O sol mal havia quebrado a linha do horizonte quando a pesada carruagem com o brasão do leão dourado cruzou os portões da Fortaleza Vermelha, iniciando a longa jornada em direção ao Oeste. Através da fresta da cortina de veludo, vi Sor Jaremy Thorne posicionado no pátio inferior. Seu corpo robusto parecia tenso sob a armadura branca, e seus olhos escuros queimavam com uma mistura de possessão e ciúme impotente enquanto assistia à nossa partida. Ele ficaria na corte contra a própria vontade, rosnando em silêncio, enquanto eu era levado para o território do Leão Velho.
No interior luxuoso da carruagem, longe dos olhares do castelo, Cersei transformou o nosso trajeto em um santuário de conspiração. Antes de cruzarmos as fronteiras das Terras do Oeste, ela mesma ordenou que as servas preparassem uma tina de viagem e fez questão de trancar as portas do aposento da estalagem onde paramos para pernoitar.
— Fique de joelhos na água, Zayn — comandou ela, a voz mansa, mas carregada de uma frieza cirúrgica.
Afundei na água morna, e a rainha retirou de suas vestes um pequeno frasco de cristal escuro, contendo um óleo denso e perfumado trazido das areias de Dorne. Com movimentos lentos e rituais, ela começou a espalhar a substância pela minha pele, massageando meus ombros, meu peito liso e minhas coxas com uma dedicação predatória.
— Este é o sangue de víbora — sussurrou a leoa, o hálito com aroma de vinho doce roçando o meu ouvido enquanto seus dedos pálidos cobriam cada centímetro do meu corpo. — É um veneno dornês de absorção reversa. Ele foi preparado para ser perfeitamente inofensivo para quem o carrega na pele, mas letal para quem o consome ou o toca repetidamente. O calor do atrito, o suor da luxúria e o contato com os fluidos corporais abrem os poros do homem que te possui, fazendo com que ele beba a própria morte sem perceber.
Deixei minha cabeça pender para trás, sentindo o óleo penetrar na minha pele sem causar ardência, apenas um brilho acetinado e perigoso.
— O Leão Velho passará os dias achando que está sugando a sua juventude e o seu vigor, mas, a cada toque, a cada noite em que ele deitar com o seu corpo dócil, ele estará absorvendo o próprio fim — Cersei sorriu, erguendo o meu queixo para que nossos olhos verdes se fixassem. — Você será a taça envenenada em que Tywin Lannister beberá até definhar. Seja submisso, seja a criatura mais entregue que ele já viu. Quanto mais ele te dominar, mais rápido cairá.
Eu sorri de volta, sentindo o poder daquela arma invisível. No dia seguinte, a monumental fortaleza do Rochedo Casterly ergueu-se diante de nós, cravada na pedra bruta acima do mar do Sol Poente. O banquete de recepção foi montado no grande salão, onde os lordes do Oeste se reuniam sob o olhar severo de Tywin Lannister.
Entrei no recinto usando apenas uma túnica dornesa de seda areia, quase transparente, que revelava a fluidez do meu corpo e o brilho oleoso da minha pele caramelo. O impacto foi imediato; os sussurros cessaram e os olhares cobiçosos dos cavaleiros do Oeste seguiram meus passos.
Na cabeceira da mesa, Tywin Lannister travou os olhos em mim. O homem conhecido por sua retidão inabalável sentiu um solavanco de desejo bruto e possessivo que nunca permitira transparecer em público. O incômodo de ver os outros homens devorando o meu corpo com os olhos o transformou.
Com uma autoridade esmagadora, Tywin levantou-se de sua cadeira. Caminhou até mim, retirou o seu pesado casaco de pele de urso e cobriu os meus ombros com a peça brutal, escondendo a minha nudez provocante dos olhos do salão.
— Este garoto pertence aos meus aposentos — declarou ele, a voz gélida ecoando como um trovão pelo salão enciumado.
