Eu tinha 22 anos, cursava o último semestre da faculdade e precisava desesperadamente de dinheiro. As contas não esperavam. Aceitei o bico de segurança em festas particulares sem fazer muitas perguntas. Pagavam mal, era cansativo, mas o dinheiro fazia a diferença. Eu só precisava ficar sério, evitar confusão e não me meter onde não era chamado.
Naquela noite, o endereço era um restaurante no aterro. Cheguei de terno e gravata, como todos os demais seguranças trabalhavam. Só quando entrei percebi: era uma festa LGBT pesada, lotada de gays e travestis, corpos moldados por hormônios e outros por cirurgias, vestidos curtos, maquiagens perfeitas, roupas coladas e olhares que queimavam. O ar cheirava a perfume doce, suor e desejo sem freios.
Eles sorriam para mim. Alguns passavam a mão no meu corpo ao cruzar o caminho. Não sabia o que fazer. Não falava nada... não reclamava... Não sei se por eles serem os clientes ou se por que eu queria.
Eu evitava trocar olhares, mantinha a expressão dura, repetindo mentalmente que era só trabalho. Talvez preconceito, mas, com certeza, muito medo. Medo do que aquilo poderia significar sobre mim.
Passei pelo meio da pista para checar um ponto cego e foi quando aconteceu. Várias mãos me tocaram ao mesmo tempo - unhas longas deslizando pela minha barriga, dedos apertando minha bunda, um corpo quente se esfregando de lado e uma mão passeou longamente entre minhas pernas. Reduzi um pouco o ritmo, mas morrendo de medo de outro segurança perceber. Senti o calor subir pelo pescoço. Meu pênis reagiu instantaneamente, endurecendo contra o tecido da calça. O toque era ousado, coletivo, sem vergonha. Uma onda de excitação proibida me invadiu, misturada a um pânico surdo. Eu me afastei rápido, coração disparado, tentando disfarçar a ereção evidente.
Continuei o trabalho, andando pelos cantos, mas minha mente não saía dali. O volume nas calças latejava, incômodo. O banheiro dos funcionários era nos fundos, longe do tumulto. Entrei e encarei o espelho. Meu rosto estava vermelho. Abri a calça para aliviar a pressão e meu pênis saltou, duro, a cabeça brilhando de pré-gozo.
Não consegui me tocar. Ainda não. Foi quando a porta do banheiro ao lado — um espaço maior, sem tranca aparente — se abriu. Duas travestis entraram. Uma, alta e morena com pernas intermináveis, a outra loira, curvas generosas e lábios carnudos. Elas me viram ali, calça aberta, pênis exposto.
— Olha só o segurança gostoso... — disse a morena, sorrindo devagar. — Precisando de ajuda?
Eu deveria ter saído. Deveria ter dito não. Mas fiquei paralisado, o medo e o desejo travando uma luta brutal dentro de mim. A loira se aproximou primeiro, ajoelhando-se na minha frente sem pedir permissão. Sua boca quente envolveu a cabeça do meu pênis, sugando devagar enquanto a morena se colocava atrás de mim, mãos explorando meu peito por baixo da camisa.
— Relaxa, bonitinho — sussurrou a morena no meu ouvido. — Ninguém vai saber que você tá adorando isso.
A boca da loira era habilidosa, descendo até o fundo, engolindo meu pênis inteiro enquanto sua língua trabalhava na base. Eu gemia baixo, mãos tremendo. A morena abriu minha camisa, beliscou meus mamilos e, em seguida, desceu a mão até minha bunda. Um dedo lubrificado - dela, não sei quando - pressionou meu ânus. Eu virei o rosto rápido, com aparência enfezada e ela sorrindo me beijou e disse: Calma... Confia em mim.
Minha cabeça estava confusa, mas o tesão era avassalador. Preconceitos antigos derretiam a cada chupada da boca quente ao redor do meu pênis, enquanto um dedo invadia meu ânus. Logo eram dois dedos. Doeu... Mas eu só respirava ofegante.
Eles me viraram. A loira se curvou sobre a pia, levantando o vestido curto. Não usava nada por baixo. Sua bunda brilhava convidativa. A morena guiou meu pênis para dentro dela. Penetrei devagar, sentindo as paredes apertadas me envolverem. Ao mesmo tempo, a morena posicionou o próprio pênis - grande, duro, curvado para cima - contra meu ânus. Ficou um tempo alternando entre esfregar a cabeça na entrada e deslizar deliciosamente seu pau pelo meio da minha bunda. Foi delicioso... Até que ela parou de vez na entrada do meu cu e empurrou.
Fui preenchido pelos dois lados. Meu pênis enterrado no cu da loira, o pênis da morena invadindo fundo meu ânus. Eles sincronizaram o ritmo, fodendo-me entre eles. O banheiro ecoava com os sons molhados de carne contra carne, meus gemidos abafados, o medo constante de alguém bater na porta e descobrir o segurança hétero sendo usado por duas travestis.
— Confessa — exigiu a morena, estocando mais forte. — Confessa que tá gostando de levar no cu.
Eu só virei a cabeça e sorri com um sorriso safado. O orgasmo me atingiu como um soco. Gozei violentamente dentro da loira, espasmos fortes enquanto meu ânus contraía ao redor do pênis da morena. Eles gozaram logo depois: a loira tremendo na minha frente, a morena enchendo meu ânus com porra quente.
Saí dali cambaleando, uniforme amassado, corpo marcado. O preconceito que eu carregava havia sido fodido até não sobrar nada. E o pior - ou o melhor - é que eu queria mais.
Se você leu até aqui e está com o coração acelerado, com o corpo reagindo, e quer que uma aventura vire conto, me chame. Sem julgamento, sem preconceito...