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O mundo liberal em conversas sobre erotismo

Categoria: Grupal
Contém 5377 palavras
Data: 23/08/2026 18:57:31
Última revisão: 23/08/2026 20:11:18

Fiquei pensando no tema do desafio 17, com a temática “perdendo o preconceito”, e ao mesmo tempo, me detive nos debates abordados no tópico de assuntos ligados ao tema. Alguns até bastante comentados. Verifiquei que o campo é muito mais vasto e abrangente. No site da CDC mesmo, existe um visível confronto disfarçado, entre liberais e conservadores moralistas, e entre heterossexuais e homossexuais, ou apenas não heteros, que espelha na realidade uma série de preconceitos. Resolvi mexer nesse caldeirão, cutucar a ferida, para ver a reação dos leitores. E aproveito para fazer uma história com a conversa real do encontro de dois amigos liberais, e a festinha de sexo grupal que aconteceu depois.

[Nota do Autor] – Para estruturar este conto, usei um amigo, troquei um bom papo com meu mestre da escrita, o autor Melga38. Ele deixou de publicar contos no site, vive envolvido na equipe do trabalho para os roteiros de um grande projeto de série, e me deixou herdeiro e responsável por terminar por ele, boa parte das histórias que ele havia iniciado. Foram questões de desagrado com os rumos que as coisas tomaram, nos contos e comentários, que também o afastaram das publicações, embora ainda seja autor cadastrado no site e com perfil ativo. Achei pertinente publicar este resumo da nossa conversa, dentro desse desafio. Conto a história de como se deu mesmo o encontro, e seus desdobramentos.

Na semana de início de agosto, recebi a notícia de que o meu amigo e mestre de escrita, Melga38, estaria de passagem por aqui, no litoral onde vivo, e o convidei para uma visita, um almoço, e um agradável passeio na praia. Ele veio com a Gabi, sua parceira de muitos anos. O almoço, em sua homenagem, foi uma bela feijoada, ao bom estilo carioca, com feijão preto, paio, linguiça, costelinha de porco, linguiça, carne seca, além de farofa de ovo e banana, couve cozida, e laranja picada em pedaços, como manda o figurino.

Depois do almoço, para fugir da lombra que se abate sobre os mortais que se fartaram de comer feijoada, e tomar caipirinha, deixamos as mulheres colocando as fofocas em dia, e fomos dar um passeio na praia. Bem perto de casa, temos uma praia deliciosa, e com uma área nudista. O dia ensolarado e quente, pedia pouca roupa e bastante filtro solar.

Andando na praia, logo que deu, puxei o assunto que me incomodava:

— Melga38, nos últimos 6 anos, desde a pandemia, reparei algumas coisas, que se tornaram bastante notórias no site de contos. No passado, não havia comentários agressivos, moralistas, julgando autores e personagens das histórias.

— Eu vi, e tem aumentado. – Ele falou.

Continuei:

— Comentam, xingando, até ofendendo os personagens e autores. As críticas, no passado, não eram tão moralistas, e nem tampouco tão agressivas.

— Acho que os autores era mais respeitados. – Ele disse.

Eu continuei:

— Antes, a maioria dos leitores, discutia a história, se ela agradava, se desagradava, se era real ou ficção, sua originalidade, e os efeitos que haviam causado no leitor, se os objetivos eróticos tinham sido alcançados. Até se comentava sobre a escrita. Não havia tanto julgamento moral sobre a conduta dos personagens.

O Melga38, coçou a barba branca do queixo, sabia que ia tocar num ponto delicado:

— Na verdade, isso começa a surgir um bom tempo antes, por volta de 2016, quando a parte mais conservadora da nossa sociedade, articulada por lideranças do neoliberalismo, bastante reacionárias, de opção ideológica de direita, vinculada com o capital, se alinha com as elites econômicas, que manipulam a mídia e a opinião pública, para fazer resistência ao crescimento da esquerda brasileira e assim, tomar o poder.

— Culmina com o impeachment da presidente. – Eu falei.

Ele fez que sim.

Eu ergui um dedo em sinal de alerta:

— Mas, eu não queria abordar isso pela ótica da política. Me preocupa a mudança no site. – Expliquei.

Nesse momento, estávamos chegando na praia e já notamos os lindos corpos de belas mulheres tostando ao sol. Mas o Melga38 continuou o assunto. Ele respondeu:

— Não tem como fugir disso. Tudo passa pela política. Se você quer entender como o conservadorismo, o falso puritanismo e as ondas mais moralistas da sociedade, cresceram e se expandiram na nossa sociedade atual, se refletindo na realidade, inclusive no site, temos que primeiro, entender o que origina tudo isso.

— Eu entendo. - Disse, para encurtar o discurso dele.

