✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

O Homem da Casa - A Descoberta - 2

Da série O Homem da Casa
Um conto erótico de Davi
Categoria: Heterossexual
Contém 4041 palavras
Data: 24/08/2026 12:02:42

— Se o senhor puder esperar só um minutinho — disse a moça da recepção — o médico vai falar com o senhor.

O Dr. Felipe — pelo menos era o nome no jaleco branco — me encontrou, se apresentou e me levou para um consultório pequeno.

— Senta, Davi — ele disse, e eu sentei.

Ele respirou fundo e falou:

— Olha, filho, a notícia não é boa. Não tem jeito suave de dizer, então vou ser direto. Parece que seu pai teve um ataque cardíaco. Só vamos ter certeza depois da autópsia, mas pelo exame inicial ele teve um infarto maciço e provavelmente já estava morto, ou morrendo, quando o carro saiu da estrada.

Eu fiquei sentado, ouvindo, provavelmente em choque ou algo parecido. Não sentia nada.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, me observando, esperando alguma reação, acho.

Como eu não falei nada, ele continuou.

— Quando o carro saiu da pista, sua mãe, que aparentemente não estava de cinto, bateu a cabeça no para-brisa e quebrou o pescoço. Não tem dúvida de que ela já estava morta antes do carro cair na água.

— Na água? — perguntei, a mente agarrando alguma coisa concreta.

— Sim — ele respondeu. — Saiu da estrada, capotou e acabou num riachinho.

Eu não falei nada e ele seguiu.

— Sua irmã, pelo menos a gente assume que é sua irmã pelo sobrenome nos documentos, estava de cinto e sobreviveu bem ao acidente. Teve uma sorte absurda e alguém que estava próximo ao acidente tirou ela do carro. Tecnicamente ela se afogou, mas o samaritano tirou ela e fez reanimação cardiopulmonar. Ela está inconsciente agora.

Ele parou, então eu fiz a pergunta óbvia:

— Então ela tá bem?

O olhar no rosto dele disse mais do que as palavras que vieram depois.

— Davi — ele disse, inclinando um pouco pra frente e tocando meu braço. — Sua irmã se afogou. Ela não estava respirando quando ele tirou ela do carro e a gente não sabe quanto tempo ficou sem oxigênio. Ela está respirando sozinha, e é só isso que eu sei agora.

— Ela ficou… — eu pausei, procurando a palavra certa, e não tinha jeito suave de perguntar o que precisava perguntar — …vegetal?

— A gente só vai saber quando ela acordar — ele respondeu.

Passamos alguns segundos num silêncio constrangedor.

— Davi — ele disse — eu sei que é muita coisa. Deixa eu te dar um conselho. Vai pra casa. Dorme um pouco. Amanhã procura se seus pais deixaram testamento e outros papéis. Liga pro advogado pra checar isso. E arruma uma funerária pra começar o processo.

Ele parou, deu um aperto amigável no meu ombro e perguntou:

— Quantos anos você tem, Davi?

— Dezenove — respondi.

— Bom — ele disse — pelo menos você é maior de idade e a gente não precisa se preocupar com Conselho Tutelar nem nada.

— Porra — murmurei.

— É — ele respondeu e apertou meu ombro de novo. — Vai pra casa agora, tenta dormir. Toma uma cerveja. Você é o homem da casa agora, então começa a preparar a cabeça pra esse papel.

E foi o que eu fiz.

Fui pra casa, atordoado, peguei uma cerveja e sentei com a televisão ligada. Não posso dizer que assisti. Era só barulho de fundo.

Fiquei pensando por que eu não estava chorando.

Sempre soube, basicamente a vida inteira, que eu sou meio frio com muita coisa. Na aula de filosofia, por exemplo, quando apareciam aquelas perguntas tipo “Você mataria não sei quantas pessoas pra atingir tal objetivo?”, pra mim era simples. Você faz a conta e, se o custo-benefício valia a pena, soltava a porra da bomba.

Um dos meus personagens favoritos de ficção é o Matt Helm, daqueles livros dos anos 60 que rodaram até os 90, descrito como “o agente americano que faz o James Bond parecer o frouxo inglês que ele é”. O Eric (o codinome do personagem) não tinha nenhum escrúpulo em simplesmente matar alguém a tiros porque não queria deixar inimigo vivo pra trás. Eu aplaudia. Depois, quando assisti a série “24 Horas”, criticava o Jack Bauer toda vez que arriscavam tudo porque a mulher ou a filha estava sendo mantida como refém. Minha atitude era sempre: “Desculpa, Kim” ou “Desculpa, Michelle, mas uma vida contra centenas de milhares, você vai ter que morrer”.

