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O estigma da bruxa - Pacto

Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 4160 palavras
Data: 24/08/2026 08:22:06

Abri os olhos. Estava naquela mesma praia. O mar estava calmo e o céu, completamente limpo. A tranquilidade daquele lugar me fez fechar os olhos novamente. Respirei fundo e, por alguns segundos, senti um alívio repentino, como se todo o peso que vinha carregando nos últimos dias tivesse desaparecido.

Levantei. A mulher dos olhos dourados estava sentada na areia, ao meu lado. Quando percebeu que eu havia acordado, sorriu. Era um sorriso meigo e acolhedor, completamente diferente da postura misteriosa que havia demonstrado durante nosso primeiro encontro.

— Eu estava esperando por você — ela esticou a mão e tirou um pouco da areia do meu rosto. — Dessa vez, temos um pouco mais de tempo para conversar.

— Exatamente quem eu queria encontrar — falei e me sentei ao seu lado.

— Eu? — o rosto dela corou.

— Sim, já que temos mais tempo, você pode explicar melhor quem é você, o que está fazendo na minha mente e o principal, o que quer comigo.

— Entendi, são muitos questionamentos de uma vez — ela desviou o olhar para baixo, o vento fez o cabelo castanho claro esvoaçar. — Mas cada uma das suas perguntas será respondida em seu próprio tempo.

— Essa resposta não foi muito satisfatória — falei, frustrado.

— Vamos por partes, certo? — ela se ajeitou. — Eu sei que a Gillian está tentando ter uma vida normal depois de séculos presa. Finalmente conhecendo o mundo, descobrindo coisas novas e tentando construir uma vida ao seu lado.

— Ela está indo bem em algumas coisas, em outras nem tanto.

— Sim, eu entendo. No começo eu nem a considerava simplesmente má, mas isso não significava que ela deixou de ser perigosa — ela olhou diretamente para mim. — Ela pode amar você e, ainda assim, te machucar.

Fiquei em silêncio.

— Gillian ainda está aprendendo a controlar os próprios poderes. Depois de séculos alimentando emoções como ódio e medo, ela voltou ao mundo carregando tudo isso dentro de si — ela coçou a cabeça. — O problema era que agora ela tem poderes que nem ela entende.

Lembrei imediatamente do que havia acontecido com Annya.

— O que aconteceu com aquela garota não foi apenas uma brincadeira — a mulher dos olhos dourados continuou. — Gillian interferiu diretamente nos sentidos e nas emoções de outra pessoa.

— Mas ela não queria machucá-la.

— Gillian não precisa querer ferir alguém fisicamente para machucar. Aquele episódio poderia ter sido muito pior, ela poderia perder facilmente o controle.

— Isso é complicado...

— Por isso você precisa tomar as rédeas dessa situação antes que ela saia do controle, e eu posso te ajudar nisso.

— Me ajudar? Por que me ajudaria?

— Ela pode criar um caos num estalar de dedos.

É, fazia sentido.

— Ok, e como você pode me ajudar?

— Então... — ela fez uma careta rápida. — É um pouco complicado.

— Complicado como?

— Você pode criar uma espécie de limite dentro do vínculo. Gillian continuaria tendo os próprios poderes, mas não poderia usá-los de livre e espontânea vontade, ela precisaria de uma permissão sua.

Olhei para o horizonte onde o mar se perdia, respirei fundo. Aquilo estava se tornando complicado demais.

— Você já percebeu que ela nem sempre sabe quando está ultrapassando os limites. Ela pode perder o controle por alguns segundos e transformar uma emoção em algo muito maior. Uma pequena irritação pode se tornar raiva. Uma atração pode se transformar em obsessão. Um medo pode se transformar em pânico.

— Ela pode fazer isso sem perceber?

— Na verdade, ela já fez e vai ser pior se continuar livre do jeito que está.

— E eu poderia simplesmente impedir Gillian de usar os poderes?

— Sim, poderia.

— Eu estaria colocando uma coleira nela.

Ela ficou em silêncio, observando o mar por alguns instantes.