Ele segurou o meu braço com força e me puxou para o seu assento, obrigando-me a passar o restante do banquete sentado diretamente em seu colo, servindo o seu vinho e sentindo os seus dedos grossos marcarem a minha pele por baixo da pele de urso.
Sentado no colo rígido de Tywin Lannister, sob o peso sufocante do seu casaco de pele de urso, eu sentia a musculatura do seu quadril firme contra o meu bumbum. Os lordes do Oeste mantinham os olhos fixos em seus pratos, temendo encarar o suserano que acabara de confiscar o ninfeto dornês diante de todos.
Tywin inclinou o rosto até que sua barba rala e grisalha roçasse a minha orelha. A mão dele, pesada e calejada pelos anos de comando, apertou a minha coxa por baixo do couro com uma força que deixou marcas na minha pele besuntada de veneno. Ele estendeu a outra mão, pegou a taça de prata transbordando de vinho e a manteve firme perto dos meus lábios carnais.
O choque no grande salão foi absoluto, embora mascarado pelo silêncio sepulcral que apenas o nome de Tywin Lannister conseguia impor. Os lordes do Oeste mantiveram os rostos baixos, focados em suas taças, mas a tensão no ar era palpável. O homem que governava com punho de ferro, que moldara a própria vida com base na frieza e na dignidade inabalável da família, quebrava todo o seu protocolo diante de sua corte.
O beijo foi possessivo, pesado e marcado pelo gosto forte do vinho que ele acabara de sorver. Tywin prendeu minha nuca com os dedos grossos, forçando meus lábios contra os dele com a urgência de quem toma posse de uma terra conquistada. Para os nobres que assistiam de relance, era uma demonstração brutal de soberania; para mim e para Cersei, era o início exato da armadilha.
Enquanto a boca envelhecida do Leão Velho se movia contra a minha, o suor e o atrito faziam o seu trabalho silencioso. O óleo invisível, o sangue de víbora dornês que brilhava na minha pele, encontrava o calor dos poros de Tywin. A cada segundo que ele me mantinha pressionado contra si, a cada toque de sua língua e de suas mãos calejadas na minha coxa, a substância letal era absorvida de forma irreversível por seu organismo.
Quando ele finalmente se afastou, seus olhos claros fixaram-se nos meus com uma intensidade febril. Ele limpou o canto da própria boca com as costas da mão, respirando de forma mais pesada do que o normal, embora tentasse manter a habitual postura rígida.
— De hoje em diante, sua única função é aplacar o meu cansaço — sussurrou ele, a voz ligeiramente mais rouca, o hálito quente batendo no meu rosto. — Você não falará com nenhum outro homem neste castelo. Não olhará para nenhum guarda. Toda a sua docilidade pertence a mim.
No canto da mesa principal, Cersei assistia a tudo sem mover um único músculo do rosto, mas o brilho vitorioso em seus olhos verdes era evidente. O orgulho de Tywin o cegava por completo. Ele acreditava estar reduzindo um jovem dornês à total submissão, vangloriando-se de seu poder diante de seus vassalos, sem ter a menor consciência de que cada demonstração de posse o aproximava mais do túmulo.
Tywin puxou a seda transparente da minha túnica dornesa, expondo o meu peito liso diretamente sob a luz das tochas. Com um orgulho quase selvagem, ele inclinou o torso envelhecido sobre o meu corpo e, diante de seus vassalos e cavaleiros, enterrou o rosto na minha pele, abocanhando e mamando as minhas tetinhas com uma fome impiedosa.