Mas ainda assim eu me perguntava.

Aí eu acordei.

Estava no sofá, então acho que desmaiei de cansaço.

E o primeiro pensamento foi que eu não fazia a menor ideia do que fazer.

Então joguei uns pães de forma na torradeira e fiz um café.

— Jesus — falei em voz alta, e finalmente as lágrimas vieram.

Sentei e chorei enquanto fazia o café e comia o pão.

— Que porra eu devo fazer agora? — repeti várias vezes.

Depois de um tempo, respirei fundo, segurei o ar e soltei.

— Junta a porra da sua merda — falei alto, minha versão de “se organiza, caralho”.

Respirei fundo de novo, sentei e pensei por alguns minutos.

Procurei o número do hospital no Google Maps, achei o Hospital São José e apertei o ícone de ligar.

— Hospital São José, por favor aguarde — disse uma voz feminina. Antes que eu pudesse responder, fui forçado a ouvir uma música de espera horrorosa, uma versão vagamente reconhecível de alguma coisa antiga.

Esperei.

— Hospital São José, aqui é a Ana, como posso ajudar?

— Aqui é o Davi Moraes. Vocês têm minha irmã, Lara, aí. Ela sofreu um acidente de carro ontem à noite. Com quem eu posso falar pra saber notícias?

— Aguarde um momento — ela disse, e aquela porra de música começou de novo.

— Senhor Moraes? — agora era uma voz masculina.

— Sim, Davi Moraes. Como está minha irmã?

— Ela está estável — ele respondeu, e depois despejou um monte de coisa que parecia diálogo de alguma série médica.

— Em português, por favor — interrompi.

Ele riu.

— Desculpa, senhor Moraes, é a rotina de enfermeiro. A gente acaba falando em jargão. Sua irmã está bem. Os exames de sangue estão ótimos. Não tem nenhum sinal de problema físico e a gente fez varredura completa. Ela tem um hematoma bem grande do lado da cabeça e isso nos preocupa um pouco, mas só um pouco. O único problema é que ela ainda não acordou, mas a gente não quer forçar.

— Adianta eu ir aí? — perguntei.

— Honestamente, não — ele respondeu. — A gente tem seu número e vai ligar assim que ela acordar.

— Beleza, obrigado — falei e desliguei.

Os vivos cuidados, ou pelo menos checados, eu comecei a cuidar dos mortos.

No escritório do pai, liguei o computador e achei a senha, disfarçada com elegância num post-it colado embaixo da tela escrito “Senha”. Não consegui segurar o riso:

— Segurança top, pai.

Abri o explorador de arquivos e comecei a vasculhar as pastas.

— Jesus, pai, você tem TOC ou o quê? — murmurei. Tinha dezenas delas.

— Ahh — falei rindo — claro.

Tinha uma pasta chamada “Se Eu Morrer”.

E lá estava. Uma dúzia de subpastas com nomes tipo “Testamento”, “Seguro” e “Coisas de Advogado”. O pai sempre rotulava o que não sabia nomear direito de “coisas”.

Enquanto eu estava ali, senti aquele núcleo frio tomando conta e eu aceitei de bom grado.

Abri a pasta “Coisas de Advogado”. Lá estava o nome que eu precisava. Digitei outro número.

— Santana e Moraes, como posso ajudar? — atendeu uma voz feminina bem profissional. Eu imaginei uma morena gostosa de uns quarenta anos, terno bem cortado e salto alto. Ok, provavelmente era uma senhora gordinha, mas a imaginação é minha.

Olhei o documento na tela e falei:

— Com o Dr. José, por favor — no meu tom mais educado, superando a aversão a homens com dois nomes.

— Posso dizer sobre o que se trata?

— Diz pra ele que é o Davi Moraes, que meu pai, Carlos Moraes, e minha mãe, Carla Moraes, morreram num acidente de carro ontem à noite, e que eu preciso de orientação.

— Ai, meu Deus — ela disse. — Sinto muito. Aguarde só um momento.

