Um mundo cão, de medo, violência, sexo e paixão, violência e medo
Conto n.ºde Marcela Araújo Alencar
Tema: invasão, estupro, sequestro, cativeiro sexo grupal desespero
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Lourenço, casado com Elizabeth há pouco mais de um ano, estacionou o carro na garagem de sua casa, no pequeno sítio que Elizabeth herdou de sua avó. Ela o esperava, com o jantar pronto e com um beijo. Depois, de banho tomado, Lourenço encontrou a mesa posta. Jantaram, com ele dizendo para a esposa o excelente contrato de venda que fizeram hoje. Elizabeth o felicitou e conversaram sobre a horta em que cultivavam legumes e hortaliças e ela entusiasmada, contou que a salada que estão comendo, é produto da horta.
A felicidade do jovem casal é fruto do imenso amor que os une. Lourenço tem 25 anos e Elizabeth, 22. Ele com 1,75 é um belo rapaz e Elizabeth, 1,67, olhos verdes, cabelos loiros e um corpo cheio de curvas, que deixava seus colegas de colégio babando, mas foi Lourenço que a conquistou.
Acordaram em residir no sítio, e não o deixar abandonado, pois ela o herdou de sua querida avó. Além de ter outros atrativos, uma casa de dois pavimentos, com luz e gás e há 10 minutos de carro do centro da cidade onde moraram e estudaram.
O sítio é pequeno, perfeitamente administrável pelo casal, necessitando de somente de um empregado, contratado para obrar das 8:00 às 17:00. Seu Miguel, um senhor de 40 anos, conhecedor das lidas do campo, foi o contratado e, seus serviços se mostraram excelentes, de tal forma que cativou Lourenço e Elizabeth, que passou a lhe oferecer lanches e sucos, na hora de descanso dele.
Já estavam se preparando para dormir, quando bateram na porta da sala, com força. Elizabeth e Lourenço, se entreolharam surpreendidos, isso nunca aconteceu. Os vizinhos mais próximos ficavam em um sítio há 600 metros. Elizabeth, preocupada, supôs que talvez a família vizinha estivesse necessitando de ajuda.
Lourenço concordou com a esposa e desceu a escada e abriu a porta da sala. Na varanda estava um homem de quase 2 metros, vestindo uma roupa cor alaranjada, cabelos ruivos, ombros largos, mas o que chamou a atenção de Lourenço, foi o revólver que o homem empunhava. Ele apenas disse para Lourenço entrar, o empurrando com a arma em seu peito.
- Quem mora, aqui, cara?
Perguntou ele.
- Apenas eu e minha esposa.
Respondeu Lourenço, que de imediato reconheceu que estava diante de um fugitivo da penitenciária, próxima da cidade, isso pela roupa que o homem vestia.
O ruivo se sentou em uma poltrona e mandou Lourenço sentar-se também e falou:
- Não necessita temer nada de mim, sou bandido, um fugitivo, mas não sou assassino.
***
Elizabeth, escutou voz estranha, de homem, vindo lá de baixo. Vestiu um roupão e desceu, vendo um homem grandão conversando com o marido. Só quando se aproximou é que viu a arma na mão do desconhecido, ficou branca como cera. Ele, com toda calma do mundo, a chamou.
- Querida, venha sentar-se aqui do lado do teu homem.
Elizabeth, quase que correndo, se aninhou ao lado do marido, tremendo de medo, olhando, como hipnotizada para o revólver na mão do homem.
- Não necessita ter receio, senhora. Fugi da cadeia, estou cansado, com sede e fome. Talvez, a madame possa preparar alguma coisa para eu comer e beber.
Ela olha para Lourenço, que fez um aceno com a cabeça, então ela se levanta e vai para a cozinha. Lá, ela faz salada e na panela de pressão, cozinha arroz. Corta carne em dois bifes grandes. Elizabeth faz tudo no automático, de tão nervosa e amedrontada está.
