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AS AVENTURAS DE DANIEL – O Magnata do Crime Pedindo Rola - (EPISÓDIO 23)

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Um conto erótico de Jackson
Categoria: Gay
Contém 4446 palavras
Data: 12/07/2026 19:24:41
🤖 Texto produzido com auxílio de inteligência artificial

Ponto de vista do Daniel:

Ver o ex do Alan na agência da Império Motors dias atrás tinha arrancado o meu chão. Eu passava o dia tentando me convencer de que não tínhamos nada sério, que eu não tinha o direito de cobrar porra nenhuma de um chefe do crime. Mas saber que ele ainda dividia a cama e os segredos com o cara que quase o destruiu no passado me queimava por dentro. Eu me culpava por criar expectativas com um homem cercado de sangue e blindagem. Eu estava gostando do Alan. E odiava admitir isso para mim mesmo.

A rotina na agência de publicidade seguiu no automático. Tive duas reuniões de negócios com o Alan naquela semana, e o Murilo fazia questão de ficar em pé no canto da sala, com os braços cruzados, terno sob medida, exalando aquela marra de quem estava mijando em volta do território. No treino de perna com o Yohan, desabafei tudo. O coreano, que tinha acabado de me contar que tinha sido promovido e arrombado pelo novo Diretor-Geral da agência dele (o tal do Henrique), me olhou sério e disse: "Daniel, o Alan te olha como se você fosse o oxigênio dele. Não entrega o jogo pro ex. Se ele sente algo por você, deixa rolar. O que tiver que ser, vai ser."

Peguei o conselho do Yohan e guardei no peito. Sábado de manhã chegou. Eu estava esgotado, com a mente fritando. Decidi fugir de São Paulo. Peguei o carro e fui para o clube de campo de elite do qual sou associado e raramente usava. Reservei um chalé privativo, com a ideia fixa de jogar vôlei de praia até os meus braços arderem, dar um mergulho e ter um tempo sozinho. Algo que eu não fazia desde o Carnaval.

Eu estava no quarto do chalé, vestindo apenas uma sunga preta, prestes a colocar o short jeans para ir pras quadras, quando o celular vibrou no balcão. Um áudio do Alan. Meu coração deu um soco no peito.

A voz dele veio naquele tom grave, rouco, de terno e comando: — Daniel, preciso antecipar a nossa pauta de marketing de segunda para hoje à noite. Segunda o bicho vai pegar na concessionária e não vou ter tempo. Onde você tá?

Respondi em texto, seco: Tô de folga, Alan. Vim pro clube passar o fim de semana isolado. Não vai dar. Dois minutos depois, ele mandou outro áudio, com um tom mais leve, quase íntimo: — Não tem problema. Eu subo a serra. Me encontra no salão principal do clube às oito da noite. A gente toma um whisky, resolve essa porra rápido e eu te deixo curtir a folga. Combinado?

Fiquei sem saída. Beleza. Mas vem sozinho. Sem o teu guarda-costas de terno na minha cola, respondi. Ele mandou um "OK" curto.

Joguei vôlei até o sol sumir, tomei um banho demorado e me arrumei. Coloquei uma camisa gola polo branca que marcava bem o meu físico de surfista trincado, um short jeans claro e tênis. Nada de formalidade. Eu estava de saco cheio de gravatas.

Às oito em ponto, entrei no salão de jantar do clube. Tinha reservado uma mesa nos fundos, num canto mais reservado, longe do burburinho da elite paulistana e da iluminação direta. Sentei e, cinco minutos depois, o Alan cruzou a porta.

Eu quase não reconheci o cara. O terno italiano europeu tinha sumido. Ele vestia uma camisa social de linho de mangas curtas azul-marinho, com os quatro primeiros botões escancarados, revelando aquele peitoral monumental de urso, coberto por um matagal de pelos grossos e escuros que subia até a base do pescoço. Usava um short jeans escuro, um relógio de ouro pesado no pulso e um cordão de ouro grosso no pescoço. A carcaça dele de 40 anos, parruda e troncada, parecia ainda mais intimidadora e gostosa daquele jeito casual.