A música de espera nem chegou a tocar quando uma voz masculina entrou na linha.

— Senhor Moraes?

— Dr. José — falei — meu pai e minha mãe morreram num acidente ontem à noite. Estou sentado na mesa do pai agora e o seu nome estava na pasta “Coisas de Advogado”. Eu não faço a menor ideia do que preciso fazer, então… o que eu preciso fazer?

— Senhor Moraes, o senhor só precisa organizar o funeral e, se quiser nossa ajuda, pode contar conosco. — ele respondeu. — Eu irei dar início ao resto da papelada aqui, pode deixar comigo.

— Beleza — falei. — Uma coisa a mais — aquela parte fria de mim estava falando agora — vocês trabalham com indenização por acidente?

— Trabalhamos com esse tipo de coisa, sim.

— Ok — continuei. — Não sei como funcionam os honorários ou percentuais de vocês, mas o que eu quero é a casa quitada, o tratamento médico da minha irmã pago — e não tenho certeza se não vai ter sequela a longo prazo — e quero dez mil reais limpos por mês com reajuste pelo IPCA pro resto da vida.

— Entendi — ele disse.

— Beleza. Vou achar uma funerária e começar isso agora.

— Senhor Moraes — ele falou — eu entro em contato, e deixa eu dizer que o senhor parece estar lidando bem com uma situação terrível.

— Valeu — respondi. — Eu também entro em contato.

Feito isso, abri de novo a pasta “Se Eu Morrer” e achei “Funeral”.

Pela primeira vez no dia eu ri de verdade.

Era um documento simples:

Funeral: Nenhum.

A Carla e eu concordamos: funeral é uma merda. Me cremem, façam uma festa e espalhem as cinzas numa serra qualquer.

Mas NÃO economizem na festa.

//assinado// Carlos Moraes

Fiz a mesma coisa no Google Maps, agora buscando “funerárias perto de mim”.

— Funerária Benttus — atendeu outra voz bem profissional.

Contei tudo pra um cara chamado Rodrigo. Ele disse que deixaria tudo pronto se eu pudesse passar no fim da tarde. Tinha uns papéis pra assinar e depois eles buscavam o corpo e começavam o processo.

Enquanto a gente falava eu ia rolando a pasta “Se Eu Morrer” do pai.

Disse pro Rodrigo que passaria mais tarde e desliguei.

— Ok, pai — falei — que porra é essa?

O “isso” era uma pasta chamada “NÃO ABRIR APAGAR ANTES DE ABRIR”.

Vamos lá. Que garoto de 19 anos minimamente competente com computador resiste a um rótulo desse?

Abri a pasta e achei uma lista longa de subpastas com nomes criptografados.

Tinha “Jana e Tiago – 24 de junho”, “Davi e Laura – 18 de abril”. Todas com dois nomes e uma data. Cliquei em “Jana e Tiago – 24 de junho” porque imaginei que fossem alguns vizinhos antigos de bairro que conhecíamos. O arquivo era uma daquelas séries longas de números que começavam com “” e depois mais uma dúzia de dígitos seguidos de .mp4.

— Vídeos — pensei, e cliquei duas vezes.

— Carlos — a mãe dizia no vídeo — eu não posso pelo menos usar uma máscara ou alguma coisa?

— Ah, não — respondeu a Jana — você perdeu a aposta, então as regras são minhas. A Jana era uma daquelas loiras cuja pele provavelmente começou a enrugar aos vinte e agora o rosto era um mapa de rugas profundas, embora no vídeo eu chutasse que ela tinha uns quarenta e poucos, definitivamente não cinquenta.

— Que porra é essa? — perguntei em voz alta enquanto a cena avançava.

A filmagem era bem estilo amador, com a câmera balançando e trocando as cenas rápido demais que sempre me irritavam.

A câmera acompanhou uma porta se abrindo pro que claramente era um quarto. Dava pra ver pela cama grande.

E ao lado da cama, pelado, estava o Tiago. Um homem grande, tipo lutador de luta livre. Não gordo, mas grosso e mesmo naquele vislumbre rápido enquanto a câmera passava eu vi duas coisas. Primeiro: caralho, ele era peludo. Segundo: ele tinha os maiores sacos que eu já vi. Pendurados no escroto frouxo, pareciam dois limões dentro de um saco de pele.

