O relógio do canteiro de obras bateu 11:30 e a minha paciência já tinha ido pelo ralo faz tempo. Olhei para aquela cambada de peão batendo massa na moleza, sob o sol de rachar o coco, e a minha voz de trovão ecoou por cima do barulho da betoneira.
— Bora, caralho! Larga essa colher de pedreiro e vão comer! Parece que tão carregando o caixão da mãe de tanta lentidão, porra! Quero todo mundo fora da laje agora, e ai de quem voltar atrasado!
O suor descia fervendo pelo meu pescoço peludo, encharcando a gola da camisa de brim aberta. Eu estava amargo. Amargo e com o sangue azedo. Hoje completava exatamente seis meses desde que o Julinho tinha me botado para fora de casa com as minhas trouxas de roupa, me largando para trás com o orgulho de macho todo estraçalhado. Seis meses dormindo longe daquele cheiro de pêssego que me deixava louco. E quanto mais eu pensava no meu ex-maridinho, mais eu descontava na peãozada.
O Valtão, um pedreiro velho de guerra que trabalhava comigo há anos e não abaixava a cabeça fácil, soltou a enxada com força no chão, limpando o suor da testa com o braço sujo de cimento. Ele olhou para os outros peões, que só abaixaram a cabeça, e soltou uma risada de canto, no maior tom de brincadeira.
— Eita porra, Julinho dá um pé na bunda do mestre e a gente é que sofre — provocou o Valtão, pegando a marmita de alumínio no canto do barraco e rindo alto. — Isso aí não é pressa com o cronograma da obra não, rapaz. Isso aí na verdade é saco cheio! Larga de ser orgulhoso, Tião! Engole esse teu brio de urso, bate lá na porta dele hoje e pede pra voltar pro Julinho, de novo, mestre! Deixa de sofrer de graça e de descarregar o lombo na gente! Se ele estalar os dedos, tu corre de volta pro quartinho de vocês na mesma hora!
A peãozada desabou na risada, aproveitando a deixa para se espalhar rápido para debaixo da sombra do galpão antes que o meu capacete branco voasse na cabeça de alguém. Meu peito largo subia e descia de ódio, e eu apertei os punhos calejados, sentindo o vazio no meu dedo onde a aliança grossa costumava ficar.
No fundo, o desgraçado tinha razão. Eu estava com o saco cheio e a cabeça fervendo de ciúme. Ontem ele postou em seu Instagram uma foto de sunguinha na praia abraçado com nossos dois filhos, quase joguei o celular na parede de ódio. A imagem daquela postagem não saía da minha cabeça: o Julinho com aquela pele de caramelo queimado reluzindo no sol, usando uma sunga apertada que não deixava nada para a imaginação, sorrindo feito um bobo abraçado com os nossos dois moleques na areia da praia. Os meninos já estavam enormes, o mais velho quase do meu tamanho.
O que me deixava mais louco, com o estômago revirando de puro ódio, era imaginar os marmanjos daquela praia secando o Julinho de cima a baixo. Fiquei visualizando os caras olhando para aquele bumbumzinho empinado na sunga apertada, o mesmo bumbum que por anos coube perfeitamente na palma das minhas mãos calejadas, e que era morada do meu caralho. Pensar que outro macho estava sendo abraçado por aqueles braços magrinhos e tendo o caralho massageado por aquelas preguinhas me fazia querer quebrar o canteiro de obras inteiro no meio.
Ciúmes. Esse sempre foi o problema da nossa relação. A imagem daquele primeiro dia veio nítida na minha mente enquanto eu trincava os dentes. Conheci o Julinho há 10 anos, eu com 34 anos e ele com 23, quando nós da GG Construções estávamos reformando um prédio inteiro no centro. Enquanto eu saía da obra para forrar o bucho com um prato feito, vi uma discussão daquele moleque magrinho, só de shortinho curto e uma touca de cetim na cabeça, batendo boca com um entregador de gás na portaria. Por conta da nossa obra, os elevadores não estavam funcionando e aquela mocinha de mais de 1,80 m de altura — um marmanjo forte para carregar o peso, mas cheio de corpo mole — não queria subir pelas escadas de jeito nenhum até o quarto andar. O Julinho já estava quase chorando de raiva, com o peito miúdo subindo e descendo, sem força nenhuma naqueles braços magrinhos para dar conta do botijão de ferro sozinho.
Eu parei na calçada, olhei para a marra daquele entregador frouxo e para a fragilidade do garoto, que fazia minha jeba dar pinotes dentro da cueca suada.
— Deixa aí, ô do gás — gritei, a minha voz de trovão engolindo a discussão e fazendo os dois olharem para mim na hora.
