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A ruiva do trem - Cobiça e conquista

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Um conto erótico de Júnior Paulista
Categoria: Heterossexual
Contém 5130 palavras
Data: 15/07/2026 16:10:35

Olá, leitores(as). Escrevendo mais uma história para vocês. Estou testando a escrita mais longa, em um texto único, ao invés de dividir em partes. Não se esqueçam de avaliar e enviar os feedbacks.

LEMBRETE: O autor demonstra no texto caracteres de sua vida misturado ao contexto do conto.

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Eu residia em Canoas, e trabalhava em Porto Alegre no aeroporto. Com isso, pegava o trem todo dia praticamente. Observava as faces conhecidas, de homens e mulheres que viajavam frequentemente no mesmo horário e mesmo vagão. Cada pessoa parece que tem um vagão preferido. Eu tentava usar os vagões do meio da composição, que tinham aparentemente menos gente.

Eu tinha uma tara especial por uma ruiva escultural, sempre com roupa da academia onde ela deveria trabalhar, a FitPOA, que ficava perto da av. Carlos Gomes, uma área elitizada de Porto Alegre. Seguindo meu comportamento tímido e introvertido, eu nunca a abordei. Passados meses, um dia tive que empurrar algumas pessoas para conseguir entrar no trem no sentido Porto Alegre-Canoas. Qual não foi minha surpresa ao ficar exatamente do lado dela. A composição era um trem antigo, sem ar condicionado, o que levava as pessoas a se acumularem próximas às portas, na tentativa de pegar um pouco mais de ar mais fresco quando o trem chegava na estação. Com isso o meio do vagão ficava mais espaçoso. Não que sobrasse espaço, mas menos apertado.

Era fevereiro. Eu suava, cansado do trabalho. Estava tentando pegar um ar da janela, próximo da porta, e me soltei do suporte de segurar a mão. Em um dado momento, numa frenagem mais intensa do trem, eu me desequilibrei e esbarrei nela, quase encostando meus lábios no rosto dela.

— Des... desculpa, moça - gaguejei. Pra ela me enquadrar como assédio era fácil demais. Várias pessoas viram.

— Tudo bem, o trem está lotado e essa freada foi muito forte. Que não se repita, se não vou achar que é intencional - respondeu a moça, ríspida.

— Tu... tudo bem, moça. Desculpa mais uma vez. - gaguejei. E me afastei, tentando ir para o meio do vagão. Ela nem se mexeu. Eu desci duas estações depois, pela outra porta.

No outro dia de manhã lá estava ela, mesmo vagão, mesma porta. Passei direto e fui para outro canto. No retorno não a vi. No outro dia ela estava lá, linda, cheirosa. Tinha espaço, arrisquei ficar do lado oposto da porta, de modo que a pudesse ver. Ela estava com fones de ouvido, balançando a cabeça ao som de alguma música. Eu me contentei em apreciar aquela beleza ruiva de cabelos encaracolados e olhos verdes até a estação aeroporto. Desci e fui pro trabalho.

Na volta estava esperando o trem e veio um com ar condicionado. Eram trens de modelo novo, recém adquiridos pela TRENSURB. Entrei e me dirigi ao meio do vagão. Esse trem era maior e não tinha as divisões entre vagões, permitindo livre circulação. Encontrei um canto na divisão entre os vagões e me encostei na parede, olhando para fora. Eu tinha meus fones de ouvido tocando uma rádio de notícias Nova York, para praticar inglês. De repente, com o chacoalhar do trem em uma curva, alguém se esbarra em mim, fazendo-me perder o equilíbrio. Quase gritei pra tomar cuidado. Quando vi era ela. Olhei para ela e ela falou alguma coisa que eu não ouvi. Fiz sinal com a mão, dei pausa na rádio e tirei o fone.

— Oi, pode falar.

— Dessa vez fui eu quem esbarrei em você. Desculpa.

— Pode esbarrar mais vezes - eu sorri.

— Não foi de propósito...

— Mas poderia ser...

— Observo que você sempre está de olho em mim. Há meses. Achei que fosse uma espécie de tarado. Por isso da outra vez não dei confiança. Você quase me beijou.

— Não era a intenção... foi a frenagem forte. Mas seria bom se a tivesse beijado - sorri.