Eu arqueei as costas contra o seu peito rígido, soltando um gemido manhoso que ecoou pelo salão mudo. Meus dedos cravaram-se nos seus ombros, simulando uma entrega assustada, enquanto os meus olhos verdes buscavam o teto de pedra do Rochedo. Por dentro, meu coração dançava de triunfo. A cada lamber bruto, a cada sucção faminta que ele desferia contra os meus mamilos durinhos, os lábios e a língua de Tywin entravam em contato direto e maciço com o veneno dornês espalhado pela minha pele. O sangue de víbora misturava-se à saliva do Leão Velho, sendo engolido e absorvido de forma avassaladora por suas mucosas.
Tywin ergueu o corpo lentamente, limpando o canto da boca úmida com as costas da mão calejada. Seu olhar claro, afiado como uma lâmina de gelo, varreu a fileira de lordes e cavaleiros que mal ousavam respirar nas mesas inferiores. Exibindo-me diante de todos como um troféu de carne conquistado, ele apoiou uma das mãos pesadas sobre o meu ombro, cravando os dedos na minha pele caramelo com uma força possessiva, enquanto mantinha a outra espalmada sobre a mesa de carvalho. Sua voz veio baixa, pausada, carregada do preconceito brutal e da soberba que moldavam os homens do Oeste:
— Esses viadinhos lindos que Dorne nos envia... eles não têm linhagem, não têm honra e não têm utilidade no campo de batalha. Não servem para governar, não servem para herdar e não servem para portar o nome de uma casa nobre.
Tywin inclinou-se ligeiramente para a frente, fixando os olhos em um jovem lorde que desviasse o olhar, deixando o seu desdém cortar o ar:
— Eles servem para uma única e exclusiva função quando a noite cai: aliviar a tensão dos guerreiros. Servem para esvaziar o saco dos machos de verdade, para que nós, os homens que sangram e comandam, possamos voltar ao tabuleiro com a mente fria e limpa. Eles são ferramentas de carne, propriedades dóceis feitas para absorver o nosso estresse e receber a nossa porra em silêncio.
Ele puxou meu rosto pelo queixo com crueza, forçando-me a olhar para cima, escancarando minha submissão forçada para todo o salão.
— Este garoto sabe disso. Ele não é um homem, é um capricho meu. E cada gota de suor que ele gasta no meu colo é apenas o tributo que a carne fraca paga ao senhor do Oeste. Agora, se me dão licença, vou continuar o banquete em meus aposentos com o melhor prato da noite — declarou ele, a voz firme e desprovida de qualquer hesitação, ecoando como uma ordem indiscutível pelo recinto.
Com um movimento brusco, Tywin despiu o pesado casaco de pele de urso, deixando-o cair na cadeira. Em seguida, suas mãos calejadas seguraram o tecido fino da seda areia e rasgaram a minha túnica dornesa de cima a baixo em um único puxão seco. O tecido desfeito revelou por completo a fluidez do meu corpo e o brilho acetinado da minha pele sob o clarão das tochas, exibindo-me nu como um troféu conquistado diante de toda a sua corte embasbacada.
Um murmúrio sufocado correu pelas mesas inferiores, mas ninguém ousou erguer os olhos para sustentar o olhar predatório do suserano. Tywin soltou um riso curto, orgulhoso da humilhação que impunha ao salão e da posse absoluta que exercia sobre mim. Ele desferiu um tapinha estalado e firme no meu bumbum, a marca de seus dedos se desenhando na pele.
— Ande, garoto — ordenou ele, guiando-me com firmeza pela nuca em direção à saída lateral que levava aos seus aposentos privados.
Caminhei à frente dele com passos mansos e a cabeça levemente baixa, fingindo a submissão assustada que ele tanto esperava de um ninfeto dornês.
As grandes portas de carvalho dos aposentos de Tywin se fecharam atrás de nós com um estrondo pesado, trancando o mundo exterior lá fora. O Leão Velho desferiu um tapa em cheio, me deixando de joelhos aos seus pés. O estalo do tapa ecoou pelas paredes de pedra do aposento, deixando uma ardência imediata na minha bochecha que contrastava com o frio do chão do Rochedo. A queda foi calculada; desabei de joelhos com uma leveza teatral, espalhando os meus longos cabelos loiros-ouro pelos ombros nus, mantendo os olhos fitos no tapete pesado aos pés dele.