Caminhei até eles encarando o entregador frouxo para ele se manjar, peguei o botijão de ferro com uma mão só, como se fosse um brinquedo, e olhei bem no fundo daqueles olhos amendoados do Julinho.
— Qual é o apartamento, bonequinho? — perguntei, vendo o moleque engolir em seco, desarmado na hora pelo meu tamanho e pelo meu cheiro de suor e obra.
— É no 402, moço... — ele gaguejou, ajeitando a touca de cetim na cabeça, as bochechas cor de caramelo ficando vermelhas de vergonha enquanto olhava para os meus braços grossos cobertos de poeira.
Subi aqueles quatro lances de escada pisando duro, com o botijão de ferro apoiado no meu ombro largo como se não pesasse nada. O moleque vinha logo atrás, com aquele shortinho curto balançando, o perfume de pêssego dele brigando com o cheiro de suor pesado que exalava do meu peito peludo. Eu ouvia a respiração dele cansadinha nas minhas costas, e aquilo só fazia o sangue ferver mais.
Chegando na porta do 402, joguei o botijão no chão da cozinha com um baque surdo que fez o piso tremer. Virei o meu corpo na direção dele, ocupando o espaço todo daquela cozinha, encurralando o garoto sem nem perceber. O Julinho engoliu em seco, olhando para baixo, completamente intimidado com a minha carcaça suada e a minha camisa de brim aberta até o umbigo.
Meio sem jeito, ele enfiou a mãozinha magra no bolso do shortinho apertado, tirou uma nota de 5 reais amassada e me estendeu, sem coragem de olhar direto nos meus olhos.
— O-obrigado, moço... Pelo trabalho. Pega aqui para tomar uma cerveja depois do serviço.
Olhei para aquela notinha de cinco e soltei uma risada de puro deboche, dando um passo firme para frente e fazendo ele encostar as costas magras na geladeira. Peguei a nota da mão dele com grosseria, dei um tapa na bancada e joguei o dinheiro ali.
— Guarda essa porcaria aí, moleque — rosnei, a voz de trovão fazendo ele dar um sobressalto. — O Tião aqui não aceita esmola e nem dinheiro de ninguém, por favor. Não aceito dinheiro de mulher e muito menos de viadinho. Eu sou homem, caralho. Trabalho pesado na GG Construções e tenho o meu brio. Fiz porque quis.
O Julinho ficou estático, a boca entreaberta de susto, mas os olhos amendoados dele desceram direto para o volume avantajado que marcava a minha calça de brim surrada. O moleque estava tremendo de medo, mas o tesão nele estava berrando, hipnotizado pelo cheiro de macho alfa que eu tinha acabado de botar dentro da casa dele.
Dei uma olhada por cima do ombro magro dele e senti um cheiro forte de tempero vindo direto do fogão. A minha barriga roncou alto, lembrando que eu tinha saído da obra justamente para forrar o bucho.
— Já que quer tanto me pagar, me serve um prato dessa comida aí que o cheiro tá bom — ordenei, no meu tom bruto de sempre, sem pedir licença.
O Julinho não piou. Parecia uma mocinha assustada, mas, no mesmo instante, o corpo dele se moveu num jeito todo manso. Ele pegou um prato de duralex na gaveta e começou a servir o arroz e o feijão com uma dedicação que me pegou de surpresa. O moleque ajeitou a mistura direitinho, limpou a bordinha do prato com um pano de prato limpo e me entregou segurando com as duas mãos, olhando para baixo, exatamente como uma esposa dedicada serve o marido debaixo do próprio teto. Ver aquele garoto daquele jeitinho, submisso e caprichoso no meu primeiro comando, fez a minha rola dar um estalo e ficar mais dura ainda dentro da cueca jeans suada, cravando o volume na calça.
Puxei uma cadeira de metal da mesa, sentei abrindo bem as minhas pernas grossas e rústicas, e comecei a bater o garfo. Ele ficou de pé perto da pia, mexendo nos cachos que saíam da touca de cetim, me vigiando comer.
— Como é que te chamam, bonequinho? — perguntei entre uma garfada e outra, limpando o canto da boca com as costas da mãozona calejada. — Tem nome ou só esse tamanho todo de frescura?
O garoto deu um passo para trás, encostando a bundinha na pia, e ajeitou a touca de cetim com os dedos compridos, visivelmente sem jeito por ter o mestre de obras mandando nele dentro da própria cozinha. Ele engoliu em seco, olhando para os meus braços peludos antes de responder com a voz mansa:
— É Julio, moço... Mas todo mundo me chama de Julinho.
— Julinho... — repeti o nome dele devagar, mastigando, sentindo o som daquela palavra rolar na minha boca. Soltei uma risada rústica de canto, medindo o corpo esguio dele de cima a baixo com o meu olhar de dono. — Nome de moleque mimado. Mas combina contigo.