Não sabe que leva suco ou vinho, mas pondera que ele iria preferir vinho, então vê na geladeira uma garrafa de tinto seco que Lourenço não aprecia, é o que vai levar para o homenzarrão. Trinta minutos depois, Elizabeth, trazendo uma bandeja, chega na sala e, o que vê a assusta.
Lourenço está sentado em uma poltrona, com pés e mãos amarrados, as mãos nas costas. O bandido utilizou os puxadores das cortinas como cordas e ele foi preso à poltrona por uma laçada em seu pescoço.
Elizabeth, revoltada pergunta porque ele amarrou seu marido. O homem responde que como está cansado e quer descansar, com ele preso, não teme que ela escape e vá solicitar ajuda.
Sentada ao lado do marido, assiste o fugitivo comer, como um lobo faminto toda a comida, sem deixar nenhum grão no prato e beber a garrafa todo de vinho. Satisfeito, espalmou a barriga e falou:
- Senhora, nunca comi comida tão gostosa, como esta. Agora quero tomar um banho e descansar um pouco. Onde tu tem banheiro?
- Lá em cima, tem dois. Pode subir senhor
- Eu vou, mas tu vem comigo. Não vou te deixar aqui, para tu soltares o teu homem e fugirem.
Com bastante medo e assustada, Elizabeth olhando para Lourenço, acompanha o homem escada acima. Na ampla saleta, ele pergunta onde estão os banheiros. Elizabeth, sem responder, vai em direção do corredor a sua direita e na primeira porta, fala que é o banheiro, o ruivo a abre e olha o amplo toalete e depois pergunta pelo outro banheiro. Elizabeth, sem falar, segue até o fim do corredor e entra na suíte do casal. O quarto é enorme, com uma ampla cama box king size como principal peça do mobiliário, grandes armários embutidos e duas janelas com belas cortinas, mas o interesse do homem, está no banheiro. Ele o examina e se decide a tomar banho no grande box.
Vê no criado mudo, um telefone e arranca o fio conector e diz para Elizabeth que vai a amarrar, olha ao redor procurando algo para utilizar, e como fez com o marido dela, arranca dois puxadores das cortinas e amarra os tornozelos e as mãos de Elizabeth e a coloca sobre a cama e a manda ficar quieta, enquanto ele estiver no banheiro.
Elizabeth está com muito receio dele. Teme que queira abusar dela. Fica nessa agonia por uma eternidade, enquanto ele, permanece no banheiro com a porta apenas encostada. Escuta o som da água do chuveiro caindo e ele cantarolando baixinho. Após um ano ele sai do banheiro e quando, Elizabeth o vê, arregala os olhos, tamanho é o seu susto.
O gigante ruivo está totalmente nu, como veio ao mundo e, vem caminhando em sua direção. Elizabeth aterrorizada, olha para a monstruosidade que ele tem entre as coxas. Nunca imaginou que um pênis pudesse ser tão enorme assim, mesmo, semi adormecido, é grosso como o seu punho.
Elizabeth, assombrada, tremeu quando ele se inclinou sobre a cama, pensando no pior, fechou os olhos, mas o que ele fez foi a libertar das cordas e mandar que saísse da cama. O que ela fez rapidinho, saindo pelo lado oposto da cama, para longe dele.
Em pé, se virou de costas, encabulada pôr o ver nu, porém, ele foi até perto dela e mandou que ficasse nua. Elizabeth se fez de surda e o ruivo voltou a mandar,
- Fique nua, mulher; quero te ver pelada.
Ela não obedeceu e correu em direção da porta, tentando sair do quarto, foi quando uma forte bofetada, do lado de seu rosto a fez cair quase inconsciente. O ruivo a levantou e voltou a mandar que ficasse nua. Elizabeth, ainda tonta, começou lentamente a se despir. Quando ficou só de calcinha e sutiã, o ruivo, impaciente, a derrubou na cama e ele mesmo arrancou o sutiã e a calcinha.
