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Da série Superstar
Um conto erótico de Kelly
Categoria: Heterossexual
Contém 4231 palavras
Data: 15/07/2026 00:43:33

Quando a gente é mais jovem, a gente acha que quando for adulto o mundo será diferente, a vida será sei lá, cheia de sabedoria, conhecimento e poder de decisão… Mal sabemos que o mundo não muda muito, 5° série, ensino médio, estão eternamente se repetindo na nossa vida… Os Bullies se tornam mais bem sucedidos ou mais crueis, ou ambos, as pessoas que não vão com a sua cara, estão lá, sempre fazendo questão de garantir que você saiba que não gostam de você.

Como se eu me importasse, como se me afetasse e daí que algumas pessoas do condomínio, olham como se não pertencesse àquele lugar, assim como algumas pessoas da faculdade, que acham que não ser um estilo clássico puro, elitista, não têm sequer o direito de existir, muito menos cantado por alguém como eu… Eu realmente sei que eles olham e sabem que não podem fazer nada, porque no fundo, eles sabem, eu sou inalcançável por eles.

Ao menos tinha uma amiga, Valéria do condomínio, também do curso de música, a gente intercalava as caronas, um dia no carro dela, um audi, outro dia no meu, um mini cooper conversível, o que chamava uma atenção relativa, não que eu me importasse, veja o carro as roupas, na verdade, a função central era compor a imagem, garantir que a cantora, famosa, não fosse confundida, fosse tratada com o mínimo de respeito, mesmo que alguns ainda preferem tentar alguma gracinha que geralmente termina mal para o babaca.

Mas aí.. Veio o Christian… E tudo mudou.

Eu estava na sala conversando com a Valéria, a sala estava cheia e cheia de vozes, percebi quando o professor entrou, mas ele, não estava falando com a turma ainda, então ainda podíamos terminar o assunto, foi quando terminei o assunto e olhei para frente, nossos olhos se encontraram de novo, céus com ele é lindo, suas tranças, sua barba perfeita, seus óculos, isso dá um ar tão, respeitável para ele, não sei como colocar em palavras o quão imponente ele parece.

A roupa social de corte perfeito para acompanhar o professor, só acompanha o visual, eu senti na hora um frio na barriga, um frio que me desceu pela espinha, porque eu desejo esse homem, mesmo depois de tudo, eu desejo esse homem, ‘Perdão Júlia, mas amo esse homem.’, ali eu sabia que jamais conseguiria cumprir a promessa feita no túmulo da minha irmã, de não traumatizar quem eu amo quando morrer, ali eu desisti de tudo.

Mas apesar disso… Nada era como antes, em meu dedo um anel de compromisso brilhava, dizendo que eu tinha dono e não levei nem meio segundo para reparar no dele também, nós dois não éramos mais livres, não havia mais possibilidades, eu era exatamente a mulher, que a Bárbara e o pai dele, me acusaram de ser meses atrás… A mulher, que ele pessoalmente, rechaçou, por isso eu tinha certeza, não existe mais possibilidade e nunca existiu amor…

… … … … … … … … …

A verdade é que a presença do Christian me desestabilizou completamente, o Jonathan também não está no Brasil, e aí quando me dei conta eu já tinha aceitado ir em uma festa no campus, eu só queria, tirar o Chris da minha cabeça, tirar o Jonathan da minha cabeça, tirar tudo da minha cabeça e esse era exatamente o ponto, quem me mostrava o caminho era a Valéria, a única outra pessoa com quem eu estava me dando bem no momento.

No dia da festa eu saí querendo me divertir, querendo dançar, querendo chamar atenção, usei a roupa que saí com o Chris da primeira vez, a blusinha branca com decote, o cardigan, o shortinho mostrando a poupinha do bumbum escondido por uma micro-saia, que faz parecer que só estou com a saia mais indecente do mundo…

Me olhei uma última vez no espelho a indiazinha com pele cor de canela, os cabelos em cachos, hoje estariam soltos, cheios, dominado o espaço das minhas costas, os lábios e unhas de um verdinho brilhante que achei muito bonito no contraste com as roupas, a blusinha branca, uma sandália e saia pretos e o cardigan dourado minha pele em um tom bronze perfeito pelo sol.