Ele ficou todo vermelho, abaixando a cabeça e apertando o shortinho curto com as mãos, completamente rendido pela minha autoridade ali na mesa. Continuei comendo, a voz grossa ecoando na cozinha pequena:
— Meu nome é Sebastião, mas na GG e na rua todo mundo me chama de Tião Mestre. Moro aqui perto. Sou viúvo, tenho dois moleques para sustentar. Um de seis e outro de oito anos.
— Dois meninos? — o Julinho perguntou baixinho, curioso, a voz mansa dele entrando no meu ouvido.
— É. Dois machinhos que puxaram a mim. O mais velho é o Augusto, tem oito, bicho brabo. E o de seis é o João. Tô criando os dois na rédea curta para virarem homens de respeito, não aceito moleza na minha casa não.
O Julinho ficou me ouvindo falar da minha vida com aqueles olhos amendoados brilhando, prestando atenção em cada palavra que saía da minha boca. Ele estava fascinado pelo meu tamanho, pela minha pose de homem de família e pelo cheiro de poeira e testosterona que eu tinha levado para dentro daquela cozinha.
Bati o garfo no prato de duralex até raspar o último grão de arroz, limpando a boca com o antebraço sujo de poeira de tijolo.
— Ó, vou te falar uma coisa, Julinho... Para um moleque cheio de frescura, a tua boia é de primeira — elogiei de um jeito bruto, soltando um suspiro pesado de satisfação enquanto empurrava o prato vazio para o lado. — Tem chefe renomado que não acerta um tempero desse.
O bonequinho abriu um sorriso manso, todo orgulhoso com o elogio do mestre, as bochechas de caramelo mudando de cor. Ele deu um passo acanhado na minha direção para recolher o prato, mas parou no meio do caminho, olhando de relance para o suor que brilhava no meu pescoço peludo e para a poeira de cimento que cobria a minha camisa de brim aberta.
— Se... se o senhor quiser, mestre Tião... pode tomar um banho aqui antes de voltar pro canteiro — ofereceu ele, a voz bem baixinha, gaguejando de leve. — O dia tá muito quente, e o banheiro tem uma toalha limpa.
Minha jeba deu outro pinote violento dentro da cueca com o convite. Olhei bem no fundo daqueles olhos amendoados dele, caçando qualquer sinal de hesitação, mas o moleque estava me secando por inteiro.
O Julinho deu um sobressalto quando a minha mãozona calejada travou na cintura fina dele, puxando aquele corpinho esguio de uma vez para cima do meu colo. Ele soltou um suspiro assustado, apoiando as mãos espalmadas no meu peito largo e peludo, sentindo o calor e o suor da obra que emanavam de mim.
— Ain, macho... — ele gemeu baixinho, os olhos amendoados arregalados, o corpo todo tremendo enquanto sentia o volume monstruoso da minha jeba dura apontada direto contra a bundinha dele através do shortinho curto.
— Fica quieto, bonequinho — rosnei no ouvido dele, a voz de trovão saindo abafada.
Sem dar tempo para ele respirar, meti a cara no pescoço dele, sentindo aquele cheiro de pêssego misturado com o calor da cozinha. Fui descendo os beijos brutos, mordendo a pele de caramelo até cravar os dentes na ponta do mamilo dele de leve. O moleque arqueou as costas na hora, soltando um gemido sôfrego, completamente entregue à força do meu braço que o prensava contra o meu peito.
Não perdi tempo com lero-lero. Levantei com ele no colo, fazendo a cadeira de metal arrastar com força no piso. O Julinho entrelaçou as pernas compridas na minha cintura, agarrando-se nos meus ombros grossos enquanto eu cruzava o corredor pisando duro. Entrei no quarto dele e joguei aquele corpo macio no meio da cama.
Ali mesmo, tirei a calça jeans suada e a cueca num puxão só, deixando a minha jeba imensa e latejante totalmente exposta, apontada para ele feito um canhão de obra. O Julinho engoliu em seco na cama, abrindo as pernas devagar, os olhos fixos no meu tamanho. Avancei como um bicho faminto, arrancando aquele shortinho curto dele. Segurei as duas bandas daquele bumbumzinho firme com as minhas palmas calejadas, dobrei as pernas dele contra o peito e entrei de uma vez só, sem eira nem beira, enterrando o meu caralho até a raiz nas preguinhas apertadas dele.
O moleque soltou um grito agudo, arranhando os meus braços musculosos enquanto eu começava a socar pesado, ditando o ritmo bruto ali na cama que, anos mais tarde, seria o motivo do meu maior ciúme. Foi naquela tarde que marquei o meu território naquele corpo para sempre.
