O quarto de hotel, em que estávamos hospedados para a convenção de arquitetura, tinha aquele cheiro genérico de carpete limpo com desinfetante industrial e ar-condicionado antigo. Passar o dia inteiro fingindo interesse em palestras sobre fachadas sustentáveis e retrofit de edifícios históricos em nome da construtora era o suficiente para deprimir a alma de qualquer um. Mas ali dentro, sob a luz amarelada do abajur de cabeceira, a exaustão corporativa havia se transformado em uma eletricidade muito mais primitiva.
Estávamos praticamente nus sobre os lençóis brancos e esticados da cama de casal. A única barreira têxtil que restava era o sutiã de renda branca de Cecília, que contrastava com a sua pele clara e emoldurava o busto médio de sua silhueta natural. Eu estava posicionado entre as suas pernas, com a boca mergulhada em sua vulva úmida, enquanto ela se desmanchava em espasmos de prazer, os dedos cravados nos meus ombros.
Enquanto a chupava, deslizando a língua de forma rítmica pelas suas dobras quentes que exalavam um aroma vibrante de tangerina e um fundo doce de baunilha, eu a observava. Era fascinante notar como Cecília havia mudado desde que começamos a nos relacionar em segredo nos intervalos do escritório. A antiga Cecília — sempre discreta, que usava roupas folgadas e mantinha os cachos longos e sem corte — dera lugar a uma mulher que parecia redescobrir a própria vaidade de forma quase urgente.
Ela havia cortado o cabelo castanho-escuro em um estilo curto e cacheado extremamente moderno, que destacava o rosto oval e a mandíbula suave. Até os óculos de grau corretivos, agora com uma armação escura e marcante, traziam um ar de intelectualidade provocativa à sua nudez. Senti uma pontada de orgulho cínico, quase possessivo; eu era o arquiteto silencioso por trás daquela reforma estrutural interna.
De repente, o som estridente e rítmico do celular dela sobre o criado-mudo quebrou a acústica do quarto.
Cecília tencionou o quadril de imediato, a respiração travando na garganta. Estiquei o braço sem me afastar de suas coxas e olhei para a tela iluminada. O identificador de chamadas exibia o nome: Cássio. O marido.
Sim, infelizmente Cecília era casada. A primeira mulher casada com quem me envolvi de fato. Você provavelmente está se perguntando: mas e Augusta? E Alessandra, sua madrasta? Bom, Augusta foi o próprio marido que me pediu para comê-la, transformando a traição em uma espécie de bônus corporativo bizarro. E Alessandra, bem, era mais complicado. Ela era casada com o canalha do meu pai, que traiu minha mãe a vida inteira. Então, eu encarava o caso com a minha madrasta como punição, uma retaliação histórica tardia, e não propriamente como traição.
O problema era que com Cássio não havia justificativa alguma que atenuasse o que eu estava fazendo. O cara era uma boa pessoa, trabalhador e um marido esforçado. No final das contas, a única justificativa era de que a esposa dele era irresistivelmente gostosa e que, depois de tanto ouvir as minhas histórias no escritório, quis experimentar um pouco de safadeza crua.
Eu sabia que cruzar aquela linha era puro vandalismo moral da minha parte, o tipo de erro sem atenuantes burocráticos. Mas ver a mulher que eu havia moldado tremer sob o peso da própria culpa, enquanto o mundo dela desmoronava em uma tela iluminada de celular, era um vício bom demais para eu abrir mão.
— Não atende — murmurei contra a virilha dela, sentindo a vibração de seu corpo. — Deixa tocar.
Mas Cássio era persistente. O aparelho parou de tocar por dois segundos e começou a vibrar novamente, insolente, como uma pendência de prazo estourado que o financeiro se recusa a esquecer. Cecília soltou um suspiro trêmulo e, tomada por aquela mistura de pânico e adrenalina que define os corruptíveis, esticou a mão e deslizou o dedo pela tela, levando o aparelho ao ouvido.
Eu não parei. Continuei o sexo oral, deslizando a língua com uma lentidão deliberada pelo seu clitóris inchado, saboreando o sabor úmido e quente de sua lubrificação.
— Oi, Cássio... — ela disse, a voz subindo um tom, tentando simular a espontaneidade casual que costumava usar nas reuniões de segunda-feira. Ela limpou a garganta, os dedos da mão livre apertando o lençol com força. — O que... o que foi? Está tudo bem com as crianças?
