Marcos passou a infância tentando ocupar o menor espaço possível. Nasceu delicado, afeminado, e isso era uma afronta.
Na casa onde cresceu, silêncio era sobrevivência. O pai tentava ensinar masculinidade com gritos, cintadas e humilhações. Chorar era fraqueza. Ter medo, provocação. Ser ele mesmo era motivo de nojo.
Com o tempo, Marcos aprendeu a pedir desculpas antes mesmo de errar.
Cada vez que o pai o via sendo afeminado, era uma surra.
Os olhos do pai, brilhando de sadismo, gostavam de ver as marcas vermelhas surgindo no corpo frágil do filho.
Na escola, o mundo se mostrou tão cruel quanto sua casa. Os colegas notavam seu jeito quieto, os gestos suaves, a voz baixa. Os apelidos vieram rápido. Imitavam seu andar. Perguntavam se ele tinha medo de sujar as mãos. Riam quando ele respondia alguma pergunta. Quase ninguém o defendia.
Os anos passaram, mas a sensação de que havia algo errado com ele nunca foi embora.
Os livros eram seu refúgio. Eles não julgavam.
Marcos queria fugir a todo custo, e passar numa universidade era a chave para sair das garras do pai.
Quando entrou na faculdade em outra cidade, , tentou o mesmo truque de sempre — ocupar o mínimo espaço possível. Sentava na primeira fileira, chegava cedo, saía logo após o fim da aula. Falava apenas o necessário. Era um escudo que funcionava razoavelmente bem.
Até Alex.
Na quarta manhã, enquanto organizava os cadernos com a precisão de quem precisa controlar alguma coisa no mundo, a voz veio baixa, quase preguiçosa, vinda da carteira de trás:
— Você chega antes do professor e ainda arruma tudo como se o universo fosse desabar sem sua ordem. Isso é admirável… ou você está tentando compensar o resto de nós, mortais bagunçados?
Marcos virou o rosto. Alex o observava com um meio-sorriso tranquilo, os cotovelos apoiados na mesa, o corpo relaxado como quem não precisa provar nada. Não era provocação barata. Era curiosidade verdadeira, entregue com uma leveza que desarmava. Os olhos dele — castanhos escuros, atentos — demoraram um segundo a mais do que o necessário.
Marcos deu aquele sorriso pequeno, quase invisível, e voltou aos cadernos. Mas algo dentro dele tinha se mexido.
Nos dias seguintes, Alex não invadia. Ele se aproximava como quem caminha por um terreno que sabe ser frágil. Comentários pontuais, nunca altos demais:
— Você lê enquanto o resto da turma luta contra o sono. Me faz sentir que estou perdendo a melhor parte da aula.
Certa tarde, quando Marcos deixou cair um lápis, Alex se abaixou antes que ele pudesse reagir. Ao entregar o lápis, seus dedos roçaram. Um toque breve, quente. Alex sustentou o olhar por um instante.
— Você tem mãos bonitas — disse simplesmente, sem piscar, sem sorrir de lado. Apenas uma constatação calma, como quem comenta o tempo.
Marcos sentiu o calor subir pelo pescoço. Pela primeira vez em muito tempo, notou o corpo de outra pessoa com uma intensidade que o assustava. Alex era alto sem ser imponente, ombros largos de quem pratica algum esporte sem fazer disso performance, a camiseta preta simples colando levemente no peito quando ele se esticava para alcançar algo na mochila. Havia uma linha definida no antebraço, veias discretas que apareciam quando ele segurava a caneta. O maxilar marcado, a barba por fazer que dava uma sombra atraente. Quando ele ria baixo de alguma coisa que o professor dissera, o som era grave, contido, como se guardasse o melhor para si.
Alex não era barulhento. Não precisava ser. Havia uma quietude nele, uma segurança tranquila que fazia o ar ao redor parecer mais denso. Ele observava Marcos com uma atenção que não pesava — como se estivesse lendo um livro que queria entender devagar, página por página.