A lembrança daquela tarde na cama de madeira me fez soltar um suspiro pesado dentro do barraco da GG Construções. A peãozada lá fora continuava comendo, e eu ali, parado, olhando fixo para a parede de compensado. Depois daquele dia, não teve jeito: eu fui ficando, fincando minhas raízes e, quando percebi, já tinha trazido o Julinho para morar comigo, o Augusto e o João.
Meus dois moleques, que na época eram uns carrapatos de seis e oito anos, se apaixonaram pelo Julinho mais ainda do que eu. Não demorou nada para começarem a chamá-lo de "papai", grudados nas pernas dele o dia inteiro. O Julinho acolheu os meus filhos com um amor que me desmontava. Por isso, assim que assinamos os papéis e nos casamos, fiz questão de bater o martelo: ele não precisava trabalhar na rua. Deixei o meu bonequinho responsável por cuidar dos meninos e da nossa casa, enquanto eu me matava de carregar o piano nos canteiros de obra para não deixar faltar um centavo para a minha família.
Só que o Julinho sempre foi vaidoso demais, e esse foi o meu inferno.
Aquele corpo de caramelo queimado parecia que gostava de provocar. Ele começou a aparecer com uns shorts que pareciam calcinha de tão curtos, e na praia era só aqueles biquínis e sungas minúsculas que enfiavam no bumbumzinho dele e deixavam tudo à mostra para os marmanjos. As broncas de ciúme começaram pequenas: "Vai trocar de roupa, Julio!", "Que porra de short é esse na frente dos vizinhos?!".
Mais ele batia o pé. Aquela pose mansa de esposa dedicada sumia e ele virava um bicho ranzinza, dizendo que eu reuniu as minhas roupas e pediu a separação, me botando para fora da casa que eu mesmo ergui.
— Seis meses... — resmunguei sozinho, pegando o envelope da pensão em cima da mesa com tanta força que o papel quase rasgou na minha mão calejada.
Enfiei o envelope da pensão no bolso de trás da calça encardida, peguei a chave do carro na mesa de compensado e saí do barraco pisando tão duro que a peãozada na sombra nem ousou olhar na minha direção. O motor roncou alto na saída do canteiro. Durante todo o trajeto, a minha cabeça foi um inferno, misturando a lembrança daquele primeiro dia na cozinha com aquela foto do Instagram.
Quando estacionei na frente da casa que eu mesmo ergui, o meu sangue já estava em ponto de ebulição. Desci do carro, bati a porta com força e caminhei até o portão. Em vez de tocar a campainha como uma visita qualquer, ergui o meu punho calejado e esmurreu o ferro duas vezes, fazendo um barulho de trovão que deve ter ecoado no quarteirão inteiro.
— Julio! Abre essa porra aqui, caralho! É o Tião! — rosnei alto, com as veias do pescoço saltadas.
Lá dentro, ouvi passos rápidos e assustados se aproximando. A tranca correu e o portão se abriu devagar. E ali estava ele.
O Julinho deu um passo para trás com o susto do baque no portão, levando a mãozinha magra ao peito miúdo. Ele me olhou de baixo para cima, engolindo em seco ao dar de cara com os meus 115 quilos de bruteza empacados na entrada, exalando o suor quente da obra e poeira de cimento.
Mas, em vez de berrar de volta ou fechar a cara, o desgraçado desarmou metade da minha fúria com aquele jeito manso que só ele tinha. Os olhos amendoados dele brilharam, meio assustados, mas cheios de uma saudade que ele não conseguiu esconder.
— Tião... Que susto, meu Deus — ele falou baixinho, a voz mansa de pêssego entrando direto no meu ouvido e fazendo meu caralho dar um solavanco dentro da cueca. — Não precisa quebrar o portão, homem... Entra, vem.
Ele se afastou um pouco para eu passar, e foi aí que o meu sangue azedou de vez. Ele estava usando justamente um daqueles shorts curtos de pano fino que pareciam calcinha, deixando as pernas compridas de caramelo todas de fora e marcando aquele bumbumzinho empinado que eu domei na palma das minhas mãos calejadas. Ele estava do jeitinho que os marmanjos da praia viram ontem.
Mesmo assustado com a minha cara de poucos amigos, o Julinho deu um passo acanhado na minha direção e esticou os braços magrinhos, tentando tocar no meu peito largo coberto pela camisa, num gesto carinhoso de quem ainda sentia falta do cheiro do seu macho alfa.
— Você tá muito nervoso, Tião... O que aconteceu? Os meninos não estão em casa, foram na padaria — ele explicou, com a voz quase num sussurro, olhando bem no fundo dos meus olhos enquanto tentava acalmar o bicho bufando na frente dele.