As crianças.
Porra, aí já era covardia. Até o marido eu conseguiria ser cínico e criativo o suficiente para ignorar. Mas a menção aos filhos me pegou de jeito. Lembrei-me instantaneamente da minha infância; de como meu pai sumia sob o pretexto de "viagens de negócios" enquanto minha mãe cuidava de mim e da minha irmã com uma paciência que hoje sei que era apenas desespero silencioso. Eu conhecia o gosto daquele estrago. No meu tabuleiro amoral, foder com casadas de escritório era um bônus de risco; destruir o ecossistema de uma criança era cruzar uma linha onde eu me transformava exatamente no monstro que passei a vida odiando: meu pai.
Uma ironia maldita. Passei anos construindo a minha identidade sobre o desprezo absoluto pelos erros do meu pai, usando o cinismo como escudo para me convencer de que eu era melhor, ou ao menos mais consciente, do que ele. Mas a verdade estava ali, exposta na pressa daquele quarto de hotel: eu havia me tornado o mesmo tipo de destruidor de lares, operando no mesmo subsolo moral. Enfim, é como dizem: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados." Viva a hipocrisia!
Minha língua travou por um milésimo de segundo. Uma onda de culpa, daquelas bem antigas e rústicas, subiu pela minha espinha. Tentei afastar o rosto de suas pernas, mas Cecília foi mais rápida.
Cega pelo prazer acumulado e pela adrenalina da ligação ativa, ela enterrou as mãos nos meus cabelos curtos com uma força desesperada, puxando minha cabeça de volta contra a sua vulva com um puxão incisivo e faminto. Os olhos castanhos dela, semicerrados por trás das lentes dos óculos, me encararam com um olhar voraz e desesperado que implorava pela continuidade do desvio moral. Ela não queria ser salva; ela queria cair mais fundo.
Pelo receptor, a voz de Cássio vazava do alto-falante, abafada e cansada, o som rústico da vida real invadindo a nossa bolha de perversão:
— ...não acho o casaco rosa da Catarina em lugar nenhum, Ceci. Ela jura que você guardou no armário do corredor antes de viajar, mas eu já revirei tudo aqui. Ela está chorando porque quer levar amanhã cedo para a escola... Você lembra onde colocou?
Enquanto o marido pedia as coordenadas domésticas, a boca de Cecília estava escancarada em um gemido mudo. Minha língua, agora capturada pelo comando firme de suas mãos nos meus cabelos, obedeceu ao instinto animal e voltou a golpear seu clitóris com força total. Cedi ao fluxo. Se eu ia me transformar no monstro da minha infância, que o projeto fosse executado sem falhas estruturais.
Cecília arqueou as costas de forma violenta, a pele clara do abdômen contraindo-se sob a luz do abajur. Ela pressionou o celular com força contra a orelha, os óculos de grau escorregando levemente pelo nariz devido ao suor que começava a brotar em sua testa, e disparou a mentira com uma frieza que faria qualquer diretor de compliance aplaudir de pé:
— Tá... presta atenção... — ela disse ao telefone, a respiração ofegante, as palavras saindo pausadas e curtas para o marido. — Procura... procura bem lá no fundo... no armário do corredor... bem embaixo...
Entendi o recado de imediato. Deslizei minha língua ainda mais para baixo, focando na entrada de seu canal vaginal e pressionando a base de sua fenda com o queixo.
— Não tô achando, Ceci — Cássio respondeu do outro lado, impaciente. — Aqui embaixo só tem camisetas velhas. Tem certeza de que está aqui?
— Tem que... tem que enfiar a mão mais fundo, Cássio! — Cecília exclamou, a voz subindo de tom, misturando a irritação real com o desespero do prazer físico. Ela cravou os dedos no meu cabelo, empurrando minha cabeça contra a sua vulva. — Desliza... desliza a mão por trás das caixas... tá bem aí atrás, no fundo...
A excitação de ouvi-la falar aquelas obscenidades de duplo sentido diretamente para o marido fez meu pênis latejar e ganhar um volume monstruoso. O jogo de Cecília estava quente demais.
Voltei a chupá-la por mais alguns segundos até que, num impulso elétrico de pura audácia e exibicionismo, ela empurrou meu ombro de leve e jogou o corpo para a frente.