— Então tá bom - disse ela, com um leve sorriso na face.

O sistema automático de voz anunciou a estação.

— Preciso descer, tchau - disse eu. Ela acenou com a cabeça.

Fui pra casa feliz, pensando utopicamente na possibilidade de tê-la. O final de semana passou devagar demais, tal ansiedade de a ver no trem.

Segunda de manhã estava eu na estação, 6:45. O trem chegou, do modelo novo. As portas se abriram e eu não a vi. Andei por dentro do trem e nada. Desci na estação aeroporto, baqueado. Na volta também não a encontrei. Passei os dias agoniado. Será que ela estava de férias? Teria mudado de emprego? Estaria doente? Eu estava tendo uma crise de paixonite aguda!

Enfim na sexta de manhã, já 6:55, o trem chegou. Era o modelo antigo, apinhado de gente na porta. Empurrei algumas pessoas e consegui entrar e fiquei em pé em frente às pessoas sentadas, olhando para fora, próximo das portas, que se fecharam. O trem andou, com um solavanco. Senti um cutucão na perna, olhei para o lado e para baixo. Era ela! Tinha conseguido se sentar no banco imediatamente ao lado da porta, protegido pelas barras laterais.

— Oi!!! - disse eu.

— Oi, me passa seu telefone.

Coloquei a mão no bolso, desbloqueei e dei para ela, com o aplicativo Telefone aberto, exibindo o teclado numérico.

— Não foi bem isso que eu queria... - riu ela — mas gostei.

Ela digitou o número, salvou o contato e me entregou.

— Letícia. Me manda um oi no WhatsApp para eu salvar seu contato.

Abri o APP e mandei: "Júnior".

—Prazer - estendi a mão. Ela apertou.

Ficamos olhando um para o outro, sem pronunciar palavra. Por fim a voz do operador anunciou em um volume exageradamente alto: "EEEESTAÇÃÃOOO, AEEEROPORTOO!!", enquanto reduzia a velocidade do trem. As portas se abriram, eu dei um tchau com a mão e saí para o calor. Trabalhei feliz.

— Tá feliz hoje, em Junior. Parece que ganhou na loteria! - falou um colega.

— Bah, meu, tu nem sabe. Acho que conquistei uma guria! - respondi.

Contei brevemente a história para ele.

— Bah, meu, quase que tu se dá mal nessa. Segue em frente com teu plano.

Final da tarde, trem lotado. Saí um pouco mais tarde e só consegui pegar o trem das 18:45. Pelo menos estava mais vazio e tinha ar condicionado. Sentei-me em um banco e digitei: "Oi Letícia, alguma programação para o final de semana?"

Enquanto esperava a resposta rolei o feed infinito do Instagram. O toque do WhatsApp me tirou do devaneio. "Sábado e domingo livre". Digitei: "Alguma ideia para aproveitar esses dois dias comigo?"

"Você tem carro?"

"Tenho."

"Gramado e Canela te interessam?"

"Com certeza!"

"Arrume uma mochila para o final de semana. E me busque em casa no sábado às 8:00" - respondeu ela, mandando o endereço em seguida.

Gostei dela. Independente e resolvida. Tomando atitudes, quando na verdade era eu quem deveria estar tomando a frente. Mas, deixei-me levar. Não sabia nem qual o estilo dela. Arrisquei ir de roupa esportiva. No sábado acordei cedo, tomei banho, tomei meu café da manhã com torradas e frios, e me arrumei. Vesti meu tênis de corrida (que também usava para sair), uma calça da Nike e uma camiseta leve da Reebok. Entrei no meu HB20 e fui para a casa dela, chegando 10 minutos antes. Parei em frente ao edifício e esperei ela descer. Ela abriu o portão com um sorriso. Vestia-se com um tênis de corrida, uma legging de academia da Lupo e uma blusinha da mesma marca, soltinha no corpo.

— Oi, atleta, bom dia!

— Bom dia, Lê! - demos um beijinho no rosto.

— Que intimidade é essa: Lê? - falou, rindo.

— Desculpa, Lê - eu ri.

— Vamos!

