Eu me chamo Letícia. Tenho vinte e três anos, sou magrinha, quase frágil. Cabelos castanhos longos, peitos pequenos e firmes, cintura estreita, quadris estreitos e uma bunda pequena e empinada. Pernas longas e finas. Pele clara. Boca carnuda. Eu trabalhava no caixa de um supermercado e, naquela sexta-feira, depois do expediente, precisei passar na farmácia para comprar um antialérgico. A fila estava longa e lenta.
Foi ali que eu o vi pela primeira vez.
Ele estava dois lugares à minha frente. Quarenta e oito anos, mais ou menos. Cabelos grisalhos nas têmporas, ombros largos, camisa social dobrada até os cotovelos, relógio discreto no pulso. O corpo ainda firme, a postura de quem se cuida. Quando ele se virou de lado para olhar a prateleira de vitaminas, nossos olhos se encontraram por um segundo. Eu desviei o olhar rápido, mas senti o peito apertar. Ele tinha aquele tipo de presença que fazia a gente ficar quieta.
Quando chegou a vez dele, a atendente demorou. Eu fiquei observando a nuca dele, a forma como a camisa se ajustava nas costas. Depois ele saiu sem olhar para trás. Eu comprei meu remédio e fui embora, achando que nunca mais o veria.
À noite, decidi sair sozinha. Um barzinho pequeno perto de casa, luz baixa, música baixa, mesas de madeira. Eu estava de vestido curto preto, o mesmo que eu usava quando queria me sentir um pouco mais ousada, sem sutiã, só a calcinha fina de renda. Sentei no balcão e pedi uma caipirinha.
Dez minutos depois, ele entrou.
Marcelo. Eu só soube o nome depois. Ele parou na porta, passou o olhar pelo ambiente e me viu. Hesitou um segundo, depois veio direto até o balcão e sentou dois bancos de distância. Pediu uma cerveja. Eu fingi não perceber, mas meu coração já batia mais forte.
Ele foi quem quebrou o silêncio.
— A gente se viu hoje na farmácia, né?
A voz era grave, calma. Eu virei o rosto e sorri, um pouco sem jeito.
— Vi. Você estava na minha frente.
Ele se aproximou um pouco. Conversamos. Sobre nada e tudo: o calor, o bar, o trabalho. Eu contei que era caixa de supermercado. Ele disse que trabalhava com engenharia e morava sozinho. O olhar dele descia de vez em quando para minha boca, para o decote discreto do vestido, para minhas pernas cruzadas no banquinho. Eu sentia a calcinha já um pouco úmida só de estar sendo olhada daquele jeito.
Depois do segundo drink, ele perguntou, direto:
— Quer ir embora daqui?
Eu engoli em seco e balancei a cabeça que sim.
O táxi até a casa dele foi silencioso, mas tenso. A mão dele repousou na minha coxa magra no banco de trás, o polegar fazendo círculos lentos na pele. Eu tremia por dentro. Só tinha transado com um homem na vida — o namorado do ensino médio, rápido, desajeitado, sempre no escuro. Nunca tinha gozado de verdade. Nunca tinha sentido um homem dentro de mim com força. Nunca tinha engolido porra.
A casa era num bairro residencial silencioso. Portão de ferro, jardim bem cuidado. Assim que a porta se fechou atrás de nós, Marcelo me puxou pela cintura e me beijou. A boca dele era quente, a língua invasiva, o bigode grisalho raspando meu rosto. As mãos grandes desceram pela minha costa fina, apertaram minha bunda pequena, subiram debaixo do vestido e encontraram a calcinha já molhada. Ele gemeu baixo contra minha boca.
— Já está molhada só de pensar nisso, hein?
Eu não consegui responder. Só soltei um gemido quando dois dedos grossos puxaram a calcinha de lado e entraram em mim de uma vez. Eu estava apertada, quente, escorrendo. Marcelo me empurrou contra a parede do corredor e me fodeu com os dedos enquanto beijava meu pescoço, mordendo de leve. O polegar pressionava meu clitóris inchado. Eu tremi, as pernas quase cederam.
— Quarto. Agora.
Ele me carregou até o quarto, me jogou na cama grande e puxou o vestido para cima, tirando-o de uma vez. Meus peitos pequenos saltaram livres, mamilos rosados e duros. Marcelo se inclinou e chupou um deles com força, os dentes raspando, enquanto a mão descia novamente entre minhas pernas. A calcinha foi rasgada com um puxão seco. Ele se ajoelhou na beira da cama, abriu minhas coxas magras e enterrou o rosto na minha boceta.