“Alberto estou saindo.”, ele vem até mim, seus olhos levam alguma preocupação, como eu imaginei, “Kelly você quer que…”, “Eu vou estar com a Valéria e vou me cuidar, vou até dirigir, então relaxa que não vou beber.”, ele sorri, “Tah bom, eu só, estou preocupado, você anda tão.”, ele olha para mim procurando as palavras que eu já sei, “Eu estou querendo esquecer…”, completo o raciocínio dele, vejo nos olhos dele, que se sente culpado.

“Eu não acho que esse seja o melhor caminho filha.”, eu sinto meus olhos ficarem molhados, abraço ele apertado com a cabeça no peito dele, “Eu não acho que eu tenho escolha pai.”, ele acaricia meus cabelos, os cachos que quase chegam no quadril enquanto ficamos ali por um momento, cada um imerso em seus próprios pensamentos, no que isso pode significar, mas a verdade é que, não há saída para mim e ambos sabemos.

… … … … … … … … …

Alguns minutos depois eu chegava na festa no campus com o meu carro, estacionei ele o mais próximo possível e eu e Valéria caminhamos, as duas lindas, chamando super atenção, onde eu escolhi uma roupa super reveladora, ela escolheu justa, uma calça super justa, moldava suas longas pernas, uma blusinha justinha deixava um belíssimo decote, com a barriga a mostra para mostra o umbigo, a pele branca contrastando com os cabelos negros até alguns centímetros abaixo dos ombros.

Ao lado da indiazinha com certeza estávamos chamando a atenção, embora, não prestasse atenção, como nunca presto, não vou dizer que não percebia os olhares e cantadas, eu percebo, só aprendi há muito tempo que é melhor ser considerada esnobe, do que dar corda para o cara errado, coisas que a gente acaba aprendendo…

Chegando na festa, vários universitários um bom número nivelando a nossa idade, alguns mais velhos, era um ambiente, novo para mim, algo próprio, estava feliz, estava mais solta, querendo me divertir, querendo ser eu mesma e ter uma amiga por perto, ajudava, a me soltar e me sentir segura, sorrindo e cantando as músicas que tocavam, um caraoquê, fazia a diversão dos universitários.

Eu estava dançando com a Valéria e com quem mais me interessasse, mas principalmente sozinha, já tinha dado um suave, fora em alguns, então agora, estava mais confiante e mais solitária, sambando com a minha roupa curtinha, lembrando da minha primeira noite com o Chris, lembrando de como coloquei fogo no salão…

Eu fechei os olhos e a lembrança veio fácil de como meu quadril rebolava na minissaia, seu olhar para mim, seu jeito de olhar que sempre me alucina, mesmo nas aulas, comigo fingindo que não sinto mais nada por ele… Ele sempre é tão fascinante prende tanto minha atenção, que eu sei que há até piadinhas sobre eu estar atraída por ele.

“A indiazinha pop está de 4 pelo negão do samba…”, se eles ao menos imaginassem o quanto eu queria estar de quatro para o Christian, quase certeza as piadas paravam… Mas em fim era em coisas assim que minha mente divagava, em coisas só nossas, enquanto eu dançava, sambava rebolava, a microsaia levantando o cardigã protegendo mas sem fazer milagres, o shortinho, quase quase sendo visto e eu me divertindo de olhos fechados…

Quando eu abro os olhos eu volto para o lugar, onde estava, vejo os olhares a minha volta, eu atraí MUITA atenção, a Valéria dá um sorrisinho, “Se empolgou ein.”, eu fico vermelha, “Só um pouquinho…”, percebo que estão muito prestando atenção em mim e não é essa a ideia, “Val eu vou tomar um ar e já volto.”, ela olha para mim e faz que sim com a cabeça, “Ok, só… Cuidado.”, eu sorrio e faço que sim, mas queria sair do ambiente, minha mente viajou de mais e agora estava preocupada.

Eu saí do local da festa que era dentro do espaço dos alunos saindo para uma praça enorme e arborizada, mas bem vazia por estarmos a noite, pensando enquanto caminhava… Sinto uma mão no meu pulso e olho, “Nossa gatinha você realmente coloca fogo na pista sabia?”, eu sorrio olho para ele puxo minha mão delicadamente.

“Obrigada.”, “Precisa agradecer não gatinha… Só que nossa… É incrível..”, ele se aproxima eu dou um passo para trás, sinto a adrenalina, estou em perigo? Não, mas ele acha que sim e dá um passo na minha direção invadindo meu espaço de novo, “Calma gata não precisa ter medo eu só quero conversar um pouco…” ele termina a frase, mas logo recebeu um puxão pelo braço que o jogou alguns passos para o lado.