Uma tarde chuvosa, depois da aula, a sala esvaziou devagar. Marcos ficou arrumando as coisas. Alex se aproximou e parou ao lado da carteira dele.
— Você sempre sai rápido. Hoje eu estava pensando… se eu te convidasse pra tomar um café ali na esquina, você aceitaria ou inventaria uma desculpa educada e fugiria?
Marcos ergueu os olhos. Alex não sorria como quem faz piada. Havia uma sinceridade crua ali, quase vulnerável.
— Eu… não sou muito de sair — murmurou Marcos.
Alex inclinou a cabeça, como se considerasse a resposta.
— Eu sei. Por isso estou perguntando. Sem pressão. Só café. E silêncio, se você quiser. Sou bom nisso também.
Havia algo no jeito como ele falava — direto, sem jogo — que fez o peito de Marcos apertar. Ele notou novamente o corpo de Alex: a forma como a calça jeans caía nos quadris, o peito subindo e descendo com respiração calma, o cheiro sutil de sabonete e algo amadeirado que vinha da pele dele.
Marcos aceitou.
Sentaram na cafeteria pequena. A chuva batia na janela. Alex não encheu o silêncio. Deixou que ele existisse. Quando falava, era sobre livros que tinha lido, sobre como se sentia perdido na aula de literatura às vezes, sobre como admirava pessoas que conseguiam organizar o caos. Nunca sobre si mesmo como conquista. Nunca tentando impressionar.
Em determinado momento, Alex esticou o braço sobre a mesa para pegar o açúcar e, sem querer, seus dedos roçaram novamente os de Marcos. Dessa vez, nenhum dos dois puxou a mão de imediato. O toque durou um segundo a mais. O polegar de Alex deslizou, leve, sobre a pele de Marcos — um gesto quase inconsciente, mas carregado.
Marcos sentiu o calor descer pela espinha. Olhou para o antebraço de Alex, para a curva do bíceps sob a manga da camiseta, para a linha do pescoço onde uma veia pulsava suavemente. Desejou, por um instante absurdo, encostar o rosto ali.
Alex percebeu o olhar. Não disse nada. Apenas sustentou o olhar dele com aquela calma profunda, como se entendesse exatamente o que se passava e estivesse disposto a esperar o tempo que fosse necessário.
Pela primeira vez em anos, Marcos não sentiu que precisava pedir desculpas por ocupar espaço.
Marcos ainda sentia o gosto do café com Alex quando a batida soou na porta da kitinete, na sexta-feira à noite.
Abriu sem corrente. Era o tio Roberto — o caçula do pai, quarenta e poucos anos, corpo ainda firme de quem trabalhava com as mãos, cheiro de estrada, cigarro e cachaça barata. O sorriso era o mesmo de sempre: largo demais, falso demais.
— Sobrinho! Vim ver como o menino da cidade tá se virando.
Entrou sem esperar convite, batendo a porta atrás de si. Trouxe uma garrafa de cachaça e um olhar que Marcos conhecia desde os doze anos. Um olhar que media, pesava e calculava.
As primeiras palavras foram inocentes. Faculdade, dinheiro, o pai. Mas a cachaça descia rápido na garganta do tio. Os olhos dele mudaram. Desceram pelo pescoço de Marcos, pelo peito magro sob a camiseta fina, pela curva da bunda quando ele se virou para pegar copos.
De repente, o ar ficou pesado.
Roberto se levantou. Agarrou Marcos pela nuca com uma mão grande e calejada, puxando-o com violência. A boca colou na dele num beijo brutal. A língua grossa, molhada de cachaça, forçou passagem entre os dentes, invadindo, lambendo, babando. Saliva escorria pelo queixo de Marcos enquanto o tio gemia baixo, apertando a nuca com força.
— Sempre foi um viadinho delicado… — murmurou contra a boca dele, mordendo o lábio inferior até sentir gosto de sangue. — Seu pai batia pra endireitar. Eu vou fazer diferente.