— Se quiser interpretar dessa forma...

Olhei para o mar. Mas também fazia sentido, não parecia apenas uma forma de me proteger. Talvez também pudesse proteger outras pessoas.

— E como eu faria isso?

— Você precisaria fazer um pacto com Gillian.

— Um pacto? Tipo um pacto de sangue?

— Não, através do próprio vínculo entre suas almas, e Gillian precisaria aceitar voluntariamente os termos.

— E se ela não aceitar?

— Então você continuará exatamente como está, e aquilo continuará avançando — ela apontou para o horizonte atrás de nós.

Olhei novamente para a paisagem destruída. Por alguns instantes, havia esquecido completamente daquela fronteira entre a praia e a terra devastada.

— Mas por que Gillian aceitaria abrir mão de parte da própria liberdade? O que ela ganha com isso?

— Sendo honesta? — a mulher dos olhos dourados suspirou fundo. — Ela não vai ganhar nada além de segurança, mas você ganharia tudo.

— Como assim?

— O vínculo já começou a modificar a maneira como sua mente e sua alma suportam a presença dela. Se continuar crescendo sem controle, você poderá ser consumido por aquilo que existe dentro dela.

Apertei os olhos.

— Se Gillian realmente quer viver uma vida normal ao seu lado, também precisa aprender a conviver com os próprios limites — a mulher se levantou e bateu delicadamente a areia do vestido.

Fiquei sentado, olhando para ela. A resposta parecia fazer sentido, e talvez esse fosse justamente o problema. Havia ainda uma pergunta que não saía da minha cabeça, quem exatamente era aquela mulher?

Abri a boca para perguntar, a praia começou a desaparecer.

— Eu sei que você começou a nutrir um amor por ela, mas pense nisso — ela falou antes de começar a se dissolver. — Aproveite o dia.

Tudo ao meu redor já começava a desaparecer, tentei falar, minha voz não saiu. O mar, a areia e o céu foram consumidos por uma luz branca, e então tudo desapareceu.

Acordei no quarto do resort com a luz da manhã atravessando as cortinas. Gillian estava ao meu lado e, pelo entusiasmo com que começou a falar assim que percebeu que eu havia acordado, provavelmente já estava desperta há algum tempo.

Ela queria conhecer tudo. A piscina, a praia, os restaurantes, as bebidas, as atividades do resort. Cada coisa parecia fasciná-la. O contraste com a conversa que eu acabara de ter na minha mente não poderia ser maior.

Gillian estava genuinamente feliz. Percebi o quanto aquela experiência significava para ela. Depois de séculos presa, finalmente podia simplesmente viver. Sem maldição, sem cabana, sem correntes. Apenas vivendo.

Tomamos café da manhã juntos. Gillian experimentou praticamente tudo o que encontrou pela frente, fazendo comentários sobre cada prato. Algumas coisas adorou, outras considerou completamente absurdas.

Depois fomos para a praia. Ela entrou na água como uma criança descobrindo o mar pela primeira vez, fez cara feia quando a água salgada entrou em sua boca. Brincou e correu pela areia, passou boa parte da manhã se divertindo com coisas que, para mim, eram completamente banais.

Caminhamos pela praia de mãos dadas, conversando sobre coisas que não tinham absolutamente nenhuma importância. Ela fazia provocações, eu respondia, e, em alguns momentos, Gillian simplesmente encostava em mim enquanto caminhávamos.

Mais tarde, nos deitamos na areia e ficamos observando o céu. Por alguns instantes, tudo pareceu normal. Nenhuma maldição. Nenhum poder estranho. Nenhuma mulher misteriosa apareceu dentro da minha cabeça.

Apenas eu e Gillian.

Comecei a perceber que, apesar de toda a loucura, havia algo genuinamente confortável naquela relação. Ela não era apenas a bruxa que eu havia libertado. Aos poucos, estava se tornando alguém com quem eu conseguia imaginar uma vida. E talvez ela também estivesse começando a enxergar daquela maneira. Foi justamente quando tudo parecia tranquilo que percebi o primeiro sinal.