Nua, Não teve como resistir quando ele subiu em cima dela, a esmagando contra o colchão da cama. A enorme diferença de tamanho a fez sumir debaixo dele. Elizabeth ficou com receio, de que quando a penetrasse com aquele monstro, a rasgaria toda por dentro. Entretanto, no momento que colocou só a cabeça, da dimensão de uma toranja, em sua boceta e, começou a empurrar levemente, começou a tremer de medo.
Meu Deus do céu, a sensação que sentiu foi indescritível, era como se cada terminação nervosa de seu corpo tivesse despertado ao mesmo tempo. Seu sistema nervoso central vibrou, não conseguia controlar a reação de seu corpo. Era uma mistura de medo, excitação, explosão de adrenalina e algo mais que não conseguia nomear. O tremor não parava, seu corpo inteiro estava reagindo de uma forma que a assustava e a fascinava ao mesmo tempo.
Tudo porque sua vagina se abria para acomodar o monstruoso membro, duro como aço e ela o acolheu por inteiro dentro dela e, por incrível que possa parecer, suas presas se estendiam para ele sem se rasgar.
Sente vergonha, mas nas horas seguintes, gemeu, chorou, não de dor, mas de prazer, enquanto aquele gigante movimentava o membro em sua vagina, a obrigando a se entregar em deliciosos, múltiplos e consecutivos orgasmos. Quando deixou dentro dela, duas toneladas de seu sêmen, Elizabeth veio ao mesmo tempo, e com isso, quase desfaleceu, tamanho foi o prazer que o ruivo, filho de uma puta, lhe proporcionou.
Mas, em meia dúzia de minutos, ele veio novamente, mas agora queria a penetrar pelo ânus.
Chorou e gemeu de dor quando ele penetrou pelo cu. A dor foi tão insuportável que quase perdeu os sentidos, porém segundos depois sentiu que o homem estava totalmente dentro de seu reto. A Sensação sentida foi algo anormal, uma forma de prazer diferente, que não soube nomear.
Quando ele explodiu, deixando um barril de sêmen nas suas entranhas, Elizabeth gemeu, mas não de dor, mas de prazer, coisa muito bizarra, pois nunca tinha feito sexo anal com o marido e ignorava que era possível ter este tipo de gozo.
Depois que o ruivo grandão a fez ter prazer, a fodendo pelo porta da frente e pela de trás, Elizabeth continuou nua deitada ao lado dele, com vergonha de se vestir e descer para a sala. Até podia fazer isso, pois o ruivo a seu lado dormia, também nu. Ela olhou para o homenzarrão deitado, exibindo o ventre musculoso e cabeludo. Ergueu um pouco o tronco e pode ver o pau dele, que mesmo pousado flácido na sua coxa esquerda, era enorme.
Elizabeth, fascinada por aquela coisa enorme dele, não sabe bem a razão, se aproximou e a um palmo, ficou apreciando o colosso que lhe a fez sentir prazer fantástico. Como se estivesse atraída, levou a mão e levemente o tocou, depois o espalmou no seu entorno, mas de tão grosso, não conseguiu o envolveu. Se espantou quando o sentir crescer. Desviou o olhar para o homem, mas o viu ainda dormindo.
Com a boca salivando, foi se aproximando e com os lábios entre abertos, deu um leve beijo na ponta da enorme cabeça, no orifício do pênis. Sentindo o sabor que saia dele. Atraída como rã pela cobra, abriu o que pode a boca e, conseguiu engolir quase toda a cabeça. Se assuntou quando sentiu as mãos do ruivo em sua nuca, forçando que o pau entrasse ainda mais. Não teve forças para evitar que quase metade do pênsis estivesse dentro de sua boca.