Dirigi pela BR-116 em direção à cidade mais famosa do turismo gaúcho. Fizemos uma pausa para foto e contemplação no mirante Belvedere, logo após a cidade de Dois Irmãos, onde era possível ver o Vale do Paranhana, com as cidades de Sapiranga e Novo Hamburgo ao fundo em dias claros. A rodovia formava um corredor de árvores nesse local. Passamos um tempo ali e voltamos a subir a serra, até que chegamos na cidade das hortênsias. Passamos pelo clássico portal em estilo bávaro e entramos na charmosa Gramado.

Era hora do almoço, então procuramos um restaurante para comer. Paramos próximo da rua Coberta, e encontramos um restaurante que servia rodízio de pratos típicos italianos e alemães. Era um restaurante um pouco caro pro meu bolso, mas vamos lá, ela já tinha me convidado para passar uma noite em algum lugar que ela bancaria, ou pelo menos tinha insinuado isso. Almoçamos, eu paguei a conta, uma pequena facada no rim... andamos pela rua Borges de Medeiros, pela rua coberta, entramos na Catedral (Paróquia de São Pedro), depois descemos até a praça das Etnias, onde tem uma feira de colonos. Subimos a rua Torta e retornamos ao carro, cansados.

Fomos até o Lago Negro, onde nos sentamos na grama e apreciamos a natureza. Era final da tarde, então o lago já estava todo na sombra, e a temperatura já começava a ficar bem mais fresca. O sol se punha por trás dos altos pinheiros trazidos da Floresta Negra, na Alemanha, o que motivou o nome do lago.

— E aí, Lê, vamos para onde agora à noite?

— Surpresa. Vamos? - disse ela, sem responder para onde.

Levantamos do gramado e nos dirigimos para o carro.

— Vou te guiar. Segue o caminho que eu te disser.

— Tá bom. Pode ir falando.

Ela foi olhando no mapa e nos guiando. Saímos da cidade em direção à Canela.

— Pare aqui. Vamos descer.

Era na rodovia, um mirante para o vale do Quilombo. Um lugar muito bonito. Contemplamos a vista da natureza exuberante, sob a baixa luz do sol no horizonte.

— Podemos ir.

Dirigi e entramos em Canela, passamos pela praça da Catedral de Pedra (Nossa Senhora de Lourdes) e atravessamos a cidade. Já estava quase escuro quando entramos em uma estrada de blocos de concreto, em leve subida por um caminho rodeado de hortênsias.

— Chegamos! - falou Letícia, abrindo a porta.

Olhei, era uma casa em estilo chalé enxaimel, construído segundo a clássica técnica construtiva alemã. Desci do carro, peguei a mochila, ela já estava na porta, digitando a senha na fechadura eletrônica. A porta se abriu, revelando um chalé em estilo construtivo moderno em seu interior. Entrei e fechei a porta, que travou com um clique.

— Que lugar bonito! - exclamei.

— É de um conhecido meu, da academia. Ele aluga pelas plataformas online. Esse final de semana calhou de estar livre. Pedi e ele me ofereceu de graça.

— É importante ter as amizades certas - eu ri.

O hall de entrada tinha um sofá para duas pessoas e duas poltronas, além de um espelho retrô com moldura de aço e uma chapeleira. Logo ao lado um lavabo, embaixo da escada, e à frente uma cozinha com acabamento industrial, reboco à vista e ladrilhos hidráulicos, mas muito aconchegante, com iluminação indireta sobre a mesa, bancada e um painel de LED sobre a pia e fogão.

Subimos a escadaria em madeira de lei e nos deparamos com um mezanino, que dava para o hall de entrada. O mezanino era também sala de estar, com uma TV de umas 50 polegadas, um sofá grande com um pelego grosso em cima e lareira a gás no canto. A parede era revestida com pedras.

Entramos na suíte de casal, piso de madeira, aquecedor na parede, e ar condicionado. No banheiro uma hidromassagem redonda e uma ducha grande. Pia com duas torneiras, para duas pessoas realizarem a higiene ao mesmo tempo. Até a tampa do vaso poderia ser aquecida! Fiquei estupefato!

— Meu Deus, Letícia! Que lugar maravilhoso!! Pena que não está frio para ligarmos esse aquecedor!