Chris grita com o cara colocando o dedo na cara dele, o cara até discute um pouco, mas recua, como eu sempre digo o Chris é bem imponente, ninguém negaria isso, ele me segura pelos ombros e me chacoalha me fazendo voltar para o presente, porque eu já tinha ficado toda fascinada paralisada com ele, “Está louca Kely se expondo assim, vai acabar se machucando…”, eu olho para ele… E percebo a situação levanto a mão com o punho fechado, ele olha para mim e olha em volta.

“Eu tenho seguranças Christian, mas obrigada.”, ele está de jeans e camiseta de com uma estampa sutil e bonita, falando de viver livre, eu sorrio com as bochechas vermelhas, “Desculpa eu não sabia, não quis.”, ele tenta se explicar e eu sorrio, “Tudo bem, você me protegeu, não estou reclamando, foi gentil…”, ele sorri de volta, eu fico sem jeito desvio os olhos, “Eu, não podia deixar ele te tratar daquele jeito, está bem?”, sorri e faço que sim com a cabeça.

“Mesmo assim vocẽ não deveria se expor tanto sozinha…”, eu sorrio com as bochechas vermelhas, lembrando dessa mesma conversa, mêses atrás, “Nunca estive exposta e nem vulnerável”, ele olha para mim, olha para meus olhos, minhas roupas e vejo seu sorriso, suas bochechas vermelhas, mas eu sei que ele nunca vai dizer, ou demonstrar, não para uma mulher comprometida… Mas principalmente as roupas e a troca de palavras, lembram outro momento, outra época, tudo era mais simples.

Sua risada sem jeito me diz que também percebeu isso, ou talvez, tenha sido de propósito que o assunto veio à tona, “Quer dançar?”, eu sorrio e antes que percebo já tinha aceitado pelo meu gestual, mas aí bate o medo, então complemento, “Acho que ok… Só uma dança, certo?”, eu falo olhando para ele, meus olhos se dirigem para sua mão, sua aliança, ele entende e acena com a cabeça, “Só uma dança.”, eu sorrio e entramos juntos.

Nessa noite nós cumprimos o combinado e só dançamos, foi bom, foi divertido, dançar para ele, dançar com ele, conversamos e bebemos juntos, foi bom, foi bom para mim, mas ali ambos também parecemos ter entendido algo importante o fato de que podíamos ser amigos, sem comprometer nossos relacionamentos, já que ambos, estavam com suas alianças…

Claro que as coisas nunca são tão fáceis…

… … … … … … … … …

Depois desse dia da festa, depois de ter dançado com o Christian ficou muito mais difícil nos ignorarmos, trocas de olhares e de sorrisos na sala passaram a ser padrão, Valéria, fez algumas piadinhas, que eu só revirava os olhos e respondia de forma evasiva como tudo, claro também aumentou o bullying na turma, a cantora pop que mantém fotos provocantes no insta, de risinhos com um cara compromissado.

A coisa só não virou um escândalo na mídia, exatamente porque ambos mantivemos nossa distância um do outro, troca de olhares, não é suficiente para uma matéria da Veja.

Mas é suficiente para fofocas da turma de classe, para brincadeiras idiotas, que eu ignoro com facilidade, eu aprendi a ignorar tudo, como já disse, o Christian não é tão sangue frio assim, como eu falei, a tal “Vida Adulta”, não é só a 5° série se repetindo infinitamente… Foi em um dia chegando na faculdade, que eu descobri que não podia continuar vivendo dessa forma passiva.

Eu havia descido do carro da Valéria estávamos conversando sobre uma música, sobre ‘Garra’, todo mundo quer falar sobre ‘Garra’, a música, que diz tanta coisa para tantos, a música, daqueles que não querem desistir, todo mundo me pergunta se é sobre a morte de uma amiga querida, que foi onde conseguiram chegar na minha história, sem encontrarem paredes intransponíveis.

Mas é a música que escrevi quando eu e o Christian terminamos, naquela tarde em frente ao espelho, ela significa muito para mim, muito sobre meus desejos, medos e principalmente esperanças…

“Garota estou falando com você!”, eu não havia percebido me chamando, ou tentando chamar minha atenção, eu realmente havia ignorado, achando ser um fã, ou bullying, quando Bárbara segura meu braço e me faz virar e encarar seus olhos… “Olha só quem temos aqui a zóio rasgado, eu deveria saber que é você querendo se arrastar de volta para o meu primo.”, eu olho em volta, olho para a Valéria, a situação é horrível e não quero continuar.