O ruivo a obrigou a fazer boquete e por vários minutos, usando as mãos, a obrigou sentir aquela coisa enorme, fosse até próximo de sua garganta e voltasse e fez isso até que gozou, deixando uma enorme porra encher sua boca. Quase que sufocando foi obrigada a engolir boa porção e outro tanto escorresse entre seus lábios.
Quando ele retirou o pau, Elizabeth sai correndo para o banheiro, vomitando até o que tinha comidos há um ano. Ficou um tempão se lavando e com um pouco de vergonha para voltar para o quarto. Porém, o ruivo a chamou e foi quase que correndo para a cama, se cobrindo com a toalha.
Ele está deitado com o pau enorme, erguido como um mastro e não lhe dá tempo para nada, ordenou que se sentasse por cima dele, fazendo que a boceta engolisse o seu pau. Elizabeth não hesitou nem um segundo e de costas, montou nele, e direcionou pau para sua vagina, e lentando foi sentando-se sobre o ventre do gigante, sentindo todo o músculo enterrando nela. Usando as pernas, para que subisse e descesse dentro dela, gemendo de prazer em cada movimento. Quando ele explodiu, Elizabeth soltou um gemido agudo, que mais se parecia com o uivo de uma loba no cio.
***
Quase 4:00 depois, o ruivo acorda e leva Elizabeth para o banheiro e no box, com água fria escorrendo, ele fica tocando a bunda dela com a sua ferramenta já armada. Ela não resistiu a esta provocação. Inclina o corpo para frente e pede para ele a fodesse nessa posição, não na bunda, mas pela boceta.
Ele não perde tempo, direciona a glande para a vagina da mulher e a segura pela cintura e ficam fodendo sob a água do chuveiro. Quando ele esporra, Elizabeth já tinha sofrido múltiplos orgasmos. Era como se uma estranha fome a sentisse assim, com o gigante ruivo. Ela pensava que estava sendo infiel ao marido, preso, não longe dela, pensando que sua esposa estivesse sendo forçada por aquele invasor de seu lar.
Mas o que acontecia com ela, era coisa muito diferente. Bete nunca pensou que foder fosse tão gostoso assim. Certo de que aquele gigante era o segundo homem em sua vida, o primeiro, foi o seu marido, isso quando eram somente namorados. Agora, na própria cama que dormia com seu esposo, delirava de prazer com ruivo gigante, gigante no tamanho e no delicioso membro, que se encaixava na sua bocetinha, coo se fosse feita para ele.
***
4:30, continua escuro quando Lourenço, vê a esposa, sobre o ombro do homem ruivo. Ela está nua, e parece desmaiada. Quando o gigante de aproxima de onde ele está amarrado, é que percebe que Elizabeth está com os pulsos e tornozelos presos com o mesmo fios de cortina que o prende. dobrada no ombro dele, como se fosse um saco de batata, e parece que ele nem sente o peso dela,
Com Elizabeth ainda sobre o ombro, o homem vai até a cozinha e fica muito tempo lá. Quando volta, traz um saco cheio do que conseguiu pegar, pães, biscoitos e do resta da carne e do arroz que Elizabeth preparou.
Se aproxima de Lourenço e fala:
- Me desculpe, cara, mas eu peguei a chave e os documentos do teu carro, que estavam no teu quarto e vou o levar. Outra coisa que vou levar comigo, é tua esposa. Nunca vi mulher com tanta fome de pau como esta.
Lourenço fica furioso e grita com ele, o chamando de um monte de palavrões, pois amarrado como está, é a única coisa que pode fazer.
- Pare de agir maneira tão estupida, homem. Está tua mulherzinha agora é minha. Tu precisa ver como ele enlouquecia de prazer. Eu a comi pelo boceta, cu e boca, melhor dizendo, pela boca foi ela que me comeu e engoliu minha porra como se fosse um delicioso manjar.
