A água quente e borbulhante da banheira de hidromassagem acariciava a pele cansada dos seis corpos nus, proporcionando um alívio necessário após a intensidade da sala anterior. Foi ali, relaxando no vapor, que a apresentação formal aconteceu. O homem moreno, de olhar penetrante e postura dominante, falou primeiro.
— Eu sou Kyle — disse ele, com uma confiança que brotava de cada poro. — E estes são meus companheiros. A ruiva é Cleo, e o jovem é Noah.
Cleo acenou com um sorriso malicioso, enquanto Noah, mais tímido, apenas baixou a cabeça brevemente, envergonhado.
Kyle recostou-se, deixando seus braços abertos sobre a borda da banheira.
— Nós somos propriedade de um casal de mulheres fascinante — continuou ele, explicando a dinâmica deles. — Uma é trans, aquela dominadora que você deve ter visto comandando um casal lá fora. A outra é uma professora de BDSM.
Elena arqueou uma sobrancelha, reconhecendo as descrições. Elas eram as amigas de Isadora e Lucius, as mulheres que estavam com os gêmeos.
— Um casal interessante, pouco comum até mesmo na Terra — comentou Elena, sentindo o álcool do champanhe que os empregados acabaram de servir relaxar seus sentidos. A bebida era excelente, um espumante de alta qualidade que desceu suavemente, ajudando a dissolver a tensão muscular.
Passaram cerca de quarenta minutos imersos naquele clima de luxo e prazer, apenas conversando e recuperando as energias. Quando finalmente saíram da água, a pele de todos estava brilhante e macia. Retornaram à sala onde estavam anteriormente, localizada no andar abaixo do salão principal. Dali, era possível ver os quartos, onde outros "pets" ficavam, todos ostentando colares com insígnias semelhantes às que usavam.
Os seis sentaram-se em uma roda sobre o tapete vermelho e felpudo, todos se olhavam reparando e desejando os corpos nus, um do outro.
— Os Gêmeos pediram aos nossos donos para organizar tudo — explicou Kyle, parecendo conhecer muito bem a dinâmica daqueles eventos de elite. — E no final, haverá um show especial.
Cleo interveio, o tom de voz ficando mais sério.
— Os Pets selecionados farão parte desse show. É uma pena, garanto. As festas podem durar até vinte e quatro horas seguidas, e o show... o show é para os mais fortes.
Elena apenas observava em silêncio, processando a informação. Clara e Sete colaram-se aos lados dela, receosos e desconfiados, sentindo o peso da ameaça.
Então, Kyle mudou o foco da conversa, seu olhar tornando-se mais pesado e lascivo.
— Nossa conversa está boa, mas este clima sensual exige mais que papo — disse ele, a voz grossa de desejo. — Estou com muito tesão nessa bundinha virgem.
Ele olhou diretamente para Sete. O rapaz assustou-se, suas mãos agarrando as coxas de Elena como se pedisse socorro, o corpo tremendo levemente.
Elena sentiu a ameaça pairar no ar, sua liderança sendo testada ali, naquele tapete. Endireitou-se, fria.
— Não. Acho melhor pararmos por aqui. Vocês podem buscar outro grupo, o nosso é fechado.
Kyle não se intimidou, mas também não avançou fisicamente. Apenas sorriu, um sorriso de quem tem um ás na manga e nada teme.
— Seguiremos então com um desafio — propôs ele, desafiante. — Quem ganhar escolhe o prêmio.
Elena franziu a testa, o instinto competitivo acendendo-se de imediato.
— Qual seria este prêmio?
— Se eu ganhar, quero a virgindade de Sete — respondeu Kyle, direto e sem rodeios, cravando os olhos no rapaz.
Elena nunca fugira de uma luta. Seu semblante ficou sério.
— De acordo.
Sete, agora aflito no meio das duas mulheres, colocou uma mão na coxa de cada uma, apertando-as em desespero.
— Contudo — completou Elena, fixando os olhos em Kyle com um brilho perigoso —, se você perder, sairá imediatamente e deverá ser um voluntário para o show final, submisso junto com seus dois pupilos.