A continuidade quebrou enquanto a câmera apontava para lugares aleatórios, tremendo, impossível de seguir.

— Espera aí — a voz do meu pai ficou clara — enquanto eu monto o tripé e acho os ângulos.

A cena estabilizou. A câmera agora estava no tripé. Mais um pouco de movimento até ele achar o melhor ângulo.

Agora o Tiago estava no centro-direita da tela, aqueles sacos ridículos pendurados e a ereção, estranhamente pequena comparada aos ovos, apontando pra frente.

— Isso vai ensinar vocês a jogarem dominó com a gente — a Jana disse enquanto começava a desabotoar a blusa da minha mãe. Nós tínhamos o costume de jogar partidas de dominó em festas com esses vizinhos quando nos reuníamos em alguma festa ou confraternização idiota.

— A gente devia ter desconfiado — o pai disse, ajudando a Jana a tirar a roupa da mãe.

— Por favor — a mãe pediu — promete que esse vídeo não vai pra nenhum outro lugar.

— Claro que não — o pai respondeu — é particular e só nosso, vou apagar depois. Agora acena pra câmera.

A mãe se virou pra câmera e não tinha nenhum constrangimento ou vergonha no rosto. Acenou, mostrou um sorriso cheio de dentes e depois deu um rebolado que fez aqueles peitões balançarem de um lado pro outro.

A Jana desprendeu o sutiã da mãe, tirou e disse:

— Faz de novo.

Agora que ela estava nua da cintura pra cima, bateu em mim o quanto a mãe era grande. Na época eu ainda não tinha explorado o novo quarto dela, e como nunca tivemos muita intimidade dentro de casa e não me preocupava em ter que lavar roupas, eu não sabia que ela usava sutiã 48GG.

Ela rebolou e aqueles peitos enormes, caralho, aqueles peitões, balançaram e bateram de um lado pro outro.

Ela apertou os braços contra o corpo e gritou um “AIIII” alto enquanto ria.

Não eram aqueles peitos moles de travesseiro que algumas gordas têm, sabe, os que começam nos ombros e parecem… travesseiros. Eram peitos “normais”. Glândulas mamárias grandes, bem baixas no peito, com mamilos grandes, cada um atravessado por uma barra de prata. Grandes, moles e descansando sobre a primeira dobra de gordura.

Eu não conseguia desviar o olhar.

A Jana beijou o meu pai, um beijo sério, demorado, os dedos enroscados no cabelo dele, o corpo arqueando contra o dele, e ele beijou de volta. A mãe assistia sorrindo.

— Agora — a Jana disse, quebrando o beijo — Carla, me ajuda a preparar o Cacá. Demorou um segundo pra eu perceber que ela estava falando do meu pai. O nome dele era Carlos e eu já tinha ouvido chamarem de Carlinho, mas “Cacá” era novo pra mim naquele contexto.

A mãe e a Jana despiram o pai, um ato meio… mecânico. Toda vez que eu tive a chance de despir uma mina eu fazia como parte da preliminares, sabe? Mas aquilo era só desabotoar a camisa e a Jana se ajoelhando pra tirar sapatos e meias, desabotoar e abrir o zíper da calça, puxar pra baixo, se inclinar pra dar um beijinho rápido no pau dele — um pau absolutamente mediano, achei, igual ao meu — antes de se levantar.

— Prepara o Tiago — a Jana disse pro pai, e num daqueles pensamentos aleatórios que minha mente solta de vez em quando eu pensei: “Caralho, o microfone é bom. Ela tá falando baixo e tá clarinho” — enquanto eu termino de preparar a Carla.

— Porra — falei alto enquanto via o pai se ajoelhar e começar a beijar e lamber o saco enorme do Tiago.

A Jana beijou a mãe, desabotoou, abriu o zíper e puxou o jeans apertado pra baixo, a calcinha saindo junto.

Como todo moleque, eu sabia que minha mãe era uma fêmea humana. Na puberdade especialmente eu era bem consciente daqueles peitos e mais de uma noite com a mão direita ocupada tinha envolvido eles na minha imaginação.

Mas eu não tinha ideia do quanto ela era grande e gostosa. Minha mãe nunca foi de usar roupas justas, na verdade, sempre foi o contrário, roupas bem largas que não marcavam o corpo.