Ele coloca Elizabeth sobre um sofá e sobe as escadas, indo para o quarto do casal, lá remesse em tudo, a procura de algo que possa ter algum valor. Depois de muito tempo, retorna, trazendo dois celulares, algumas joias de Bete, um notebook e principalmente todo dinheiro que o casal tinha em casa.
- Amigo, muito obrigado por me fornecer tudo isso, mas o que mais gostei de levar de tua casa, é aquela coisinha deliciosa ali. Que mulher quente na cama, enlouquece de prazer como uma puta profissional,
No sofá, Elizabeth dá os primeiros sinais de que está despertando surra que o gigante lhe aplicou. Ele olha para ela e para o marido, e sorri maldosamente.
- Cara, antes de ir embora, levando tua ex-mulher, vou deixar tu ter uma última lembrança dela.
Ele vai até o sofá, onde Elizabeth está, começando a se mover, acordando e, a posiciona quase que de quatro, com a carnuda bunda exposta. Ele desce sua calça e segura seu enorme falo e se aproxima da mulher manietada e usa as mãos para direcionar a cabeça para o cu de Elizabeth e lentamente vai penetrando. Ela sente a sodomização, mas não sabe que seu marido estar a observar
Sente dor, mais pelo posição que está, com as coxas unidas pelas cordas e geme de dor e prazer, com o gigante entrando e saindo de seu reto.
Lourenço, se moendo de ódio, assiste impotente o enorme ruivo foder sua esposa pela bunda e pode escutar seus gemidos de dor, que aos poucos, para seu desgosto, vá se transformando em gemidos de prazer. Toda horrenda cena tema duração de dez minutos e, Lourenço os olhos para ver mais, mais tem de escutar os gemidos dela e cada um soa como uma punhalada em seu coração.
Depois ele volta a colocar sua desnuda esposa sobre os ombros e sai, batendo a porta com força.
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Oito meses depois. Elizabeth, em uma casa de madeira, escondida no alto da Serra dos Cabritos. Cozinha num fogão a lenha, a carne que “seu homem”, conseguiu roubar dos sítios vizinhos.
Nos primeiros meses, mantida como que num cativeiro, se conformava, atraída pelo maravilhoso sexo que faziam, mas depois, percebeu que só sexo não era tão importante. Ela queria sexo, mas com amor e, isso só poderia ter com seu marido. Tentou fugir muitas vezes, mas sempre ele a pegava de volta e lhe aplicava uma sessão de surra.
Hoje, cozinhando a carne, ficou a sua espera, mas ele não veio, nem nos dois dias seguintes, Então Elizabeth, se preparou para, mais uma tentativa de fuga, levando numa sacola, de lona, água, carne e uns pedaços de carne seca e saiu da casa o mais rápido que podia.
Descer a serra por trilhas no meio de mata fechada, foi uma dura prova de resistência para ela, que desconhecia a região, mas dias depois, conseguiu chegar em uma área onde homens faziam a extração ilegal de madeira, usando motosserras e tratores. Quase morta de sede e fome, pediu socorro a eles. Lhe deram água e comida, que devorou em um instante. Depois dois deles a levaram até o acampamento central dos madeireiros ilegais, onde havia muita movimentação de homens e máquinas.
Elisabeth lhes disse que estava fugindo de um homem e que queria ir para cidade mais próxima, para denunciar o seu sequestrador.
- O que tu vai dizer para eles, mulher?
- Ué, a verdade, consegui fugir e descendo a serra, fui acolhida por vocês! Por serralheiros.
- Vamos fazer o seguinte, dona. Tu fica aqui com a gente. No nosso acampamento só tem homem, e tu como mulher gostosa, com este corpinho carnudo, pode ajudar a gente. Tu vai receber um bom dinheiro, 10 paus cada vez por foda.
Elizabeth dá um grito de horror e sai em disparada, mas esbarra em um grupo grande de homens que se aproximavam do barracão. Sabendo uma mulher estava batendo um papinho com o financiador de toda operação de desmatamento ilegal.