Olhei para a mãozinha dele tocando o meu peito suado, depois para aquele shortinho provocante, e apertei o envelope da pensão no bolso de trás, trincando os dentes até a mandíbula estalar. O território estava limpo, os moleques não estavam, e era a hora de eu retomar minha fêmea.
Pisei para dentro da sala com o lombo quente e a cabeça fervendo, enquanto o Julinho corria para a cozinha para tentar me agradar. Voltou em dois minutos carregando uma xícara de café forte e um pedaço de bolo de fubá, me servindo com aquela mesma dedicação de esposa que quase me fazia esquecer o ódio. Peguei a xícara com a mãozona calejada, o peito largo subindo e descendo, mas antes mesmo de dar o primeiro gole, os meus olhos de dono correram pelo ambiente e travaram direto no sofá.
Tinha uma camisa de futebol dobrada em cima do estofado. Uma camisa tricolor. Do Fluminense.
O sangue subiu tão quente para a minha cabeça que a xícara de porcelana quase estourou nos meus dedos. Joguei o café na mesa de centro, fazendo o líquido espirrar para todo lado, e dei um passo de bicho brabo na direção do sofá, pegando o pano com grosseria.
— Que porra é essa aqui, Julio?! — a minha voz de trovão ecoou pelas paredes, fazendo o moleque dar um salto para trás, assustado. — Uma camisa do Fluminense dentro da minha casa? Os meus moleques são Flamengo, caralho! Eu criei o Augusto e o João no manto sagrado, porra! Tu tá trazendo tricolor para deitar na cama que eu montei? Tu tá dando a porra desse teu cu para um tricolor?!
— Não, Tião! Pelo amor de Deus, escuta! — o Julinho gaguejou, com as mãos magrinhas estendidas, o peito miúdo subindo e descendo de puro pânico. — Não é nada disso! Essa camisa é de um amigo do Augusto da escola, o menino esqueceu aqui no final de semana! Eu juro!
— Amigo do caralho! — rosnei, completamente cego de ciúme, jogando o pano tricolor no chão e pisando em cima com a minha bota de obra suja de cimento. — Tu tá achando que o Tião Mestre é palhaço? Ontem foto de sunguinha no Instagram, hoje camisa de homem jogada no meu sofá... Essa palhaçada de separação acaba agora!
Avancei os meus 115 quilos como um bicho faminto, encurralando o corpo esguio dele contra a parede da sala. Antes que ele pudesse soltar mais uma palavra mansa, travei minhas mãos calejadas na cintura fina dele, apertando aquela carne de pêssego com força, e lasquei um beijo bruto, possessivo, calando a boca dele com a minha boca suada. O Julinho soltou um gemido abafado contra os meus lábios, tremendo inteiro enquanto o meu caralho, duro feito concreto, esmagava seu pauzinho também duro dentro daquele short-calcinha, reivindicando o que sempre foi meu.
O Julinho soltou o ar num suspiro longo quando afastei a minha boca da dele, mas não recuou. Os olhos amendoados dele estavam completamente nublados, as pupilas dilatadas enquanto ele tentava recuperar o fôlego, totalmente embriagado pela minha testosterona e pelo cheiro pesado de suor e cimento que eu tinha levado para dentro daquela sala. Ele parecia um bicho domesticado reencontrando o dono.
Sem dizer uma palavra, o moleque colou o nariz no meu peito peludo, respirando fundo, puxando o meu cheiro para dentro dos pulmões como se estivesse sufocado nesses últimos seis meses. As mãozinhas magras dele espalharam-se pelo meu peito largo, descendo devagar, enquanto ele ia se ajoelhando no chão da sala, bem na minha frente.
Eu continuei de pé, as pernas grossas abertas, bufando de tesão, vendo o meu bonequinho se rebaixar por completo na minha presença. O Julinho desceu a boca pelo meu abdômen, cheirando, até que encostou o rosto direto na minha braguilha.
Ele esfregou a bochecha quente contra o volume monstruoso e latejante da minha jeba, que repuxava a calça de tão dura. O moleque soltou um gemido mofino, roçando o nariz e os lábios na pressão do meu caralho por cima do pano encardido, completamente rendido à bruteza do seu macho alfa. Aquela pose de orgulhoso que pediu separação tinha ido por terra no primeiro enquadro do mestre.
Ele não aguentou mais. Com as mãos trêmulas de puro desespero e tesão acumulado de seis meses, o Julinho avançou nos botões e no zíper da minha calça, abrindo tudo de uma vez. O tecido grosso cedeu e a minha cueca não deu conta de segurar o tranco: a minha jeba imensa e latejante saltou para fora, apontada direto para aquela carinha que me deixava louco.