Por cima de mim, a silhueta de Tywin parecia ainda mais monumental na penumbra do quarto, iluminada apenas pelas brasas da lareira. A voz do Protetor do Oeste desceu como uma lâmina fria, exigindo a minha total quebra de espírito:
— Me diga o nome do meu novo brinquedinho, garoto… — ordenou, os olhos claros cravados no topo da minha cabeça.
Ergui o rosto devagar, deixando os lábios entreabertos e os olhos verdes marejados com uma fragilidade perfeitamente fingida. Juntei as mãos sobre as coxas dele, roçando os dedos oleosos no tecido de suas calças.
— O meu nome é Zayn, meu senhor... — respondi, a voz saindo em um sopro submisso, manso e trêmulo, exatamente como o orgulho dele exigia. — Sou o seu brinquedinho, sirvo apenas para servir ao Leão do Oeste e absorver toda a sua fúria.
Tywin soltou um som gutural de aprovação, satisfeito com a resposta que coroava a sua noite de triunfo absoluto. Ele enterrou os dedos grossos nos meus fios dourados, puxando a minha cabeça para trás com força para expor o meu pescoço liso.
— Zayn... — ele repetiu, saboreando as sílabas como quem inspeciona uma propriedade recém-adquirida. — Guarde bem este nome na sua boca, porque a partir de hoje você não pertence a mais ninguém. Você vai esquecer Porto Real e vai passar cada hora esvaziando o meu saco.
Ele inclinou-se sobre mim, o hálito pesado de vinho roçando a minha pele caramelo enquanto iniciava o seu ritual de posse. Tywin abriu um pequeno baú que estava em uma das cômodas do quarto, retirou uma coleira dourada adornada de joias com uma longa corrente e falou com sua voz embebida de prazer e arrogância:
— Com essa coleira você se tornará a putinha oficial do Leão do Oeste, meu depósito de porra.
Tywin colocou a coleira em mim e a puxou para me fazer cumprir a primeira tarefa do meu novo cargo. Enforcando-me com a coleira, Tywin se masturbava com a mão livre, batendo o pênis branco curvado para a direita em meu rosto. Com o aperto da coleira dourada sufocando a minha garganta, o ar começou a faltar, fazendo minha visão turvar levemente sob a luz fraca das brasas da lareira. Tywin mantinha a corrente tensionada com uma mão, descarregando toda a sua soberba naquele ato de controle, enquanto usava a mão livre com pressa e violência, batendo sua intimidade pálida e torta contra as minhas bochechas e lábios carnais.
A humilhação que ele tentava impor ao esfregar sua carne envelhecida no meu rosto era o ápice de sua fantasia de posse absoluta. Ele queria ouvir a quebra da minha dignidade.
— Peça para chupar o caralho do seu dono, ninfeto — rosnou ele, a voz rouca pelo esforço e pelo desejo reprimido que finalmente encontrava vazão.
Engoli o gosto do suor dele misturado ao hálito de vinho, mantendo os olhos verdes semicerrados e marejados, fitando o Leão Velho com a mais profunda e fingida adoração. Minhas mãos caramelo subiram devagar, agarrando os elos da corrente perto do meu pescoço, não para lutar, mas para aliviar o aperto o suficiente para que eu pudesse falar, fingindo desespero para agradá-lo.
— Por favor, meu senhor... — sussurrei, a voz saindo falha, arranhada pela falta de ar e perfeitamente dócil. — Deixe-me chupar o seu caralhão, meu dono...
O som dessas palavras fez o orgulho de Tywin inflar de forma avassaladora. Ele soltou um riso gutural, satisfeito por ver o ninfeto dornês totalmente rendido aos seus caprichos, implorando por sua rola.
