Se você ainda não leu "A Casa Nudista" e "A Casa Nudista — Parte II: Os Três", pare aqui. Volte e leia. Na primeira parte, contei como fui expulsa da casa dos pais, como fui morar com minha irmã Marina e meu cunhado Pedro, como descobri que eles eram nudistas, como a nudez caseira foi se tornando natural, como percebi que Pedro ficava ereto só quando eu estava nua perto dele, como me toquei de portas abertas para que ele ouvisse, e como, finalmente, transamos. Na segunda parte, contei como Marina voltou e revelou que tudo fora ideia dela, que eles tinham um casamento aberto, que eram adeptos de ménage, e como passei a fazer parte daquele mundo — os três nus, livres, transando, gozando, existindo sem vergonha. E como, no final, Marina anunciou que nosso sobrinho Lucas, filho de nossa irmã mais velha Camila, viria passar o fim de semana conosco.
Agora você está em dia. Vamos em frente.
Camila chegou na sexta-feira à tarde, trazendo Lucas no carro. Nós três estávamos vestidos. Vestidos! Era estranho sentir tecido no corpo depois de semanas de nudez total. Eu tinha posto um vestido leve, sem calcinha é claro — alguns hábitos não se perdem —, Marina usava uma saia e uma blusa de algodão, Pedro uma bermuda e uma camiseta. Parecíamos uma família normal. Uma família mentirosa.
Camila entrou com aquele jeito dela — quarenta e três anos, cabelo castanho com mechas grisalhas que ela nunca pintava, corpo ainda bonito mas sempre escondido sob roupas largas, uma mulher que envelheceu antes da hora por excesso de responsabilidade. Ela nos abraçou, matou saudade das irmãs, beijou Pedro na bochecha, e só então notou Lucas parado na porta.
— Ele vai ficar bem — disse ela, mais para si mesma do que para nós. — Só o fim de semana. Domingo a noite eu passo para buscar.
— Claro — disse Marina, sorrindo com aquela calma que só ela tinha. — Vai ser divertido.
Lucas tinha dezenove anos. Alto, mais alto que Pedro, uns um metro e oitenta e cinco. Cabelo castanho desgrenhado, olhos verdes herdados do pai, corpo magro mas com ombros largos, aquele tipo de adolescente que ainda não descobriu como usar o próprio corpo. Ele entrou tímido, cumprimentou todo mundo, e ficou no canto da sala com a mochila nos pés.
Camila não demorou. Quinze minutos de conversa, abraços, instruções desnecessárias — "não dê trabalho", "obedeça suas tias", "não fique no celular o tempo todo" — e ela foi embora, deixando o filho para trás como quem deixa um gato para cuidar.
Assim que a porta se fechou, o silêncio tomou conta.
Pedro foi o primeiro a falar.
— Então — disse ele, sentando-se na poltrona. — Regras da casa. A gente gosta das coisas arrumadas. Louça lavada depois de usar. Nada de roupa suja pelo chão. E... — ele fez uma pausa, olhou para Marina, depois para mim — ...aqui dentro, todo mundo fica nu.
Lucas piscou. Piscou de novo.
— É... é sério? — a voz dele saiu fina, quase infantil. — Ou é uma pegadinha?
Marina e eu nos levantamos ao mesmo tempo. Sem pressa, sem drama, como fazíamos todo dia. Ela tirou a blusa por cima da cabeça, deixou a saia cair. Eu puxei o vestido para cima, fiquei nua em segundos. Pedro já estava tirando a camiseta.
Lucas nos olhou, os olhos saltando entre as duas tias, o rosto ficando vermelho, depois roxo. Ele puxou uma almofada para cima do corpo, apertando-a contra o peito.
— Eu... não — gaguejou. — Não dá. Não agora.
— Tudo bem — disse eu, indo até ele, ainda nua, sem me importar. — Vai tomar um banho. Relaxa. Depois você se acostuma.
Ele me olhou, desconfiado, mas assentiu. Marina pegou uma toalha no armário do banheiro e entregou a ele.
— Desfaz a mochila depois do banho — disse ela. — Coloca as roupas na cestinha de lavanderia. Aqui a gente não usa roupa, lembra?
Ele entrou no banheiro. Ouvimos a água correr. Nós três nos olhamos na sala.
