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As Mulheres de Miguel - Capítulo 12: A Gerente

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Um conto erótico de Allan Grey
Categoria: Heterossexual
Contém 2536 palavras
Data: 15/07/2026 06:43:00

O silêncio na construtora após as dezoito horas tinha uma densidade quase litúrgica. Sem o zumbido das impressoras, o falatório dos corretores e o telefone das secretárias, o andar da diretoria parecia um mausoléu de concreto cinza e vidro temperado. Caminhei pelo carpete escuro em direção à Sala de Conferências Principal, o ruído dos meus sapatos abafado pela trama industrial do piso. O ambiente era o ápice do minimalismo corporativo de Antônio: uma imensa mesa de madeira, cadeiras ergonômicas de grife revestidas em couro preto e o sopro gélido e asséptico do ar-condicionado central.

​Augusta já estava lá, sentada à cabeceira. Ela vestia um vestido social cinza-claro de alfaiataria impecável, estruturado de forma a delinear sua silhueta sem perder um miligrama de sobriedade executiva. O long bob ruivo acobreado estava perfeitamente reto e alinhado, e ela exalava seu aroma característico.

​No imenso telão de alta definição que ocupava a parede principal, a imagem de Antônio aparecia via chamada de vídeo direta de sua suíte de hotel em SãoPaulo. Apesar da distância física, a atmosfera na sala era cem por cento formal. Pastas virtuais com relatórios de desempenho, planilhas de metas e gráficos de produtividade estavam abertas em projeções secundárias ao lado do rosto dele.

​— Sente-se, querido — Augusta convidou, a voz baixa, imperturbável e de uma gentileza polida que parecia blindada contra qualquer ruído externo.

​Sentei-me em uma das cadeiras de couro fumê, assumindo a minha melhor postura de funcionário padrão. O que se seguiu nos dez minutos seguintes foi um discurso corporativo genuíno, sem qualquer desvio ou piscadela irônica. Antônio, gesticulando com a dinâmica rápida que usava para seduzir fundos de investimento, dissecou minhas últimas entregas de projeto. Elogiou a minha consistência técnica sob pressão e a frieza cirúrgica com que resolvi a ressonância harmônica da fachada ativa.

​— Em suma, Miguel — Antônio concluiu pelo telão, o sorriso autoconfiante e magnético brilhando sob o cavanhaque desenhado. — Você provou que não é apenas um excelente funcionário, mas um ativo de alta performance que sabe operar nos bastidores sem gerar ruído. Augusta e eu tomamos a decisão de promovê-lo a Arquiteto Junior.

​O contrato digital de promoção apareceu na tela do tablet de mesa diante de mim. O novo salário e a porcentagem de participação nos lucros estavam ali, descritos em cláusulas limpas. Deslizei a caneta digital e assinei o documento com um misto genuíno de orgulho profissional e o alívio financeiro.

​No exato segundo em que o sistema confirmou a assinatura digital, o clima na sala mudou de fase com uma naturalidade quase assustadora.

​Augusta esticou o braço com movimentos econômicos e elegantes, servindo duas taças de espumante importado. Ela me entregou uma delas, mantendo o olhar verde e sereno fixo no meu. Do outro lado do mundo, Antônio ergueu seu copo baixo de uísque single malt para a câmera de alta definição, afrouxando o nó da gravata com um sorriso sarcástico de pura conquista.

​Brindamos em silêncio. O som do cristal quebrando a acústica da sala de conferências foi o sinal verde.

​— Excelente, Miguel — Antônio disse, dando um gole lento em sua bebida e acomodando-se de forma relaxada na poltrona do hotel. — Agora você é formalmente parte da nossa família. E você sabe como as coisas funcionam aqui: grandes entregas merecem bônus. Eu estou preso nesta convenção entediante, mas a Augusta está aí com você... e acho que ela concorda que o nosso novo associado merece um bônus de assinatura à altura da nova patente.

​Olhei para Augusta, esperando qualquer sinal de decoro ou hesitação profissional. Em vez disso, ela apenas sorriu com seu brilho polido e deu dois passos calmos na minha direção. Sem rodeios, aproximou-se e iniciou um beijo suave, firme e incrivelmente técnico nos meus lábios, misturando o gosto do espumante ao perfume de chá branco.

​Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação, ela segurou meu pulso com uma delicadeza assertiva e me guiou até a imensa mesa de jacarandá maciço. Sob o comando de suas mãos, sentei-me na borda da madeira escura, ficando de costas para o telão de alta definição e para a câmera de vídeo.

​Augusta colocou-se entre as minhas coxas. Com movimentos metódicos e silenciosos, ela mesma desabotoou minha calça, abriu o zíper e puxou a minha cueca para baixo, expondo meu pênis já ereto sob o ar gelado da sala. Ela então subiu na mesa de madeira de lei, ajoelhando-se de frente para a tela e para a lente da câmera. Naquela posição, ela ficava de frente para o meu membro e simultaneamente voltada para a imagem de Antônio, permitindo que a câmera capturasse cada ângulo de sua expressão e o reflexo de sua boca trabalhando no meu pau.

