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Caderno Vermelho, Primeiro Volume - V

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Um conto erótico de Escravo 43
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 1108 palavras
Data: 17/07/2026 01:32:38

Durante algum tempo, permaneci completamente parado, esperando alguma fala ou castigo de Epona... Ou talvez isso seja uma reconstrução minha daquele momento; acho que, na verdade, eu travei porque fui pego mijando, pelado, de quatro e de costas, por uma pessoa que eu só conhecia pela voz. Seja lá como for, só vim a saber que seu silêncio se deu porque ela estava fazendo a primeira anotação em seu temido caderninho. Virei-me lentamente e vi de relance quando ela guardou o pequeno bloco no bolso da calça...

— Já falei, Potro, é para você pegar o pote com a boca e sair. Acelera!

Disse isso enquanto pressionava a bota contra a minha bunda com algum vigor — cheguei a pensar que o castigo seria apenas esse. Sem ter completado o giro, fui em direção ao pote e, tentando não quebrar mais nenhuma regra, me esforcei para abocanhá-lo na primeira tentativa. Levantei-o do chão, mas ainda não tinha habilidade suficiente para me virar e andar segurando aquilo com os dentes. Praticamente sem água, acabei derrubando o pote bem em cima da palha encharcada de urina.

— Hahahaha! Você é muito ridículo, Potro, hahahaha! Pega a porcaria do pote com calma, vai...

Eu já tinha me urinado na infância — embora não me recorde disso direito —, e também já tinha ouvido falar em “chuva dourada”. Já tinha visto alguns filmes onde a atriz mijava durante o sexo, mas nunca tinha imaginado que tocaria meu próprio xixi com a boca. Hesitei, e levei outro leve chute na bunda.

— Já te falei para parar de enrolar. Você vai dormir com seu xixi gelado aí. Aproveita que ele ainda tá quente, hahahaha!

Conforme me projetei para pegar o pote que havia virado de cabeça para baixo, senti o cheiro forte da minha urina. Não era um cheiro normal, era mais azedo e ácido... talvez o corpo ainda estivesse expelindo parte da medicação que havia tomado. As lágrimas vieram, seja pelo ardor causado pela ureia, seja pela posição humilhante em que me encontrava. Até então, eu tinha conseguido manter alguma postura, mas, para alcançar o pote no ponto mais baixo, eu precisaria me curvar de uma forma que deixaria meu ânus completamente exposto a Epona. E eu abaixei. Abaixei porque, para além do nojo e da vergonha, meu pau agora estava doendo, vibrando de tesão e gozo reprimido.

Era humilhante? Degradante? Era passagem. Era natureza.

— Até que enfim, Potro. Agora vem devagar. Vem saboreando a palha e seu mijo... hahahahaha.

O gosto, no entanto, foi praticamente imperceptível; a palha havia absorvido quase tudo, deixando apenas um roçar úmido nos meus lábios. O pior estava no cheiro. Levantei segurando o pote e fui andando de quatro para a saída. Quando saí da cocheira, Epona disse:

— Está animado, hein? Ártemis me avisou sobre o seu talento... — ela deu um sorriso de canto de boca — e realmente é grosso. Não o maior que já vi, mas serve.

Epona era linda. Com um pouco mais de 1,70m, vestia um traje de montaria que, justo ao corpo, marcava sua musculatura com precisão. Uma mulher atlética, de pele oliva, rosto alongado e decidido. Seus olhos castanhos, os lábios rosados e o nariz um pouco mais evidente fariam sucesso em meu país, onde a morena jambo é tão valorizada. Vestia também um par de luvas de couro marrom-escuro que combinavam com as botas. Estas, de bico e salto quadrados, não eram idênticas. A bota esquerda, que havia pressionado minha bunda, era lisa, mas o pé direito trazia na ponta um espeto de aço com cerca de dois centímetros, um pouco mais fino que um prego e mais grosso que uma tachinha.

— ...Solta o pote e me acompanha, não sou obrigada a ficar sentindo esse cheiro de mijo. Isso, agora me segue. Vem do meu lado, não atrás, e nunca à frente.

Cada passo de quatro doía. A serragem pinicava as palmas das mãos e os joelhos. Meu pau, traidor, continuava semiduro, balançando entre as pernas.

— Agora para. Eu deveria te deixar assim, com mijo no seu corpo, mas você está sob cuidados especiais, então vou pegar a mangueira para te lavar. Não saia do lugar.

Ela deu um assobio estridente, mas curto — vim a saber depois que era um comando para os cachorros —, e foi em direção à parede oposta do estábulo. O local estava fechado e escuro, estranhamente mais escuro que durante a noite (eu ainda teria que aprender essa lição).

Voltou carregando um balde vazio e uma longa e potente mangueira.

— Como você ainda tá um pouco sensível, ajustei para não ser muito forte nem muito fria. Mas não se acostuma com isso, hein!

Sei hoje que ela estava sendo sincera, mas, na época, achei que fosse mais uma de suas mentiras e humilhações. Meu corpo já estava gelado, desacostumado ao clima do ambiente, e a água da mangueira bateu em minhas costas como uma marreta. Arqueei-me instintivamente:

— Que gracinha, hein. Tendo tratamento VIP e, ainda assim, fazendo trejeitos... que Potro patético, hahaha! Fica firme que agora vou molhar tua cabeça.

Conforme a água inundava meus cabelos e escorria pelo meu rosto, comecei a bater os dentes de tanto frio. Epona, todavia, apenas sorria e ressaltava o quanto eu era patético. De algum modo, era como ouvir meu pai, quando eu era criança, dizendo que homem não deveria chorar, que choro era coisa de mulherzinha. A diferença é que aqui eu não tinha que sentir vergonha da minha ereção. Aguentei até o ponto em que ela começou a encher o balde.

— Agora vira de barriga para cima, arqueia as pernas e as mãos como um cachorrinho!

Fiz como ela pediu, sabendo que o pior estava por vir. Despejando a água do balde de uma vez só em cima de mim, ela disse:

— Tá limpo, Potro. Agora levanta que eu vou guardar a mangueira, o balde, e pegar uma toalha para você. Não quero deixar o principezinho dodói, né? Hahahaha!

Eu estava tremendo inteiro, mas sua última fala me deu tamanha ereção que simplesmente parei de tremer e fiz como ela pediu. Ela voltou e jogou a toalha no meu lombo:

— Pega a toalha com as mãos, fica de pé e se seca direito!

Obedeci.

— Isso, seca direitinho e não vira de costas, não. Quero ver esse pauzão seu, hahaha... Olha como tá duro, hein, hahaha!

Encabulado, terminei de me secar tentando deixar minhas intimidades sempre à vista dela.

— Pronto. Agora joga a toalha para mim... Isso. Agora de quatro... Vem se arrastando até mim usando as suas quatro pernas e beija a minha bota, Potro.

Fiz como ela pediu e, ao tocar o couro, senti o líquido pré-ejaculatório jorrar do meu pênis.

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