Estávamos próximos de outras pessoas quando notei algo estranho. Gillian olhou para um homem que passava por nós e, alguns segundos depois, ele diminuiu o passo e ficou a encarando de uma maneira que me pareceu estranha.

Ignorei. Pouco depois, outra pessoa começou a rir sem motivo aparente. Depois, uma mulher olhou para Gillian com uma expressão de completo encantamento. Comecei a observar com mais atenção. Não demorou para perceber um padrão.

Sempre que Gillian direcionava sua atenção para alguém, alguma coisa parecia acontecer. O mais estranho era que ela não parecia perceber absolutamente nada.

— Gillian, você está usando seus poderes?

— Não, fizemos um acordo chato, lembra? — ela respondeu, distraída.

— Ok, olha para trás.

Ainda confusa, ela olhou, prestando atenção nas pessoas pela primeira vez. Aos poucos, percebeu que realmente havia alguma coisa estranha acontecendo, principalmente quando um guarda do resort teve que interromper um casal na beira da piscina que estavam praticamente arrancando as próprias roupas no dente tentando foder.

Ela olhava ao redor, estranhando a reação das pessoas. Foi então que algo ainda pior aconteceu. Duas pessoas começaram a discutir alguns metros à nossa frente. No início, parecia apenas uma discussão banal, mas a situação rapidamente escalou. Um empurrou o outro, que reagiu com um soco. Em poucos segundos, os dois estavam se atacando violentamente enquanto outras pessoas tentavam separá-los. Gillian ficou olhando, completamente perplexa.

— Eu não fiz isso.

— Tem certeza?

Ela me olhou com um semblante de medo. Pouco depois, outra discussão começou perto de nós. Dessa vez, duas mulheres que sequer pareciam se conhecer começaram a trocar acusações e empurrões, como se uma raiva antiga tivesse surgido entre elas de repente.

— Eu realmente não fiz nada.

Acreditei nela. E foi justamente isso que me assustou. A mulher dos olhos dourados tinha razão, Gillian não precisava querer machucar as pessoas, bastava ela simplesmente ficar próxima a elas. Numa tentativa de parar tudo aquilo, agarrei Gillian pelo braço e comecei a puxá-la pelo resort em direção ao nosso quarto. Ela me acompanhou sem oferecer resistência, mas parecia cada vez mais assustada conforme avançávamos.

— Meu braço, tá me machucando — ela protestou.

— Desculpa, mas precisamos sair daqui.

— Mas eu não estou fazendo nada, eu juro.

— Eu sei.

— Então por que todo mundo está ficando assim?

Olhei ao redor, ela tinha razão. As pessoas pareciam completamente dominadas pelas próprias emoções. Algumas discutiam, outras riam sem motivo, enquanto alguns hóspedes simplesmente encaravam Gillian como se não conseguissem desviar os olhos dela. Fora a enorme orgia que estava se formando num canto.

— Talvez seja melhor você ficar longe das pessoas por enquanto.

— Eu tô com medo — ela apertou meu braço com força, os olhos marejados e um semblante de terror ao saber que aquilo foi causado por ela, de forma passiva, mas mesmo assim, ela era o catalisador de tudo aquilo. — Eu não quero machucar ninguém

Quem olhava para Gillian, era imediatamente afetado, podia sentir o medo dela crescendo no peito, precisava tirá-la de perto dos outros o mais rápido possível.

— E se eu não conseguir controlar isso? — as lágrimas rolaram pelos olhos dela.

— Você não precisa controlar sozinha.

— Mas eu nem sei o que estou fazendo! — a voz dela falhou no final da frase. — Eu passei séculos presa naquela cabana, agora estou livre, finalmente posso conhecer esse mundo... e, quando tento fazer isso, começo a deixar todo mundo louco.

Ela abaixou a cabeça.

— Seria melhor se eu nem tivesse saído de lá.

— Não fala isso.