Ele afrouxou minimamente a corrente e empurrou o quadril para a frente, forçando sua intimidade contra a minha boca aberta. Sorvi a carne veiuda daquela jeba pálida e torta como um cabrito faminto. Ele então começou a estocar com violência minha garganta, me guiando com a coleira. A força das estocadas violentas contra a minha garganta fazia o ferro da coleira dourada travar contra a minha traqueia, arrancando-me lágrimas involuntárias que escorriam pelo meu rosto. Tywin mantinha as mãos firmes na corrente, usando-me com uma agressividade cega, completamente entregue ao delírio de ter reduzido um jovem a um mero receptáculo de seus impulsos mais brutais.
Quando o espasmo final o atingiu, Tywin soltou um rosnado rouco e pesado, descarregando sua virilidade em minha garganta. Engasguei com tanta porra que foi despejada. Tywin mandou que eu engolisse tudo. Engoli o líquido espesso e quente sob o olhar vigilante e severo de Tywin, forçando minha garganta a trabalhar enquanto continha o reflexo de náusea. O contraste, porém, era inevitável em minha mente: a semente do Protetor do Oeste guardava o rastro da idade, um gozo ralo e sem a força avassaladora ou a vitalidade jorrante que Sor Jaremy Thorne havia despejado em mim na noite anterior. O Leão Velho era puro orgulho, mas seu corpo já cambaleava no declínio.
— Viadinho gostoso… agora vou tentar fazer um bastardo dornês em você. Fique de quatro na cama, putinho — falou ele, rindo.
Ele puxou a coleira, me levantando e me posicionando de quatro na cama, invadindo-me com sua jeba pálida abruptamente. O ganido agudo que escapou da minha garganta ecoou pelas paredes de pedra do quarto, arrancando um riso abafado e triunfante de Tywin. A dor foi imediata e lancinante. No entanto, engolindo o sofrimento e a humilhação, forcei meus músculos a relaxarem sobre os lençóis pesados. Curvei as costas, empinei o quadril com mais entrega e transformei o choro em um gemido manhoso, arrastado e dócil — exatamente o som que Cersei havia me treinado para imitar nas noites de conspiração em Porto Real.
Tywin puxou a coleira, enforcando-me. O aperto repentino do couro dourado contra a minha garganta cortou o meu fôlego, me obrigando a jogar a cabeça ainda mais para trás enquanto o corpo rígido de Tywin continuava a me pressionar contra o colchão. A dor da invasão bruta misturava-se à queimação pela falta de ar, mas a frieza da minha mente dornesa permanecia intacta. Eu sabia exatamente o que o orgulho daquele homem exigia para se sentir completo.
Segurei os elos da corrente com a ponta dos dedos, simulando um desespero frágil, e forcei a voz a sair por entre os lábios entreabertos, em um sussurro sibilante e quebrado que ecoou na penumbra do quarto:
— Por favor, meu senhor... continue... meta com força na sua putinha... — arfei, deixando que as lágrimas de dor legítima nos meus olhos verdes passassem por puro êxtase submisso. — Eu imploro... rasgue o seu viadinho... me dê a rola do meu macho...
O som daquelas palavras rastejantes e entregues agiu como um combustível na vaidade insana do Leão Velho. Tywin soltou um rosnado vitorioso, um som quase animal. Ele puxou a corrente com ainda mais crueza, usando o meu pescoço como alavanca para desferir estocadas ainda mais profundas e impiedosas contra as minhas entranhas. Abaixo dele, eu suportava o peso do seu corpo envelhecido e a violência dos seus movimentos, mantendo o ritmo dos gemidos manhosos que Cersei tanto havia ensaiado comigo.
