QUEBRA DE ROTINA
Eu bebia o meu Dry Martini no elegante Kripta’s Bar. Como eu era um assíduo frequentador do lugar, Marcus, o proprietário, me chamava de lorde Percival, como se eu fosse um lorde britânico da baixada santista.
Naquele dia, eu pensava que a noite seria igual a tantas outras, acabaria o drink e sairia do bar em busca de uma prostituta qualquer para satisfazer meus desejos carnais. O Dry Martini era para acelerar o meu apetite por boceta.
Então, a mulher como que se materializou de repente ao meu lado. Meu coração pulsou extasiado como nos velhos tempos. Uma morena de cabelos pretos e olhos verdes, usando um vestido mídi de malha encorpada em tom vinho, com uma jaqueta de couro estilo biker sobre os ombros, sem vestir as mangas. Calçava mule de salto baixo na côr bordô e carregava uma bolsa tiracolo pequena, vermelho escuro.
Ela olhou para o copo diante de mim
— Essa bebida aí é gostosa?
— Ruim não é. Eu gosto – respondi, referindo-me não só a bebida, mas a figura dela, bela, jovem, esbelta.
— Então vou experimentar.
— Marcus, traz um desse para a senhorita
A mulher estendeu a mão delicada, que eu aceitei com prazer.
— Isabela Cortázar.
— Daniel Percival do Couto.
Ela fez um ar de surpresa.
— Percival do Couto, me lembra alguma coisa!
— Vinho?
— Isso mesmo. Já tomei esse vinho que é muito bom. Tem o mesmo nome então, o senhor...
— Sou filho do dono da vinícola.
Marcus colocou a bebida diante dela, Isabela pegou a taça com delicadeza e provou um gole.
— Delicioso.
— E você, faz o quê?
— Trabalho numa rede de televisão como redatora. À noite sou caçadora de vampiros.
Olhou para mim de viés e um sorriso debochado.
— Verdade? E onde está o martelo e à estaca? — indaguei, divertido.
— No carro, um Chevrolet Ônix vermelho.
— Eu tenho um Maverick anos 70. Sou colecionador de objetos antigos e raros.
Isabela tomou um gole da bebida e passou a língua pelos lábios.
— Fale mais sobre você.
— Minha vida é uma rotina chata. Viajo pelo mundo vendendo o vinho que meu pai produz. Fale sobre você. Sei que tem um Ônix, trabalha como redatora e tem por passatempo, caçar vampiros. É sério isso?
— Claro que não. Você acredita em vampiros?
— Nesse mundo doido tudo é possível.
— Pois é. Mas, falando de mim, estou de férias e pretendo viajar, conhecer lugares novos.
— Que coincidência, eu estou para viajar para a Itália essa semana. Gostaria muito de ter sua companhia. O que acha?
— Claro, adoraria.
Fiquei com tesão, imaginando foder aquela beleza de monumento.
— Estou hospedado do Hotel Majestic. Que tal a gente ir no meu quarto tratar dos detalhes da viagem?
— Boa ideia. Vamos?
Chegando ao quarto, fui logo levando-a para a cama. Ao deitar-me sobre ela, Isabela colocou as duas mãos no meu peito, empurrando.
— Espera. Eu não sou mulher.
— Você é um travesti? — eu disse, incrédulo. — Quero ver pra crer.
Ela ergueu o vestido, exibindo o volume do pau sob o tecido.
Inacreditável! Da cintura pra cima era uma mulher, da cintura pra baixo, homem. Bom, na realidade, no fundo, eu sempre quis provar tal coisa e atirei-me, beijando-a com sofreguidão Levamos alguns minutos só nos beijos e paramos só para tirar a roupa. Enquanto ela se despia, olhei para o pau de Isabela, nem grande, nem pequeno e eu gostei dele porque era parecido com o meu.
Voltei a me deitar sobre Isabela, dei um beijo na boca e depois chupei os seios, fui descendo até o pau duro e quando coloquei na boca, o meu pau endureceu de vez. Dei algumas chupadas e depois subi e o coloquei dentro de mim. Cavalguei até gozar, um orgasmo intenso que nunca senti antes. Inclinei-me sobre o peito de Isabela, meti o rosto no pescoço dela, cravei minhas presas na jugular e gozei novamente.