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A Casa Nudista — Parte II: Os Três

Um conto erótico de Júlia
Categoria: Heterossexual
Contém 1990 palavras
Data: 22/08/2026 16:41:38

Se você ainda não leu "A Casa Nudista", pare aqui. Volte e leia. Naquele conto eu contei como tudo começou — como fui expulsa da casa dos pais, como fui morar com minha irmã Marina e meu cunhado Pedro, como descobri que eles eram nudistas, como a nudez caseira foi se tornando natural, como percebi que Pedro ficava ereto só quando eu estava nua perto dele, como me toquei de portas abertas para que ele ouvisse, e como, finalmente, transamos naquela noite em que Marina saiu. E como, no final, Pedro me contou que Marina sabia de tudo desde o início, que eles tinham um casamento aberto, que eram adeptos de ménage. Só que ele nunca tinha imaginado transar com a cunhadinha mais nova.

Agora você está em dia. Vamos em frente.

Marina voltou na quarta-feira seguinte. Não na terça, como dizia que voltaria. Eu e Pedro passamos a terça e a quarta de manhã transando, gozando, dormindo, acordando e transando de novo. Meu corpo estava em carne viva, sensível ao toque de qualquer tecido. Quando ouvi a chave na porta, quase às três da tarde, meu coração parou.

Ela entrou com sacolas de compras, deu um beijo em Pedro, que estava no sofá, nu e flácido pela primeira vez em dias, e olhou para mim.

— Então — disse ela, sentando-se na poltrona. — Conta.

Eu estava nua também, sentada na outra ponta do sofá, as pernas cruzadas por instinto. Não sabia o que dizer. Pedro também não falou.

Marina riu. Um riso genuíno, sem malícia.

— Gente, eu sei de tudo. Foi ideia minha. Relaxa.

— Ideia sua? — perguntei, a voz mais fina que eu gostaria.

— Olha — ela se inclinou para frente, os seios balançando levemente. Ela é mais alta que eu, um metro e setenta, cabelo preto liso até a cintura, seios grandes e firmes, cintura fina, quadris largos. E ela mantém pelos pubianos, uma escova escura e bem cuidada que sempre me chamou atenção, especialmente porque eu sou completamente depilada, lisa, desde os quinze. — A gente tem um casamento aberto há três anos. Ménage, troca de casais, às vezes amigos que vêm aqui. Só que nas últimas semanas, desde que você chegou, a gente não pôde trazer ninguém. Não dava, né? Você ainda estava se adaptando, ainda usava roupa, ainda estava vulnerável. Então todos os nossos encontros foram fora. Hotéis, casa de amigos. E eu cansei. Cansei de sair de casa para transar. Cansei de esconder nossa vida de você.

Ela fez uma pausa, olhou para Pedro, depois para mim.

— Eu vi como ele olhava para você. Desde a primeira semana. E eu vi como você olhava para ele. Pensei: por que não? Você é adulta, livre, e obviamente curiosa. Só não sabia se você toparia. Então deixei acontecer naturalmente.

— Naturalmente? — Pedro riu, pela primeira vez. — Você armou tudo, Marina. As saídas "não programadas", as dicas que dava para Júlia...

— Ok, ok — ela levantou as mãos, sorrindo. — Eu ajudei um pouco. Mas o desejo de vocês é real. E agora que você sabe, Júlia, tudo muda. A gente não precisa mais sair de casa. A gente pode ter nossos encontros aqui. Com você. Com outras pessoas, se você quiser. Ou só nós três.

Ficamos em silêncio. Eu olhava para minha irmã, nua, confiante, oferecendo-me um mundo que eu nem sabia que existia. E eu queria. Meu corpo já queria, só de pensar.

— Eu quero — disse, e a voz saiu firme.

Marina sorriu. Um sorriso largo, de irmã mais velha que finalmente conseguiu o que queria.

— Então vamos começar de novo. Direito.

Não aconteceu naquela noite. Marina disse que queria que eu entendesse primeiro, que não era só sobre sexo, era sobre energia, sobre confiança, sobre estar presente. Ela me levou para o quarto dela e de Pedro — um quarto maior que o meu, com uma cama king-size, espelhos nas paredes, velas em prateleiras. Cheirava a incenso e a sexo.

— A regra da casa continua — disse ela, deitando-se na cama. — Nudez. Sempre. Isso é sagrado. Mas agora você pode tocar. Pode ser tocada. Pode olhar. Pode ser olhada.