“Bárbara acho que você deveria seguir o exemplo do seu primo e seguir sua vida.”, ela ri debochada, “Acha que não sei o seu jogo Zoinho Rasgado, conheço sua laia…”, antes dela terminar, eu interrompo, “Seu racismo não é relevante para mim só me deixa em paz!”, “Está me chamando de racista vagabunda? Eu te arrebento ein.”, eu olho em volta e me aproximo dela, “Eu ia adorar ver meus seguranças arrastarem teu rabo racista para a delegacia, mas pelo Christian eu peço que se comporte.”...

Eu sinalizo e ela vê que já está cercada no momento que as palavras, ‘te arrebento’, saíram da boca dela, “Isso não vai ficar assim.”, ela sussurra para mim, “Eu sei… Mas tenha o mínimo de respeito próprio.”, eu sussurro de volta, sabendo que agora é guerra e a certeza de que eu não tenho a mínima chance de ganhar.

Eu ainda estava pensando nisso quando cheguei na sala, ainda estava pensando nisso lá estava ele lindo como sempre com um terno social sob medida, parecia alheio ao que tinha acontecido, apesar disso me olhou preocupado como se notasse algo, mas não dei bola, a aula já era um problema suficiente quando o professor pediu para todos cantarmos a capela, pior ele pediu que eu cantasse “Garra”, com o clamor dos outros alunos…

“Mas…”, “Por favor Kelly…”, Valéria e os outros alunos me pedem eu até poderia brigar mais, mas a Bárbara surge na porta da sala e pede para falar com o primo dela, eu olho para o restante da turma e faço que sim com a cabeça, ao menos ele não está aqui…

Eu começo a cantar e é fácil entender porque gostam dessa música, falar sobre se levantar, sobre lutar, sobre não se importar com coisas ruins, porque você precisa lutar…

🎵 …Tenho que sobreviver

Ainda não posso morrer

Mesmo que viver esteja doendo

Nossa estrela vai

nos reunir

Tenho que sobrevier

Ainda não quero morrer

Minha chama está se apagando

Até você conhecer meu coração

Não vou poder dormir… 🎵

Não ter o Christian assistindo é tão mais fácil falar as frases do refrão mesmo com lágrimas nos olhos a música é rápida e animada então mesmo a capela eu sei que consigo cantar e terminar sem ele realmente ouvir o final, exceto… Que eu estava errada, ele chega no pior momento possível, o refrão do final, logo após repetir o coro, a última parte é quase uma confissão… Ou melhor é uma confissão.

Eu tento falar para mim mesma, me convencer a não olhar para ele, mas olho e nossos olhos se encontram bem no momento do refrão que eu não queria que ele ouvisse… O momento que eu sei que não consigo esconder meus sentimentos, enquanto os olhos não conseguem mais represar as lágrimas, apenas fecho meus olhos e respiro fundo e me entrego a música que é cantada junto com alguns alunos apesar de cantarem baixo…

🎵 …Tenho que sobreviver

Ainda não posso morrer

Mesmo que viver esteja doendo

Nossa estrela vai

nos reunir

Tenho que sobrevier

Mesmo não tendo você

A verdade é que eu te amo

Até você conhecer meu coração

Não vou poder dormir… 🎵

Eu termino de cantar peço licença saio quase correndo pelo corredor, indo para fora, para o jardim, querendo ver a grama, as árvores, ver algo que não seja a sala de aula, onde ele está, “Kelly?”, eu me viro, Chris veio atrás de mim, eu deveria saber, eu… “Oi Chris…”, ele sorri um pouco sem graça.

Ele parece juntar coragem para falar de uma vez, “Essa música não é sobre uma amiga né?”, “Isso importa Christian?”, ele olha para mim como se tivesse levado um soco, “Claro que importa mulher, “Aquele dia em casa… O que vocẽ têm de tão grave?”, eu sorrio olhando para ele, respiro fundo, “Isso não importa mais meu amor…”, ele olha para mim com os lábios trêmulos e eu levanto a mão diante do rosto, a palma virada para mim, o anel de compromisso brilhando.

