O restaurante que Henrique escolhe é o tipo de lugar que eu nunca teria entrado sozinho. Mesa com toalha, cardápio sem foto, garçom que dobra o guardanapo no seu colo antes mesmo de você pedir. Chego antes dele, fico parado na entrada sem saber direito se preciso falar com alguém, e quando o garçom se aproxima eu já estou começando a esquentar. Aí Henrique chega, passa por mim como se eu fosse parte do caminho até a mesa, fala o nome com uma naturalidade que encerra qualquer conversa, e eu simplesmente o sigo.
Ele pede por mim sem perguntar. Chama o garçom, diz o que quer, acrescenta o meu pedido na sequência como se fossem parte do mesmo raciocínio. Na hora eu acho que é atenção. Acho que é o jeito de um homem que sabe cuidar.
- Você está bonito Diego. Fico feliz que esteja aqui comigo.
Eu ainda não conseguia acreditar em tudo isso. Henrique realmente estava interessado em mim e esse jantar era a prova disso.
- Gosto muito desse restaurante, sempre venho aqui. Sei de todo o cardápio e pedi algo pra você que sei que vai gostar.
Além de lindo, era muito gentil e educado. Eu estava cada vez mais apaixonado por ele, só ainda não tinha coragem de dizer isso a ele.
Durante o jantar ele me faz perguntas, mas do jeito dele, sem o vai e vem educado que eu conheço de outros encontros. Ele pergunta e fica me olhando enquanto eu respondo, sem preencher o silêncio depois, sem oferecer nada em troca. Onde cresci, se tenho família aqui, há quanto tempo moro sozinho. Quando eu tento devolver alguma pergunta ele responde pouco, com a naturalidade de quem não está acostumado a precisar se explicar. Diz que o casamento durou mais do que devia, que havia coisas que ele precisava que a vida com ela não comportava. Não entra em detalhes. Não há nada no jeito dele que convide a perguntar mais.
Saímos tarde. Ele me abraça com uma das mãos e saímos juntos do restaurante. Na calçada ele fica me olhando por um momento e diz: “Vem comigo.” Não é pergunta.
Eu vou.
Entramos no carro dele e sem dizer nenhuma palavra, ele me segura pela nuca e me beija. Foi o beijo mais gostoso que eu já tive na minha vida, um beijo molhado e demorado. Depois ele se afastou, ligou o carro e fomos pra um motel. Ele pediu a melhor suíte, com direito a tudo, hidromassagem, piscina com vista pra cidade, uma cama enorme e muitos espelhos.
Chegamos, ele começou a tirar a roupa e eu também tirei a minha. Completamente pelados, apreciei aquele monumento na minha frente, um homem perfeito, extremamente lindo, com um pau que, mole, era muito maior que o meu quando estava duro. E me agarrou pelo cabelo e pensei que fosse me beijar de novo, mas me conduziu pra baixo, pra frente do pau dele que já estava ficando duro. Ainda segurando meu cabelo, conduziu meu rosto pelas bolas dele, me fazendo lamber e cheirar aqueles ovos enormes, depois me fez lamber o pau inteiro, da cabeça até a base, por fim forçou a cabeçona na minha boca, foi me fazendo engolir com muita dificuldade pelo tamanho, 23 cm e muito grosso.
Ele dizia coisas como "Engole tudo", "se vomitar você vai apanhar". Até que consegui engolir tudo e passei a chupar ele assim, sempre engolindo tudo como ele gostava. Depois de um tempo que não sei quanto, mamando aquele pau muito gostoso e sentindo o gosto do Henrique no fundo da minha garganta, ele goza, muito e muito fundo sem avisar. Tentei tirar mas ele me segurou e tive que engolir cada gota.
Depois que gozou seu pau ainda continuou muito duro e ele me jogou na cama e sem muita cerimônia já encostou a cabeça do seu pau na minha entrada e começou a forçar. Pedi a ele que colocasse lubrificante mas ele ignorou e só disse que "ele gostava tudo natural".
Doeu muito, mas como ele já tinha gozado, o que sobrou de esperma no pau dele serviu pra lubrificar e ele finalmente encaixou seu membro inteiro dentro de mim, ficou um tempo parado, com ele pulsando quente lá dentro. até que começou a bombar cada vez mais forte. Ficamos assim por uns 40 minutos até que ele finalmente gozou e tirou seu pau de dentro.