O Julinho nem piscou. Olhou para o meu tamanho com os olhos amendoados brilhando e avançou faminto, abrindo a boca molhada para engolir a cabeça roxa do meu caralho de uma vez só.
— Hummm... — ele soltou um gemido abafado, fechando os olhos enquanto afundava a boca na minha carne quente, apertando o meu sacão pesado com as duas mãozinhas magras.
O contraste da pele de caramelo dele contra a grosseria da minha jeba peluda e latejante era um absurdo. Dei um puxão firme nos cachos dele, forçando a cabeça do putinho para baixo para ele sentir o peso do mestre. Eu estava com o lombo quente da obra, bufando de cima para baixo, vendo o meu ex-maridinho ajoelhado no chão da sala, engolindo o meu caralho com uma vontade que mostrava que nenhum marmanjo de praia ou tricolor de merda tinha chegado perto de fazer o que eu fazia com ele.
— Chupa, bonequinho... Chupa o teu macho... — rosnei de cima, a voz de trovão saindo rasgada enquanto eu começava a dar leves investidas contra a boca faminta dele, batendo meu saco no seu queixo e o fazendo babar todo o rosto.
O Julinho soltou o meu caralho por um segundo, erguendo a cabeça com o rosto todo babado, o canto da boca melado do meu caneco. Ele me olhou de baixo para cima, com os olhos amendoados brilhando e completamente dominados pelo tesão, e deu um sorriso manso de quem sabia exatamente o poder que tinha nas mãos.
Sem pressa, ele fechou os dedos compridos em volta da minha jeba latejante, apertando a carne quente com firmeza, e começou a se levantar do chão.
— Vem, macho... Vamos lá para cima — ele sussurrou com aquela voz mansa, dando um puxão leve no meu pau para me guiar.
E aí aconteceu o absurdo. Eu, o Tião Mestre, o ogro de 115 quilos da GG Construções que botava peãozada para correr no grito, me vi completamente desarmado. Com a calça arriada até no meio da perna e o caralho apontado para frente, fui andando feito um cachorrinho seguindo o dono, completamente hipnotizado por aquele shortinho-calcinha balançando na minha frente enquanto ele me puxava pela rola corredor adentro.
O Julinho subia os degraus devagar, olhando para trás por cima do ombro para ver a minha carcaça suada vindo atrás dele, totalmente rendida. Ele guiava o meu corpo bruto direto para o andar de cima, para o quarto que tinha sido a nossa morada por uma década. Cada puxãozinho que ele dava na minha pele fazia a minha mente esquecer a foto do Instagram, a camisa do Fluminense e o ódio da obra; a única coisa que importava era ele me levando de volta para o meu território.
O Julinho abriu a porta do nosso antigo quarto com o pé, empurrando a madeira devagar sem soltar a minha jeba nem por um segundo. O cheiro daquele cômodo — o mesmo amaciante que ele sempre usava nas nossas roupas e o perfume de pêssego impregnado nos lençóis — bateu no meu nariz e terminou de desarmar qualquer resto de pose de mestre de obras que eu ainda tinha.
Com um empurrão firme no meu peito largo, o moleque me jogou de costas na cama de casal. Eu caí pesado, com as botas sujas de cimento e a calça de brim arriada no meio das coxas, deixando o meu caralho monstruoso e latejante apontado para o teto feito um canhão. O Julinho veio logo atrás, mas não subiu para deitar comigo. Ele se ajoelhou na beirada do colchão, abriu bem as minhas pernas grossas e grudou os olhos amendoados na minha cara de fera acuada.
Ele deu um sorriso de canto, sabendo que tinha o maridão completamente na palma da mão, e avançou na minha jeba mais uma vez. Mas agora o ritmo era dele.
O Julinho abriu a boca quente e engoliu o meu caralho até a raiz de uma vez só, me fazendo dar um solavanco na cama e cravar as mãos calejadas nelas. Só que, assim que o meu quadril deu o primeiro impulso para meter, ele parou. Tirou a boca, deixando o meu pau brilhando de saliva no ar, e raspou os dentes de leve, bem na pontinha da cabeça roxa.
— Ahhh, Julio... para com essa porra... põe na boca — eu implorei, a voz saindo num ganido baixo, o meu brio de macho alfa totalmente estraçalhado pelo prazer.
— Só se você prometer, Tião — ele sussurrou com aquela voz mansa, roçando os lábios úmidos no corpo do meu pau, mas sem engolir. Os dedos compridos dele apertaram o meu sacão pesado por baixo, ditando o controle. — Você vai parar com esses surtos de ciúme? Vai parar de me envergonhar na frente dos meninos e de gritar por causa de roupa?
Eu tentei levantar o tronco para agarrar os cachos dele, mas o Julinho deu uma mordidinha certeira na pele sensível da minha jeba que me fez morder o lábio de dor e tesão, me jogando de volta no travesseiro.