Fiquei em pé. Nos cumprimentamos com um aperto de mão firme, mas o desgraçado exalava um perfume amadeirado misturado com o cheiro da própria pele que mexeu com a minha estrutura na hora.

— Caralho... quem é essa pessoa com esse estilo casual? E esse cordão de bicho? — brinquei, tentando quebrar o gelo. Ele deu um sorriso de canto de boca, sentando na cadeira de vime:

— Já que você tá de folga, achei que não ia querer ver um fantasma de terno na tua frente. Se você tivesse me avisado, eu tinha vindo mais formal. — Que isso, Alan. Chega dessa formalidade chata. A gente já se conhece bem até demais no sigilo.

O papo de trabalho durou exatamente vinte minutos. Alinhamos os criativos digitais para os carros importados, mudamos a verba de tráfego e pronto. Mas a gente não conseguiu levantar da mesa. O whisky de doze anos começou a descer. A conversa migrou pros nossos hobbies, histórias de infância, besteiras. A conexão com o Alan era absurda; a gente passava horas conversando sobre assuntos aleatórios sem ver o tempo passar. Jantamos ali mesmo, no escuro do canto do salão. Eu estava vendo o Alan de verdade: brincalhão, leve, o homem por trás da armadura de ferro do crime organizado.

De repente, o celular dele vibrou em cima da mesa. O visor acendeu: Murilo.

A fisionomia do Alan mudou na hora. O maxilar dele travou, os olhos castanhos ficaram frios. Senti o estômago revirar, achando que a nossa noite tinha morrido ali. Mas o Alan pegou o celular, recusou a chamada com um deslizar de dedo agressivo, desligou o celular e jogou na mesa, olhando de volta para mim com um sorriso desarmado. Como se o resto do mundo pudesse queimar, contanto que eu estivesse ali.

A meia-noite já tinha passado. O salão do clube fechou e nós fomos caminhar pela área externa, com as taças de whisky na mão, levemente alterados pela bebida, mas totalmente conscientes do magnetismo entre nós. O ar da noite de verão em São Paulo estava quente. Caminhamos até a área isolada das piscinas olímpicas, onde aconteciam as aulas de natação. O lugar estava completamente deserto. A única iluminação vinha dos feixes de LED azul embutidos dentro da água, que projetavam sombras trêmulas nas paredes de concreto e no chão de pedra.

Do nada, o Alan parou na borda da piscina. Olhou para os lados, deu aquela risada rústica de macho e começou a desabotoar a camisa de linho.

— O que você tá fazendo, seu louco? — perguntei, rindo. — O que eu deveria ter feito a semana toda — ele respondeu, jogando a camisa no chão.

Ele tirou o short jeans e, sem nenhum pudor, puxou a cueca box para baixo. O corpo dele ficou totalmente nu sob a luz azul da água. Que visão espetacular. Um urso de quarenta anos, troncado, com as costas largas, a bunda pesada e peluda, e um caralho enorme de mais de vinte centímetros que já apontava meio ereto para a frente, pesado entre os pelos espessos da virilha. Ele saltou na água, fazendo o eco do baque ecoar pelo complexo vazio.

O whisky subiu no meu sangue. Entrei na onda. Arranquei a polo, o short jeans e tirei a minha sunga preta. Fiquei nu na borda. O Alan parou na superfície, com a água na altura do peito, os pelos molhados colados no corpo, me encarando de baixo. Pulei.

A água estava morna. Quando emergi, estávamos cara a cara no canto mais escuro da piscina. Ali, sem a armadura do escritório, perguntei sobre a vida dele no submundo. O Alan foi de uma honestidade que me assustou. Olhando para a água, ele confessou que tinha escolhido o caminho mais rápido para construir a riqueza dele, mas que o preço estava ficando alto demais.