As janelas enteladas estavam abertas, fazendo com que o ar fresco da mata circulasse pelo ambiente, deixando a casa fresca. Ela pegou na minha mão e descemos para a cozinha. Ela colocou uma música clássica no som ambiente, que era conectado ao celular via bluetooth.

— Vou cozinhar para você - disse ela.

— Que honra! Qual é o cardápio?

— Um clássico ravioli de carne de cordeiro na manteiga e sálvia, harmonizado com vinho da uva Pinot Noir da vinícola Reut Weine, pertencente também a outro conhecido.

— Vou assistir de camarote! Mas, se quiser ajuda, estou à disposição.

Ela separou as panelas, colocou água para ferver e pegou um pacote na geladeira.

— A massa é fresca, cortesia do proprietário, através de um fornecedor local que entrega para ele em Porto Alegre. Só preparar o molho.

Ela colocou a massa na água fervente com sal. Em uma frigideira antiaderente jogou a manteiga e a sálvia, além de parmesão e um pouco de azeite de oliva de uma marca local. O cheiro prontamente aromatizou o ambiente! O ravioli ficou cozido e ela acrescentou o molho. Pegou dois pratos e serviu. Deixou a panela em um descansa panelas sobre a mesa. Entregou-me a garrafa de vinho. Eu abri e servi. As notas do vinho e o aroma da massa perfumavam o ambiente. O vento que entrava refrescou o chalé, deixando o clima perfeito para o vinho.

— Você é uma verdadeira chef, Letícia! Sorte de quem convive com você!

— Eu gosto de me divertir cozinhando, é uma arte, cada dia o mesmo prato sai diferente, nunca é igual!

Apreciamos a refeição, tomando o vinho e conversando sobre a vida e o nosso dia.

— Eu achei que você era um tarado. Já passei algumas situações no trem ou na rua por ser bonita, modéstia à parte.

— Acredito! Eu fiquei te admirando por meses, e você notou isso. Acabou que eu quase te beijei à força, iria estragar tudo...

— Naquele dia decidi dar um voto de confiança, pois você nunca nem tinha tentado falar comigo. Sabia que não era alguém que pudesse me representar um perigo.

— Obrigado pela confiança, e por quebrar o gelo naquele dia do empurrão... se não fosse você não estaríamos nos conhecendo...

— Não foi um empurrão, eu esbarrei em você...

— Tá bom, eu sei que foi intencional, só pra falar comigo...

— Engraçadinho. Mas pra falar a verdade eu já estava curiosa para te conhecer.

— Sério?

— É. Eu estava sendo olhada todo dia, inquirida, observada, analisada em silêncio. Acho que tinha o direito de saber o que você estava querendo.

— Com certeza. Seu azar é que eu sou tímido demais para iniciar uma conversa. A nossa sorte é que o trem dá uns solavancos ou freadas aleatórias.

Rimos junto. O ambiente estava leve. O vinho começava a retirar o pouco que restara da minha timidez e da seriedade dela.

— Pena que não está frio para ligar essa lareira... vamos limpar a bagunça e ir pro sofá no mezanino?

Guardamos o restante da refeição, lavamos a louça, pegamos a garrafa de vinho e as taças e subimos para o sofá. Era daqueles que você se sente abraçado, parece que ele se adapta ao seu corpo. A música clássica continuava a tocar, suave, uma sinfonia de Chopin.

O clima de romance, sob a luz baixa, amarelada, aconchegante, da sala. O vento soprava suavemente no ambiente, que, devido à altitude da região serrana, deixara o ambiente em temperatura que já começava a me dar frio. Nos aproximamos, encostando os ombros.

— Enfim estou vivendo meu romance utópico - falei, de modo aleatório.

— E que utópico, né. É quase como desejar ardentemente uma atriz da TV que você nunca vai encontrar na vida real.

— Era um sonho acordado...

— Que está sendo vivido agora...

Nos beijamos, suavemente. Nos afastamos, e nos beijamos novamente, de forma suave, porém mais duradoura.

Continuamos nossa conversa. Ela se abriu, relaxada: contou que na academia de elite onde trabalhava às vezes era assediada de forma sutil, até mesmo por homens casados. Ela conseguia evitar, mantendo-se séria e respondendo somente o necessário para as atividades esportivas. Ela era instrutora e atleta de natação, adulto e infantil. E quando malhava no tempo livre, usufruindo do benefício que a empresa fornecia para uso gratuito do espaço, alguns afoitos tentavam forçar o contato, mas ela mantinha-se impassível. Exatamente como fora no trem.