— Combinado — sussurrou Marina. — Nada sexual com ele a menos que ele queira. A gente não força nada.
— Combinado — respondemos eu e Pedro, ao mesmo tempo.
Quando Lucas saiu do banheiro, enrolado na toalha, nós três estávamos no quarto que ele dividiria comigo — o quarto de solteiro com a cama de casal que eu arrumara para nós dois. Ele entrou, parou na porta, e seus olhos quase saltaram das órbitas.
Marina estava sentada na beirada da cama, nua, as pernas cruzadas casualmente, os pelos pubianos escuros visíveis. Eu estava de pé ao lado dela, também nua, depilada, lisa, o corpo que ele já tinha visto na sala mas agora, no quarto fechado, parecia outra coisa. Pedro estava encostado na parede, nua, o pau flácido mas ainda impressionante — grosso, longo mesmo mole, as veias já visíveis na pele morena.
— O que... — Lucas começou, apertando a toalha contra o corpo.
Marina se levantou. Foi até ele, sorrindo com aquele sorriso de irmã mais velha que acalma e provoca ao mesmo tempo.
— Regras da casa, sobrinho — disse ela, e puxou a toalha.
Ele tentou segurar, mas era fraco demais, ou talvez não quisesse tanto assim. A toalha caiu no chão. Ele ficou ali, exposto, o corpo magro, a pele clara, os pelos pubianos escassos e desgrenhados, e o pau... o pau dele estava duro. Duro, apontando para cima, vermelho na ponta, pulsando. Não era tão longo quanto o de Pedro — devia ter uns dezoito centímetros —, mas era grosso. Surpreendentemente grosso para um rapaz da idade dele. A cabeça era larga, quase bulbosa, e as veias saltavam em relevo.
Ele tentou cobrir-se com as mãos, o rosto corado até as orelhas.
— Não — disse eu, indo até ele, pegando suas mãos e afastando-as do corpo. — Aqui a gente não se esconde.
Marina pegou uma das mãos dele. Eu peguei a outra. Juntas, puxamos o rapaz para a sala.
Aquela noite, assistimos a um filme na TV. Eu, Marina e Pedro no sofá — ele em uma ponta, Marina deitada com a cabeça na perna dele, as pernas sobre as minhas, que estava sentada na outra ponta. Nada de sexual. Pele contra pele, contato, calor. Família.
Lucas ficou na poltrona, nu, tentando não olhar para nós. Tentando e falhando. Seu pau não baixava. Ficou duro o filme inteiro, apontando para o teto, a ponta brilhando de vez em quando com pré-gozo. Ele se contorcia, cruzava as pernas, descruzava, e o pau continuava ali, imenso, exigente.
Quando o filme acabou, Marina e Pedro se levantaram.
— Vamos dormir — disse Marina, bocejando. — Boa noite, Lucas.
— Boa noite — disse Pedro, dando um tapinha no ombro do rapaz, casual, como se não estivesse nu com um pau duro ao lado dele.
Eu também me levantei.
— Vou para o meu quarto — disse. — Você vem, Lucas?
Ele não se moveu da poltrona. Apertou as coxas, olhou para o teto.
— Vou... vou mais tarde — gaguejou. — Só vou... terminar de assistir alguma coisa.
Sorri. Sabia o que ele ia fazer. Deixei-o ali.
Acordei com o barulho de Marina na cozinha. O sol entrava pela janela, quente, prometendo um sábado lindo. Virei-me na cama e vi Lucas ao meu lado, dormindo, coberto com o lençol até a cintura. Seu peito subia e descia, os pelos do peito ainda ralos, adolescentes.
Levantei devagar, fui até a cozinha. Marina estava nua, como sempre, preparando café. Pedro estava na mesa, lendo o jornal, também nu, o pau flácido sobre a coxa.
— Ele dormiu? — perguntou Marina, sem virar-se.
— Dormiu — respondi, pegando uma xícara. — E provavelmente se masturbou na poltrona antes.
Pedro riu, baixinho.
— O pau dele não baixou o filme inteiro — disse eu. — É grosso, Marina. Muito grosso.
Marina virou-se, um olhar no rosto que eu conhecia bem. Curiosidade. Fome.
— Vamos ver — disse ela, simplesmente.