A língua dele era larga, quente, experiente. Lambia devagar no começo, depois chupava meu clitóris com força, enfiava a língua dentro de mim, lambendo as paredes internas. Eu arquejei, as mãos nos cabelos grisalhos dele, as pernas tremendo. Nunca tinha sentido algo assim. O orgasmo veio rápido, violento, fazendo-me gritar e contrair as coxas em volta da cabeça dele. Marcelo não parou. Continuou lambendo até eu gozar de novo, o corpo inteiro se contorcendo, a boceta latejando e escorrendo no rosto dele.
Quando ele se levantou, a boca e o queixo brilhavam. Desabotoou a calça. O pau saiu duro, grosso, veias saltadas, a cabeça rosada e brilhante de pré-gozo. Maior do que o do meu único namorado. Muito maior. Eu engoli em seco.
— Nunca chupou um assim, né?
Eu balancei a cabeça. Ele se aproximou, o pau apontando para minha boca carnuda. Eu abri os lábios. A cabeça quente e salgada deslizou para dentro. Marcelo gemeu e empurrou mais fundo, a mão na minha nuca. Eu engasguei, os olhos marejaram, mas não recuei. Ele fodeu minha boca com lentidão no começo, depois com mais força, o pau batendo na minha garganta. Baba escorria pelo meu queixo, pingava nos meus peitos pequenos. Ele puxava meu cabelo, forçava mais fundo, e eu engolia, engolia, os olhos vidrados de excitação e surpresa.
— Isso… engole tudo.
Quando ele tirou o pau da minha boca, eu ofegava, os lábios inchados e vermelhos. Marcelo me virou de quatro na cama, minha bunda pequena empinada, a boceta inchada e brilhante. Ele se posicionou atrás e enfiou de uma vez. Eu gritei. Estava apertada demais, o pau grosso abrindo caminho à força. Ele não esperou eu me acostumar. Segurou minha cintura fina com as duas mãos e começou a me foder com força, as bolas batendo contra meu clitóris a cada investida. O som molhado enchia o quarto. Eu gemia alto, o rosto enterrado no travesseiro, os dedos apertando os lençóis.
— Tão apertada… caralho…
Uma mão desceu e começou a esfregar meu clitóris enquanto me fodia. O segundo orgasmo veio ainda mais forte. Eu gritei o nome dele — que eu só tinha acabado de aprender —, a boceta contraindo em volta do pau grosso, o corpo inteiro tremendo. Marcelo continuou fodendo através do meu orgasmo, sem piedade, até eu estar mole, ofegante, a boca aberta.
Ele me virou de costas, levantou minhas pernas magras e as colocou nos ombros. Entrou de novo, ainda mais fundo. Agora ele podia ver meu rosto: olhos semicerrados, boca entreaberta, peitos pequenos balançando a cada estocada. Ele se inclinou e me beijou enquanto me fodia, a língua invadindo minha boca no mesmo ritmo do pau. Eu gozei de novo, gemendo contra a boca dele, as unhas cravadas nas costas largas.
Quando ele finalmente parou, o pau latejando dentro de mim, eu já estava destruída, o corpo coberto de suor, a boceta latejando e escorrendo. Marcelo saiu de mim e se ajoelhou sobre meu peito.
— Abre a boca.
Eu abri. Ele enfiou o pau de novo entre meus lábios inchados e começou a foder minha boca com força, a mão segurando minha nuca. Os gemidos dele ficaram mais baixos, mais urgentes. De repente ele puxou o pau para fora, só a cabeça ainda entre meus lábios, e gozou. Jatos quentes e espessos encheram minha boca. Eu engoli o que pude, o resto escorrendo pelos cantos da boca, pingando no queixo e nos peitos. Marcelo continuou esguichando, a mão masturbando o pau contra minha língua, até a última gota.
Quando terminou, ele se afastou e olhou para mim: boca aberta, língua suja de porra, olhos brilhando, o corpo magro e suado espalhado na cama. Eu engoli o resto, limpei o queixo com o dorso da mão e sorri, ainda ofegante.
— Nunca… nunca tinha sentido nada assim — eu sussurrei.
Marcelo se deitou ao meu lado, a mão pesada descansando na minha barriga plana.
— Ainda não acabou — murmurou, a voz baixa e rouca. — A noite é longa.
E eu senti o pau dele já começando a endurecer de novo contra minha coxa.