Cecília ficou de quatro no centro do colchão, com os joelhos afundados nos lençóis brancos. O sutiã de renda branca ainda cobria seu busto, mas suas nádegas fartas e o quadril largo estavam inteiramente empinados na minha direção, balançando de leve enquanto ela sustentava o celular contra o ouvido com o ombro esquerdo. Pela penumbra, sua fenda depilada brilhava com abundância, vertendo o aroma quente de tangerina e baunilha. Ela olhou para trás por cima do ombro, os óculos ligeiramente desalinhados, e me lançou um olhar predatório e desesperado, gesticulando com a mão livre de forma incisiva para que eu a penetrasse de imediato.
Aproximei-me por trás, ajoelhando-me no colchão. Segurei firme a carne de suas coxas curvilíneas, alinhei meu pênis rígido e a penetrei por completo de um só golpe seco.
O canal de Cecília me engoliu em um aperto úmido e quente que fez minha cabeça girar. Ela soltou um gemido agudo, que foi rapidamente abafado por uma tosse forçada que ela deu contra o bocal do telefone para dissarifar o impacto físico da estocada.
Comecei a me mover em estocadas lentas e pausadas, para que a cama do hotel não chiasse.
— Achou? — ela continuou, a respiração cada vez mais curta e ofegante, o suor cobrindo sua testa clara sob os cachos castanhos enquanto os óculos tremiam em seu rosto oval. — Está... está na gaveta de baixo, Cássio. Procura... procura atrás das colchas. Enfia a mão mais fundo, Cássio!
Eu acompanhava cada comando verbal dela como se fosse um memorial descritivo de execução. Minha pelve colidia contra o quadril largo dela com batidas úmidas, cada gemido contido de Cecília no bocal do telefone funcionando como um indicador de que o projeto estava dentro das especificações e de que ela estava à beira de um colapso.
— Não, Cássio... não está aí na gaveta de cima — ela disse ao telefone, a voz trêmula vacilando quando empurrei meu quadril com força total, fazendo-a arquear as costas. — Você tem que... você tem que ir mais fundo. Procura bem lá embaixo. No fundo... isso. Entra com firmeza.
Fiz exatamente o que ela descrevia. Comecei a bombardeá-la com estocadas profundas e rítmicas, subindo e descendo o ritmo com uma voracidade que a fazia rebolar contra o meu baixo-ventre, tentando sugar o meu membro até a base.
— Se você não... se você não procurar direito, não vai achar nada. Mexe ... mexe na lateral do armário. Isso. Desliza a mão com firmeza... bem aí. — Ela soltou, a voz trêmula mas calculada, pausando milimetricamente entre as estocadas da minha língua para não entregar o orgasmo que subia.
Cássio pareceu finalmente encontrar a maldita camiseta do outro lado da linha.
— Achei! — a voz de Cássio ecoou pelo viva-voz sutil do celular. — Estava bem embaixo da colcha mesmo. Obrigado, amor. Te amo!
— Ah, que bom que você achou, meu amor — ela disse ao telefone, a voz subitamente suavizada por um tom doméstico, dócil e rotineiro que me pareceu completamente surreal dada a posição em que estávamos. — Também te amo! Dá um beijo nas crianças. Tchau.
Aquela maldita frase.
O "também te amo" misturado ao "beijo nas crianças" ecoou no meu cérebro como um alarme de incêndio no meio de uma apresentação executiva. O peso daquela simulação moral bateu direto na minha biologia. A contradição era brutal demais para o meu cinismo tolerar. Senti a pressão sanguínea despencar instantaneamente e o meu pênis, que até então operava em capacidade máxima de carga, amoleceu dentro do canal apertado de Cecília, perdendo a rigidez de forma humilhante.
Cecília sentiu a perda súbita de sustentação no mesmo segundo. Ela travou o movimento do quadril, a respiração ofegante quebrando-se no silêncio do quarto. Lentamente, ela virou o rosto redondo por cima do ombro, os óculos corretivos desalinhados no nariz, me encarando com uma mistura de incredulidade e impaciência lasciva.
— Que foi? Desanimou? — ela sussurrou, a voz trêmula e desprovida de qualquer culpa, totalmente entregue àquela urgência carnal.
Sem esperar por uma resposta ou um relatório de danos técnicos da minha parte, ela empurrou a bunda volumosa para trás com força, prensando a sua fenda úmida e quente contra o meu membro amolecido. Ela rebolou de forma agressiva, forçando o atrito da carne para reanimar o meu pau com o calor sufocante de sua própria lubrificação abundante.