Quando Lucas acordou e entrou na cozinha, nós três estávamos na mesa, nus, tomando café. Ele parou na porta, hesitante, mas já não tentou cobrir-se. Seu pau, como previsto, estava duro. Novamente. Ainda.
— Bom dia — disse Marina, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
— Bom dia — respondeu ele, a voz rouca de sono.
Ele foi até a geladeira, pegou a manteiga, voltou para a mesa. O pau balançando, duro, a cabeça rosa e úmida. Ele já não se escondia. Já não se importava.
Pedro e Marina estavam mais carinhosos naquela manhã. Mãos que se encontravam, beijos rápidos, olhares que diziam mais que palavras. Assim que acabamos o café, Pedro se levantou, foi até Marina, e a puxou pelo quadril.
— Vamos ficar mais um pouco no quarto — disse ele, olhando para mim, depois para Lucas. — Vocês se viram.
Eles saíram, de mãos dadas, deixando eu e Lucas na cozinha.
Ouvimos a porta do quarto se fechar. Depois, os gemidos começaram. Baixos primeiro, depois mais altos. Marina não era discreta. Nunca fora.
Lucas me olhou, os olhos verdes arregalados.
— A tia é sempre assim? — perguntou, a voz quase um sussurro.
— Escandalosa? — ri. — Sempre. Desde que eu me entendo por gente.
— E isso não te incomoda? — ele se inclinou para frente, genuinamente curioso. — Não te deixa... sei lá... curiosa?
Olhei para ele. Para o pau duro, para o corpo magro e tenso, para os olhos que perguntavam mais do que a boca.
— Sexo é natural — disse eu, devagar. — É o que a gente é. Não tem nada de errado em querer, em sentir, em ver.
Ele abaixou os olhos.
— Não para mim — murmurou. — Eu nem namorada tenho. Nunca tive.
Algo se moveu em mim. Não era só desejo. Era... ternura. Vontade de ensinar. De mostrar.
Levantei. Fui até ele. Peguei sua mão.
— Vem — disse. — Vamos acabar com sua curiosidade.
Levei Lucas para dentro. O som dos gemidos de Marina aumentava à medida que nos aproximávamos do quarto dela. A porta estava aberta. Aberta de propósito, eu sabia. Marina e Pedro sempre deixavam aberta quando queriam ser vistos.
Lucas parou no corredor. Congelou ao ver a cena.
Marina estava montada em Pedro, de costas para a porta, as nádegas subindo e descendo em movimentos circulares. O pau dele desaparecia e reaparecia, brilhante de umidade, desaparecia de novo. Os seios de Marina balançavam, os pelos pubianos escuros esfregando contra a base do pau dele. Ela gemia alto, sem pudor, o rosto virado para o teto em êxtase.
— Já assistiu alguém transando? — sussurrei no ouvido de Lucas.
Ele não respondeu. Não conseguiu. Sua boca estava aberta, os olhos fixos na cena, o pau pulsando em espasmos involuntários.
Segurei o pau dele. Ele deu um pulo, um gemido escapou de seus lábios, mas não se afastou. Minha mão envolveu aquela grossura, sentindo o calor, a pele macia, a dureza de ferro sob ela. Comecei a fazer carinho, movimentos lentos, de baixo para cima, apertando levemente na subida.
— Quer? — perguntei, a boca quase tocando sua orelha.
Ele fechou os olhos. Gemeu. Um gemido alto, desesperado, de quem não aguenta mais.
— Sim — sussurrou. — Por favor. Sim.
Levei-o para a cadeira no canto do quarto. Sentei-me. Puxei-o para perto, entre minhas pernas abertas. Seu pau estava na minha frente, imenso, a cabeça rosa e úmida quase tocando meus lábios. Abri a boca. Levei a ponta à língua. Salgado, quente, pulsante.
E o levei inteiro.
Ele gritou. As mãos dele foram para minha cabeça, os dedos se enroscando no meu cabelo, puxando sem querer puxar. Eu chupava com vontade, a língua girando em volta da cabeça, depois descendo pelo corpo grosso, sentindo cada veia, cada pulsação. Minha mão segurava a base, a outra acariciava as bolas, pesadas, cheias.
Não deu três minutos. Talvez nem dois.
— Tia... — ele gemeu, a voz estrangulada. — Tia, eu vou... não consigo parar...