Apliquei minha habilidade mais especial, apertei meu cuzinho na jeba do Leão do Oeste. O aperto súbito e coordenado das minhas entranhas ao redor de sua carne pálida pegou Tywin completamente de surpresa, quebrando o resto de controle que o Leão Velho tentava manter. A reação dele foi imediata: as mãos calejadas cravaram-se com força brutal nos meus quadris, os dedos afundando na minha pele enquanto um gemido rouco, misturado a um suspiro de pura incredulidade, escapava de sua boca envelhecida.
Aquele estímulo, preciso e avassalador, levou o Protetor do Oeste à loucura total. Ele perdeu o ritmo cadenciado da dominação, entregando-se a estocadas rápidas e desordenadas, empurrado por um instinto cego que seu corpo há muito não experimentava.
Abaixo dele, mantive os olhos verdes fixos na escuridão do travesseiro, sustentando o peso e o calor febril que emanava de sua pele suada. Com um rosnado violento que ecoou pesado pelo silêncio do quarto, Tywin travou o corpo contra o meu, descarregando toda a sua virilidade rala e envelhecida nas minhas entranhas. O espasmo final o deixou completamente desarmado. Ele desabou exausto sobre as minhas costas, a respiração cortada e o peito subindo e descendo de forma descompassada, com o braço pesado estendido sobre o meu corpo como se marcasse o seu território. Então ele se deitou e prendeu a coleira na cama.
Um mês depois…
O chacoalhar da carruagem real marcava o ritmo da nossa vitória enquanto deixávamos o Rochedo Casterly para trás, reduzido a um formigueiro de lordes em luto. Por três semanas, aquele quarto de pedra havia sido o meu mundo; um teatro de submissão onde o orgulho de Tywin Lannister o cegou para a própria ruína. A cada noite em que ele tensionava a corrente daquela coleira dourada e usava o meu corpo para aliviar suas tensões, ele bebia o seu fim. O suor da luxúria senil abriu seus poros para o sangue de víbora, até que o cabo de guerra entre sua soberba e o veneno dornês terminou abruptamente nas florestas do Oeste. O coração do Leão Velho simplesmente não aguentou o galope da caçada.
No interior do veículo, a opulência dos tecidos carmesim parecia celebrar o novo arranjo de Westeros. Com a queda do patriarca, Jaime era agora o suserano daquelas terras, mas o verdadeiro comando permanecia nas mãos da leoa que se sentava à minha frente.
Cersei inclinou-se, seus dedos pálidos deslizando com suavidade pela marca avermelhada que o couro da coleira deixara no meu pescoço. Não havia mais o olhar de comando cirúrgico de antes, apenas a satisfação predatória de quem viu o maior obstáculo ao seu poder ser enterrado sem derramar uma única gota de sangue no campo de batalha.
— Você foi impecável, Zayn — sussurrou ela, o hálito com cheiro de vinho doce roçando a minha bochecha enquanto ela ajeitava um manto limpo sobre os meus ombros nus. — Meu pai morreu acreditando que havia domado uma criatura do sul, sem saber que definhava nos braços do seu executor. O Rochedo agora se curva à nossa vontade.
Deixei meu corpo relaxar contra os estofados luxuosos, sentindo a pele finalmente livre do atrito e do peso do ferro. O Leão Velho estava fora do tabuleiro, mas a engrenagem da Fortaleza Vermelha nunca parava. Enquanto as rodas de ferro nos aproximavam de Porto Real, o calor em minhas veias já se agitava com o próximo objetivo.
A primeira parte da missão estava cumprida. Agora, era hora de retornar à capital, preparar novamente os óleos e as armadilhas, e focar os olhos verdes na próxima presa: o porco rei, Robert Baratheon, cujo trono já começava a balançar sob o peso de nossa ambição.
NOTAS DO AUTOR: Nosso Leãozinho fez a primeira vítima rsrs. Em breve veremos ele abatendo o Porco Rei. Espero que tenham gostado, não esqueçam de comentar e votar aqui embaixo. Beijoo 🫶🏾❤️
