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O sino de vento

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Um conto erótico de R. R. May
Categoria: Heterossexual
Contém 1652 palavras
Data: 03/08/2026 08:41:37
Assuntos: Heterossexual

A casa estava silenciosa, como de costume. Desde a morte do pai, a vida de Carla e de sua mãe era uma rotina melancólica e previsível, até a chegada de Felipe, o tio de Carla, que despertou nela muito mais que o amor inocente esperado. Na primeira manhã a sós com a sobrinha, Felipe e Carla já haviam se aproximado perigosamente. Na manhã seguintea sua chegada, ele a abraçou e pôde sentir o calor de seu corpo, o cheiro de frutas e flores em seu cabelo e, principalmente, a umidade fumegante de sua vagina sob a camisola, de forma inapropriada, para se dizer o mínimo, daquela relação esquisitíssima entre tio e sobrinha. Depois de quase penetrá-la em pé no meio do corredor, o som de tilintar metálico o despertou do transe diabólico que quase o fez cruzar uma linha que jamais deveria ser cruzada por um homem em sua posição. Ele era tio da menina; quase podia tocar o espírito de seu irmão naquelas paredes, que sentiria vontade de matá-lo por suas perversões. Ainda com os dedos úmidos dos líquidos da sobrinha, Felipe entrou em seu quarto de hóspedes e se aliviou. Ele se tocava enquanto sentia o cheiro dela em si, nos seus dedos, na sua roupa. Ele explodiu na onda orgásmica mais intensa de que se lembrava. Aquilo parecia um estranho pesadelo: separações, mudanças, hospedagem na casa do falecido irmão, que tentava evitar desde a morte deste, e agora isso, gozando escondido em um quarto como um adolescente com memórias inconfessáveis. Ele se vestiu e saiu para fazer qualquer coisa que o afastasse daquele quarto, daquela menina que, agora, era uma mulher muito perigosa para ele. Os dias se passaram sem maiores desastres. Ele já morava na casa do irmão há uma semana, e o clima com a sobrinha era tenso. Já a ex-cunhada vivia em um ciclo penoso de trabalho e antidepressivos, sem perceber a tragédia grega que se desenrolava. Certo sábado à noite, o clima estava um pouco diferente. Carla chegou da faculdade, deu um "boa noite" rápido, um beijinho na mãe e entrou para um banho muito longo. Ao sair, ela sugeriu assistir a uma série comendo pipoca, mas havia algo muito diferente nela: seus cabelos estavam soltos e molhados, e ela vestia uma camisola que não tinha a obrigação de ser sexy. Porém, aos olhos de seu tio, que todas as noites se masturbava tendo como arsenal da memória seus breves minutos juntos, aquela era a roupa perfeita para a perdição de ambos. Carla parecia informal e descontraída. Sua mãe, que naquela altura já estava quase dormindo, pareceu se animar, mas com aquele tom de quem dorme nos primeiros minutos da série. Felipe disse que iria ler um livro e dormir um pouco, afinal já eram quase 23h. Porém, Isabel, mãe de Carla, disse para ele aproveitar o momento em "família". Felipe queria muito recusar o convite. Ele conhecia suas limitações e desejos.

Carla deixou a porta do quarto aberta. Quando uma brisa leve soprou, trouxe, além do perfume e do cheiro de xampu de Carla, que havia acabado de tomar banho, o som daquele objeto estranho: o sino de vento.

Por um breve minuto, as lembranças daquela manhã invadiram a mente de Felipe. Agora, mesmo que quisesse, ele não poderia levantar do sofá, a menos que levasse a almofada junto, e Isabel perceberia. Além de profanar a memória do irmão, ser enxotado dali não estava nos planos de Felipe.

Diante da insistência da cunhada e da cara de pidona da sobrinha, com uma ereção evidente e indisfarçavel, Felipe se aconchegou no sofá e disse:

— Então vamos de série, é um programa ligeiramente mais empolgante que ler e dormir. Nós todos temos a empolgação de idosos em um asilo! — disse ele, rindo, tentando descontrair a situação. Carla trouxe pipoca doce e salgada em vários potes, além de alguns salgadinhos com cheiro e formato estranhos. Enquanto não decidiam sobre a série, Carla entregou o controle à mãe e saiu da sala por breves momentos. Ela trouxe duas mantas. Carla sentou e cobriu as pernas. Felipe evitou essa armadilha por um tempo. Isabel, com o controle, fez a escolha da série mais inapropriada para aquele momento. Ela falou, empolgada:

— Já sei, vamos ver A casa do dragão! Eu nunca vi, mas falam muito bem da série, que parece ter três temporadas. A gente pode maratonar! Felipe engasgou. Ao contrário da cunhada, ele já havia visto a série, e aquilo estava muito específico para ser realidade. Carla deu uma longa gargalhada, que escondia a verdadeira ironia da escolha da mãe, conhecida apenas por ela e Felipe. Ela justificou que achou engraçado a mãe falar em maratonar séries, quando nem assistia aos primeiros dez minutos. Dito e feito: Isabel não viu nem os cabelos prateados dos Targaryen e pegou no sono. Carla parecia apreciar as cenas e observar com malícia certos momentos. Por volta do terceiro episódio, Isabel despertou, pegou seus óculos, levantou da poltrona e riu de si mesma. Afinal, Carla estava certa: ela não havia visto nada da série. Sem pipoca nem refrigerante, ela iria dormir. Levou sua manta e disse:

