Elena caminhava pelo corredor longo e polido em direção ao salão principal, seus passos ecoando suavemente no chão frio. A cada metro percorrido, memórias dos últimos meses neste planeta estranho invadiam sua mente, um filme sem áudio que ela se forçava a assistir. Desde sua captura, a vida que ela conhecia como Capitã desmoronara, substituída por regras bizarras e humilhações inimagináveis. Entre as muitas lembranças que insistiam em ressurgir, uma se destacava pela intensidade sensorial: o dia da sessão de depilação e massagem. Ela recordava os dois empregados que a atenderam, os mesmos rostos que, dias depois, ela reconheceria entre as sombras da sessão no calabouço.
— Olá, Elena, somos... — eles haviam dito seus nomes, mas o som parecia ter se dissipado, perdida na tradução do choque.
Eram humanos, ou uma espécie biologicamente tão similar que fazia pouca diferença. Vestiam-se de branco imaculado, similar a uniformes de enfermeiros de um hospital militar antigo, mas a mulher usava o cabelo preso sob sua touca branca. O homem era negro, alto, com tatuagens intricadas que subiam pelos seus braços fortes e musculosos, embora seu corpo não tivesse a definição extrema de um soldado de elite. A mulher era morena, de olhos castanhos penetrantes, um pouco mais baixa, com um corpo magro mas curvilíneo, seios médios e um bumbum arredondado que o tecido do uniforme mal disfarçava. Seu abdômen não era definido, mas seu rosto era inegavelmente lindo, adornado por mãos delicadas que Elena, mais tarde, classificaria como mãos de fada.
— Hoje faremos sua sessão de depilação — a mulher havia informado com voz profissional, mas com um tom de subserviência embutido. — E, dependendo de como for, finalizaremos com uma massagem.
Elena não queria. Já fazia algumas semanas neste planeta e ela sabia que a escolha era uma ilusão. Seu corpo, antes mantido com rigor militar, havia mudado drasticamente. Os pelos haviam crescido livremente sob suas axilas, virilhas, pernas e braços. Seus cabelos, outrora longos e impecáveis, estavam quebradiços e sem vida. As sobrancelhas e unhas perdiam a forma, e o rosto, antes sempre impecável, carregava a negligência de dias sem cuidados com a pele. Ela pensou, resignada, que talvez aquilo fosse uma boa oportunidade de recuperar um pouco de dignidade, esperando apenas ficar mais alguns dias no planeta. Mal sabia ela o que os meses seguintes reservavam.
Eles a conduziram a um pequeno cômodo, austero em comparação aos outros, mas cujo ar era pesado com o aroma doce e intoxicante de flores exóticas. Elena viu uma maca no centro e, ao lado, um balcão repleto de cremes e espátulas metálicas. Pediram que ela se deitasse. A ordem era clara: os donos a queriam completamente lisa. Elena viu que não tinha escapatória.
Quatro mãos começaram a espalhar um creme frio por todo seu corpo, um anestésico local que fazia a pele formigar. Elena, ainda sensível ao toque alheio, sentiu arrepios percorrerem sua coluna. Em seguida, aplicaram o creme depilatório. Iniciaram pelas axilas, cada um tomando um lado. O creme esquentava ao entrar em contato com a pele, uma reação química controlada. Em segundos, eles puxaram as faixas com precisão cirúrgica, deixando a pele lisa e vermelha, sem nenhum pelo. Isso não era um problema para Elena; ela estava acostumada com coisas piores. Enquanto trabalhavam, ela tentou desviar a mente conversando, perguntando sobre a história deles.
Eles contaram sobre seu planeta natal, como a família os haviam colocado como empregados em vez de Pets, e como preferiam aquela condição. O corpo de Elena foi sendo depilado, exceto pelas partes íntimas, que exigiam mais atenção. Lá, a quantidade de pelos era densa, e a mulher usou uma pequena tesoura para reduzir o comprimento antes de aplicar a cera quente.
— Agora, vire e fique de quatro — o homem pediu, ajudando-a a posicionar.
Elena obedeceu, sentindo o metal frio da maca sob seus joelhos e mãos. O homem aproximou-se e abriu suas nádegas com firmeza, expondo-a completamente. Neste momento, Elena sentiu o sangue subir ao rosto, uma vergonha profunda e visceral. A mulher passou o creme quente diretamente sobre o ânus, empurrando um pouco com o dedo indicador para dentro, garantindo que a cera pegasse nas raízes mais profundas. Sem aviso, ela puxou. Elena não conseguiu se conter; um grito agudo escapou de sua garganta, misturado com a dor aguda e a sensação de invasão.