A barriga dela tinha duas dobras bem distintas e as duas eram cheias de celulite. A primeira dobra era, incrivelmente, ainda maior que os peitos que descansavam nela. A segunda, menor, caía quase até o topo das coxas, dando a ela o que eu passei a chamar de a modéstia natural de uma gorda de verdade.

— De joelhos agora — a Jana mandou, batendo forte na bunda grande da mãe, o suficiente pra arrancar um grito agudo.

A mãe se ajoelhou, estranhamente graciosa pra todo aquele tamanho, o rosto a centímetros do pau do Tiago e, por acaso, a centímetros do rosto do pai.

— Segura meu marido, corno — a Jana disse — e oferece o presente dele pra sua putinha.

O pai segurou o pau do Tiago, na verdade acariciando um pouco, enquanto a mãe se inclinava devagar. Quando os lábios dela quase tocaram a cabeça do pau do Tiago, a mão do pai puxando agora, a Jana puxou a mãe pelo cabelo.

— Você não pediu, vadia — ela disse, e bateu em mim que, se aquilo era atuação, era uma atuação foda.

Eu não conseguia desviar o olhar e meu próprio pau já estava tão duro que doía e latejava.

— Então — a Jana continuou, o cabelo da mãe firmemente agarrado no punho — você não vai ter a alegria do pau lindo do meu Marido (e o jeito que ela pronunciou a palavra fazia a maiúscula parecer natural) na sua boceta de puta.

Ela deu um tapa na nuca do pai e disse:

— Cuida do meu Marido, corno, e joga o presente dele bem entre os olhos dela.

Teve mais disso. A Jana deu outro tapa no pai quando achou que ele estava batendo punheta no “Marido” dela rápido demais.

No final, o pai terminou o Tiago e quando o Tiago gozou realmente acertou bem entre os olhos da mãe. Descobri que ele é daqueles caras que gozam muito, aqueles sacos enormes fazendo a porra bem grossa e bem branca. Um segundo jato, enquanto o corpo dele empurrava, fez uma linha branca e grudenta da testa dela bem na raiz do cabelo, passando pelo olho direito, e o último pedaço acertando o peito direito. Um terceiro jato deixou uma poça branca pequena naquela dobra de barriga de cima, entre os peitões da mãe.

Uma última gota grossa ficou pendurada no pau do Tiago e o pai não hesitou em levar pra boca, os lábios franzidos, só segurando a glande, a cabeça do pau, e claramente chupando.

— Minha vez — a Jana disse rindo, e o pai enterrou o rosto entre as pernas dela enquanto a mãe ficava mandando ele lembrar que a única coisa que ele tinha pra oferecer a uma mulher era a boca, então pelo menos fizesse DIREITO.

Quando a Jana gozou foi quase tão espetacular quanto a gozada do Tiago. A mãe tinha o cabelo do pai nos dedos, torcendo, forçando ele a olhar pra cima enquanto a Jana não só “esguichou”, ela “espirrou”.

— Bebe tudo — a mãe exigiu, e eu via os dedos dela torcendo no cabelo do pai.

Quando a Jana e o Tiago estavam os dois satisfeitos, incluindo o pai batendo outra punheta no Tiago pra mãe levar mais uma carga no rosto, eles se levantaram e se vestiram. Havia sorrisos pra todo lado, como se aquilo fosse o fim de uma noite casual qualquer. Notei, enquanto se despediam e a mãe e o pai eram levados até a porta, que nenhum dos dois tinha lavado o rosto.

Quando o vídeo terminou, a barrinha embaixo da tela marcava “32:24”.

Abri mais alguns, embora não tenha assistido até o final.

Tinha a mãe e o pai sozinhos no quarto deles, fazendo amor. Era terno e doce.

Tinha a mãe e o pai com outro casal, eu não reconheci, mas dessa vez a mãe e o pai estavam de pé enquanto o outro homem e a outra mulher ajoelhavam, chupando os dois.

Tinha a mãe, os pulsos em algemas grossas de couro penduradas num gancho na parede — eu não reconheci o lugar, mas parecia mais um porão do que um quarto de motel — com os braços puxados pra cima, as pontas dos pés mal tocando o chão, enquanto um homem que eu acho que reconheci de uma festa em casa ficava chicoteando ela com o que parecia um chicote de charrete. Cada estalo alto do chicote fazia ela se contorcer e gritar e levantava mais uma vergãozinho rosa em alguma parte do corpo.