— Fala, mestre... Quero ouvir da tua boca — ele provocou, voltando a lamber a base do meu pau devagar, me torturando de um jeito que me fazia querer quebrar o teto no soco. — Se não prometer, eu te ponho para fora de calça arriada agora mesmo.
O meu estômago revirou, o caralho latejou tanto que chegou a arder, e eu não aguentei a pressão. O putinho tinha me domado por completo.
— Eu prometo, caralho! Eu prometo! — joguei o braço por cima dos olhos, suando frio, totalmente entregue à humilhação de ser controlado pelo meu maridinho. — Não vou mais dar surto, não vou gritar... Só bota essa boca aí e me faz gozar, Julio, pelo amor de Deus!
O Julinho soltou uma risadinha vitoriosa, abafada contra a minha coxa peluda, e avançou faminto na minha jeba de novo, descendo até o talo e me castigando na boca com a certeza de que tinha me quebrado na base do puro tesão.
O Julinho continuu me castigando na boca por mais alguns minutos, me fazendo gemer abafado, totalmente entregue ao controle dele. Quando o meu quadril já estava subindo sozinho de tanto desespero para gozar, ele tirou o meu caralho da boca com um estalo molhado.
Eu soltei um suspiro pesado, achando que ele ia finalmente deitar, mas o moleque se esticou até o criado-mudo. Quando voltou, ele tinha as nossas duas alianças grossas de ouro na palma da mão magra. Ele deu aquele mesmo sorriso vitorioso de caramelo e colocou os dois anéis dentro da boca, entre os dentes, me olhando de cima com pura malícia.
Sem tirar o shortinho de pano fino, o Julinho apenas puxou o tecido para o lado, deixando aquela bundinha de pêssego totalmente exposta. Ele montou por cima das minhas pernas grossas, centralizando o bumbumzinho bem na ponta da minha jeba latejante e babada.
Devagar, ele começou a descer, engolindo a minha rola centímetro por centímetro nas preguinhas apertadas que eu não tocava há seis meses. O Julinho soltou um gemido sôfrego, jogando a cabeça para trás, mas não perdeu a pose de dono da situação. Enquanto se cravava inteirinho no meu caralho, ele segurou a minha mãozona calejada com os dedos compridos.
Ainda rebolando devagar para acomodar o meu tamanho, ele inclinou o rosto todo babado na minha direção. Com uma habilidade absurda, o Julinho usou os lábios e os dentes para empurrar a minha aliança de ouro de volta para o meu dedo anelar, selando o nosso retorno ali mesmo, no meio do metal e da saliva. Logo em seguida, ele pegou a outra aliança com os dedos e enfiou no próprio dedinho, sem parar de socar para baixo contra a minha bacia.
— Agora você é meu de novo, Tião Mestre... Na rédea curta — ele sussurrou no meu ouvido, a voz mansa cortada pelo rastro de prazer, começando a cavalgar com força e velocidade no meu colo.
O meu peito largo subia e descia de puro tesão, e eu fechei as minhas duas mãos calejadas nas bandas daquela bunda, sentindo o peso do ouro de volta no meu dedo. O urso estava oficialmente trancado na jaula, e dali eu não saía mais.
Sentir o aperto da aliança de ouro de volta no meu dedo calejado enquanto as preguinhas do Julinho esmagavam a minha jeba foi como entrar de cabeça no paraíso. O moleque sabia exatamente como me enlouquecer; ele deu uma contraída certeira com o cuzinho, sugando o meu caralho inteiro lá dentro com tanta força que a minha espinha gelou e eu quase descarreguei tudo ali mesmo.
— Ah, caralho... Julio... — curvei o corpo para cima, roncando feito um bicho, as mãos calejadas cravadas na carne firme da bunda dele.
Até que o meu bonequinho não tinha terminado o show. Ele travou o quadril lá embaixo, me mantendo enterrado até a raiz, e colou o rosto molhado de suor no meu ouvido. A respiração dele veio quente, rasteira, cortada pelo prazer.
— Tá gostoso, mestre? — ele anunciou, rebolando bem de leve, só para torturar. — O cuzinho que você ficou secando na internet é todo teu... Mas agora mostra para mim quem é o macho alfa de verdade dessa casa. Reivindica o que é teu, Tião!
Aquelas palavras foram o detonador que faltava para explodir o resto da minha sanidade. O ciúme acumulado de seis meses e a testosterona da obra se misturaram numa pancada só na minha cabeça.