Ele balança a cabeça como se negasse algo que não pode ser negado, “Kelly não…”, eu não deixo ele terminar, não posso, isso vai magoar nós dois se continuar, “Eu não posso ser de ninguém Christian, você merece alguém que não seja um caso perdido…”, “Não diz isso!”, eu sorrio ferida, olho para as árvores… Respiro fundo, “Mas agora já posso dormir, já posso morrer em paz.”, chorando, ele me abraça e eu deito a cabeça no ombro dele, choramos juntos, o que eu em meu íntimo jurava para mim mesma seria a última vez.

… … … … … … … … …

Não sei o que Christian e Bárbara conversaram aquele dia fora da sala, quando ele saiu, não perguntei, mas nos afastamos um pouco, ou melhor continuou tudo como estava, olhares, sorrisos, mas nem uma proximidade a mais, parecia que aquela dança definitivamente seria a última.

Mas eu sei que ter ouvido ‘Garra’ como aconteceu é algo que uma hora vai voltar, eu fico entre a esperança e a ansiedade, não quero machucar o Christian, mas talvez, morrer assim não seja tão ruim, se entregando há um amor real… Eu pensava isso enquanto estava em um jantar de luxo em Nova York, empresários, políticos, artistas ricos, eu toda sorrisos e educação impecável.

Meu noivo cuidando de negócios, estou com um vestido longo, dourado, frente única preso no pescoço, decote drapeado, costas de fora, a saia até o tornozelo, os cabelos em um cock para exibir as costas, com mechas de cabelos que saem pelas laterais só pelo charme. A esposa de um empresário faz alguma piada política completamente sem graça e eu dou risada, uma risada cristalina e inocente, que a deixa feliz.

“Vejo que se deu bem com a Dna Mary meu amor.”, Jonathan fala enquanto se aproxima com o marido dela, eu sorrio, com um risinho contido, mas antes que diga, ela diz por mim, “Ela é um doce de pessoa Jonathan, acredito que não poderia ter conseguido melhor companhia”, Jonathan me abraça e fala para ambos, “Ela é uma caixinha de surpresas.”, eu sou risada sem jeito desviando os olhos o que encanta a ambos, minha timidez de princesa.

“Você precisa levá-la no lançamento da minha recandidatura Jonathan. Quero ambos lá.”, ele sorri dessa vez, respondendo seu ok, antes de depois de mais algumas horas que pareceram dias, estarmos a caminho do nosso carro um veículo alto, suv após chegar no Aeroporto internacional de Guarulhos, entro no banco do passageiro ele do motorista e sai dirigindo rápido e confiante, enquanto eu coloco música.

“Você deveria ter me contado que seu professor é seu ex.”, eu olho para fora pega de surpresa, aperto de leve os olhos quando me endireito no banco eu olho para ele, não diretamente, pelo espelho retrovisor nossos olhos se cruzam. “Você deveria ter me dito que voltou com suas orgias.”, “Como?... Está sendo evasiva?”, eu faço que não com a cabeça, “Só acho que você nos coloca em risco e foi uma de suas ‘amigas’ quem me contou..”.

Ele deu risada, entrando em ruas, mais e mais desertas no caminho de volta para SP saindo de Guarulhos, “Eu não vou colocar a gente em risco princesa, eu sei o que faço.”, ele para o carro, eu olho para ele, “Você realmente quer brincar com isso?”, eu pergunto, “Você têm ideia do que vou fazer com você se me trair?”, ele fala isso e segura meu pescoço, eu sorrio olhando para ele, meus olhos, quase implorando para ele fazer, para ele acabar com isso…

Ao invés disso ele beija minha boca, “Você não vai se livrar de mim tão fácil Srta Franco.”, eu sorri aceitando o beijo olhando nos olhos dele, “Então isso é um sem consequênci…”, não terminei a frase antes dele me calar com um tapa na cara, fraco, mas suficiente para servir de aviso, de posse, de poder sobre meu corpo, “Você é só uma menininha.”, eu não falo nada, mas sei o que vem quando ele abre o zíper, ele abaixa meu rosto na direção de seu pau.

