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A Rendição Definitiva de Vanessa

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Um conto erótico de Motoqueiro
Categoria: Heterossexual
Contém 1192 palavras
Data: 19/07/2026 04:22:33

As oito badaladas no relógio digital do painel do sedã prata pareceram um gongo. Vanessa estava sentada no banco do passageiro, a respiração rasa fazendo o top de renda transparente subir e descer de forma irregular. Os adesivos cor da pele escondiam o centro de seus seios avantajados, mas a nudez quase completa de seu tronco a deixava em pânico. A micro saia vermelha mal cobria o início das coxas, onde a renda da meia 7/8 pressionava a pele. Lá embaixo, o fio dental preto segurava o peso do vibrador externo e a base do interno. Ambos estavam frios, inertes. A falta de controle sobre os botões era uma agonia.

​A porta do motorista se abriu com um estalo seco. Marcos entrou. Ele havia tirado o colete de motoboy; vestia uma camisa preta de botões com as mangas dobradas até o antebraço. O cheiro amadeirado dele inundou o habitáculo. Ele não disse "boa noite". Apenas colocou a mão no bolso, puxou os dois controles remotos e os colocou sobre o painel do carro, à vista dela.

​— Você está trêmula, Vanessa — ele constatou, girando a chave na ignição. — Conseguiu comprar tudo o que ordenei?

​— Sim... eu consegui — ela sussurrou, encolhendo os ombros dentro do blazer preto que usava por cima para se esconder.

​Marcos engatou a primeira marcha e o carro começou a andar. Ele olhou de soslaio para o casaco dela e ordenou, o tom seco:

​— Tire o blazer. Agora.

​— Marcos, no trânsito? As pessoas nos carros ao lado...

​— Tire — ele repetiu, sem alterar a voz. — Fique apenas com o que eu mandei você comprar. Você não vai se esconder atrás de um casaco de escritório.

​Vanessa engoliu em seco. Com movimentos desajeitados no espaço restrito, ela despiu o blazer. A renda transparente do top expôs seus seios fartos, deixando apenas os mamilos ocultos pelos adesivos. A sensação de nudez no trânsito da cidade fez seu sangue ferver. Marcos estendeu os dedos e deu um único clique em um dos controles. O vibrador interno começou a pulsar de forma lenta e profunda.

​— Pernas afastadas, Vanessa. O caminho vai ser longo.

​O trajeto consumiu uma hora e meia de uma tortura silenciosa e intensa, cruzando a cidade de ponta a ponta sob o estímulo implacável dos motores. Quando Marcos finalmente estacionou nos fundos daquela casa de swing discreta na zona boêmia, Vanessa já operava no limite de seu equilíbrio mental. O ambiente interno era escuro, iluminado por luzes vermelhas e neon, com um lounge movimentado onde casais e solteiros bebiam ao som de uma música eletrônica abafada. Marcos a guiou até uma mesa alta no canto, onde a circulação de pessoas era constante. Ele se sentou na banqueta, pediu um uísque e olhou para ela de baixo para cima.

​— Fique na frente da mesa, Vanessa. Esqueça quem você é lá fora. Quero que você dance para mim. Agora.

​O estômago dela deu um nó. A líder de equipe, acostumada a dar ordens, estava prestes a se expor na frente de desconhecidos. Mas o olhar fixo de Marcos não a deixou recuar. Ela fechou os olhos e começou a mover o quadril no ritmo da música. A meia 7/8 desenhava suas pernas e o movimento fazia os aparelhos roçarem de um jeito insuportável em sua carne. Os olhares ao redor se fixaram nela. Quando ela estava completamente entregue ao transe, ele colocou o copo na mesa e deu a ordem fatal:

​— Pare. Agora, na minha frente e com todo mundo olhando, você vai colocar a mão por baixo dessa saia. Vai tirar a calcinha e os dois vibradores e vai guardar tudo dentro da sua bolsa.

​Vanessa parou, a respiração cortada. Expor-se no meio de um lounge público era a destruição total de seu orgulho de classe.

​— Marcos... por favor... — ela implorou em um sussurro.

​— Faça, Vanessa. Ou a gente vai embora agora e você nunca mais me vê.

​O medo de perder aquele controle gélido era maior do que a vergonha. Com as mãos trêmulas, ela abriu a bolsa. Sob o olhar atento de Marcos e os sussurros dos frequentadores, ela deslizou os dedos por baixo da micro saia vermelha. Puxou as laterais do fio dental preto. O vibrador externo escorregou primeiro, pesado. Em seguida, com um suspiro trêmulo, puxou o aparelho interno de suas entranhas. Sem pressa, depositou tudo dentro da bolsa, fechando o zíper. Ela estava completamente nua por baixo da saia.

​Marcos terminou o uísque e, em vez de se levantar, estendeu a mão com força. Ele a puxou pelo pulso, trazendo o corpo dela diretamente para a banqueta ao seu lado. Antes que ela pudesse reagir, ele a forçou a girar o quadril, acomodando as pernas compridas de Vanessa cruzadas por cima das suas próprias coxas. Quem olhava via uma mulher com um top transparente montada de lado no colo de um homem, com a saia subindo perigosamente.

​Vanessa esboçou um arquejo de surpresa, uma última reação de vergonha pela exposição pública. Mas Marcos a envolveu em um abraço apertado e a tomou em um beijo fervoroso, dominante e profundo. O gosto do álcool e o calor da boca dele calaram qualquer tentativa de racionalização. Enquanto a boca dela era desarmada, a mão direita de Marcos desceu com firmeza por baixo da barra da micro saia vermelha. Seus dedos calejados encontraram a pele ultra-sensível e completamente desprotegida. A queimação deixada pela hora e meia de vibração contínua tornou o toque dele um choque de eletricidade pura.

​Vanessa tentou uma sutil resistência mecânica, um espasmo final de pudor, mas o corpo já havia cedido. O atrito exato dos dedos dele em sua intimidade, somado à adrenalina de estar sendo observada, quebrou a última barreira. O ápice veio como uma onda violenta: suas coxas tremeram contra as dele, o corpo arqueou e ela afundou os dedos nos cabelos de Marcos, entregando seu primeiro clímax ali mesmo, no meio do lounge, na frente de quem quisesse ver.

​Quando os espasmos finalmente cessaram e a respiração dela começou a voltar ao normal, Vanessa abriu os olhos, ainda trêmula. Com uma lentidão carregada de significado, ela segurou a mão de Marcos que ainda estava aninhada por baixo de sua saia. Ela a puxou para fora, levou os dedos dele — marcados pelo fluido de sua rendição — até a própria boca e os limpou em uma lambida lenta e deliberada. Durante todo o processo, ela não desviou o olhar por um segundo sequer. Seus olhos, antes altivos e cheios do orgulho de uma líder de equipe, agora brilhavam com uma submissão absoluta e devota.

​Nesse exato instante, enquanto o calor da língua dela envolvendo seus dedos fazia a respiração dele pesar, Marcos sustentou o olhar e percebeu, sem precisar de uma única palavra, que havia ganho Vanessa por completo. A casca corporativa estava morta.

​Ela aproximou os lábios molhados do ouvido dele, a voz reduzida a um sussurro rouco, urgente e febril que selou de vez a sua entrega:

​— Eu quero ter uma transa louca com você... aqui e agora.

​Marcos deu um sorriso curto, fechando os dedos ao redor da nuca dela com força, sabendo que o controle dali em diante seria absoluto.

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