Soltei um rugido de bicho ensandecido que deve ter feito as paredes do quarto tremerem. Perdi totalmente a linha. Agarrei o corpo esguio do Julinho no colo de uma vez só, levantando da cama num arranque bruto, sem descolar o meu caralho do fundo dele nem por um milímetro. O moleque soltou um grito de susto e tesão, entrelaçando as pernas compridas cor de caramelo com desespero ao redor da minha cintura larga, agarrando-se nos meus ombros largos para não cair.
Fiquei de pé no meio do quarto, pisando duro com as botas de obra, e comecei a foder o meu esposinho com força. O meu sacão pesado batendo contra o bumbum dele com um estalo seco que ecoava pelo quarto inteiro.
— Toma, porra! É o teu homem! É o teu macho! — rosnei, a voz de trovão saindo rasgada, escorrendo suor do meu peito para a pele dele.
O Julinho não aquentou a pressão do mestre. A pose de dominador dele desmoronou por completo diante da minha bruteza em pé. Ele jogou a cabeça para trás, a touca de cetim caíndo no chão, e começou a gritar o meu nome de forma escandalosa, um choro de puro prazer que tomou conta da casa:
— Ahhh! Tião! Mais, mestre... M-macho... Tião, caralho! Me rasga! É o meu homem!
Ver o meu bonequinho entregue daquele jeito, de olhos virados, gritando o meu nome para a vizinhança inteira ouvir, me levou ao limite. O meu caralho latejou como se fosse explodir. Segurei a bunda dele com ainda mais força, prensando o corpo dele contra o meu peito largo, e dei as últimas três estocadas brutas, afundando até bater no osso.
— Segura a porra do teu Tião, Julinho! — berrei, travando o corpo.
A minha jeba deu três pulos violentos lá dentro e eu descarreguei tudo. Despejei vários jatos grossos e quentes de porra, um atrás do outro, inundando o cuzinho do meu esposinho até o talo, recheando o meu território com o sêmen acumulado de seis meses de puro castigo. O Julinho deu um último espasmo, cravando as unhas nos meus braços musculosos, e amoleceu completamente no meu colo, choramingando baixinho de tanto prazer enquanto o líquido quente começava a escorrer pelas pernas dele.
Eu continuei ali, de pé, bufando feito um touro, sentindo o batimento cardíaco dele colado no meu peito suado e a aliança brilhando no meu dedo. O mestre tinha voltou para casa.
Ainda estávamos de pé no meio do quarto, com o Julinho apoiado na cama tentando recuperar o fôlego e o meu caralho ainda para fora da calça arriada, quando a porta foi empurrada de vez pelo Augusto e pelo João, que vinham da padaria com as sacolas na mão.
Os dois rapagões travaram na porta, congelados com a cena do Tião Mestre de volta. O João mudou de cor na hora, segurando o riso de vergonha, enquanto o Augusto, com a mesma marra que puxou de mim, cruzou os braços e soltou um deboche:
— Mas que porra é essa aqui? Você é um sem-vergonha mesmo, hein, mestre Tião? Arromba o portão da casa e já quer mandar ver no papai Julio no meio do dia? Que falta de vergonha na cara!
O Julinho ficou vermelho igual a um tomate e correu para trás de mim para se esconder. Eu nem pisquei. Com a maior naturalidade, me desvencilhei da calça de brim arriada nas pernas, puxei uma samba-canção velha que estava na gaveta, enfiei as pernas grossas nela às pressas e estufei o meu peito largo, erguendo a mão esquerda para fazer a aliança de ouro reluzir na cara deles.
— Sem-vergonha o caralho, Augusto! Respeita o teu pai! — a minha voz de trovão fez os dois darem um passo para trás. — O mestre tá de volta para casa e acabou essa palhaçada de separação. Agora vão comer esse pão lá na cozinha e sumam da minha porta!
Dei um passo firme na direção deles, ajeitando a cueca larga na cintura, e soltei uma risada, completando na base da zoação mais pura:
— E abaixa esse tom comigo, moleque, que tu tá falando com o homem que come o rabo do teu pai todo dia e deixa ele mansinho desse jeito. Falta de vergonha na cara não é isso aqui não. Vergonha de verdade é tu ter essa carcaça toda, puxar o meu sangue flamenguista, e ser amigo de tricolor a ponto de deixar camisa do Fluminense jogada no meu sofá! Vão, circulem, que o quarto aqui voltou a ter dono!
O João desabou na risada, empurrando o Augusto pelo braço, que ficou sem graça na hora, perdeu a pose de brabo e saiu de fininho pelo corredor coçando a nuca. Bati a porta do quarto com força na cara deles e virei para o Julinho, dando um sorriso bruto de canto. O território estava recuperado.
NOTAS DO AUTOR:
Espero que tenham gostado! Se gostaram não esqueçam de dar estrelas e comentar aqui. Acerto sugestões de temas/fetichista para escrever. Um beijão do ninfetinho ❤️