— Sai dessa porra, Alan — falei, tocando no ombro largo dele. — Você é grande demais para terminar numa cela ou num caixão.

— Eu tô tentando, Daniel... — a voz dele saiu baixa, rouca. — Já tô armando a minha saída dessa estrutura faz tempo. Falta pouco. Mas a volta do Murilo... aquela porra acendeu um gatilho do passado que eu achei que tava morto. Estar perto dele me faz mal, me suja. Mas ele fez parte do meu início, ele conhece os meus podres. É uma luta do caralho me libertar desse laço.

Aproximei meu corpo do dele. Apoiei minhas duas mãos naquele peitoral peludo e monumental, sentindo os batimentos acelerados do coração do Alan sob a pele molhada. Olhei fixo nos olhos castanhos dele:

— Esse cara que você tá me mostrando agora... essa versão humana, brincalhoa, honesta... é o cara mais especial que eu já conheci. Não tranca ele numa caixa de ferro só pra fingir que é durão o tempo todo. Isso vai te corroer por dentro. Não se isola de mim.

O Alan não respondeu com palavras. Ele deu um passo à frente, passou aqueles braços gigantescos pela minha cintura e me puxou para um abraço apertado dentro d'água. Sentir o peito peludo e rústico dele colado contra o meu peitoral liso, no silêncio daquela piscina azul, foi um troço avassalador.

Colei minha boca na orelha dele e sussurrei: — Dorme comigo no chalé essa noite? Não precisa ter sexo se você não quiser. Só deixa eu dormir abraçado nesse teu peito.

Ele afastou o rosto de leve, segurou a minha mandíbula com a mão grande e quente, os olhos castanhos brilhando de uma vulnerabilidade que eu nunca achei que veria num chefe de gangue.

— Sabe, Daniel... você desperta uma parada em mim que eu nem sei o que é. Você me faz tão bem que eu consigo desarmar cada amarra que eu criei pra sobreviver.

— Então não deixa esse cara morrer.

Nossos lábios se chocaram. Não foi o beijo bruto de antes; foi um beijo lento, profundo, com a língua dele invadindo a minha boca com uma doçura desesperada. Por baixo da água morna, nossos paus se encontraram de uma vez, duas barras de ferro latejando. O Alan desceu as duas mãos na água, segurou os nossos dois caralhos juntos com a palma da mão grande e começou a fazer um movimento de vai e vem, uma punheta conjunta e apertada.

— Ahh... porra, Daniel... — ele gemeu abafado na minha boca, o quadril dele dando leves estocadas contra a minha mão sob a água. O atrito das nossas peles cobertas de água morna era uma delícia.

Saímos da piscina pingando. Pegamos nossas roupas, caminhamos nus e molhados pelo caminho de pedra escuro até a porta do meu chalé privativo. Assim que a porta bateu e o trinco correu, o ar-condicionado no talo chocou contra a nossa pele quente.

O Alan me puxou pela nuca para outro beijo, mas eu parei o movimento. Peguei a minha camisa gola polo branca que estava na minha mão, dobrei o tecido e olhei fixo para ele.

— O que você vai fazer? — ele perguntou, com a respiração cortada.

— Quero que você se entregue por inteiro, sem ver nada. Confia em mim — falei.

Ele deu um sorriso de canto de boca, aquele sorriso de alfa que sabe que vai ser mimado. Passou os braços para trás e deixou que eu amarrasse a polo branca em volta dos seus olhos, cobrindo totalmente a sua visão. O homem mais perigoso daquela agência estava vendado, nu e vulnerável na minha frente.