​Posicionado de costas para o telão, fiquei completamente alheio ao visual da transmissão, restando-me apenas ouvir as instruções do chefe que ecoavam pelo sistema de som surround da sala.

​​A boca de Augusta era incrivelmente quente e úmida, uma cavidade de veludo que engoliu a minha glande com uma firmeza metódica. Ela deslizou os lábios com precisão até a base do meu membro, as bochechas pálidas afundando-se de leve enquanto a sucção aumentava. O olhar verde e sereno dela permanecia fixo no ponto da lente, sem vacilar, exibindo uma tranquilidade quase hipnótica. O contraste de sua pele clara com o rubor sutil que subia pelas maçãs do seu rosto definia a beleza madura e aristocrática de Augusta. Os movimentos de sua cabeça eram lentos, amplos e constantes, cada subida e descida deixando meu pênis inteiramente coberto por uma saliva espessa e morna que escorria pelo freio e brilhava sob os feixes de luz do projetor.

​​— Incline a cabeça um pouco para a esquerda, Augusta... — a voz de Antônio ecoou pelas caixas de som acústicas do teto, calma e precisa. — Isso. A luz do projetor está estourando no seu ombro. Miguel, puxe o cabelo dela para trás, de leve... quero ver a boca dela trabalhando no seu pau.

Segurei os fios lisos e pesados do long bob ruivo acobreado de Augusta, puxando-os delicadamente para trás. O movimento expôs o contorno definido de sua mandíbula e o pescoço pálido e esguio, que pulsava de leve a cada tragada profunda. Ela desceu a boca mais uma vez, engolindo quase a haste inteira de uma só vez, a garganta acomodando a invasão com um som úmido e abafado que vibrou diretamente na base do meu membro. Ela manteve o vácuo por alguns segundos, sugando a glande com o topo da língua antes de recuar milímetro a milímetro.

​Augusta fez uma breve pausa, mantendo o olhar verde fixo na lente abaixo da projeção, os lábios molhados de saliva brilhando sob o reflexo azulado da chamada.

​— O ritmo está bom para você, querido? — ela perguntou, a voz baixa, pausada e articulada.

​​— Está perfeito, meu amor — Antônio respondeu do telão, dando mais um gole no uísque. — O garoto realmente sabe como manter a sustentação sob pressão. Continua.

Augusta obedeceu sem dizer uma palavra, apenas arqueando levemente as sobrancelhas ruivas em sinal de assentimento cúmplice. Ela voltou a mergulhar a boca sobre mim, focando a pressão na borda da glande com movimentos circulares e rápidos de língua, enquanto sua mão deslizava suavemente pela minha virilha, massageando os testículos com a ponta dos dedos frios. O som da sucção tornou-se mais farto, estalado e lascivo, preenchendo a acústica estéril daquela sala silenciosa. A tranquilidade fria das feições de Augusta, operando em perfeita harmonia com a depravação crua do ato físico que ela executava para a câmera do marido, era a coisa mais cínica e excitante que eu já havia experimentado.

​Após alguns minutos de uma estimulação precisa, a voz de Antônio cortou os sussurros e os ruídos úmidos da sala de reuniões através das caixas de som acústicas do teto:

​— Muito bem, preliminares concluídas com sucesso. Vamos avançar para o que interessa. Augusta, livre-se desse vestido e faça a integração completa de uma vez.

​​A temperatura da sala subiu de vez. Augusta ergueu-se de joelhos sobre a madeira escura. Com gestos pausados e desprovidos de qualquer pressa, ela levou as mãos às costas, abriu o zíper invisível de seu vestido cinza de alfaiataria e o deixou escorregar pelos ombros. O tecido deslizou pelo seu torso de forma fluida e caiu sobre o jacarandá.

​A nudez de Augusta revelou-se de uma elegância natural e madura. Sem lingeries ou qualquer adorno além de suas joias discretas, sua pele pálida e salpicada de pequenas e charmosas sardas no colo brilhava sob a luz fria do projetor. Seus quadris naturalmente largos emolduravam coxas firmes e uma fenda pubiana de pele muito clara, inteiramente depilada. Seus lábios vaginais, delicadamente delineados, já se encontravam brilhantes e entreabertos, vertendo uma umidade espessa e exalando o aroma quente de chá branco e sândalo.

​Augusta moveu-se com suavidade silenciosa, posicionando os joelhos de cada lado do meu quadril. Ela alinhou sua vulva úmida com a glande do meu pênis rígido e, mantendo a coluna ereta e os braços soltos ao lado do corpo, sentou-se de uma vez só.

​Fui engolido por completo pelo vácuo quente e apertado de sua vagina. Um som úmido de sucção carnal ecoou pela sala silenciosa. Ela travou o quadril na descida por um segundo, assimilando a rigidez do meu membro até a base antes de iniciar uma cavalgada firme e pausada.