Agora foi Cleo quem arregalou os olhos, aflita. A perspectiva daquele show era aterrorizante. A aposta era ruim para qualquer lado que perdesse.
Kyle não pensou duas vezes.
— Aceito.
Elena e Kyle levantaram-se, indo para um canto decidir os parâmetros do desafio, deixando os quatro submissos em expectativa, com o coração na garganta. Logo voltaram com as regras do jogo.
— Os tabus e preconceitos devem cair neste momento — decretou Elena. — Portanto, os quatro submissos devem mostrar aos seus mestres que não há limite para a intimidade. Devem se entregar ao prazer sem reservas.
— Os dois dominadores irão verificar no fim quem se entregou — acrescentou Kyle. — Elegeremos um vencedor e um perdedor. O perdedor será aquele que menos se entregou.
Elena, a ex-capitã, cruzou os braços.
— Serei imparcial. Se meus dois submissos não se entregarem ou não desafiarem seus tabus, deverão ser castigados.
Kyle sorriu sarcástico.
— O mesmo vale para mim.
Nesse momento, empregados entraram na sala carregando duas grandes poltronas estilo medieval, tronos imponentes que pareciam feitos para reis e rainhas do prazer. Elena sorriu, notando a influência que ainda exercia sobre a casa. Sentou-se em uma das poltronas, abrindo as pernas e exibindo seu sexo úmido e inchado. Kyle sentou-se ao lado, seu pênis semiereto também à mostra, um espetáculo de poder e luxúria.
— Surpreendam-nos — ordenaram.
Os quatro submissos olharam para seus mestres imponentes e depois entre si. Cleo, a ruiva, olhou para Sete e pegou-o pela mão. Com calma, sussurrou em seu ouvido:
— Vou fazer o que meu mestre quer, e você ainda vai gozar muito.
Um pouco ao lado, Clara olhou para Noah, que estava de cabeça baixa, o pênis encolhido, quase invisível. Ela pegou o membro com o polegar e o indicador.
— Não há vergonha — disse ela, firme e carinhosa. — Você é um homem sensacional, e vou te mostrar como é bom estar com uma mulher.
O espetáculo começou. Cleo iniciou com um beijo profundo na boca de Sete. O pênis dele cresceu de forma imediata, respondendo ao estímulo. Ela pegou as mãos dele e o rodou, deixando-o de costas. Cleo abraçou seu corpo contra o dela, passando a língua pelo pescoço e descendo uma mão para as nádegas e outra para o pênis, acariciando o saco cheio.
A massagem e as lambidas na orelha fizeram Sete gemer discretamente. Cleo desceu com a língua pela espinha dorsal, mordeu as polpas do bumbum e deu um tapa de leve.
— Fique de quatro.
Sete, envergonhado, olhou para Elena. Ela permaneceu impassível, de mãos dadas com Kyle, apenas observando. Sete obedeceu. Cleo começou uma massagem com óleo morno nas costas, coxas e pernas, usando as pontas dos dedos e as unhas. O corpo de Sete tremia.
Quando percebeu o momento certo, ela abriu suas nádegas e enfiou a língua em seu ânus. A penetração foi profunda. Em segundos, Sete gemeu alto e começou a gozar no tapete, sem mesmo ter o pênis tocado, apenas estimulado pela língua da ruiva. Clara sorriu, satisfeita.
Mas não era suficiente. Cleo continuou com beijos por todo o corpo. Sete virou-se de barriga para cima, e ela sentou-se sobre ele, massageando seu corpo com sua vagina, bumbum e seios. Finalizaram em um 69 sensacional, onde ela levantou as pernas e fez outro beijo grego até o pênis dele endurecer novamente.
— De quatro de novo — pediu Cleo. Sete aceitou prontamente, o desejo superando a vergonha.
Cleo se levantou, desfilou nua na frente dos mestres, pegou um consolo e o vestiu. Era uma cinta vermelha vibratória. A parte interna entrou em sua vagina e ela suspirou de prazer. Voltou para Sete, aplicou gel e, com carinho, preparou seu ânus, introduzindo um dedo. O pênis de Sete amoleceu de medo num primeiro instante.