Guiei ele até a cadeira de praia reclinável que ficava na varanda interna do chalé, ajustando o ângulo para 150 graus. Deitei o corpo parrudo dele ali. O Alan exalava cheiro de whisky, água de piscina e testosterona. Comecei o meu trabalho de preliminares com uma lentidão sádica. Fui beijando a linha do pescoço dele, distribuindo chupadas de leve que deixavam marcas roxas na pele clara.

— Caralho, Daniel... humm... — o bicho urrava alto, a cabeça vendada balançando de um lado para o outro na cadeira de vime dura.

Desci minhas lambidas pelo peitoral monumental. Passei a língua em cada pelo grosso e molhado, sentindo o corpo dele se arrepiar por inteiro sob o meu comando. Abocanhei o mamilo esquerdo dele, chupando com vontade, mordendo de leve com os dentes. O Alan arqueou o quadril na cadeira, o pau dele de mais de vinte centímetros ereto, apontando pro teto, babando uma quantidade absurda de pré-gozo transparente que escorria pelo saco escuro e peludo.

— Puta que pariu, moleque... você achou o meu ponto fraco... cata essa porra com a boca... — ele implorava, com as mãos grandes arranhando os braços da cadeira.

— Vamos para a cama de verdade — sussurrei, tirando a venda dos olhos dele de uma vez. — Essa cadeira é muito dura para o que eu vou fazer com você.

Peguei ele pela mão e fomos para a cama de casal do chalé. O linho branco dos lençóis contrastava com o corpo robusto do Alan. Eu liguei o foda-se de um jeito inexplicável. Horas antes, eu jurava para mim mesmo que me afastaria daquele homem problemático, mas a carcaça dele despertava em mim um tesão doentio, possessivo. Aquela bunda pesada e peluda dele não via a hora de ser estourada pelo meu caralho de surfista.

Empurrei o Alan de quatro na cama. Ele apoiou os cotovelos nos travesseiros, empinando aquela raba monumental, cheia de pelos na região do cóccix, bem na direção do meu rosto.

— Que saudade dessa tua pegada de macho, Daniel... me fode, arromba esse meu rabo logo — ele sussurrou com a voz embargada.

Ajoelhei atrás dele. Segurei as duas nádegas pesadas, abri com força e enfiei a minha língua direto no centro do cuzinho dele. O Alan soltou um grito abafado no travesseiro. Comecei a chupar aquele cu peludo com uma fome violenta, enfiando a língua lá dentro, fazendo um movimento circular, rápido e depois lento, deixando a minha saliva banhar e lubrificar tudo. O cuzinho dele pulsava na minha língua, contraindo de puro prazer amador. Eu queria aquele rabo encharcado da minha própria saliva antes de meter a minha tora de surfista.

Fiquei em pé na cama. Peguei o meu pau, que já estava latejando, e comecei a pincelar a cabeça roxa na entrada do cu dele, que não parava de piscar. Mirei e enterrei de uma vez só, até o talo, fazendo o colchão estalar.

— Sente essa porra toda lá dentro! Esse cu agora é meu, me pertence! Aquele filho da puta do ex pensa que é dono, mas quem tá rasgando essa porra agora sou eu!

— VAI, DANIEL! FODE O MEU RABO! SOCA COM VONTADE! — ele urrou, entregando o controle total da carcaça dele.

Ver o chefe do crime totalmente submisso, de quatro na minha cama, implorando pela minha rola, me transformou num bicho. Comecei a dar estocadas violentas, brutas, o meu quadril batendo com força contra a bunda dele: VRACO, VRACO, VRACO. Levei a minha mão direita espalmada e comecei a desferir tapas violentos na bunda dele. TAPA! TAPA! A pele branca dele foi ficando vermelha na hora.

— Toma rola, seu puto! Aceita o teu macho! — eu gritava, descarregando todo o ciúme, a raiva de ter que dividir aquele homem e o medo do futuro em cada soco de quadril e em cada tapa estalado.