​— Excelente enquadramento, querida. A transmissão está com uma nitidez fantástica — a voz de Antônio, vinda do telão, preencheu o espaço. — Sob este ângulo, a perspectiva é absurda... Ver o peso dessa sua bunda maravilhosa se espalhando e esmagando o quadril do Miguel a cada descida é pura poesia visual.

​Como eu estava deitado de costas, o meu campo visual era estritamente limitado à fachada frontal de Augusta. Eu não conseguia ver sequer um milímetro de suas nádegas generosas colidindo contra mim. Mas a minha narrativa interna não precisava de imagens para registrar o relatório de impacto físico: o meu quadril amortecia o peso sólido, macio e quente de seus quadris largos, sentindo a carne densa e suave de seus glúteos me pressionar e me esmagar contra a mesa de jacarandá a cada descida implacável de seu corpo, acompanhada pelo som rítmico e úmido de nossa colisão.

​— Miguel, não fique apenas assistindo — Antônio comandou pelo áudio, seu tom assumindo o tom de um gestor que otimiza a linha de montagem. — Use as mãos. Sinta o corpo da Augusta. Segure os seios dela. Quero ver o movimento das suas mãos na pele dela.

​Levei as mãos ao peito de Augusta. Ao contrário dos balões rígidos de silicone de Brenda, os seios de Augusta eram médios, naturais e incrivelmente macios. Eles oscilavam com uma elasticidade elegante e pesada, respondendo à cadência vertical de suas estocadas. Toquei a base de suas curvas pálidas, sentindo o calor febril de sua pele. Minhas pontas dos dedos traçaram as pequenas sardas que cobriam seu colo e a fina rede de veias azuladas que se desenhava sob as mamas na luz azul do telão. A cada descida, a carne de seus seios se espalhava sob a pressão das minhas palmas, enquanto seus mamilos pequenos e rosados endureciam instantaneamente ao meu toque sob o monitoramento remoto de seu marido.

​— Isso... sinta a sustentação dela... — Antônio sussurrou pelo som surround, parecendo saborear o uísque do outro lado enquanto nos dirigia. — Perfeito. Augusta, mantenha a coluna ereta. Olhe direto para a lente. Não perca o foco.

​Augusta soltou um gemido baixo, compassado e perfeitamente articulado, inclinando a cabeça levemente para trás enquanto seus olhos verdes sustentavam o olhar da câmera instalada sob o telão:

​— Ele é... incrivelmente consistente, Antônio... Tem uma ótima... sustentação de carga...

​“Sustentação de carga”, pensei, apertando os seios macios dela enquanto ela descia com toda a força do seu quadril largo sobre o meu pênis. O cinismo daquela simulação era tão absoluto que transcendia qualquer barreira moral. Nós éramos os arquitetos da nova ordem, os operadores do luxo amoral, e aquela mesa de jacarandá maciço era o nosso altar dinástico.

​Acelerei sutilmente o quadril na fase final, acompanhando o ritmo que ela desenhava. Augusta contraiu a musculatura interna de forma vigorosa, prendendo meu pênis em um vácuo sufocante enquanto seus olhos verdes se mantinham cravados na lente da câmera. Ela gozou de forma silenciosa e assertiva, a cabeça inclinando-se de leve para trás enquanto eu descarregava jatos quentes e espessos profundamente dentro de seu canal, selando de vez o meu contrato com a construtora.

​Mesmo após o espasmo do orgasmo duplo, Augusta não quebrou o protocolo. Ela continuou montada em mim por alguns segundos, recuperando o fôlego com a cabeça erguida, enquanto Antônio, pelo telão, observava a nossa entrega com a satisfação de quem vê um cronograma de obras ser executado sem desvios.

​Lentamente, Augusta desmontou do meu quadril. Com uma cumplicidade e higiene impecáveis, ela recolheu um lenço de papel de cima da mesa de reuniões, limpou os lábios finos e a própria intimidade com movimentos sóbrios. Ela vestiu o vestido cinza de alfaiataria, ajeitou o colar discreto e alinhou os fios do long bob ruivo diante do reflexo da tela, recuperando a pose de gerente geral de engenharia em menos de dois minutos.

​Antônio deu um último aceno pelo telão, o copo de uísque agora vazio sobre a mesa do hotel em São Paulo.

​— Parabéns pela promoção, Miguel — o chefe disse, a voz dinâmica e satisfeita retomando o tom corporativo regulamentar. — Vá para casa descansar. Amanhã começa o restante do seu futuro nesta empresa, e eu garanto que ele será grandioso.

​A tela do projetor se apagou, deixando a sala de reuniões sob a iluminação indireta das arandelas.

​Augusta caminhou até mim, que já ajeitava o cinto da calça. Ela se aproximou com passos silenciosos e me deu um beijo calmo, polido e quase maternal na bochecha, antes de me liberar para o corredor silencioso.

​Caminhei em direção ao elevador sentindo o cinismo absoluto da minha nova realidade me anestesiar com uma satisfação fria. Eu havia encontrado a minha verdadeira família no topo da pirâmide amoral do mercado de luxo. E o meu futuro sob a gestão de Antônio e Augusta prometia ser monumental.

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