Tentei segurar, apertar a base para retardar. Mas ele era jovem demais, inexperiente demais. Seu corpo se arqueou, um grito saiu de sua garganta, e o primeiro jato atingiu minha garganta, quente, denso, abundante. Ele tentou tirar o pau da minha boca, mas eu segurei firme, e os jatos seguintes vieram no meu rosto, no meu queixo, escorrendo pelos meus seios. Era muito. Muito mais do que eu esperava. Ele gozava como um adolescente que nunca gozara na boca de ninguém — porque provavelmente nunca gozara.
Quando parou, ele ficou ali, ofegante, o pau ainda meio duro, ainda pulsando. Levantei, peguei uma toalha na cômoda, limpei o rosto. Ele me olhou, os olhos cheios de vergonha, de gratidão, de algo mais.
— Desculpa — gaguejou. — Eu não queria... foi tão rápido...
— Shhh — coloquei um dedo em seus lábios. — É normal. Você é jovem. A próxima vez dura mais.
— Próxima vez? — seus olhos se arregalaram.
Sorri. Fui até a cama, onde Marina e Pedro haviam parado de transar e nos observavam, sorrindo. Marina estava deitada de costas, o pau de Pedro ainda dentro dela, os dois ofegantes.
— Agora — disse eu, voltando para Lucas, pegando sua mão de novo — é sua vez de aprender.
Levei Lucas de volta para a cadeira. Sentei-me nele, de frente, as pernas abertas, minha vulva depilada, lisa, exposta, a umidade brilhando à luz do quarto.
— Você nunca chupou uma mulher? — perguntei.
Ele negou com a cabeça, o rosto corado de novo.
— Então presta atenção — disse eu, e guiei sua cabeça entre minhas pernas.
Sua língua tocou meu clitóris primeiro, tímida, desajeitada. Eu gemi, mais para encorajá-lo do que por prazer. Peguei sua mão, coloquei seus dedos na minha entrada.
— Dois dedos — instruí. — Devagar. Curva para cima.
Ele obedeceu. Seus dedos entraram, tímidos, mas com a curvatura certa. Encontraram o ponto, aquele ponto rugoso e sensível, e eu arqueei as costas, gemendo de verdade agora.
— Agora a língua — ofeguei. — No clitóris (mostrei onde era). Círculos lentos. Não para. Não muda de ritmo.
Ele aprendia rápido. Sua língua encontrou o ritmo, círculos constantes, firmes, enquanto os dedos massageavam por dentro. Eu o segurava pela cabeça, os dedos enroscados em seu cabelo desgrenhado, guiando-o, ensinando-o. O prazer subia, lento, construído, diferente da fúria adolescente dele.
— Assim — gemi. — Exatamente assim. Não para. Não para...
O orgasmo veio como uma onda longa, profunda. Não explosivo, mas intenso, duradouro. Eu apertei seus dedos dentro de mim, minha carne pulsando, e ele gemeu contra meu clitóris, a vibração da voz dele me levando ainda mais alto.
Quando parei de tremer, abri os olhos. Marina estava de pé ao lado da cama, observando, o rosto corado, os olhos brilhantes. Pedro estava atrás dela, o pau duro de novo, massageando-a por trás.
— Agora — disse Marina, a voz rouca — eu quero os dois.
Marina se deitou na cama, de bruços, as nádegas erguidas, as pernas abertas. Pedro se ajoelhou atrás dela, o pau na mão, a ponta rosa e brilhante.
— Lucas — disse ela, virando o rosto para nós — você vem na frente. Seu pau é grosso demais para o meu cuzinho, e o Pedro é mais experiente por trás.
Lucas piscou. Olhou para mim, para Marina, para o próprio pau — que, para minha surpresa, estava duro de novo. Jovem....
— Eu... nunca... — gaguejou.
— Eu sei — disse Marina, sorrindo. — Por isso a Júlia vai te ajudar.
Fui até ele. Peguei o pau dele, ainda úmido da minha boca, ainda quente. Guiei-o até a entrada de Marina. A cabeça bulbosa tocou a carne molhada, e ela gemeu, arqueando as costas.
— Devagar — sussurrei no ouvido de Lucas. — Ela é apertada. Entra devagar.