— Isso, meu macho gostoso... bate mais nesse raba... me quebra no meio... — ele gemia alto, sem nenhum pudor, rebolando o cu na minha pica a cada estocada.

O ritmo saiu do controle. Eu rosnava, puxava ele pela cintura com força, trazendo o corpo dele para o meio da cama. Deitei por cima das costas dele, esmagando o corpo dele contra o colchão enquanto continuava a socar aquela pica com fúria. Puxei o rosto dele de lado e nos beijamos. O beijo tinha gosto de suor, whisky e uma fome desesperada de posse.

Senti a onda do gozo subindo. Eu não queria gozar, queria que aquela humilhação gostosa durasse mais. Tirei o meu pau do cu dele com um estalo úmido e joguei o corpo dele de costas.

— Vira de frente para mim — comandei, arquejando.

Deitei entre as pernas abertas do Alan. Subi o meu corpo e comecei a chupar os mamilos dele de novo, enquanto a minha mão direita descia até o pau dele de vinte centímetros, que já estava vazando muito pré-gozo, e comecei a bater uma punheta rápida na rola dele. O ar-condicionado do quarto não dava conta; o ambiente cheirava a testosterona pura, o nosso suor misturado colava os pelos do peito dele na minha pele lisa.

Abocanhei o pau do Alan, engoli aquela tora inteira até a base peluda. Ele enterrou as duas mãos grandes no meu cabelo, empurrando a pica na minha garganta enquanto meus olhos lacrimejavam. Eu adoro ver um alfa entregue desse jeito. Eu sou o macho alfa da relação, mas não tenho nenhuma vergonha, ou egoísmo de ser comandado por outro macho alfa. No sexo eu faço tudo, menos ser penetrado.

Tirei a boca do pau dele, me posicionei de novo entre as coxas grossas do Alan, joguei as duas pernas dele por cima dos meus ombros e mirei o meu pau cheio de saliva no cuzinho dele. Enterrei tudo de uma vez. O Alan me puxou pelo quadril, me trazendo para cima dele. Nossos peitos se colaram. Ele segurou o meu rosto com as duas mãos, colando testa com testa, me olhando no fundo dos olhos enquanto eu bombava devagar, sentindo o hálito quente de whisky dele na minha cara.

— Não me deixa, Daniel... por favor, não me deixa... — ele sussurrou, com os olhos marejados de uma dor real.

Aquelas palavras me congelaram por dentro. Não soube o que responder. Era o medo dele de eu sumir por causa do Murilo? Ou ele queria que eu entrasse na linha de frente e lutasse por nós dois contra a máfia? . Por um segundo, a minha mente fugiu do quarto. Pensei no Murilo, nas gangues, na minha carreira executiva que eu construí com tanto suor. Vale o risco perder tudo por causa de um amor perigoso no submundo? Dizem que no amor vale tudo, mas eu não estava seguro para apostar a minha vida naquela mesa.

Enterrei o meu rosto na curva do pescoço do Alan, fugindo do olhar dele para não ter que mentir. Continuei bombando, mas a minha mente já estava longe, fria. O corpo do Alan deu um espasmo violento lá embaixo; as pregas do cu dele esmagaram o meu pau com uma força absurda e ele começou a urrar, disparando jatos de porra branca e espessa que voaram alto, sujando o nosso peito e o lençol do chalé.

Eu continuei socando, mas o tesão tinha evaporado por causa dos pensamentos. Meu pau foi ficando meia-bomba dentro dele. Tirei para fora, olhando com insatisfação pro meu caralho murchando.

— Acho que foi a porra do álcool que travou o meu gozo — menti, saindo da cama com a cara fechada.

O Alan me olhou do colchão, o rosto triste. Ele sabia que eu estava mentindo. Fui direto pro banheiro, liguei o chuveiro no quente, e fiquei embaixo da água, deixando o vapor subir, tentando organizar a bagunça na minha cabeça. Dividido entre a guerra e a fuga.