Pedro entrou no quarto, nu. O pau dele, mesmo flácido, era impressionante — grosso, longo, pesado entre as pernas. Eu sabia o quanto ele crescia, o quanto latejava quando ficava duro. Vinte centímetros, veias saltadas, cabeça rosa e larga. Eu já tinha sentido cada centímetro dentro de mim.

— Hoje — continuou Marina, fazendo sinal para que eu me deitasse entre eles — a gente só vai se tocar. Sem pressa. Sem objetivo. Só pele.

Deitei-me de bruços no meio da cama. Senti as mãos de Marina em minhas costas, massageando, descendo até minhas nádegas. As mãos de Pedro começaram nos meus pés, subindo pelas panturrilhas, as coxas. Quatro mãos em meu corpo, quatro olhos me vendo.

Marina se deitou ao meu lado. Seu corpo encostou no meu, seio contra seio, barriga contra barriga. Ela era mais quente que eu, mais macia. Sua mão desceu até minha coxa, não para tocar meu sexo, só para acariciar, para sentir.

— Você é linda — sussurrou ela, e não era sexual. Era irmã. Era admiração.

Pedro se deitou do outro lado. Seu pau, agora, começava a endurecer contra minha coxa. Marina notou, riu baixinho.

— Ele sempre foi assim — disse ela, a mão ainda acariciando minha coxa. — Um pau de cachorro. Duro o tempo todo.

— Só quando vocês estão por perto — respondeu ele, a voz rouca.

Marina se levantou. Ficou de joelhos na cama, entre nós. Pegou o pau de Pedro com uma mão, casualmente, como quem pega uma taça de vinho. Ele gemeu, baixo.

— Vou transar com ele — disse ela, olhando para mim. — E você vai assistir. Pode se tocar. Pode se tocar olhando para nós. Mas não nos toca. Ainda. Isso é sobre você ver. Sobre você entender que não há ciúmes aqui. Que não há posse.

Ela montou em Pedro. Devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo. Eu vi o pau dele desaparecer dentro dela, centímetro por centímetro, vi a expressão dele se transformar em êxtase, vi Marina fechar os olhos, suspirar, começar a se mover.

Eu estava deitada ao lado deles, de bruços, o rosto apoiado nas mãos. Minha mão desceu, encontrou meu clitóris — meu clitóris avantajado, que sai da capota como um pequeno botão quando estou excitada. Ele estava duro, pulsante, implorando. Comecei a esfregá-lo em círculos lentos, observando.

Marina cavalgava com maestria. Movimentos circulares, para cima e para baixo, os seios balançando, os pelos pubianos esfregando contra a base do pau dele. Ela gemia, baixo primeiro, depois mais alto. Pedro segurava seus quadris, puxando-a para cada estocada, o rosto contorcido em prazer.

— Olha para ele — disse Marina, abrindo os olhos, olhando para mim. — Olha como ele me fode, Júlia. Olha como ele goza dentro de mim.

E gozou. Pedro arqueou as costas, gritou, e eu vi a convulsão, vi o jato quente, abundante, enchendo minha irmã. Marina gemeu, apertando-se em volta dele, sentindo cada pulsação.

E eu gozei também. Sem aviso, sem construção. O orgasmo me atingiu só de ver, só de sentir a energia daquele quarto. Convulsei, mordi o travesseiro, e senti minha própria umidade escorrendo por entre as pernas.

Marina desceu de Pedro. O pau dele ainda estava meio duro, brilhante com o mix de seus fluidos. Ela se deitou ao lado dele, ofegante, e estendeu a mão para mim. Pegou minha mão. Apertou.

— Bem-vinda à família — disse ela, sorrindo.

Nos dias seguintes, a dinâmica mudou. Não era mais eu observando de fora. Era eu participando. Mas nunca de forma mecânica, nunca forçada. Era natural, como respirar.

De manhã, café da manhã nua na cozinha. Marina preparando ovos, Pedro lendo o jornal no tablet, eu tomando café. Às vezes, no meio da conversa sobre o dia, Pedro se levantava, vinha até mim, e eu o levava na boca ali, de joelhos no chão da cozinha, enquanto Marina continuava fritando ovos, olhando de vez em quando, sorrindo. Ele gozava na minha boca, abundante, quente, e eu engolia enquanto Marina aplaudia de brincadeira.