- Como é. Bezerra? Tu vai comer a mulher sozinho e deixar a gente lambendo os beiços?
- Não nada disso, camaradas! Eu estava fechando negócio com ela. !0 paus de cada um que queira foder, parece que ela não gostou da proposta.
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18 meses mais tarde
Elizabeth e o homem que estava a fodendo pelo porta dos fundos, escutaram uma algazarra enorme no terreno fora do barracão, fora do quartinho, onde ela recebia os homens, cinco, até seis vezes num único dia.
Ela colocou um retalho de pano que pouco cobria se corpo e para a razão de tanta balbúrdia. Se aproximou de um homem fardado e falou:
- Homem, não necessita ser violento, eu só cobro 10 pau, por foda.
O sargento Ferreira, se espanta em ver uma mulher entre os lenhadores ilegais. E falou em comunicador:
- Tenente uma mulher, é branca, cabelos loiros dois palmos abaixo dos ombros… sim é isso mesmo… bastante magra e acho que está maluca. O que faço, tenente?
***
Seis meses mais tarde
Elizabeth recebe alta da casa de saúde mental onde se encontrava. Internada. Há dois meses estava lúcida, só após algumas avaliações, pode conseguir a alta. Não de que cidade vinha, que era casada.
***
Quatro anos depois que fora levada de sua casa, chega ao Pequeno sítio que fora seu lar, ao lado do marido por tão pouco tempo. Não sabe como encontrará Lourenço, se ele a reconhecerá, será que ainda terá amor por ela?
***
Elizabeth, abre o portão e vê uma mulher jovem e bonita, vir ao seu encontro trazendo no colo uma menina de no máximo dois anos.
- Boa tarde, senhora. O que atrás em minha casa?
- Assenhora mora nesta casa? Seu marido… ele está em casa?
- Não, ele foi a cidade, disse que iria tratar de documentos da mulher que é a dona deste sítio.
- Ela morreu?
- Ninguém sabe, ela foi sequestrada por um bandido há quatro anos e nunca mais ninguém descobre do que aconteceu com ela.
- A senhora, me parece muito abalada, está se sentindo mau? Quer um pouco de água? Venha, eu a levo para dentro, acho que este sol está a incomodar um pouco. Meu nome é Claudia.
- Não, tudo bem. Claudia.
- “Quatro anos é muito tempo”
- O que a senhora falou?
- Nanda, não. Diga ao seu marido, Lourenço, que ele deve esquecer o passado, Adeus, eu estou indo embora.- - Espere, a senhora está equivocada. Lourenço, não é meu marido!!!!! Ele é meu cunhado, não meu marido, senhora!
- O QUÊ!!!!! Onde está Lourenço, a senhora sabe?
- Ele está com o irmão, na delegacia-e depois no cartório. - Coitado, ele não desiste de procurar por Elizabeth, à esposa dele, mesmo todos nós achando que ela está morta. Ele a ama, mesmo depois de tanto tempo.
Elizabeth, ao ouvir a senhora falar estas coisa, leva a mão ao rosto e começa a chorar e a mulher com a criança no colo se aproxima e coloca uma mão em seu ombro e lhe pergunta:
- Por estar a chorar, senhora?
- Porque acabo de descobrir que você é minha cunhada, Cláudia!
- Meu Deus do céu! Santa Misericórdia! Não me diga que você é… e… é Elizabeth!!!!!
— Sou, sou, sim, a esposa de Lourenço.
- Meu Deus! que coisa mais feliz!... venha, venha, entre na sua casa, cunhada. Vou avisar aqueles dois, que voltem imediatamente para casa. Porque uma ótima surpresa os aguarda.
Cláudia, com a filha nos braços e uma mão nos ombros de Elizabeth, caminham os poucos passos vindo para a varanda do sobrado, ambas chorando, chorando de felicidade.
FIM
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