— Fiz natação por 7 anos, durante a adolescência. Sei bem como é isso. Eu já usava a artimanha do treino de mergulho ou apneia para observar as alunas por baixo da água... - eu disse.

— Ah, então você é safado desde aquela época... um voyeurista.

— Por ser tímido, o que eu me permito é observar. Uma vez li uma matéria sobre psicanálise sobre isso, chama voyeurismo. Eu diria que eu sou o amante perfeito da mulher perfeita...

— Interessante, continue.

— Por não realizar o contato, eu vivo a fantasia com aquela mulher. Ela é perfeita, pois não conversando e nem convivendo com ela não há riscos, nem defeitos, nem rejeição. Quando o contato é realizado, a máscara cai, e os defeitos aparecem, incluindo os meus, expondo minhas imperfeições.

— Profundo!

— Dessa forma, isso demonstra que eu sou um homem inseguro, que me sinto de certa forma inferior ou me ache inadequado para te possuir, não no sentido do sexo, mas da constância do relacionamento interpessoal...

— Cara, nunca tive uma conversa nesse nível! Gostei! Você me parece um cara muito culto, com um nível de sabedoria mais elevado do que os demais caras com quem já saí.

— É que eu faço terapia para me entender. E para poder sair dessa posição de inferioridade, encarar meus medos e bloqueios, sabe? Coisas que gente carrega desde a infância e acabam por moldar a gente hoje. Nós dois somos defensivos... eu com minha timidez e você com sua seriedade...

— Nossa, nem sabia que a psicanálise poderia ajudar tanto. Eu nunca nem fui a uma psicóloga!

— No começo é muito difícil, você tem que olhar pra você mesma, e reconhecer que as suas falhas, seus erros, são culpa sua, e não dos outros ou do ambiente. E tem que enfrentar seus traumas. É ir na terapia e voltar com raiva de você por não ter feito tal coisa diante de tal situação. É difícil, mas sem ela é pior.

— Vou procurar um terapeuta psicanalítico quando voltarmos... achei interessante.

Conversamos sobre outros temas da vida pessoal, até que o vinho terminou. Descemos, lavamos as taças, já era quase meia noite.

— Vamos deitar? - pediu Letícia.

— Vamos.

Subimos as escadas, entramos no quarto e fechamos a porta e a janela. O quarto estava bem fresco, então estendi uma coberta fina sobre o lençol.

— Friorento?

— Sou... mas essa é pra você. Vou dormir ali no outro quarto.

— Bem capaz!

— Tô falando sério, guria.

— Eu também!

— Então eu aceito - respondi, feliz. Na verdade é lógico que eu gostaria de estar ali, abraçado nela, até transar com ela. Desejava-a há meses!

— Vai lá, liga a banheira, coloca água quente pra gente tomar um banho.

Entrei no banheiro e encostei a porta pra ficar mais aconchegante a temperatura do ar. Liguei a banheira digital, coloquei 37 °C no painel e a água quente começou a sair e encher o recipiente de cerâmica. Voltei para o quarto para avisá-la que a banheira estava enchendo. Quando abri a porta parei, boquiaberto. Ela estava nua, exibindo o corpo com todos os músculos definidos: pernas torneadas, barriga tanquinho, peitos médios firmes, naturais. A vagina tinha grandes lábios avantajados, e um clitóris pequeno se destacava no ápice.

— Que foi, nunca viu uma mulher sem roupa antes? - perguntou ela, com as mãos na cintura.

— Nunca vi uma assim, tão linda e definida.

— E você, tá esperando o que?

— Pra exibir meu corpo magro? Sinto até vergonha!

— Para com isso, guri. Você mesmo disse que está trabalhando seu limites, seus bloqueios. Vai, deixa eu ver o que tem aí. - apontou pra minha cintura.

Lentamente tirei minha camiseta, exibindo o peito magro. Tirei os tênis, sentindo a textura da madeira sob os meus pés. Em seguida tirei a calça e deixei a cueca.

— Vai fazer mistério?

Retirei a cueca, exibindo 14 centímetros de dureza.