Ele fode minha boca, sem pena, sem perdão, sem parar, soca até minha garganta, até engasgar, eu já me acostumei ser tratada assim, então continuei sugando, brincando com a língua, apertando a língua contra o pau dele, dando prazer, apertando os lábios, sugando, deixando ele arrancar os sons molhados dos meus lábios sendo fodidos por seu pau até ele encher minha boca, me segurando pelos cabelos com uma mão, arranhando minhas costas com a outra, me fazendo beber tudinho para seu prazer…

Após isso ele começou a puxar minhas roupas, eu ajudei ele a arrancá-las e jogá-las no banco atrás, é um carro alto, subo para o colo dele, de calcinha e cinta liga, enquanto nos beijamos, eu arranho o peito dele, ele mete um tapa na minha bunda, me fazendo choramingar com a ardência da punição e puxa calcinha para o lado, eu sento com força no pau dele, “É isso que quer, seu safado.”, ele sorri, “Minha vadia sabe o que quero.”, mais um tapa na minha bunda me faz gemer manhosa, ardência se expandindo.

Cavalgando com força, socando na minha bocetinha molhada, dolorida mas aguentando, apertando ele com o baixo ventre, truques novos, aprendidos, fecho os olhos, tremendo inteira, engulo meu orgasmo, gozando, contido, tremendo inteira, ele me segura pela cintura e soca tudo, “Isso goza vadia”, tremendo olho para ele, sorrio, com puro tesão no olhar, as unhas fincadas em seu peito.

Ele me vira de costas para ele saindo de dentro de mim, ele me alisa me abraça, aperta meus seios, comigo suspirando, levanta meu quadril de leve, apertando meus peitos contra o volante, lubrifica o meu cu com saliva e me faz descer.

Sem escolha só me resta, trancar os dentes tremendo com a dor segurando o volante com força, uma hora o primeiro ‘ai’ alto escapa, ele suspira de prazer, tremendo ao sentir a ponta do seu pau pulando dentro de mim… “Isso aguenta cachorrinha, você provoca então aguenta…”, ele diz isso começando a me fazer subir e descer, respiração acelerada gemendo sentindo a invasão dolorosa, machucando por dentro.

“sádico filho da puta…”, “Você quem pediu para ser castigada.”, ele continua socando até meu corpo não resistir mais até entrar tudo, aí ele aumenta o ritmo e soca no meu rabo ardido e dolorido me arrancando gritinhos apoiada no volante, “Eu…Sou…Seu…Dono”, ele soca a cada palavra com toda a força gozando dentro de mim.

Eu fico toda molinha, sentada com ele inteiro dentro de mim, ainda pulsando, amolecendo aos poucos, deitada sobre o volante do carro, ganhando carícias nas costas, nos cabelos, me recuperando aos poucos tremendo de leve, “Você é um tesão Kelly…”, sorrio, eu posso fazer a birra que for, a verdade é que não existe quem não goste e precise de carinho e ganhando carinho comecei a relaxar e me sentir aconchegada.

“Você me machucou.” ele sorri e alisa minha cintura, “E você provocou.”, eu dou risada e faço que sim com a cabeça admitindo, ele me ajeita no colo, me deitando com a cabeça no seu ombro, “Eu acho que nós vamos acabar nos machucando.”, eu criei coragem e falei para ele, que me aperta, “Por favor Kelly não força a barra.”, eu sorrio, sem jeito, sem forças para discutir o impossível, “Nem tudo, está no seu controle.”, ele sorri e me dá um beijo. “Você está, mesmo lutando contra”...

Logo depois me arrumei e saímos dali…

=== === === … … … FIM … … … === === ===

Música do Título: You Know I’m No Good

Interprete: Amy Winehouse

Pois é a jornada da Kelly ficou um pouco mais complicada afinal agora, ela e o Christian devem também lidar com a realidade concreta que ambos são comprometidos, por outro lado, ela não consegue negar a si mesma que ainda gosta do negão e têm motivos para acreditar que ele gosta dela, ao menos um pouco, mas será que o amor pode sobreviver as forças que estão contra eles?

Enfim esse capítulo foi também um dos mais difíceis de escrever, exataemnte porque ainda estou apresentando quem é Jonathan, mas Kelly e Chris estão se reaproximando, de um jeito gentil e delicado, como amigos, mas será que conseguem negar o que sentem e o que desejam e por quanto tempo conseguirão?

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Foto de perfil de GizGizContos: 80Seguidores: 258Seguindo: 40Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

Comentários

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Mesmo sento terrivelmente instigante ler a Kelly transando, eu não consigo curtir porque minha vontade e enrolar um pano num toco de madeira, chamar esse filho da puta, e sentar a madeira no coco dele. Desgraçado fdp

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