De repente, senti duas mãos grandes segurando a minha cintura por trás. O Alan colou aquele peitoral de urso molhado contra as minhas costas, me abraçando forte debaixo do chuveiro. Me virei e retribui o abraço em silêncio, deixando a água escorrer pelos nossos corpos colados. Tinha gosto de despedida.

Peguei o sabonete líquido, espalhei no peito dele, massageando os pelos com o rosto sério. Ele segurou o meu queixo, me forçando a olhar para ele:

— Independente do que acontecer daqui para frente, Daniel... eu tenho que te agradecer. Você me deu os melhores momentos da minha vida.

— Para com essa porra, Alan. Tá se despedindo de mim é o caralho — respondi, irritado.

— A gente ainda não sentou para falar sobre o Murilo, mas você sabe o quanto é complicado. Eu sei que você não quer entrar nessa sujeira, e eu também não quero te arrastar pra isso. É uma luta minha. Eu vou entender se você quiser cair fora e salvar a tua pele.

— Cala a boca, Alan — interrompi, calando ele com um beijo urgente. — Deixa o futuro pra depois. Vamos viver a porra do agora.

Voltamos para o quarto, nos deitamos e eu apoiei a minha cabeça naquele peitoral peludo dele, usando o peito do Alan como travesseiro, sentindo o cheiro de sabonete e homem. Dormi ali, no único lugar onde eu me sentia seguro.

Às sete da manhã, o despertador do celular tocou. O Alan acordou com uma cara de enterro, resmungando da hora.

— Esqueci de te falar, Eu vou fazer uma caminhada na trilha de mata fechada que fica atrás do clube. Gosto de fazer trilha sozinho pra limpar a mente, mas na capital nunca tenho tempo — falei, calçando o tênis. O Alan sentou na cama, coçando o peito peludo:

— Eu vou junto. Tô um sedentário do caralho, preciso queimar o whisky de ontem.

O Alan não tinha levado roupa esportiva, então emprestei um shorts meu de corrida fino. O tecido ficou ridículo de apertado na carcaça parruda dele, marcando a bunda enorme e desenhando as coxas grossas. Nós dois fomos sem camisa, apenas de shorts e tênis, entrando no matagal fechado que se estendia atrás do clube.

Depois de uma hora de caminhada sob o sol de verão que já começava a rachar, o Alan estava exausto, suando em bicas. O suor escorria pelo peito peludo dele, brilhando sob a luz do sol, deixando ele com um visual extremamente primitivo e excitante. Paramos para descansar embaixo de uma árvore de copa grande, bebendo água de uma garrafa térmica.

Ele olhou em volta, limpando o suor da testa com o braço grosso:

— Daniel... deve ser um absurdo transar aqui no meio do mato, sentindo o cheiro da natureza. Olhei para o short dele; o tecido fino e apertado já estava com uma barraca armada violenta na frente, desenhando o pau duro dele para a esquerda. O tesão bateu forte no meu estômago.

— Com certeza é bom, Alan. Mas eu não abro mão de uma cama confortável. Transar no mato é desconfortável pra caralho.

— Pois só de falar nessa porra já me deixou com o pau estalando — ele falou, dando um passo na minha direção.

Fui para cima dele. Nos prensamos contra o tronco da árvore, nos pegando com uma selvageria amadora ali mesmo, no meio do nada.

— Se quiser levar rola no meio do mato, é só pedir, seu puto — desafiei.

O Alan não disse uma palavra. Ele simplesmente virou de costas, segurou no tronco da árvore com as duas mãos, empinou aquela bunda monumental e puxou o meu shorts apertado para baixo, expondo o cu peludo e enorme na minha direção. Aquilo era um convite para o crime.