— Não para não... continua... — ela implorou em sussurros desesperados, as unhas cravando-se no colchão enquanto ela esfregava o próprio clitóris com a mão livre. — Tô quase lá... me fode, Miguel... vai...
O calor bruto da fenda dela e o pragmatismo mecânico de seu desespero agiram rápido. O meu pênis, resgatado do colapso moral pelo estímulo físico violento, recuperou a rigidez em segundos, expandindo-se novamente no vácuo de sua vagina.
Não perdi mais tempo com reflexões filosóficas sobre a fidelidade alheia. Segurei o quadril largo de Cecília com as duas mãos, puxando-a contra mim, e acelerei o ritmo até o limite absoluto. A musculatura interna de Cecília contraía-se de forma violenta, prendendo meu pênis em ondas de uma pressão implacável. Cecilia soltou um gemido longo, agudo e desbocado que ecoou por todo o quarto de hotel, entregando-se ao orgasmo devastador. O prazer me atropelou com violência. Gozei profundamente dentro dela, descarregando jatos quentes contra as paredes apertadas de sua vagina, enquanto ela desabava de bruços sobre o colchão, tremendo inteira.
Ficamos estáticos ali na cama, ouvindo apenas as nossas respirações desordenadas. O cheiro de tangerina, suor e sexo preenchia o ar abafado do quarto.
No entanto, o silêncio pós-coito não trouxe o conforto habitual. A adrenalina baixou rapidamente, deixando no lugar o peso esmagador da realidade. Cecilia virou-se devagar, sentando-se na cama com os olhos castanhos fixos nos lençóis manchados. O rosto oval de traços suaves estava pálido, e uma expressão de puro choque e arrependimento começou a tomar conta de suas feições.
Ela colocou as mãos trêmulas no rosto, olhando para o próprio corpo nu e depois para mim. O sorriso espontâneo e desbocado que ela usava no escritório havia sumido temporariamente, substituído pela mudez de quem sabe que cruzou uma linha de fundação que não permite retorno.
— Aí meu deus... o que foi isso? — ela sussurrou, a voz sumida, o tom quebrando em um início de desespero real. Ela me encarou com os olhos marejados atrás dos óculos. — Miguel... que monstro você está me transformando? O que eu acabei de fazer com o meu marido? Com os meus filhos ouvindo?
Fiquei em silêncio, observando a rachadura moral na minha amiga. A inocência doméstica de Cecília havia sido estraçalhada ali mesmo, naquela mesa de cabeceira onde o celular ainda descansava.
— Nós somos péessimos, Miguel — ela sussurrou, a voz baixa, deitada de costas contra a cabeceira da cama, encarando o teto com um sorriso de canto de boca que era metade ironia e metade desespero.
— Sim, nós somos, Cecília — respondi com o meu cinismo habitual, limpando o canto da boca com as costas da mão antes de me levantar.
Eu sabia que a culpa a consumiria por dias, mas o rastro do meu sêmen e das minhas mãos já estavam marcadas na carne dela. E não havia mais volta para a arquiteta sênior.
Lentamente, Cecília sentou-se na cama. Ela ajeitou os óculos corretivos que haviam escorregado levemente pelo nariz, revelando um olhar confuso, onde o prazer residual tentava fazer as pazes com a realidade do visor do celular que voltara a ficar escuro.
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O objetivo desta série é entregar contos rápidos e antológicos para apresentar o universo de "O Mundo é Meu!" e os personagens que fazem parte dele, sem enrolação.
Mas a história completa vai muito mais fundo.
A verdadeira origem desse vício familiar, o relato cru e sem censura de como o Miguel perdeu a virgindade com a própria madrasta, e o envolvimento com as outras mulheres da família estão publicados com exclusividade no meu Privacy.
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• Saga Principal
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Prólogo
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Vol. I – A Madrasta
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• Série Derivada
• A Madrasta – Volume I: Quem Planta Colhe
• A Madrasta – Volume II: Paixão Desenfreada
• A Madrasta – Volume III: Desejo Por Um Fio
• A Madrasta – Volume IV: Em Nome do Pai
Descubra nos primeiros volumes como o Miguel perdeu a virgindade com a própria madrasta e conheça as outras mulheres da família que moldaram o apetite desse guri. O conteúdo é totalmente explícito e sem censura.
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