— Uhn, gostei do conteúdo do pacote. Vamos relaxar na banheira.

Ela me deu a mão, eu a acompanhei. Entramos na água.

— Nossa, quer que eu desmaie aqui? - perguntou ela.

— É, tá quente mesmo. Só desligar o aquecimento que a água vai esfriando... deixa a porta aberta, ajuda.

Ela saiu da água, abriu a janela entelada e a porta do quarto, fazendo passar uma corrente de ar frio.

— Agora dá pra deixar assim. Coloca 36 °C.

Mudei a temperatura no painel, e a água pressurizada começou a massagear nossos corpos. Ela se deitou sobre mim, meu pau roçando a buceta dela. Eu massageava os peitos dela, apertando suavemente, ela se recostou em mim, relaxando o corpo. Eu sentia os músculos dela, a barriga definida. Até que cheguei na buceta. Acariciei o capô de fusca e toquei o clitóris. Ela se remexeu e suspirou. Meu pau roçava a entrada daquela caverna, que a essa hora deveria estar encharcada de mel. Trocamos de posição. Ela se deitou embaixo de mim, ficou me masturbando de leve. Eu tinha arrepios. Nem sei quanto tempo permanecemos ali. Paramos as brincadeiras, ficamos só relaxando. Por fim saímos da água, nos secamos, eu coloquei a banheira para esvaziar. Fomos para a cama.

O quarto estava frio. A porta ficara aberta, permitindo a corrente de vento trocar o ar. Nos deitamos sob a coberta e ficamos de conchinha.

— Sabe, Júnior, nunca me entreguei de uma forma tão suave assim. Sempre foi fogo e paixão. Sexo intenso sem romantismo.

— Conquistei você, foi?

— Conquistou. Não sei se foi por meses de desejo que expressou por mim e pela espera, que eu quero que esse momento seja lento como foi até nos falarmos.

Ela empurrou a bunda contra meu pau duro, fazendo uma esfregação prazerosa.

— Quero ficar por cima - pediu ela.

Eu me deitei, apoiando a cabeça em dois travesseiros. Ela se deitou por cima e começou a deslizar a buceta molhada no meu pau rígido. Eu gemia gostoso. Na terceira ou quarta esfregada o meu pau deslizou para dentro da buceta dela, fazendo com que ela gemesse alto!

— Caralho, tu tá muito molhada!

— E tu tá muito duro! - retrucou ela, mantendo um ritmo lento.

— Puta que pariu! Isso tá muito bom!

A maneira suave e lenta que ela deslizava no meu pau me fazia sentir cada espaço da gruta dela, que era bem apertada, fazendo com que todo o meu membro se sentisse apertado. Ela parou de deslizar e começou a apertar e soltar meu pau com os músculos da buceta dela.

— Isso é bom! Como é que você consegue?!

— Treino... hehe. Pompoarismo o nome da técnica.

Ela recomeçou a deslizar, apertando e afrouxando ao mesmo tempo em que subia e descia no meu pau. Eu estava nas nuvens! Letícia gemia gostoso! Eu gemia junto!

— Ai, gostosa, vai, goza no meu pau!

— Ai, gostoso! Caralho! Vou gozar!! - Lê aumentou o ritmo. A minha pélvis estava molhada de fluido dela.

Ela estremeceu, apertou a mão no meu peito e gozou forte!

— AHHH! GOZEI!!

Eu senti o gozo vindo. Meu períneo pulsou algumas vezes e eu jorrei porra dentro dela!

— Caralho!! GOZEI!!

Ela se soltou sobre mim. Eu tinha gozado dentro de uma desconhecida, sem camisinha, mais uma vez... o prazer da experiência levou a isso.

Lê me beijou gostoso, sem pressa, suave. Ali havia sentimentos acumulados por meses...

— Junior! Você gozou dentro de mim, sem camisinha! Que irresponsabilidade! Vai assumir a gravidez?

— Vou! Ter um filho com essa beldade é uma honra!

Ela me beijou. Eu a abracei forte. Ficamos ali, juntos, até adormecermos, gozados mas felizes.