Marcos tentou empurrar. Era inútil. O tio girou o corpo dele com facilidade, prensando-o contra a parede fria. Com um puxão forte, baixou a calça e a cueca de Marcos até os joelhos. Cuspiu na mão e, sem preparação, enfiou um dedo grosso no cu dele.
Marcos gritou. Um som agudo, rouco, de dor pura.
O dedo entrava e saía com força bruta, girando, abrindo, rasgando a resistência seca. Roberto ria baixo, excitado, o pau duro latejando contra a coxa de Marcos. Logo tentou enfiar o segundo dedo, esticando-o sem piedade, enquanto a outra mão segurava o quadril dele com força suficiente para deixar marcas roxas.
— Cala a boca e aguenta — rosnou, enfiando a língua babada de novo na boca de Marcos, fodendo-a no mesmo ritmo dos dedos. — Essa bundinha apertada tá implorando por rola.
O pau grosso do tio, duro como pedra, esfregava entre as nádegas de Marcos, a cabeça inchada pressionando contra o buraco já invadido pelos dedos, quase forçando entrada. Pré-gozo quente babava na pele. Roberto respirava pesado, gemendo, cada vez mais agressivo, os dedos entrando fundo, curvando-se, acertando pontos que faziam o corpo de Marcos tremer de dor e pânico.
Marcos conseguiu, num último surto de desespero, dar uma cotovelada forte para trás, acertando as costelas do tio. O homem soltou um grunhido e recuou por um segundo. Foi o suficiente. Marcos correu para o banheiro, trancou a porta e desabou no chão, tremendo, o cu ardendo, sangue misturado com saliva escorrendo pela perna.
Do outro lado, Roberto bateu na porta, xingou, prometeu voltar “para terminar o serviço”. Depois riu e foi embora.
Marcos não dormiu. Não comeu. Passou uma semana inteira trancado. Cada movimento doía. O corpo todo carregava a memória daquela língua babando na sua boca, daqueles dedos rasgando por dentro, daquele pau duro pressionando para entrar. Ele se sentia sujo, quebrado, pequeno de novo. Verificava a porta dezenas de vezes por noite. O silêncio da kitinete era ensurdecedor.
Na faculdade, Alex notou a ausência no segundo dia. No terceiro, começou a perguntar. No quarto, a preocupação virou inquietação. No quinto dia, foi até a secretaria, inventou uma história de trabalho em grupo urgente e pegou o endereço.
Na tarde do sexto dia, bateu na porta da kitinete com insistência.
— Marcos? Sou eu, o Alex. Se você não abrir, eu vou achar que você morreu aí dentro e chamo a polícia.
Silêncio longo.
A porta se abriu uma fresta. Marcos apareceu como um fantasma: olhos fundos, pele pálida, marcas roxas visíveis no pescoço e nos pulsos, postura curvada como se doesse ficar em pé. Mal conseguia sustentar o olhar.
Alex sentiu o estômago revirar.
— Que merda aconteceu com você?
Marcos não respondeu de imediato. Apenas abriu mais a porta e deixou ele entrar. Pela primeira vez em uma semana, o silêncio dentro da kitinete não pareceu mortal.
Marcos voltou à faculdade. O corpo ainda doía por dentro, mas ele se forçou a retomar a rotina — sentar na primeira fileira, chegar cedo, organizar os cadernos com a precisão de sempre. Os hematomas já tinham amarelado e eram fáceis de esconder sob mangas longas e gola alta. Por fora, parecia quase normal. Por dentro, carregava uma ferida aberta que latejava a cada movimento brusco ou toque inesperado.
Alex notou tudo sem precisar perguntar. Sentava um pouco mais perto nas aulas, deixava um café na carteira dele em silêncio, fazia comentários baixos e secos que arrancavam um meio-sorriso cansado de Marcos. Não pressionava. Apenas estava presente — sólido, calmo, atento.
Uma noite, depois da última aula, Alex o acompanhou até a kitinete. Trouxe dois cafés e um livro que achava que ele poderia gostar. Sentaram lado a lado na cama estreita, ombros se tocando levemente. O silêncio era confortável, quase sagrado.
Alex virou o rosto devagar.
— Marcos… posso te beijar?
A pergunta saiu baixa, honesta, sem qualquer pressão. Seus olhos castanhos sustentaram os dele com aquela paciência profunda que já se tornara familiar.
Marcos sentiu o coração disparar. O desejo estava lá — quente, vivo, puxando-o para perto. Ele assentiu, quase imperceptível.
Alex se inclinou com extrema lentidão, dando tempo para recuar. Quando os lábios se tocaram, o beijo foi suave, reverente. Uma pressão quente, cuidadosa. A boca de Alex tinha gosto de café e de algo mais doce, mais profundo. A mão dele subiu devagar até o rosto de Marcos, o polegar acariciando a maçã do rosto com uma ternura que quase doía.
Por alguns segundos, foi bom. O calor, o cheiro amadeirado da pele dele, a firmeza gentil. O corpo de Marcos respondeu, um arrepio descendo pela espinha.
Então o pânico veio, repentino e avassalador.
A proximidade, a boca na sua, a mão tocando seu rosto — tudo ativou a memória visceral do tio. Marcos se afastou bruscamente, empurrando o peito de Alex com as mãos trêmulas. Recuou até bater contra a parede, a respiração curta e entrecortada, os olhos arregalados de terror.
— Não… para… por favor — a voz saiu rouca, quase um soluço. — Desculpa, eu não consigo… desculpa.
Ele deslizou pela parede até o chão, abraçando os joelhos, o corpo inteiro sacudindo.
Alex não se aproximou de imediato. Ficou exatamente onde estava, as mãos visíveis e abertas, a voz baixa e estável:
— Marcos. Sou eu. Alex. Olha pra mim.
Esperou até que o olhar aterrorizado encontrasse o dele.
— Você parou. E está tudo bem parar. Eu não vou me mexer até você me dizer que posso. Respira comigo… devagar.
Alex inspirou fundo, soltando o ar de forma audível. Marcos tentou acompanhar, as lágrimas escorrendo silenciosas. Aos poucos, a respiração dele se acalmou.
Alex estendeu a mão aberta sobre o chão, palma para cima — um convite, nunca uma exigência.
— Não precisa ser perfeito. Não precisa ser agora. Eu gosto de você do jeito que você é… com as suas pausas, com os seus medos, com tudo. Quando estiver pronto, eu ainda vou estar aqui. Sem pressa.
Marcos olhou para aquela mão estendida por um longo tempo. Depois, devagar, esticou os dedos e tocou a palma de Alex. O polegar dele começou a fazer círculos lentos e suaves no dorso da mão, acalmando, ancorando.
Marcos, chorando, contou da sua vida, das surras, da escola.. Enfim, do tio.
Alex ouvia com calma, mas fervia de raiva por dentro. Como puderam fazer isso com alguém tão doce?
As semanas foram passando, a kitinete ficando mais íntima. A luz do abajur era baixa e quente. Marcos estava sentado na beira da cama, o coração acelerado. Alex se ajoelhou devagar entre as pernas dele, as mãos grandes descansando nas coxas, olhando para cima com aquela calma profunda.
— Se em qualquer momento você quiser parar, é só dizer. Eu quero isso só se você quiser também.
Marcos engoliu em seco. O medo ainda estava lá, mas o desejo era mais forte. Ele assentiu, a voz rouca:
— Quero.
Alex abriu o botão da calça de Marcos com movimentos lentos, quase reverentes. Puxou o tecido para baixo junto com a cueca. O pau de Marcos saltou livre — médio, mas bonito, a pele macia e clara, a cabeça rosada já semi-exposta, latejando levemente com a excitação nervosa. Era circuncidado, a glande lisa e sensível, uma veia discreta correndo pela parte de baixo. Ele estava duro, mas tremendo, nunca tendo sido tocado assim por alguém que realmente quisesse dar prazer.
Alex olhou para ele com fome contida, mas sem pressa. Soprou um ar quente sobre a pele sensível, fazendo Marcos estremecer inteiro. Então, devagar, lambeu da base até a ponta, a língua quente e molhada traçando a veia. Marcos soltou um gemido baixo, surpreso — a sensação era completamente nova, intensa, um calor úmido que subia pela espinha.
Alex abriu a boca e envolveu a cabeça do pau, sugando suavemente. A boca era quente, molhada, apertada no ponto certo. A língua girava devagar ao redor da glande, pressionando a fenda sensível, lambendo o pré-gozo que já escapava. Marcos agarrou os lençóis, os quadris se movendo involuntariamente. Nunca tinha sentido algo assim — a sucção ritmada, o calor escorregadio, a forma como Alex tomava ele mais fundo, devagar, até quase a metade, a garganta relaxando ao redor dele.
— Alex… — murmurou, a voz quebrada de prazer.
Alex gemeu ao redor do pau, o som vibrando pela extensão, enviando ondas de prazer direto para as bolas de Marcos. Ele subia e descia a cabeça com ritmo constante, a mão envolvendo a base, masturbando o que não cabia na boca. Saliva escorria pelo canto dos lábios, tornando tudo mais molhado, mais gostoso. O cheiro de sexo preenchia o quarto pequeno — almíscar, saliva, pele quente.
Marcos nunca tinha vivido nada parecido. Cada lambida, cada sucção, cada vez que a garganta de Alex se contraía ao redor da cabeça sensível era uma descoberta. O prazer era quase demais. As bolas se contraíram, o pau latejava dentro da boca quente.
— Eu… vou gozar… — avisou, a voz desesperada.
Alex não recuou. Pelo contrário, chupou mais fundo, a língua pressionando a parte de baixo, os olhos erguidos encontrando os de Marcos com uma intensidade que dizia “goza pra mim”.
Marcos gozou com um gemido longo e rouco. O orgasmo foi forte, quase violento — jatos quentes e grossos enchendo a boca de Alex, que engoliu tudo, sem parar de chupar suavemente, prolongando o prazer até o último espasmo. O pau de Marcos pulsava na boca dele, sensível demais, até que Alex soltou devagar, com um beijo leve na cabeça avermelhada.
Marcos ficou tremendo, ofegante, o corpo mole contra a cama. Alex subiu, limpou o canto da boca com o polegar e o beijou na testa, depois nos lábios, com ternura.
— Tudo bem? — murmurou contra a pele dele.
Marcos só conseguiu assentir, os olhos úmidos de prazer e emoção.
Conforme os dias iam passando, Marcos se entregava cada vez mais, se sentia seguro com Alex, protegido.
Ele descobria, com uma mistura de medo e excitação, que gostava do peso do corpo de Alex sobre o seu. Gostava de sentir o pau dele endurecer contra sua coxa, grosso e quente, latejando através da roupa. Gostava de como Alex gemia baixo quando ele o apertava de volta.
Naquela noite, depois de uma aula longa e de uma caminhada silenciosa pelas ruas iluminadas, o ar entre eles estava diferente — mais denso, mais elétrico. Assim que a porta da kitinete se fechou, Alex o puxou para um beijo profundo, quase desesperado. As línguas se enroscaram, as respirações se misturaram. Mãos ávidas tiraram camisetas, calças, cuecas, jogando as peças pelo chão pequeno.
Pele contra pele, o calor dos corpos se fundiu. Alex beijou o pescoço de Marcos, desceu pelo peito, lambeu os mamilos sensíveis até arrancar gemidos roucos. Marcos tocava o pau de Alex com dedos trêmulos, fascinado pelo peso, pela rigidez, pela forma como ele pulsava na palma da mão.
Sem pressa, Alex o guiou até a cama. Deitou Marcos de lado com cuidado, encaixando seu corpo maior atrás dele.