Mas ele prosseguiu:

— Foi um movimento articulado. A manipulação da sociedade com discurso moralista e conservador foi a tônica. O que se assistiu depois disso, foi um enorme retrocesso no campo das liberdades democráticas, e se refletiu muito presente nas artes, seja no cinema, na literatura, nos programas de fomento da atividade cultural. Até nas novelas da TV. Entramos numa espécie de “idade média”, e nesse refluxo, ganhou força o pensamento moralista e conservador de fachada, diga-se de passagem, comum nas igrejas evangélicas.

No momento em que eu ouvi aquilo, estávamos passando por um guarda-sol onde duas mulheres, de topless, exibiam seus seios siliconados e bronzeados, e sem marcas de biquíni. Reparei que ele olhou para elas, duas mulheres na faixa dos 50 anos, bem elegantes. Mas, não perdeu o fio da meada:

— Oportunistas explorando a ignorância do povo em nome de deus. Sei que o foco aqui, é o site de contos eróticos, e seu conteúdo, mas o site reflete o que se passa na sociedade. Por isso, comecei situando o cenário geral. Só por isso. O resto fica mais fácil de compreender.

Estávamos chegando na parte nudista da praia, e já começamos a ver algumas pessoas mais à vontade, mulheres de topless, alguns homens totalmente nus, tomando sol sentados nas suas cadeirinhas sob os guarda-sóis. Para não me desconcentrar, eu falei:

— Pensando bem, você tem razão, pois antes, não se falava em Red Pill, em misoginia, “meninos vestem Azul, e meninas vestem Rosa”, em neonazismo, e toda uma pauta conservadora, polarizante, que se espalhou na sociedade e atingiu até as escolas, universidades, e a sociedade como um todo.

Melga38 estava curvando o pescoço, olhando para outras duas mulheres na faixa dos 50 anos, que passaram por nós só com as tanguinhas pequeninas dos biquínis, e com os seios à vista. Eram mulheres muito conservadas, mais duas mulheres maduras muito interessantes. Exibiam seios volumosos, ainda firmes, brilhando com o óleo bronzeador, e mamilos salientes. O cenário à nossa volta estava ficando muito interessante. Pensei até que ele não tinha prestado atenção ao que eu disse, mas ele se virou e falou:

— É nessa onda de falso moralismo que surgiu a questão das discussões sobre as Fake News, sobre o que estava sendo ensinado nas escolas, os tais, “Kit gay”, “mamadeira de piroca”, e “boneca trans”, assuntos fabricados sobre educação e sexualidade que arrebataram e enganaram muitas pessoas. Se você reparar, desde então, ao mesmo tempo em que cresceu na sociedade o movimento feminino de resistência ao machismo opressivo e tóxico, a luta contra a homofobia, a resistência do povo preto contra as hegemonias brancas, e as desigualdades, com todas as suas pautas socais, por outro lado, na onda extremista, aumentou muito o preconceito, o falso moralismo, a onda puritana por trás do slogan “Deus, Pátria, Família, Liberdade”, e que serve de guarda-chuva para todos os políticos de extrema direita que vendem uma ideia de honestidade e pureza de caráter, mas é onde se abrigam os mais violentos e agressivos machistas, corruptos, mobilizadores da opinião pública.

Ele deu uma pausa, para fazer um reparo:

— Não cito isto, para criar uma discussão política, apenas para contextualizar o cenário geral, e para explicar exatamente o que está por trás do que está acontecendo no site de contos eróticos, e nas redes sociais. E não vejo quase ninguém falar sobre isso. Preferem ignorar o assunto.

Naquele ponto, já tínhamos avançado uns cem metros para dentro da área nudista daquela praia, e já podíamos ver algumas belas formas femininas completamente nuas, sobre esteiras ou toalhas, expostas ao sol. Tinha também idosos, assumidos com suas formas menos estéticas, tranquilos com seus corpos, mais deformados pelo tempo. Algumas mulheres, deitadas de costas, com pernas dobradas, deixavam visíveis as xoxotas.

A maioria delas, eram totalmente depiladas, ou com apenas um tufo pequenino de pelos sobre o púbis. Eu adorava aquela liberdade, uma sociedade que respeitava o direito do outro, e era um dos motivos pelos quais eu decidi viver ali.

Meu pau logo deu sinal de vida, como sempre. O melga38 parecia gostar do panorama. Eu e ele olhávamos atentos para o ambiente nudista que nos cercava, mas sem perder o foco na conversa. Falei:

— O que mais me incomodou é que notei que a onda de comentários agressivos, revoltados, especialmente nos contos de temática Cuckold, teve um aumento significativo, de 2020 para cá. Sem falar nos leitores que, sem entender e conhecer do universo liberal, são claramente defensores de uma igualdade de condições, para o homem e para a mulher, indicando que não entendem praticamente nada do fetiche Cuckold. Idealizam. São como neófitos.

Melga38 deu risada:

— É como se eles sonhassem com um liberalismo idealizado, organizado por regras, onde parceiros e parceiras dividissem igualmente os mesmos direitos de liberalidade. Seria até ideal, mas não é a real. Não entendem nada sobre o fetiche Cuckold, por isso criticam ou ficam esperando histórias que não existem. E reclamam querendo que os autores escrevam o que eles desejariam.