Levantei apertado para ir ao banheiro. Ela estava encolhida. Eu a cobri suavemente com a coberta, tentado em dar um beijo na face dela. Fechei a porta suavemente e urinei forte. Dei descarga, lavei as mãos e deitei devagar para não a acordar. Ela se aproximou de mim, me beijando o rosto.

— Oi, gostoso.

— Oi, minha ruiva! Deveria estar dormindo...

— Vou ao banheiro.

Lê levantou e eu me ajeitei no conforto térmico do cobertor. Não estava frio, mas a temperatura era adequada para uma coberta fina. Ela voltou, se deitou e se aninhou no meu peito.

— Amor... - disse ela, baixinho.

— Oi, Lê - respondi, baixo.

— Você gozou dentro de mim... tem noção do que isso significa?

— Sei... irresponsabilidade minha...

— Também. Mas significa conexão profunda. Só casais que estão juntos há tempos fazem isso.

— É... meses te olhando, vale como conexão profunda? - eu a olhei na penumbra.

— Vale. Mas só te conheço efetivamente há um dia. E tive ciência do fato de não estarmos protegidos. Eu quis que fosse assim. Quis sentir você por inteiro. Mas, para sua tranquilidade, eu me protejo. Não é tempo de me aventurar com um recém conhecido.

— Você é mais precavida do que eu... e concordo com você. Apesar de tudo ainda é cedo para aventuras.

Ela me deu um beijo na face e dormimos.

Acordei com a luz entrando no quarto pelas frestas da veneziana. Ela ainda dormia. Eu fui ao banheiro e voltei para a cama. Ela se espreguiçava.

— Bom dia, minha ruiva.

— Bom dia, meu amor! - me deu um beijinho. Levantou-se e foi ao banheiro. Eu a esperei na cama. Ela voltou e se deitou sobre mim. O descanso da noite e a proximidade daquele corpo perfeito despertaram uma testosterona matinal incontrolável. Não precisávamos de palavras, o desejo agora era puramente físico e urgente. Meu pau enrijeceu e ela o colocou para dentro da buceta apertada. Cavalgou gostoso, gemendo de vez em quando.

— Quero te comer de quatro, Lê!

Ela desceu e empinou o rabo. Eu chupei o cuzinho dela, arrancando um gemido e um som de surpresa. Continuei chupando gostoso, e em coloquei dois dedos na buceta dela, massageando o clitóris, de vez em quando. Não demorou e ela gozou.

— Coloca esse pau dentro de mim, arromba essa buceta!

Enterrei meu pau nela e soquei com vontade, o barulho da minha pélvis da bunda dela era ritmado: fap, fap, fap.

— Vou gozar! - anunciei.

— Quero leite na boca!!!

Tirei meu pau a tempo de jorrar toda a porra em sua boca. Ela engoliu, não era muito devido ao gozo na noite anterior. Em seguida, segurando meu pau para que eu não me soltasse, chupou a cabeça do meu pau. Quase gozei novamente, de tanto prazer!

Ela se levantou e me beijou, apaixonadamente.

— Vem, vamos para o banho, Lê.

Tomamos um banho na ducha pressurizada. Nos lavamos, dei uma chupada demorada na buceta dela, dando atenção especial àquele grelo duro. Ela gozou na minha boca. Terminamos, nos secamos e fomos para o quarto, onde nos vestimos com roupões que o chalé disponibilizava.

— Vamos descer, tomar um café, amor? - convidou ela.

Descemos as escadas, eu com as mãos nos ombros dela. Ela abriu os armários, pegou um pacote de pão de forma. Abriu a geladeira e pegou todos os frios que estavam na geladeira: salame italiano, copa defumada, queijo provolone, queijo muçarela, presunto defumado. Procurei e achei uma torradeira. Montei meu sanduíche e coloquei para tostar, adoro torradas. Já ela preferiu comer o pão "in natura", com os frios.

— Tem café? - perguntei.

— Tem um pacote de grãos selecionados, torra média, terroir Mogiana Paulista. Também tem um pacote de grãos selecionados Bahia e um da Colômbia. Nenhum está à venda nos supermercados.

— Vou querer experimentar esse colombiano.

Peguei o filtro de papel, esquentei a água e escolhi duas xícaras de cristal de Murano, região da Itália. Dava até medo de usar e quebrar, deveriam valer milhares de reais!