Após o sofrimento da depilação, a mulher iniciou um tratamento facial. Com objetos específicos, ela limpou a pele de Elena, esfolando e hidratando.
Em seguida a mulher tratou de suas unhas pés e mãos e um esmalte preto brilhante, não podia negar que ficou muito bonito.
Essa parte demorou, e o homem pouco participou, limitando-se a observar em silêncio. Quando terminaram, Elena estava nua, totalmente depilada, sua vagina exposta, vermelha e sensível. Ela sentiu novamente aquela vergonha penetrante por ter sua intimidade invadida daquela forma.
— Elena, gostaria de ir ao banheiro? — o homem perguntou, um sorriso curvando seus lábios.
Elena confirmou com a cabeça; já estavam ali por quase duas horas. O homem sorriu novamente e apontou para um canto da sala, onde havia um vão em forma de uma pequena rampa inclinada com um ralo no centro. O pensamento do que estava por vir a humilhou mais do que a depilação. Ela tentou argumentar, mas as palavras morreram em sua garganta. Sem alternativa, ela se agachou sobre a rampa.
Primeiro, veio o jato forte e amarelo de urina, batendo no metal e descendo pelo ralo. Ela percebeu que os dois estavam diretamente à sua frente, seus olhos fixos em cada detalhe da sua função corporal. A humilhação era palpável. Após terminar, seu intestino deu um sinal inegável. Ela tentou segurar, mas a necessidade era urgente demais. O som foi alto e ecoou pela sala, o barulho das fezes atingindo o metal. O casal à sua frente sorriu, como se aprovassem a performance.
Com a voz trêmula e os olhos baixos, Elena perguntou:
— Pronto. Posso tomar um banho?
Eles, porém, tinham outros planos para aumentar a degradação.
— Não precisa — a mulher respondeu. — Nós a limparemos.
O homem retirou sua roupa, ficando apenas com uma cueca boxer preta que mal continha seu volume. A mulher fez o mesmo, tirando o uniforme, estava sem sutiã, revelou seus seios com mamilos marrons duros e uma calcinha rosa justa. Elena não entendeu a necessidade daquilo, mas deixou acontecer, o espírito quebrado.
O homem pegou uma pequena ducha de água quente, que Elena nem havia notado antes, e removeu o excesso de sujeira do ralo. Em seguida, enquanto ele lavava Elena com o jato, a mulher passava uma esponja ensaboada por todo seu corpo. O homem, novamente, abriu as nádegas de Elena para que a mulher limpasse a área com o jato de água, entrando em todas as dobras.
Elena deitou-se novamente na maca. O casal pegou algo semelhante a lenços umedecidos e iniciaram o trabalho de limpeza final, passando-os por todo seu corpo. Depois, começaram a massagem com um óleo de cheiro exótico, denso e quente. Aquele cheiro começou a mexer com a cabeça de Elena, uma nuvem química de luxúria que amolecia suas resistências.
Ao chegar nas partes íntimas, pediram para Elena levantar as pernas e subiram um equipamento na maca, semelhante aos de consultório ginecológico, deixando-a totalmente exposta. Agora, à mercê dos dois, eles limparam e massagearam sua vagina e ânus com uma lentidão tortuosa. Elena percebeu a ereção do homem, marcando a boxer preta, e a mulher morena também estava ofegante, sua excitação denunciada pelos bicos duros dos seios que apontavam para o teto.
O cheiro de sexo e óleo no ar começou a mexer com Elena. Um gemido baixo escapou de seus lábios. O homem negro informou que a sessão ainda não tinha terminado. Enquanto a mulher permanecia em suas pernas e coxas, massageando a pele oleosa, ele foi para a região superior, focando nos seios de Elena. Já excitada e fora de controle, Elena levou a mão à região genital do homem, por cima da boxer. Ele estava totalmente duro, pulsando em sua palma.
O homem efetuou seu "trabalho" sem dizer uma palavra, apenas puxou a peça de roupa para baixo e a descartou. Elena olhou para o pênis: tinha poucos pelos, as bolas eram lisas e, para um padrão humano, parecia grande, talvez dezoito centímetros. Ela ainda estava na posição ginecológica, e à sua frente, a mulher agora massageava seus pés. Elena notou que a mulher também estava sem calcinha; sua vagina tinha apenas um rastro central de pelos e uma tatuagem delicada logo acima.