Tínhamos chegado em uma parte, onde havia uma concentração maior de mulheres nuas, acompanhadas de seus pares, alguns homens também pelados, mas dava para ver que essas eram mais novas e mais atraentes. O Melga38 parou de caminhar, fazendo um sinal para darmos uma parada. Ele disse:

— Neste cenário, cheio de estímulos eróticos, minha imaginação funciona melhor, vamos dar uma pausa e observar? Nunca me canso de olhar. Lindas são essas mulheres, sem nenhuma vergonha de se expor ao sol. Sem o preconceito contra a nudez. Sou assumidamente um voyeur.

Concordei com ele, e ficamos admirando o cenário em volta. Os corpos femininos nus, nas esteiras, ou toalhas de praia, alguns de bruços com as bundas para cima formavam uma paisagem muito estimulante. Vi uma mulher branca, nua, deitada sobre uma toalha listrada de preto e branco, tão bronzeada que parecia ser uma escultura de metal. O corpo todo apresentava a mesma cor de pele, sem marcas. Tinha seus 40 anos, uma plástica espetacular, seios médios, firmes, a barriga batida, e pernas muito belas. A boceta, completamente depilada, de lábios carnudos. Uma delícia, meu pau até pulsava dentro do calção. Nunca vou deixar de admirar uma visão como aquela.

Neste ponto, o Melga38 retomou o assunto, do nada, me fazendo retornar à realidade:

— Veja bem, já conversamos sobre isso antes, algumas vezes. A grande maioria dos leitores de contos eróticos, não está na faixa dos 30 anos para baixo. Acho que maioria dos que são leitores regulares, está acima dos 40.

— Por que você acha isso? – Questionei.

Ele coçou novamente o queixo:

— Esse leitor, é uma pessoa, seja homem ou mulher, que está em busca de satisfazer sua necessidade de erotismo, que já não encontra mais na vida real. Ou porque tem parceiras ruins de sexo, ou parceiros, que só fazem o básico, e não satisfazem suas fantasias. Ou porque são enrustidos, fantasiam demais e realizam de menos. O certo é que, a maioria dos leitores, não são os liberais que estão ativos, fazendo sexo todos os dias, vivendo a vida e participando da grande festa de orgias que o mundo mais conectado de hoje oferece. Quem está praticando sexo como gosta e deseja, não está preocupado com conto erótico. Basta ter um aplicativo no seu telefone e você encontra alguém disposto a fazer sexo, num raio de poucos quilômetros de distância. Tem sexo pago e até sexo grátis, se é que isso existe. Sexo grátis é uma utopia. Até para dar uma rapidinha, com alguém que você conheceu ao acaso, você tem que gastar um pouco.

— Pensando bem, você tem razão, mas são milhares de pessoas que acessam o site, como podemos saber? – Eu disse.

Ele sorriu, e com ar de experiente, falou:

— A parcela de leitores de contos, é pequena, hoje, em comparação com o passado. Hoje, os jovens têm vídeos, canais de pornografia, sexo em webcam, aplicativos de encontros, baladas liberais, o percentual dos jovens que leem histórias, é muito menor dos que os que tem 45+. Por isso, creio que são os 45 anos em diante que formam a massa de leitores regulares.

— O que o leva a pensar isso? – Perguntei.

Ela falou:

— Os leitores regulares e viciados em contos eróticos, eu acho, vivem, em sua grande maioria, um sexo muito “pão com ovo”, muito careta, as parceiras são muito travadas, conservadoras, eles tem muita curiosidade sobre o mundo liberal, que eles só ouvem falar sobre, mas não tem coragem de provar, ou ir conhecer. Ou então, até pode ter uma parcela de adolescentes que ainda não tem liberdade e independência para ir viver a vida que está lá fora. Por isso, buscam o erotismo que não exige, de fato, a maioridade para ter acesso.

Eu resolvi completar:

— A mesma coisa, ocorre com a maioria dos autores, que escrevem para colocar no papel as suas fantasias, desejos, taras e vontades. A grande maioria dos que publicam, não contam a vida real, tal como você faz, que pauta as suas histórias em cima de casos verdadeiramente reais. Muitos autores, ficcionam imitando o que eles pensam ser a realidade do mundo liberal, mas, quase todos, são liberais em teoria. Basta ler um pouco, e quem conhece, percebe logo a fantasia. Eu também, procuro trabalhar com a realidade, mesmo que ficcione um pouco, mantenho o nível aceitável e crível do real. Já vivi quase tudo que podia, tenho experiência, e agora, me dedico a contar para não perder o contato com a vida externa. Já nao faço mais tantas aventuras como antigamente.