— Realmente, nem dragão me faz manter acordada. Eu vou me recolher. Não durmam tarde! Assim que a porta do quarto de Isabel, no fim do corredor, fechou, Carla olhou fixamente para o tio, mas não disse nada. Ela só deixou aquele momento constrangedor criar forma. Carla procurava no olhar daquele homem à sua frente o urso faminto. Ela não procurava o tio, nem o amigo, nem respeito! Felipe sentiu a investida silenciosa de sua doce sobrinha e desviou o olhar. Carla colocou a mão no rosto dele, trazendo seu olhar de volta para aquele momento desconfortável. Felipe tentou resistir, mas, na verdade, ele não queria. Era difícil admitir, mas ele queria mais, queria concluir o encontro no corredor. Sem pensar muito, sem considerar a cunhada ou o irmão, Felipe sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele estava perdendo a batalha da sanidade para aquela menina, sem que ela precisasse dizer uma palavra. Sem desviar os olhos dela por nem um segundo, ele começou a se virar, e Carla soltou todo o corpo no sofá. De frente, com as pernas abertas, Felipe pôde ver sua calcinha rosa de renda, que mal cobria sua buceta inchada, quase engolindo a calcinha. O cheiro doce da buceta de Carla exalou pela sala, e isso já era muito para Felipe. Se ele tinha alguma esperança de resistir, desistiu quando caiu de boca na buceta doce e encharcada de Carla. Ela arqueava o corpo, e ele parecia um bicho com fome dela. Cheirava sua virilha, lambia freneticamente seu clitóris. Primeiro, o tio enfiou um dedo na buceta dela, sentindo os líquidos dela escorrerem junto com sua saliva. Carla estava entregue, olhando em seus olhos com uma expressão de tesão., uma mistura de prazer e sofrimento. Ela abria a boca, mas não emitia som algum, para não serem ouvidos. Ela começou a rebolar na língua de Felipe, enquanto ele sentia seu clitóris endurecer na sua língua. Ela segurou sua nuca e disse, quase sem som:

— Aí, caralho, eu vou gozar! Carla arqueou o corpo com bastante violência e estremeceu; parecia estar tomando choque. Sua pele se arrepiou por inteiro. Felipe agora saboreava sua sobrinha sem pudor, dançando com a língua por toda a extensão de sua vagina e passeando com os dedos pelo seu cuzinho delicioso, que piscava loucamente durante o orgasmo. Felipe levantou, secou a barba, e aquele olhar amoroso e medroso sumiu! Seu único objetivo era penetrar aquela buceta; não havia espaço para nenhum outro sentimento ou emoção. Ele começou a se desvencilhar das roupas. Carla, que também nutria muito tesão pelo tio, agarrou seu membro duro e babado e começou a chupá-lo. Ela tinha a boca macia, as mãos pequenas e um olhar que fez Felipe arrancá-la daquele boquete com força pelos cabelos. Ele não era mais o mesmo; parecia ter sido possuído pelo espírito primitivo que Carla estava cativando.

Com os cabelos dela ainda enrolados nas mãos, Felipe aproximou o rosto de Carla de sua boca e sussurrou em seu ouvido:

— Era isso que você queria, né? Vagabunda! Agora eu vou te comer, depois você pode contar para as suas amigas como é ser fodida por um homem de verdade. Ele posicionou Carla com o rosto no encosto do sofá, a bunda para cima, sem largar seu cabelo. Naquele momento, ele não queria saber de carinho ou romance; só queria consumar aquela aliança incestuosa o mais rápido possível, ou seria capaz de atingir o clímax sem nem tocar no próprio pênis. Com a bunda empinada, a calcinha rosa completamente engolida pela bunda e a buceta molhada até a metade das coxas, Felipe não quis tirar a calcinha de Carla; apenas a afastou um pouco para o lado. Ele pegou em seu pau, completamente lubrificado, que até pingava, e encostou na entrada da buceta dela. Ele estremeceu. Era muito, muito, muito tarde para voltar atrás. Estava feito. Ele foi penetrando suavemente sua sobrinha de uma maneira muito diferente das outras mulheres de sua vida. Ela era quente, úmida e muito macia. Ele sentia como se seu pau estivesse sendo mastigado, e os movimentos de vai e vem foram ficando mais frenéticos, até que Carla olhou em seus olhos e disse:

— Isso, fode gostoso, titio.

Era o estopim. Felipe gozou fartamente dentro da buceta de sua sobrinha. Aquela última frase obscena havia mexido demais com ele. Mesmo tentando desesperadamente fugir daquilo, aquela tinha sido a gozada mais gostosa de sua vida. Eles terminaram, tomaram banho separadamente e voltaram para o sofá. Eles maratonaram quase toda a primeira temporada da série em um clima gostoso de abraços, piadas, carinho e cumplicidade de quem compartilha um segredo enorme, do tamanho de um dragão. Carla sabia que, a partir dali, bastaria dizer "Dracarys" para ser possuída por seu encantador dragão de olhos profundos e escuros.

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Foto de perfil genéricaQueenBeeContos: 15Seguidores: 15Seguindo: 37Mensagem Gosto muito de ler e escrever putaria, movida por uma paixão secreta e avassaladora!

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