
Me chamo Renato, 33 anos, 1,82, moreno, corpo de quem malha sem obsessão. Pau de 17 cm, grosso o bastante pra minha esposa nunca ter reclamado. Larissa tem 27, 1,60, branca, cabelo castanho longo, peito médio que sobe no sutiã e uma bunda redonda de academia. Casados há um ano e oito meses. Sem filho. Sem drama. Até a casa nova.
Alugamos uma casa com quintal e muro baixo no fim de junho. No segundo dia o chuveiro do banheiro social pingava e eu não entendia a registro. Toquei a campainha do vizinho da direita. Rafael, 49, quase 1,90, cabelo grisalho curto, braço de quem ainda treina bastante. Notei que ele falava pouco, apenas subiu no banco, apertou duas coisas e o vazamento parou. Larissa veio na porta de camisola transparente, sem sutiã e aquela calcinha sensual que havia comprado para ela na semana passada. Ele olhou uma vez só, educado, e desceu da escada. Deu uma olhada discreta na Larissa, deu um sorriso e se foi.
À noite ela falou na cama:
— Ele é gostoso, né.
Eu ri.
— É o vizinho, amor.
— Eu sei. Só falei.
Três dias depois o registro afrouxou de novo. Mentira: ela afrouxou. Me pediu pra chamar o Rafael. Ele veio no fim da tarde, camiseta escura, bermuda. Eu abri a porta de sunga. Larissa de vestido curto de casa. Ele consertou o que não precisava consertar e aceitou uma cerveja. Sentou na mesa da cozinha. Ela sentou do lado dele, eu do outro.
Em algum momento ela riu e encostou o joelho no joelho dele. Eu vi. Não falei nada. Subiu um pensamento rápido, do tipo que a gente não conta: o jeito dela virar o pescoço me lembrou alguém que eu não devia lembrar. Parei ali. Empurrei embora. Não era hora de misturar as coisas.
Rafael falou da obra do muro. Larissa perguntou se ele era casado. Viúvo. Ela fez “ah” baixo. Eu fui buscar mais cerveja. Quando voltei os dois estavam mais perto. Não se tocavam. Só o ar tinha mudado.
Ela me olhou e falou, sem baixar a voz:
— Renato. Posso te pedir uma coisa sem você surtar?
— Fala.
— Quero que o Rafael fique um pouco. E quero que você fique também. Na sala. Só isso. Se ficar ruim a gente para.
A gente já tinha feito a três, sempre com mulher no meio. Agora eu estava de sunga e o pau já tinha entendido o recado antes da cabeça pensar.
Ela sorriu daquele jeito que usa quando ganha.
— Qualquer hora.
Rafael não fez discurso. Perguntou se eu tinha certeza. Eu disse que sim, mesmo sem ter. Ele segurou o queixo dela e beijou. Beijo de quem não tem pressa. Ela gemeu no meio da boca dele e a mão dela foi na coxa dele por cima da bermuda. Eu fiquei em pé, encostado na parede da cozinha, cerveja na mão, vendo a minha mulher beijar o vizinho a dois metros de mim.
Eles foram para a sala. Ela tirou o vestido. Ficou de calcinha preta. Peito solto. Rafael passou a mão nas costas, desceu, apertou a bunda e puxou a calcinha no meio. Ela olhou pra mim.
— Fica aí.
Fiquei.
Ele ajoelhou, puxou a calcinha e lambeu ela em pé, uma perna dela no ombro dele. Larissa segurou a prateleira. Os olhos dela não saíam de mim. Quando as pernas tremeram ele parou, levantou, tirou a camiseta. Peito largo, pelos grisalhos. A bermuda caiu. O pau dele era maior que o meu. Mais grosso na base. Ela fez um barulho na garganta e me olhou de novo, como quem pergunta se eu estou vendo.
Eu estava.
Ela ajoelhou e chupou. Devagar no começo, depois fundo. Babava. A mão dela no saco dele. Rafael olhava pra mim por cima da cabeça dela, sem desafio, só conferindo se eu continuava. Continuei. O pau doía na sunga. Eu não tirei.
Ele sentou no sofá. Ela sentou em cima, de costas pra ele primeiro, depois virou e encaixou. O muchacho entrou com dificuldade. Ela respirou fundo, unha no ombro dele, e falou baixo:
— Renato. Vem cá.
Fui. Ela me beijou com a boca molhada do pau dele. Gosto salgado, cerveja, ela. A língua dela entrou na minha e eu engoli. Rafael metia por baixo, curto. Cada vez que ela gemia no meu beijo eu sentia o corpo dela empurrar.
— Passa a mão aqui — ela pegou minha mão e pôs no peito dela. — Aperta.
Apertei. A outra mão dela desceu, abriu minha sunga e segurou meu pau. Punhetou no ritmo que ele metia. Eu ia gozar fácil. Ela percebeu e parou.
— Ainda não.
Tirou de cima, ajoelhou de novo, chupou o pau dele molhado dela e depois o meu, um e outro, como se estivesse decidindo. Voltou pro colo dele de frente. Ele segurou a bunda dela e abriu. O pau entrou inteiro. Ela encostou a testa no meu ombro e pediu gel. Tinha um tubinho na gaveta da mesa. Eu peguei. Passei no cuzinho dela com o dedo, porque ela pediu. O pau dele batia na minha mão cada vez que subia. Ela riu no meu ouvido, sem ar.
— Você tá ajudando seu vizinho a me foder.
Não respondi. Passei mais gel. Rafael não pediu pra entrar atrás. Só usou o espaço. Metia fundo, ela rebolava, e de vez em quando ela me puxava pra beijo. Quando ele falou que ia gozar ela saiu, ajoelhou entre as pernas dele e abriu a boca. Ele gozou na língua, no queixo, num fio no peito. Ela mostrou pra mim antes de engolir o que deu.
— Limpa o resto.
Passei o polegar no queixo dela e ela chupou o dedo. Depois me empurrou no outro sofá, sentou no meu pau de uma vez e gozou em cima de mim em menos de um minuto, apertada, gemendo no meu pescoço. Eu gozei dentro. Ela não saiu logo. Ficou sentada, respirando, o vizinho ainda no sofá de pau mole, vendo a gente.
Rafael vestiu a bermuda, bebeu o resto da cerveja e falou:
— Qualquer coisa no chuveiro, chama. Ou qualquer coisa.
Larissa, ainda no meu colo, respondeu:
— A gente chama.
Ele saiu. Porta, muro, casa dele. Ficamos os dois na sala. Ela passou a mão no meu peito e falou, cansada e satisfeita:
— Foi só essa vez.
Eu conheço essa frase. Já sei que ela gosta de repetir tudo que ela gostou.
E aí pessoal, devo continuar contando nossas intimidades?