Ele empurrou. Centímetro por centímetro, a carne de Marina se abrindo para recebê-lo. Ela gemeu, alto, as unhas cravando nos lençóis. Ele parou, assustado, mas eu segurei seus quadris.
— Continua — ordenei. — Ela aguenta. Ela quer.
Ele empurrou o resto. Marina gritou, uma mistura de dor e prazer, e ele ficou ali, imóvel, ofegante, o pau inteiro dentro dela. Eu vi a grossura dele esticando-a, vi os lábios de sua vulva se fechando em volta da base do pau de Lucas, vi o contraste — seus pelos pubianos escuros contra a pele clara dele.
Pedro não esperou. Lubrificou os dedos, massageou o ânus de Marina, e começou a entrar por trás. Devagar, como quem sabe o que faz. Ela gemeu mais alto, o rosto contorcido, o corpo cheio de pau nos dois lados.
— Me fode — ordenou ela, a voz estrangulada. — Os dois. Me fode!
Eles começaram a se mover. Não sincronizados — Lucas, inexperiente, em golpes rápidos e desajeitados; Pedro, experiente, em estocadas longas e profundas. Mas o efeito era o mesmo. Marina gritava, gemia, choramingava, o corpo sendo invadido dos dois lados, esticado, preenchido.
Eu me sentei na cadeira, de pernas abertas, e me toquei. Observava. Meu clitóris, avantajado, duro, pulsante, sob meus dedos. Gozei vendo, gozei de novo, e quando Marina começou a convulsionar em um orgasmo que parecia não ter fim, eu gozei mais uma vez, gritando junto com ela.
Lucas gozou primeiro. Gravou-se dentro dela, jorrando, abundante como antes, e saiu trêmulo, ofegante. Pedro aproveitou o espaço, aumentou o ritmo, e gozou no cuzinho dela, profundo, com um grito rouco que ecoou pelo quarto.
Ficamos ali, os quatro, ofegantes, suados, o ar cheirando a sexo. Marina se virou, deitou de costas, o esperma deles escorrendo por entre as pernas, e sorriu.
— Bem-vindo à família, sobrinho — disse ela, e riu.
O sábado inteiro foi assim. E o domingo também.
Lucas não dava folga. Não parava. Tinha um vigor que só a juventude explica — gozava, ficava flácido por cinco minutos, e já estava duro de novo, pedindo mais. Transamos de todas as formas possíveis. Ele me fodeu na cadeira, no chão, debruçada na mesa da cozinha. Fodeu Marina na cama, no sofá, no banheiro. Pedro o ensinou a fazer sexo anal — primeiro comigo, depois com Marina, sempre devagar, sempre com lubrificante, sempre com cuidado. Ele aprendeu a segurar o gozo, a durar mais, a fazer uma mulher gozar antes dele.
No domingo à noite, quando Camila tocou a campainha, nós quatro estávamos vestidos. Vestidos de novo, aquela mentira confortável.
Lucas estava na sala, arrumado, o rosto ainda corado mas controlado.
Camila entrou, abraçou o filho, olhou para nós.
— Deu trabalho? — perguntou, sorrindo.
Marina e eu rimos. Aquela risada de irmãs que compartilham um segredo.
— Bobinha — disse Marina — ele não deu trabalho nenhum. Pelo contrário, ajudou muito. Poderia voltar mais vezes.
Lucas, que estava pegando a mochila, parou. Virou-se para a mãe.
— Posso, mãe? — perguntou, a voz inocente demais. — Voltar no próximo fim de semana? Ficar com as tias e o tio?
Camila olhou para nós, desconfiada por um segundo, mas depois sorriu.
— Tudo bem — disse ela. — Se eles não se importam.
Não nos importávamos. Pelo menos, não deveríamos.
Mas quando a porta se fechou, e nós três ficamos sozinhos na sala nua de novo, Marina disse:
— Só que o próximo fim de semana a gente tinha combinado de trazer uns amigos para te conhecer, Júlia. Uns amigos do swing. Para expandir seu círculo.
Olhei para ela. Para Pedro. Para a porta por onde Lucas e Camila tinham acabado de sair.
— Então? — perguntei.
Marina sorriu. Um sorriso cheio de promessas, de complicações, de prazeres ainda por descobrir.
— Então — disse ela — isso é outra história.
E é. Mas essa fica para o próximo conto.