Então me chamou e fomos descansar um pouco na hidromassagem. Ele me puxou pra perto dele, me beijou novamente e ficamos abraçados curtindo um ao outro até que seu pau novamente estava duro como pedra. Mandou que eu ficasse apoiado na beirada da hidro e me penetrou novamente, dessa vez de uma vez só até o fundo. Soltei um grito de dor, ele mandou eu calar a boca porque não gostava de barulho.
Depois que gozou, fui me sentar na cama, ele percebeu que eu estava com dor pela forma com que sentei.
- Eu sei que doeu, mas você aguentou muito bem. Sabia que você conseguiria. Seu corpo ainda não está acostumado comigo mas vai aprender.
Em seguida mandou que eu o chupasse de novo por um tempo ainda mais longo.
Depois que Henrique gozou de novo, ficou um pouco diferente, mais frio mas ainda demonstrava ser carinhoso, me deu um beijo no rosto e me chamou pro chuveiro. Então tomamos banho e ele me deixou em casa.
No dia seguinte, ele chegou no escritório mais cedo, foi até mim e me entregou uma pomada para dor. Se curvou e falou quase no meu ouvido:
- Isso é por você ter aguentado tudo. Passa no seu cuzinho que a dor vai diminuir um pouco.
Como ele sabia que ainda estava doendo? Incomodava até pra sentar. Provavelmente ele já estava acostumado a fazer isso com a ex mulher e talvez outras pessoas, pois um homem com um membro do tamanho do dele, sabe o estrago que faz.
Nas semanas seguintes a gente se vê com frequência. Sempre ele decide quando e onde. Às vezes jantamos fora, às vezes eu vou até a casa dele, num bairro que eu conheço só de passar. A casa é grande e organizada do jeito que só é possível quando dinheiro nunca foi preocupação. Eu me pergunto, as primeiràs vezes, se estou no lugar certo ali.
Ele resolve essa questão sem cerimônia. Diz que não tem interesse em indefinição, que quando está com alguém está de verdade, e precisa saber se eu penso igual.
Eu digo que sim.
Ele sorri. É o suficiente pra ele.
Nesse tempo, um amigo muito querido pra mim, o Fábio continua mandando mensagem, perguntando se estou sumido, insistindo em marcar alguma coisa. Eu vou respondendo com a desculpa que tiver disponível, semana pesada, estou cansado, a gente marca logo. Não é mentira inteira, mas não é a verdade também. A verdade é que quando não estou com Henrique estou pensando em quando vou estar, e o Fábio, as mensagens, os convites, tudo isso parece acontecer em um momento que ficou um pouco mais longe do que estava antes.
Numa noite estou com o celular na mão quando ele manda mais uma mensagem, e Henrique olha de lado sem dizer nada na hora. Depois de um momento, sem tirar os olhos do que está fazendo, ele fala:
- Não entendo essa necessidade. Homem que está num relacionamento de verdade não precisa ficar correndo atrás de amigo. Isso é coisa de quem não está satisfeito em casa.
Eu poderia dizer alguma coisa. A resposta existe na minha cabeça. Mas eu olho pra ele, pro tamanho dos ombros, pro jeito que aquela frase foi dita como verdade que não precisa de debate, e eu guardo o que tenho.
- Talvez você tenha razão.
Ele não responde. Não precisa.
Eu olho a mensagem do Fábio mais uma vez. Fecho o aplicativo sem responder.
Em uma tarde de sábado, estávamos juntos na casa dele, abraçados vendo futebol, que ele ama, ele passando a mão no meu braço com uma expressão que eu não sei ler de imediato. Diz que prefere sem pelo, no corpo todo, com a mesma naturalidade com que escolheu o vinho no jantar.
- Henrique, eu nunca fiz isso, não sei nem se quero.
A expressão no rosto dele muda, como se eu tivesse irritado ele profundamente. Ele levanta devagar, vai até a janela, fica de costas. Quando vira, o rosto mudou — não é raiva ainda, é o que vem antes, uma frieza que me deu até medo.
- Diego. - A voz mais baixa, o que é pior do que grito. - Eu te pedi uma coisa simples.