Finalmente chegamos ao quarto. Abri a porta e fiz Gillian entrar primeiro. Antes de fechá-la completamente, deixei uma pequena fresta aberta. Fiquei atrás da porta, observando algumas pessoas no corredor. Por alguns segundos, nada aconteceu, mas aos poucos, as pessoas que estavam próximas à porta pareciam gradualmente recuperar a calma. Um homem que discutia com a esposa parou de gesticular e respirou fundo. As duas mulheres que estavam se beijando pararam rapidamente, confusas e um tanto arrependidas. Olhei para Gillian.

— Quando você saiu de perto, eles se acalmaram.

Gillian se aproximou da fresta e olhou para fora. Ficou alguns segundos observando o corredor, até que simplesmente fechou a porta. Depois encostou as costas nela e deslizou lentamente até se sentar no chão, permanecendo imóvel, então começou a chorar. Não era um choro contido. As lágrimas simplesmente começaram a cair, enquanto ela tentava esconder o rosto entre as mãos. Sentei-me ao lado dela.

— Eu só queria viver em paz... — a voz saiu baixa e trêmula. — Só isso.

Não disse nada.

— Eu não pedi por nada disso. Não pedi para ser amaldiçoada. Não pedi para ficar séculos presa naquela maldita cabana. Não pedi esses poderes — ela respirou fundo, tentando recuperar o controle. — Quando finalmente consegui sair de lá, achei que poderia simplesmente... viver.

Gillian passou as mãos pelo rosto.

— Conhecer o mundo. Comer coisas diferentes. Ir à praia. Ficar com você. Fazer coisas idiotas sem precisar pensar em nada — ela soltou uma risada fraca entre as lágrimas. — Era só isso que eu queria.

Olhou para mim.

— E agora eu não posso nem ficar perto das pessoas sem fazer alguma merda.

— Você não fez isso de propósito.

— Mas aconteceu — ela apertou os próprios braços. — E se alguém se machucar? E se eu fizer alguém matar outra pessoa? E se eu fizer isso com você?

— Gillian...

— Eu não quero ser assim — ela voltou a chorar.

Fiquei alguns segundos em silêncio, sem encontrar uma resposta. Então apenas passei o braço ao redor dela. Gillian encostou a cabeça no meu ombro. E, naquele momento, não havia uma bruxa perigosa diante de mim. Havia apenas uma mulher assustada, que finalmente conseguiu escapar da própria prisão e acabou descobrindo que talvez tivesse levado a prisão consigo.

Aqueles olhos dourados apareceram na minha cabeça de novo. Por um instante, a imagem daquela mulher surgiu com uma nitidez assustadora. Lembrei de tudo o que ela havia dito.

“Você precisa tomar as rédeas da situação.”

Talvez aquilo fosse realmente a única maneira de impedir que algo pior acontecesse.

— Gillian...

Ela levantou os olhos, ainda marejados. Hesitei por alguns segundos.

— Existe uma maneira de tentar controlar isso.

— Como? — ela franziu a testa.

— Talvez a gente precise fazer um pacto.

— Um pacto? — ela ficou imóvel.

— Um acordo através do nosso vínculo. Eu conseguiria estabelecer alguns limites para os seus poderes.

— Você quer controlar os meus poderes?

— Não exatamente — parei por um instante. — Quero impedir que eles afetem as pessoas sem você perceber.

— E isso funcionaria?

— Eu não sei.

— E de onde você tirou essa ideia?

A pergunta me pegou desprevenido. Por alguns segundos, pensei em contar sobre a mulher dos olhos dourados. Mas alguma coisa me fez hesitar.

— Levando tudo em consideração, os seus poderes, o vínculo... eu acho que pode funcionar.

— Se isso impedir que eu machuque alguém... — ela olhou para as próprias mãos e respirou fundo. — Eu aceito.

Gillian ficou alguns segundos em silêncio.

— E como fazemos isso?

Olhei para ela, ela esperou. Continuei olhando.

— Eu achei que poderia ser algo que você soubesse — dei uma risada constrangida.

Por um instante, ela pareceu surpresa. Então soltou uma pequena risada, ainda em meio às lágrimas, e tentou enxugar o rosto com as mãos.

— Você me propôs um pacto sem saber como fazer?

— Você falando assim, parece uma péssima ideia.

Ela riu novamente, embora ainda estivesse chorando. Mas a expressão divertida desapareceu aos poucos. Gillian ficou pensativa.

Pensativa...

Ela pensou...

Pensou...

Pensou mais um pouco— Talvez eu saiba — ela desviou os olhos. — Naquela noite, na cabana...

Meu corpo ficou tenso. Eu me lembrava perfeitamente daquele momento, embora não compreendesse completamente o que havia acontecido, só me lembrava do sexo selvagem e a vontade incessante de foder uma bruxa.

— Quando criei o vínculo com você, eu tinha outra intenção.

— Qual?

— Eu pretendia consumir toda a sua energia vital — ela suspirou.

— Você pretendia me matar?

— Sim — Gillian assentiu lentamente. — Eu precisava de um núcleo adequado. Alguém capaz de suportar minha energia. E você foi perfeito.

Uma lembrança atravessou minha mente. A voz dela naquela noite.

“Você deve servir.”

— Eu deveria ter morrido naquela noite...

— Deveria — ela abaixou os olhos. — Mas alguma coisa aconteceu. Eu não consegui consumir sua energia como pretendia. Em vez disso, nossas energias se misturaram.

— E foi assim que surgiu o vínculo?

— Acho que sim — ela tocou o próprio peito. — Parte da minha energia ficou em você. E parte da sua ficou em mim.

Fiquei em silêncio.

— Foi por isso que comecei a procurar por você — continuou. — Eu conseguia sentir que alguma coisa minha ainda estava ligada a você, eu nem sabia exatamente o que estava procurando.

Ela passou os dedos pelo cabelo.

— Mas agora que penso nisso... talvez seja justamente essa a forma de criar o pacto.

— Usando nossa energia?

— Em comum acordo — ela olhou diretamente para mim. — Naquela noite, eu tentei tomar sua energia à força. Foi isso que criou o vínculo.

Fez uma pequena pausa.

— Talvez, se fizermos o contrário... se nós dois entregarmos parte dela voluntariamente, possamos transformar o vínculo em alguma coisa diferente.

— Assim, formando o pacto — continuei o raciocínio.

— Exatamente.

Olhei para ela. Poderia funcionar. Mas havia algo naquela ideia que me incomodava. Se o vínculo havia nascido de uma tentativa de Gillian de me consumir... talvez aquele pacto fosse muito mais profundo do que simplesmente estabelecer algumas regras. Enquanto estava perdido em pensamentos, Gillian subiu em cima de mim.

— O que você tá fazendo? — perguntei enquanto meu transe foi quebrado.

— Hum? — ela pareceu confusa. — Vamos formar o pacto.

— E precisa ser... em cima de mim?

— Ah... — ela sorriu. — Você não entendeu? Vamos repetir o que aconteceu na cabana.

— Entendi — fechei os olhos. — Tinha esquecido da parte do sexo.

— Bobo — ela sorriu novamente, mas de repente, fechou a cara. — Olha, eu sei que eu prometi, mas vou ter que fazer aquilo com você.

— Ah, não...

Só vi os peitos balançando no biquini na minha frente antes dela me beijar. Senti aquele ar quente preenchendo minha boca, descendo pela traqueia e enchendo meus pulmões. Aquela sensação era sempre desagradável.

A hipersensibilidade começou, comecei a sentir seu corpo mais quente que o normal, as coxas envolvendo minha cintura. Ela afastou um pouco a cabeça, me permitindo admirar seu corpo monumental, aos meus olhos, ela parecia uma Afrodite, uma deusa do sexo, tão bela, tão gostosa.

Seus lábios encontraram os meus novamente, a língua dela invadindo minha boca como se quisesse devorar minha alma. Senti o gosto salgado das lágrimas ainda úmidas em seus lábios, uma mistura estranha, se posso dizer.

Minhas mãos deslizaram, arranhando das suas costas até encontrarem os quadris dela, os dedos afundando na pele macia. Com um movimento rápido, puxei a parte baixa do biquíni para o lado, expondo a buceta já molhada. O calor que emanava dela era intenso, quase fumegante. Meu dedo deslizou entre os lábios externos, molhada pra caralho. Ela gemeu na minha boca, o som vibrando contra meus lábios reverberando em cada célula do meu corpo.

Enfiei o dedo de uma vez, sentindo os músculos internos se contraírem ao redor da minha pele. O movimento dela ficou mais frenético, os quadris balançando em ritmo. Adicionei outro dedo, estirando-a, sentindo as paredes da buceta pulsarem contra mim. O cheiro de sexo começou a se misturar com a maresia.

Ela se afastou repentinamente, o corpo tremendo. Olhei para baixo e vi meus dedos brilhando com o líquido dela. Gillian olhou nos meus olhos, o peito subindo e descendo rapidamente com a respiração ofegante. Sem dizer uma palavra, ela começou a gozar, os jatos quentes molhando minha mão, minha bermuda e meu abdômen. O som dela era gutural, primitivo, como uma putinha insaciável que pedia por mais.

Com ela ainda tremendo no meu colo, me levantei com uma força que não sabia que possuía. Seus braços se enrolaram no meu pescoço, as pernas prensando minha cintura. Caminhei até a cama, cada passo fazia minha pica dura roçar em sua buceta semi-exposta. A joguei de costas no edredom branco sem delicadeza nenhuma, o corpo dela se contorceu num último espasmo orgásmico enquanto eu tirava minha roupa.

Os olhos semicerrados dela brilharam quando viu meu pau duro pulsando no ar. Me posicionei entre as pernas dela e sem cuidado algum, meti em sua buceta, indo diretamente no fundo de sua fenda encharcada. O calor me envolveu como uma luva apertada, os músculos dela se contraindo ao meu redor, parecia que protestavam a cada centímetro que entrava, mas logo me acolhiam na medida em que relaxavam.

Comecei a foder com força, cada estocada fazendo a cama ranger. O som da pele batendo contra a pele ecoava no quarto. Senti meu cérebro derreter com o prazer, cada nervo do meu corpo concentrado na sensação da buceta dela me engolindo. Gillian gritava, as unhas arranhando minhas costas, fazia minha pele arder me dando mais um impulso para eu fodê-la o mais forte que conseguia.

Ela então me parou, as mãos empurrando meu peito. Foi uma tortuosa forma de interrupção, meu corpo protestando contra a paralisação do movimento. Seus olhos brilhavam com uma intensidade que me assustou e excitou.

— Você merece mais — ela sussurrou.

Gillian me empurrou com o pé no meu peito até minha pica sair totalmente dela, agarrou meu pau pela base com os dedos firmes. Apontou-o para baixo, em direção ao outro orifício. A cabeça do meu pau pressionou contra o anel contraído do cu dela, beijando as pregas. O contato me fez estremecer, a expectativa quase insuportável, só de saber que iria finalmente foder aquele cuzinho virgem.

Ela cuspiu na ponta dos dedos e espalhou a saliva no anel, fazendo movimentos circulares com o lubrificante natural. O brilho úmido me hipnotizou. Comecei a forçar a entrada, a cabeça do meu pau resistindo inicialmente antes de romper a barreira.

Foi surpreendentemente fácil deslizar para dentro. O calor era diferente, mais intenso, mais apertado. As paredes do cu dela se ajustaram ao meu tamanho, as pregas internas massageando cada centímetro do meu pau. Gillian gemeu, um som profundo que veio da alma.

Comecei a foder devagar, controlando o ritmo. Cada movimento era uma nova sensação, o aperto delicioso me levando à loucura, suas pregas pareciam mastigar minha pica. A vontade de foder com força cresceu, um desejo animal de possuí-la completamente. E assim o fiz, abri suas pernas sem delicadeza, praticamente forçando-a, só para então, passar a meter forte e fundo em seu rabo Senti as pregas dela se apertando ao redor do meu pau, respondendo a cada movimento.