A mulher morena olhou nos olhos de Elena e começou a beijar seus dedos, um a um, não lambendo, mas beijando com reverência. Elena não entendia a necessidade daquele ritual, mas quando deu por si, já estava punhetando o homem ao seu lado, o movimento da mão sincronizado com o bater do seu coração. O homem negro, de quase um metro e noventa, simplesmente inclinou-se e a beijou de língua. Era o primeiro beijo verdadeiro que ela ganhava desde que chegara ali. Elena retribuiu com fome, segurando sua cabeça, as línguas se entrelaçando numa dança úmida e desesperada.
A mulher retirou os aparelhos das pernas de Elena, mas manteve-as levantadas. Ela desceu e começou a chupar e beijar suas partes íntimas: vagina, ânus, clitóris, alternando entre a língua e os lábios em um ataque incessante. A estimulação foi demasiada. O primeiro orgasmo de Elena ocorreu de forma explosiva, fazendo seu corpo arquear na maca, enquanto suas mãos apertavam o pênis do homem, fazendo-o gozar também, jatos quentes de esperma cobrindo seus dedos.
O cheiro de sexo subiu, denso e animal. A mulher lambeu os dedos de Elena e depois o pênis de seu "colega" de trabalho, limpando-o com avidez. Em poucos minutos, estimulado pela cena e pelas mãos das duas mulheres, ele estava pronto novamente. Elena, ainda molhada e tremendo, sentia um vazio que precisava ser preenchido. Ela se levantou, colocou as duas mãos na parede e olhou para trás, pedindo ao homem com pênis duro e babando.
— Por favor... Me fode.
O homem a pegou pela cintura, sem cerimônia, e a enterrou. Elena gemeu alto, sentindo cada centímetro preenchê-la. A mulher fez o mesmo ao lado, mas o homem mudou a dinâmica: deitou-se no chão frio e pediu que Elena se sentasse. Ela, já excitada e perdida no desejo, desceu sobre ele rapidamente, empalando-se até o fundo. A mulher então se sentou na boca dele, onde foi chupada de forma deliciosa. As mulheres se beijaram por cima dele, trocando sabor e saliva, e inverteram de posição algumas vezes, até que ambas gozaram em cima do homem, seus líquidos escorrendo pelo corpo dele até o chão.
As três ficaram sem fôlego, mas ele ainda estava duro. Para finalizar, as duas dividiram seu pênis com a boca e a língua. No meio de gemidos abafados, o homem deitado parecia em transe, com seu pênis nas mãos das duas mulheres. Elas começaram a dividir as bolas, uma de cada lado. Elena olhou para aquela cena e já não raciocinava; a luxúria estava no ápice. A morena chupava aquele pinto com delícia, e observando as bolas lisas do homem, Elena percebeu seu ânus que se contraía, piscando. Ela então se deitou, aproximou o rosto e começou a lamber, enfiando a língua sem dó no orifício apertado. O que o fez gritar e gozar novamente, sujando a boca e os peitos da mulher ao lado com o jato final.
Pararam por alguns minutos, e os três estavam "conscientes" novamente. Elena encostou no peito do homem, massageando seu pênis semiduro, enquanto a mulher massageava seus pés com as famosas "mãos de fada".
— Isso foi ordem dos donos? — Elena perguntou, a voz rouca.
Eles disseram que não.
— Inclusive é proibido ter relações com os Pets — ele corrigiu-se. — Ah, desculpe, sei que não gosta desta palavra.
A mulher disse que não sabia o porquê, mas não conseguiram resistir ao corpo lindo de Elena, direcionando seu olhar cobiçoso para ela. Informaram que eram casados, e faziam a limpeza e os cuidados de todos, mas teriam mais cautela com ela na próxima vez, seguidos de risos nervosos. Falaram também da origem do seu planeta, criando um breve vínculo de intimidade.
Após a conversa, perceberam que era hora de terminar a sessão, já estavam atrasados. Tomaram os três um novo banho com a ducha, porém não sem antes Elena sentir novamente o pênis do homem dentro dela, desta vez de quatro, enquanto chupava sua agora amiga morena.
Eles eram John e Mari, e nas semanas seguintes teriam contatos cada vez mais íntimos com Elena.
De repente, Elena sentiu um toque em seu ombro. A realidade a golpeou. Era Clara. Ao olhar para o lado, sua amiga estava ali, usando uma coleira prateada que brilhava na luz, vestida apenas com um plug anal em formato de cauda que balançava suavemente ao mover-se. Clara perguntou, com um sorriso malicioso:
— Está gostando da festa?
Elena então voltou ao tempo presente, olhou ao seu redor. Em voz alta, ela disse:
— Pensei que nada mais me surpreenderia neste mundo.