O Melga38 deu outra olhada em volta, apreciando o cenário. Depois, sorrindo, disse:

— Não fode, Leon! Tu é um grande privilegiado, "merrmão". Vive aqui, no meio deste paraíso, praia bem á sua frente, e neste lugar liberado, mulher pelada pra caralho, que é uma coisa maravilhosa. Não falta inspiração para tuas histórias, irmão. E deve ter muito casal liberal para tu aproveitar. – Ele disse com aquele trejeito carioca.

Eu dei risada. De certa forma, ele tinha razão. Viver neste lugar onde estou, é mesmo algo que tenho que agradecer todos os dias. Acordo com o sol nascendo no oceano, em frente da minha janela, e da varanda eu posso ver o mar. Passeio todos os dias, numa praia de nudismo, e frequento clubes e baladas liberais na hora que tenho vontade, e quando desejo. Mas, nem é todo o tempo. Retomei o assunto:

— Aqui só na primavera e no verão que é essa maravilha. No inverno, faz muito frio, e a praia fica deserta. Gosto desta parte do litoral espanhol pela tranquilidade e beleza. Mas, eu queria comentar com você, outro ponto importante, que tenho reparado no site de contos. Eu vi aumentar muito, a quantidade de contos de incesto. É exponencial esse aumento, nos últimos três anos.

— Verdade. Hoje é quase a maioria dos contos publicados. – Ele falou.

Eu continuei meu raciocínio:

— Paralelamente, no mundo real, tem crescido as notícias de abusos, abusadores de menores, e até crimes contra crianças, gente que vende material pornográfico com menores, e tráfico de crianças. Está ficando muito intensa essa onda. E não dá para não perceber que é como se tivessem levantado uma tampa de uma cisterna, essa gente fetichista do incesto, apareceu, saiu do limbo, veio à tona, surgiu nos último anos, e despertou a libido de gente que estava enrustida, tarados, maníacos reprimidos ou ocultos, que em vez de buscar sexo e relações fora do ambiente doméstico ou familiar, não, mergulham de cabeça nessa temática, mostrando como isso está forte e mobilizando a libido do pessoal. Não deixa de ser um grande sinal de que o fetiche revela a tara das pessoas. Depois, não querem que haja estupros, abusos de menores e vulneráveis, e coisas semelhantes. Ficam alimentando isso à exaustão. A cada cinco contos publicados no site, a cada noite, três são de incesto. Não pode ser apenas um detalhe normal. Acho que há uma relação intrínseca nisso. Retrata a tendência geral. O mundo dos tarados por incesto, está aumentando, ou emergindo do fundo das taras ocultas. Antes as pessoas tinha vergonha de assumir, hoje assumem abertamente.

O Melga38 fez um gesto, como se indicasse para a gente continuar nossa caminhada e eu fui adiante enquanto ele falava:

— Acho que você está certo. Sua percepção faz sentido. Mas isso é uma leitura sua de uma realidade. Nada se pode fazer.

Ele deu uma pausa, para olhar com mais atenção para uma mulher linda que passava de mãos dadas com outra, ambas de topless, e seios nitidamente siliconados. Ele falou:

— Enquanto no site parecer apenas ficção e fantasia nos contos, parece ser inocente, mas, por detrás, com certeza, revela o tipo de fetiche predominante, que essas pessoas alimentam, ou os desejos inconfessáveis que sentem, que só extravasam nos contos, ocultos pelos apelidos.

Eu disse:

— Já comentei exatamente isso. Com tanta gente boa para a gente se excitar, vão ter tara logo com mãe, com pai, e com filhas e filhos? Acho meio estranho. Juro.

Ele emendou:

— Eu vi quando você questionou isso, teve um que reclamou, dizendo que era apenas uma forma de extravasar as tensões. Ele logo tratou de tentar se justificar.

Melga38 deu uma parada, para acompanhar uma garota novinha, muito gostosa, que vinha da água, completamente nua. Depois continuou:

— Mas, quase todos os contos publicados desse autor que você disse, eram sobre incesto, com filhos. Esse pai pode não fazer nada, mas vive cheio de vontade. É a tara dele.

— Você acha errado ter relações incestuosas? Condena? – Perguntei.

Ele negou enquanto caminhava:

— Não, não tenho esse julgamento. Entre pessoas adultas, ou numa idade acima da adolescência, que já permita que a pessoa possa ter escolhas, e fazer as coisas por vontade própria, eu não acho nada de errado. Quando adolescente eu tive tesão e muitos casos com primas e tias. Não sou moralista e nem puritano. Neste caso aí, são pessoas que se desejam, e pronto. Tenho uma teoria de que pessoas que tem vínculos de parentesco, podem mesmo ter laços afetivos e amorosos mais fortes do que com estranhos. A questão complicada, é separar o sexo bom, do errado. O problema é que, nenhum abusador ou pedófilo se declara, e assume sua tara publicamente. Os abusados também não tem escolhas. São vítimas. Nesse ambiente nebuloso e oculto das fantasias, como é que saberemos separar os incestuosos por pura paixão sadia entre pessoas adultas e conscientes, daqueles que são tarados, abusadores e pedófilos? Essa é a questão que sempre me intriga. Eles não publicam porque o site proíbe. Mas será que entre os que publicam e leem esses contos, não estão os verdadeiros criminosos?