CARALHO!

Tinha a mãe e a tia Rita, as duas peladas, engajadas num tipo de brincadeira extremamente bagunçada e molhada. Estavam em cima de um plástico grande na sala que eu reconheci como da tia Rita, nuas e rindo enquanto se revezavam tocando uma na outra, usando os dedos e se cobrindo de líquidos, deixando tudo escorregadio e brilhante da cintura pra baixo.

Tinha a mãe e o pai de novo no quarto. Ela ria e dizia:

— Tá tudo bem, amor, acontece com todo mundo de vez em quando.

Ela brincava com o pau claramente mole do pai.

— Mas acho que isso vai ajudar — ela disse e esticou o braço, fora do ângulo da câmera, e voltou pro quadro com uma coisa roxa estranha. Pelo tamanho da mão dela, parecia ter uns vinte ou vinte e cinco centímetros, em formato de gota alongada, uma bola numa ponta e um anel na outra. Eu assisti fascinado enquanto ela empurrava um dos ovos do pai pelo anel, arrancando um gemido baixo dele, e depois o outro ovo, provocando gemidos altos e fazendo ele se contorcer. Depois empurrou o pau dele, ainda mole, pelo anel, empurrando o sexo dele pra frente, longe do corpo.

— Agora a parte boa — ela disse, e eu percebi que o que ela estava fazendo era enfiar a outra ponta no cu dele. Dessa vez ele não gemeu de dor, foi um gemido diferente, e pra mim soou como prazer enquanto ela enfiava tudo até o fundo.

— Pronto? — ela perguntou.

— Sim — ele respondeu.

Ela esticou o braço de novo fora da câmera e quando voltou tinha alguma coisa na mão. Só dava pra ver que era mais ou menos do tamanho de um cartão de crédito grosso.

Ela apertou alguma coisa e duas coisas aconteceram. Um zumbido suave saiu das caixas de som e o pau do pai endureceu quase na hora.

Os dois riram.

— Os melhores duzentos e setenta e nove reais que eu já gastei — a mãe disse, rindo, enquanto montava em cima do pai, cavalgando nele agora.

— É um hobby — falei em voz alta.

Eu entendi o que estava vendo. Aquilo era tipo a resposta da indústria pornô pras bandas de garagem. A qualidade de produção era boa. Caralho, era melhor que muita coisa que a gente vê se curte pornô na internet — coisa que eu confesso, meio envergonhado, que eu curto. Mas não era profissional de verdade. Alguns tinham uns rótulos básicos, qualidade PowerPoint, tipo “A Excelente Aventura de Carlos e Carla” abrindo o vídeo da mãe e do pai numa praia de nudismo, mas nenhum era realmente profissional.

Tive outro pensamento.

Aquela era a MINHA casa agora e aquele era o MEU quarto.

Fechei os programas, desliguei o computador e subi pro MEU quarto. Tinha um MONTE de brinquedos aparecendo naqueles vídeos, e eu só tinha arranhado a superfície. Estava atrás da caixa de brinquedos.

E a porra da campainha tocou.

— Que porra agora? — falei alto enquanto ia até a porta da frente. Eu andava naquela postura estranha que todo homem tem de vez em quando quando a ereção fica presa na roupa.

Abri a porta e a tia Rita estava parada ali.

— Ai, Davizinho — ela disse, entrando e me puxando pra um abraço de urso — eu soube. Meu Deus, sinto tanto.

— Obrigado — respondi. Não sabia o que mais falar.

Por um momento me toquei que não comuniquei mais ninguém da família, mas provavelmente os advogados deveriam estar fazer isso.

Ela me afastou na distância dos braços.

— Você já comeu? — perguntou.

— Sim — falei — comi uns pães antes de ligar pro hospital e pro advogado.

— Bom — ela disse.

Ela me olhou de cima a baixo, um olhar longo, demorado.

— Você tá bem? — perguntou.

Eu dei uma risadinha.

— Tão bem quanto se pode esperar — respondi.

— Tá — ela disse e pegou minha mão — então vem.

— O quê? — perguntei.

Ela parou e sorriu pra cima, pra mim.

— Eu vou te levar pra cama, Davizinho — ela disse. — Numa hora dessas é importante lembrar o quanto a vida é curta.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 48 estrelas.
Incentive Just Sad a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários