Sempre ouvi falar do estereótipo de que todo cabeleireiro é gay. Creio que posso afirmar que não são todos. Os que tive não aparentavam ser. Alguns caras que conheci e sabia de sua profissão, mesmo sem nunca ter utilizado seus serviços profissionais, também não me pareciam ser gays. Há anos que não tenho cabeleireiro algum; acho que a exiguidade da vida me exige parcimônia na utilização do meu tempo, e vejo como um enorme desperdício gastar mais de uma hora numa cadeira, arrumando o cabelo. Nem mesmo as modernas barbearias, com atrações a rodo, inclusive e principalmente bebidas, me atraem.
E não, não sou careca. Acho que não serei, a julgar pelos meus ascendentes – meu pai e meu avô (o que conheci) não eram calvos. Mantenho meu cabelo e barba aparados por mim mesmo. Decerto há algum erro de corte, ou “caminho-de-rato”, como se dizia no meu tempo de adolescente. Não me importo com isso. Também não gasto tempo nem dinheiro com a manutenção ou a mudança de cores: deixo a natureza agir e me presentear com o belo grisalho que ostento.
Mas, certo dia, precisei dos serviços de um desses profissionais. Uma sofisticada cerimônia me obrigava a fazer concessões, tanto no vestuário quanto na aparência. É certo que não cedia de bom grado, pelo contrário, isso me irritava deveras. Mas, na apuração de perdas e ganhos, constatei que os ganhos com a solenidade valeriam a raiva da forçação de barra do meu perfil.
Vasculhei a internet e descobri, com alguma surpresa, que as coisas andavam bem diferentes, nesse setor de cabeleireiro. Eu poderia escolher o estabelecimento, marcar o tratamento que desejasse, com o profissional que me agradasse (havia até galeria com fotos e vídeos dos cabeleireiros em sua função), e, principalmente, marcar a hora que me fosse mais adequada. Depois de preencher breve cadastro (tudo na internet pede um raio de um cadastro), escolhi um salão que me parecia menos espetaculoso, num shopping perto de minha casa; e no último horário disponível no “cardápio” – não estava a fim de ver gente, de conversar merda, de fazer a social na recepção, já que o corte mesmo era feito em cabines individuais... Gostei dessa privacidade.
No horário indicado, eu estava diante do estabelecimento, com o velho e batido “barber pole” girando suas cores na frente, numa ilusão de ótica estonteante. Entrei, falei com a atendente, que confirmou a marcação e me indicou o boxe reservado, onde Xandu já estava a minha espera.
Xandu era um rapaz de seus trinta e alguns anos, vestido de negro, calça e camisa coladas ao corpo, cabelo num estilo com o qual eu jamais concordaria fazer em mim. Sorria seu sorriso de profissional que deseja conquistar o cliente de primeira vez, fez algumas perguntas para melhor adequar sua arte na minha cabeça. Fiz-lhe ver que eu não era muito exigente, nem entendia coisa alguma de moda e tendências de cortes; por isso eu me entregava aos seus cuidados e ele fizesse como achasse que ficaria melhor.
O silêncio se fez, cortado apenas pelos barulhos próprios do ambiente, além da agradável música ambiente. Pelas minhas respostas monossilábicas a tentativas de estabelecer um diálogo mínimo que fosse, Xandu percebeu minha pouca disposição a bater papo e também se calou, concentrando-se no trabalho. O sono foi se aproximando, ao ritmo da tesoura.
A falta do em que ocupar o cérebro não tardou me fez vadiar o pensamento, acompanhando o olhar, primeiro pelo enorme espelho a minha frente, depois pela própria realidade, materializada naquele homem, que borboleteava a meu redor. Ele tinha um cheiro bom, um corpo bem definido e terminei me flagrando a buscar com os olhos algumas partes atraentes. As coxas grossas, as nádegas redondas realçadas pela calça justa sem ser apertada, acabaram por direcionar meu olhar para sua rola: ei-la desenhada em forma de canudo, praticamente em toda sua extensão. Não há como negar que me senti atraído e minha própria rola fez sinal ratificador de minha impressão.
Os toques, as rápidas massagens, os afagos entre meus cabelos e mesmo na minha barba, e fui sentindo a ereção se manifestar, sob minha calça destituída de cueca. Não havia como disfarçar. O ambiente privativo, a música, o cheiro daquele homem, seu corpo exposto sob a roupa preta e justa, isso tudo foi me deixando mais à vontade e pouco me importando com o visual de minha dureza peniana.
Claro que Xandu já percebera minha pica armando o circo, mas nada comentou, manteve-se na dele, mas não pôde esconder sua própria ereção. Agora seu pau marcava com mais nitidez a frente de sua calça, mostrando-se rígido. Ele não demonstrava qualquer constrangimento, nem procurava forma de disfarçar. Eu poderia mesmo supor que às vezes parecia expor deliberadamente seu tesão incontido.
Não, não poderia ter sido ao acaso aquele discreto roçar no meu braço, ao se deslocar lépido de uma parte a outra, ao redor da cadeira em que eu estava. Também não tive como não sentir a dureza de seu membro, enquanto o meu atingia o ponto máximo e já me incomodava sob minha roupa.
O próximo movimento foi explícito: Xandu, com o pretexto de apanhar uma loção na bancada, debruçou todo seu corpo sobre mim, e aí misturou-se seu cheiro bom e a maciez de seu corpo, mesclado à dureza de sua rola, e meu braço, como comandado por invisíveis fios, respondeu àquela provocação roçando propositadamente sobre sua pica.
A partir daí, o jogo de sedução estabeleceu-se de forma evidente. Nossos corpos se desejavam e nos esfregávamos descaradamente. Ele, sempre que o corte exigia um movimento de corpo, tocava-me ora com a coxa, ora com a rola, ora com a mão; eu, sempre que possível, o acariciava na parte do corpo mais próxima.
Quando, com o propósito de resgatar uma toalha que “caíra” sobre meu colo, ele roçou e premiu suavemente minha rola com sua mão fina, não tive como esconder um gemido abafado, para, em seguida, acariciar abertamente sua rola. O clima já subira a temperaturas vulcânicas, naquele compartimento. Ao voltar de um dos volteios para pegar um sachê de xampu, percebi que sua calça veio com o zíper embaixo – manifesto convite à safadeza.
Minha mão teleguiou-se àquela abertura, enfiou-se por sobre o cós da cueca, encontrando uma rola rígida e quente, que trouxe para fora. A cabeça vibrava, brilhante. Xandu aproximou-se devagar e sua pica roçou meu rosto. Senti-lhe o delicioso perfume de rola bem cuidada e minha língua passou a massagear aquele músculo apetitoso, para em seguida a boca o engolir e sugar com avidez. O cabeleireiro requebrava-se e gemia, suas mãos pressionando meu crânio, na massagem pós corte.
Eu todo já gania por ter aquela vara deliciosa enfiada em meu rabo, e para isso a deixava lubrificada. Finalmente Xandu deu por encerrado o tratamento capilar (na verdade já encerrara bem antes, estava apenas me mantendo sob seu domínio sedutor), e baixou sua boca de encontro a minha. O beijo foi algo de extraordinário, sua língua vadiando, faiscando na minha boca, sua mão percorrendo elétrica meu corpo.
Nossos lábios colados, levantei-me da cadeira e abarquei seu corpo, num abraço apertado. Suas mãos ágeis mostraram-se eficientes também no desnudar, e em pouco tempo eu estava completamente sem roupa, sua mão acariciando minha bunda e penetrando meu buraquinho, que piscava desavergonhadamente.
Ele foi se agachando e catou minha rola, sua boca envolvendo meu pau, numa carícia enlouquecedora com sua língua áspera e ágil. Eu estava em êxtase e logo quis deixar claro o que eu desejava ali: fui aos poucos me virando, sua boca roçando na minha nádega até encontrar meu cu e a língua me penetrando de rabo adentro, chegando fundo e deixando tudo babado e pronto para a invasão. Levantou-se então, aprumou aquela rola rígida no meu buraco e foi pressionando, entrando como se estivesse na sua casa, como se me comesse há séculos. Suas estocadas e os macios gemidos sussurrados nos meus ouvidos enchiam-me de mais e mais tesão, mais e mais ânsia de que ele entrasse até o mais fundo de mim.
Num momento de extrema emoção, ele se retirou rapidamente de mim, deixando meu cu escancarado e pulsante como a boca de um peixe, e pressionou meus ombros, para que eu retomasse o boquete. Sua rola estava quente e mais grossa. Senti seu líquido anunciar-se salgadamente na cabeça da rola, para, em seguida, explodir em jatos na minha boca. Leite delicioso, eu queria mantê-lo na minha língua, apurando todo seu sabor, mas outras emissões seguiam-se com rapidez, e me obrigavam a engolir às pressas aquele néctar dos deuses. Profanas orações escapavam dos lábios roucos de Xandu.
– Pronto, seu Cláudio. Acorde! O senhor ficou lindo! Seu cabelo está um espetáculo!