Eu concordei:

— Eu também vejo essa mudança no site. Aumento de contos de temática gay, indica que muitos estão assumindo suas tendências e vontades, perdendo o preconceito, e muitos saindo do armário, e partindo para viver seus desejos. Isso eu acho ótimo e saudável, “os” e “as” Cross Dresser, As CDs, também já relatando suas experiências e descobertas, prazeres e aventuras. Não há nada de errado ou que possa indicar algum desvio nefasto.

— Mas, os moralistas execram isso, podes crer. – Disse o Melga38.

Eu prossegui:

— Até a zoofilia, que é considerada crime, atualmente, enquanto ficar no terreno das fantasias e das ficções das histórias, não representa nenhum perigo. Mas, repare que tem muito adepto de zoofilia, real, com gente anunciando e oferecendo serviço sexual de animais no site. Ou seja, isso é, na real definição da coisa, um convite ou indução ao crime. E está publicado nos comentários. Nos comentários, sempre aparece, gente querendo faturar, com a tara dos outros.

Enquanto estávamos ali, conversando, o Melga38 me deu um toque:

— Repare naquelas duas que estão se levantando, ali naquele guarda-sol amarelo.

Olhei na direção que ele olhava e vi duas moças, não deviam ter mais do que 35 anos, de pé, recém levantadas das esteiras. As duas, completamente nuas, queimadas de sol, pele cor de canela. Uma era mais loira, e a outra de cabelo castanho. As duas tinham várias tatuagens pelo corpo.

A loira era peituda, mas os peitos bem firmes, podia ser obra do silicone, mas nem parecia de tão perfeitos. A morena, de peitos médios, tinha piercing no umbigo, e um delicado fio de pelos pubianos na vertical, até o começo da rachinha. Ouvi o Melga38 dizer:

— Elas virão aqui, vão passar perto de nós. Repare que estão interessadas.

Elas vinham caminhando, faltava uns 30 metros para chegarem onde estávamos. Perguntei:

— Como você sabe isso?

— Observe, depois eu conto. – Ele respondeu.

As duas vieram passando, contornando em zigue-zague entre outros banhistas estendidos em suas toalhas e esteiras, e se aproximaram. A uns quatro metros, nos olharam e depois se entreolharam, ao verem que as observávamos, e sorriram. Passaram por nós, meio sorridentes.

O Melga38 falou bem audível num portunhol bem encaixado:

— De repente me sentí más joven de lo que soy...

Disse assim mesmo, em espanhol.

Elas passaram, ouviram, e uma, a morena, deu uma ligeira e muito rápida olhadela para trás.

O Melga38 sorriu:

— Eu não disse?

— Me diga, como sabia? – Questionei.

Ele coçando o cavanhaque, respondeu:

— Quando nos aproximávamos, você estava falando, e eu notei que uma nos viu, cutucou a outra, se falaram, e olharam em nossa direção. Alguma coisa chamou a atenção dela. E eu vi que bastou darmos uma parada aqui, elas se levantaram para vir à água. Devem ter vindo conferir de perto. Acho que vamos poder conhecer.

Eu estava admirado com a capacidade e a experiência dele em notar essas coisas. Eu seguia distraído, conversando, e nem tinha reparado em nada.

As duas entraram no mar, até à linha da cintura, se abaixaram, se molharam, refrescaram o corpo, ficaram uns cinco minutos na água, e depois, vieram saindo.

Ficamos esperando e eu imaginando o que iria falar com elas, mas nem foi preciso, elas vieram andando em nossa direção, e a morena falou comigo:

— Hola, ¿eres la pareja de esa guapísima mujer negra que siempre viene a la playa en bikini verde? (posso não escrever exatamente no espanhol que ela empregou. Mas foi o que quis dizer: “Olá, você é o parceiro daquela negra bonita que vem sempre à praia de biquíni verde?”)

— Sí, es ella. – Respondi, intrigado.

— Ustedes también son muy guapas. (“Vocês são muito belas, também”) – Disse o Melga38.

Elas sorriram e agradeceram, e o gelo estava quebrado. Nuas, bonitas e sensuais, era um perigo aquilo, para controlar uma ereção que viesse em hora imprópria.

A morena explicou que, quase sempre, via quando eu passava com a minha esposa, andando ali na praia, e tinha ficado impressionada com a beleza dela.

Melga38 falou, sorrindo:

— Ele é feio, mas tem a sorte de só namorar mulheres lindas.

Elas sorriram e a morena falou:

— No es feo. Tiene su encanto. – Ela respondeu. (Ele não é feio, tem o seu charme).

Eu aproveitei e falei que mulheres bonitas sempre me atraíram muito. Por isso, sempre estou perto de alguma. Mesmo que não seja a minha, como ocorria naquele momento.