Coloquei a água quase fervente no pó de café e o aroma perfumou o ambiente. Se eu entendesse de café diria que tinha notas de chocolate, caramelo, mel, frutas silvestres. Mas, como não sou expert, era só um café gourmet, como dizem por aqui. Coloquei as xícaras sobre a mesa e me sentei.

— Nossa! Que perfume! - exclamou Letícia, cheirando o líquido amarelo claro.

— Notas de mel e flores silvestres - falei, com convicção.

— Ora, temos um barista por aqui! - exclamou ela, séria.

— Gostaria de entender... - respondi, meio chateado pela entonação da frase.

— Estou só brincando.

— Mas toda brincadeira esconde uma verdade. Você é sempre muito direta, respostas curtas, alfinetadas.

— Desculpa. Eu não gosto de ser assim. É meu sistema de defesa.

— Contra quem? - inquiri.

— Não vamos estragar nosso café. Não é contra você - afirmou, pegando minha mão por cima da mesa.

O assunto voltou a ficar agradável. Morar ali deveria ser bom.

— Quer mais uma xícara de café? - perguntei.

— Tem mais? Achei que tinha passado só o suficiente.

— E foi. Vai querer o da Bahia ou da minha terra, São Paulo?

— De São Paulo.

— Boa escolha. A Mogiana Paulista é uma das regiões de plantio de café no Brasil, especializada na variante arábica.

— Uhn, tá sabendo hein.

— Conheço a história do meu estado, hehe.

Passei o café pelo filtro de papel. O líquido marrom claro pingava na xícara.

— Pega, vamos para o jardim - disse eu, entregando a xícara a ela.

Abri a porta de madeira rústica e o ar frio da manhã invadiu a cozinha. Apertamos os roupões contra o corpo. Nos sentamos à mesa de madeira, em cadeiras de madeira estofadas e almofadadas. O jardim florido e bem cuidado entregava um leque de cores e formatos para os olhos, refletindo paz e harmonia.

— Nossa, bem diferente. Notas de madeira e cacau - disse Lê.

— Ah, que você tá entendida.

Rimos juntos. Peguei na mão dela e ficamos aconchegados um contra o outro, sorvendo vagarosamente o líquido precioso. Depositamos as xícaras na mesa e ficamos conversando. A manhã passou rápido. Nos trocamos, arrumamos as coisas, trancamos a casa e saímos, encostando a porta, que travou com um ruído eletrônico.

A cidade estava movimentada. O turismo é que mantém a economia de Gramado e Canela, então toda a região é voltada para induzir o turista a deixar os frutos dos seus ganhos com os comerciantes e empreendimentos locais. Fomos para o centro de Canela, que é menos movimentada que Gramado, mas nem por isso com pouca gente nas ruas. A praça da Catedral de Pedra tinha tanta gente que parecia ter sido aquele o momento em que a missa terminara. Resolvemos entrar na igreja.

— Maravilhosa!

Passeamos pelo interior e voltamos ao exterior. Tiramos algumas fotos e encontramos um local para o almoço. Era um restaurante típico, com comida colonial: carne de porco, linguiças, xucrute, entre tantos outros pratos locais. Após um tempo voltamos às ruas e retornamos a Gramado. Passeamos na área da rua coberta, que estava tomada por turistas, dificultando até andar.

— Vamos retornar para casa?

— Vamos.

Descemos a Serra, absorvendo a beleza da natureza, conversando gostoso, conversa fluindo após dois dias de intimidade e romantismo. Deixei-a em casa era próximo de 20:00.

— Obrigada por estes dois dias, Júnior

— Sou eu quem agradeço, Lê! Oportunidade ímpar!

— Tchau, nos encontramos por aí - despediu-se ela, com um beijo na minha boca.

— Tchau, Lê, nos vemos por aí.

Os dias se passaram, a gente se encontrava no trem. Saímos em outras oportunidades, e comi gostoso o cu dela algumas vezes.

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Foto de perfil genéricaJúnior Paulista Contos: 34Seguidores: 8Seguindo: 0Mensagem Um autor que escreve contos que representam desejos reprimidos, ou que questionam tabus, predefinições sexuais, psíquicas, etc. O objetivo do autor é levar o leitor a se deliciar mas também se questionar.

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