Cleo mordeu sua orelha.
— Fique calmo.
Ela posicionou o consolo e começou a penetrá-lo com muito cuidado, acariciando suas costas. A inversão de papéis criava um cenário lindo e perturbador. Ao mesmo tempo que penetrava Sete, Cleo sentia o consolo vibrar em seu clitóris. Sete, que chegou a derrubar lágrimas no início, agora gemia alto, o prazer tomando conta.
Cleo retirou o consolo, virou-o de frente, levantou as pernas dele e entrou de uma só vez. O pênis de Sete estava totalmente ereto, pingando líquido pré-ejaculatório. Eles chegaram ao clímax juntos. Cleo gemeu alto, e Sete urrou como um urso, seu esperma jorrando nos peitos da ruiva. Ela jogou a cinta longe, deitou-se em seu peito e deu-lhe um último beijo. Os dois perderam os sentidos por segundos, ficando ali no tapete.
Enquanto isso, ao lado, Clara já massageava o pênis de Noah. Abaixou-se e começou a lamber o membro pequeno, que estava encolhido com cerca de três centímetros. Ela chupou a cabeça molhada e lambeu a uretra. Noah suspirou, e o pênis ganhou vida.
Clara chupou com mais força, engolindo o que podia, lambia do saco a cabeça do pau de forma feroz.
A excitação deixou o pênis completamente ereto, embora não passasse de quatorze centímetros.
— Você é a coisa mais linda que tive hoje, Noah — disse ela em voz alta.
Clara voltou a beijar seu saco e pênis, apertando todo o corpo dele. Subiu beijando a barriga, os peitos, os mamilos, apertando sua nuca. Não retirou a mão do membro. Noah estava duro e excitado. Ela desceu novamente e chupou-o cada vez mais rápido até que Noah gemeu, quase gritando, gozando forte na boca de Clara, que engoliu tudo, deixando-o limpo.
Noah respirava ofegante, mas continuava excitado. Puxou Clara pelo braço e assumiu o controle, dando um beijo forte e apertando sua cintura e sua bunda. Clara suspirou, surpresa. Ele a virou rapidamente, deixando-a de quatro, e, mostrando virilidade, enfiou o pênis duro em sua vagina. O vai-e-vem foi forte, quase agressivo. Clara gemia de prazer.
Noah, além de foder a boceta dela, começou a dedilhar o cuzinho, enfiando um, depois dois dedos. Clara estava suada, gemendo com o prazer anal, e gozou, seu mel escorrendo pelas pernas bambas. Noah, contudo, continuava duro. Preparou o ânus de Clara para a penetração, lubrificando-o com o próprio mel da vagina dela, e enfiou-se de uma vez, rápido e sem aviso.
Apesar de não ser tão bem-dotado, Clara soltou um grito que se escutou fora do quarto. Noah começou a socar fundo, e com as mãos livres acariciava o clitóris dela. Os dois não aguentaram e gozaram juntos, gritando alto. Clara desfaleceu no tapete, e Noah caiu em cima dela, ambos sem fôlego.
Os dois casais terminaram quase ao mesmo tempo, numa perfeita sintonia de carne e suor. Seus mestres, Elena e Kyle, levantaram-se, totalmente excitados e felizes. Bateram palmas para os submissos. Ali, nus, vendo aquele show de entrega, era uma cena incrível.
Elena e Kyle olharam para seus pupilos.
— Realmente, quebraram os tabus — disse Elena, ainda se tocando levemente. — O homem totalmente hétero se entregou à inversão e sentiu o prazer anal, e continuou sendo este homem.
Kyle completou:
— O gay passivo mostrou que tamanho não é documento e dominou a loira linda, fazendo-a gozar loucamente.
— Parabéns aos quatro — disseram em uníssono. — Porém, reafirmamos: teremos que ter um casal vencedor e um que irá sofrer as consequências de perder o desafio.
Os quatro submissos olharam entre si e depois para seus mestres, abismados. O que viria agora?