Elas deram risada, e tive que explicar que sou casado, mas sempre tive belas namoradas. E o meu amigo ali adorava desejar as minhas namoradas.

E com isso, o papo engrenou.

Enquanto conversávamos eu pude observar que a Loira, que era mais reservada, tinha algumas tatuagens pequeninas, e uma delas, no pulso, era um pequenino Q (de Queen) no meio de um coração. Ali estava o sinal de que ela poderia ser uma adepta do meio liberal. Prestei mais atenção e foi quando reparei que a morena, também tinha bem atrás do tornozelo, um pequenino símbolo do naipe de Espadas do baralho. Pronto, estávamos conversando com gente que parecia ser do meio, e isso facilitava as coisas.

Durante a conversa, as mulheres nos disseram que haveria uma festa logo mais à noite, numa cobertura de uma bela casa, não muito longe dali, onde estavam hospedadas. Nós trocamos números de telefone, elas disseram o número, e o Melga anotou no celular que trazia na bolsinha impermeável.

O Melga38 disse:

— Não sei se o meu amigo vai, mas eu irei com certeza. Tenho poucos dias aqui, antes de voltar para nossa casa, e quero aproveitar.

A morena me olhou e falou algo como:

— No olvides venir. Queremos hacer nuevos amigos. Y trae a tu hermosa esposa. (Não deixe de ir, queremos fazer novos amigos, e leve a sua linda esposa).

Eu agradeci, e ouvi o Melga dizendo baixinho:

— A morena é bi, e tarou na sua esposa. Agora ficou bom isso.

Eu dei risada enquanto agradecia e disse que iria falar com ela.

Elas deram um tchau, e seguiram para suas esteiras. Eu e o Melga ao ficarmos sozinhos, sorríamos, e ele falou:

— Você se queixa de barriga cheia. Basta um passeio na praia, e logo encontra uma aventura.

Eu respondi:

— Você que é um cagão, cheio de sorte. Primeiro dia que vem aqui e já apareceram as interessadas. Estou aqui faz tempo, e não aparece aventura assim, como você acha que tem.

Demos mais uma caminhada e o cenário naquele dia estava muito convidativo. Mulheres novas e maduras, sem roupa, exibindo seus corpos ao sol, ou molhados de água salgada.

Resolvemos entrar na água para nos refrescar e o Melga38 perguntou:

— Sobre o que é que estávamos falando mesmo?

Dei risada, pois sabia que ele estava de sacanagem. Vendo que eu não respondi, ele falou:

— Eu tenho ficado ausente do site, porque tenho muito trabalho, e concentro meu tempo na atividade lucrativa de fazer os roteiros. Deixei uma pasta com mais de cem histórias estruturadas, para você continuar. Mesmo que eu fique mais dois anos sem publicar nada, você ainda terá contos por terminar e publicar. Não acho que você se deva deixar contaminar pelo que acontece de ruim no site. É um momento, uma fase. Sempre tem gente sumindo, deixando de fazer parte, ou abandonando o site, e sempre tem gente nova que chega. Cada vez, parece que haverá contos piores, mais mal escritos, e mal concebidos. É reflexo do nível de intimidade com a escrita e a leitura, que diminuiu muito. As pessoas não leem boa literatura mais. Vivem de ler autoajuda e textos de baixa qualidade. Escrevem muito mal. Me diga, qual é a maior motivação sua ao publicar de graça?

Eu tinha a resposta pronta:

— Eu fui ensinado, iniciado no mundo liberal, por gente mais experiente, que queria me ajudar a me tornar um liberal. No passado, eu também era machista e até meio homofóbico, devido à minha formação, e ambiente onde cresci. Depois que fui pra o Rio de Janeiro, quando o conheci, foi que minha cabeça se abriu, e eu fui aprendendo a perder os preconceitos e a ser mais liberal. Contei um pouco dessa história no meu romance publicado, “Marcas da Luxúria II”. Eu acho que publicando contos reais, de gente que como nós, aprendeu a ser liberal, posso ajudar muita gente. Acho que muitos se inspiram nas histórias que eu vou publicando.

— Então, você tem um propósito, ajudar, ser útil, dar exemplo. – Ele comentou.

— Sim, exatamente. – Concordei.

Melga38 ia saindo do mar. Disse:

— Então, não se preocupe com o que anda aparecendo de porcaria no site. Não se envolva. Conte as suas histórias, publique, já tem leitores fiéis, e sempre aparecerão mais. Faça o seu trabalho, e não se preocupe com o resto. Sempre vai ter gente que vai publicar e depois vai desparecer. E o mundo anda já tão distópico. Veja bem, acho bom explicar: Distópico é um adjetivo que se refere a algo relativo à distopia, um lugar fictício onde a sociedade é opressora e autoritária. Parece que teremos que conviver com isso. Então, não sofra pelos outros. Faça a sua parte, e seja feliz. Isso também é uma forma de perder preconceitos.

Tive que dar razão a ele. Fomos saindo, e a fome estava já nos chamando de volta para casa.

Em casa, fizemos um lanche rápido, pois havia a tal festa à noite na casa das duas espanholas. A Morena se chamava Lindalva, e a loira, era a Mercedes.

Quando falamos da festa, e contamos das duas mulheres, as nossas esposas não se animaram. Disseram que preferiam de divertir entre elas, e que nós poderíamos ir. Era compreensível já que a Gabi e Milla eram muito amigas, e já fazia um bom tempo que não se viam.

Eu e o Melga38 nos arrumamos, tomamos nosso banho, vestimos uma roupa bem despojada, calças de algodão, com elástico na cintura, folgadas, camisetas soltas e chinelos. Afinal, em pleno verão, na praia, estávamos mais do que bem-vestidos.

Ligamos pelo telefone, e Lindalva mandou a localização, pegamos o endereço e partimos. Não era longe. Ao chegarmos a Lindalva, nos recebeu com uma canga enrolada no corpo. Ela não escondeu o desapontamento por eu não ter levado a Milla. Mas, nos convidou para entrar. Tínhamos levado duas garrafas de vinho, e fomos guiados para o jardim interno da casa. Lá ela se livrou da canga e ficou nua, como estava a Mercedes. Ela disse:

— Siéntanse como en casa. Quítense la ropa. (Podem ficar à vontade. Retirem as roupas).

Notei que estavam apenas as duas ali, e não havia mais ninguém, pelo menos visível.

Começamos a nos despir, e era inevitável uma certa ereção que se pronunciava, nos nossos paus. A espanhola viu e falou:

— No se preocupen. Una erección es un halago para nosotros. (Não se preocupem. Um pinto duro é um elogio para nós). (Minha tradução pode não ser a melhor, pode ser que ela não tenha usado essas palavras, na hora eu não fixei bem, mas transmite o que aconteceu).

O Melga38, mais descontraído, falou:

— Vão ser elogiadas a noite toda.

Elas deram risada e assim começou uma das noites mais memoráveis deste ano de 2026. Fazia muito tempo que a gente não vivia uma aventura como aquela. As duas mulheres eram realmente, muito taradas, os maridos estavam ausentes, e elas liberadas, e souberam nos animar de todos os jeitos.

Foi uma verdadeira orgia. Claro que quando o Melga38 viu que a noite seria longa, pegou no bolso de sua calça um cartela de medicamento e me deu um comprimidinho, dizendo:

— Se prepare, senão você não chega nem no segundo tempo com essas duas.

Foi a minha salvação. Numa hora de pausa, dentro da piscina, eu perguntei para a Lindalva o que havia motivado o interesse delas em dois velhos com mais de 60 anos. Elas disseram:

— No tenemos prejuicios contra la edad, y sabemos que la experiencia vale mucho más que la incontinencia de la juventud. (Não temos preconceito com a idade, e sabemos que a experiência vale muito mais do que a incontinência da juventude).

O Melga38, mais sem papas na língua, comentou:

— Você estava muito mais interessada na esposa gostosa do nosso amigo, do que nele mesmo. Pode confessar.

A morena sorriu divertida e a loira também. A loira era de poucas falas, mas disse:

— Está obsesionada con su esposa negra, y no descansará hasta conocerla mejor.

Era algo como: “Ela vive tarada na sua negra, e não vai descansar enquanto não puder conhecê-la melhor.”

Eu disse que quando ela nos visse na praia, poderia se apresentar.

O Melga38 disse:

— A morena safada quer comer a Milla, de qualquer jeito.

E assim foi aquela noite de brincadeiras e delícias. Elas haviam encomendado uma porção grande de espetinhos de carne mista, e comemos bebendo vinho, e brincando de sexo com aquelas duas maravilhas.

Eu acho melhor contar, num outro conto, em detalhes, como foi essa noite de orgia. Só para deixar um spoiler, teve uma hora em que a Lindalva comeu a Mercedes com um consolo amarrado num cintaralho, enquanto eu comia o rabinho da loira e o Melga38 enrabava a Lindalva. Foi uma noite para preconceito nenhum ter oportunidade de medrar.

Espero que gostem, e comentem.

Leon Medrado.

Meu e-mail: leonmedrado@gmail.com

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Foto de perfil de Leon-MedradoLeon-MedradoContos: 456Seguidores: 1034Seguindo: 228Mensagem Um escritor que escreve contos por prazer, para o prazer, e com prazer. Quem desejar adquirir meus romances eróticos, me faz um e-mail que eu passo o link. "Muito Safados", e "Marcas da Luxúria "II. Atingi a marca de 1.000 seguidores e tenho muito que agradecer.