Caralho, agora entendia o porque nunca fizemos anal. Se a buceta era apertada e molhada, me levava a loucura. Seu cu era mil vezes mais prazeroso. Ao mesmo tempo em que parecia me sugar para cada vez mais fundo, sentia também ele querendo me expulsar. Era como uma sucção, uma divina sensação que beirava a insanidade.

Piorou quando senti seu cu me apertar de forma irregular. Ela gozou novamente, desta vez esguichando em mim. O líquido quente escorreu pelas minhas coxas, o cheiro enchendo o quarto. O corpo dela se contorcia debaixo de mim, os músculos se contraindo em espasmos com ela gemendo desconexamente, parecia obcecada com o prazer, assim como eu.

Gillian se levantou com uma agilidade surpreendente, só senti o vácuo puxando meu pau enquanto ela se afastava até meu pau balançar no ar. Me empurrou para a cama e quando percebi, estava deitado. Ela subiu em mim, as pernas se abrindo de cada lado do meu corpo, apoiando os pés no colchão e ficando de cócoras em cima de mim. Apontei meu pau para o cu dela, a cabeça ainda brilhando com nossos fluidos.

Ela desceu lentamente, o cu dela engolindo meu pau centímetro por centímetro. O controle era todo dela agora, o ritmo ditado por seus movimentos. Começou a rebolar, os quadris se movendo em círculos antes de subir e descer, dando início a uma cavalgada insana.

Minhas mãos encontraram os seios dela, os dedos beliscando os mamilos duros. Ela inclinou a cabeça para trás, o pescoço exposto. O ritmo aumentou, as quicadas ficando mais profundas, mais rápidas.

Merda, se aquilo continuasse, eu não ficaria vivo para contar a história. Precisava gozar rápido para acabar com isso. Mas aí veio o problema, por mais que seu cu fosse apertado, a minha única vontade era de continuar sentido aquela sensação, se continuar sendo um brinquedo sexual para Gillian.

Estava viciada naquela sensação do seu rabo me apertando, das pregas se abrindo e recebendo meu pau de forma tão prazerosa e agradável.

Por um momento, achei que fosse desmaiar, até ser acordado com os esguichos de Gillian no meu rosto. Aquela posição me dava uma visão privilegiada do seu corpo. Ver os espasmos, os esguichos saindo de sua buceta e o principal, o motivo da minha ruína, ver as pregas engolindo completamente meu pau, subindo e descendo. Aquilo foi demais...

Senti o orgasmo se aproximando, uma onda de calor que tomou conta do meu corpo inteiro que de repente se canalizou no meu pau. Gillian deve ter sentido, porque ela sorriu e aumentou a velocidade, os movimentos ficando mais frenéticos. Quando gozei, foi como uma explosão, tanto de esperma quente enchendo o cu dela, quanto no meu cérebro, aquelas sensação pareciam fritar todas as minhas sinapses.

Ela continuou se movendo, ordenhando cada gota de porra do meu pau.

A última coisa que eu me lembro foi dela colapsando em cima de mim. Ainda consegui sentir o corpo suado dela grudando no meu, que também estava melado de suor com bônus de seus fluidos que antes esguichavam em mim.

Estava exausto, o cheiro do cabelo dela ainda carregava o salgado do mar, se misturando com o aroma do sexo, suor e satisfação. Gillian descansou a cabeça no meu peito, os cabelos grudados na pele úmida.

E então, apaguei. 

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Foto de perfil de HaedrigHaedrigContos: 60Seguidores: 43Seguindo: 18Mensagem Um cara comum que escreve histórias não muito condizentes com a realidade.

Comentários

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Um cuzinho já é bom demais! Um cuzinho virgem e oferecido gratuitamente é o paraíso na terra. Eu -guloso como sempre - ia querer cuzinho todo dia, até arrombar.

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Rapaz, todo dia não tem cu que aguente kkkkkkkkkkk obrigado!

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Pactozinho safado, b m no… da bruxinha, kkkkk

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Eu faria esse pacto quantas vezes fossem necessárias kkkkkkkkk

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