- Eu sei, mas
Ele dá um soco na parede com uma força que faz o quadro ao lado tremer. Eu paro de falar. Ele está na minha frente agora, e eu sinto de uma forma que não precisa de palavras a diferença de tamanho entre nós dois.
Não dura muito. Ele passa a mão no rosto, solta o ar devagar, e quando me olha de novo é outro olhar.
- Eu não gosto de chegar nesse ponto. Mas você transforma uma coisa simples numa discussão e depois fica com medo de mim. Não precisava ser assim.
Então se aproxima, me abraça e beija minha cabeça.
- Eu só quero cuidar de você. Para de dificultar.
Eu nem sei o que pensei no momento, mas estava em choque pela forma agressiva que ele reagiu, então eu só disse um "tá bom".
Alguns dias depois eu faço a depilação. Cera, do pescoço até os pés, mais doloroso do que eu esperava, mas que eu não comentô com ninguém. A noite vou até a casa dele. Henrique me olha de um jeito diferente do normal, mais lento, percorrendo tudo. Passa a mão no meu peito, nos meus braços, no meu pescoço. Fica quieto por um momento.
Então ele levanta meu queixo com dois dedos e me olha de perto.
- Isso aqui também - ele diz, passando o polegar pela minha sobrancelha, pelo meu rosto. - A partir de hoje eu não quero ver um pelo sequer. No corpo. No rosto. Em lugar nenhum. E começa a se depilar a laser, pra nunca mais nascer nada. Entendeu?
Nem parecia uma pergunta.
Eu sinto um desconforto que não sei dizer direito, alguma coisa que é diferente da depilação do corpo, mais perto do rosto, mais perto de mim de um jeito que não consigo explicar. Mas ele ainda está me olhando, com aquela atenção toda voltada pra mim, e eu não quero que ela vá embora.
- Entendi.
Ele sorri. Vai até a cômoda, abre a gaveta, tira uma caixa pequena que eu não tinha visto antes. Coloca na minha mão.
Eu olho. Sei o que é antes mesmo de ele explicar. Era um cinto de castidade, extremamente pequeno como eu nunca tinha visto nem em videos.
- Não - eu disse.
Henrique não explode dessa vez. Fica quieto de um jeito diferente, e coloca a caixa na cama com um cuidado excessivo e cruza os braços.
- Você acabou de dizer não pra mim duas vezes na mesma noite, Diego.
- Henrique, isso é diferente
- Eu escolhi você. Você faz ideia de quantas pessoas poderiam estar aqui no seu lugar? Eu posso ter quem eu quiser, olha pra mim. E você fica me dizendo não como se eu fosse ninguém.
ele parou um momento e me abraçou, o que fez com que eu me derretesse todo por aquele homem mais uma vez.
- Você confia em mim ou não confia? - ele pergunta.
- Confio.
Ele pega a caixa da cama e explica com calma, que muda a dinâmica, que o prazer fica diferente, que eu vou entender. Eu ouço assentindo, não querendo mas não sabendo como resistir a qualquer coisa que aquele homem pedisse pra mim.
- Em uma relação como a nossa, o certo é ter apenas um pênis, e é o meu, você entende né? Você a partir de agora vai aprender a ter prazer apenas pelo ânus, que é o certo, e com isso vai sentir muito mais prazer e me dar muito mais prazer também.
Eu, claro, aceitei e deixei que ele me colocasse o tal cinto de castidade. Era muito pequeno,feito de metal, apertava meu pênis como se fizesse ele se contrair pra dentro de mim, deixando ele muito menor do que já era (em estado normal 15 cm), com isso não passava de 2 ou 3cm no máximo. Tão apertado que eu nunca mais consegui ter ereção equanto usei. Ele tinha alguns furos, o que possibilitava lavar sem ter que retirar.
Henrique fica claramente satisfeito, me abraça e diz que ficou muito bom em mim. Então ele abaixa, verifica tudo e me pergunta se está machucando.
- Não está machucando, só apertando um pouco...
- Diego, agora você é completamente meu. Vou cuidar da chave com o mesmo carinho que tenho por você.
Naquele dia dormimos juntos, abraçados, foi uma noite maravilhosa. Henrique realmente me amava.