Vostok, Rússia – 1942
A cidade tinha sido arrasada pelos blindados alemães. Poucos prédios continuavam de pé. Os sobreviventes do bombardeio não esboçaram nenhuma resistência quando o exército inimigo chegou. Ali já não havia mais soldados, apenas velhos, mulheres e crianças.
Andrey Ulyanov olhou desolado para os escombros do prédio onde ficava sua sapataria. Tudo estava destruído, queimado. O futuro agora era incerto. Pelo menos ainda tinha um lugar para se abrigar com a esposa e os dois filhos. Por milagre, a casa onde moravam saiu ilesa do bombardeio, assim como outras naquela rua mais afastada do centro. Só restava a Andrey voltar para casa e tentar sobreviver à guerra. A fome era agora o seu pior inimigo.
O pelotão de infantaria, comandado pelo sargento Engels, chegou a Vostok no fim da tarde. Eles pernoitariam ali e, na manhã seguinte, seguiriam para Stalingrado a fim de reforçar as unidades alemãs que cercavam a cidade.
O soldado Helmut Krug era um brutamontes. Nasceu e cresceu na roça, teve poucos estudos, pois precisava ajudar o pai nas lidas da fazenda. Fora obrigado a se alistar, como muitos outros colonos da sua idade. Já estava há um ano no exército e, até aquele dia, tivera a sorte de não morrer em combate. Mal imaginava que, dali a alguns dias, a expectativa de vida de um recruta na guerra seria de apenas 24 horas e a de um oficial, três dias.
Enquanto entrava em Vostok com seus companheiros, Helmut examinava os habitantes postados na beira da rua, que os recebiam com rostos magros, sombrios e castigados pelas agruras da guerra. Helmut procurava com os olhos uma possível vítima para aquela noite. Gostava de dominar as pessoas, principalmente as mulheres. Gostava de exercer sua força e impor sua vontade sobre elas, de ver o desespero enquanto as violentava.
Viu uma menina segurando a mão de um homem, provavelmente o pai, mas era nova demais. Adiante, observou uma mulher de cerca de 25 anos junto a três velhotas, não gostou dela por ser feia e magra em excesso. Em seguida, seu coração disparou ao ver uma jovem recostada no batente de uma porta. Era linda, de rosto limpo, com um decote que revelava seios fartos e a pele alva. Helmut teve uma ereção ao imaginar-se com ela.
Procurou controlar-se, memorizando a localização da casa. Mais tarde faria uma visita.
O grupo ocupou o prédio da prefeitura, na praça central. Antes que o sargento destacasse dois homens para fazer a ronda, Helmut se adiantou:
— Gostaria de fazer a primeira ronda, senhor.
O sargento assentiu com a cabeça:
— Leve Nicolai com você.
Os dois soldados saíram. Helmut parou e tocou o braço do companheiro:
— Você vai pela esquerda e eu pela direita. Fazemos a volta no quarteirão e nos encontramos aqui.
Nicolai olhou para ele, retrucando:
— Sempre fazemos a ronda em duplas!
— Sim, mas aqui só tem velhos, crianças e mulheres. Não há perigo. Assim completamos o nosso turno e vamos dormir mais cedo.
Nicolai acabou concordando. Tirou um pedaço de chocolate do bolso e se afastou comendo.
Helmut desceu a rua em direção à casa onde vira a jovem. A janela estava aberta e ele a notou sentada em uma cadeira, costurando uma peça de roupa. Pressentindo a presença dele, a moça ergueu o rosto e sorriu. Largou o que fazia e se aproximou. Disse algo em seu idioma que ele não entendeu. Helmut surpreendeu-se com a receptividade, geralmente elas se assustavam e se retraíam.
A garota era uma visão inebriante e ele estava excitado. Ela abriu a porta e o puxou pela manga da jaqueta. Colocou o dedo sobre os lábios pedindo silêncio e esboçou um sorriso significativo. Helmut não se conteve: tirou o capacete, encostou o fuzil na parede e a abraçou, afundando o rosto em seu pescoço. Sentiu um leve perfume de alfazema. A garota estava cheirosa, algo raro naqueles tempos de escassez.
Irina havia tomado um banho perfumado exatamente para a ocasião. Não que fosse necessário para aquele alemão animalesco, o banho fora como um ritual. Ela deitou-se sobre um colchão de palha que não estava ali por acaso e ergueu o vestido, expondo os pelos escuros ao redor da gruta divina. Helmut secou a saliva que escorreu no canto da boca e arriou as calças. Ela ergueu os joelhos para que ele se encaixasse melhor. O alemão chupou as tetas dela, uma, depois a outra, passou as mãos pelas coxas, o pau duro ansioso para entrara na gruta, ele se surpreendeu com a passividade dela, geralmente elas gritavam e se contorciam, tentando fugir e ele tinha que faze-las desmaiar com um soco.
Ele sentiu que ela segurou seu pau e o encostou na entrada da vagina, depois colocou as duas mãos em seus quadris e o puxou para dentro de dela, soltando um gemido de prazer. Helmut sentiu a carne macia envolvendo seu membro e começou a dar estocadas, cada vez mais rápido. Ele ouvia a respiração dela em seu ouvido, sentia as mãos em suas nádegas. Estava para explodir em gozo, quando sentiu uma pancada na cabeça e desmaiou.
Acordou em um lugar mal iluminado. Descobriu que estava nu, amordaçado e amarrado a uma mesa comprida que cheirava a ranço. Ao seu lado, estavam um homem de meia-idade de aspecto rude e a jovem, que o encarava com uma expressão impassível.
O homem segurava um serrote. Falou em um alemão arranhado:
— Primeiro nós vamos cortar um de seus braços e costurar o ferimento. Vamos cuidar para que você viva o máximo possível.
Enquanto o homem falava, Irina pegou o pau de Helmut e começou a chupá-lo até que ele ficou duro dentro da boca dela. O homem
continuou dizendo:
— Amanhã, ou depois, cortamos o outro braço, depois uma perna, e assim por diante. Nesses tempos de escassez, fazemos de tudo para sobreviver.
Andrey Ulyanov encostou a lâmina no braço do alemão e começou a serrar, ao mesmo tempo em que Helmut jorrava esperma na boca da garota. Ele gritou, um grito de dor a prazer, mas a mordaça abafou seus gritos.
FIM