Abaixei o meu shorts com tudo, puxei o meu pau que já estava estalando de duro e mirei direto no cu dele, sem lubrificante nenhum além do suor e do pré-gozo da manhã. Enfeiei de uma vez só. O Alan soltou um urro que espantou os pássaros da árvore. Comecei a bombar com força, o meu suor de caminhada escorrendo pelas costas dele, misturando as nossas transpirações na casca da árvore. Levei a minha mão para a frente e comecei a bater uma punheta rápida no pau dele enquanto metia com ódio naquele rabo. A sensação mecânica, crua e proibida daquela transa ao ar livre foi do caralho. Cinco minutos de bombada violenta e eu disparei um jato massivo de porra dentro do cu do Alan, tremendo as pernas.

Nem esperei o meu pau murchar. Me abaixei no meio das folhas secas, de joelhos, e abocanhei o pau dele que ainda estava ereto e babando. Chupei com vontade, fazendo o bicho tremer contra a árvore até que ele disparou uma jorrada de porra quente direto na minha garganta. Engoli tudo, limpei a boca com as costas da mão e rimos feito dois adolescentes marginais.

Voltamos pro chalé, tomamos banho e arrumamos as malas. Já era final da tarde quando descemos para a recepção do clube para fechar a conta.

O meu sorriso de felicidade morreu no segundo em que pisamos no saguão de mármore.

Sentado num sofá de couro de canto, com uma perna cruzada sobre a outra, balançando o pé de forma impaciente e com um terno escuro impecável, estava o Murilo.

O meu sangue ferveu. Meu maxilar travou na hora. O Murilo percebeu a nossa chegada, levantou do sofá com aquela elegância de cobra e caminhou na nossa direção, com um sorriso cínico desenhado nos lábios finos. Ele estendeu a mão para mim.

O impulso foi mais forte. Não apertei a mão dele. Dei um passo à frente, encostando o meu peito de quase no terno dele, e soltei com um sorriso falso e venenoso:

— Já veio marcar o teu território?

O Murilo não se abalou. O sorriso dele ficou ainda mais irônico, os olhos fixos nos meus com um desprezo mortal:

— Eu não preciso marcar território, garoto. Não importa qual lixo de marketing o Alan use pra se divertir no fim de semana... ele sempre volta pra mim no final da noite.

Aquelas palavras entraram como uma faca. Os associados passavam em volta da recepção conversando, sem notar a guerra psicológica e a troca de farpas pesadas que estava acontecendo ali no balcão. O Alan tentou intervir, segurando o Murilo pelo ombro:

— Chega, Murilo. Vamos embora.

— Lixo? — retruquei, a voz subindo de tom, o rosto vermelho de puro ódio. — Vindo de um manipulador filho da puta que nem você, isso é elogio. E se liga numa coisa... eu não devia falar, mas esse "lixo" aqui passou a noite inteira arrombando o cu do teu homem naquele chalé. Ele gritou o meu nome até ficar rouco.

O rosto do Murilo esticou, a máscara de ironia caiu por um segundo, revelando um ódio assassino. O Alan puxou o Murilo com força pelo braço, arrastando a cobra para fora da recepção antes que o salão virasse um octógono de MMA.

Eu saí andando duro, cego de raiva. Voltei pro quarto do chalé que ainda não tinha entregado a chave. Fechei a porta com um estrondo. Olhei para a mesa de cabeceira, vi uma garrafa de vinho fechada que eu tinha levado. Peguei aquela porra com as duas mãos e joguei com toda a minha força contra a parede de azulejos. CABRUM! O vidro explodiu em mil pedaços, o líquido vermelho escorrendo pela parede como sangue.

Minha raiva maior não era do Murilo. Era de mim. Era de ter perdido o controle, de ter me deixado levar pelo ciúme, e pelo tesão daquele urso peludo. Eu tinha prometido para mim mesmo que não entraria nessa briga de gangues. E agora, eu estava atolado até o pescoço na porra daquela lama, sabendo que quem ia sair sangrando no final dessa história era eu.

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