A luz do abajur pintava os corpos de dourado quente. Marcos estava de lado, nu, o coração martelando contra as costelas. Alex se deitou atrás dele, o peito largo colando nas costas magras, a pele quente e firme como um escudo vivo.
Sem palavras, Alex deslizou a mão grande pela lateral do corpo de Marcos, descendo devagar pela coxa, subindo novamente, repetindo o gesto até sentir os músculos tensionados relaxarem. Beijou a nuca dele, os lábios macios e úmidos, a respiração quente roçando a pele arrepiada. Seus dedos lubrificados circularam a entrada rosada com paciência infinita, pressionando levemente, entrando apenas a ponta, saindo, voltando, abrindo espaço com carinho.
Marcos soltou um suspiro trêmulo. O toque era tão diferente — lento, molhado, reverente. O medo ainda sussurrava, mas o desejo, novo e voraz, falava mais alto.
Alex posicionou o pau contra ele. Era grosso, pesado, a cabeça inchada e vermelha brilhando com lubrificante. Veias marcadas corriam pela extensão longa e curva para cima. Ele pressionou devagar, a glande larga forçando a entrada apertada.
Marcos tensionou, um gemido de dor escapando quando o anel de músculos cedeu. A ardência era intensa, uma queimação profunda que o fez prender a respiração. Alex parou imediatamente, o pau latejando na entrada, e voltou a acariciar o corpo inteiro dele — peito, barriga, pau duro que pulsava contra a palma. Beijou os ombros, lambeu a curva do pescoço, esperando até sentir Marcos empurrar para trás, pedindo mais.
Centímetro por centímetro, Alex entrou. A dor era real, lancinante no começo, o pau grosso abrindo Marcos de uma forma que ele nunca imaginara possível. Cada veia, cada pulsação era sentida dentro dele. Mas, conforme o corpo se acostumava, a dor se misturava a um prazer desconhecido, profundo, que subia da base da espinha e explodia no ventre.
Quando Alex estava todo dentro — os pelos púbicos roçando a bunda macia de Marcos —, os dois ficaram imóveis. Alex abraçou-o por trás, o braço forte cruzado sobre o peito dele, a mão espalmada sobre o coração acelerado. Seu pau latejava dentro do calor apertado, preenchendo-o completamente.
Marcos respirava pela boca, tremendo. O desejo recém-descoberto queimava: queria ser tomado, queria sentir cada centímetro daquele pau grosso o invadindo, queria ser possuído por alguém que o fazia se sentir seguro mesmo na vulnerabilidade máxima.
Alex começou a se mover. Estocadas lentas, profundas, controladas. O pau saía quase inteiro e voltava, enviando choques de prazer que faziam o pau de Marcos vazar sem parar. O som molhado de pele contra pele, o lubrificante escorrendo, o gemido rouco e baixo que escapava de Alex — tudo envolvia Marcos como uma névoa quente.
A dor tinha quase desaparecido, substituída por uma sensação de plenitude obscena e viciante. Marcos empurrou para trás, pedindo mais velocidade. Alex entendeu o sinal. As estocadas ficaram mais firmes, o pau grosso fodendo fundo, a cabeça inchada acertando o ponto certo repetidamente.
Marcos gozou primeiro, sem nem tocar no próprio pau — jatos fortes e longos sujando a barriga e os lençóis, o cu apertando ritmadamente ao redor da rola de Alex. O orgasmo foi devastador, quase doloroso de tão intenso.
Alex o seguiu logo depois, enterrando-se até o fundo com um gemido abafado contra o pescoço de Marcos. O pau pulsou forte dentro dele, enchendo seu rabo com jatos quentes de porra enquanto o corpo grande tremia contra o dele.
Ficaram assim, conectados, suados, respirando juntos. Alex não saiu imediatamente. Beijou cada vértebra das costas de Marcos, as mãos grandes acariciando os braços e o peito, ancorando-o no presente, no prazer, na segurança.
Comentem se querem continuação pra saber o q os dois farão com o tio. Obrigado por ter lido.