Comentários

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Leon, mais um excelente texto, e fico aqui pensando que é mais ou menos isso. . . Eu leio porque gosto desse tipo de leitura, mas seleciono bastante, principalmente pela qualidade do texto. Sobre ser liberal ou não, acho que gente como eu e minha mulher não somos liberais 100%, mas como já tivemos aqueles casos relatados (Com um pouco de "licença poética" para tornar mais interessante e inteligível) acho que podemos opinar de que as pessoas nos anos 70/80 eram muito mais liberais naturalmente do que hoje, acho que a sociedade brasileira envelheceu muito mal e isso gera esse tipo de gente exageradamente conservadora, que copia a sociedade rural americana, o que é lastimável! Uma coisa eu vou dizer: os preconceitos citados já existiam, mas eram tratados com menos agressividade e mesmo os mais conservadores paravam para ouvir. hoje essas pessoas não escutam nem mesmo os argumentos mais claros e isso "mata" a discussão e a consequente aceitação das diferenças.

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Eros autor. Agradeço seu comentário e revelações. Quem é liberal e/ou já teve experiências boas que abriram as cabeças, evoluíram, e podem entender o que eu escrevi. Sabemos que não existe um modelo de ser liberal, cada um é do seu jeito, mais ou menos. Acontece que no site, tem muito neófito, se passando por liberal, contando ficção como se fosse real, mentindo que é liberal, e enganando, prestando um desserviço ao mundo liberal. Escrevem contos como se fossem liberais, e nos comentários revelam seus julgamentos conservadores. Eles mesmo se traem e se revelam. Vejo que muitos, talvez a maioria dos leitores, buscam contos eróticos, para dar um "up" na libido, fantasiar com as histórias, se colocar no lugar dos personagens, por isso cobram direitos iguais aos parceiros, regras e julgamentos, mas são poucos os que são liberais de fato. A grande maioria dos leitores nem confessa para o parceiro ou a parceira, que é leitor de conto erótico. Consome escondido. Quer mais falso do que isso? Nisso, eu concordo, o Brasil ficou mais retrógrado, mais careta, mais puritano (e falsos) pois com o crescimento das igrejas evangélicas, cheias de moralismo, isso cresceu muito, puritanos de fachada, reprimidos, que morrem de taras e fetiches por trás dos panos. Eu costumo estudar os leitores, por seus comentários e suas respostas, analiso, tiro uma avaliação e com isso, vou aprendendo sobre como eles pensam e agem. Estou nessa estrada há décadas, e neste ambiente, pingo para mim é letra. Gosto de colocar o assunto em pauta, e na forma de conto, ficou mais interessante. Obrigado.

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Leon, excelente texto! Só faço uma ressalva no tocante à parte em que é dito que os homens de mais de 40 que lêem os contos é porque não têm sexo suficiente ou as parceiras não dão conta. Eu leio porque aprecio a literatura erótica, e escrevo sempre com base em experiência própria (exceto quando faço exercícios criativos).Mas o restante, que toca na influência política/religiosa, e o tema do incesto, é bem descrito. Recentemente, precisei denunciar um conto que deixava claro que o objeto de desejo do homem, a vítima no caso, era menor de idade. E, claro, entremeado nos assuntos mais sérios, a liberalidade e sexualidade saudável, como sempre convém.

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Meu caro amigo P.G.Wolff, sabemos que quarentões Plus, como você, são exceções, eu não queria generalizar, mas vou rever o texto, pois sei que não são todos. Mas, a maioria, se enquadra. Tenho acompanhado bastante esses aspectos. Obrigado por sua leitura e comentário atentos.

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Foto de perfil de Majases ♠️♥️♠️

Narrativa que Sugerimos para interessados no meio liberal com didática adequada.

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Vocês são sempre impecáveis. Fiéis leitores e bons críticos. Que bom que é ter leitores assim! 😘😘😘

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Que bate-papo didático hein,Leon? Foi dado uma aula de sociedade nos últimos tempos e como isso influencia o leitor de contos. Há temas que não são minha preferência,mas quando o autor sabe escrever,vale muito sua narrativa literária. Concordo com Melga: continue publicando suas idéias,essas não tem preço,a criatividade - leitores aceitando ou não - precisam nascer e crescer,

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Astrogilldo Kabeça, que bom receber a sua mensagem, e seu incentivo. Fico muito agradecido e feliz. Achei também o papo muito útil, e o Melga38 sempre dando aula de conhecimento. Valeu.

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Penso que a grande quantidade de textos de baixa qualidade, acaba por irritar os leitores, tornando-os críticos mais severos sobretudo quanto a pequenas falhas nos enredos, que deixa transparecer que há mais de traição do que de parceria nas relações liberais. Mas seus textos são muito bons, e até hoje eu espero o final do texto da atriz que foi de moto para casa do amigo do marido e nunca mais voltou. Grande abraço.

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Reginaldo. Eu tive que interromper aquele conto, por ter sido chamado para um trabalho. Agora, estou escrevendo as partes que faltam, para publicar até o fim, sem parar novamente. Pois isso acontece muito. Começo uma série e o trabalho me interrompe. Mas está bem adiantada as partes que faltavam.

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