À tarde, às vezes Marina e eu nos deitávamos no sofá, lado a lado, conversando. Não transávamos uma com a outra — isso nunca aconteceu, e nenhuma de nós sentia necessidade. Mas nos tocávamos. Ela acariciava meu cabelo, eu massageava seus ombros. Às vezes, quando estávamos assim, Pedro chegava, sentava-se entre nós, e nós duas o tocávamos. Ela no pau, eu nas bolas. Ou eu no pau, ela no peito. Era sobre ele, sobre dar prazer a ele, sobre vermos uma à outra dando prazer a ele.

Uma noite, estava chovendo. O som da chuva na janela do quarto deles era hipnótico. Estávamos os três na cama, eu deitada de costas, Marina deitada de bruços ao meu lado, Pedro entre minhas pernas. Ele me penetrava devagar, profundamente, enquanto Marina, deitada ao meu lado, observava o rosto dele, a expressão de êxtase.

— Ela é apertada? — perguntou Marina, a voz sonolenta.

— Muito — respondeu Pedro, ofegante.

— Mais que eu?

— Diferente. Mais apertada. Mas você... você é mais profunda.

Marina riu, satisfeita. Sua mão desceu, encontrou meu clitóris, e começou a esfregá-lo enquanto Pedro me penetrava. Não era ela me tocando como amante. Era ela me ajudando a gozar enquanto o marido dela me fodia. Era sobre generosidade. Sobre família.

Gozei gritando, apertando-me em volta de Pedro, e ele aproveitou minha convulsão para gozar também, jorrando dentro de mim, abundante como sempre. Marina não parou de esfregar meu clitóris, levando-me a um segundo orgasmo antes mesmo do primeiro acabar, e eu chorei, literalmente chorei, de excesso, de amor, de pertencimento.

Ela me abraçou depois. Seios contra seios, pele contra pele, enquanto Pedro nos abraçava por trás, ainda dentro de mim, ainda meio duro.

— Eu te amo, irmã — sussurrou Marina no meu ouvido.

— Eu também te amo — respondi, e era verdade. Uma verdade nova, diferente, mas verdade.

Uma semana depois, estávamos os três no sofá da sala, nus como sempre, quando Marina recebeu uma ligação. Ela falou pouco, assentiu várias vezes, e desligou com uma expressão pensativa.

— Era Camila — disse ela, olhando para mim.

Camila. Nossa irmã mais velha. Quarenta e três anos, casada, mãe do Lucas, que tem dezenove. A irmã certinha, a irmã que nunca foi expulsa de casa, que nunca fez nada de errado, que não fazia ideia do que acontecia naquele apartamento.

— O que ela quer? — perguntei, sentindo um frio na barriga.

— O Lucas vai passar o fim de semana aqui — disse Marina, devagar. — Camila e o marido vão viajar para o interior, um casamento de um amigo. O Lucas não quis ir. Disse que preferia ficar em São Paulo, e Camila pensou: por que não na casa da tia Marina? Ele adora vocês dois.

Silêncio. Pedro e eu nos olhamos. Marina nos olhou.

— Ele não sabe de nada — continuou ela. — Camila não sabe de nada. Ninguém sabe de nada. Para o mundo, somos apenas uma família normal. Uma irmã que mora com a irmã e o cunhado. Ponto final.

— E aqui dentro? — perguntei, a voz mais fina que eu gostaria.

Marina sorriu. Um sorriso lento, cheio de promessas.

— Aqui dentro, a gente continua sendo quem a gente é. Nua. Livre. E se o Lucas notar algo... — ela deu de ombros — ...a gente lida com isso quando chegar a hora.

Pedro não disse nada. Mas eu vi. Vi o pau dele, que estava flácido no sofá, dar uma pequena pulsação. Uma reação involuntária. Um sinal.

Marina notou também. Riu.

— Vocês são iguais — disse ela, olhando alternadamente para mim e para Pedro. — Dois pervertidos. Mal posso esperar para ver o que esse fim de semana vai render.

Ela se levantou, foi até a cozinha, e deixou Pedro e eu no sofá, nus, em silêncio, o coração batendo mais rápido do que deveria.

Lucas. Dezenove anos. Nosso sobrinho. Filho da irmã que não sabia de nada.

E eu, pela primeira vez desde que cheguei naquela casa, senti vontade de vestir uma roupa. Só para ter algo para tirar depois.

Mas isso é história para o próximo conto.

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